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Data de lançamento
14 Ago. 1987Duração
Tom Farrell (Kevin Costner) é um jovem oficial que tem um caso com Susan Atwell (Sean Young), a amante do Secretário de Defesa David Brice (Gene Hackman). Um dia Farrell vê Brice matá-la, acidentalmente. Brice sabe que alguém o viu, mas não sabe quem e, ironicamente, ordena que Farrell comande as investigações do caso.
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Boa química e atuação de Kevin Costner e Sean Young, plot sensacional.
Bom filme, tem o charme do cinema 80's, a trama envolve, pobre Kevin Costner se mete numa encrenca daquelas, todavia, esperava mais do famoso plot twist.
Tenso do início ao fim, excelentes atuações e reviravoltas. A Sea Young me pareceu familiar, ao pesquisar vi que ela era vista frequentemente na sessão da tarde, na pele da tenente Lois que na verdade era Ray finkle. No way out segue sendo subestimado, desde sua época, quando nem uma menção no Óscar conseguiu.
SEM SAÍDA, é um Thriller noturno instigante que era sempre muito reprisado na Rede Globo nos anos noventa. Fazia bastante tempo que eu não o via e agora revendo e reavaliando o filme, ainda permanece um bom filme apesar do tempo e de alguns aspectos datados. O ano de 1987 foi felicíssimo para Kevin Coster, de modo que, atuou em duas grandes produções deste ano, este instigante Thriller de ação-suspense de Roger Donaldson e do clássico moderno, Os Intocáveis, de Brian de Palma, Costner não teve o que reclamar, foram produções que o pôs no hall dos grandes atores, galãs, astro Hollywoodiano. Já Gene Hackmann, apesar de ser grande ator e ter uma presença imponente no longa-metragem, me parece que o roteiro não focou tanto no desenvolvimento de seu personagem. Ao contrário, de seu companheiro de cena, Will Patton, e que nesta revisão observei melhor o ótimo desenvolvimento de seu personagem e da sua ótima atuação, chegando nalguns momentos, ofuscar o personagem de Kevin Coster. De quebra, ainda temos, as contribuições de George Dzundza, como amigo do protagonista que entra numa enrascada para salvar seu amigo. E Sean Young como a amante dupla. A direção de Roger Donaldson é sumamente ótima em construir um suspense tenso e climático e, que põe a toda segundo situações de sufoco ao personagem de ambos, Kevin Costner e Gene Hackmann, protagonista e antagonista em pé de briga, literalmente, um correndo em busca da verdade ( e de se proteger) enquanto o outro em busca de se safar. Esta sessão serviu-me para reavaliar o filme, uma vez que, o tinha julgado por menor, anos atrás, hoje me rendi a este ótimo trabalho de direção de Roger Donaldson e também matei saudades dos ótimos Thrillers que eram exibidos na TV aberta e que atualmente, carecem de filmes como este para prender a atenção do telespectador, uma vez que, a TV aberta de hoje está chatíssima, para não dizer uma droga.
Por que o desfecho de ‘Sem Saída’ dos anos 80 é uma das reviravoltas mais subestimadas e inovadoras do cinema?
Vamos explorar como a conclusão surpreendente de ‘Sem Saída’ (1987), dirigida por Roger Donaldson e estrelada por Kevin Costner, permanece como um exemplo de narrativa engenhosa que, com o tempo, acabou sendo relegada ao esquecimento. Essa reviravolta não só altera tudo o que você pensa ao longo do filme, e também revela uma complexidade que poucos filmes do gênero conseguiram alcançar de maneira tão sutil e impactante.
O poder de um final que muda tudo: a arte do twist bem executado
Há uma categoria de cinema que reserva seu momento mais marcante para o último ato — aquele instante que faz você reconsiderar toda a história, que faz a sua percepção se transformar. Não se trata de golpes de efeito vazios ou de revelações gratuitas, mas de momentos em que uma única peça de informação, revelada no momento certo, modifica toda a narrativa. ‘Sem Saída’ exemplifica isso com maestria, apresentando uma reviravolta que, até hoje, deveria ser estudada pelos amantes de roteiro.
Lançado na época em que Kevin Costner despontava como uma estrela global e que Roger Donaldson consolidava sua assinatura, o filme consegue esconder sua verdadeira face por trás de uma narrativa inicialmente convencional, apenas para desmontá-la de forma brilhante e inesperada. Com Gene Hackman entregando uma atuação multifacetada, a obra desafia o típico thriller de espionagem ao transformar uma trama de perseguição e conspiração em um jogo psicológico de paranoia absoluta.
Transformando o gênero: de romance a thriller de alta tensão
‘Sem Saída’ inicia sua narrativa sob uma atmosfera de romance sofisticado. Os primeiros quarenta minutos nos envolvem numa história de amor e intriga entre Tom Farrell e Susan Atwell (Sean Young), criando uma sensação de normalidade e até de romance perigoso, típica da estética dos anos 80, com cenas carregadas de sensualidade e uma construção emocional cuidadosa.
Porém, logo após a morte abrupta de Susan — uma cena chocante e impiedosa — o filme se vira de cabeça para baixo. O que parecia uma história de paixão se transforma em um thriller de sobrevivência, onde Farrell se torna o principal suspeito de um assassinato brutal. Ele passa a ser caçado por seus próprios colegas e pelo sistema, numa luta desesperada para provar sua inocência enquanto tenta esconder a ligação com a vítima. Essa mudança de tom é o que torna a narrativa tão fascinante: um jogo de dissimulação, onde as apostas emocionais dão lugar ao medo e à paranoia.
O enigma ‘Yuri’ e o papel do MacGuffin
No centro do mistério
está ‘Yuri’, um suposto espião soviético infiltrado na alta cúpula do Pentágono. Durante grande parte do filme, Yuri é tratado como uma invenção conveniente — uma figura que serve como um ponto de referência, e que nunca se revela de fato.
A genialidade do roteiro está na sua ironia: Pritchard, advogado e personagem-chave,
acredita estar protegendo Farrell ao perseguir Yuri, mas na verdade está caçando o verdadeiro inimigo.
por um bode expiatório acaba revelando o verdadeiro vilão — o espião real que todos tentam esconder.
Tecnologia e tensão: a Polaroid como símbolo
Um detalhe técnico que reforça a tensão do filme é a cena da fotografia Polaroid sendo digitalmente reconstruída. Em 1987, essa ideia de uma imagem lentamente sendo “revelada” por um computador era futurista e carregada de significado, representando a vulnerabilidade da prova e o avanço da tecnologia forense. Para o público contemporâneo, essa cena pode parecer lenta, mas na época, ela funcionava como um cronômetro visual que aumenta a sensação de urgência — cada linha digitalizada aproxima Farrell de uma exposição total, sem a necessidade de explosões ou cenas de ação barulhentas.
Por que a reviravolta de ‘Sem Saída’ é superior a outros finais de suspense
Frequentemente comparado a filmes como ‘Seven’, ‘Os Suspeitos’ ou ‘O Sexto Sentido’, o encerramento de ‘Sem Saída’ destaca-se por sua capacidade de resistir a múltiplas revisões. Enquanto muitos finais de reviravolta dependem do impacto inicial, esse filme oferece uma camada adicional de profundidade quando assistido com o conhecimento do segredo revelado posteriormente.
Assistir ao filme sabendo que
Farrell é, na verdade, um agente soviético,
mas o de alguém vivendo sob uma máscara de segurança
Susan Atwell: símbolo do custo humano na Guerra Fria
A personagem de Susan Atwell encapsula a tragédia do filme. Manipulada e usada como peça no xadrez de homens poderosos, seu destino é o catalisador que revela a podridão de toda uma estrutura de poder. Sua morte não é apenas um fato dramático, mas uma denúncia silenciosa do preço que se paga na guerra de espionagem: uma vítima inocente que acaba sacrificada na engrenagem de interesses políticos e militares.
Um filme que merece uma redescoberta
‘Sem Saída’ de 1987 é um exemplo de cinema de gênero que alia inteligência narrativa à estética de suspense. Sua complexidade, aliada a um roteiro engenhoso, demonstra que os anos 80 ainda tinham muito a oferecer ao público que busca histórias sofisticadas e finais que desafiam expectativas.
Se você aprecia thrillers que valorizam o raciocínio e que deixam uma marca duradoura, esse filme é uma joia escondida. Ele prova que, às vezes, a saída mais genial é aquela que fica à vista de todos, mas que só revela seu verdadeiro valor na última cena — uma lição eterna de que o melhor truque é aquele que ninguém espera, mesmo quando está bem diante dos nossos olhos.