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Royal Tenenbaum (Gene Hackman) e sua esposa Etheline Tenenbaum (Anjelica Huston) tiveram três filhos, Chas (Ben Stiller), Margot (Gwyneth Paltrow) e Richie (Luke Wilson), e logo depois resolveram se separar. Com o passar dos anos cada um dos filhos demonstrou talentos diferentes, tornando-se todos bem-sucedidos. Chas logo em sua adolescência resolveu investir em bens, demonstrando um dom natural para finanças, enquanto que Margot se tornou uma escritora de sucesso e Richie um tenista profissional de sucesso. Mas toda a história de sucesso dos três jovens Tenenbaums é esquecida quando seu pai resolve reatar os antigos laços e lutar pelo amor de Etheline, que está prestes a se casar com seu contador, Henry Sherman (Danny Glover).
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Decidi assistir esse filme me baseando na nota alta que ele tem aqui, mas sinceramente não vi nada demais, na verdade é até meio chatinho em alguns momentos, embora nos 30 minutos finais ele melhore um pouco e nos entregue um desfecho até que satisfatório.
Chatinho
Assistido em 19/06/2026.
O filme possui uma excelente progressão, uma bela caracterização dos personagens e fotografia cênica, bem como um roteiro cativante.
O enredo tem um q de ordinário ao retratar um cara que, quebrado no fim da vida, quer se desculpar por toda a dor que afligiu a quem ama. Apesar disso, é uma ótima obra. Destaco a expressividade marcante da personagem Margot e do Richie que, resistentemente, dão liberdade à natural atração que sentem um pelo outro, pois que, eles têm muito em comum no silêncio do olhar que não constrange, mas que revela uma sinceridade triste e bela.
Eles realmente são excêntricos, mas de uma forma que me parece artificial. Eu diria que o próprio filme é meio excêntrico...
The Royal Tenenbaums (2001), no Brasil Os Excêntricos Tenenbaums, é um daqueles filmes que chegam com um elenco excepcional e uma proposta visual marcante.
É um bom filme com um elenco ainda melhor, cheio de personagens interessantes que mereciam mais tempo de tela e desenvolvimento, embora isso pudesse tornar a obra longa demais. Esteticamente, é realmente bonito, com aquela assinatura inconfundível de Wes Anderson, apesar de, em alguns momentos, a paleta de cores e o excesso de vibe vintage acabarem passando um pouco do ponto. No início, cheguei a achar que a história se passava no passado, tamanha a estética retrô, mas na verdade tudo acontece no presente, o que só reforça o charme artificial daquele mundo.
Os personagens são complexos, mas o filme não tem tempo suficiente para aprofundar suas emoções, especialmente os irmãos Tenenbaum, que carregam arcos interessantes porém mal explorados. Margot Tenenbaum (Gwyneth Paltrow) rouba a cena toda vez que aparece, com aquela beleza fria, lacônica e magnética que domina o quadro sem esforço. Já o ponto baixo fica por conta de Eli Cash (Owen Wilson), um personagem extremamente chato e sem carisma nenhum.
Até hoje não entendi qual a real função dele na trama, parece totalmente inútil, diferente do irmão Luke Wilson, que entrega um Richie Tenenbaum sensível e dolorido.
O que Wes Anderson constrói aqui é um álbum de família disfuncional, onde cada prodígio da infância se transformou em um adulto marcado pelo fracasso, pela rigidez emocional ou pela melancolia silenciosa.
Gene Hackman como Royal Tenenbaum é o pai ausente perfeito: carismático, manipulador e impossível de ignorar. Anjelica Huston como Etheline mantém o centro da família com dignidade discreta, enquanto os detalhes menores — o mordomo Pagoda, o falcão Mordecai e o dálmata Spark Plug — enriquecem esse universo excêntrico e ao mesmo tempo profundamente humano.
No fundo, o filme fala de herança, de genialidade perdida e da dor estilizada de quem cresce cercado de expectativas impossíveis. É bonito, triste e engraçado do jeito mais torto possível, e por isso mesmo continua valendo a pena revisitar.
Assistido em 20/04/2026