O filme é bem construído. A primeira meia hora inteira é dedicada a nos mostrar como um menino inventava e criava histórias, e que isso fez com que ninguém acreditasse no que ele falava. Inclusive, essa parte toma quase metade do filme. Essa introdução até funciona para mostrar por que o Tommy é ignorado por todo mundo, mas, mano, gastar quase metade do filme nisso deixa o assassinato, que seria mais interessante, em segundo plano.
O filme não explica nada sobre a motivação dos Kellerson ou quem eles mataram, e isso faz a história ficar meio incompleta. Mas eu entendi a ideia... apesar de achar que poderiam ter sido melhor aproveitados todos os fatores.
Após não só a polícia, mas também seus pais não acreditarem em sua história e inclusive o obrigarem a pedir desculpas presencialmente para os Kellerson, os pais do Tommy são muito tapados. Deveriam, no mínimo, ter suspeitado de algo ou, no mínimo, averiguado melhor a situação com a importância que ela merecia.
Eles realmente deixam o moleque sozinho, e, ao entrar no prédio, ao mesmo tempo que os pais estão na calçada indo embora, entre a escada e a porta já está Jean Kellerson, esperando Tommy.
A parte em que Tommy está escrevendo a carta, ou melhor, supostamente escrevendo… A última linha é claramente diferente do resto da carta, em um tom bem mais escuro. O que deixa claro que a carta já estava escrita por alguém, provavelmente da produção, e o Tommy só escreveu o final, que ficou claramente em um tom diferente.
Para completar, o que o pai faz? Tranca o moleque no quarto, pregando suas janelas. Mano, que porra é essa? Trancar o moleque e pregar as janelas é tiração. Se aparecesse alguém, ele não teria como fugir.
O pior de tudo foi a cena dele no táxi, gritando. O policial ainda está lá e nem sequer questiona, não pede documento, não pede porra nenhuma, leva a ideia dos Kellerson na hora. Nem o policial, nem o taxista fazem nada. O policial vê o moleque gritando e engole a história dos Kellerson sem questionar nada, e o taxista também não questiona nada, só dirige. É uma inoperância total.
Não para por aí, não, piora… O pai de Tommy ainda vai falar com o mesmo policial que viu o menino sendo sequestrado pelo casal Kellerson, e esse nem se dá conta do que aconteceu minutos antes… Total inoperância, mais uma vez, da polícia, como sempre. A polícia é um lixo nesse filme, não serve para nada.
Se eu fosse o Tommy, ficaria puto com meu pai e com a minha mãe. Mesmo que ele tivesse mentido antes e tal, eram todas coisas pequenas. O sentimento de culpa que eles sentissem não iria me deixar satisfeito… Você pode pensar que é um pouco cruel, mas eles não se deram ao trabalho de realmente investigar uma coisa tão séria quanto aquela. As mentiras do Tommy eram coisas de criança, e os pais deviam ter levado a sério uma acusação tão grave.
Nem sequer um pedido de desculpas do pai ou da mãe por não terem acreditado no pequeno Tommy? Queria ter visto a Jean sendo presa e confessando tudo para os pais de Tommy. Faltou esse fechamento. O filme termina sem dar essa satisfação e sem mostrar um real arrependimento dos pais por não terem acreditado no filho ou pensado nas possíveis consequências trágicas da falta de cuidado deles com o próprio filho.
Detalhe para a excelente atuação de Bobby Driscoll, o eterno Peter Pan da Disney, que foi usado enquanto era criança até quando serviu e, depois que cresceu, foi abandonado pela indústria e teve um fim trágico. A história dele é bem pesada e triste.
Um dos melhores filmes noir que já assisti. A vítima ser uma criança gera ainda mais tensão, já que ninguém acredita no que ele diz e agonia vai aumentando cada vez mais. O ator que faz o tommy tem uma ótima atuação, consegue transmitir muito bem o medo que sentia cada vez que os vizinhos apareciam.
Nunca tinha ouvido falar deste diretor, uma vez que, foi o primeiro filme visto dele. E valeu muito a pena! A trama é simples, porém, bem conduzida. A fotografia em P&B é excelente e a montagem muito dinâmica. Flerta com o cinema noir, entretanto, tem muita carga de suspense cujo o garotinho sabe de um assassinato que seus vizinhos cometeram, mas ninguém acredita nele. A interpretação do garoto Bobby Driscoll é ótima e ele passa toda a angústia que o personagem careceu. O contexto em que o enredo se insere revela o abandono urbano ao qual famílias vivem a margem social, em quase abandono. A sequência final no prédio abandonado é primorosa, assim como toda a narrativa envolvente. Muito, muito bom mesmo, para mim uma grata descoberta.
O filme é bem construído. A primeira meia hora inteira é dedicada a nos mostrar como um menino inventava e criava histórias, e que isso fez com que ninguém acreditasse no que ele falava. Inclusive, essa parte toma quase metade do filme. Essa introdução até funciona para mostrar por que o Tommy é ignorado por todo mundo, mas, mano, gastar quase metade do filme nisso deixa o assassinato, que seria mais interessante, em segundo plano.
O filme não explica nada sobre a motivação dos Kellerson ou quem eles mataram, e isso faz a história ficar meio incompleta. Mas eu entendi a ideia... apesar de achar que poderiam ter sido melhor aproveitados todos os fatores.
Após não só a polícia, mas também seus pais não acreditarem em sua história e inclusive o obrigarem a pedir desculpas presencialmente para os Kellerson, os pais do Tommy são muito tapados. Deveriam, no mínimo, ter suspeitado de algo ou, no mínimo, averiguado melhor a situação com a importância que ela merecia.
Eles realmente deixam o moleque sozinho, e, ao entrar no prédio, ao mesmo tempo que os pais estão na calçada indo embora, entre a escada e a porta já está Jean Kellerson, esperando Tommy.
A parte em que Tommy está escrevendo a carta, ou melhor, supostamente escrevendo… A última linha é claramente diferente do resto da carta, em um tom bem mais escuro. O que deixa claro que a carta já estava escrita por alguém, provavelmente da produção, e o Tommy só escreveu o final, que ficou claramente em um tom diferente.
Para completar, o que o pai faz? Tranca o moleque no quarto, pregando suas janelas. Mano, que porra é essa? Trancar o moleque e pregar as janelas é tiração. Se aparecesse alguém, ele não teria como fugir.
O pior de tudo foi a cena dele no táxi, gritando. O policial ainda está lá e nem sequer questiona, não pede documento, não pede porra nenhuma, leva a ideia dos Kellerson na hora. Nem o policial, nem o taxista fazem nada. O policial vê o moleque gritando e engole a história dos Kellerson sem questionar nada, e o taxista também não questiona nada, só dirige. É uma inoperância total.
Não para por aí, não, piora… O pai de Tommy ainda vai falar com o mesmo policial que viu o menino sendo sequestrado pelo casal Kellerson, e esse nem se dá conta do que aconteceu minutos antes… Total inoperância, mais uma vez, da polícia, como sempre. A polícia é um lixo nesse filme, não serve para nada.
Se eu fosse o Tommy, ficaria puto com meu pai e com a minha mãe. Mesmo que ele tivesse mentido antes e tal, eram todas coisas pequenas. O sentimento de culpa que eles sentissem não iria me deixar satisfeito… Você pode pensar que é um pouco cruel, mas eles não se deram ao trabalho de realmente investigar uma coisa tão séria quanto aquela. As mentiras do Tommy eram coisas de criança, e os pais deviam ter levado a sério uma acusação tão grave.
Nem sequer um pedido de desculpas do pai ou da mãe por não terem acreditado no pequeno Tommy? Queria ter visto a Jean sendo presa e confessando tudo para os pais de Tommy. Faltou esse fechamento. O filme termina sem dar essa satisfação e sem mostrar um real arrependimento dos pais por não terem acreditado no filho ou pensado nas possíveis consequências trágicas da falta de cuidado deles com o próprio filho.
Detalhe para a excelente atuação de Bobby Driscoll, o eterno Peter Pan da Disney, que foi usado enquanto era criança até quando serviu e, depois que cresceu, foi abandonado pela indústria e teve um fim trágico. A história dele é bem pesada e triste.
Assistido em 16/10/2025
Suspense digno de ser assistido com nível interessante de tensão - se tratando do ponto de vista de uma criança.
Um dos melhores filmes noir que já assisti. A vítima ser uma criança gera ainda mais tensão, já que ninguém acredita no que ele diz e agonia vai aumentando cada vez mais.
O ator que faz o tommy tem uma ótima atuação, consegue transmitir muito bem o medo que sentia cada vez que os vizinhos apareciam.
Nunca tinha ouvido falar deste diretor, uma vez que, foi o primeiro filme visto dele. E valeu muito a pena!
A trama é simples, porém, bem conduzida. A fotografia em P&B é excelente e a montagem muito dinâmica. Flerta com o cinema noir, entretanto, tem muita carga de suspense cujo o garotinho sabe de um assassinato que seus vizinhos cometeram, mas ninguém acredita nele. A interpretação do garoto Bobby Driscoll é ótima e ele passa toda a angústia que o personagem careceu. O contexto em que o enredo se insere revela o abandono urbano ao qual famílias vivem a margem social, em quase abandono.
A sequência final no prédio abandonado é primorosa, assim como toda a narrativa envolvente. Muito, muito bom mesmo, para mim uma grata descoberta.
O roteiro é envolvente ao ponto de causar ansiedade, mesmo não tendo tantas camadas. É meio Hitchcock, mas com uma certa dose de pureza.
Driscoll está excelente. Me emocionei várias vezes com a sua afronta de pequeno revolucionário.