É a premiação brasileira mais antiga e considerada como uma das mais importantes do país. Com o fim da revista São Paulo na TV, Plácido vendeu os direitos do Troféu Imprensa ao apresentador e empresário Silvio Santos que, desde 1970, é o responsável pela organização, produção e apresentação do prêmio, transmitida anualmente pelo SBT. A 55ª edição do Troféu Imprensa entrará para a história da televisão por ser o primeiro produzido sem Silvio Santos (1930 -2025), que apresentava a premiação desde 1970. Em seu lugar, Celso Portiolli e Patricia Abravanel. Pela primeira vez sendo exibido no streaming via +SBT e Disney+
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"Troféu Imprensa" vira a 'festa da firma' do SBT!
A 55ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (04/05) e marcou o início de um novo ciclo. Afinal, é o primeiro ano sem Silvio Santos no comando da premiação mais antiga da televisão brasileira. Vale lembrar que em 2020 e 2021 não houve a cerimônia por conta da pandemia e em 2023 em virtude da ausência do apresentador, que já tinha se aposentado de suas funções no SBT. Ano passado, diante do atraso nas indicações, ocorreu o cancelamento do prêmio.
A premiação sempre foi elogiada pelos profissionais diante presença de programas e artistas de todas as emissoras, bem diferente do que ocorre no "Melhores do Ano", no "Domingão", que acabou apelidado de 'festa da firma' por só ter indicados da Globo. Porém, o retorno do "Troféu Imprensa" acabou virando uma nova festa da firma, mas agora do SBT. É verdade que os jurados sempre puxaram a sardinha para as produções da emissora, mas Silvio Santos conseguia dar um freio no festival de bajulações. O maior comunicador do país conseguia se mostrar imparcial, algo que não aconteceu com Patricia Abravanel e Celso Portiolli, os dois novos apresentadores da cerimônia. Pelo contrário, os dois ficavam envaidecidos com o show de puxa-saquismo de grande parte do júri. Celso ainda concordava com algumas críticas feitas a profissionais da concorrência.
E também é preciso ressaltar que desde a 40ª edição que o "Troféu" Imprensa" passou a sofrer muitas críticas merecidas a respeito da escolha dos três finalistas em cada categoria. Antes eram os profissionais da produção que selecionavam, mas o público que vota no site que passou a selecionar os melhores para serem escolhidos pelos jurados depois que foi criada a categoria "Troféu Internet", o que é um absurdo porque privilegia determinados programas ou artistas que têm mais fãs dedicados.
Só que na 55ª edição foi o próprio júri, em sua grande maioria, que resolveu descambar para a bajulação até na escolha dos vencedores. E tinham duas cadeiras para dois contratados da casa: Léo Dias e Felipeh Campos. Os dois votaram em quase todos os produtos e profissionais do SBT. Será que foi coincidência? Fica o questionamento. Além deles, compuseram o time de avaliadores Sônia Abrão, Chico Barney, Fabrício Pellegrino, Sandro Nascimento, Ester Rocha, Flávio Ricco, Kelly Miyashiro, José Armando Vanucci, Hugo Gloss e Ricardo Feltrin.
Vários vencedores viraram piada nas redes sociais diante do tamanho absurdo de seus triunfos, como foi o caso de César Filho ganhando como Melhor Jornalista em uma disputa com César Tralli e William Bonner e o "SBT Brasil" ganhando como melhor telejornal, concorrendo com o "Jornal Nacional". Mas a categoria que expôs o maior equívoco na premiação foi a de Melhor Reality. O vencedor foi "Ilhados com a Sogra", da Netflix. Já começou errado com a seleção do programa como finalista porque se trata de uma produção do streaming e não da TV aberta. Mas piorou quando os jurados o elegeram merecedor do troféu porque a premiação corresponde ao ano passado e em 2024 não teve temporada alguma do reality. O formato estreou em 2023 e a segunda temporada só foi ao ar este ano. Como ninguém sabia? Não são todos críticos de televisão?
Já as demais categorias não provocaram grandes surpresas, incluindo o favoritismo de produções e profissionais do SBT, como a vitória de "Silvio Santos - Vale Mais Que Dinheiro" como Melhor Documentário, Celso Portiolli como Melhor Apresentador, Patrícia Abravanel como Melhor Apresentadora, Cariúcha como Revelação, Tiago Barnabé como Melhor Humorista, "Passa ou Repassa" como Melhor Game Show e "Sábado Animado" como Melhor Conteúdo Infantil". Aliás, a edição trouxe outra situação que a deixou parecida com o "Melhores do Ano": todos os contratados da emissora estavam na plateia assistindo, o que também influenciou na opinião dos jurados.
Os vitoriosos que não eram da emissora de Silvio Santos foram Juan Paiva como Melhor Ator pelo seu excelente trabalho no remake de "Renascer"; "No Rancho Fundo" como Melhor Novela; Andrea Beltrão como Melhor Atriz pelo seu desempenho irretocável em "No Rancho Fundo"; "Domingão do Huck" como Melhor Programa de Auditório; "Profissão Repórter" como Melhor Jornalístico; "Lady Night" como Melhor Talk Show; "Master Chef" como Melhor Reality de Culinária; "Nosso Primeiro Beijo" (Gloria Groove) como Melhor Música; Simone Mendes como Melhor Cantora e Jão como Melhor Cantor.
Os pontos positivos da premiação foram os vários vencedores de anos anteriores marcando presença na cerimônia para o recebimento de troféus antigos, como Mateus Solano, Angélica, Fátima Bernardes e Tatá Werneck, que ainda levou uma torta na cara de Celso Portiolli em pleno palco. Vale elogiar também a homenagem feita a Regina Duarte, que recebeu um troféu por sua história na televisão brasileira. Por sinal, Patricia Abravanel ainda exibiu um clipe para parabenizar os 60 anos de TV Globo e acabou sendo uma retribuição ao carinho da emissora da família Marinho, que homenageou Silvio Santos ano passado em todos os programas da casa, incluindo o "Domingão com Huck". Já os clipes de edições antigas do "Troféu Imprensa" --- com Silvio Santos premiando nomes como Golias, Chico Anysio e Hebe Camargo --- emocionaram.
O "Troféu Imprensa" sempre será uma premiação significativa na televisão. E merece pela sua longevidade e importância histórica. Mas precisa de mudanças há muito tempo e o retorno sem Silvio Santos deixou o conjunto bem pior. Que a 56ª edição consiga resolver alguns dos muitos problemas observados em 2025.
PS: Quando estava assistindo eu só pensava: virou festa da firma. Absurdo os indicados do SBT estarem na plateia. Vergonha alheia. Patrícia fala tanto que tudo é mérito do pai dela , mas estava deslumbrada e totalmente envaidecidoa. Celso sem imparcialidade. Que 2026 seja melhor. Só faltou A caverna Encantada concorrer e ganhar como melhor novela.
O formato precisa ser repensado, César Filho ter ganho como melhor jornalista por estar fazendo mudança no jornalismo do SBT, não significa que já mudou e melhorou... não se premia o processo da mudança, mas sim o que já mudou e impactou. A Patrícia com a mesma roupa que já usa nos programas do dia a dia. O elenco todo do SBT No auditório, pra causar pressão no júri. Enfim, muitos pontos para serem corrigidos.
OBS: "Troféu Imprensa" retorna com pior edição do século!
No domingo (04/05/25), “Troféu Imprensa” retornou à programação do SBT. Patricia Abravanel e Celso Portiolli sucederam Silvio Santos na apresentação do prêmio. Infelizmente, a tradicional premiação retornou com a pior edição do século.
O evento iniciou com o mau presságio da vitória inusitada do “Fofocalizando” como melhor programa diário da TV brasileira. Superou até mesmo o “Mais Você”, de Ana Maria Braga, que completou 25 anos em 2024. O júri emitia sinais de “complacência” com atrações do SBT. Até mesmo, contou com o voto de José Armando Vannucci, que trabalha no concorrente direto “Mulheres”, pela TV Gazeta, na mesma faixa horária.
É válido destacar que mesmo com a presença de Leo Dias na bancada, a votação foi aberta e não secreta, como aconteceu com Patricia, Portiolli e seus respectivos programas.
O insosso “Sábado Animado” com Silvia Abravanel foi considerado, pelo júri, o melhor conteúdo infantil de 2024. O diário “Quintal da Cultura”, da TV Cultura, não recebeu a atenção da maioria dos jurados votantes. Um absurdo.
Logo em seguida, Cesar Filho foi consagrado, pelos “críticos”, como o melhor jornalista de 2024. O apresentador do “SBT Brasil” venceu William Bonner e Cesar Tralli. Flavio Ricco justificou o seu voto pela abolição da bancada e da gravata. A embalagem, de acordo com tal visão, é mais importante que o conteúdo jornalístico em si. Na realidade, Simone Queiroz supera, até mesmo, Cesar Filho na melhor condução do noticiário sbtista.
Além de Filho, “SBT Brasil” também ganhou sua estatueta como melhor telejornal contra “Jornal Nacional” e “Jornal da Record”. Diante de tais despautérios, Hugo Gloss mandou uma “direta” aos colegas sobre o triste rumo da votação.
Após a derrota do “The Noite” com Danilo Gentili (um dos poucos do canal que não obteve o apoio do júri), Patricia Abravanel e Celso Portiolli enalteceram o contratado do SBT pelos seus números na internet. Discurso totalmente desnecessário em um evento que deveria valorizar os melhores da TV brasileira e não da emissora da Anhanguera.
Como já analisado em anos anteriores neste espaço, a tradicional premiação perdeu gradativamente força com as mudanças ocorridas na estrutura da votação. Com a incorporação do Troféu Internet e a escolha dos três finalistas por voto popular, o sistema anterior foi abolido.
Os “famosos” questionários dirigidos aos profissionais da mídia precisam retornar para uma melhor seleção dos finalistas. Todos os jornalistas da bancada deveriam participar da votação. “Troféu Internet” deveria ganhar seu caminho próprio. Além disso, a presença de contratados do SBT durante a votação é totalmente contraproducente. Firmou, ali, escancaradamente, o clima de “festa da firma”.
Além da mudança no visual da estatueta, a premiação poderia ter mudado de nome para Troféu SBT. Seria mais justo. Diante do que aconteceu no evento, o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo necessitaria resgatar a realização do Troféu Imprensa para honrar o nome “IMPRENSA”. Uma imprensa crítica e independente.