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Data de lançamento
9 Abril 2004Duração
Ella (Anne Hathaway) ganha um insólito presente de sua madrinha Lucinda (Vivica A. Fox): o dom da obediência. Com isso ela é obrigada a fazer tudo o que as pessoas mandam, independente do que seja, sem ter como se recusar. Após seu pai (Patrick Bergin) se casar novamente, sua vida piora ainda mais. Após sua madrasta Olga (Joanna Lumley) e as filhas dela, Hattie (Lucy Punch) e Olive (Jennifer Higham), descobrirem que Ella está sob o efeito do dom da obediência passam a explorá-la cada vez mais. Decidida a mudar de vida, Ella sai de casa e inicia uma viagem para reencontrar sua madrinha, pois apenas ela pode desfazer o feitiço. No caminho ela encontra o elfo Slannen (Aidan McArdle), que decide acompanhar a viagem de Ella, e o Príncipe Char (Hugh Dancy), por quem se apaixona.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Amei
Acho injustiçado. Ou, talvez, seja a memória nostálgica/afetiva, já que assistia muito este filme quando eu era criança. Mas, mesmo assim, enxergo como um bom filme. A trama é meio clichê mas tem boas ideias, os personagens tem carisma, as piadas são boas, as cenas de aventura também, as situações envolvendo o dom/maldição da protagonista são muito bem pensadas e divertidas, a trilha é ótima e por mais que eu nunca tenha tido um crush pela Anne Hathaway ela está um pitelzinho nesse filme.
Certo, a ideia de paródia medieval e de colocar elementos atuais (f*ck*ng shopping com escada rolante de madeira em plena Idade Média) é bem divertida e engraçada, com ideias bem pensadas, mas, no geral, o filme bebe muito da fonte de Shrek e acho que foi isso que atrapalhou um pouco o sucesso do filme e diminuiu a nota. Alguns pontos se assemelham muito ao filme do ogro, é verdade, incluindo subversão de elementos de contos de fadas, ou o co-protagonista falante (Slannen de Pim).
Mas, de negativo mesmo temos os efeitos especiais, que são bem ruins, mesmo para a época. O orçamento deve ter ido todo para o cachê dos atores, mesmo. E, a cena final taca conveniência absurda o tempo todo, simplesmente o filme desanda todo na cena final,
com a protagonista do nada sabendo lutar contra a guarda altamente treinada, a fada que deixou o marido ser um livro por 20 anos e do nada conseguiu desfazer o feitiço e o modo como o rei altamente inteligente e ardiloso morre. O filme, que tinha sido bem pensado, do nada fica extremamente imbecil, vai entender.
E, para finalizar, temos a cena de dancinha final popularizada por Shrek. Mas, se nas animações mal funciona (apenas Shrek faz direito), que dirá em um live action
Nota: 8.6.
Um filme extremamente bobo e clichê, mas acredito que essa fosse precisamente a intenção. Eu até cheguei a pensar que fosse mais recente do que o ano em que foi lançado – 2004. Parece muito uma paródia moderna dos filmes de fantasia medieval.
Por fim, preciso dizer: a verdadeira vilã do filme é a maldita fada-madrinha, que não só impôs a limitação que serve de premissa à história, como também se recusou a retirar essa maldição.
Além disso, o príncipe é um gostoso. Bem que eu o reconheci: anos mais tarde, ele interpretou Will em Hannibal.
ELLA ENCHANTED
Direção: Tommy O'Haver
Ano: 2004
Assistido em: 16/04/2025
Seguindo minha trajetória de assistir filmes completamente desconhecidos só porque estou de férias, me deparei com Ella Enchanted no Telecine. Vi que era protagonizado pela Anne Hathaway — que eu adoro — e resolvi assistir, sem esperar absolutamente nada. Na verdade, esperava uma bomba. Mas, pasmem: me surpreendi positivamente.
Ella é uma jovem que foi amaldiçoada com o dom da obediência: ela tem que seguir qualquer ordem dada a ela, mesmo que isso a coloque em perigo. Cansada dessa condição humilhante, ela parte numa jornada para quebrar o feitiço e, no caminho, encontra o príncipe Chart. A partir daí, seguem-se aventuras, desafios e — claro — romance.
O roteiro é simples, uma história infantil, quase um conto de fadas. Mas o diferencial está na execução. Logo no início, me lembrei de filmes como The Princess Bride (1987) e Shrek (2001), que também brincam com a estrutura dos contos de fadas usando humor moderno e metalinguagem. E esse é o grande trunfo aqui: o tom espirituoso e autorreferente.
O filme tem seus momentos de vergonha alheia? Sim. Mas essa mistura de piadas contemporâneas com estética de fantasia medieval me conquistou. E o carisma dos atores ajuda — muito.
Anne Hathaway faz a mocinha com a leveza e o charme que só ela tem. Hugh Dancy está novinho, lindo, e entrega bem. E temos Cary Elwes (nosso eterno Westley de The Princess Bride) fazendo um vilão caricato, o que só reforça as referências. A direção sabe brincar com os clichês, e a trilha sonora pop inusitada dá um tempero que funciona.
Claro, o roteiro escorrega aqui e ali. Algumas cenas são constrangedoras e um polimento melhor teria feito diferença. Mas, no geral, Ella Enchanted é um passatempo divertido, com um bom ritmo e uma proposta clara. Não muda vidas, mas também não quer isso. É uma comédia romântica fofa, com alma de conto de fadas moderninho. Ótima pedida pra uma tarde chuvosa e sem planos.
Filme muito bonitinho! Mas é Infantojuvenil !
Anne Hathaway está linda!