Os efeitos estavam ótimos, mas achei a história bastante clichê. Os personagens/atores são carismáticos, mas faltou profundidade para que eu me apegasse realmente. As lutas foram boas, a estética está impecável.
Uma coisa me irrita em certos filmes que tentam ser "feministas" >
Vários filmes que empregam isso de "briga de família" esquecem completamente que a irmã também deveria participar da resolução. O tempo todo, a briga foi apenas entre pai e filho, como se ela não fosse filha e não tivesse sofrido também. Simplesmente não explicam o motivo de ela se isentar de bater de frente com o pai durante a maior parte do filme.
Aí, para contribuir com o aspecto "feminista", mostram que ela aprendeu a lutar sozinha, lançou uma instituição de combates sozinha, e teve que fugir só após o irmão tê-la deixado, mesmo assim (mesmo sendo uma mulher muito foda, talvez mais foda do que ele por não ter tido o mesmo nível de treinamento e ter alcançado excelência, além de ter lançado o próprio império de luta) ela é uma personagem bem secundarista e ignorada no aspecto familiar. Até achei que, na hora que ambos sobem no dragão, ele iria dar 5 anéis para ela e derrotariam juntos, mas não foi o que ocorreu.
Para terminar, colocam ela como líder do império que antes era do pai, como uma princesa que precisa ser salva do bruxo malvado que está governando seu reino. Depois de salva, pode governar em paz.
O mesmo para a mãe: ganha na luta contra o pai, é sábia, boa e "perfeita", mas banca a "assistente social" com o marido que precisa ser ressocializado para ser bom e viver em sociedade.
No fim, ambas entregam muito mais do que os homens mas permanecem dois clichês.
A amiga dele, entretanto, sai mais do clichê, principalmente quando reflete sobre viver feliz no seu emprego enquanto todos esperam "mais" dela. Inclusive é ela que lança a flecha que ajuda a matar o dragão.
O filme consegue ser uma obra prima poética e social. Sem palavras para a fotografia e toda a climatização das situações - a escolha de mostrar ou não um rosto, a escolha de separar quem fala de quem escuta, de embaçar uma expressão... A distância, o esnobismo, a vergonha. Traz emoções profundas, atravessa a tela
A obra é muito boa. Entretanto... Certos cacoetes me incomodaram. Não sei se é a minha personalidade demasiado ocidental - o que tornaria o "incômodo" gosto pessoal, não diretamente parte da obra.
O suspense envolve tremendamente, principalmente por causa da construção dos cortes repentinos, os sons e o drama da ditadura e erros policiais. Favorece a sensação de imersão no mundo da época.
Um filme que mostra sequestro e violência como se fosse normal e hot só por que o cara é bonito e rico. Diálogos bregas, roteiro problemático, peguei ranço do cara que acha que o que ele faz é ok. Clichê e brega ao extremo, tanta vergonha alheia que nem a putaria torna divertido.
Minha relação com essa obra foi bastante incerta. Terminei sem saber se gostei ou não - da história em si, mas com certeza crendo que - em minha opinião de leiga - a sua nota geral (no filmow) merecia ser maior. A fotografia é bela, e a trilha sonora do silêncio é a melhor fala de todo o roteiro. Martin Gschlacht foi brilhante, conseguindo conferir através do cenário uma personalidade ao filme e aos personagens. Cores mais acesas em lugar comum aos gêmeos, mais opacas quando com a mãe. A ideia em si, de passar insegurança e desconfiança frente a este ultimo personagem, foi construída por todos os pontos do filme. Eu teria que ficar horas aqui falando sobre as características peculiares que me encantaram, desde as cores das sungas dos meninos até a fragmentação temporal bastante assertiva
e terminada no ciclo de duas casas queimando em chamas. Além de tudo isso, de toda essa atmosfera construída para perturbar, ainda temos todos os limites sagrados das relações de mãe e filho sendo quebradas pela tortura física (na mãe) e psicológica (em quem assiste), consagrando-o como legítimo terror.
Extremamente superficial, sem foco e cheio de pontas soltas. Quando o debate ia ingressar, a cena era cortada. Parece mais uma promoção de dois cientistas celebridades, uma pedante e bem intolerante "masturbação intelectual" (como se referiu Paula Padilha em seu comentário abaixo). No máximo pode ser uma boa introdução, uma forma de aguçar as pessoas sobre o tema para que pesquisem melhor depois.
Suaves e Discretas
3.5 280 Assista AgoraA intenção era causar angústia, medo e raiva? Pois bem, conseguiu.
Zona de Interesse
3.6 700 Assista AgoraAngustiante, perturbador.
O Cavalo de Turim
4.1 215O peso da existência.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraNos primeiros minutos eu já havia entendido os motivos pelos quais Emma ganhou o Oscar.
Todo Dia
3.4 430 Assista AgoraUm filme curioso, que entrega uma experiência bem diferente.
Kramer vs. Kramer
4.1 582 Assista AgoraQue filme lindo e atemporal!
Oldboy
4.3 2,4K Assista AgoraFilmaço, uma lapada.
A Cor Púrpura
4.4 1,4K Assista AgoraUm filme arrebatador do início ao fim.
Anatomia de uma Queda
4.0 979 Assista AgoraAté o cachorro atua bem... Um clima de tensão, uma filmagem quase documental... Adorei.
Casa Gucci
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O Terceiro Homem
4.2 189 Assista AgoraA forma como a arte é usada para demonstrar o estado mental do personagem!
A Juventude
4.0 356 Assista AgoraFilme maravilhoso! Repleto de indagações e reflexões num filme com toda a marca da direção. Enquadramentos, diálogos, que beleza...
Um Lugar Chamado Notting Hill
3.6 1,4K Assista AgoraEu não acredito no quanto fui tocada por esse filme.
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis
3.8 897 Assista AgoraOs efeitos estavam ótimos, mas achei a história bastante clichê. Os personagens/atores são carismáticos, mas faltou profundidade para que eu me apegasse realmente. As lutas foram boas, a estética está impecável.
Uma coisa me irrita em certos filmes que tentam ser "feministas" >
Vários filmes que empregam isso de "briga de família" esquecem completamente que a irmã também deveria participar da resolução. O tempo todo, a briga foi apenas entre pai e filho, como se ela não fosse filha e não tivesse sofrido também. Simplesmente não explicam o motivo de ela se isentar de bater de frente com o pai durante a maior parte do filme.
Aí, para contribuir com o aspecto "feminista", mostram que ela aprendeu a lutar sozinha, lançou uma instituição de combates sozinha, e teve que fugir só após o irmão tê-la deixado, mesmo assim (mesmo sendo uma mulher muito foda, talvez mais foda do que ele por não ter tido o mesmo nível de treinamento e ter alcançado excelência, além de ter lançado o próprio império de luta) ela é uma personagem bem secundarista e ignorada no aspecto familiar. Até achei que, na hora que ambos sobem no dragão, ele iria dar 5 anéis para ela e derrotariam juntos, mas não foi o que ocorreu.
Para terminar, colocam ela como líder do império que antes era do pai, como uma princesa que precisa ser salva do bruxo malvado que está governando seu reino. Depois de salva, pode governar em paz.
O mesmo para a mãe: ganha na luta contra o pai, é sábia, boa e "perfeita", mas banca a "assistente social" com o marido que precisa ser ressocializado para ser bom e viver em sociedade.
No fim, ambas entregam muito mais do que os homens mas permanecem dois clichês.
A amiga dele, entretanto, sai mais do clichê, principalmente quando reflete sobre viver feliz no seu emprego enquanto todos esperam "mais" dela. Inclusive é ela que lança a flecha que ajuda a matar o dragão.
Hiroshima, Meu Amor
4.2 328 Assista AgoraDiálogos e cenários emocionantes. Feridas abertas, pessoas cruas em uma época da história que dói. Obra de arte.
Que Horas Ela Volta?
4.3 3,0K Assista AgoraO filme consegue ser uma obra prima poética e social. Sem palavras para a fotografia e toda a climatização das situações - a escolha de mostrar ou não um rosto, a escolha de separar quem fala de quem escuta, de embaçar uma expressão... A distância, o esnobismo, a vergonha. Traz emoções profundas, atravessa a tela
Palmer
4.0 233Belíssimo! Tão aparentemente simples, mas completamente eficiente. Claro que terminei com lágrimas nos olhos.
Hamlet
4.2 81Cada cena parece um belo quadro com uma, duas, três etapas de profundidade. Tem certa teatralidade, mas num equilíbrio muito bom.
Memórias de um Assassino
4.1 411A obra é muito boa. Entretanto... Certos cacoetes me incomodaram. Não sei se é a minha personalidade demasiado ocidental - o que tornaria o "incômodo" gosto pessoal, não diretamente parte da obra.
O suspense envolve tremendamente, principalmente por causa da construção dos cortes repentinos, os sons e o drama da ditadura e erros policiais. Favorece a sensação de imersão no mundo da época.
365 Dias
1.5 880 Assista AgoraUm filme que mostra sequestro e violência como se fosse normal e hot só por que o cara é bonito e rico. Diálogos bregas, roteiro problemático, peguei ranço do cara que acha que o que ele faz é ok. Clichê e brega ao extremo, tanta vergonha alheia que nem a putaria torna divertido.
O Nome da Rosa
3.9 785 Assista Agora"Alguma coisa de feminino, alguma coisa de diabólico"
A Grande Beleza
3.9 465 Assista AgoraObra prima.
Boa Noite, Mamãe
3.5 1,5K Assista AgoraMinha relação com essa obra foi bastante incerta. Terminei sem saber se gostei ou não - da história em si, mas com certeza crendo que - em minha opinião de leiga - a sua nota geral (no filmow) merecia ser maior. A fotografia é bela, e a trilha sonora do silêncio é a melhor fala de todo o roteiro. Martin Gschlacht foi brilhante, conseguindo conferir através do cenário uma personalidade ao filme e aos personagens. Cores mais acesas em lugar comum aos gêmeos, mais opacas quando com a mãe. A ideia em si, de passar insegurança e desconfiança frente a este ultimo personagem, foi construída por todos os pontos do filme. Eu teria que ficar horas aqui falando sobre as características peculiares que me encantaram, desde as cores das sungas dos meninos até a fragmentação temporal bastante assertiva
e terminada no ciclo de duas casas queimando em chamas. Além de tudo isso, de toda essa atmosfera construída para perturbar, ainda temos todos os limites sagrados das relações de mãe e filho sendo quebradas pela tortura física (na mãe) e psicológica (em quem assiste), consagrando-o como legítimo terror.
Os Incrédulos
3.4 53Extremamente superficial, sem foco e cheio de pontas soltas. Quando o debate ia ingressar, a cena era cortada. Parece mais uma promoção de dois cientistas celebridades, uma pedante e bem intolerante "masturbação intelectual" (como se referiu Paula Padilha em seu comentário abaixo). No máximo pode ser uma boa introdução, uma forma de aguçar as pessoas sobre o tema para que pesquisem melhor depois.