Fui assistir esperando romance e obtive, mas também vi a retratação de uma sociedade machista, racista, homofóbica, do fanatismo religioso e de diversas outras críticas sociais, inclusive de diferenças gritantes entre o feminismo de mulheres brancas e pretas, além de questionamentos sobre a vida, o amor e o luto. A série me emocionou do início ao fim, foi muito mais do que eu estava esperando.
Uma série sobre pais relapsos, muito machismo e um relacionamento incrivelmente tóxico. Também achei interessante o fato de mostrar um pouco do sistema carcerário sueco.
A temporada tem muitos furos, a gestão de poderes é péssima. No entanto, eu gostei. Apostou mais alto do que nas outras, embora tenha repetido a mesma ideia escatológica, e teve um aprofundamento gigante dos personagens. Eles evoluíram mais em uma temporada do que nas outras duas juntas. A série também é muito boa em lançar personagens carismáticos, por quem nos apaixonamos.
Uma série cruel. Não há pena, não há intenção de mostrar lados bons ou beleza além das velas e estrelas. A sensibilidade está nos diálogos impecáveis, que brincam com reflexões, críticas sociais e poesia. Que lindas palavras, até precisava parar para acompanhar.
O terror é um instrumento, mas não é o inteiro cenário, e vai ficando mais presente a cada episódio.
Não achei que a série conteve exatamente "heresias", pois o erro é dos humanos, não do deus em que acreditam. É uma amostra de como a bíblia, não importando se boa ou má, pode ser usada para os mais diversos motivos. "Um texto sem contexto gera pretexto".
Lembrar de casos como Jonestown deixa a série ainda mais pesada. Ao término, após o suicídio em massa dos últimos episódios, lembrar que algo parecido ocorreu me embrulhou o estômago. Ao ver os fiéis bebendo o veneno, pareceu que eu estava vendo o próprio caso do Jim Jones acontecendo. Grande peso nos ombros após o término da série.
Os efeitos estavam ótimos, mas achei a história bastante clichê. Os personagens/atores são carismáticos, mas faltou profundidade para que eu me apegasse realmente. As lutas foram boas, a estética está impecável.
Uma coisa me irrita em certos filmes que tentam ser "feministas" >
Vários filmes que empregam isso de "briga de família" esquecem completamente que a irmã também deveria participar da resolução. O tempo todo, a briga foi apenas entre pai e filho, como se ela não fosse filha e não tivesse sofrido também. Simplesmente não explicam o motivo de ela se isentar de bater de frente com o pai durante a maior parte do filme.
Aí, para contribuir com o aspecto "feminista", mostram que ela aprendeu a lutar sozinha, lançou uma instituição de combates sozinha, e teve que fugir só após o irmão tê-la deixado, mesmo assim (mesmo sendo uma mulher muito foda, talvez mais foda do que ele por não ter tido o mesmo nível de treinamento e ter alcançado excelência, além de ter lançado o próprio império de luta) ela é uma personagem bem secundarista e ignorada no aspecto familiar. Até achei que, na hora que ambos sobem no dragão, ele iria dar 5 anéis para ela e derrotariam juntos, mas não foi o que ocorreu.
Para terminar, colocam ela como líder do império que antes era do pai, como uma princesa que precisa ser salva do bruxo malvado que está governando seu reino. Depois de salva, pode governar em paz.
O mesmo para a mãe: ganha na luta contra o pai, é sábia, boa e "perfeita", mas banca a "assistente social" com o marido que precisa ser ressocializado para ser bom e viver em sociedade.
No fim, ambas entregam muito mais do que os homens mas permanecem dois clichês.
A amiga dele, entretanto, sai mais do clichê, principalmente quando reflete sobre viver feliz no seu emprego enquanto todos esperam "mais" dela. Inclusive é ela que lança a flecha que ajuda a matar o dragão.
Suaves e Discretas
3.5 280 Assista AgoraA intenção era causar angústia, medo e raiva? Pois bem, conseguiu.
Uma Questão de Química
4.3 52 Assista AgoraFui assistir esperando romance e obtive, mas também vi a retratação de uma sociedade machista, racista, homofóbica, do fanatismo religioso e de diversas outras críticas sociais, inclusive de diferenças gritantes entre o feminismo de mulheres brancas e pretas, além de questionamentos sobre a vida, o amor e o luto. A série me emocionou do início ao fim, foi muito mais do que eu estava esperando.
Zona de Interesse
3.6 700Angustiante, perturbador.
O Cavalo de Turim
4.1 215O peso da existência.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraNos primeiros minutos eu já havia entendido os motivos pelos quais Emma ganhou o Oscar.
Todo Dia
3.4 430 Assista AgoraUm filme curioso, que entrega uma experiência bem diferente.
Kramer vs. Kramer
4.1 582 Assista AgoraQue filme lindo e atemporal!
Oldboy
4.3 2,4KFilmaço, uma lapada.
A Cor Púrpura
4.4 1,4KUm filme arrebatador do início ao fim.
Inacreditável
4.4 437 Assista AgoraEu não tenho palavras!
Anatomia de uma Queda
4.0 979 Assista AgoraAté o cachorro atua bem... Um clima de tensão, uma filmagem quase documental... Adorei.
Casa Gucci
3.2 731 Assista AgoraÓtimo elenco!
O Terceiro Homem
4.2 189 Assista AgoraA forma como a arte é usada para demonstrar o estado mental do personagem!
A Juventude
4.0 356 Assista AgoraFilme maravilhoso! Repleto de indagações e reflexões num filme com toda a marca da direção. Enquadramentos, diálogos, que beleza...
Um Lugar Chamado Notting Hill
3.6 1,4K Assista AgoraEu não acredito no quanto fui tocada por esse filme.
Olhar Indiscreto
2.4 67 Assista AgoraUma imensa suruba.
Um de Nós Está Mentindo (2ª Temporada)
3.3 23Vanessa é uma personagem tão irritante que quase me fez parar de ver a temporada.
Areia Movediça
3.8 197 Assista AgoraUma série sobre pais relapsos, muito machismo e um relacionamento incrivelmente tóxico. Também achei interessante o fato de mostrar um pouco do sistema carcerário sueco.
Stranger Things (4ª Temporada)
4.2 1,0K Assista AgoraTemporada cheia de furos, extremamente arrastada.
The Umbrella Academy (3ª Temporada)
3.5 178 Assista AgoraA temporada tem muitos furos, a gestão de poderes é péssima. No entanto, eu gostei. Apostou mais alto do que nas outras, embora tenha repetido a mesma ideia escatológica, e teve um aprofundamento gigante dos personagens. Eles evoluíram mais em uma temporada do que nas outras duas juntas. A série também é muito boa em lançar personagens carismáticos, por quem nos apaixonamos.
A Mulher do Viajante no Tempo (1ª Temporada)
3.9 725 segundos da irmã dela em cena teve mais química com ele do que a série inteira.
Missa da Meia-Noite
3.9 756Uma série cruel. Não há pena, não há intenção de mostrar lados bons ou beleza além das velas e estrelas. A sensibilidade está nos diálogos impecáveis, que brincam com reflexões, críticas sociais e poesia. Que lindas palavras, até precisava parar para acompanhar.
O terror é um instrumento, mas não é o inteiro cenário, e vai ficando mais presente a cada episódio.
Não achei que a série conteve exatamente "heresias", pois o erro é dos humanos, não do deus em que acreditam. É uma amostra de como a bíblia, não importando se boa ou má, pode ser usada para os mais diversos motivos. "Um texto sem contexto gera pretexto".
Lembrar de casos como Jonestown deixa a série ainda mais pesada. Ao término, após o suicídio em massa dos últimos episódios, lembrar que algo parecido ocorreu me embrulhou o estômago. Ao ver os fiéis bebendo o veneno, pareceu que eu estava vendo o próprio caso do Jim Jones acontecendo. Grande peso nos ombros após o término da série.
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis
3.8 897 Assista AgoraOs efeitos estavam ótimos, mas achei a história bastante clichê. Os personagens/atores são carismáticos, mas faltou profundidade para que eu me apegasse realmente. As lutas foram boas, a estética está impecável.
Uma coisa me irrita em certos filmes que tentam ser "feministas" >
Vários filmes que empregam isso de "briga de família" esquecem completamente que a irmã também deveria participar da resolução. O tempo todo, a briga foi apenas entre pai e filho, como se ela não fosse filha e não tivesse sofrido também. Simplesmente não explicam o motivo de ela se isentar de bater de frente com o pai durante a maior parte do filme.
Aí, para contribuir com o aspecto "feminista", mostram que ela aprendeu a lutar sozinha, lançou uma instituição de combates sozinha, e teve que fugir só após o irmão tê-la deixado, mesmo assim (mesmo sendo uma mulher muito foda, talvez mais foda do que ele por não ter tido o mesmo nível de treinamento e ter alcançado excelência, além de ter lançado o próprio império de luta) ela é uma personagem bem secundarista e ignorada no aspecto familiar. Até achei que, na hora que ambos sobem no dragão, ele iria dar 5 anéis para ela e derrotariam juntos, mas não foi o que ocorreu.
Para terminar, colocam ela como líder do império que antes era do pai, como uma princesa que precisa ser salva do bruxo malvado que está governando seu reino. Depois de salva, pode governar em paz.
O mesmo para a mãe: ganha na luta contra o pai, é sábia, boa e "perfeita", mas banca a "assistente social" com o marido que precisa ser ressocializado para ser bom e viver em sociedade.
No fim, ambas entregam muito mais do que os homens mas permanecem dois clichês.
A amiga dele, entretanto, sai mais do clichê, principalmente quando reflete sobre viver feliz no seu emprego enquanto todos esperam "mais" dela. Inclusive é ela que lança a flecha que ajuda a matar o dragão.
Hiroshima, Meu Amor
4.2 328 Assista AgoraDiálogos e cenários emocionantes. Feridas abertas, pessoas cruas em uma época da história que dói. Obra de arte.