Feitiçaria pode ser um filme amargo de digerir. Vemos, minuto a minuto, uma cultura local ser sobrepujada por outra invasora, os papéis de criminoso e vítima serem invertidos conforme o poder aquisitivo daquele que comete o crime e uma busca por resistência em sua ancestralidade. É um filme lento, que não oferece reviravoltas. É uma história crua, sem o aconchego de uma perspectiva positiva, ainda que guiada por um quê de fantástico. Cheguei aqui por indicação da Bia, do canal Que Horror! É sempre bom descobrir novos caminhos do cinema latino.
Aquele filme (quase) conforto que pode destruir o seu coração :') Podia apostar no melodrama ou em cenas expositivas, mas preferiu (felizmente) contar a história de uma avó e sua neta, simples assim, assim como a vida. Um excelente elenco. Uma bela descoberta do cinema vietnamita.
Mariana mora em uma casa que mal pode chamar de lar, com uma família fragmentada e um trabalho que suga suas energias, sendo as viagens pelo Google Earth seu único escape da realidade. Sem grandes altos e baixos, Malta é um filme funcional. Na dúvida, vale o play.
Monos é, na melhor das hipóteses, um filme mediano. Nele, acompanhamos um grupo de jovens que participa de uma organização, sabe-se lá por quê, com o objetivo de fazer sabe-se lá o quê. Ainda que seja um grupo pequeno, as quase duas horas de duração não são suficientes para nos apegarmos a nenhum deles. Para piorar, em mais de uma ocasião, vemos os personagens agirem de forma cruel e burra, características que passam longe da branca e civilizada estadunidense que mantinham presa. A ambientação e a preparação do elenco são os pontos fortes. Vemos que os atores e atrizes se dedicaram verdadeiramente aos papéis, fugindo daquela caracterização artificial de guerrilheiros, com sujeiras e cicatrizes estrategicamente posicionadas para ficarem à mostra. Adicionaria também o fato de ser um tema atípico para uma produção colombiana. Fora isso, não há novidades ou grandes motivações que me fariam indicar o filme.
Círculo é um filme que não entrega todas as informações de bandeja por meio de diálogos expositivos. Elas estão ali, dizendo muito através de subtextos sutis: da cor da roupa a uma troca de olhares, passando até pela insistência na distância entre duas pessoas de gerações diferentes. Ainda que dê para imaginar o que desencadeou tudo, o filme faz você querer entender o papel de cada um nesse acontecimento. Não, não é um filme cult que exige entender semiótica e todos esses papos cinéfilos (por vezes) cansativos. Mas adianto que, se alguém busca um filme dinâmico, pode se decepcionar. Eu, particularmente, adorei.
Dita tem uma paciência ímpar, por muito menos, despejaria um ou outro personagem. Uma hora sua casa parece um lar acolhedor, noutra, uma bomba prestes a explodir. Mas, no final, acabamos nos importando com (quase) todos os personagens. Interessante perceber a rivalidade histórica entre macedônios e kosovares. Ainda que inserida de forma sutil e breve, dá para perceber que há uma cicatriz enorme. Algumas coisas podem chocar,
como o relacionamento de um sujeito de quase 40 anos com um adolescente de 17
. Não sei até que ponto isso é algo cultural do país ou foi simplesmente negligenciado. Ainda assim, assistir a Housekeeping for Beginners foi uma experiência positiva. Uma boa descoberta nesta maratona de filmes ao redor do mundo.
O filme começa de forma impactante, talvez para estabelecer os limites do que pode (ou não) acontecer ao longo da jornada de Touda. Tudo o que ela deseja é viver de sua arte enquanto busca garantir um futuro melhor para o filho, que é surdo, enquanto enfrenta uma sociedade que insiste em objetificar o corpo de mulheres artistas. Não é uma obra de altos e baixos, na verdade, ela segue um ritmo quase linear - o que está longe de ser um defeito aqui. Ainda que isso possa causar um estranhamento inicial, à medida que embarcamos na história, essa sensação se dissolve. Nisrin Erradi brilha ao interpretar Touda. Uma atriz que certamente vale a pena acompanhar.
Um filme de sobrevivência que se passa nas imediações de um pequeno povoado e cuja história poderia ter sido facilmente evitada se não fosse pelo ego frágil de Ramavtar (Mas aí não teria filme, Rogerinho). Em NH 10, vemos como tradições, grupos sociais e passividade também podem assumir o papel de vilãs. Anushka Sharma está excepcional, o que é quase redundante.
A primeira hora do filme quase vende a ideia de que Pinte de Açafrão é "um filme sobre fazer cinema". Em mais de um momento, somos levados a questionar por que a narrativa dedica tanto tempo no cotidiano dos atores e nas cenas que estão sendo filmadas. Conforme a trama avança, porém, as peças começam a se encaixar. O que parecia ser um filme alegre e despretensioso revela uma história que mergulha justamente no significado da obra que aqueles personagens estão produzindo, trazendo denúncias e mostrando por que certas histórias precisam ser recontadas para manter viva a chama da memória. Aamir Khan dispensa comentários. Simplesmente espetacular.
Pari é uma obra de horror relativamente leve. Embora conte com alguns sustos (previsíveis), seu foco não é assustar o espectador a todo momento, mas sim manter uma sensação de desconforto em cenas chaves. Anushka Sharma é uma atriz fenomenal. Muito expressiva, consegue transitar entre diferentes emoções com facilidade, além de nos fazer criar empatia por sua personagem em poucos minutos de cena. Eu já conhecia seu trabalho em PK, mas, daqui para frente, pretendo acompanhar mais filmes com ela. Além disso, vemos aqui uma inversão de papéis, em que a indiferença, a omissão e a radicalização podem ser os verdadeiros monstros. PS: O filme conta com apenas uma cena musical, e ela é bem discreta.
Há uns três anos decidi reduzir drasticamente o número de produções estadunidenses que assisto, dando lugar a longas-metragens de várias partes do mundo.
Em Buladó, caí de paraquedas depois de ver uma lista não convencional que associava seleções de futebol a filmes. Como se trata de um lugar com pouca tradição cinematográfica, confesso que estava preparado para encontrar limitações técnicas ou atuações medianas, mas em poucos minutos, o filme me mostrou o quanto eu estava errado.
Temos aqui uma produção excelente, muito bem-feita, atenta aos detalhes e que harmoniza perfeitamente seus elementos visuais e sonoros. Kenza e seu avô são estupendos, "falam" com olhares e têm uma facilidade impressionante de transmitir sentimentos.
É um roteiro forte, que fala de tradição, cultura e ancestralidade. Uma verdadeira resistência à dominação e ao apagamento cultural que muitos países sofrem nas mãos de outros. Há alguns furos e ou momentos para revirar os olhos, mas, se desconsiderarmos, será um belo passeio. Obrigado, Curaçao.
Um filme repleto de jump scares baratos e com os personagens mais insuportáveis que se pode imaginar, tornando um desafio não torcer contra os protagonistas. Aqui, decisões estúpidas são tomadas com a maior naturalidade, o que me faz imaginar como alguém com essa capacidade cognitiva conseguiu chegar à idade adulta.
Sye Raa Narasimha Reddy entra facilmente na minha lista de filmes épicos favoritos. Sim, inclusive entre as produções fora do circuito indiano. Há, como de praxe, o exagero tollywoodiano, mas em menor escala do que estamos acostumados. Os fãs de músicas talvez fiquem decepcionados, mas há apenas 2 canções. Mas as canções... socorro, são de uma qualidade absurda. Figurinos, cenários e trilha sonora dispensam comentários, além de um roteiro que funciona super bem. Dito isso: fogo nos colonizadores. PS: Vejam também os crédito finais, eles homenageiam outras grandes lideranças.
Em uma realidade paralela, Círculo Vicioso é o estilo de filme que passaria na Sessão da Tarde 18+. - Sim, as atuações são caricatas; - Sim, o personagem é um pouco escroto - e o roteiro não passa pano; - Sim, o filme poderia.... Er, já deu, né? Ou vamos nos transformar no Joel para, ao final, ouvir a Sarah perguntar, se há algum filme que a gente goste. Às vezes só queremos ver filmes questionáveis. Não sei porquê, mas Círculo Vicioso me pegou legal. Cheguei aqui por mais uma indicação da Bia, do canal Que Horror!
YOLO poderia ser o clássico "água com açúcar": uma personagem na fossa, uma mudança de vida e novos interesses. Quando achamos que o filme vai abraçar o óbvio e o caminho mais fácil, ele se vira para você e diz: "Hoje não!". Um belo e divertido filme, que nos emociona, nos faz rir e querer acompanhar as mudanças de Le Ying. Disponível no Prime (04.06.2026)
Uma crítica ácida aos falsos profetas que colocam o lucro à frente da fé, vendendo milagres em que nem eles mesmos acreditam - tudo isso sem desrespeitar qualquer religião. Se fosse lançado hoje no Brasil, não seriam poucos os pastores a esbravejar (a única coisa que alguns parecem saber fazer). Fui assistir pelo Aamir Khan e terminei apaixonado por essa história, que começa boba e até ingênua, mas toma proporções inesperadas. A Anushka Sharma também mandou bem demais. Bollywood cada vez mais ganhando espaço no meu coração
3 Idiotas é um filme leve, que carrega mensagens poderosas sem cair em um discurso barato de autoajuda. As músicas são bem naturais e muito bem montadas, encaixando-se naturalmente nas circunstâncias. Foram poucos os filmes em que tantas músicas conseguiram me fisgar dessa forma. Além disso, o elenco é sensacional e muito carismático. Nos apegamos facilmente não só aos 3 amigos, mas também aos coadjuvantes. Rancho é um daqueles personagens que todos nós gostaríamos de ter como amigo. Ao final, com pessoas assim, a vida fica bem mais fácil (ou, pelo menos, agradável, ainda que um pouco caótica). Aal Izz Well
Esperava uma comédia leve, mas me deparei com um drama sobre como o fanatismo religioso ou uma educação ultraconservadora podem lapidar a personalidade de alguém. É divertido caçar algumas referências ao MJ, mostradas (ou escondidas) ao longo da história. Só queria ter um repertório um pouco maior sobre o Rei do pop para reconhecer mais delas.
Há algum tempo decidi parar de ver filmes dos EUA e focar em produções de diferentes países, conhecer novas culturas, histórias ou formas de contar algo. Sheikh Jackson é um dos motivos que me fazem continuar nesta jornada. Que venham outras belas surpresas.
Um filme que trata a guerra como ela é, talvez porque muitos envolvidos na produção devam ter vivido isso de perto, e não do outro lado do oceano, pela TV. Aqui não há trilha grandiosa quando os vilões são derrotados, nem existe, de fato, um final feliz. Até as pequenas vitórias têm gosto amargo, porque a gente sabe tudo o que foi perdido. É um retrato do que a guerra realmente é, sem qualquer romantização. Vá e Veja é um filme duro, mas indispensável. Fica a sensação de que eu era mais um ali, acompanhando tudo de perto.
O cinema latino-americano é um berço de produções fantásticas, e Pelo Malo reforça essa tese. Fugindo das amarras de roteiro das produções estadunidenses, o filme nos mostra o quão difícil é poder ser você mesmo, mesmo que isso signifique apenas fazer um penteado diferente.
Minha avó cresceu no interior do RS e, se estivesse viva, completaria 98 anos em 2026. Entre anos de convivência, filhos, netos e outros parentes, só foram descobrir que ela gostava de cantar poucos meses após meu avô falecer, depois de 50 anos de casamento. Um cenário que provavelmente não foi muito diferente do vivido pelas suas irmãs, vizinhas e amigas. Mulheres Divinas traz um pouco desse grito por liberdade preso na garganta. De forma simples e envolvente, nos apresenta mulheres fantásticas que encontraram força nas companheiras para seguir em frente.
Inato
2.9 58Entre personagens sem carisma e vilões irritantes, torci pela morte de todos.
Meia estrela a mais porque o filme foge do óbvio
ao matar todos os protagonistas.
Tá certo que, quando vamos ver um filme trash, buscamos relevar várias coisas, mas Inato abusou da boa-fé de quem o assiste.
Feitiçaria
3.2 6 Assista AgoraFeitiçaria pode ser um filme amargo de digerir. Vemos, minuto a minuto, uma cultura local ser sobrepujada por outra invasora, os papéis de criminoso e vítima serem invertidos conforme o poder aquisitivo daquele que comete o crime e uma busca por resistência em sua ancestralidade.
É um filme lento, que não oferece reviravoltas.
É uma história crua, sem o aconchego de uma perspectiva positiva, ainda que guiada por um quê de fantástico.
Cheguei aqui por indicação da Bia, do canal Que Horror!
É sempre bom descobrir novos caminhos do cinema latino.
My Little Grandma
4.5 1Aquele filme (quase) conforto que pode destruir o seu coração :')
Podia apostar no melodrama ou em cenas expositivas, mas preferiu (felizmente) contar a história de uma avó e sua neta, simples assim, assim como a vida.
Um excelente elenco. Uma bela descoberta do cinema vietnamita.
Malta
3.1 7Mariana mora em uma casa que mal pode chamar de lar, com uma família fragmentada e um trabalho que suga suas energias, sendo as viagens pelo Google Earth seu único escape da realidade. Sem grandes altos e baixos, Malta é um filme funcional.
Na dúvida, vale o play.
Monos: Entre o Céu e o Inferno
3.3 41 Assista AgoraMonos é, na melhor das hipóteses, um filme mediano. Nele, acompanhamos um grupo de jovens que participa de uma organização, sabe-se lá por quê, com o objetivo de fazer sabe-se lá o quê.
Ainda que seja um grupo pequeno, as quase duas horas de duração não são suficientes para nos apegarmos a nenhum deles. Para piorar, em mais de uma ocasião, vemos os personagens agirem de forma cruel e burra, características que passam longe da branca e civilizada estadunidense que mantinham presa.
A ambientação e a preparação do elenco são os pontos fortes. Vemos que os atores e atrizes se dedicaram verdadeiramente aos papéis, fugindo daquela caracterização artificial de guerrilheiros, com sujeiras e cicatrizes estrategicamente posicionadas para ficarem à mostra.
Adicionaria também o fato de ser um tema atípico para uma produção colombiana.
Fora isso, não há novidades ou grandes motivações que me fariam indicar o filme.
Círculos
3.7 25Círculo é um filme que não entrega todas as informações de bandeja por meio de diálogos expositivos. Elas estão ali, dizendo muito através de subtextos sutis: da cor da roupa a uma troca de olhares, passando até pela insistência na distância entre duas pessoas de gerações diferentes.
Ainda que dê para imaginar o que desencadeou tudo, o filme faz você querer entender o papel de cada um nesse acontecimento.
Não, não é um filme cult que exige entender semiótica e todos esses papos cinéfilos (por vezes) cansativos.
Mas adianto que, se alguém busca um filme dinâmico, pode se decepcionar.
Eu, particularmente, adorei.
Housekeeping for Beginners
3.6 9Dita tem uma paciência ímpar, por muito menos, despejaria um ou outro personagem. Uma hora sua casa parece um lar acolhedor, noutra, uma bomba prestes a explodir. Mas, no final, acabamos nos importando com (quase) todos os personagens.
Interessante perceber a rivalidade histórica entre macedônios e kosovares. Ainda que inserida de forma sutil e breve, dá para perceber que há uma cicatriz enorme.
Algumas coisas podem chocar,
como o relacionamento de um sujeito de quase 40 anos com um adolescente de 17
Ainda assim, assistir a Housekeeping for Beginners foi uma experiência positiva.
Uma boa descoberta nesta maratona de filmes ao redor do mundo.
Todo Mundo Ama Touda
3.5 1O filme começa de forma impactante, talvez para estabelecer os limites do que pode (ou não) acontecer ao longo da jornada de Touda.
Tudo o que ela deseja é viver de sua arte enquanto busca garantir um futuro melhor para o filho, que é surdo, enquanto enfrenta uma sociedade que insiste em objetificar o corpo de mulheres artistas.
Não é uma obra de altos e baixos, na verdade, ela segue um ritmo quase linear - o que está longe de ser um defeito aqui. Ainda que isso possa causar um estranhamento inicial, à medida que embarcamos na história, essa sensação se dissolve.
Nisrin Erradi brilha ao interpretar Touda. Uma atriz que certamente vale a pena acompanhar.
NH10
3.1 12Um filme de sobrevivência que se passa nas imediações de um pequeno povoado e cuja história poderia ter sido facilmente evitada se não fosse pelo ego frágil de Ramavtar (Mas aí não teria filme, Rogerinho).
Em NH 10, vemos como tradições, grupos sociais e passividade também podem assumir o papel de vilãs.
Anushka Sharma está excepcional, o que é quase redundante.
Pinte de Açafrão
3.9 38A primeira hora do filme quase vende a ideia de que Pinte de Açafrão é "um filme sobre fazer cinema". Em mais de um momento, somos levados a questionar por que a narrativa dedica tanto tempo no cotidiano dos atores e nas cenas que estão sendo filmadas.
Conforme a trama avança, porém, as peças começam a se encaixar. O que parecia ser um filme alegre e despretensioso revela uma história que mergulha justamente no significado da obra que aqueles personagens estão produzindo, trazendo denúncias e mostrando por que certas histórias precisam ser recontadas para manter viva a chama da memória.
Aamir Khan dispensa comentários. Simplesmente espetacular.
Pari
3.4 11Pari é uma obra de horror relativamente leve. Embora conte com alguns sustos (previsíveis), seu foco não é assustar o espectador a todo momento, mas sim manter uma sensação de desconforto em cenas chaves.
Anushka Sharma é uma atriz fenomenal. Muito expressiva, consegue transitar entre diferentes emoções com facilidade, além de nos fazer criar empatia por sua personagem em poucos minutos de cena. Eu já conhecia seu trabalho em PK, mas, daqui para frente, pretendo acompanhar mais filmes com ela.
Além disso, vemos aqui uma inversão de papéis, em que a indiferença, a omissão e a radicalização podem ser os verdadeiros monstros.
PS: O filme conta com apenas uma cena musical, e ela é bem discreta.
Seu Crime, Seu Sofrimento
3.4 46Não estava preparado para ver cenas musicais protagonizadas por um mosquito.
Por mais filmes nonsense, o óbvio é entediante.
Buladó
3.1 4Há uns três anos decidi reduzir drasticamente o número de produções estadunidenses que assisto, dando lugar a longas-metragens de várias partes do mundo.
Em Buladó, caí de paraquedas depois de ver uma lista não convencional que associava seleções de futebol a filmes. Como se trata de um lugar com pouca tradição cinematográfica, confesso que estava preparado para encontrar limitações técnicas ou atuações medianas, mas em poucos minutos, o filme me mostrou o quanto eu estava errado.
Temos aqui uma produção excelente, muito bem-feita, atenta aos detalhes e que harmoniza perfeitamente seus elementos visuais e sonoros. Kenza e seu avô são estupendos, "falam" com olhares e têm uma facilidade impressionante de transmitir sentimentos.
É um roteiro forte, que fala de tradição, cultura e ancestralidade. Uma verdadeira resistência à dominação e ao apagamento cultural que muitos países sofrem nas mãos de outros.
Há alguns furos e ou momentos para revirar os olhos, mas, se desconsiderarmos, será um belo passeio.
Obrigado, Curaçao.
Dachra
3.1 6 Assista AgoraUm filme repleto de jump scares baratos e com os personagens mais insuportáveis que se pode imaginar, tornando um desafio não torcer contra os protagonistas.
Aqui, decisões estúpidas são tomadas com a maior naturalidade, o que me faz imaginar como alguém com essa capacidade cognitiva conseguiu chegar à idade adulta.
Sye Raa Narasimha Reddy
3.9 3 Assista AgoraSye Raa Narasimha Reddy entra facilmente na minha lista de filmes épicos favoritos. Sim, inclusive entre as produções fora do circuito indiano.
Há, como de praxe, o exagero tollywoodiano, mas em menor escala do que estamos acostumados.
Os fãs de músicas talvez fiquem decepcionados, mas há apenas 2 canções. Mas as canções... socorro, são de uma qualidade absurda.
Figurinos, cenários e trilha sonora dispensam comentários, além de um roteiro que funciona super bem.
Dito isso: fogo nos colonizadores.
PS: Vejam também os crédito finais, eles homenageiam outras grandes lideranças.
Círculo Vicioso
3.1 67 Assista AgoraEm uma realidade paralela, Círculo Vicioso é o estilo de filme que passaria na Sessão da Tarde 18+.
- Sim, as atuações são caricatas;
- Sim, o personagem é um pouco escroto - e o roteiro não passa pano;
- Sim, o filme poderia....
Er, já deu, né? Ou vamos nos transformar no Joel para, ao final, ouvir a Sarah perguntar, se há algum filme que a gente goste. Às vezes só queremos ver filmes questionáveis.
Não sei porquê, mas Círculo Vicioso me pegou legal.
Cheguei aqui por mais uma indicação da Bia, do canal Que Horror!
YOLO – O Destino de Le Ying
3.8 11YOLO poderia ser o clássico "água com açúcar": uma personagem na fossa, uma mudança de vida e novos interesses. Quando achamos que o filme vai abraçar o óbvio e o caminho mais fácil, ele se vira para você e diz: "Hoje não!".
Um belo e divertido filme, que nos emociona, nos faz rir e querer acompanhar as mudanças de Le Ying.
Disponível no Prime (04.06.2026)
PK
4.2 94 Assista AgoraUma crítica ácida aos falsos profetas que colocam o lucro à frente da fé, vendendo milagres em que nem eles mesmos acreditam - tudo isso sem desrespeitar qualquer religião.
Se fosse lançado hoje no Brasil, não seriam poucos os pastores a esbravejar (a única coisa que alguns parecem saber fazer).
Fui assistir pelo Aamir Khan e terminei apaixonado por essa história, que começa boba e até ingênua, mas toma proporções inesperadas. A Anushka Sharma também mandou bem demais.
Bollywood cada vez mais ganhando espaço no meu coração
3 Idiotas
4.3 3843 Idiotas é um filme leve, que carrega mensagens poderosas sem cair em um discurso barato de autoajuda.
As músicas são bem naturais e muito bem montadas, encaixando-se naturalmente nas circunstâncias. Foram poucos os filmes em que tantas músicas conseguiram me fisgar dessa forma.
Além disso, o elenco é sensacional e muito carismático. Nos apegamos facilmente não só aos 3 amigos, mas também aos coadjuvantes.
Rancho é um daqueles personagens que todos nós gostaríamos de ter como amigo.
Ao final, com pessoas assim, a vida fica bem mais fácil (ou, pelo menos, agradável, ainda que um pouco caótica).
Aal Izz Well
Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário
3.5 69 Assista AgoraDa série: filmes gostosinhos e despretensiosos para assistir.
Cheguei aqui por indicação da Bia, do canal "Que Horror!"
Sheikh Jackson
3.9 3Esperava uma comédia leve, mas me deparei com um drama sobre como o fanatismo religioso ou uma educação ultraconservadora podem lapidar a personalidade de alguém.
É divertido caçar algumas referências ao MJ, mostradas (ou escondidas) ao longo da história. Só queria ter um repertório um pouco maior sobre o Rei do pop para reconhecer mais delas.
Há algum tempo decidi parar de ver filmes dos EUA e focar em produções de diferentes países, conhecer novas culturas, histórias ou formas de contar algo.
Sheikh Jackson é um dos motivos que me fazem continuar nesta jornada.
Que venham outras belas surpresas.
Vá e Veja
4.5 810Um filme que trata a guerra como ela é, talvez porque muitos envolvidos na produção devam ter vivido isso de perto, e não do outro lado do oceano, pela TV.
Aqui não há trilha grandiosa quando os vilões são derrotados, nem existe, de fato, um final feliz. Até as pequenas vitórias têm gosto amargo, porque a gente sabe tudo o que foi perdido. É um retrato do que a guerra realmente é, sem qualquer romantização.
Vá e Veja é um filme duro, mas indispensável. Fica a sensação de que eu era mais um ali, acompanhando tudo de perto.
Pelo Malo
4.0 122 Assista AgoraO cinema latino-americano é um berço de produções fantásticas, e Pelo Malo reforça essa tese. Fugindo das amarras de roteiro das produções estadunidenses, o filme nos mostra o quão difícil é poder ser você mesmo, mesmo que isso signifique apenas fazer um penteado diferente.
Junior e Marta brilham demais.
Mulheres Divinas
3.9 37 Assista AgoraMinha avó cresceu no interior do RS e, se estivesse viva, completaria 98 anos em 2026. Entre anos de convivência, filhos, netos e outros parentes, só foram descobrir que ela gostava de cantar poucos meses após meu avô falecer, depois de 50 anos de casamento. Um cenário que provavelmente não foi muito diferente do vivido pelas suas irmãs, vizinhas e amigas.
Mulheres Divinas traz um pouco desse grito por liberdade preso na garganta. De forma simples e envolvente, nos apresenta mulheres fantásticas que encontraram força nas companheiras para seguir em frente.