O astro do episódio de Chaves “Um astro na vila” é um dos protagonistas do longa metragem. Que surpresa indescritível foi ver esse filme. A narrativa vai crescendo em um contínuo que se encerra num final de tirar o fôlego. Matinne é um caleidoscópio de drama, ação, comédia e as revelações e reviravoltas da narrativa vão nos deixando cada vez mais atônitos e reflexivos.
Que maravilha conhecer o cinema Venezuelano com um filme como esse com tantas camadas. Camadas sobre desejo, sexualidade, repressão, paternidade, afeto, voyeurismo que se sobrepõem e se confundem numa narrativa de dois personagens complementares e antagônicos.
Einstein certa vez escreve uma carta para Freud perguntando sobre a razão das guerras e se existe alguma possibilidade de livrar a humanidade desse mal. Freud brilhantemente fala sobre nossas duas pulsões de vida (Eros) e morte (destruição) que vivem em conflito dentro de nós e durante as guerras a energia libidinal de destruição adquire função em primeiríssimo plano. Elem Klimov, diretor do longa, mostra de maneira cruel, dramática e horripilante o potencial dessa pulsão de morte ao mostrar as atrocidades do poderio nazista em uma comunidade da bielo Rússia. Tudo isso experimentado por um jovem garoto adolescente por volta dos seus 14 anos. O filme em alguns momentos passeia por um terror quase folclórico, alegórico que de maneira contrassensual é mais real do que nunca e, infelizmente, naturalizado. A banalidade do mal está aí, como já dizia Hannah Arendt, e ela tenta nos engolir por todo o filme com um terror/horror que em alguns momentos anestesia nossos sentidos. Vá e veja é um longa imperativo, o próprio título é injuntivo. Sem sombra dúvidas um dos melhores filmes de guerra já feitos.
Um filme de guerra sobre homens, humanidade, conflitos interiores. Oliver Stone aqui nos brinda com um longa orquestrado ao som do clássico Adágio for Strings do Samuel Barber que conduz toda a atmosfera triste mas ao mesmo tempo redentora do filme.
Neste longa que rendeu o Oscar de melhor atriz a Joan Crawford, “o amor de mãe” é a mola propulsora de toda a narrativa, principalmente mostrando o lado obsessivo e passional que esse amor pode ter. Joan Crawford simplesmente engole o filme. Sem falar do roteiro muito bem construído com profundidade e reviravoltas. A novela Vale Tudo teve uma excelente fonte para beber.
O ensaio “A metrópole e a vida mental” do sociólogo Georg Simmel nunca fez tanto sentido. Aqui vemos o peso da metrópole, das relações reduzidas ao dinheiro, o individualismo, o egoísmo e todo o peso de tudo isso sobre a psique do sujeito. A fotografia e a trilha sonora criam uma ambiência sufocante e esmagadora e São Paulo é colocada como uma máquina de moer subjetividades. Os protagonistas dão um show de atuação a parte. Encantado.
Este é o raro caso de um filme em que a protagonista engole o longa. O filme é Fernanda/Vitória em uma atuação gigantesca ao interpretar uma senhorinha 80+ que denuncia de sua janela um esquema de trafico que envolve crianças e policiais. Andrucha (o diretor) não consegue acompanhar a grandiosidade da dramaticidade de Fernanda, às vezes tinha a impressão de que o roteiro e a direção tentavam sufocar a personagem, mas Fernanda, brilhantemente, transbordava.
De acordo com o dicionário Houaiss a metáfora é uma figura de linguagem que trata de uma comparação implícita entre dois elementos de realidades muito diferentes, povoada de sentido conotativo. Ao ter isso em mente assista "Em chamas" e siga as metáforas como fios condutores interpretativos do longa. Não se preocupe com respostas no final, mas com o processo, os caminhos que o filme te leva ao trazer discussões sobre questões sociais, solidão e as emoções em processo de inflamação, ebulição dos personagens, principalmente o protagonista. O filme traça a história de três personagens que se encontram e se desencontram tanto espacialmente quando metaforicamente, se encontram na busca de sentido da vida, por uma vida melhor (caso dos personagens mais pobres) e se desencontram nos objetivos da existência. Se por um lado o longa mostra um certo desamparo, abandono, necessidade de criar laços, por outro, mostra a descartabilidade, a banalidade das relações afetivas e de vidas que não importam.
Baby é aquele filme que traça uma geografia do desejo pela cidade de São Paulo, atravessando as zonas intersticiais noturnas, os lugares marginais povoados de afetos malditos e desejos pungentes. A vida/cultura LGBTQIAPN+ no longa está sempre em primeiro plano exibindo desde a cultura ballroom, as drogas, as casas de sexo, todos esses elementos são personagens da narrativa e se entrelaçam nos protagonistas.
Ainda sem chão com essa maravilha que acabei de ver. Que radiografia linda da cultura nordestina. A trilha sonora, a fotografia, a estética do interior nordestino, tudo caminha de maneira imbricada. Não podemos esquecer do tema da inclusão (que é tratada de maneira poética. Palmas para o cinema brasileiro.
Depois de muito resolvi ver esta obra-prima e agora entendi o porquê dele já ter nascido clássico. Atuações primorosas e uma radiografia precisa de uma jovem que pode ser qualquer uma . Filme bem realista com uma trilha sonora inesquecível ao som de Bowie. “We can be heroes, just for one day.”
O roteiro é fraco mas a fotografia, a trilha e a sensibilidade que o filme transmite me pegaram de jeito. Senti falta de problematizacoes, acho que estou mal acostumado com os filmes de Larry Clarck e Gregg Araki
A dinamicidade do filme, o roteiro, a trilha sonora parecem orquestrar de forma uníssona. As questões políticas que o filme nos brinda são mais atuais e urgentes do que nunca. Um primor!
Eggers fez aqui de maneira minuciosa e cuidadosa um novo clássico. Que reconstituição de época! O gótico aqui adquire função protagonica nos mínimos detalhes desde a arquitetura, aos personagens, a iluminação, o design de som. Cabal.
Que presente de animação. Um alento para a alma e para os olhos. Uma abordagem gráfica singular e com uma mensagem filósofica única sobre existência, cooperação e dicotomias da vida.
Quantas referências maravilhosas! Que aura nostálgica esse filme me passou. Marina Person arrasando na direção e a trilha sonora é um personagem a parte.
Um filme que transporta para a aura oitentista de São Paulo. Personagens marginais, afetos subversivos, que presente de filme. A decadência aqui é a grande protanogista. O longa respira uma atmosfera camp.
Depois de ver “A substância”, obra-prima de Coralie, me deparo com essa delícia de filme em que a diretora já demonstra sua estética única com planos singulares.
Ainda sem respirar. Visceral, perturbador, agonizante. Faltam adjetivos para qualificar o gigantismo desta obra. Aqui a ditadura da beleza e suas consequências vão ao extremo, contaminado de referências do terror. A frase de Caetano “É que Narciso acha feio o que não é espelho” é colocada em cheque.
Matinée
4.0 1O astro do episódio de Chaves “Um astro na vila” é um dos protagonistas do longa metragem. Que surpresa indescritível foi ver esse filme. A narrativa vai crescendo em um contínuo que se encerra num final de tirar o fôlego. Matinne é um caleidoscópio de drama, ação, comédia e as revelações e reviravoltas da narrativa vão nos deixando cada vez mais atônitos e reflexivos.
De Longe Te Observo
3.4 91 Assista AgoraQue maravilha conhecer o cinema Venezuelano com um filme como esse com tantas camadas. Camadas sobre desejo, sexualidade, repressão, paternidade, afeto, voyeurismo que se sobrepõem e se confundem numa narrativa de dois personagens complementares e antagônicos.
Vá e Veja
4.5 796Einstein certa vez escreve uma carta para Freud perguntando sobre a razão das guerras e se existe alguma possibilidade de livrar a humanidade desse mal. Freud brilhantemente fala sobre nossas duas pulsões de vida (Eros) e morte (destruição) que vivem em conflito dentro de nós e durante as guerras a energia libidinal de destruição adquire função em primeiríssimo plano. Elem Klimov, diretor do longa, mostra de maneira cruel, dramática e horripilante o potencial dessa pulsão de morte ao mostrar as atrocidades do poderio nazista em uma comunidade da bielo Rússia. Tudo isso experimentado por um jovem garoto adolescente por volta dos seus 14 anos. O filme em alguns momentos passeia por um terror quase folclórico, alegórico que de maneira contrassensual é mais real do que nunca e, infelizmente, naturalizado. A banalidade do mal está aí, como já dizia Hannah Arendt, e ela tenta nos engolir por todo o filme com um terror/horror que em alguns momentos anestesia nossos sentidos. Vá e veja é um longa imperativo, o próprio título é injuntivo. Sem sombra dúvidas um dos melhores filmes de guerra já feitos.
Platoon
4.0 647 Assista AgoraUm filme de guerra sobre homens, humanidade, conflitos interiores. Oliver Stone aqui nos brinda com um longa orquestrado ao som do clássico Adágio for Strings do Samuel Barber que conduz toda a atmosfera triste mas ao mesmo tempo redentora do filme.
Alma em Suplício
4.2 152 Assista AgoraNeste longa que rendeu o Oscar de melhor atriz a Joan Crawford, “o amor de mãe” é a mola propulsora de toda a narrativa, principalmente mostrando o lado obsessivo e passional que esse amor pode ter. Joan Crawford simplesmente engole o filme. Sem falar do roteiro muito bem construído com profundidade e reviravoltas. A novela Vale Tudo teve uma excelente fonte para beber.
São Paulo Sociedade Anônima
4.2 207O ensaio “A metrópole e a vida mental” do sociólogo Georg Simmel nunca fez tanto sentido. Aqui vemos o peso da metrópole, das relações reduzidas ao dinheiro, o individualismo, o egoísmo e todo o peso de tudo isso sobre a psique do sujeito. A fotografia e a trilha sonora criam uma ambiência sufocante e esmagadora e São Paulo é colocada como uma máquina de moer subjetividades. Os protagonistas dão um show de atuação a parte. Encantado.
Vitória
3.7 248 Assista AgoraEste é o raro caso de um filme em que a protagonista engole o longa. O filme é Fernanda/Vitória em uma atuação gigantesca ao interpretar uma senhorinha 80+ que denuncia de sua janela um esquema de trafico que envolve crianças e policiais. Andrucha (o diretor) não consegue acompanhar a grandiosidade da dramaticidade de Fernanda, às vezes tinha a impressão de que o roteiro e a direção tentavam sufocar a personagem, mas Fernanda, brilhantemente, transbordava.
Em Chamas
3.9 379De acordo com o dicionário Houaiss a metáfora é uma figura de linguagem que trata de uma comparação implícita entre dois elementos de realidades muito diferentes, povoada de sentido conotativo. Ao ter isso em mente assista "Em chamas" e siga as metáforas como fios condutores interpretativos do longa.
Não se preocupe com respostas no final, mas com o processo, os caminhos que o filme te leva ao trazer discussões sobre questões sociais, solidão e as emoções em processo de inflamação, ebulição dos personagens, principalmente o protagonista.
O filme traça a história de três personagens que se encontram e se desencontram tanto espacialmente quando metaforicamente, se encontram na busca de sentido da vida, por uma vida melhor (caso dos personagens mais pobres) e se desencontram nos objetivos da existência. Se por um lado o longa mostra um certo desamparo, abandono, necessidade de criar laços, por outro, mostra a descartabilidade, a banalidade das relações afetivas e de vidas que não importam.
Baby
3.5 84 Assista AgoraBaby é aquele filme que traça uma geografia do desejo pela cidade de São Paulo, atravessando as zonas intersticiais noturnas, os lugares marginais povoados de afetos malditos e desejos pungentes.
A vida/cultura LGBTQIAPN+ no longa está sempre em primeiro plano exibindo desde a cultura ballroom, as drogas, as casas de sexo, todos esses elementos são personagens da narrativa e se entrelaçam nos protagonistas.
Saudade Fez Morada Aqui Dentro
3.9 43 Assista AgoraAinda sem chão com essa maravilha que acabei de ver. Que radiografia linda da cultura nordestina. A trilha sonora, a fotografia, a estética do interior nordestino, tudo caminha de maneira imbricada. Não podemos esquecer do tema da inclusão (que é tratada de maneira poética. Palmas para o cinema brasileiro.
Eu, Christiane F.,13 Anos, Drogada e Prostituída
3.6 1,3K Assista AgoraDepois de muito resolvi ver esta obra-prima e agora entendi o porquê dele já ter nascido clássico. Atuações primorosas e uma radiografia precisa de uma jovem que pode ser qualquer uma . Filme bem realista com uma trilha sonora inesquecível ao som de Bowie. “We can be heroes, just for one day.”
Arco-Íris de Gasolina
3.3 9 Assista AgoraO roteiro é fraco mas a fotografia, a trilha e a sensibilidade que o filme transmite me pegaram de jeito. Senti falta de problematizacoes, acho que estou mal acostumado com os filmes de Larry Clarck e Gregg Araki
O Aprendiz
3.5 202 Assista AgoraQue história chata. Os atores “salvam” o filme.
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraDilacerante. Que atuações impecáveis das protagonistas e bela homenagem ao Expressionismo alemão.
Conclave
3.9 827 Assista AgoraA dinamicidade do filme, o roteiro, a trilha sonora parecem orquestrar de forma uníssona. As questões políticas que o filme nos brinda são mais atuais e urgentes do que nunca. Um primor!
Eu Sei Que Vou Te Amar
3.6 157 Assista AgoraQue entrega de atuações e roteiro.
Nosferatu
3.6 937 Assista AgoraEggers fez aqui de maneira minuciosa e cuidadosa um novo clássico. Que reconstituição de época! O gótico aqui adquire função protagonica nos mínimos detalhes desde a arquitetura, aos personagens, a iluminação, o design de som. Cabal.
12 Homens e Uma Sentença
4.6 1,2K Assista AgoraAinda paralisado com o que acabei de assistir. Que show de atuações e que roteiro magistral.
Flow
4.2 576Que presente de animação. Um alento para a alma e para os olhos. Uma abordagem gráfica singular e com uma mensagem filósofica única sobre existência, cooperação e dicotomias da vida.
Califórnia
3.5 306Quantas referências maravilhosas! Que aura nostálgica esse filme me passou. Marina Person arrasando na direção e a trilha sonora é um personagem a parte.
O Mensageiro do Último Dia
2.6 193 Assista AgoraComo é possível um final estragar o filme completo?
Anjos da Noite
3.8 29Um filme que transporta para a aura oitentista de São Paulo. Personagens marginais, afetos subversivos, que presente de filme. A decadência aqui é a grande protanogista. O longa respira uma atmosfera camp.
Vingança
3.2 668 Assista AgoraDepois de ver “A substância”, obra-prima de Coralie, me deparo com essa delícia de filme em que a diretora já demonstra sua estética única com planos singulares.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraAinda sem respirar. Visceral, perturbador, agonizante. Faltam adjetivos para qualificar o gigantismo desta obra. Aqui a ditadura da beleza e suas consequências vão ao extremo, contaminado de referências do terror. A frase de Caetano “É que Narciso acha feio o que não é espelho” é colocada em cheque.