Além dos diálogos expositivos de todos os personagens (que falavam em como tudo era super secreto e ninguém poderia saber, e logo em seguida detalhavam tudo pro novato) me incomodou como é péssima a construção dos relacionamentos românticos do Jonathan.
Primeiro com a Sophie, toda enigmática, que só tinha a entregar frases de efeito. Depois, com a Jed, que não se decide se a personagem é muito inteligente e manipuladora conseguindo enganar o Roper, ou se é "apenas um rosto bonito" que simplesmente não percebia que o marido trabalhava na ilegalidade. Ainda que houvesse química, não vi um desenvolvimento de sentimentos, então as ações exageradas para proteger as amadas não me convenciam.
Extremamente pretensiosa, se enrolando mais do que precisa pra oferecer enredos simples, mas floreados de diálogos exageradamente filosóficos, para conclusões simplórias. Temporada é muito arrastada, ambos os personagens que são os catalizadores não envolvem.
Dolores se torna uma líder tirana, que não preserva NADA da personalidade que é seu alicerce, que está no seu código fonte. Não se importa com ninguém, apenas com um dos diversos pais que já teve, de uma narrativa específica das diversas que já teve. E o Bernard, que poderia trazer reflexões mais profundas sobre o que nos torna humanos, ou mostrar como o Ford o teria usado em todos esses anos em que trabalhou no parque, é subaproveitado. Nas poucas aparições que tem, apenas reage ao que está acontecendo a sua volta.
O melhor da série é sua premissa - que não é criação da série. Considero ter um alto valor de produção um demérito nesse caso, pois nem com isso deixa de ser tão CHATA. Sofri pra terminar.
Me lembrou muito Okja - que nem lembrava que também era do Bong Joon-ho - principalmente os vilões megalomaníacos, caricatos e sem noção alguma, e sua relação cruel e exploratória com as outras pessoas e com as criaturas fofas e inofensivas.
Não é um filme ruim, e entrega tudo o que se poderia desejar da premissa, até a metade.
Desnecessário toda a parte da fixação da Ylfa com o molho perfeito, e de ela querer usar as caudas dos tatuzinhos e tudo mais. Eu estava bem engajada com a problemática de como a nave via o Mickey enquanto "descartável", e queria ver mais disso, mas o foco foi indo para outro lado. No fim, se fosse a história de qualquer outro personagem que não tivesse essa "habilidade", o filme teria o mesmo desfecho.
Inclusive: o Bong Joon-ho é vegano? Uma temática até que recorrente em seus filmes, não?
É sobre os medos que vêm com as mudanças inevitáveis da vida, e como só é possível superá-los ao os entender e abraçar.
Pra mim, tudo aqui funciona. Todos os atores estão ótimos, a fotografia é linda e as locações espetaculares. Os personagens são críveis, vivos, o que facilita se envolver e torcer por eles. O texto é bem fofinho e nada destoa do que jovens falariam e fariam.
Tem êxito em tudo o que se propõe a fazer. Filme bem gostosinho de assistir.
Além do que todos comentam, de como Dexter regrediu e se tornou burro e descuidado, o pior da temporada pra mim é a chata da personagem da Dr. Vogel, uma sabe tudo que fica dando carteirada em toda aparição.
"Você não pode ter uma família e ser feliz, porque é um psicopata" "Você nunca conseguiria ficar sem matar, porque é um psicopata" "Você não ama a Deb, porque psicopatas não amam"
E dando o diagnóstico sem nunca ter conversado com o Dexter, nunca ter visto ele nem por gravação, apenas levando em conta o depoimento de dez anos atrás do seu pai. E ainda assim o roteiro quer me convencer de que ela é assertiva e "do bem".
O maior defeito desse filme, pra mim, é que no início parece tanto qualquer filme de carros capotando, explosões e "policial tentando salvar a filha sequestrada" genérico que eu não me engajei na história. Quase desisti com 20 minutos de filme. Que bom que não o fiz, porque melhorou muito mais pro fim. Mas eu já estava tão desinteressada na trama que mal consegui curtir as reviravoltas que são, sim, boas.
Alguém consegue me explicar COMO o Bruto conseguiu sequestrar o marido da Victoria de baixo do nariz dela, sem ela notar? Quando a personagem foi apresentada, ela explodiu sem dificuldade a cabeça de diversas pessoas enquanto fingia que não era ela. Ela foi nerfada nessa temporada, conseguindo matar só um animal por vez daquela fazenda (e com alguma dificuldade). Ainda assim, ela era a única daquela galera que podia matar as super ovelhas mantendo uma distância segura e, assim, proteger as pessoas com quem ela se importava. Saem juntos do celeiro, tendo apenas duas pessoas importantes pra ela (o pai e o marido). Um campo aberto, um grupo de só umas 10 pessoas. COMO ela perdeu o marido de vista? Como o Bruto consegue sumir com ele, sem que ele grite ou lute, simplesmente desaparecendo? E como ela não percebeu que, juntamente com o marido, o Bruto também desapareceu? O que eu perdi nessa parte?
Pra mim, a comédia do filme até que funcionou, mas o romance é insuportável.
Temos uma mulher atraente e bem sucedida que, após anos negligenciando sua vida pessoal em prol de sua carreira política (a mulher nem dormia), decide sacrificá-la ao ficar encantada por um boboca irresponsável sem motivo algum. E o cara sequer se mostra merecedor desse sacrifício, porque em toda oportunidade ele sabota ela
desde a cena dele entrando correndo no jantar e jogando o notebook na neve, até no finalzinho quando, já assumidos, ele resolve falar na TV sobre segredos de estado em forma de piadinha.
Ele não é simplesmente burrinho e não percebe que atrapalha, ele apenas não se importa em atrapalhá-la porque não se importa com a seriedade que a Charlotte escolheu levar a própria vida.
Paia de mais a Fiona ficar enchendo o saco do Lip e destratando a Mandy por ela ter se mudado pra casa deles, sendo que o Jimmy/Steve fez exatamente a mesma coisa.
A primeira parte do filme é perfeita, 10/10. Depois, parece até outro filme. Não que seja ruim, mas o clima e o nível da tensão que a primeira parte construiu não se mantém, e a discrepância fica visível.
A produção da série é linda, a maquiagem, figurino, cenários, e toda a mitologia e magia que as fadas poderiam trazer com elas. A construção de mundo também é ótima, porém...
Almejaram uma trama política maior do que tinham capacidade para conduzir, abrindo várias discussões e vertentes que no final não sabiam como solucionar.
Exatamente COMO o Burgo se tornou uma sociedade justa no final, com a paz entre humanos e fadas? Não havia um único líder político a favor das fadas, a população estava inflamada CONTRA elas, os corvos negros estavam conduzindo "ataques terroristas" pela cidade e um não-humano entrou no parlamento e matou várias pessoas influentes. Qual a condução para, na cena seguinte, fadas voltarem a serem vistas como pessoas comum e respeitadas pela sociedade?
Por que o Burgo resolveu não mais atacar Tirnanoc? Eles já estavam despachando soldados em navios, e descobriram que o Pacto estava ainda mais fraco do que imaginavam. Qual a motivação para pararem a reconquista e, ao mesmo tempo, enviaram as fadas de volta para lá (levando em conta que Vignette e Tourmaline estavam lá no final)?
Como o Burgo explicou para o Pacto que os dois diplomatas que eles enviaram para negociar a paz, foram assassinados? Como fariam o Pacto acreditar que seu general era na verdade um não-humano disfarçado? Como a paz não seria abalada com isso?
Ainda que a líder da Nova Alvorada morreu, existiam milhares de pessoas que acreditavam na causa e estavam prontas para morrer por ela, inclusive infiltrada na política de outros países (vide o general do Pacto), com o objetivo de bagunçar internamente e conseguir levar à revolução. Também nessas condições, como a paz voltou a reinar tão rapidamente no Burgo?
Ficaram com preguiça de desenrolar uma conclusão melhor e colocaram na tela um "meses depois" para que o público imaginasse como aconteceu.
Isso sem contar a trama envolvendo o Jonas e principalmente a Sophie, que foi mostrada como uma estrategista com um grande plano, muito dinheiro, influência e poder, e eu nem fiquei sabendo qual era esse plano (jogar a sociedade contra as fadas, quando na realidade queria melhorar a vida delas?) porque antes de mostrá-lo a quem acompanhava a série, por preguiça ou incapacidade de tornar lógico, simplesmente mataram os personagens.
Tirando isso, grande parte dos personagens são inconsistentes, sempre tomando decisões que não condizem com a personalidade apresentada a eles até então. A personagem da Cara é o principal exemplo disso, consegue ser ao mesmo tempo entediante e detestável, tornando quase impossível torcer por ela, o que é péssimo já que é a protagonista e sempre acaba dando certo para ela.
Até tem uma história interessante, mas a execução é muito fraca.
O orçamento é baixo, sim, mas esse não é nem de longe o maior problema do filme. Os personagens são completamente unidimensionais, principalmente o vilão que parece uma caricatura (não falo da atuação, e sim do que o roteiro reservou pra ele). Todos os diálogos do filme são piegas, não parece que uma pessoa de verdade falaria daquele jeito. E são tão clichês que dá pra prever o próximo diálogo/cena. Junta isso com escolhas duvidosas do diretor de estender cenas (tentando trazer algum tipo de contemplação?), enquanto claramente tenta forçar o sentimental com a trilha sonora, que simplesmente não funciona.
O resultado é um filme de menos de uma hora e meia que parece que não termina nunca, arrastadíssimo.
Nimue é ingênua e precipitada, todas as suas ações e personalidade casam muito bem com uma adolescente de 16 anos, como está na sinopse. Infelizmente, a atriz escalada para a personagem já tinha 25, o que a faz parecer muito boba e infantil.
E é incrível como mesmo com diversos arqueiros prontos apontando para um único personagem que está longe de mais para oferecer perigo, eles simplesmente não atiram por... medo? Acontece com o Monge Choroso, com Nimue e até com o Cavaleiro Verde. O roteiro precisava deles em perigo, mas que saíssem vivos, e ficou com preguiça de escrever uma sequência melhor que explicasse como sairiam da situação. Aliás, faz isso o tempo todo: arma situações e fica com preguiça de concluí-las, então entrega de qualquer jeito.
Uma premissa interessante, com alguns bons atores interpretando personagens cativantes (em especial Fábio Lagos como o coronel, mas a maior parte do elenco de apoio funciona muito bem), mas que acaba se tornando difícil de acompanhar por ter um protagonista imbecilizado e individualista. Não tem como torcer por Virguley, que quando não toma a decisão errada por burrice ou covardia, o faz por comodidade.
Edmilson Filho, que está infantil e caricato como Virguley, consegue se segurar bem como Lampião. Pelo trailer, achei que a série exploraria mais o personagem Lampião e o embate dos dois, mas este quase não aparece e, quando aparece, nada faz. O humor funciona em algum nível com quase todos os personagens, mas com o protagonista é tão forçado que não desce, só dá vergonha. Ele solta palavras e frases "modernas" pra ter algum ponto de ele vir do futuro. Usar os conhecimentos prévios que é mostrado ele tinha sobre Lampião e seu bando, nada, é totalmente esquecido.
A ambientação é ótima, tirando alguns detalhes (como algumas pistolas modernas nas cenas finais), a vila, o figurino, cabelo, até a sujeira nas roupas dos personagens, tudo parece ter sido feito com muito cuidado.
E a série não tem um fim, termina com um gancho pra segunda temporada. Se eu soubesse disso antes, possivelmente não teria me esforçado tanto pra chegar ao final.
A qualidade caiu muito, o roteiro parece ter sido feito sem cuidado algum. Precisavam chegar do ponto A ao B e criaram qualquer caminho no meio.
As cenas estão bonitas e bem gravadas, algumas bem inventivas e funcionais. No geral os efeitos especiais funcionam, os únicos que ficaram mais ou menos foram os relacionados ao menino lobo.
Excepcional o trabalho dos atores que interpretam Matinta e Lazo. Tiraram leite de pedra, com um roteiro mau escrito e contracenando com atores bem mais fraquinhos. Acho que a Matinta foi mau aproveitada, a caracterização ficou incrível, queria ter visto em mais cenas.
O homem da floresta se apresenta como Pan (que é o antigo deus da fertilidade e virilidade masculina, e é o mesmo que está esculpido na pedra na igreja). Ele é a "masculinidade original", e muito orgulhoso a transmite pro próximo homem (de um jeito literal, é como se parisse o machismo no mundo). Depois disso todos os homens, mesmo sem querer, reproduzem e repassam essa masculinidade tóxica pro próximo. Isso faz mal pra eles mesmo (e isso é mostrado de forma não tão literal quando Geoffrey conta que seu pai disse que ele era covarde e fraco quando tinha 7 anos), mas não conseguem evitar, e o ciclo continua. Por isso todos tem a mesma cara, porque mesmo que ajam de maneiras diferentes todos são "filhos do machismo". E esse mesmo machismo que pariu o marido da Harper, o levou a morte.
Vim procurar algum comentário que falava sobre isso mas não achei. Ficou óbvio e só eu que fiquei martelando a cena na cabeça tentando fazer ter sentido? haha
É como se fosse um compilado de vários dramas que, de uma forma ou outra, fazem parte da vida da população de classe média baixa brasileira. São duas horas de situações que parecem não levar a lugar nenhum. O objetivo é você se ver em tela, e pensar "olha, isso parece com algo que minha família passaria". O principal apelo do filme é a identificação, a "brasilidade", mas isso não é o bastante pra evitar o tédio que é acompanhar a história.
O som do filme é péssimo, as músicas estão muito altas em relação à voz dos personagens. Algumas atuações são bem fraquinhas. Têm cenas visualmente muito bonitas. Algumas familiares, como a cena final, acabam realmente emocionando.
No geral, acho que funciona mais pra quem consegue se identificar mais com a família, os personagens e as situações. Eu não me identifiquei tanto, e achei fraco e tedioso.
Quem têm o poder, afim de mantê-lo e ampliá-lo, manipula a história à seu favor através da mídia. Cabe ao povo fazer a pergunta: por quais interesses vale a pena lutar e morrer?
A premissa é intrigante, a maioria dos personagens secundários são interessantes e é divertido tentar adivinhar ou captar referências aos deuses e mitologias que já conheço, mas o personagem principal e a esposa são MUITO chatos e é difícil acompanhá-los.
O Shadow é muito passivo, não se mexe, aceita tudo e não pergunta. A personalidade dele é ser um segurança, fazer cara de mau e ser bom em trocar soco, nada além. Em um momento se enfurece e enfrenta Wednesday dizendo que vai embora, no momento seguinte, como se a cena anterior não tivesse acontecido, continua o seguindo cegamente. A esposa, que ele acabou de enterrar, volta a vida e ele ainda não acredita no sobrenatural, ainda assim não se dá o trabalho de sentar e conversar com ela, apenas ignora a presença, como se não fosse interessante o fato de ela ter voltado dos mortos. E a Laura também, insuportável, agindo como se fosse a mulher mais independente, onipotente e "foda-se, não ligo pra nada" do mundo, e ainda assim totalmente cadelinha do Shadow. Tudo tem que ser como ela quer, quando ela quer, e passa por cima de todos no caminho. E tudo bem ter personagens chatos e desinteressantes, mesmo sendo protagonistas. Por vezes isso acontece propositalmente em produções e fica bom. Só que a série fica forçando que você deveria gostar, se importar e torcer por esses personagens. Fica tentando fazer algum mistério sobre suas histórias, medos e anseios. Mas são TÃO chatos e desinteressantes que o mistério serve ao oposto do que normalmente serve: eu tenho menos vontade de continuar assistindo sabendo que vou ser obrigada a descobrir mais sobre eles, e apenas não quero saber.
O Gerente da Noite (1ª Temporada)
3.8 72 Assista AgoraAlém dos diálogos expositivos de todos os personagens (que falavam em como tudo era super secreto e ninguém poderia saber, e logo em seguida detalhavam tudo pro novato) me incomodou como é péssima a construção dos relacionamentos românticos do Jonathan.
Primeiro com a Sophie, toda enigmática, que só tinha a entregar frases de efeito.
Depois, com a Jed, que não se decide se a personagem é muito inteligente e manipuladora conseguindo enganar o Roper, ou se é "apenas um rosto bonito" que simplesmente não percebia que o marido trabalhava na ilegalidade.
Ainda que houvesse química, não vi um desenvolvimento de sentimentos, então as ações exageradas para proteger as amadas não me convenciam.
Elizabeth Debicki está deslumbrante como Jed.
A Avaliação
3.5 156 Assista AgoraAmei todos as roupas ecofuturistas da Mia.
Westworld (2ª Temporada)
4.2 487Extremamente pretensiosa, se enrolando mais do que precisa pra oferecer enredos simples, mas floreados de diálogos exageradamente filosóficos, para conclusões simplórias.
Temporada é muito arrastada, ambos os personagens que são os catalizadores não envolvem.
Dolores se torna uma líder tirana, que não preserva NADA da personalidade que é seu alicerce, que está no seu código fonte. Não se importa com ninguém, apenas com um dos diversos pais que já teve, de uma narrativa específica das diversas que já teve.
E o Bernard, que poderia trazer reflexões mais profundas sobre o que nos torna humanos, ou mostrar como o Ford o teria usado em todos esses anos em que trabalhou no parque, é subaproveitado. Nas poucas aparições que tem, apenas reage ao que está acontecendo a sua volta.
O melhor da série é sua premissa - que não é criação da série. Considero ter um alto valor de produção um demérito nesse caso, pois nem com isso deixa de ser tão CHATA. Sofri pra terminar.
Mickey 17
3.4 528 Assista AgoraMe lembrou muito Okja - que nem lembrava que também era do Bong Joon-ho - principalmente os vilões megalomaníacos, caricatos e sem noção alguma, e sua relação cruel e exploratória com as outras pessoas e com as criaturas fofas e inofensivas.
Não é um filme ruim, e entrega tudo o que se poderia desejar da premissa, até a metade.
Desnecessário toda a parte da fixação da Ylfa com o molho perfeito, e de ela querer usar as caudas dos tatuzinhos e tudo mais. Eu estava bem engajada com a problemática de como a nave via o Mickey enquanto "descartável", e queria ver mais disso, mas o foco foi indo para outro lado. No fim, se fosse a história de qualquer outro personagem que não tivesse essa "habilidade", o filme teria o mesmo desfecho.
Inclusive: o Bong Joon-ho é vegano? Uma temática até que recorrente em seus filmes, não?
Um Ano Inesquecível - Inverno
2.6 20É sobre os medos que vêm com as mudanças inevitáveis da vida, e como só é possível superá-los ao os entender e abraçar.
Pra mim, tudo aqui funciona. Todos os atores estão ótimos, a fotografia é linda e as locações espetaculares. Os personagens são críveis, vivos, o que facilita se envolver e torcer por eles. O texto é bem fofinho e nada destoa do que jovens falariam e fariam.
Tem êxito em tudo o que se propõe a fazer. Filme bem gostosinho de assistir.
Dexter (8ª Temporada)
3.5 1,7K Assista AgoraAlém do que todos comentam, de como Dexter regrediu e se tornou burro e descuidado, o pior da temporada pra mim é a chata da personagem da Dr. Vogel, uma sabe tudo que fica dando carteirada em toda aparição.
"Você não pode ter uma família e ser feliz, porque é um psicopata"
"Você nunca conseguiria ficar sem matar, porque é um psicopata"
"Você não ama a Deb, porque psicopatas não amam"
E dando o diagnóstico sem nunca ter conversado com o Dexter, nunca ter visto ele nem por gravação, apenas levando em conta o depoimento de dez anos atrás do seu pai. E ainda assim o roteiro quer me convencer de que ela é assertiva e "do bem".
A Presa
2.5 13A melhor representação de idosas de cidade pequena que já vi.
Hypnotic: Ameaça Invisível
2.7 151 Assista AgoraO maior defeito desse filme, pra mim, é que no início parece tanto qualquer filme de carros capotando, explosões e "policial tentando salvar a filha sequestrada" genérico que eu não me engajei na história. Quase desisti com 20 minutos de filme.
Que bom que não o fiz, porque melhorou muito mais pro fim. Mas eu já estava tão desinteressada na trama que mal consegui curtir as reviravoltas que são, sim, boas.
The Boys (4ª Temporada)
3.6 375 Assista AgoraSobre o episódio das ovelhas:
Alguém consegue me explicar COMO o Bruto conseguiu sequestrar o marido da Victoria de baixo do nariz dela, sem ela notar?
Quando a personagem foi apresentada, ela explodiu sem dificuldade a cabeça de diversas pessoas enquanto fingia que não era ela. Ela foi nerfada nessa temporada, conseguindo matar só um animal por vez daquela fazenda (e com alguma dificuldade). Ainda assim, ela era a única daquela galera que podia matar as super ovelhas mantendo uma distância segura e, assim, proteger as pessoas com quem ela se importava.
Saem juntos do celeiro, tendo apenas duas pessoas importantes pra ela (o pai e o marido). Um campo aberto, um grupo de só umas 10 pessoas. COMO ela perdeu o marido de vista? Como o Bruto consegue sumir com ele, sem que ele grite ou lute, simplesmente desaparecendo? E como ela não percebeu que, juntamente com o marido, o Bruto também desapareceu?
O que eu perdi nessa parte?
Casal Improvável
3.4 299 Assista AgoraPra mim, a comédia do filme até que funcionou, mas o romance é insuportável.
Temos uma mulher atraente e bem sucedida que, após anos negligenciando sua vida pessoal em prol de sua carreira política (a mulher nem dormia), decide sacrificá-la ao ficar encantada por um boboca irresponsável sem motivo algum. E o cara sequer se mostra merecedor desse sacrifício, porque em toda oportunidade ele sabota ela
desde a cena dele entrando correndo no jantar e jogando o notebook na neve, até no finalzinho quando, já assumidos, ele resolve falar na TV sobre segredos de estado em forma de piadinha.
Ele não é simplesmente burrinho e não percebe que atrapalha, ele apenas não se importa em atrapalhá-la porque não se importa com a seriedade que a Charlotte escolheu levar a própria vida.
Shameless (US) (3ª Temporada)
4.6 172Paia de mais a Fiona ficar enchendo o saco do Lip e destratando a Mandy por ela ter se mudado pra casa deles, sendo que o Jimmy/Steve fez exatamente a mesma coisa.
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraA primeira parte do filme é perfeita, 10/10. Depois, parece até outro filme. Não que seja ruim, mas o clima e o nível da tensão que a primeira parte construiu não se mantém, e a discrepância fica visível.
Carnival Row (2ª Temporada)
3.4 32 Assista AgoraA produção da série é linda, a maquiagem, figurino, cenários, e toda a mitologia e magia que as fadas poderiam trazer com elas. A construção de mundo também é ótima, porém...
Almejaram uma trama política maior do que tinham capacidade para conduzir, abrindo várias discussões e vertentes que no final não sabiam como solucionar.
Exatamente COMO o Burgo se tornou uma sociedade justa no final, com a paz entre humanos e fadas? Não havia um único líder político a favor das fadas, a população estava inflamada CONTRA elas, os corvos negros estavam conduzindo "ataques terroristas" pela cidade e um não-humano entrou no parlamento e matou várias pessoas influentes. Qual a condução para, na cena seguinte, fadas voltarem a serem vistas como pessoas comum e respeitadas pela sociedade?
Por que o Burgo resolveu não mais atacar Tirnanoc? Eles já estavam despachando soldados em navios, e descobriram que o Pacto estava ainda mais fraco do que imaginavam. Qual a motivação para pararem a reconquista e, ao mesmo tempo, enviaram as fadas de volta para lá (levando em conta que Vignette e Tourmaline estavam lá no final)?
Como o Burgo explicou para o Pacto que os dois diplomatas que eles enviaram para negociar a paz, foram assassinados? Como fariam o Pacto acreditar que seu general era na verdade um não-humano disfarçado? Como a paz não seria abalada com isso?
Ainda que a líder da Nova Alvorada morreu, existiam milhares de pessoas que acreditavam na causa e estavam prontas para morrer por ela, inclusive infiltrada na política de outros países (vide o general do Pacto), com o objetivo de bagunçar internamente e conseguir levar à revolução. Também nessas condições, como a paz voltou a reinar tão rapidamente no Burgo?
Ficaram com preguiça de desenrolar uma conclusão melhor e colocaram na tela um "meses depois" para que o público imaginasse como aconteceu.
Isso sem contar a trama envolvendo o Jonas e principalmente a Sophie, que foi mostrada como uma estrategista com um grande plano, muito dinheiro, influência e poder, e eu nem fiquei sabendo qual era esse plano (jogar a sociedade contra as fadas, quando na realidade queria melhorar a vida delas?) porque antes de mostrá-lo a quem acompanhava a série, por preguiça ou incapacidade de tornar lógico, simplesmente mataram os personagens.
Tirando isso, grande parte dos personagens são inconsistentes, sempre tomando decisões que não condizem com a personalidade apresentada a eles até então. A personagem da Cara é o principal exemplo disso, consegue ser ao mesmo tempo entediante e detestável, tornando quase impossível torcer por ela, o que é péssimo já que é a protagonista e sempre acaba dando certo para ela.
Saltburn
3.5 933Chocada que é o primeiro grande trabalho da Alison Oliver (que faz a Venetia), a menina foi impecável.
Paciente Zero
1.7 35 Assista AgoraSofrível, a única coisa em que acertaram foi na caracterização dos infectados.
Toda Luz que Não Podemos Ver
3.8 85 Assista AgoraO pobre do Werner foi um personagem escrito só pra sofrer mesmo, o coitado não tem um minuto de paz.
O Guarda de Auschwitz
2.4 31Até tem uma história interessante, mas a execução é muito fraca.
O orçamento é baixo, sim, mas esse não é nem de longe o maior problema do filme.
Os personagens são completamente unidimensionais, principalmente o vilão que parece uma caricatura (não falo da atuação, e sim do que o roteiro reservou pra ele).
Todos os diálogos do filme são piegas, não parece que uma pessoa de verdade falaria daquele jeito. E são tão clichês que dá pra prever o próximo diálogo/cena.
Junta isso com escolhas duvidosas do diretor de estender cenas (tentando trazer algum tipo de contemplação?), enquanto claramente tenta forçar o sentimental com a trilha sonora, que simplesmente não funciona.
O resultado é um filme de menos de uma hora e meia que parece que não termina nunca, arrastadíssimo.
Cursed - A Lenda do Lago (1ª Temporada)
3.0 124 Assista AgoraNimue é ingênua e precipitada, todas as suas ações e personalidade casam muito bem com uma adolescente de 16 anos, como está na sinopse. Infelizmente, a atriz escalada para a personagem já tinha 25, o que a faz parecer muito boba e infantil.
E é incrível como mesmo com diversos arqueiros prontos apontando para um único personagem que está longe de mais para oferecer perigo, eles simplesmente não atiram por... medo? Acontece com o Monge Choroso, com Nimue e até com o Cavaleiro Verde. O roteiro precisava deles em perigo, mas que saíssem vivos, e ficou com preguiça de escrever uma sequência melhor que explicasse como sairiam da situação. Aliás, faz isso o tempo todo: arma situações e fica com preguiça de concluí-las, então entrega de qualquer jeito.
Merlin é facilmente a melhor coisa da série.
O Cangaceiro do Futuro
3.1 37 Assista AgoraUma premissa interessante, com alguns bons atores interpretando personagens cativantes (em especial Fábio Lagos como o coronel, mas a maior parte do elenco de apoio funciona muito bem), mas que acaba se tornando difícil de acompanhar por ter um protagonista imbecilizado e individualista. Não tem como torcer por Virguley, que quando não toma a decisão errada por burrice ou covardia, o faz por comodidade.
Edmilson Filho, que está infantil e caricato como Virguley, consegue se segurar bem como Lampião. Pelo trailer, achei que a série exploraria mais o personagem Lampião e o embate dos dois, mas este quase não aparece e, quando aparece, nada faz.
O humor funciona em algum nível com quase todos os personagens, mas com o protagonista é tão forçado que não desce, só dá vergonha. Ele solta palavras e frases "modernas" pra ter algum ponto de ele vir do futuro. Usar os conhecimentos prévios que é mostrado ele tinha sobre Lampião e seu bando, nada, é totalmente esquecido.
A ambientação é ótima, tirando alguns detalhes (como algumas pistolas modernas nas cenas finais), a vila, o figurino, cabelo, até a sujeira nas roupas dos personagens, tudo parece ter sido feito com muito cuidado.
E a série não tem um fim, termina com um gancho pra segunda temporada. Se eu soubesse disso antes, possivelmente não teria me esforçado tanto pra chegar ao final.
Cidade Invisível (2ª Temporada)
3.4 189 Assista AgoraA qualidade caiu muito, o roteiro parece ter sido feito sem cuidado algum. Precisavam chegar do ponto A ao B e criaram qualquer caminho no meio.
As cenas estão bonitas e bem gravadas, algumas bem inventivas e funcionais. No geral os efeitos especiais funcionam, os únicos que ficaram mais ou menos foram os relacionados ao menino lobo.
Excepcional o trabalho dos atores que interpretam Matinta e Lazo. Tiraram leite de pedra, com um roteiro mau escrito e contracenando com atores bem mais fraquinhos. Acho que a Matinta foi mau aproveitada, a caracterização ficou incrível, queria ter visto em mais cenas.
Men: Faces do Medo
3.2 482 Assista AgoraMinha interpretação da cena final:
O homem da floresta se apresenta como Pan (que é o antigo deus da fertilidade e virilidade masculina, e é o mesmo que está esculpido na pedra na igreja). Ele é a "masculinidade original", e muito orgulhoso a transmite pro próximo homem (de um jeito literal, é como se parisse o machismo no mundo).
Depois disso todos os homens, mesmo sem querer, reproduzem e repassam essa masculinidade tóxica pro próximo. Isso faz mal pra eles mesmo (e isso é mostrado de forma não tão literal quando Geoffrey conta que seu pai disse que ele era covarde e fraco quando tinha 7 anos), mas não conseguem evitar, e o ciclo continua. Por isso todos tem a mesma cara, porque mesmo que ajam de maneiras diferentes todos são "filhos do machismo". E esse mesmo machismo que pariu o marido da Harper, o levou a morte.
Vim procurar algum comentário que falava sobre isso mas não achei. Ficou óbvio e só eu que fiquei martelando a cena na cabeça tentando fazer ter sentido? haha
Marte Um
4.1 339 Assista AgoraÉ como se fosse um compilado de vários dramas que, de uma forma ou outra, fazem parte da vida da população de classe média baixa brasileira. São duas horas de situações que parecem não levar a lugar nenhum. O objetivo é você se ver em tela, e pensar "olha, isso parece com algo que minha família passaria". O principal apelo do filme é a identificação, a "brasilidade", mas isso não é o bastante pra evitar o tédio que é acompanhar a história.
O som do filme é péssimo, as músicas estão muito altas em relação à voz dos personagens. Algumas atuações são bem fraquinhas.
Têm cenas visualmente muito bonitas. Algumas familiares, como a cena final, acabam realmente emocionando.
No geral, acho que funciona mais pra quem consegue se identificar mais com a família, os personagens e as situações. Eu não me identifiquei tanto, e achei fraco e tedioso.
A Fera do Mar
3.7 242 Assista AgoraQuem têm o poder, afim de mantê-lo e ampliá-lo, manipula a história à seu favor através da mídia.
Cabe ao povo fazer a pergunta: por quais interesses vale a pena lutar e morrer?
Deuses Americanos (2ª Temporada)
3.4 188A premissa é intrigante, a maioria dos personagens secundários são interessantes e é divertido tentar adivinhar ou captar referências aos deuses e mitologias que já conheço, mas o personagem principal e a esposa são MUITO chatos e é difícil acompanhá-los.
O Shadow é muito passivo, não se mexe, aceita tudo e não pergunta. A personalidade dele é ser um segurança, fazer cara de mau e ser bom em trocar soco, nada além. Em um momento se enfurece e enfrenta Wednesday dizendo que vai embora, no momento seguinte, como se a cena anterior não tivesse acontecido, continua o seguindo cegamente. A esposa, que ele acabou de enterrar, volta a vida e ele ainda não acredita no sobrenatural, ainda assim não se dá o trabalho de sentar e conversar com ela, apenas ignora a presença, como se não fosse interessante o fato de ela ter voltado dos mortos.
E a Laura também, insuportável, agindo como se fosse a mulher mais independente, onipotente e "foda-se, não ligo pra nada" do mundo, e ainda assim totalmente cadelinha do Shadow. Tudo tem que ser como ela quer, quando ela quer, e passa por cima de todos no caminho.
E tudo bem ter personagens chatos e desinteressantes, mesmo sendo protagonistas. Por vezes isso acontece propositalmente em produções e fica bom. Só que a série fica forçando que você deveria gostar, se importar e torcer por esses personagens. Fica tentando fazer algum mistério sobre suas histórias, medos e anseios. Mas são TÃO chatos e desinteressantes que o mistério serve ao oposto do que normalmente serve: eu tenho menos vontade de continuar assistindo sabendo que vou ser obrigada a descobrir mais sobre eles, e apenas não quero saber.