Tsai Ming-liang dita o ritmo do filme de forma magistral, abordando de forma sutil, com um enredo simples, mas cheio de camadas.
O tema central do filme é claramente a modernidade e como ele influencia todos os personagens da trama principal. Deus Neon, nada mais é que o novo Deus do Modernismo, a frenesi de um mundo "moderno", mas sem relações sólidas, onde tudo é transformado em consumo.
O personagem Ah Tze tem seu apartamento sempre cheio, ao mesmo tempo que está sempre vazio, da mesma forma que cidade está lotada, mas todos os personagens estão sozinhos.
No final, o que parece transbordar é um fio de esperança, quando todos se tornam rebeldes, e rejeitam a podridão daquele mundo que parece atrativo e colorido, mas é falso.
O filme que enterrou a franquia do Homem-Aranha por interferências do estúdio. A responsabilidade dessa bomba foi da Sony, no entanto, há pontos positivos sim.
Pra mim as lutas desse daqui são as melhores dos 3, principalmente, coreografia. O conflito amoroso de Peter, MJ e Harry pra mim é ponto alto do filme. Temos a redenção do personagem do Harry e a luta final quando ele chega é ótima com o encerramento de seu arco narrativo. Antes do Venom aparecer vemos que sim: o Peter apresenta traços de se tornar um herói egocêntrico depois de ter sido um nerd rejeitado a vida toda e sim isso é muito mais real e provável de acontecer do que muitos acham, e nem precisaria de um simbionte pra isso.
Só que a partir de certo ponto do filme tudo desanda.
Não sei como fizeram um emo park tão ridículo como aquele, ali bastaria a atuação do Tobey Maguire, um olhar de um bom ator bastaria pra ver a mudança de perspectiva. Toda sutileza do filme vai por água abaixo nesses momentos. A escolha do Casting pra Eddie Brock como Topher Grace foi péssimom, um ator bem canastrão num filme colossal de bilheteria. E partir de determinado momento o diretor parece não saber o que fazer com uma das exigências do estúdio que foi Gwen Stacy, e coloca ela em cada cena deplorável. Situações com coincidências narrativas ridículas e preguiçosas. Além da formação do Venom que por mais fiel que seja ao quadrinhos foi feita de uma forma bem preguiçosa.
É o pior de tudo, o crime contra a franquia: Retcom do Homem de Areia. Tocar em uma questão cânone e que já tinha ficado perfeita antes. Deplorável, triste e digna de raiva.
No fim, é sobre abstrair esses absurdos ridículos que o estúdio fez o Sam Raimi passar, e que ainda queria repetir num filme 4.
Definitivamente, era um filme que PRECISAVA de uma versão do diretor.
Documentário bem aquém da qualidade que eu esperava sobre um ator tão importante. Principalmente na direção e escolha das músicas. Mas recomendaria pra qualquer fã dele.
Depois de muito tempo lançada, resolvi assistir após o hype. Não há como negar a qualidade técnica da série e o capricho da montagem e direção. Cortes motivados, trilha sonora impecável, e ambientação caprichada. Faz tempo que Strange Things entrou pra cultura pop ao homenagear os anos 70/80 do cinema, e nessa temporada não foi diferente. É como se você fizesse um mix de Spielberg, George Lucas, e John Carpenter juntasse tudo com uma cria do laboratório de Akira e guiasse a história dali.
Mas não só de nostalgias vive o homem, apesar de todo o capricho, existem muitas convenções de roteiro, facilitadores narrativos, e no final você precisa de muita suspensão de descrença.
No entanto, a série diverte, o ritmo flui bem, e ela cumpre seu papel de entreter.
Bertolucci sempre foi polêmico por misturar sexualidade e política em suas histórias; aqui é evidente o encontro do marxismo no divã da psicanálise, e aqui, todo o público se deita junto.
A Revolução Estudantil de 1968 é o plano de fundo pra contextualizar a realidade que os jovens protagonistas vivem, ou melhor, permanecem inertes a todos os acontecimentos históricos ao seu redor. É evidente tanto no título, quanto nos personagens, a prática de idealização constante sem nenhuma aplicação prática. Matthew é um jovem que "fugiu" da Guerra do Vietnã e que aparenta carregar um culpa pela "covardia". Já o casal de gêmeos, por mais que façam participações em algumas manifestações, passam a maior parte do tempo idealizando a vida por meio do cinema, livros e libertinagem.
O relacionamento dos gêmeos é claramente abusivo em muitas camadas. Principalmente da dependência da Isabelle por Theo. Ambos parecem fazer parte da mesma pessoa, mas é doentio a maneira como se relacionam. Isabelle nunca conheceu o mundo lá fora, não teve sua vivências, e Theo parecia controlar tudo. A casa deles é claramente tornada claustrofóbica e suja propositalmente pelo diretor.
Um contraponto muito bom são as referências aos filmes clássicos, tanto do cinema francês quanto ao cinema estadunidense.
O filme pode ser visto como uma crítica a esquerda progressista idealizadora, que desconhece a realidade de seu próprio povo, mas sabem todas as frases do seu pensador favorito. Se acham moralmente superiores a seus adversários, e idealizam uma história que nunca viveram.
No final, porém, quando tudo parece estar perdido, os protagonistas finalmente saem as ruas para embarcarem no destino que tanto liam, mas nunca haviam proposto a realizar.
É impossível não estar envolvido na frenesi da partida mesmo sem ter nunca pisado em uma quadra de basquete. Aqui temos um foco maior no background do personagem do Ryouta Miyagi, deixando um pouco de lado os gritos eufóricos de Sakuragi (que até fazem falta) pra dar uma visão mais intimista ao personagem.
Quem não acompanhou o anime/mangá consegue se envolver tranquilamente, apesar de não entender perfeitamente algumas nuances da trama: os passes trocados por Ryouta e Sakuragi, e principalmente, aquele batida da mão final emociona qualquer um que acompanhou esse time, e que ainda sonha em ver a obra adaptada em sua totalidade.
Não é nem sendo redundante, mas Jujutsu Kaisen é um emaranhado de ideias shounens que funcionaram anteriormente sem nenhuma originalidade. É incrível o desleixo com "roteiro" aqui, é simplesmente justificativas pra os heróis lutarem e pronto.
Até mesmo a explicações de como funcionam os poderes são desconexas e confusas. Não consigo ver alma nesse projeto. O ponto positivo dele é o design dos personagens e produção extremamente de qualidade, mas pra mim é a representação do medíocre.
Apesar deu não ser grande fã da Hannah Arendt, é impossível não traçar um paralelo com o conceito da Banalidade do Mal. Esse filme é a plena personificação da crueldade como burocracia.
O terror aqui não é mostrado, é sempre na sutileza, e consegue ser tão pesado quanto qualquer filme violentamente explícito. O aterrorizante é o quão dentro da normalidade uma família consegue ser feliz, enquanto vidas são destroçadas ao lado de sua casa sem afetar em nada suas relações, e pior: com o desejo de permanecer naquele lugar.
Literalmente quase 3 horas de "Napoleão voce é corno" -Idaí é ela que eu amo.
Até agora tô esperando o filme me explicar de forma plausível porque ele foi considerado o mais estrategista de todos, porque no máximo teve uma cena que deu pra entender de forma ínfima e todo o resto foi na base do "confia no pai"
“ À Queima Roupa, de John Boorman passando no Pathé, e a merda correndo solta na Cinelândia.”
Todo filme é um retrato de um lapso do tempo que passou e foi eternizado como uma memória, talvez seja por isso que eu goste tanto , porque eu sou nostálgico.
É gratificante observar de forma como o lugar de onde o Kleber veio permanece vivo em seus filmes. Como aquela Recife que não existe mais permanece viva em suas lentes e em sua memória.
É a obra mais intimista do Kleber, vemos denúncias que já apresentadas em Aquarius, por exemplo, que aconteceu diretamente com o diretor. O processo de gentrificação (denunciado pelo geógrafo Milton Santos) acaba agredindo diretamente todo o processo cultural da cidade, e mudando de forma agressiva a cultura daquelas pessoas.
Os letreiros que faziam parte da cidade, não preenchem mais o horizonte, não contam mais histórias, e não unem mais as pessoas
"You only dreaming in corean" -Acho que fico com medo. Você sonha em uma língua que eu não consigo entender. Esse lugar em você que eu nao consigo ir."
O filme é extremamente sutil e maduro na forma com que abordou o sentimento de amor genuíno dos protagonistas. Há influências aqui de Amor à Flor da Pele de Kawai Wong, o que é extremamente positivo já que mostra que a diretora soube dosar o romance e a atmosfera do sentimento que está lá, mas nunca é dito de forma verbal.
Ao contrário de Sofia Copolla em Lost in Translation, Celine Song sabe representar o amor com sutileza. Expõe que no mundo real pessoas que se amam podem não terminar juntas. É uma maturidade que vai muito além da forma que o cinema está acostumado em abordar na maioria dos filmes de romance. A fotografia também conversa com o telespectador sugerindo um reencontro pueril do "quase" casal que ao andar possui uma carrossel ao fundo representando o retorno da infância e inocência de ambos;
é um sentimento dúbio, torcemos pelos dois, mas não os queremos juntos. É confuso, contraditório intenso. Exatamente como alguns sentimentos são; e mesmo assim. São lindos.
Os diálogos do filme são muitos bons principalmente a conversa dos dois protagonistas. Ela sempre esperou alguém que chegasse do nada e a levasse dali, mas espera também que a levasse pra algum lugar... coisa que Jhonny não poderia fazer. No final, foi bonito ele passar por cima do orgulho e dar o troféu como forma de agradecimento.
De fato, James Gunn tem total controle narrativo e na direção da franquia que pertence a ele. Nesse filme aqui, eles parecem ter utilizado o limite máximo da classificação indicativa ,pois o filme parece ser o mais pesado de longe da Marvel. O história de Rocket é devastadora, profunda e funciona demais, pois ela bate muito e bate com força. Torço bastante que ele consiga salvar a DC do triste legado do Zack Snyder.
As cenas de ação são muito dirigidas, e o vilão, por mais que canse de tantos gritos, é plausível e funciona. O filme emociona e corrige um dos problemas , que a Marvel tem enfrentado em trazer um risco "real".
Assisti , claro, esse muito novo, quando lançou em 2002, e evidente que não peguei, e nem notei as alusões às mensagens supremacistas aqui materializadas pela casa Sonserina, a qual queria trazer uma espécie de seletividade elitista ao mundo bruxo. Os Muggles, ou melhor dizendo, os Trouxas e seu sangue "não-azul" são a razão por Voldermort adotar esse novo nome, ao invés de carregar a herança da família.
Outra coisa que deixa essa trama mais interessante são as dúvidas que são colocadas em Harry com sua similaridade com Tom Riddle, inclusive a interessante língua das cobras.
No mais, prefiro muito mais esse que o primeiro filme, apesar da menor participação de Snape, e similaridade de um final "ex-machina", é mais plausível uma manifestação mágica, do que "a força do amor".
ps: Um foreshadowing interessante foi o pai de Draco Malfoy quase falar Avada Kedavra no embate final com Harry.
A parte final com o frame da mãe tendo sua epifania avistando a cidade de Roma é genial. A mesma Roma que fora prometida como futuro para os dois, e o destino que ela tanto queria alcançar junto a seu filho
Passado a época do hate nesse filme, eu ainda considero o pior da franquia sim, mas poderia ter sofrido muito menos hate se tivesse descartado duas coisas: Rey Palpatine, e o retorno de Palpatine. Pra mim a Rey não tem esse laço sanguíneo e Palpine nunca apareceu e se apareceu foi em fantasma. Isso poderia ter sido evitado se a Disney tivesse tido planejamento e não deixado a bomba no colo dos diretores.
Um dos mais corajosos e revolucionários da franquia, principalmente, por subverter todas as expectativas (inclusive a minha) do que se esperava desse filme. A mudança de Luke e como estava mais carrancudo, o fato da Rey não ser uma predestinada a força ( uma pena que voltaram atrás no horrendo episódio 9), e tudo isso sem deixar de prestar homenagem a franquia original.
Rebeldes do Deus Neón
4.0 48Tsai Ming-liang dita o ritmo do filme de forma magistral, abordando de forma sutil, com um enredo simples, mas cheio de camadas.
O tema central do filme é claramente a modernidade e como ele influencia todos os personagens da trama principal. Deus Neon, nada mais é que o novo Deus do Modernismo, a frenesi de um mundo "moderno", mas sem relações sólidas, onde tudo é transformado em consumo.
O personagem Ah Tze tem seu apartamento sempre cheio, ao mesmo tempo que está sempre vazio, da mesma forma que cidade está lotada, mas todos os personagens estão sozinhos.
No final, o que parece transbordar é um fio de esperança, quando todos se tornam rebeldes, e rejeitam a podridão daquele mundo que parece atrativo e colorido, mas é falso.
Homem-Aranha 3
3.1 1,5K Assista AgoraO filme que enterrou a franquia do Homem-Aranha por interferências do estúdio. A responsabilidade dessa bomba foi da Sony, no entanto, há pontos positivos sim.
Pra mim as lutas desse daqui são as melhores dos 3, principalmente, coreografia. O conflito amoroso de Peter, MJ e Harry pra mim é ponto alto do filme. Temos a redenção do personagem do Harry e a luta final quando ele chega é ótima com o encerramento de seu arco narrativo. Antes do Venom aparecer vemos que sim: o Peter apresenta traços de se tornar um herói egocêntrico depois de ter sido um nerd rejeitado a vida toda e sim isso é muito mais real e provável de acontecer do que muitos acham, e nem precisaria de um simbionte pra isso.
Só que a partir de certo ponto do filme tudo desanda.
Não sei como fizeram um emo park tão ridículo como aquele, ali bastaria a atuação do Tobey Maguire, um olhar de um bom ator bastaria pra ver a mudança de perspectiva. Toda sutileza do filme vai por água abaixo nesses momentos. A escolha do Casting pra Eddie Brock como Topher Grace foi péssimom, um ator bem canastrão num filme colossal de bilheteria. E partir de determinado momento o diretor parece não saber o que fazer com uma das exigências do estúdio que foi Gwen Stacy, e coloca ela em cada cena deplorável. Situações com coincidências narrativas ridículas e preguiçosas. Além da formação do Venom que por mais fiel que seja ao quadrinhos foi feita de uma forma bem preguiçosa.
É o pior de tudo, o crime contra a franquia: Retcom do Homem de Areia. Tocar em uma questão cânone e que já tinha ficado perfeita antes. Deplorável, triste e digna de raiva.
No fim, é sobre abstrair esses absurdos ridículos que o estúdio fez o Sam Raimi passar, e que ainda queria repetir num filme 4.
Definitivamente, era um filme que PRECISAVA de uma versão do diretor.
Eu Sou Heath Ledger
4.1 36Documentário bem aquém da qualidade que eu esperava sobre um ator tão importante. Principalmente na direção e escolha das músicas. Mas recomendaria pra qualquer fã dele.
Motel Destino
3.4 192 Assista AgoraNem tenho problema do com nudez, mas se eu quisesse só ver um p*rn*zao abria outro site
ACCA 13-Ku Kansatsu-Ka
3.8 5Meu Deus que final PÉSSIMO
Stranger Things (4ª Temporada)
4.2 1,0K Assista AgoraDepois de muito tempo lançada, resolvi assistir após o hype. Não há como negar a qualidade técnica da série e o capricho da montagem e direção. Cortes motivados, trilha sonora impecável, e ambientação caprichada. Faz tempo que Strange Things entrou pra cultura pop ao homenagear os anos 70/80 do cinema, e nessa temporada não foi diferente. É como se você fizesse um mix de Spielberg, George Lucas, e John Carpenter juntasse tudo com uma cria do laboratório de Akira e guiasse a história dali.
Mas não só de nostalgias vive o homem, apesar de todo o capricho, existem muitas convenções de roteiro, facilitadores narrativos, e no final você precisa de muita suspensão de descrença.
No entanto, a série diverte, o ritmo flui bem, e ela cumpre seu papel de entreter.
Rip Eddie.
Love Lies Bleeding: O Amor Sangra
3.5 280 Assista AgoraQuerida, o menor dos seus problemas é o cigarro
Os Sonhadores
4.1 2,0KBertolucci sempre foi polêmico por misturar sexualidade e política em suas histórias; aqui é evidente o encontro do marxismo no divã da psicanálise, e aqui, todo o público se deita junto.
A Revolução Estudantil de 1968 é o plano de fundo pra contextualizar a realidade que os jovens protagonistas vivem, ou melhor, permanecem inertes a todos os acontecimentos históricos ao seu redor. É evidente tanto no título, quanto nos personagens, a prática de idealização constante sem nenhuma aplicação prática. Matthew é um jovem que "fugiu" da Guerra do Vietnã e que aparenta carregar um culpa pela "covardia". Já o casal de gêmeos, por mais que façam participações em algumas manifestações, passam a maior parte do tempo idealizando a vida por meio do cinema, livros e libertinagem.
O relacionamento dos gêmeos é claramente abusivo em muitas camadas. Principalmente da dependência da Isabelle por Theo. Ambos parecem fazer parte da mesma pessoa, mas é doentio a maneira como se relacionam. Isabelle nunca conheceu o mundo lá fora, não teve sua vivências, e Theo parecia controlar tudo. A casa deles é claramente tornada claustrofóbica e suja propositalmente pelo diretor.
Um contraponto muito bom são as referências aos filmes clássicos, tanto do cinema francês quanto ao cinema estadunidense.
O filme pode ser visto como uma crítica a esquerda progressista idealizadora, que desconhece a realidade de seu próprio povo, mas sabem todas as frases do seu pensador favorito. Se acham moralmente superiores a seus adversários, e idealizam uma história que nunca viveram.
No final, porém, quando tudo parece estar perdido, os protagonistas finalmente saem as ruas para embarcarem no destino que tanto liam, mas nunca haviam proposto a realizar.
Os Observadores
2.8 470 Assista AgoraA nepo baby do Shyamalan é medíocre igual o papai
The First Slam Dunk
4.3 41 Assista AgoraTakehiko Inoue é um gênio.
É impossível não estar envolvido na frenesi da partida mesmo sem ter nunca pisado em uma quadra de basquete. Aqui temos um foco maior no background do personagem do Ryouta Miyagi, deixando um pouco de lado os gritos eufóricos de Sakuragi (que até fazem falta) pra dar uma visão mais intimista ao personagem.
Quem não acompanhou o anime/mangá consegue se envolver tranquilamente, apesar de não entender perfeitamente algumas nuances da trama: os passes trocados por Ryouta e Sakuragi, e principalmente, aquele batida da mão final emociona qualquer um que acompanhou esse time, e que ainda sonha em ver a obra adaptada em sua totalidade.
Sakuragi Hamichi também é um gênio.
Jujutsu Kaisen (2ª Temporada)
4.2 84 Assista AgoraNão é nem sendo redundante, mas Jujutsu Kaisen é um emaranhado de ideias shounens que funcionaram anteriormente sem nenhuma originalidade. É incrível o desleixo com "roteiro" aqui, é simplesmente justificativas pra os heróis lutarem e pronto.
Até mesmo a explicações de como funcionam os poderes são desconexas e confusas. Não consigo ver alma nesse projeto. O ponto positivo dele é o design dos personagens e produção extremamente de qualidade, mas pra mim é a representação do medíocre.
Zona de Interesse
3.6 704 Assista AgoraApesar deu não ser grande fã da Hannah Arendt, é impossível não traçar um paralelo com o conceito da Banalidade do Mal. Esse filme é a plena personificação da crueldade como burocracia.
O terror aqui não é mostrado, é sempre na sutileza, e consegue ser tão pesado quanto qualquer filme violentamente explícito. O aterrorizante é o quão dentro da normalidade uma família consegue ser feliz, enquanto vidas são destroçadas ao lado de sua casa sem afetar em nada suas relações, e pior: com o desejo de permanecer naquele lugar.
Napoleão
3.1 373 Assista AgoraLiteralmente quase 3 horas de
"Napoleão voce é corno"
-Idaí é ela que eu amo.
Até agora tô esperando o filme me explicar de forma plausível porque ele foi considerado o mais estrategista de todos, porque no máximo teve uma cena que deu pra entender de forma ínfima e todo o resto foi na base do "confia no pai"
Retratos Fantasmas
4.1 261 Assista Agora“ À Queima Roupa, de John Boorman passando no Pathé, e a merda correndo solta na Cinelândia.”
Todo filme é um retrato de um lapso do tempo que passou e foi eternizado como uma memória, talvez seja por isso que eu goste tanto , porque eu sou nostálgico.
É gratificante observar de forma como o lugar de onde o Kleber veio permanece vivo em seus filmes. Como aquela Recife que não existe mais permanece viva em suas lentes e em sua memória.
É a obra mais intimista do Kleber, vemos denúncias que já apresentadas em Aquarius, por exemplo, que aconteceu diretamente com o diretor. O processo de gentrificação (denunciado pelo geógrafo Milton Santos) acaba agredindo diretamente todo o processo cultural da cidade, e mudando de forma agressiva a cultura daquelas pessoas.
Os letreiros que faziam parte da cidade, não preenchem mais o horizonte, não contam mais histórias, e não unem mais as pessoas
Vidas Passadas
4.1 962 Assista Agora"You only dreaming in corean"
-Acho que fico com medo. Você sonha em uma língua que eu não consigo entender. Esse lugar em você que eu nao consigo ir."
O filme é extremamente sutil e maduro na forma com que abordou o sentimento de amor genuíno dos protagonistas. Há influências aqui de
Amor à Flor da Pele de Kawai Wong, o que é extremamente positivo já que mostra que a diretora soube dosar o romance e a atmosfera do
sentimento que está lá, mas nunca é dito de forma verbal.
Ao contrário de Sofia Copolla em Lost in Translation, Celine Song sabe
representar o amor com sutileza. Expõe que no mundo real pessoas que se amam podem não terminar juntas. É uma maturidade
que vai muito além da forma que o cinema está acostumado em abordar na maioria dos filmes de romance. A fotografia também conversa
com o telespectador sugerindo um reencontro pueril do "quase" casal que ao andar possui uma carrossel ao fundo representando o retorno
da infância e inocência de ambos;
é um sentimento dúbio, torcemos pelos dois, mas não os queremos juntos.
É confuso, contraditório
intenso.
Exatamente como alguns sentimentos são; e mesmo assim.
São lindos.
Blade Runner 2049
4.0 1,7K Assista Agoraparem de votar nesse poster feio reis do mau-gosto
Orgulho e Preconceito
4.2 2,8K Assista Agora"You have bewitched my body and soul.I love,i love, love you. And wish from this day forth never to be parted from you"
The Haircut - A North Korean Adventure
4.3 4This is Art
O Selvagem
3.7 97 Assista Agora"A picnic? Man, you too square. I'll have to straighten you out.
Listen, you don't go any one special place.
That's cornball style.
You just go. "
Os diálogos do filme são muitos bons principalmente a conversa dos dois protagonistas. Ela sempre esperou alguém que chegasse do nada e a levasse dali, mas espera também que a levasse pra algum lugar... coisa que Jhonny não poderia fazer. No final, foi bonito ele passar por cima do orgulho e dar o troféu como forma de agradecimento.
Guardiões da Galáxia: Vol. 3
4.2 849 Assista AgoraDe fato, James Gunn tem total controle narrativo e na direção da franquia que pertence a ele. Nesse filme aqui, eles parecem ter utilizado o limite máximo da classificação indicativa ,pois o filme parece ser o mais pesado de longe da Marvel. O história de Rocket é devastadora, profunda e funciona demais, pois ela bate muito e bate com força. Torço bastante que ele consiga salvar a DC do triste legado do Zack Snyder.
As cenas de ação são muito dirigidas, e o vilão, por mais que canse de tantos gritos, é plausível e funciona.
O filme emociona e corrige um dos problemas , que a Marvel tem enfrentado em trazer um risco "real".
Com certeza um dos melhores filmes do MCU
Harry Potter e a Câmara Secreta
4.1 1,3K Assista AgoraAssisti , claro, esse muito novo, quando lançou em 2002, e evidente que não peguei, e nem notei as alusões às mensagens supremacistas aqui materializadas pela casa Sonserina, a qual queria trazer uma espécie de seletividade elitista ao mundo bruxo. Os Muggles, ou melhor dizendo, os Trouxas e seu sangue "não-azul" são a razão por Voldermort adotar esse novo nome, ao invés de carregar a herança da família.
Outra coisa que deixa essa trama mais interessante são as dúvidas que são colocadas em Harry com sua similaridade com Tom Riddle, inclusive a interessante língua das cobras.
No mais, prefiro muito mais esse que o primeiro filme, apesar da menor participação de Snape, e similaridade de um final "ex-machina",
é mais plausível uma manifestação mágica, do que "a força do amor".
ps: Um foreshadowing interessante foi o pai de Draco Malfoy quase falar Avada Kedavra no embate final com Harry.
Mamma Roma
4.0 55 Assista AgoraAmor de mãe é inigualável.
A parte final com o frame da mãe tendo sua epifania avistando a cidade de Roma é genial. A mesma Roma que fora prometida como futuro para os dois, e o destino que ela tanto queria alcançar junto a seu filho
Star Wars, Episódio IX: A Ascensão Skywalker
3.1 1,3K Assista AgoraPassado a época do hate nesse filme, eu ainda considero o pior da franquia sim, mas poderia ter sofrido muito menos hate se tivesse descartado duas coisas: Rey Palpatine, e o retorno de Palpatine. Pra mim a Rey não tem esse laço sanguíneo e Palpine nunca apareceu e se apareceu foi em fantasma. Isso poderia ter sido evitado se a Disney tivesse tido planejamento e não deixado a bomba no colo dos diretores.
Star Wars, Episódio VIII: Os Últimos Jedi
4.1 1,6K Assista AgoraUm dos mais corajosos e revolucionários da franquia, principalmente, por subverter todas as expectativas (inclusive a minha) do que se esperava desse filme. A mudança de Luke e como estava mais carrancudo, o fato da Rey não ser uma predestinada a força ( uma pena que voltaram atrás no horrendo episódio 9), e tudo isso sem deixar de prestar homenagem a franquia original.