É ,sem dúvida, poético "O sacrifício" ser o último filme do Tarkovski. Principalmente por ser proposital a mensagem extremamente autoral que o diretor deixou no fim de seu legado.
O filme é uma mensagem que deixou a seu filho tentando compactar seus sentimentos ao se deparar com a morte e com esperança de ainda viver; a fé.
No quadro inicial temos a árvore viva em paralelo da mesma morta no quadro final, fechando um ciclo perfeito. É como se durante sua vida a relação com seu filho fosse pautada no silêncio, e quando finalmente o filho fala, o pai não esta mais lá. Corrompido pelo desespero da guerra, a personificação da morte, ele se depara com a angustia de estar regando uma árvore morta: sua esperança/fé,
Maria surge como uma figura acolhedora de seu "filho" já que o desespero deixa Alexander louco, ao ponto de sacrificar tudo pra viver.
É o final de cinegrafia de um artista, poeta e homem completo.
Dado ao status cult de "melhor anime de todos os tempos" fiquei curioso em visitar e inclusive permanecer até o final do anime. Foi uma longa jornada, raramente consigo assistir animes extensos (geralmente vou pro mangá), mas esse decidi assistir os 110 episódios.
Realmente, a trama dele foge muito do convencional do que estamos acostumados a ver em tramas asiáticas. Não há fan service, não há nenhuma previsibilidade, e é cercada por decisões maduras e justificáveis. Seu maior mérito, pra mim, está na verossimilidade com a realidade política do mundo moderno. Como já citaram aqui embaixo, "política, demasiada política.
O episódio que mais demonstra isso é na guerra em Vermilion, em que Dado ao status cult de "melhor anime de todos os tempos" fiquei curioso em visitar e inclusive permanecer até o final do anime. Foi uma longa jornada, raramente consigo assistir animes extensos (geralmente vou pro mangá), mas esse decidi assistir os 110 episódios.
Realmente, a trama dele foge muito do convencional do que estamos acostumados a ver em tramas asiáticas. Não há fan service, não há nenhuma previsibilidade, e é cercada por decisões maduras e justificáveis. Seu maior mérito, pra mim, está na verossimilidade com a realidade política do mundo moderno. Como já citaram aqui embaixo, "política, demasiada política.
O episódio que mais demonstra isso é na guerra em Vermilion em que Oberstein aconselha o imperador a não salvar o planeta pra moldar a opinião pública contra a dinastia do Goldenbaum. Coisa que ,por exemplo, os EUA já fez demasiadas vezes e até hoje faz. A guerra da Rússia fomentada pela mesma em prol de diminuir a imagem da Rússia na mídia internacional.
Sem falar nas demasiadas citações célebres do Yang: " Poder político é como esgoto, é algo que você não quer estar inserido, mas não pode viver sem."
É gigantesco a quantidade de discussões que podem ser utilizadas com o anime. Inclusive sobre eugenismo da dinastia Goldenbaum e ascensão fascista.
Porém, diante de tantos esse episódios há falta de um real desenvolvimento de certos personagens, conhecemos eles, mas falta profundidade. Diante de 110 episódios seria fácil abordar de uma forma mais incisiva e ampla pelo menos os principais. As personagens femininas que já são poucas, são limitadas a fazer papeis românticos com personagens importantes. Claro que há aqui e ali certa participação, até excepcionalmente em decisões importantes, mas de modo geral não. O narrador também é uma figura que incomoda, ele explica demais, até mesmo quando não precisa.
por fim, não é um anime pra todo mundo. É extenso, político e reflexivo. Mas entendo perfeitamente o status que ganhou na comunidade que o ama.
Pelo amor de deus os caras conseguiram colocar os coadjuvantes mais chatos de todos os tempos. O filme já era arriscado por não ser compatível a personalidade de Buzz com a personalidade que conhecemos, ai os caras metem essa. Poucas piadas funcionaram, se ele fosse divertido poderíamos relevar a personalidade do Buzz, mas a real é que esse filme não parecer ter sido feito pra um adolescente dos anos 90
Atlanta voltou após tanto tempo se mostrando necessária a cada época que era lançada. Evidente a crítica inclusive a grandes marcas e a alta sociedade que passaram a adotar um discurso velado do racismo e falsa representatividade.
O episódio 6 mostra claramente como o próprio sistema trata de englobar e retirar o protagonismo das pessoas negras. A "amiga" de Darius compra o restaurante e "embranquece" retirando toda identidade e transformando completamente em produto nichado. Além da mudança do comercial assim como aconteceu na vida real. Transformar o Blacks lives matters em All lives matters. Velando o discurso racista justificando em inclusão.
Mas depois de tanto tempo você sente falta de ver mais seus personagens, e nessa temporada alguns episódios por melhores que sejam você sente podeira vê-los mais. Outra coisa foi que fizeram com a Van. Pareceu que o roteiro ficou perdido sem saber o que fazer com ela e tornou-a insuportável.
Michael Haneke é, sem dúvida, um mestre do cinema incômodo. É inegável perceber que toda sua obra carrega traços de grandes cineastas consagrados.
Neste longa focado nos conflitos internos de uma protagonista incapaz de encontrar a felicidade , é impossível não atribuir ou comparar seus atributos à lá Bergman.
Sua atmosfera sufocante vai ao encontro da cerne claustrofóbica da personagem Erika vive do controle autoritário de sua mãe.
Inclusive ao mostrar a dúbia vida em que se divide ao luxo em ensinar a "alta cultura" e a frequentar cinemas pornográficos.
Toda essa sensação de sentimento aprisionado combina magistralmente com a interpretação da atriz Isabelle Hupert, que a todo tempo parece à beira de um colapso em sua busca incessante por externalizar sua dor, seja na música em seu perfeccionismo impecável e cobrança herdada de sua própria mãe, seja nas suas relações baseadas na dor e na agressividade.
E por final se tínhamos uma esperança em uma redenção , somos postos a realidade fria em imaginar uma liberdade improvável que nunca saberemos se aconteceu.
Beleza visual estonteante com episódios verdadeiramente bons e até melhores que os da segunda, mas nenhum ainda que tire o trono da primeira com o episódio zima blue. Acho interessante a liberdade autoral que provavelmente os diretores tiveram ao realizar suas curtas, pra mim esse é o maior diferencial da série.
Mesmo sendo fã de Noé, achei que ia ser uma espécie de pornô gratuito, mas me deparei com uma jornada intimista e devastadora.
Noé é especialista em fazer personagens odiáveis , mas não do tipo que você pode ama-los. No entanto, é impossível não comprar o "amor" dos dois e a dor tanto de Murphy quanto Electra.
O sexo ali tem duas funções: ser um filme intimista sexual ( como a própria metalinguagem do filme diz, quanto para chocar). Imagino como o cannes reagiu na época, principalmente sendo um filme 3D. Quem pega esse filme desativado, com certeza vai estranhar, mas depois de tanto tempo e sabendo das polêmicas, acredito que seja o mais "leve" da cinegrafia do diretor. Há o que se notar também um pouca da visão dos franceses sobre relacionamento em relação aos estadunidenses com a conversa com o policial.
É uma caminhada rumo ao abismo com representações daquilo que nos faz humanos, mas que tentamos esconder.
Na cena da banheira Clara teve a certeza que Murphy e Electra ainda estavam "juntos" ao final. Terminado de forma tanto aconchegante, quanto desesperadora
Sakimichi no apollon é um daqueles animes que deixa seu coração encharcado.
É irônico a sensação da nostalgia de algo que nunca foi vivido diretamente por nós.
Todos tivemos nosso primeiro amor que no ensinou mesmo que da forma mais estranha possível o que é sentimento. Tivemos aquela amizade que começou da maneira mais improvável possível e foi se fortalecendo. Dos momentos passados juntos, memórias e lembranças. Ver sakimichi no apollon é como ver aquela fotografia dos bons e velhos tempos. De momentos que são simples e rotineiros, mas os mais importantes, por estarmos juntos.
A cerne do anime é marcar a sensação de uma etapa da vida que a gente sabe que passa, que pode parecer horrível em certos momentos, mas que lá no final... A gente até que sente saudade.
Juro que tento entender o preconceito com cinema nacional. Só pode ser síndrome de vira-lata em babar pra filmes norte-americanos.
Lázaro Ramos estreia na direção tocando na ferida e trazendo um enredo que há pouco tempo poderia parecer absurdo. Há várias e várias camadas, importante inclusive perceber analogias com o golpe da Dilma, abolicionismo da escravidão e a lei áurea.
É um filme político acima de tudo. Não chega a ser controverso como Mariguella, mas gera reflexões principalmente diante da situação do governo atual.
“Eles gostam do que eu falo. Só não gostam da palavra nazista”
Sinceramente. Eu já acompanhei filmes contemplativos e filmes lentos. Inclusive filmes sem atores, apenas com uma narração e quadros em aberto de paisagens abstratas. Já assisti filmes de Fellini, Bergman, Tarkovsky. Inclusive filmes asiáticos como Burning, que tem uma duração longa e um trama lenta.
Não sou um amador pra esses tipos de filme, mas só posso dizer o quão torturante foi aguentar 3 horas de um protagonista que é impossível de ser identificar
Pra quem não está habituado a lisergia cinematográfica do PTA pode estranhar a medida que a trama se desenvolve. Não posso deixar de comentar que gostaria de ver mais o Adam Sandler em tramas de drama, afinal ele combinou perfeitamente nesse papel dúbio de homem taciturno à beira de colapso nervoso.
A trilha-sonora emite uma tensão absurda em certos momentos, lembrando muito até Jóias Brutas, Driver e Bom Comportamento.
E por fim o piano misterioso serve de papel narrativo para o clímax final. Afinal tanto ele quanto Lena entraram da mesma forma na vida de Barry. Repentinamente, sem aviso algum: igual ao acidente de carro que o piano aparece.
Achei que os pesos das discussões da primeira temporada foram deixadas de lado em prol de uma trama focada na Rue, é compreensível, mas não deixa de baixar a qualidade em relação disso. Mas acho que os maiores pontos negativos são os furos de roteiro.
A mala de droga aparentemente ficou sem resolução nenhuma, Rue simplesmente fugiu do local e foi isso. Kat e McKay haviam terminado, mas nem parecem ter namorado um dia ou ela ter feito um ABORTO. Que fosse tratado com normalidade, mas pelo menos discutisse mais de uma forma séria. 8 episódios foram poucos e tem muita coisa inacabada. Espero que a terceira temporada não ignore mais pontos cruciais.
Trilha-sonora combina perfeitamente com a ambientação e a representação da época. Licorice Pizza é um slice of life bem feito do PTA , que representa certo amadurecimento de dois personagens que sempre estiveram juntos, mas nunca haviam se encontrado.
A discrepância de idade deixa de fazer sentido quando Alana percebe que ela é o "vereador" da relação entre os dois. Sempre fala de amadurecimento, mas percebe que de certa forma não é tão amadurecida.
Os alívios cômicos funcionam em sua maioria assim como a relação dos dois, é bem orgânica e sutil. Parecem sim, dois jovens de diferentes idades, mas na mesma etapa da vida. Diria que até mesmo a lisergia da cinematografia do PTA aparece pontualmente para deixar bem claro quem está dirigindo.
Nada de um enredo absurdamente pretensioso, mas não se leva a sério, é engraçado e deixa sua mensagem.
Eu achava realmente que Kendall iria se transformar pelo menos 1% do que o pai era, principalmente com toda raiva e ódio que suas atitudes estavam remetidas. Essa confiança emulada, que por vezes a própria fotografia esbanjava fotos em paralelos de ambos os personagens. O próprio enredo faz acreditar que Kendall estava, por vez, saindo de sua casca. Tolo engano.
Todas suas fragilidades estavam ocultas por uma falsa luta ideológica que ele criou. Pouco se importava com o abuso, traumas criados ou com as vidas das mulheres. Ele queria um tiro certeiro, tinha, mas errou. Sua mira foi boa, mas não contava com mil homens que se jogariam pra defender Logan. Chega ser ironicamente kafkiano um homem do sistema preso em sua própria roda de brinquedo.
E por mais que sua relação frágil com a família, no final da temporada vemos o amago da relação dos três irmãos contra a figura autoritária do pai. Esperança que dura, o tempo mínimo possível, ao ser vencida pelo cansaço do Logan em criar filhos que poderia suceder ele. Incrível como as únicas vezes e o mínimo de de afeto possível (como na cena com Tom) parecem extremamente pesados quando acontecem. Era um personagem muito difícil de se fazer sem parecer forçado, sem parecer orgânico ou emulado. Tudo isso devido aos anos de experiência à frente dos filhos. São crianças lutando com um adulto.
E mesmo não fazendo parte do jogo, é impossível não dizer: todos os que assistem, vivem e até os que estão ao seu lado se sentem intimidados pela força autoritária de Logan Roy.
Merece melhor fotografia, principalmente pela lembrança ao expressionismo alemão e Ingmar Bergman . O filme é demasiadamente verborrágico, mas justificável pela adaptação da literatura.
Acho que é meu favorito filme de Harry Potter. Foi quando a trama começou a ficar bem mais séria (apesar de Azkaban ter o mérito maior disso). Lembro que na época o filme fez um barulho porque a crítica alegou que os filmes tinham deixado de ser pra crianças e até insinuação de sexo foi alegado. Fui pro cinema empolgado pela polêmica, além de adorar o torneio tribruxo e a volta de Voldemort
A maior ironia é que o caso dele não é tão "curioso" assim, já que sua vida pouco mudou em seu fim ou início. Fitzgerald tinha justamente o intuito de questionar esse parodoxo da existência do homem e seus extremos na inevitabilidade em enfrentar o tempo.
É bem melhor do que eu lembrava. Tem momentos muito bons, principalmente a química do casal, a adaptação da HQ mais importante do homem-aranha, e a filosofia do discurso de Gwen que se amarra com todo o filme.
O que poderia melhorar consideravelmente era o design dos vilões e algumas adaptações do roteiro (como harry subornar guardar ao invés de brigar com eles)
O Sacrifício
4.3 155 Assista AgoraÉ ,sem dúvida, poético "O sacrifício" ser o último filme do Tarkovski. Principalmente por ser proposital a mensagem extremamente autoral que o diretor deixou no fim de seu legado.
O filme é uma mensagem que deixou a seu filho tentando compactar seus sentimentos ao se deparar com a morte e com esperança de ainda viver; a fé.
No quadro inicial temos a árvore viva em paralelo da mesma morta no quadro final, fechando um ciclo perfeito. É como se durante sua vida a relação com seu filho fosse pautada no silêncio, e quando finalmente o filho fala, o pai não esta mais lá. Corrompido pelo desespero da guerra, a personificação da morte, ele se depara com a angustia de estar regando uma árvore morta: sua esperança/fé,
Maria surge como uma figura acolhedora de seu "filho" já que o desespero deixa Alexander louco, ao ponto de sacrificar tudo pra viver.
É o final de cinegrafia de um artista, poeta e homem completo.
Andrei Tarkovski.
Legend of the Galactic Heroes
4.8 23 Assista AgoraDado ao status cult de "melhor anime de todos os tempos" fiquei curioso em visitar e inclusive permanecer até o final do anime. Foi uma longa jornada, raramente consigo assistir animes extensos (geralmente vou pro mangá), mas esse decidi assistir os 110 episódios.
Realmente, a trama dele foge muito do convencional do que estamos acostumados a ver em tramas asiáticas. Não há fan service, não há nenhuma previsibilidade, e é cercada por decisões maduras e justificáveis. Seu maior mérito, pra mim, está na verossimilidade com a realidade política do mundo moderno. Como já citaram aqui embaixo, "política, demasiada política.
O episódio que mais demonstra isso é na guerra em Vermilion, em que Dado ao status cult de "melhor anime de todos os tempos" fiquei curioso em visitar e inclusive permanecer até o final do anime. Foi uma longa jornada, raramente consigo assistir animes extensos (geralmente vou pro mangá), mas esse decidi assistir os 110 episódios.
Realmente, a trama dele foge muito do convencional do que estamos acostumados a ver em tramas asiáticas. Não há fan service, não há nenhuma previsibilidade, e é cercada por decisões maduras e justificáveis. Seu maior mérito, pra mim, está na verossimilidade com a realidade política do mundo moderno. Como já citaram aqui embaixo, "política, demasiada política.
O episódio que mais demonstra isso é na guerra em Vermilion em que Oberstein aconselha o imperador a não salvar o planeta pra moldar a opinião pública contra a dinastia do Goldenbaum. Coisa que ,por exemplo, os EUA já fez demasiadas vezes e até hoje faz. A guerra da Rússia fomentada pela mesma em prol de diminuir a imagem da Rússia na mídia internacional.
Sem falar nas demasiadas citações célebres do Yang: " Poder político é como esgoto, é algo que você não quer estar inserido, mas não pode viver sem."
É gigantesco a quantidade de discussões que podem ser utilizadas com o anime. Inclusive sobre eugenismo da dinastia Goldenbaum e ascensão fascista.
Porém, diante de tantos esse episódios há falta de um real desenvolvimento de certos personagens, conhecemos eles, mas falta profundidade. Diante de 110 episódios seria fácil abordar de uma forma mais incisiva e ampla pelo menos os principais. As personagens femininas que já são poucas, são limitadas a fazer papeis românticos com personagens importantes. Claro que há aqui e ali certa participação, até excepcionalmente em decisões importantes, mas de modo geral não. O narrador também é uma figura que incomoda, ele explica demais, até mesmo quando não precisa.
por fim, não é um anime pra todo mundo. É extenso, político e reflexivo. Mas entendo perfeitamente o status que ganhou na comunidade que o ama.
nota 8.8
Lightyear
3.2 403 Assista AgoraPelo amor de deus os caras conseguiram colocar os coadjuvantes mais chatos de todos os tempos. O filme já era arriscado por não ser compatível a personalidade de Buzz com a personalidade que conhecemos, ai os caras metem essa. Poucas piadas funcionaram, se ele fosse divertido poderíamos relevar a personalidade do Buzz, mas a real é que esse filme não parecer ter sido feito pra um adolescente dos anos 90
Atlanta (3ª Temporada)
4.4 87Atlanta voltou após tanto tempo se mostrando necessária a cada época que era lançada. Evidente a crítica inclusive a grandes marcas e a alta sociedade que passaram a adotar um discurso velado do racismo e falsa representatividade.
O episódio 6 mostra claramente como o próprio sistema trata de englobar e retirar o protagonismo das pessoas negras. A "amiga" de Darius compra o restaurante e "embranquece" retirando toda identidade e transformando completamente em produto nichado. Além da mudança do comercial assim como aconteceu na vida real. Transformar o Blacks lives matters em All lives matters. Velando o discurso racista justificando em inclusão.
Mas depois de tanto tempo você sente falta de ver mais seus personagens, e nessa temporada alguns episódios por melhores que sejam você sente podeira vê-los mais. Outra coisa foi que fizeram com a Van. Pareceu que o roteiro ficou perdido sem saber o que fazer com ela e tornou-a insuportável.
Episódio muitos bons, mas alguns inconsistentes.
Minha Vida de Abobrinha
4.2 311 Assista AgoraAbsurdo ter perdido pra aquele filme sem graça do Zootopia, senti influência até de incompreendidos de Truffaut, porém até mais positivista
Gomorra (2ª Temporada)
4.4 16Chega ser irônico e paradoxal a antítese da vida e morte
na season finale com Pietro sendo morto no nascimento de seu neto homônimo
8.5/10
A Professora de Piano
4.0 728 Assista AgoraMichael Haneke é, sem dúvida, um mestre do cinema incômodo. É inegável perceber que toda sua obra carrega traços de grandes cineastas consagrados.
Neste longa focado nos conflitos internos de uma protagonista incapaz de encontrar a felicidade , é impossível não atribuir ou comparar seus atributos à lá Bergman.
Sua atmosfera sufocante vai ao encontro da cerne claustrofóbica da personagem Erika vive do controle autoritário de sua mãe.
Inclusive ao mostrar a dúbia vida em que se divide ao luxo em ensinar a "alta cultura" e a frequentar cinemas pornográficos.
Toda essa sensação de sentimento aprisionado combina magistralmente com a interpretação da atriz Isabelle Hupert, que a todo tempo parece
à beira de um colapso em sua busca incessante por externalizar sua dor, seja na música em seu perfeccionismo impecável e cobrança herdada de sua própria mãe, seja nas suas relações baseadas na dor e na agressividade.
E por final se tínhamos uma esperança em uma redenção , somos postos a realidade fria em imaginar uma liberdade improvável que nunca saberemos se aconteceu.
Love, Death & Robots (Volume 3)
4.1 351 Assista AgoraBeleza visual estonteante com episódios verdadeiramente bons e até melhores que os da segunda, mas nenhum ainda que tire o trono da primeira com o episódio zima blue. Acho interessante a liberdade autoral que provavelmente os diretores tiveram ao realizar suas curtas, pra mim esse é o maior diferencial da série.
Animatrix
3.9 255 Assista AgoraLove, Death and Robots 16 anos antes. Algumas histórias muito boas outras nem tanto.
Deserto Particular
3.8 193 Assista AgoraCertos diálogos "scriptados" me incomodaram um pouco, mas é um excelente filme nacional.
Love
3.5 881 Assista AgoraMesmo sendo fã de Noé, achei que ia ser uma espécie de pornô gratuito, mas me deparei com uma jornada intimista e devastadora.
Noé é especialista em fazer personagens odiáveis , mas não do tipo que você pode ama-los. No entanto, é impossível não comprar o "amor" dos dois e a dor tanto de Murphy quanto Electra.
O sexo ali tem duas funções: ser um filme intimista sexual ( como a própria metalinguagem do filme diz, quanto para chocar). Imagino como o cannes reagiu na época, principalmente sendo um filme 3D. Quem pega esse filme desativado, com certeza vai estranhar, mas depois de tanto tempo e sabendo das polêmicas, acredito que seja o mais "leve" da cinegrafia do diretor. Há o que se notar também um pouca da visão dos franceses sobre relacionamento em relação aos estadunidenses com a conversa com o policial.
É uma caminhada rumo ao abismo com representações daquilo que nos faz humanos, mas que tentamos esconder.
Na cena da banheira Clara teve a certeza que Murphy e Electra ainda estavam "juntos" ao final. Terminado de forma tanto aconchegante, quanto desesperadora
Sakamichi no Apollon
4.5 50Sakimichi no apollon é um daqueles animes que deixa seu coração encharcado.
É irônico a sensação da nostalgia de algo que nunca foi vivido diretamente por nós.
Todos tivemos nosso primeiro amor que no ensinou mesmo que da forma mais estranha possível o que é sentimento. Tivemos aquela amizade que começou da maneira mais improvável possível e foi se fortalecendo. Dos momentos passados juntos, memórias e lembranças. Ver sakimichi no apollon é como ver aquela fotografia dos bons e velhos tempos. De momentos que são simples e rotineiros, mas os mais importantes, por estarmos juntos.
A cerne do anime é marcar a sensação de uma etapa da vida que a gente sabe que passa, que pode parecer horrível em certos momentos, mas que lá no final... A gente até que sente saudade.
Medida Provisória
3.5 447Juro que tento entender o preconceito com cinema nacional. Só pode ser síndrome de vira-lata em babar pra filmes norte-americanos.
Lázaro Ramos estreia na direção tocando na ferida e trazendo um enredo que há pouco tempo poderia parecer absurdo. Há várias e várias camadas, importante inclusive perceber analogias com o golpe da Dilma, abolicionismo da escravidão e a lei áurea.
É um filme político acima de tudo. Não chega a ser controverso como Mariguella, mas gera reflexões principalmente diante da situação do governo atual.
“Eles gostam do que eu falo. Só não gostam da palavra nazista”
A cena em que Seu Jorge se purifica se tornando ele mesmo em sua cor, poética demais.
ps: Final da minha sessão puxaram um "Fora Bolsonaro", sensacional
Drive My Car
3.8 419 Assista AgoraSinceramente. Eu já acompanhei filmes contemplativos e filmes lentos. Inclusive filmes sem atores, apenas com uma narração e quadros em aberto de paisagens abstratas. Já assisti filmes de Fellini, Bergman, Tarkovsky. Inclusive filmes asiáticos como Burning, que tem uma duração longa e um trama lenta.
Não sou um amador pra esses tipos de filme, mas só posso dizer o quão torturante foi aguentar 3 horas de um protagonista que é impossível de ser identificar
com sua corno passividade de outro planeta.
É ainda mais compreensível de perceber porque o Oscar anda tão longe do público e com sua audiência indo para o buraco.
No fundo são duas pessoas que vivem um marasmo existencial, talvez o conto de Murakami não seja tão prolixo.
Embriagado de Amor
3.6 501 Assista AgoraEstranhas histórias....
Pra quem não está habituado a lisergia cinematográfica do PTA pode estranhar a medida que a trama se desenvolve. Não posso deixar de comentar que gostaria de ver mais o Adam Sandler em tramas de drama, afinal ele combinou perfeitamente nesse papel dúbio de homem taciturno à beira de colapso nervoso.
A trilha-sonora emite uma tensão absurda em certos momentos, lembrando muito até Jóias Brutas, Driver e Bom Comportamento.
E por fim o piano misterioso serve de papel narrativo para o clímax final. Afinal tanto ele quanto Lena entraram da mesma forma na vida de Barry. Repentinamente, sem aviso algum: igual ao acidente de carro que o piano aparece.
Euphoria (2ª Temporada)
4.0 553Achei que os pesos das discussões da primeira temporada foram deixadas de lado em prol de uma trama focada na Rue, é compreensível, mas não deixa de baixar a qualidade em relação disso. Mas acho que os maiores pontos negativos são os furos de roteiro.
A mala de droga aparentemente ficou sem resolução nenhuma, Rue simplesmente fugiu do local e foi isso. Kat e McKay haviam terminado, mas nem parecem ter namorado um dia ou ela ter feito um ABORTO. Que fosse tratado com normalidade, mas pelo menos discutisse mais de uma forma séria. 8 episódios foram poucos e tem muita coisa inacabada. Espero que a terceira temporada não ignore mais pontos cruciais.
Licorice Pizza
3.5 633Trilha-sonora combina perfeitamente com a ambientação e a representação da época. Licorice Pizza é um slice of life bem feito do PTA , que representa certo amadurecimento de dois personagens que sempre estiveram juntos, mas nunca haviam se encontrado.
A discrepância de idade deixa de fazer sentido quando Alana percebe que ela é o "vereador" da relação entre os dois. Sempre fala de amadurecimento, mas percebe que de certa forma não é tão amadurecida.
Os alívios cômicos funcionam em sua maioria assim como a relação dos dois, é bem orgânica e sutil. Parecem sim, dois jovens de diferentes idades, mas na mesma etapa da vida. Diria que até mesmo a lisergia da cinematografia do PTA aparece pontualmente para deixar bem claro quem está dirigindo.
Nada de um enredo absurdamente pretensioso, mas não se leva a sério, é engraçado e deixa sua mensagem.
8,5/10
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (2ª Temporada)
4.4 107Tirando algumas conveniências narrativas, mantém o padrão de qualidade do anime
Lady Vingança
4.0 473"Pois tudo tem que ser belo"
Succession (3ª Temporada)
4.3 202 Assista AgoraEu achava realmente que Kendall iria se transformar pelo menos 1% do que o pai era, principalmente com toda raiva e ódio que suas atitudes estavam remetidas. Essa confiança emulada, que por vezes a própria fotografia esbanjava fotos em paralelos de ambos os personagens. O próprio enredo faz acreditar que Kendall estava, por vez, saindo de sua casca. Tolo engano.
Todas suas fragilidades estavam ocultas por uma falsa luta ideológica que ele criou. Pouco se importava com o abuso, traumas criados ou com as vidas das mulheres. Ele queria um tiro certeiro, tinha, mas errou. Sua mira foi boa, mas não contava com mil homens que se jogariam pra defender Logan. Chega ser ironicamente kafkiano um homem do sistema preso em sua própria roda de brinquedo.
E por mais que sua relação frágil com a família, no final da temporada vemos o amago da relação dos três irmãos contra a figura autoritária do pai. Esperança que dura, o tempo mínimo possível, ao ser vencida pelo cansaço do Logan em criar filhos que poderia suceder ele. Incrível como as únicas vezes e o mínimo de de afeto possível (como na cena com Tom) parecem extremamente pesados quando acontecem. Era um personagem muito difícil de se fazer sem parecer forçado, sem parecer orgânico ou emulado. Tudo isso devido aos anos de experiência à frente dos filhos. São crianças lutando com um adulto.
E mesmo não fazendo parte do jogo, é impossível não dizer: todos os que assistem, vivem e até os que estão ao seu lado se sentem intimidados pela força autoritária de Logan Roy.
A Tragédia de Macbeth
3.7 198 Assista AgoraMerece melhor fotografia, principalmente pela lembrança ao expressionismo alemão e Ingmar Bergman . O filme é demasiadamente verborrágico, mas justificável pela adaptação da literatura.
Harry Potter e o Cálice de Fogo
4.1 1,2K Assista AgoraAcho que é meu favorito filme de Harry Potter. Foi quando a trama começou a ficar bem mais séria (apesar de Azkaban ter o mérito maior disso). Lembro que na época o filme fez um barulho porque a crítica alegou que os filmes tinham deixado de ser pra crianças e até insinuação de sexo foi alegado. Fui pro cinema empolgado pela polêmica, além de adorar o torneio tribruxo e a volta de Voldemort
O Curioso Caso de Benjamin Button
4.1 3,3K Assista AgoraA maior ironia é que o caso dele não é tão "curioso" assim, já que sua vida pouco mudou em seu fim ou início. Fitzgerald tinha justamente o intuito de questionar esse parodoxo da existência do homem e seus extremos na inevitabilidade em enfrentar o tempo.
No fim, ambos se encontram ali onde se conheceram, mesmo nos extremos de suas vidas.
A vida como ela é: simples e bela.
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro
3.5 2,6KÉ bem melhor do que eu lembrava. Tem momentos muito bons, principalmente a química do casal, a adaptação da HQ mais importante do homem-aranha, e a filosofia do discurso de Gwen que se amarra com todo o filme.
O que poderia melhorar consideravelmente era o design dos vilões e algumas adaptações do roteiro (como harry subornar guardar ao invés de brigar com eles)