Kieslowski sua série é indulgente, pretensiosa e um disfarce raso de um roteiro prepotente que se acha genial. 10 horas que poderiam ser 5 ou menos. Os modelos morais questionados quase não chegam a ser dúbios e não levam tanta reflexão assim.
Achei um desperdício; havia tanta coisa nos "decálogos" que poderiam ser questionados inclusive contradições cristãs. Finais que poderiam ser abertos, personagens menos simplórios, e tramas mais contundentes, no fim não passa de slow cinema com status cult.
E não se trata de idiossincrasia. O que faz a percepção coletiva dela ser uma série genial é o status que Kubrick deu ao ocidente a obra, que no fim não passa de uma sopa morna existencial.
Durante toda trama perdura principalmente traços fortes da cultura dos samurais do Japão. Os pontos mais fortes além dos designs do personagens ( e imponentes como os hashiras) é que os demônios não são unilaterais. A maioria tem um arco que faz você compreender que nem mesmo os piores demônios são 100% puro mal e isso da uma profundidade importante que o anime precisava.
A história tem tudo pra ser redondinha, principalmente quando posteriormente tiver alguma relação do pai de Tanjiro com o demônio principal da história e de suas motivações. E os personagens pilares são extremamente carismáticos. Zenitsu é tão inseguro e medroso que chega a ser engraçado ( mas acredito que muita gente vai odiar ele) e Inosuke é tão louco e descompromissado com as coisas ao redor que a dinâmica dos três é divertidíssima.
"E nosso quintal tinha vista para um imenso espaço aberto, era só deserto, deserto, deserto até as montanhas. Não havia nada à nossa frente"
o que mais resume esse On the Road contemporâneo é uma própria frase do On the Road
"Qual é a sua estrada, homem? A estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?"
É impossível assistir o filme sem fazer uma alusão direta com a ditadura militar no Brasil. Chega ser um desabafo escatológico e até verborrágico do diretor descrente em qualquer tipo de manifestação social e as reformas de base de Jango. As massas adormecidas possuem uma atitude passiva diante da opressão do estado e isso perdura até hoje.
"-Está vendo como é o povo? Um imbecil, um analfabeto, um despolitizado."
Inclusive uma representação fiel do que acontecia naquela época e ainda perdura até hoje; a elite econômica domina e move o jogo político e defende a todo custo e junto (é claro) da mídia. Assim como uma denúncia aos déspotas que dizem defender/ser o povo, na verdade, apesar do discurso demagogo, são parte do todo podre movido pelo fisiologismo.
-Olhe, Imbecil. A luta de classes existe. Qual sua classe? Vamos, diga!
Acho que a questão maior dos filmes asiáticos sobre vingança é que a mensagem final nunca é tão forte quanto a violência do filme. Você pode passar horas assistindo e no final >eu< só sinto um gosto amargo e uma reflexão inversamente proporcional com toda violência e crueldade da trama. Não que seja, mas fica parecendo que tudo aquilo foi gratuitamente pra te fazer mal e o pay off nem foi tão grande assim. Por exemplo: Nazistas sendo violentos ou filmes de guerras têm a violência justificável pra tentar realçar algo do roteiro.
Qual a justificativa aqui pra ter um gore explodindo em sua cara, além de olha como eles são >psicopatas< e como o roteiro tenta o tempo todo realçar isso? Além de coincidentemente em um colégio imenso tem 3 psicopatas mirins estudando na mesma sala. No final o que prevalece é a violência gráfica e o roteiro fica quase em segundo plano.
o episódio final foi muito fofo, aff. Uma despedida que encerrou nossa visita a cidade de gravity falls, foi como visitar nossas férias de verão na infância, cheia de magia e e aventura. A trilha sonora e o texto do final emociona demais
O que mais gostei do aspectos do filme, além da constância e palpável construção daquele universo em que estávamos imersos foi a conectividade com a trama.
Se a personagem tinha dificuldades em até mesmo se perder em quem realmente era ( ao ponto de ensaiar até seus próprios trejeitos) você também se perde e esquece que ali é ela.
Enxerguei algumas críticas ao processo de vigilância global através de Webcams e as partes mais intimistas e artísticas são muito bem feitas. Principalmente no momento da " transformação".
A metáfora da borboleta em que se frisa é que realmente ela gostava de matar, gostava de sua presa. Talvez ela ate tenha despertado algo que estava submerso inconscientemente ( detalhes tbm para os divãs ao lado das máquinas.
A borboleta ao mesmo que podia significar a transformação tanto em " assassino" também é uma metáfora para troca de corpos e no final no sangue dos dois percebia um formato de asas.
Talvez o final do filme tenha sido um pouco mais fechado do que deveria ser. E o que mais me incomodou foi: o cara espancou um milionário e não surgiu nenhum segurança?
Não entendi a nota baixa, o filme tem uma vibe Scorsese em "O lobo de wall street" principalmente em mostrar as nuances e hipocrisia do mercado da guerra. Senti que faltou uma mensagem mais forte, principalmente em refletir a visão capitalista ocidental estadunidense algo que marcasse um ponto de reviravolta do protagonista.
No mais a melhor cena é que retrata os soldados indo pra guerra em contraste com os responsáveis pelo lucro e fomento dela, anulando a visão de patriotismo e liberdade pintada sobre a bandeira americana. Algo que Kubrick havia dito em Path of Glory em 1957 que sua vida seria decidida por homens numa sala que nem sabem o seu nome.
“A política nada mais é do que o hobby de um homem rico”. - Jeffrey Archer, Paths of Glory
PS: a trilha sonora é maravilhosa: Iggy Pop, Pink Floyd, Creedence
O filme é bem produzido, porém Henry Cavill não convence como Sherlock e há muitos diálogos piegas.
Sei que a obra não é Cânone, mas não estraga a experiência. O fator mais atrativo aqui é ver as discussões sobre feminismo da época, mais até mesmo que o próprio mistério.
Nicoles Cage, em seu melhor papel da carreira, convence como dois personagens completamente distintos que tem a mesma profissão e a mesma aparência. É curioso a dualidade de existir alguém que é tão "semelhante" e diferente de você. E o mais importante: você consegue identificar só pelo olhar quem são os personagens.
No mais o filme é cercado de metalinguagem, inclusive autorreferencial sobre a o roteirista Charlie Kaufman que já fez outras parcerias com o diretor Skipe Jonze. É genial como a trama se desenvolve e se justifica até mesmo em suas falhas sem parecer autocomplacente. E até mesmo com respostas aos cursos de "como ficar rico" que já estão espalhados por tantos lugares.
O arco final parece mais uma alucinação do roteirista que tentou implementar na obra sem sal das orquídeas, uma trama clichê de reviravolta que foi indicada pelo palestrante. Talvez até mesmo uma resposta do próprio Kaufman para hollywood moderna.
O fato mais interessante da história é dela não ser cânone. Isso abriu o leque para mesclar histórias já conhecidas com novos eventos da figura mais emblemática de todos os tempos: Jesus Cristo.
Nela vemos um Jesus mais humano, mais frágil e atormentando. Cheio de medo e dúvidas em relação a sua fé e em sua escolha de ser o Messias. Também vemos algumas mudanças narrativas como o fato de Judas apenas o trair a pedido do próprio Jesus ou em momentos em que defende explicitamente a violência. ( E não tô falando do templo)
O que mais me fez ver o filme com menos maldade e sem o tom de provocação que achava que teria foi a justificativa pro nome do filme. A sua última tentação foi a vontade de uma vida de homem normal.
Mas o que mais me interessa na vida de Jesus é o reconhecimento de sua figura como Pai da ContraCultura. E quiçá o primeiro contracultural. Um homem que era anti-materialista, anti-sistema e falava sobre mudança com amor? Que desvinculou a imagem de Deus de uma figura punitiva e amedrontadora para o pai paterno e receptivo, que fez seu filho nascer e ser colocado em uma manjedoura.
É fácil mover as pessoas por medo e principalmente por ódio. Vemos isso no Brasil e vemos como uma repetição da história político/social da humanidade. Mas um só homem contra o império romano e sem armas? Sem apologia de um discurso de um inimigo em comum? Amor? É talvez a maior prova que ele podia dar a si mesmo e ao mundo que sim, ele era o Messias.
É um filme que não deixaria de fazer homenagens depois de tanto tempo que havia saído seu primeiro. Obvio que seria impossível não deixar de ser autorreferencial, mas acho que não funciona como o um filme "solo" é extremamente necessário a lembrança de certos momentos do primeiro para que certas deixas funcionem aqui. Um exemplo é a ex namorada de Renton que fala "Ela é muito nova pra você" e o diálogo não faria tanto sentido se não lembrar do relacionamento dos dois.
O monólogo do Choose Life "atualizado" continua irreverente e crítico ao modelo de vida que o padrão quer que escolhemos. E criativo a ideia que originalmente o Choose Life era uma campanha anti-drogas. É paradoxal e contracultural a revolta que há nesse diálogo.
Óbvio que o filme não continua aprovando o uso das drogas e sim mostrando que ela é uma consequência desse sistema ao produzir essa sociedade doente e como os protagonistas sofreram o peso dessas escolhas, mas não deixa de ser um tom desaforado soando como " olhe a vida que vocês querem que escolhemos" é irônico, afrontoso e não mudou muita coisa de 20 anos atrás.
A filosofia de Renton assim como dos outros personagens se assemelha a uma visão irreverente dos padrões sociais (e por que não,norte-americanos) do homem moderno. O monólogo inicial ,assim como sua montagem, revela um niilismo moral, uma revolta social de não escolher nada quando se é pressionado a escolher tudo. De não seguir os padrões morais e as únicas possibilidades que lhe deram pra suas vidas. E como esse modelo materialista e vazio gera uma anomalia de adictos e doentes.
O filme não romantiza as drogas em nenhum momento e mostra efetivamente como funciona a mente de um viciado. A cena da morte do bebê é ainda mais perturbadora quando a resposta de nosso protagonista é "apenas" as 4 palavras : "vou preparar outra dose".
No entanto, esse pensamento amoral e a filosofia que permeia foi um problema social que a Europa enfrentou com a popularidade da heroína e como suas consequências que perseguem os personagens até o final. Principalmente na culpa de Renton em ter "apresentado" a substância a Tommy que perdeu tudo.
A montagem do filme também é impecável em contrastar momentos de pensamentos que se conectam, mesmo que não sejam propriamente pra cena. Um exemplo foi o pai que assistia futebol e dizia "sabia que ele faria isso" enquanto seu filho roubava dinheiro em seu quarto, conectando e explicitando o pensamento de desistência paterno.
E por final o termo "Trainspotting " que quando assisti há 5 anos atrás não sabia o que era, significa "Ver trens" algo que o autor do livro considera banal, uma perda de tempo ou como jogar a vida fora.
Irreverente e um dos melhores.
All the fresh air in the world won't make any fucking difference.
O fator mais estético e chamativo desse filme foi o olhar do protagonista e como ele se transforma durante o filme. Se fizermos um paralelo da inocência da criança antes e depois de testemunhar as maiores atrocidades da guerra é condizente com toda a montagem e trilha-sonora do filme.
"O filme mais aterrorizante não é um filme de terror."
A sensação de agonia, pertubação e loucura refletem a cerne do indivíduo trazendo um aspecto de confusão mental em quem assiste.
É ensurdecedor. Eis aqui a importância do cinema incomodo em não permitir que essa história se torne novamente uma realidade.
Acho interessante o fato de tantos diretores ocidentais como Tarantino e Scorsese beberem de fontes asiáticas. A trilha-sonora fantástica que retrata a solidão dos grandes centros urbanos e o sufocamento da vida ali em um cenário com cores vibrantes que parecem que vão te engolir a qualquer momento. E um constante Blur que mesmo estando diante de tudo, você está sozinho e diante de nada.
A cena final em que eles andaram pelo corredor do hospital na qual a repórter questionava "há quem consuma esse tipo de filme?" enquanto todos ao redor fintavam ardentemente pra ver a cena na tv foi uma crítica arrebatadora.
Acho que o que mais me chamou atenção no filme é que provavelmente a relação do protagonista com a prostituta é a relação que ele queria ter tido com a mãe. Ele queria ter salvado dos abusos do avô. ( " Você acha que eu sou um velho doente?')
Era um espelho da relação que ele queria ter vivido com a mãe. Não há nada de sexual, só de cuidado.
A coincidência foi que eu havia assistido " A Casa Usher" do Poe uns 2 filmes antes de assistir " O substituto" mostrando a relação da metáfora de estarmos todos desmoronando.
Estou quase confirmando minha teoria de que Roman foi abusado em algum momento da infância. Principalmente pelas nuances da edição relacionado com o velório do Mo. O final do quarto episódio intercalando com o início foi sensacional, em que que Kendall coloca sua cabeça no vidro que o pai mandou colocar pra que evitasse um suicídio
O episódio 5 foi como estar pisando em ovos. Aquele jantar onde tudo que se falava parecia causar um furacão do outro lado do mundo. E Shiv erroneamente tenta passar pelo orgulho do pai sem sucesso. Destaque pra dualidade de Roman que apesar de ser egocêntrico até o limite, sexualmente gosta de ser xingado e humilhado. (seria reflexo pelas brincadeiras de infância?) O que menos podia se esperar é que Kendall tivesse tanta influência no trato com Pierce e como Shiv foi acertada no coração quando o pai colocou todo acordo em risco por não querer que fosse do jeito que matriarca da outra família queria. Eu senti o desespero de Shiv em mim. E o prazer que Logan teve quando venceu o trato mesmo assim.
E no final subiu as escadas sozinho, sem nem despedir de todos os seus brinquedos do teatro.
ps: Season finale foi primoroso. Por mais que Tom estivesse puto ( e finalmente conseguiu se impor a Shiv) não conseguiu um confronto direto com Logan.( aquela cena do frango é hilária)
Kendall deu literalmente um beijo de Judas no pai, e diante da situação de fragilidade na season inteira parecia realmente que ele ia aceitar o acordo. No entanto, acho que finalmente ele percebeu que o pai aproveita de sua fragilidade pra fazê-lo de um mero instrumento. Foi ai que o roteiro brilhou, depois do início da season ser o Kendall se retratar ao vivo sendo submisso ao pai, o ultimo episódio é justamente o contrário.
Mal posso esperar para a tempestade que vem por ai. E até o Logan provavelmente, já que deu um leve sorrisinho antes do take final. Indicando o ato dúbio em ser completamente atacado por seu filho e ao mesmo tempo telo finalmente transformado no "assassino" que tanto queria.
Fala muito sobre amadurecimento e impaciência do jovem de construir alguma coisa significativa. Shizuku ,como eu, tem pressa de fazer sua maior obra e quando se depara com a necessidade do progresso evolutivo lento se frusta.
Não é uma corrida. Não é uma competição.
As coisas levam tempo assim como a pedra valiosa demora a ser lapidada. Ainda há tempo. Muito.
Fragilidade de Kendall é estonteante. Ao mesmo tempo que ele anda sobre a sombra do pai e a todo tempo querendo agrada-lo ele nunca consegue dar uma resposta a altura. Nas relações que ele tem na empresa tenta copiar a agressividade do Logan só que de maneira errada. É como se ele estivesse tentando apresentar um personagem que não funciona. E não funciona quando não é autêntico. Na primeira oportunidade Kendall adota uma postura de submissão, abaixa a guarda e é acertado de novo. Essa falta de segurança afasta confiança de companheiros como a própria Gerri, que no 4° episódio preferiu apoiar o Logan debilitado do que o Kendall. O próprio " fuck off" do Logan é imitado pelo Kendall.
A mesma insegurança e necessidade de auto-afirmaçao acontece com o Tom que tenta comprar respeito do patriarca da família da maneira mais errada possível. No episódio 1 vemos o presente dele sendo dado a criança que assistiu o jogo da família. Completamente caro, mas sem valor algum. No entanto, o Tom sente a necessidade de humilhar pessoas que sejam mais fracas que ele, pra tentar restabelecer o ego ferido por todas suas outras relações. E o Greg é o que sofre sendo o capacho e primo distante da família. Mesmo que previamente não consiga estabelecer uma abordagem direta de humilhação ele usa o tom (kkkkk) de comédia pra dar coragem a essa ridicularização e pequeno gosto de controle. O que acontece erroneamente também, já que o Greg não adquire confiança nas palavras do Tom, não sente fidelidade e muito menos respeito por sua decisões. Decorre então que a informção " dos corpos " é atribuída a guru Gerri , gerando um conflito interno de desconfiança entre Tom e Shevi. Shevi no entanto parece ser a mais controlada dos irmãos, tanto que ela consegue manipular ( mesmo que pequeno) o Greg nos episódios iniciais.
O Roman já é o mais diferente dos irmãos. O que ele peca em suas relações é justamente o fato de sua prepotência, superioridade e ego inflamado. Ele também não adquire respeito, já que intimidação retrai a confiança até mesmo de " fracos" como o Greg que se recusa a trazer os envelopes no episódio 2. O sexo também é uma característica de auto-afirmação do Roman, que a todo tempo precisa controlar suas relações e afastar que se sente atraído. A humilhação pode dar uma falsa sensação de controle temporária, mas a longo prazo só lhe dará uma facada pelas costas. Os trejeitos do Roman também mostram que ele sempre tá acima das coisas, andando no banco acima de todos no hospital , por exemplo.
Connor permanecia um incógnita até o episódio 4, mas se mostrou um sádico no backstage do baile. Explosivo e também dependente da auto-afirmação do pai. E com um discurso nojento anti-intervencionista de políticas afirmativas. Assim como a empresa de seu pai apresenta na mídia uma idéia de representatividade na empresa que não existe, e apenas homens brancos saem da sala de reunião.
O Decálogo
4.7 114Kieslowski sua série é indulgente, pretensiosa e um disfarce raso de um roteiro prepotente que se acha genial. 10 horas que poderiam ser 5 ou menos. Os modelos morais questionados quase não chegam a ser dúbios e não levam tanta reflexão assim.
Achei um desperdício; havia tanta coisa nos "decálogos" que poderiam ser questionados inclusive contradições cristãs. Finais que poderiam ser abertos, personagens menos simplórios, e tramas mais contundentes, no fim não passa de slow cinema com status cult.
E não se trata de idiossincrasia. O que faz a percepção coletiva dela ser uma série genial é o status que Kubrick deu ao ocidente a obra, que no fim não passa de uma sopa morna existencial.
Talking Heads infinitamente superior.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (1ª Temporada)
4.4 26722 e 23 melhores episódios
Durante toda trama perdura principalmente traços fortes da cultura dos samurais do Japão. Os pontos mais fortes além dos designs do personagens ( e imponentes como os hashiras) é que os demônios não são unilaterais. A maioria tem um arco que faz você compreender que nem mesmo os piores demônios são 100% puro mal e isso da uma profundidade importante que o anime precisava.
A história tem tudo pra ser redondinha, principalmente quando posteriormente tiver alguma relação do pai de Tanjiro com o demônio principal da história e de suas motivações. E os personagens pilares são extremamente carismáticos. Zenitsu é tão inseguro e medroso que chega a ser engraçado ( mas acredito que muita gente vai odiar ele) e Inosuke é tão louco e descompromissado com as coisas ao redor que a dinâmica dos três é divertidíssima.
Nomadland
3.9 912 Assista Agora"E nosso quintal tinha vista para um imenso espaço aberto, era só deserto, deserto, deserto até as montanhas. Não havia nada à nossa frente"
o que mais resume esse On the Road contemporâneo é uma própria frase do On the Road
"Qual é a sua estrada, homem? A estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?"
Terra em Transe
4.1 297 Assista AgoraÉ impossível assistir o filme sem fazer uma alusão direta com a ditadura militar no Brasil. Chega ser um desabafo escatológico e até verborrágico do diretor descrente em qualquer tipo de manifestação social e as reformas de base de Jango. As massas adormecidas possuem uma atitude passiva diante da opressão do estado e isso perdura até hoje.
"-Está vendo como é o povo? Um imbecil, um analfabeto, um despolitizado."
Inclusive uma representação fiel do que acontecia naquela época e ainda perdura até hoje; a elite econômica domina e move o jogo político e defende a todo custo e junto (é claro) da mídia. Assim como uma denúncia aos déspotas que dizem defender/ser o povo, na verdade, apesar do discurso demagogo, são parte do todo podre movido pelo fisiologismo.
-Olhe, Imbecil. A luta de classes existe. Qual sua classe? Vamos, diga!
Confissões
4.2 865Esse colégio fica onde? No inferno?
Acho que a questão maior dos filmes asiáticos sobre vingança é que a mensagem final nunca é tão forte quanto a violência do filme. Você pode passar horas assistindo e no final >eu< só sinto um gosto amargo e uma reflexão inversamente proporcional com toda violência e crueldade da trama. Não que seja, mas fica parecendo que tudo aquilo foi gratuitamente pra te fazer mal e o pay off nem foi tão grande assim. Por exemplo: Nazistas sendo violentos ou filmes de guerras têm a violência justificável pra tentar realçar algo do roteiro.
Qual a justificativa aqui pra ter um gore explodindo em sua cara, além de olha como eles são >psicopatas< e como o roteiro tenta o tempo todo realçar isso?
Além de coincidentemente em um colégio imenso tem 3 psicopatas mirins estudando na mesma sala. No final o que prevalece é a violência gráfica e o roteiro fica quase em segundo plano.
Gravity Falls (2ª Temporada)
4.7 121o episódio final foi muito fofo, aff. Uma despedida que encerrou nossa visita a cidade de gravity falls, foi como visitar nossas férias de verão na infância, cheia de magia e e aventura. A trilha sonora e o texto do final emociona demais
Possessor
3.4 330 Assista AgoraO que mais gostei do aspectos do filme, além da constância e palpável construção daquele universo em que estávamos imersos foi a conectividade com a trama.
Se a personagem tinha dificuldades em até mesmo se perder em quem realmente era ( ao ponto de ensaiar até seus próprios trejeitos) você também se perde e esquece que ali é ela.
Enxerguei algumas críticas ao processo de vigilância global através de Webcams e as partes mais intimistas e artísticas são muito bem feitas. Principalmente no momento da " transformação".
A metáfora da borboleta em que se frisa é que realmente ela gostava de matar, gostava de sua presa. Talvez ela ate tenha despertado algo que estava submerso inconscientemente ( detalhes tbm para os divãs ao lado das máquinas.
A borboleta ao mesmo que podia significar a transformação tanto em " assassino" também é uma metáfora para troca de corpos e no final no sangue dos dois percebia um formato de asas.
Talvez o final do filme tenha sido um pouco mais fechado do que deveria ser. E o que mais me incomodou foi: o cara espancou um milionário e não surgiu nenhum segurança?
Mulher-Maravilha 1984
3.0 1,4K Assista AgoraQue roteiro podre foi esse na moral , " pedra que realiza desejos " GENIAL
Druk: Mais Uma Rodada
3.9 826 Assista AgoraA cena final foi uma delícia, chuchuzinho , dona do mundo
Cães de Guerra
3.6 332 Assista AgoraNão entendi a nota baixa, o filme tem uma vibe Scorsese em "O lobo de wall street" principalmente em mostrar as nuances e hipocrisia do mercado da guerra. Senti que faltou uma mensagem mais forte, principalmente em refletir a visão capitalista ocidental estadunidense algo que marcasse um ponto de reviravolta do protagonista.
No mais a melhor cena é que retrata os soldados indo pra guerra em contraste com os responsáveis pelo lucro e fomento dela, anulando a visão de patriotismo e liberdade pintada sobre a bandeira americana. Algo que Kubrick havia dito em Path of Glory em 1957 que sua vida seria decidida por homens numa sala que nem sabem o seu nome.
“A política nada mais é do que o hobby de um homem rico”.
- Jeffrey Archer, Paths of Glory
PS: a trilha sonora é maravilhosa: Iggy Pop, Pink Floyd, Creedence
Enola Holmes
3.5 815 Assista AgoraO filme é bem produzido, porém Henry Cavill não convence como Sherlock e há muitos diálogos piegas.
Sei que a obra não é Cânone, mas não estraga a experiência. O fator mais atrativo aqui é ver as discussões sobre feminismo da época, mais até mesmo que o próprio mistério.
Millie Bobby Brown tem futuro.
Adaptação.
3.9 719 Assista AgoraNicoles Cage, em seu melhor papel da carreira, convence como dois personagens completamente distintos que tem a mesma profissão e a mesma aparência. É curioso a dualidade de existir alguém que é tão "semelhante" e diferente de você. E o mais importante: você consegue identificar só pelo olhar quem são os personagens.
No mais o filme é cercado de metalinguagem, inclusive autorreferencial sobre a o roteirista Charlie Kaufman que já fez outras parcerias com o diretor Skipe Jonze. É genial como a trama se desenvolve e se justifica até mesmo em suas falhas sem parecer autocomplacente. E até mesmo com respostas aos cursos de "como ficar rico" que já estão espalhados por tantos lugares.
O arco final parece mais uma alucinação do roteirista que tentou implementar na obra sem sal das orquídeas, uma trama clichê de reviravolta que foi indicada pelo palestrante. Talvez até mesmo uma resposta do próprio Kaufman para hollywood moderna.
A Última Tentação de Cristo
4.0 308 Assista AgoraO fato mais interessante da história é dela não ser cânone. Isso abriu o leque para mesclar histórias já conhecidas com novos eventos da figura mais emblemática de todos os tempos: Jesus Cristo.
Nela vemos um Jesus mais humano, mais frágil e atormentando. Cheio de medo e dúvidas em relação a sua fé e em sua escolha de ser o Messias. Também vemos algumas mudanças narrativas como o fato de Judas apenas o trair a pedido do próprio Jesus ou em momentos em que defende explicitamente a violência. ( E não tô falando do templo)
O que mais me fez ver o filme com menos maldade e sem o tom de provocação que achava que teria foi a justificativa pro nome do filme. A sua última tentação foi a vontade de uma vida de homem normal.
Mas o que mais me interessa na vida de Jesus é o reconhecimento de sua figura como Pai da ContraCultura. E quiçá o primeiro contracultural. Um homem que era anti-materialista, anti-sistema e falava sobre mudança com amor? Que desvinculou a imagem de Deus de uma figura punitiva e amedrontadora para o pai paterno e receptivo, que fez seu filho nascer e ser colocado em uma manjedoura.
É fácil mover as pessoas por medo e principalmente por ódio. Vemos isso no Brasil e vemos como uma repetição da história político/social da humanidade. Mas um só homem contra o império romano e sem armas? Sem apologia de um discurso de um inimigo em comum? Amor? É talvez a maior prova que ele podia dar a si mesmo e ao mundo que sim, ele era o Messias.
T2: Trainspotting
4.0 695 Assista AgoraÉ um filme que não deixaria de fazer homenagens depois de tanto tempo que havia saído seu primeiro. Obvio que seria impossível não deixar de ser autorreferencial, mas acho que não funciona como o um filme "solo" é extremamente necessário a lembrança de certos momentos do primeiro para que certas deixas funcionem aqui. Um exemplo é a ex namorada de Renton que fala "Ela é muito nova pra você" e o diálogo não faria tanto sentido se não lembrar do relacionamento dos dois.
O monólogo do Choose Life "atualizado" continua irreverente e crítico ao modelo de vida que o padrão quer que escolhemos. E criativo a ideia que originalmente o Choose Life era uma campanha anti-drogas. É paradoxal e contracultural a revolta que há nesse diálogo.
Óbvio que o filme não continua aprovando o uso das drogas e sim mostrando que ela é uma consequência desse sistema ao produzir essa sociedade doente e como os protagonistas sofreram o peso dessas escolhas, mas não deixa de ser um tom desaforado soando como " olhe a vida que vocês querem que escolhemos" é irônico, afrontoso e não mudou muita coisa de 20 anos atrás.
Trainspotting: Sem Limites
4.2 1,9K Assista AgoraO retrato existencial de uma geração perdida.
A filosofia de Renton assim como dos outros personagens se assemelha a uma visão irreverente dos padrões sociais (e por que não,norte-americanos) do homem moderno. O monólogo inicial ,assim como sua montagem, revela um niilismo moral, uma revolta social de não escolher nada quando se é pressionado a escolher tudo. De não seguir os padrões morais e as únicas possibilidades que lhe deram pra suas vidas. E como esse modelo materialista e vazio gera uma anomalia de adictos e doentes.
O filme não romantiza as drogas em nenhum momento e mostra efetivamente como funciona a mente de um viciado. A cena da morte do bebê é ainda mais perturbadora quando a resposta de nosso protagonista é "apenas" as 4 palavras : "vou preparar outra dose".
No entanto, esse pensamento amoral e a filosofia que permeia foi um problema social que a Europa enfrentou com a popularidade da heroína e como suas consequências que perseguem os personagens até o final. Principalmente na culpa de Renton em ter "apresentado" a substância a Tommy que perdeu tudo.
A montagem do filme também é impecável em contrastar momentos de pensamentos que se conectam, mesmo que não sejam propriamente pra cena. Um exemplo foi o pai que assistia futebol e dizia "sabia que ele faria isso" enquanto seu filho roubava dinheiro em seu quarto, conectando e explicitando o pensamento de desistência paterno.
E por final o termo "Trainspotting " que quando assisti há 5 anos atrás não sabia o que era, significa "Ver trens" algo que o autor do livro considera banal, uma perda de tempo ou como jogar a vida fora.
Irreverente e um dos melhores.
All the fresh air in the world won't make any fucking difference.
A Noiva Cadáver
3.8 1,4KO paradoxo que faz parecer o mundo dos mortos mais feliz que o dos vivos.
Tim Burton de fato AMA o expressionismo alemão.
Vá e Veja
4.5 798O fator mais estético e chamativo desse filme foi o olhar do protagonista e como ele se transforma durante o filme. Se fizermos um paralelo da inocência da criança antes e depois de testemunhar as maiores atrocidades da guerra é condizente com toda a montagem e trilha-sonora do filme.
"O filme mais aterrorizante não é um filme de terror."
A sensação de agonia, pertubação e loucura refletem a cerne do indivíduo trazendo um aspecto de confusão mental em quem assiste.
É ensurdecedor.
Eis aqui a importância do cinema incomodo em não permitir que essa história se torne novamente uma realidade.
Amores Expressos
4.2 390 Assista AgoraFaye Wong amor de minha vida.
Acho interessante o fato de tantos diretores ocidentais como Tarantino e Scorsese beberem de fontes asiáticas. A trilha-sonora fantástica que retrata a solidão dos grandes centros urbanos e o sufocamento da vida ali em um cenário com cores vibrantes que parecem que vão te engolir a qualquer momento. E um constante Blur que mesmo estando diante de tudo, você está sozinho e diante de nada.
Morte ao Vivo
3.8 226A cena final em que eles andaram pelo corredor do hospital na qual a repórter questionava "há quem consuma esse tipo de filme?" enquanto todos ao redor fintavam ardentemente pra ver a cena na tv foi uma crítica arrebatadora.
De Volta Para o Futuro 2
4.2 899 Assista AgoraTodo mundo nesse filme parece ter baixa visão, falta de audição e algum tipo de retardo.
O Substituto
4.3 1,7KAcho que o que mais me chamou atenção no filme é que provavelmente a relação do protagonista com a prostituta é a relação que ele queria ter tido com a mãe. Ele queria ter salvado dos abusos do avô. ( " Você acha que eu sou um velho doente?')
Era um espelho da relação que ele queria ter vivido com a mãe. Não há nada de sexual, só de cuidado.
A coincidência foi que eu havia assistido " A Casa Usher" do Poe uns 2 filmes antes de assistir " O substituto" mostrando a relação da metáfora de estarmos todos desmoronando.
Succession (2ª Temporada)
4.5 242 Assista AgoraEstou quase confirmando minha teoria de que Roman foi abusado em algum momento da infância. Principalmente pelas nuances da edição relacionado com o velório do Mo. O final do quarto episódio intercalando com o início foi sensacional, em que que Kendall coloca sua cabeça no vidro que o pai mandou colocar pra que evitasse um
suicídio
O episódio 5 foi como estar pisando em ovos. Aquele jantar onde tudo que se falava parecia causar um furacão do outro lado do mundo. E Shiv erroneamente tenta passar pelo orgulho do pai sem sucesso. Destaque pra dualidade de Roman que apesar de ser egocêntrico até o limite, sexualmente gosta de ser xingado e humilhado. (seria reflexo pelas brincadeiras de infância?) O que menos podia se esperar é que Kendall tivesse tanta influência no trato com Pierce e como Shiv foi acertada no coração quando o pai colocou todo acordo em risco por não querer que fosse do jeito que matriarca da outra família queria. Eu senti o desespero de Shiv em mim. E o prazer que Logan teve quando venceu o trato mesmo assim.
E no final subiu as escadas sozinho, sem nem despedir de todos os seus brinquedos do teatro.
ps: Season finale foi primoroso. Por mais que Tom estivesse puto ( e finalmente conseguiu se impor a Shiv) não conseguiu um confronto direto com Logan.( aquela cena do frango é hilária)
Kendall deu literalmente um beijo de Judas no pai, e diante da situação de fragilidade na season inteira parecia realmente que ele ia aceitar o acordo. No entanto, acho que finalmente ele percebeu que o pai aproveita de sua fragilidade pra fazê-lo de um mero instrumento. Foi ai que o roteiro brilhou, depois do início da season ser o Kendall se retratar ao vivo sendo submisso ao pai, o ultimo episódio é justamente o contrário.
Mal posso esperar para a tempestade que vem por ai. E até o Logan provavelmente, já que deu um leve sorrisinho antes do take final. Indicando o ato dúbio em ser completamente atacado por seu filho e ao mesmo tempo telo finalmente transformado no "assassino" que tanto queria.
Épico
Sussurros do Coração
4.3 501 Assista AgoraFala muito sobre amadurecimento e impaciência do jovem de construir alguma coisa significativa. Shizuku ,como eu, tem pressa de fazer sua maior obra e quando se depara com a necessidade do progresso evolutivo lento se frusta.
Não é uma corrida. Não é uma competição.
As coisas levam tempo assim como a pedra valiosa demora a ser lapidada.
Ainda há tempo. Muito.
Succession (1ª Temporada)
4.2 278Sucession é análise das relações de poder.
Fragilidade de Kendall é estonteante. Ao mesmo tempo que ele anda sobre a sombra do pai e a todo tempo querendo agrada-lo ele nunca consegue dar uma resposta a altura. Nas relações que ele tem na empresa tenta copiar a agressividade do Logan só que de maneira errada. É como se ele estivesse tentando apresentar um personagem que não funciona. E não funciona quando não é autêntico. Na primeira oportunidade Kendall adota uma postura de submissão, abaixa a guarda e é acertado de novo. Essa falta de segurança afasta confiança de companheiros como a própria Gerri, que no 4° episódio preferiu apoiar o Logan debilitado do que o Kendall. O próprio " fuck off" do Logan é imitado pelo Kendall.
A mesma insegurança e necessidade de auto-afirmaçao acontece com o Tom que tenta comprar respeito do patriarca da família da maneira mais errada possível. No episódio 1 vemos o presente dele sendo dado a criança que assistiu o jogo da família. Completamente caro, mas sem valor algum. No entanto, o Tom sente a necessidade de humilhar pessoas que sejam mais fracas que ele, pra tentar restabelecer o ego ferido por todas suas outras relações. E o Greg é o que sofre sendo o capacho e primo distante da família. Mesmo que previamente não consiga estabelecer uma abordagem direta de humilhação ele usa o tom (kkkkk) de comédia pra dar coragem a essa ridicularização e pequeno gosto de controle. O que acontece erroneamente também, já que o Greg não adquire confiança nas palavras do Tom, não sente fidelidade e muito menos respeito por sua decisões. Decorre então que a informção " dos corpos " é atribuída a guru Gerri , gerando um conflito interno de desconfiança entre Tom e Shevi. Shevi no entanto parece ser a mais controlada dos irmãos, tanto que ela consegue manipular ( mesmo que pequeno) o Greg nos episódios iniciais.
O Roman já é o mais diferente dos irmãos. O que ele peca em suas relações é justamente o fato de sua prepotência, superioridade e ego inflamado. Ele também não adquire respeito, já que intimidação retrai a confiança até mesmo de " fracos" como o Greg que se recusa a trazer os envelopes no episódio 2. O sexo também é uma característica de auto-afirmação do Roman, que a todo tempo precisa controlar suas relações e afastar que se sente atraído. A humilhação pode dar uma falsa sensação de controle temporária, mas a longo prazo só lhe dará uma facada pelas costas. Os trejeitos do Roman também mostram que ele sempre tá acima das coisas, andando no banco acima de todos no hospital , por exemplo.
Connor permanecia um incógnita até o episódio 4, mas se mostrou um sádico no backstage do baile. Explosivo e também dependente da auto-afirmação do pai. E com um discurso nojento anti-intervencionista de políticas afirmativas. Assim como a empresa de seu pai apresenta na mídia uma idéia de representatividade na empresa que não existe, e apenas homens brancos saem da sala de reunião.