Não é necessário, mas foi bom rever como Bryan Cranston tem presença numa cena com um personagem tão icônico da cultura pop. E como no fundo ele tinha o desejo que Jesse tivesse um recomeço. Tudo dentro da média, nada de extraordinário.
O melhor são as cenas que une o personagem de Jesse com personagens antigos. Walt falando como ele tem sorte de não ter esperado a vida toda para realizar "algo" e a filosofia de Jane que era terrível. E que sempre é melhor tomarmos a decisão. Jesse finalmente tomou a sua.
O processo de desmitificação da Nova York, solidão do homem moderno, processo de culpa pela guerra atrelada a insônia, submundo urbano,proteção a inocência, sociedade corrompida, eleição de falsos líderes. Crítica ainda maior ao Self-made man (cujo sucesso residia nos próprios indivíduos, não em condições externas), onde Rousseau mostra o indivíduo como fruto do meio. Uma sociedade doente, gera pessoas doentes.
Está tudo lá, atribuído a Travis e sua visão da cidade e no final encontra sua redenção (real ou não) mas nunca consegue a "cura"
Tanto em Taxi Driver quanto em Coringa vemos uma sociedade decadente, violenta e pútrida. E como "indivíduo subterrâneo" de Dostoiévski se aplica a ela.
Ambos os filmes mostram como o Homem não faz o mal por ser mal e sim por considerá-lo com o bem para si. (sei que há exceções). E como uma sociedade frágil é suscetível a eleger extremistas.
O coringa assim como Travis eram homens que fizeram justiça com as próprias mãos. E foram recepcionados positivamente por isso. Pela mesma sociedade. Por pessoas tão frágeis e carentes como eles.
O que mais chama atenção é dos "vilões" (dentro do possível) são pessoas que não se adequaram ao sistema ao ponto que se sentiram como se sua humanidade fosse suprimida. O livre arbítrio versus o homem máquina. Um sistema tão " benéfico" pode significar o fim do homem? Isso já fora abordado no cinema em " Laranja mecânica" e na série da Netflix " Love , Death and robots".
Você aceitaria um sistema sabendo que quem comanda ele é podre? Por mais que ele trouxesse uma paz social? Não é muito diferente de nossa realidade, sendo que as elites econômicas são podres. O fato é: nunca existirá sistema perfeito. E temos que estar alertas para não sermos coagidos a aceitar injustiças.
Gostei das citações que acompanham o anime como as de Orwell, Weber, Phillip Dick, Wiliam Gibson, Platão, Rosseau, Focault, Jonata Swift. Mas senti que foram mais referências e não um embasamento em si.
As dúvidas que me restaram foram: Por que a família real hesitou tanto em se isolar? Como o coruja sabe de Armin e Mikasa se eles nem nasceram? Viagem no tempo? E o grupo de Reiner é filiado aos Marleys? Se não, qual o significado por trás do objetivo de extinguir a raça humana de dentro das muralhas?
A cena de Armin foi linda demais. Tanto do sacrifício quanto a do mar.
As imagens da natureza no final parecem mostrar o quanto nossa existência parece ser irrelevante para ela. Como nossa tempestuosas relações parecem pífeas diante da grandiosidade que universo tem. No início vemos velhos barcos, como um presságio pro caos que será instaurado logo a seguir.
Minha grande crítica em relação ao filme é que a consequência maior do protagonista não foi gerada pelo estado em si. Não foi pelo grande "leviatã". Suas relações internas familiares foram sendo corrompidas não por um estado opressor, claro que foram atenuadas, porém o suicídio/assassinato ( não se sabe) fora provocado pelo sufocamento da relação que vivia com o protagonista. Não se sabe, por exemplo, se ela foi morta por Roma , ou por algum agente do prefeito que queria incriminar o protagonista. E se essa traição não tivesse ocorrido, ele provavelmente nunca seria preso. Óbvio que, o processos judiciais também estavam corrompidos e de qualquer forma o protagonista tivesse um fim trágico, mas essa traição pareceu-me como um facilitador narrativo para que o enredo não ficasse tão óbvio. Mesmo que liviatã( demônio) tivesse ligação com o pecado da inveja, acho que o enfoque maior do filme era focar na influência do estado/religião, e não entrar no âmbito das relações frágeis que podem ser destruídas por uma "onda". Certamente que o leviatã pode ter várias formas e se manifestar dos mais variados jeitos, então provavelmente o diretor queria mostrar toda aquela família ser envolta por sua presença.
Mas o mistério sobre a morte de mulher surge quase como uma paranóia em nossa mente, nos mostrando como sutil e cruel pode ser o leviatã. E sua presença nos persegue.
O final foi arrebatador. Uma crítica tanto a política russa como as grandes instituições, que termina com uma visão pessimista, de que um indivíduo sozinho é fraco demais pra enfrentá-las. O estado ligado com a religião e como ele comanda a vida civil ao seu entender. Porém, como leviatã não tem uma presença física, ele pode se manifestar cada vez que a opressão ocorre no filme. Sendo ele a repressão que o filho sofre por ter sua família acabada, a mulher pela infelicidade de sua vida, o homem por ter tudo arrancado de si. A natureza frágil que leva a criação de um monstro que controla a catástrofe de nossa vidas.
O final do padre falando sobre "a verdade" é assustador. Tanto pelo presença hipócrita de políticos que vivem das mentiras, os falsos profetas que as vendem e o povo que iludido e carente, a compra.
Stand by me é sobre despedida da infância e como o processo de crescimento pode ser doloroso.
Quando você está no mundo lá fora é muito difícil na fase adulta fazer amizades fiéis e honestas como quando você tinha 12 anos. Além da perca da inocência e entrada no mundo adulto, perdendo assim aquele mundo mágico da infância.
A vida de certa forma também pode ser dolorosa, principalmente quando aquele amigo de infância que você jurava amizade eterna se torna um estranho. Ou é perdido pro mundo das drogas ou até a morte o leva.
Então por mais trágica que a vida possa parecer em certos momentos, o mais importante é se lembrar que existem momentos eternos. Onde a magia flutua durante a tarde nos campos. Quando o ar é leve e você tem alguém do seu lado que sempre vai poder contar. Não importa onde esteja.
A série é uma carta de amor para os anos 80 e o carisma dos personagens vende a série como um todo, junto com a fotografia. O que me incomodou essa temporada foi o romance de Hopper com Joyce que ficou INSUPORTÁVEL e o enredo que convenhamos, não tem nada de absurdo.
Achei que poderia ser o final impecável da série, mas sendo uma das mais famosas da netflix (se não a mais famosa) não seria terminada com apenas 3 temporadas. Espero que o final definitivo seja no nível dessa. Onde todos se separem como em (Stand by me) porém mesmo com a mudança, eles sempre irão ter as memórias de Hawkins. E assim, o que eles viveram será eterno.
" Não posso viver sozinha porque tenho medo de mim mesmo. Sou causadora de meu próprio mal."
O filme é uma metáfora de um fim de casamento conturbado. Retrato até mesmo do próprio de diretor. Nada mais que uma esposa que buscava o reflexo de um marido perfeito. O monstro é um reflexo subjetivo de toda negatividade que existia na relação dos dois. A professora poderia ser também uma visão de esposa perfeita, mas prefiro achar que foi até mesmo a visão da criança da substituição de sua mãe. Achei cansativo, 2 horas é tempo demais pra filmes que tendem a ser perturbadores ou incômodos.
A dança daqueles famintos por um sentido na vida...
Uma cena curiosa foi a transição da dança pra parte da boate. Levando em consideração que ali estava cercado de pessoas vazias. Mas essa é uma interpretação do filme, não necessariamente que todas as pessoas que estão na boate que são vazias. Mas pelo contexto , entendemos isso.
Num lugar não tão diferente do Brasil, em que jovens se encontram sem emprego após formados e de um lado vemos uma diferença social enorme de uma pessoa da mesma idade dirigindo um Porsche , me faz crer que e a interpretação do filme é quando abandonarmos nossos anseios e somos " queimados" pelo falso ideal de dinheiro e felicidade. O empresário por mais rico que fosse também não via um sentido na vida, estava sempre entediado. Hae-mi abandonou um amor por interesses financeiros. Joong-soo por mais que já soubesse o que queria se sentia perdido diante de todo aquele contexto. O Thriller é mais um contexto pra abrir essa discussão existencialista.
Vamos resumir o que aprendemos da forma mais imparcial possível:
*PT ou qualquer outro partido só começou a governar com alianças com a elite política. Os políticos sempre mudam mas os grandes empresários sempre estão lá. E qualquer candidato de qualquer lado político terá que governar para os grandes empresários.
*Ao contrário do que o MBL prega o sistema de governabilidade corrupta é algo institucionalizado no Brasil desde antes da ditadura. E por si só não é uma característica exclusiva do PT ou inventado por ele.
*Impeachtement foi usado como ferramenta eleitoral pelo chefe da oposição Aécio Neves que não só não aceitou as eleições democráticas como impediu o segundo mandato da presidente eleita. O manuseio político foi abraçado pelo chefe da câmara Eduardo Cunha que perdeu a proteção no conselho de ética.
*Erros econômicos do partido do PT levaram a ascensão da oposição e insatisfação da população que abraçou um viés não tão democrático assim.
*O crime das pedaladas fiscais por si só não era o suficiente pra tirar Dilma do poder. E até o Moro admitiu que foi um pretexto para tirá-la.
* Com a nova eleição chegando, Lula o candidato com mais popularidade é engolido pelo oposição e impedido de concorrer por um juiz parcial que adota uma celeridade no processo absurda, que posteriormente se mostraria através da intercept que sua operação lava jato , que inicialmente tinha o propósito de acabar com a corrupção, tomou cunho partidário.
* Lula foi impedido de obter foro de prerrogativa de função para ser julgado pela justiça federal ( Moro).
*Polarização eleitoral e uso das redes sociais como canalizador de votos.
Na cena inicial você vê as nuances de como alguém que gosta tanto da mesma coisa que você pode não parecer com você em absolutamente em nada. Cada personagem ali morreria sem a dança, mas ao poucos você vai percebendo que é apenas isso que eles têm em comum. A dança aparece também como um reflexo até mesmo da personalidade e parece muitas vezes uma transe. Você fica hipnotizado. Plano sequência, sincronização, câmera subjetiva. Gaspar Noé do seu melhor jeito e sabendo caracterizar exatamente um inferno astral.
Tudo aparenta ser como Aldous Huxley em "as portas da percepção" descreveu como inferno esquizofrênico. Aqueles que possuem doenças como ansiedade e depressão quando experimentam de drogas como LSD ou mescalina irão provar disso. Aqueles que não, provam o paraíso esquizofrênico como aquela alemã provou.
Ps1: cena inicial vemos na estande um livro do Fritz Lang, diretor que marcou a história do cinema. Filmes famosos são " Metrópolis" e " M, vampiro de Dusseldorf"
Ps2 : vê livros e dvd's como "A aventura hippie" " Nietzsche" " suicídio" " possessão" "o inconsciente" " esquizofrênia" " Salo 120 dias " " Eraserhead " " Kafka - a metamorfose" "cinema homossexual" " táxi driver" " sociedade secretas".
Toda essa estande parede ser um prelúdio do que viria a acontecer depois. Como a dança de Selva que lembra Suspiria e Obsessão
Engraçado como o filme causou tantas visões diferentes. O fato deu defender Dean não isenta de achar que ele passou dos limites na última cena. Sim, ali ele foi abusivo e ainda fez ela perder o emprego, porém foi "compreensível" e não justificável, depois dele ter sido rejeitado por ela. Talvez ai esteja o perigo de você doar tudo para uma paixão. O Dean abandonou sua vida por ela, ele não queria uma família mas por ela aceitou a filha de outro e cuidou como sua. Por mais que ele não tivesse um emprego "tradicional" isso não isentava ele de ser um bom pai. Ela, no entanto não se encontrava mais compatível com ele. Quando você percebe que a música dos dois que toca no motel você percebe que tudo ta perdido.
O que aparentou é que ela simplesmente não amava mais ele e ele era perdidamente apaixonado por ela. Mas acontece, é a vida. Incompleta e imperfeita como ela é.
Já no primeiro momento somos apresentados a sutileza da primeira cena: a personagem acorda com um susto após ser " perfurada". Simples e sucinta, já nos mostra como é doloroso a vivência de Camille e como machuca acordar todos os dias.
Outro detalhe é a escrita no carro "Dirt" uma forma explícita de dizer como a personagem se sente. Da mesma forma que no final do primeiro episódio vemos as cicatrizes como escritas. Sexualidade frustrada também é outro fator importante presente na memória dela.
Tudo no primeiro episódio é impecável. A direção, o som e a fotografia que nos faz sentir o peso daquele ambiente. A miniatura da casa das bonecas mostra a relação da mãe com as filhas e um espírito materno autocrático, rígido e sufocante.
Camille se encaixa até mesmo no caso, pois uma das meninas era considerada má influência para outra que era justamente da forma como sua mãe fazia se sentir. Depois posteriormente descobrimos que a mãe rejeitava a filha pela fato de que não conseguia moldar ela com sua síndrome. Por mais que todo mundo odeie a mãe da Camille não consegui colocar ela como criminosa em potencial. Achava que apenas rejeitava a filha. Acho que muito dessa falta de suspeita se dá ao segundo caso que a menina aparece sem os dentes. Méritos ao enredo que conseguiu me enganar. ( Duas vezes).
No final quando descobrimos que foi a Amma é brutal. A todo tempo ela era louca por atenção. A última amiga provavelmente foi morta pois recebia mais atenção que ela na mesa de jantar por exemplo. No livro se diz que ela arrancou os dentes simplesmente pra completar a casa de bonecas. E ela vai presa. Mas a série nos deu vários pequenos detalhes. Um dos diálogos foi quando a Amma diz: Meninos são mais fáceis de manipular, meninas as vezes você precisa machucar. A capa do celular de Amma é igual ao do banco da bicicleta das meninas. O fato de não deixar tocar na casa de bonecas. Quando Amma aparece vestida da branca na floresta e etc.
Sobre a adaptação , graças ao diretor foi impecável. Em vez de ser narrativa foi expositiva. " Me mostre, não me conte". Aula de direção.
Cru, insano e brutal. Mais uma série impecável da HBO.
Ps1: dois momentos sobre machismo na série. Uma na não consideração de que poderia ser uma mulher que cometeu o crime e a outra quando policial está na ronda e fala que um bêbado pode atropelar as meninas e elas falam " não seja machista chefe, pode ser uma bêbada. São mensagens sutis mas que levam a uma reflexão sobre o tema
Ps2: i'll eat you up foi uma referência a 'Onde vivem os monstros "
Gostei, mas por mais que ame ver Toy Story com uma animação linda e nova preferiria que o final da franquia fosse no 3.
A homenagem aos brinquedos antigos ficou linda. Senti falta de ver os personagens mais antigos e relativamente não curti tanto o final. Woody por mais que tivesse tanta atenção não acho que se encaixe no mundo "livre" como a Bete. Mas aí é questão de opinião e não tira o mérito do filme.
De 1076 filmes no currículo, eis aqui o único filme que me fez chorar.
Toy Story é sobre muita coisa. Abandono, esquecimento, infância, nostalgia mas a mensagem principal é uma: amizade.
De toda a trilogia e agora o quarto filme não deve ser diferente. Meu apego pelo filme sempre foi MUITO grande. Toda criança sempre imaginou vida pra seus bonecos, ainda mais quando se sentia sozinha. E como eu me senti... Perdi minha mãe cedo e nesse filme encontrei muita coisa que não conseguia explicar pequeno. Sempre tive meu universo próprio e acho que essa franquia fez parte de minha formação moral e ética. Acho não. Tenho certeza. Foi inexplicável rever isso tanto tempo depois e sentir o mesmo que sentia quando locava o VHS na locadora perto de casa (no caso do 1 e do 2) e perceber que tanto depois minha essência continua a mesma. O Buzz nos ensinou a ser quem nós verdadeiramente somos e porquê isso é importante, a Jessie nos mostrou que podemos ser amados novamente em um novo lugar e não devemos ter medo isso. Andy nos mostrou como pode ser difícil amadurecer e seguir em frente e o Woddy.... Ah o Woddy. Foi tanta coisa sabe? Mas o mais importante: é de não desistir de quem amamos.
Rust é de longe a coisa mais interessante da série. Sua filosofia niilista rende bons questionamentos.
Um detalhe interessante é como a série mostra a duplicidade de ambos os personagens. De prima achamos que Rust é único insatisfeito com sua vida, o único a sentir dor. Mas seu parceiro, mesmo com uma vida " perfeita" consegue ter a mesma instabilidade que Rust. Brigas conjugais, adultério, medo do questionamento da fé, problemas na criação das filhas, ausência paterna e etc.
Em contraponto Rust se sente livre. Pois não tem mais o que perder. Schopenhauer falava que a vida é dor e se adequa exatamente a situação do personagem. Uma existência tão dura e sem propósito que conseguia ver no rosto dos cadáveres uma sensação de aceitação de seus destinos. Como se deixassem de carregar o peso da vida.
No existencialismo Sartreano a existência precede a essência. Você é livre pra viver do jeito que bem entender. Desde uma vida normal mas que te faça feliz ou uma vivência isolada como Rust. Contanto que você a escolha sabendo todas terão sua dores e não existe maneira fácil de viver.
O final por incrível que pareça foi otimista. " Antes só havia escuridão. Na minha opinião estamos vencendo."
Infinitamente superior ao filme. Mesmo que não goste e não ache nada de extraordinário o universo criado pelo irmãos Coen, a série é uma ótima trama policial. O que me incomoda são alguns personagens caricatos e umas coincidências narrativas (muito menos problemáticas do que as do filme).
Sub-tramas de personagens secundários ridículas, único personagem que cativa é próprio David que tem seu romance com a personagem fabricado e não construído. Você sente que os dois têm química, mas nada daquilo é plausível.
O romance de Melanie...o que falar então. O cara mais parece um personagem canastrão de filme mexicano.
Quanto aos efeitos especiais que destoam certas cenas, porém é compreensível por conta das limitações com gasto na televisão. Mas não é nada de obra visual que chamam. Outro personagem que sofreu com a limitação foi o Rei das Sombras, que ficou parecendo um boneco inflável tosco. Infelizmente te tira da trama e em vez de medo te causa risada.
A maquiagem também ficou mediana quanto aquele personagem que tem o rosto queimado. Mas essas limitações não são o pior da série. Somente David tem espaço ou gera interesse e uma série não pode se limitar a um único personagem, mesmo que a trama gire em torno dele.
Em contrapartida a edição da série é fantástica, principalmente dos episódios iniciais. Dan Stevens está fantástico como Legião. E é muito melhor do que os filmes do X-men que estão no cinema; o que não é, de certa forma, difícil.
Alguns episódios são divertidos porém muitos personagens e tramas são banais. O desfecho dos 4 cavalheiros do Apocalipse foi ridículo de ruim. O encontro da bruxa com os protagonistas foi um facilitador narrativo explícito e o personagem caçador de bruxas é irritante e praticamente não serve pra nada de relevante.
O humor é sútil, ri em alguns momentos. O que me fez continuar foi os protagonistas que são muito bons. Mas digo somente uma coisa:
El Camino: Um Filme de Breaking Bad
3.7 854 Assista AgoraNão é necessário, mas foi bom rever como Bryan Cranston tem presença numa cena com um personagem tão icônico da cultura pop. E como no fundo ele tinha o desejo que Jesse tivesse um recomeço. Tudo dentro da média, nada de extraordinário.
O melhor são as cenas que une o personagem de Jesse com personagens antigos. Walt falando como ele tem sorte de não ter esperado a vida toda para realizar "algo" e a filosofia de Jane que era terrível. E que sempre é melhor tomarmos a decisão. Jesse finalmente tomou a sua.
Taxi Driver
4.2 2,6K Assista AgoraO processo de desmitificação da Nova York, solidão do homem moderno, processo de culpa pela guerra atrelada a insônia, submundo urbano,proteção a inocência, sociedade corrompida, eleição de falsos líderes. Crítica ainda maior ao Self-made man (cujo sucesso residia nos próprios indivíduos, não em condições externas), onde Rousseau mostra o indivíduo como fruto do meio. Uma sociedade doente, gera pessoas doentes.
Está tudo lá, atribuído a Travis e sua visão da cidade e no final encontra sua redenção (real ou não) mas nunca consegue a "cura"
Coringa
4.4 4,1K Assista AgoraTanto em Taxi Driver quanto em Coringa vemos uma sociedade decadente, violenta e pútrida. E como "indivíduo subterrâneo" de Dostoiévski se aplica a ela.
Ambos os filmes mostram como o Homem não faz o mal por ser mal e sim por considerá-lo com o bem para si. (sei que há exceções). E como uma sociedade frágil é suscetível a eleger extremistas.
O coringa assim como Travis eram homens que fizeram justiça com as próprias mãos. E foram recepcionados positivamente por isso. Pela mesma sociedade. Por pessoas tão frágeis e carentes como eles.
Psycho-Pass (1ª Temporada)
4.4 86O que mais chama atenção é dos "vilões" (dentro do possível) são pessoas que não se adequaram ao sistema ao ponto que se sentiram como se sua humanidade fosse suprimida. O livre arbítrio versus o homem máquina. Um sistema tão " benéfico" pode significar o fim do homem? Isso já fora abordado no cinema em " Laranja mecânica" e na série da Netflix " Love , Death and robots".
Você aceitaria um sistema sabendo que quem comanda ele é podre? Por mais que ele trouxesse uma paz social? Não é muito diferente de nossa realidade, sendo que as elites econômicas são podres. O fato é: nunca existirá sistema perfeito. E temos que estar alertas para não sermos coagidos a aceitar injustiças.
Gostei das citações que acompanham o anime como as de Orwell, Weber, Phillip Dick, Wiliam Gibson, Platão, Rosseau, Focault, Jonata Swift. Mas senti que foram mais referências e não um embasamento em si.
Ataque dos Titãs (3ª Temporada)
4.4 228 Assista AgoraAs dúvidas que me restaram foram:
Por que a família real hesitou tanto em se isolar? Como o coruja sabe de Armin e Mikasa se eles nem nasceram? Viagem no tempo? E o grupo de Reiner é filiado aos Marleys? Se não, qual o significado por trás do objetivo de extinguir a raça humana de dentro das muralhas?
A cena de Armin foi linda demais. Tanto do sacrifício quanto a do mar.
O Sacrifício do Cervo Sagrado
3.7 1,2K Assista AgoraA vingança de um homem contra um Deus (médico) injusto.
Leviatã
3.8 304 Assista AgoraAs imagens da natureza no final parecem mostrar o quanto nossa existência parece ser irrelevante para ela. Como nossa tempestuosas relações parecem pífeas diante da grandiosidade que universo tem. No início vemos velhos barcos, como um presságio pro caos que será instaurado logo a seguir.
Minha grande crítica em relação ao filme é que a consequência maior do protagonista não foi gerada pelo estado em si. Não foi pelo grande "leviatã". Suas relações internas familiares foram sendo corrompidas não por um estado opressor, claro que foram atenuadas, porém o suicídio/assassinato ( não se sabe) fora provocado pelo sufocamento da relação que vivia com o protagonista. Não se sabe, por exemplo, se ela foi morta por Roma , ou por algum agente do prefeito que queria incriminar o protagonista. E se essa traição não tivesse ocorrido, ele provavelmente nunca seria preso. Óbvio que, o processos judiciais também estavam corrompidos e de qualquer forma o protagonista tivesse um fim trágico, mas essa traição pareceu-me como um facilitador narrativo para que o enredo não ficasse tão óbvio. Mesmo que liviatã( demônio) tivesse ligação com o pecado da inveja, acho que o enfoque maior do filme era focar na influência do estado/religião, e não entrar no âmbito das relações frágeis que podem ser destruídas por uma "onda". Certamente que o leviatã pode ter várias formas e se manifestar dos mais variados jeitos, então provavelmente o diretor queria mostrar toda aquela família ser envolta por sua presença.
Mas o mistério sobre a morte de mulher surge quase como uma paranóia em nossa mente, nos mostrando como sutil e cruel pode ser o leviatã. E sua presença nos persegue.
O final foi arrebatador. Uma crítica tanto a política russa como as grandes instituições, que termina com uma visão pessimista, de que um indivíduo sozinho é fraco demais pra enfrentá-las. O estado ligado com a religião e como ele comanda a vida civil ao seu entender. Porém, como leviatã não tem uma presença física, ele pode se manifestar cada vez que a opressão ocorre no filme. Sendo ele a repressão que o filho sofre por ter sua família acabada, a mulher pela infelicidade de sua vida, o homem por ter tudo arrancado de si. A natureza frágil que leva a criação de um monstro que controla a catástrofe de nossa vidas.
O final do padre falando sobre "a verdade" é assustador. Tanto pelo presença hipócrita de políticos que vivem das mentiras, os falsos profetas que as vendem e o povo que iludido e carente, a compra.
Conta Comigo
4.3 1,9K Assista AgoraStand by me é sobre despedida da infância e como o processo de crescimento pode ser doloroso.
Quando você está no mundo lá fora é muito difícil na fase adulta fazer amizades fiéis e honestas como quando você tinha 12 anos. Além da perca da inocência e entrada no mundo adulto, perdendo assim aquele mundo mágico da infância.
A vida de certa forma também pode ser dolorosa, principalmente quando aquele amigo de infância que você jurava amizade eterna se torna um estranho. Ou é perdido pro mundo das drogas ou até a morte o leva.
Então por mais trágica que a vida possa parecer em certos momentos, o mais importante é se lembrar que existem momentos eternos. Onde a magia flutua durante a tarde nos campos. Quando o ar é leve e você tem alguém do seu lado que sempre vai poder contar. Não importa onde esteja.
Stranger Things (3ª Temporada)
4.2 1,3KA série é uma carta de amor para os anos 80 e o carisma dos personagens vende a série como um todo, junto com a fotografia. O que me incomodou essa temporada foi o romance de Hopper com Joyce que ficou INSUPORTÁVEL e o enredo que convenhamos, não tem nada de absurdo.
Achei que poderia ser o final impecável da série, mas sendo uma das mais famosas da netflix (se não a mais famosa) não seria terminada com apenas 3 temporadas. Espero que o final definitivo seja no nível dessa. Onde todos se separem como em (Stand by me) porém mesmo com a mudança, eles sempre irão ter as memórias de Hawkins. E assim, o que eles viveram será eterno.
Possessão
3.9 649" Não posso viver sozinha porque tenho medo de mim mesmo. Sou causadora de meu próprio mal."
O filme é uma metáfora de um fim de casamento conturbado. Retrato até mesmo do próprio de diretor. Nada mais que uma esposa que buscava o reflexo de um marido perfeito. O monstro é um reflexo subjetivo de toda negatividade que existia na relação dos dois. A professora poderia ser também uma visão de esposa perfeita, mas prefiro achar que foi até mesmo a visão da criança da substituição de sua mãe. Achei cansativo, 2 horas é tempo demais pra filmes que tendem a ser perturbadores ou incômodos.
Em Chamas
3.9 380 Assista AgoraA dança daqueles famintos por um sentido na vida...
Uma cena curiosa foi a transição da dança pra parte da boate. Levando em consideração que ali estava cercado de pessoas vazias. Mas essa é uma interpretação do filme, não necessariamente que todas as pessoas que estão na boate que são vazias. Mas pelo contexto , entendemos isso.
Num lugar não tão diferente do Brasil, em que jovens se encontram sem emprego após formados e de um lado vemos uma diferença social enorme de uma pessoa da mesma idade dirigindo um Porsche , me faz crer que e a interpretação do filme é quando abandonarmos nossos anseios e somos " queimados" pelo falso ideal de dinheiro e felicidade. O empresário por mais rico que fosse também não via um sentido na vida, estava sempre entediado. Hae-mi abandonou um amor por interesses financeiros. Joong-soo por mais que já soubesse o que queria se sentia perdido diante de todo aquele contexto. O Thriller é mais um contexto pra abrir essa discussão existencialista.
Democracia em Vertigem
4.1 1,3KVamos resumir o que aprendemos da forma mais imparcial possível:
*PT ou qualquer outro partido só começou a governar com alianças com a elite política. Os políticos sempre mudam mas os grandes empresários sempre estão lá. E qualquer candidato de qualquer lado político terá que governar para os grandes empresários.
*Ao contrário do que o MBL prega o sistema de governabilidade corrupta é algo institucionalizado no Brasil desde antes da ditadura. E por si só não é uma característica exclusiva do PT ou inventado por ele.
*Impeachtement foi usado como ferramenta eleitoral pelo chefe da oposição Aécio Neves que não só não aceitou as eleições democráticas como impediu o segundo mandato da presidente eleita. O manuseio político foi abraçado pelo chefe da câmara Eduardo Cunha que perdeu a proteção no conselho de ética.
*Erros econômicos do partido do PT levaram a ascensão da oposição e insatisfação da população que abraçou um viés não tão democrático assim.
*O crime das pedaladas fiscais por si só não era o suficiente pra tirar Dilma do poder. E até o Moro admitiu que foi um pretexto para tirá-la.
* Com a nova eleição chegando, Lula o candidato com mais popularidade é engolido pelo oposição e impedido de concorrer por um juiz parcial que adota uma celeridade no processo absurda, que posteriormente se mostraria através da intercept que sua operação lava jato , que inicialmente tinha o propósito de acabar com a corrupção, tomou cunho partidário.
* Lula foi impedido de obter foro de prerrogativa de função para ser julgado pela justiça federal ( Moro).
*Polarização eleitoral e uso das redes sociais como canalizador de votos.
Clímax
3.6 1,2K Assista AgoraNa cena inicial você vê as nuances de como alguém que gosta tanto da mesma coisa que você pode não parecer com você em absolutamente em nada. Cada personagem ali morreria sem a dança, mas ao poucos você vai percebendo que é apenas isso que eles têm em comum. A dança aparece também como um reflexo até mesmo da personalidade e parece muitas vezes uma transe. Você fica hipnotizado. Plano sequência, sincronização, câmera subjetiva. Gaspar Noé do seu melhor jeito e sabendo caracterizar exatamente um inferno astral.
Tudo aparenta ser como Aldous Huxley em "as portas da percepção" descreveu como inferno esquizofrênico. Aqueles que possuem doenças como ansiedade e depressão quando experimentam de drogas como LSD ou mescalina irão provar disso. Aqueles que não, provam o paraíso esquizofrênico como aquela alemã provou.
Ps1: cena inicial vemos na estande um livro do Fritz Lang, diretor que marcou a história do cinema. Filmes famosos são " Metrópolis" e " M, vampiro de Dusseldorf"
Ps2 : vê livros e dvd's como "A aventura hippie" " Nietzsche" " suicídio" " possessão" "o inconsciente" " esquizofrênia" " Salo 120 dias " " Eraserhead " " Kafka - a metamorfose" "cinema homossexual" " táxi driver" " sociedade secretas".
Toda essa estande parede ser um prelúdio do que viria a acontecer depois. Como a dança de Selva que lembra Suspiria e Obsessão
Homem-Aranha: Longe de Casa
3.6 1,3K Assista AgoraAs melhores coisas do filme são :
"I love Led Zeppelin"
Interpretação do Jack Gyllenhaal
J.J aparecendo no final
O que sinto falta é do Peter Parker meio pobretão igual do Tobey Maguire.
Namorados para Sempre
3.6 2,5K Assista AgoraEngraçado como o filme causou tantas visões diferentes. O fato deu defender Dean não isenta de achar que ele passou dos limites na última cena. Sim, ali ele foi abusivo e ainda fez ela perder o emprego, porém foi "compreensível" e não justificável, depois dele ter sido rejeitado por ela. Talvez ai esteja o perigo de você doar tudo para uma paixão. O Dean abandonou sua vida por ela, ele não queria uma família mas por ela aceitou a filha de outro e cuidou como sua. Por mais que ele não tivesse um emprego "tradicional" isso não isentava ele de ser um bom pai. Ela, no entanto não se encontrava mais compatível com ele. Quando você percebe que a música dos dois que toca no motel você percebe que tudo ta perdido.
O que aparentou é que ela simplesmente não amava mais ele e ele era perdidamente apaixonado por ela. Mas acontece, é a vida. Incompleta e imperfeita como ela é.
A trilha-sonora é uma delícia.
Cidadão Kane
4.3 1,0K Assista Agora"Talvez se não fosse tão rico tivesse se tornado um homem bom"
Influência da imprensa e do jornalismo em uma nação e um viés questionador da vida de homem grande e rico que possuía tudo e ao mesmo tempo nada.
Objetos Cortantes
4.3 873 Assista AgoraJá no primeiro momento somos apresentados a sutileza da primeira cena: a personagem acorda com um susto após ser " perfurada". Simples e sucinta, já nos mostra como é doloroso a vivência de Camille e como machuca acordar todos os dias.
Outro detalhe é a escrita no carro "Dirt" uma forma explícita de dizer como a personagem se sente. Da mesma forma que no final do primeiro episódio vemos as cicatrizes como escritas. Sexualidade frustrada também é outro fator importante presente na memória dela.
Tudo no primeiro episódio é impecável. A direção, o som e a fotografia que nos faz sentir o peso daquele ambiente. A miniatura da casa das bonecas mostra a relação da mãe com as filhas e um espírito materno autocrático, rígido e sufocante.
Camille se encaixa até mesmo no caso, pois uma das meninas era considerada má influência para outra que era justamente da forma como sua mãe fazia se sentir. Depois posteriormente descobrimos que a mãe rejeitava a filha pela fato de que não conseguia moldar ela com sua síndrome. Por mais que todo mundo odeie a mãe da Camille não consegui colocar ela como criminosa em potencial. Achava que apenas rejeitava a filha. Acho que muito dessa falta de suspeita se dá ao segundo caso que a menina aparece sem os dentes. Méritos ao enredo que conseguiu me enganar. ( Duas vezes).
No final quando descobrimos que foi a Amma é brutal. A todo tempo ela era louca por atenção. A última amiga provavelmente foi morta pois recebia mais atenção que ela na mesa de jantar por exemplo. No livro se diz que ela arrancou os dentes simplesmente pra completar a casa de bonecas. E ela vai presa. Mas a série nos deu vários pequenos detalhes. Um dos diálogos foi quando a Amma diz: Meninos são mais fáceis de manipular, meninas as vezes você precisa machucar. A capa do celular de Amma é igual ao do banco da bicicleta das meninas. O fato de não deixar tocar na casa de bonecas. Quando Amma aparece vestida da branca na floresta e etc.
Sobre a adaptação , graças ao diretor foi impecável. Em vez de ser narrativa foi expositiva. " Me mostre, não me conte". Aula de direção.
Cru, insano e brutal. Mais uma série impecável da HBO.
Ps1: dois momentos sobre machismo na série. Uma na não consideração de que poderia ser uma mulher que cometeu o crime e a outra quando policial está na ronda e fala que um bêbado pode atropelar as meninas e elas falam " não seja machista chefe, pode ser uma bêbada. São mensagens sutis mas que levam a uma reflexão sobre o tema
Ps2: i'll eat you up foi uma referência a 'Onde vivem os monstros "
Toy Story 4
4.1 1,4K Assista AgoraGostei, mas por mais que ame ver Toy Story com uma animação linda e nova preferiria que o final da franquia fosse no 3.
A homenagem aos brinquedos antigos ficou linda. Senti falta de ver os personagens mais antigos e relativamente não curti tanto o final. Woody por mais que tivesse tanta atenção não acho que se encaixe no mundo "livre" como a Bete. Mas aí é questão de opinião e não tira o mérito do filme.
Toy Story 3
4.3 3,6K Assista AgoraDe 1076 filmes no currículo, eis aqui o único filme que me fez chorar.
Toy Story é sobre muita coisa. Abandono, esquecimento, infância, nostalgia mas a mensagem principal é uma: amizade.
De toda a trilogia e agora o quarto filme não deve ser diferente. Meu apego pelo filme sempre foi MUITO grande. Toda criança sempre imaginou vida pra seus bonecos, ainda mais quando se sentia sozinha. E como eu me senti... Perdi minha mãe cedo e nesse filme encontrei muita coisa que não conseguia explicar pequeno. Sempre tive meu universo próprio e acho que essa franquia fez parte de minha formação moral e ética. Acho não. Tenho certeza. Foi inexplicável rever isso tanto tempo depois e sentir o mesmo que sentia quando locava o VHS na locadora perto de casa (no caso do 1 e do 2) e perceber que tanto depois minha essência continua a mesma. O Buzz nos ensinou a ser quem nós verdadeiramente somos e porquê isso é importante, a Jessie nos mostrou que podemos ser amados novamente em um novo lugar e não devemos ter medo isso. Andy nos mostrou como pode ser difícil amadurecer e seguir em frente e o Woddy.... Ah o Woddy. Foi tanta coisa sabe? Mas o mais importante: é de não desistir de quem amamos.
True Detective (1ª Temporada)
4.7 1,6K Assista AgoraRust é de longe a coisa mais interessante da série. Sua filosofia niilista rende bons questionamentos.
Um detalhe interessante é como a série mostra a duplicidade de ambos os personagens. De prima achamos que Rust é único insatisfeito com sua vida, o único a sentir dor. Mas seu parceiro, mesmo com uma vida " perfeita" consegue ter a mesma instabilidade que Rust. Brigas conjugais, adultério, medo do questionamento da fé, problemas na criação das filhas, ausência paterna e etc.
Em contraponto Rust se sente livre. Pois não tem mais o que perder. Schopenhauer falava que a vida é dor e se adequa exatamente a situação do personagem. Uma existência tão dura e sem propósito que conseguia ver no rosto dos cadáveres uma sensação de aceitação de seus destinos. Como se deixassem de carregar o peso da vida.
No existencialismo Sartreano a existência precede a essência. Você é livre pra viver do jeito que bem entender. Desde uma vida normal mas que te faça feliz ou uma vivência isolada como Rust. Contanto que você a escolha sabendo todas terão sua dores e não existe maneira fácil de viver.
O final por incrível que pareça foi otimista. " Antes só havia escuridão. Na minha opinião estamos vencendo."
Fargo (1ª Temporada)
4.5 538 Assista AgoraInfinitamente superior ao filme. Mesmo que não goste e não ache nada de extraordinário o universo criado pelo irmãos Coen, a série é uma ótima trama policial. O que me incomoda são alguns personagens caricatos e umas coincidências narrativas (muito menos problemáticas do que as do filme).
Vício Inerente
3.5 568 Assista Agora- você é a grande besta?
- não querida é um policial
- senhora está dirigindo de faróis apagados
- mas eu posso enxergar no escuro
KKKKKKK
Legion (1ª Temporada)
4.2 286 Assista AgoraNo máximo mediana.
Sub-tramas de personagens secundários ridículas, único personagem que cativa é próprio David que tem seu romance com a personagem fabricado e não construído. Você sente que os dois têm química, mas nada daquilo é plausível.
O romance de Melanie...o que falar então. O cara mais parece um personagem canastrão de filme mexicano.
Quanto aos efeitos especiais que destoam certas cenas, porém é compreensível por conta das limitações com gasto na televisão. Mas não é nada de obra visual que chamam. Outro personagem que sofreu com a limitação foi o Rei das Sombras, que ficou parecendo um boneco inflável tosco. Infelizmente te tira da trama e em vez de medo te causa risada.
A maquiagem também ficou mediana quanto aquele personagem que tem o rosto queimado. Mas essas limitações não são o pior da série. Somente David tem espaço ou gera interesse e uma série não pode se limitar a um único personagem, mesmo que a trama gire em torno dele.
Em contrapartida a edição da série é fantástica, principalmente dos episódios iniciais. Dan Stevens está fantástico como Legião. E é muito melhor do que os filmes do X-men que estão no cinema; o que não é, de certa forma, difícil.
Belas Maldições (1ª Temporada)
4.1 235 Assista AgoraVamos lá.
Alguns episódios são divertidos porém muitos personagens e tramas são banais. O desfecho dos 4 cavalheiros do Apocalipse foi ridículo de ruim. O encontro da bruxa com os protagonistas foi um facilitador narrativo explícito e o personagem caçador de bruxas é irritante e praticamente não serve pra nada de relevante.
O humor é sútil, ri em alguns momentos. O que me fez continuar foi os protagonistas que são muito bons. Mas digo somente uma coisa:
Alan Moore > Neil Gaiman