Williem Dafoe faz o papel de um artista afundando e seus próprios demônios, pertubado pelo seu interior.
A fotografia subjetiva semelhante até mesmo a " Irreversível" do Gaspar Noé, busca refletir o quão incômodo é viver na pele de alguém atormentado
A arte como ponto de vista do artista, por mais que olhemos o mesmo quadro, víssemos a mesma vista ou tomassemos o mesmo remédio. Não veríamos a mesma coisa ou não teríamos o mesmo efeitos, chama-se idiossincrasia.
É uma das coisas mais importantes na arte. A liberdade em que todos temos de reagir a estímulos externos a nossa própria maneira. " As pessoas vão aos museus para ver pinturas de pintores, não para ver pessoas que foram pintadas."
A fotografia e a paleta de cores é estonteante. As cores são vividas, como um quadro do Van Gogh, assim a forma de que ele queria passar para outrem de como via a vida.
O arco final é terminado com Van Gogh indo direto pra sua relação com a eternidade.
Solidão, frustração , rejeição e isolamento. Tudo isso refletido sobre a uma enigmática, controversa e genial obra de um dos artistas mais importantes da história da arte: Vicent van Gogh.
A genialidade da frase em ser dúbia, em se relacionar para o escritor que quer fazer a biografia do Joe quanto para seu filho no plano de trás, se sentido realmente nas sombras do pai, desprezado e por fim a Joan a autora da frase que parecia esconder sua vida e frustração na escrita.
Ao decorrer da história então percebemos que seu comportamento foi reflexo de sua criação e relacionamento com seus pais.
O moralismo patético de Joe em cobrar uma reação mais aberta de seu filho é patética e isso não é raro de se encontrar. Essa relação Freudiana de pai vs filho se repete corriqueiramente em várias famílias que pais acusam atitudes em seus filhos derivadas de convívio e relações tóxicas e traumas infantis, mas isso é apenas plano de fundo.
O primordial do filme está no tema do machismo da industria de modo geral (focada nesse caso no nicho da escrita) quanto no relacionamento abusivo da personagem de Gleen Close. A trajetória de superar seus traumas, fases e colocar sua vida em sua obra é importante sim, me fazendo até lembrar do livro de Oscar Wilde "Dorian Gray" porém estaria desviando o foco de uma história trágica pra algo empolgante como um Monomito (Jornada do Herói).
O núcleo narrativo é relacionamento abusivo, onde por toda sua vida Joan, abriu mão de sua fama, vida, anseios e desejos afim de nutrir um relacionamento que parasitava todo seu talento, aptidão, capacidade e vocação para ser uma escritora merecedora de um Nobel, que por fim, a morte de seu marido representou nada mais que liberdade em se tornar mulher, mesmo que tarde de sua vida.
A desconexão entre a histórias talvez tenha prejudicado um pouco o filme que perdeu parte de seu plot e teor narrativo. Enquanto umas estórias são densas e reflexivas outras não passam de um conto raso.
O primeiro conto representa a sátira aos filmes western que termina de forma a sacanear a expectativa dos telespectadores. O terceiro é um drama forte, mostra a sutileza dos diretores de não precisar ser explícito em cenas pra mostrar peso.
Ganância do homem, polarização da identidade, egoísmo, amor e muitos outros assuntos estão presentes, mas nunca há um foco já que nada está conectado e apenas aparenta acontecer no mesmo universo.
Das que mais gostei foi da história final, que abre espaço pra uma discussão sobre dualidade hesteriotipada do homem. Santo e pecador, vivo e morto, humano ou animal. Os personagens parecem estar no purgatório esperando pra seres julgados, até mesmo a fotografia fica um pouco mais azulada.
Filme regular que não chega nem perto da obra-prima " Onde os fracos não têm vez".
A dualidade e química dos dois personagens é exuberante. De um lado um Italiano que mesmo amando persuadir, segue uma linha tênue entre ser tramoeiro, mas nunca ao nível da máfia. Do outro um homem culto, inteligente e educado de todas as maneiras possíveis.
O filme não se perde em seu tom e não tenta ir pro outros caminhos. O centro da discussão é sempre o racismo, porém aborda de maneira sutil a homossexualidade e o preconceito até mesmo com a polícia (que assim como toda classe de nossa sociedade, partilha de homens honestos e corruptos).
Destaque ao monólogo de Mahershala Ali, na qual finalmente descobrimos a razão da introspecção de seu personagem. O sentimento de divisão entre: não ser aceito em seu meio por não conviver no meio negro e o sentimento de ser um divertimento efêmero pra classe branca elitista.
Outra palavra que poderia resumir o filme seria: humildade. A mesma que fez Shirley o homem culto, integro dirigir o carro no final guiando Tony até sua casa. Não há nada mais belo do que isso. Saber que por mais cultuado que um homem pode ser, ele pode de despir (assim como anteriormente Shirley fez no bar, abrindo mão de tocar em apenas um modelo de piano) dessas vaidades em prol de um ato de bondade.
Green Book é um filme lindo que ao descobrir que é baseado em fatos reais nos da gás para continuar lutando nesse mundo.
Lathimos não decepciona. A montagem do filme ficou impecável. Ênfase na cena em que Abgial conquista a rainha ao som dos tiros nos pombos, fazendo alusão a conquista de sua presa: um tiro certeiro no coração da rainha. Assim como o sangue dos pombos espirrando em Sarah.
Os personagens parecem realmente tangíveis com um linguajar culto, e não deixam de serem triviais em outras situações, dando um fator de humanidade importante. O uso das roupas exuberantes é quase posto como uma sátira que tira sarro de si própria.
A iluminação natural me lembrou o que Kubrick fez com Barry Lydon.
Cargo do enredo ficou impecável e como ambas se gladiam pela influência da rainha. Abigail a interesseira agradável enquanto Sarah parece realmente sentir amor pela rainha, não ocultando verdade ou críticas.
Sempre duvide de quem tá sempre te elogiando passando a mão em sua cabeça.
A cena que em Sarah anda pela corredor com parte da face negra é sensacional, como se faltasse uma parte dela. E a sincronização entre ambas é impecável, enquanto uma vomita por veneno a outra por beber demais. Assim como a cenas que as três estão conectadas pela dor.
O filme consegue mesclar questões políticas/sociais com uma espécie de humor negro que não desagrada e lembra muito The Big Short, dando uma identidade narrativa ao diretor.
Os ideais políticos como vemos na teoria (democratas/republicanos) são deixados de lado e utilizado como uma espécie de "ganha voto", ninguém ali parecia estar engajado com nenhum ideal além de poder.
Acho que o fator mais importante foi como Dick utilizou da autonomia do executivo para aprovar suas práticas e táticas na Guerra ao Terror e como tornou o terrorismo uma ameaça mais tangível aos olhos da população quando personificou nomes nele.
Questões sobre homossexualidade são postos de forma secundária no filme e não são tão debatidas.
Já o narrador do filme tem carisma mas foi justificado de uma forma não tanto como esperava que seria. Destaque pra cena genial em que o garçom narra as estratégias de Dick ao invés do menu. Porém, acho que o finalização do filme pecou em colocar uma cena e pós-credito que destoou da mensagem final.
Não é um filme ruim ou médio. É apenas denso, focado na interpretação do protagonista abordando um assunto pesado que precisa ser debatido.
Está usando meias, só está escondendo." Achei a cena genial. Um diálogo corriqueiro que nos fez entender que o Jack apenas estava emitindo seu vício da Ally da mesma forma que o produtor usava as meias sem mostrá-las.
Bradley Cooper mostrou talento como diretor. Várias cenas foram feitas sem precisar serem explícitas. Como a cena da garagem, que quando Jack fecha a porta temos a certeza que ele se "foi".
Certezas que "Black Eyes" e muitas outras vão entrar nas listinhas do Spotify. Destaque a trilha sonora e pelo talento de Bradley como compositor e cantor.
Detalhe como a música é sempre tratada como forma de passar uma mensagem e a fama um meio disso. Momento algum vemos os artistas preocupados com dinheiro ou algo do tipo. Acho fantástico, quem dera todos os músicos fossem assim.
A câmera também sempre observa o Jack como na visão de um fã, sempre de costas, espremido na multidão e contemplativa de frente, como um ídolo. Já a Ally é nos apresentada no lugar menos glorioso e e mais trivial: um banheiro. Conforme o filme ela vai ascendendo e ele perdendo seu brilho.
Entendo um filme também como uma homenagem a antiga tutora do Bradley que foi homenageada nos créditos finais. Se levarmos que a Ally seria um Bradley do passado e o Jack sua tutora o filme ganha um peso ainda maior.
Por fim, o que aconteceu com os posters dos filmes ? Vários filmes bons com posters promocionais podres.
O último ato é sim, belíssimo, leve e recompensador.
O filme é sim cansativo, porém acredito que seja a própria proposta. De telespectador sentir como foi desgastante a viagem a lua e todo o projeto em si e os envolvidos. Quando o filme termina você sente o peso de ter assistido a história como se até mesmo tivesse participado.
Observem o plano de abertura em que a Cleo limpa o chão dando um efeito semelhante as ondas do mar, refletindo um avião ao céu. Nada mais foi que um prelúdio da parte final em que ela abre mão de seu medo para salvar os filhos de sua patroa em meio às ondas, como uma purificação.
Cleo, assim como nós tinha receio em dar a vida uma criança numa situação como a dela: baixa renda, com um pai que a rejeita e em meio a uma guerra civil. Quando a criança nasce morta ao mesmo que Cleo se sente " aliviada " se sente culpada pelo sentimento, como se ela e nós tivéssemos matado a criança.
Roma é um sentimento dúbio de calma e remorso pelos nossos medos e erros, sustentados pelo mundo externo que anda em meio ao caos. Assim como sua patroa que foi abandonada pelo marido (que parecia ter mais apreço pelo carro do que pela mulher) Cleo foi abandonada antes mesmo de se quer cogitar um relacionamento, descobrindo sua sexualidade da pior forma possível. Uma história que se repete dentro da nossa realidade, a beira de nossa esquina mais próxima.
A mesma sociedade revolucionária também os aprisiona. Uma sátira e comédia de humor negro para as pressões sociais da necessidades de relacionamento como fator de felicidade, assim como o esforço em se "cegar" (mutilar) para combinar com outrem ou para simplesmente, vendar seus defeitos.
Detalhe para poster do filme em que o personagem se encontra incompleto por não ter alguém e por não entender quem está abraçando.
O filme também brinca com a questão da compatibilidade como fator essencial/obrigatório para um relacionamento. É um filme que busca as discussões sobre nossa sociedade e sobre como vemos nossos relacionamentos.
Enquanto no hotel o protagonista se moldava para encaixar num relacionamento por pressões do sistema, no final ele faz o mesmo, mas por sua escolha.
Curiosidade sobre lagostas, que conforme a idade tendem a ficar cegas. É um filme ótimo pra de discutido, porém ficou longo demais.
Houve o fechamento do arco com Matt e sua mãe, assim como sua redenção em decidir não matar o Fisk.
"Não há vida após um assassinato. Não como voltar atrás depois disso. Certo ou errado, é uma marca. Não há volta."
Fazer Fisk pagar por seu crimes através do sistema foi sensacional, além de nos proporcionar a sensação durante a temporada que isso seria impossível. É recompensador.
A última cena era pra dar continuidade a série , como foi cancelada prefiro considerar a cena anterior como a última, na qual Matt, Page e Nelson planejam voltar para suas vidas normais.
E me desculpem os vilões, mas fazer o bem é mais difícil, árduo e exige muito mais coragem.
Faço as palavras do Matt as minhas:
"Comigo pessoalmente, passou anos me fazendo enfrentar meus medos. Para entender como eles me escravizavam, como me separavam das pessoas que amo. Me aconselhou a transcender meus temores, a ser corajoso o bastante para perdoar a ver as possibilidades de ser um homem sem medo."
A Netflix trouxe uma filosofia importante, há quem pense que Bandersnatch é apenas um episódio interativo mas não é. A importância do episódio está no questionamento da nossa liberdade de escolha em geral.
Por exemplo, quando pegamos nosso controle e temos a sensação de liberdade ao escolher algo nos serviços de streaming, é uma falsa liberdade, já que apenas podemos escolher o que está programado por eles.
Outra questão importante foi nos colocar da pele do "vilão" em si, que de praxe na série Black Mirror é a tecnologia, além de romper barreiras com a primeira série interativa desses serviços.
A filosofia do Pac Man, envolvendo até Aldous Huxley e Timothy Leary foi sensacional. Em mostrar a infinidade de possibilidades que temos, mas será que até essas escolhas não seriam programadas?
Acessibilidade não é nem de longe uma coisa ruim, mas conforme os anos se passam os produtos acabam se tornando mais acessíveis e assim, facilmente substituídos com maior frequência. Isso não aconteceu só com o carro mas é importante se ater a ele por enquanto. Poucas pessoas o tinham e quando tinham, davam um valor imenso a ponto de ser quase um ente da família.
Sem entrar dentro do mérito da obsolescência programada/perceptiva, Aquarius aborda a discussão, nas estrelinhas e de modo quase sútil, da importância do materialismo.
O monólogo no início do filme entre a personagem de Sônia Braga resume bem meu pensamento sobre modernidade: óbvio que a tecnologia é importante, lógico que precisamos evoluir, mas para isso não é obrigatório passar por cima do passado.
"Isso aqui é feito uma mensagem na garrafa."
A cidade em que vivo não teve respeito nenhum por sua fonte histórica preservando quase que nada de seu patrimônio. A argumentação é de que não se gera lucro e não se tem público pra custear essas obras ou esse tipo de cultura. Essa justificativa repetida por muitos parece mais uma consequência do que o centro do problema.
Aldous Huxley em "Admirável Mundo Novo" escrito em 1932, já havia resumido o pensamento de grandes corporações/governo: estimular a falta de leitura, se eles estiverem lendo não poderão consumir.
O governo arrecada de empresas os lucros da destruição/substituição dos patrimônios. Entendo a justificativa pois é a maneira mais fácil em terceirizar a culpa das desvalorização cultural.
A questão não é ser contra materialismo e sim o abuso dele. O consumo é diferente de consumismo. O ser humano não pode viver sem consumo, isso vai contra a própria natureza humana como o da alimentação por exemplo. O consumismo é quando se perde a linha tênue do controle e acaba-se por assim dizer em excessos.
Os serviços de streaming e toda tecnologia trouxeram uma comodidade e acessibilidade fantástica para as pessoas, mas nem por isso devemos simplesmente abandonar todos os bens físicos. Eles nos trazem memórias, sentimentos e reflexões.
O choque de gerações é explicitado em várias cenas. Há um momento que mostra a filha da personagem Sônia Braga que demitiu uma babá e rapidamente disse que encontraria outra, enquanto sua mãe trata sua empregada doméstica como uma parente. Demonstrando assim como a nova geração trata não só objetos de maneira líquida como também as relações. Já no início do filme vemos uma das personagens relembrar um amor antigo ao olhar um móvel da casa. Esse é o poder que um bem físico tem, nos lembrar de coisas que nem nós mesmos achávamos que podíamos lembrar. E essa nova modernidade tem quase acabado com esse tipo benéfico de materialismo.
As dificuldades que a protagonista passa é alegoria do mundo externo e suas influências que nos levam a volatilidade e a liquidez. O sexo, a religião, a mídia e tudo que tem influência direta em nossas escolhas e liberdade. São como um "cupim" que nos apodrece por dentro.
Até mesmo o cinema encontra-se infestado desse praga, quando a maioria dos telespectadores são acostumados com filmes poucos filosóficos e encharcados de blockbusters sem nenhum senso crítico ou produtivo.
No fundo, Aquarius é sobre a essência do ser humano de como a memória anda junta ao materialismo na ajuda por lembrarmos quem somos nós mesmos. E de que como conforme os anos fomos forçados a esquecer
Não posso deixar de fazer um alusão desse último episódio a vida. The Sopranos vai muito além de uma história sobre a Máfia. A série aborda assuntos como machismo,racismo, psicologia, drogas e quase sobre tudo. É uma série sobre a vida. De tantos momentos lembro quando Johnhy Sack chorou e foi julgado pelo seu meio ou quando Tony foi descoberto fazendo terapia ou quando ainda estava de recente alta no hospital, basicamente tudo era pra tentar se provar dentro daquele nicho. Homens que foram podados de sentimentos para mostrar fortaleza. O enredo consegue transmitir consequências que vemos ocorrer conformes os anos, como o abandono da psiquiatra ao caso de Tony, ou como AJ foi influenciado pela decepção que teve com o pai quando descobriu que ele era um chefe da máfia, a culpa que Carmela sentia de viver uma vida dupla entre amar um homem que vivia do "pecado" e ser rigorosamente religiosa. Mostrava a liquidez das relações do mundo do "negócio" e também de preconceito como o que Vito sofreu por homossexual. No último episódio em que Tony visita Corrado mostra o quanto se sente saudosista ao relembrar do passado e as relações em que Tony tinha com seu pai e como influenciaram ele.
Tony: You and my Dad, you two ran North Jersey. Junior: We Did? Tony: Yeah. Junior: Hm.....Well that's nice.
A dualidade do personagem em ser um pai e um sociopata. A relação com o poder que Tony tinha, assim como a questão de não ter de fato " amigos " e sim lacaios. A sutileza de muitas cenas são geniais , como a do episódio que Tony se revolta por ser chamado de gordo por um primo e percebe que existe um "rato" bajulador que o afirma que está mais magro.Tony se olha no espelho e sente a verdade por mais amarga que ela seja. Muitas vezes nossas relações são influenciadas dessa forma, não queremos a verdade e sim mentiras que nos façam sentir melhor. Sopranos é uma viagem a psique humana e como ela funciona com o poder. Existem vários e inúmeros ensinamentos dentro da série.
A chance de redenção em que Tony teve no início da última temporada ao ver de como seria sua vida se largasse a mala ( como simbologia da máfia ) livrando-se do peso caso iniciasse uma nova forma de vida. Aquele casarão no qual representa a pós-morte está presente em forma de quadro na cena final, dando mais entender que Tony realmente morre abruptamente.
No piloto a câmera mostra o nascimento de Tony como um chefe de família, e de seu duplo AJ, seu filho no qual herdou problemas depressivos do qual seu pai se sente culpado por ter transmitido a diante a sua miséria. Os patos na piscina era um prelúdio do que iria acontecer na última temporada, sua " família " indo embora de um a um, por culpa do próprio Tony.
Desde da negligência de Meadow com uma colega de classe depressiva que posteriormente seu irmão acaba no mesmo lugar de tratamento que ela ou quando a psiquiatra de Tony se sente recompensada apenas pela fato de que bastava uma palavra pra seu estuprador estar morto.
Sobre o final a diversos sinais sobre acontecido, quando há mensagens com número 3, o número de tentativa de vezes em que tentam matar Tony. O número de vezes em que Meadow tenta estacionar o carro e na terceira ela consegue, ou quando o pai de Tony avisa do inferno sobre as 3 horas da manhã e ainda quando Tony fala com a psiquiatra " já tentaram me matar duas vezes , na terceira é strike", Paulie descobre que está com câncer de próstata as 3 horas da manhã e a posição que o cara atira em Tony é a posição das 3 horas.
Há também a possibilidade de que o Tony não morreu e sim junto com a ligação da música " Dont Stop believin". " It goes on and on, and on, and on" sendo a maior punição do Tony é viver uma vida com medo preso em sua própria paranóia.
No final você morre ali, junto com o Tony, com todas as experiências no qual viveu junto a ele, com todo aquele universo e personagens.
A cena final me lembrou o massacre de Columbine, foi exatamente o mesmo plano que os jovens fizeram, explodir bombas pra fazer as pessoas correrem por um corredor e iniciar o massacre. Não sei se a vida imitou a arte ou arte previu a vida. De qualquer forma, esses jovens são os efeitos colaterais de um sistema rígido, nacionalista e conservador. Não que eu concorde com violência mas a todo tempo me senti sufocado pelo mundo distópico e real em que eles vivem.
Os flashbacks de one piece são sensacionais acho que nenhum anime supera. Embora esse arco tenha sido fraco, a parte final salvou muito com o desenvolvimento de Brook e a cena de Zoro.
Meu Jesus Cristo, que filme horrível. [spoiler] Parece um filme de super-herói de baixo orçamento.[spoiler] Achei que no final um plot salvaria, mas foi tão fraco que deu vontade de morrer. Cada dia que passa acho que só vou conseguir gostar de "O sexto sentido" de Shyamalan e "A vila"
Acho que acima do Thriller a "ligação" de Lisbeth com a vítima é o principal pro filme funcionar. Ambas são vítimas de um passado podre que as persegue e tentam o máximo esconder suas frustrações com a vida. Achei o final corrido demais, mas não deixa de ser um suspense fenomenal
No Portal da Eternidade
3.8 349 Assista AgoraWilliem Dafoe faz o papel de um artista afundando e seus próprios demônios, pertubado pelo seu interior.
A fotografia subjetiva semelhante até mesmo a " Irreversível" do Gaspar Noé, busca refletir o quão incômodo é viver na pele de alguém atormentado
A arte como ponto de vista do artista, por mais que olhemos o mesmo quadro, víssemos a mesma vista ou tomassemos o mesmo remédio. Não veríamos a mesma coisa ou não teríamos o mesmo efeitos, chama-se idiossincrasia.
É uma das coisas mais importantes na arte. A liberdade em que todos temos de reagir a estímulos externos a nossa própria maneira. " As pessoas vão aos museus para ver pinturas de pintores, não para ver pessoas que foram pintadas."
A fotografia e a paleta de cores é estonteante. As cores são vividas, como um quadro do Van Gogh, assim a forma de que ele queria passar para outrem de como via a vida.
O arco final é terminado com Van Gogh indo direto pra sua relação com a eternidade.
Solidão, frustração , rejeição e isolamento.
Tudo isso refletido sobre a uma enigmática, controversa e genial obra de um dos artistas mais importantes da história da arte: Vicent van Gogh.
A Esposa
3.8 554 Assista Agora"Nada mais perigoso que um escritor magoado "
A genialidade da frase em ser dúbia, em se relacionar para o escritor que quer fazer a biografia do Joe quanto para seu filho no plano de trás, se sentido realmente nas sombras do pai, desprezado e por fim a Joan a autora da frase que parecia esconder sua vida e frustração na escrita.
Ao decorrer da história então percebemos que seu comportamento foi reflexo de sua criação e relacionamento com seus pais.
O moralismo patético de Joe em cobrar uma reação mais aberta de seu filho é patética e isso não é raro de se encontrar. Essa relação Freudiana de pai vs filho se repete corriqueiramente em várias famílias que pais acusam atitudes em seus filhos derivadas de convívio e relações tóxicas e traumas infantis, mas isso é apenas plano de fundo.
O primordial do filme está no tema do machismo da industria de modo geral (focada nesse caso no nicho da escrita) quanto no relacionamento abusivo da personagem de Gleen Close. A trajetória de superar seus traumas, fases e colocar sua vida em sua obra é importante sim, me fazendo até lembrar do livro de Oscar Wilde "Dorian Gray" porém estaria desviando o foco de uma história trágica pra algo empolgante como um Monomito (Jornada do Herói).
O núcleo narrativo é relacionamento abusivo, onde por toda sua vida Joan, abriu mão de sua fama, vida, anseios e desejos afim de nutrir um relacionamento que parasitava todo seu talento, aptidão, capacidade e vocação para ser uma escritora merecedora de um Nobel, que por fim, a morte de seu marido representou nada mais que liberdade em se tornar mulher, mesmo que tarde de sua vida.
A Balada de Buster Scruggs
3.7 554 Assista AgoraA desconexão entre a histórias talvez tenha prejudicado um pouco o filme que perdeu parte de seu plot e teor narrativo. Enquanto umas estórias são densas e reflexivas outras não passam de um conto raso.
O primeiro conto representa a sátira aos filmes western que termina de forma a sacanear a expectativa dos telespectadores. O terceiro é um drama forte, mostra a sutileza dos diretores de não precisar ser explícito em cenas pra mostrar peso.
Ganância do homem, polarização da identidade, egoísmo, amor e muitos outros assuntos estão presentes, mas nunca há um foco já que nada está conectado e apenas aparenta acontecer no mesmo universo.
Das que mais gostei foi da história final, que abre espaço pra uma discussão sobre dualidade hesteriotipada do homem. Santo e pecador, vivo e morto, humano ou animal. Os personagens parecem estar no purgatório esperando pra seres julgados, até mesmo a fotografia fica um pouco mais azulada.
Filme regular que não chega nem perto da obra-prima " Onde os fracos não têm vez".
Green Book: O Guia
4.1 1,5K Assista AgoraFantástico. Não tem outra palavra para descrevê-lo.
A dualidade e química dos dois personagens é exuberante. De um lado um Italiano que mesmo amando persuadir, segue uma linha tênue entre ser tramoeiro, mas nunca ao nível da máfia. Do outro um homem culto, inteligente e educado de todas as maneiras possíveis.
O filme não se perde em seu tom e não tenta ir pro outros caminhos. O centro da discussão é sempre o racismo, porém aborda de maneira sutil a homossexualidade e o preconceito até mesmo com a polícia (que assim como toda classe de nossa sociedade, partilha de homens honestos e corruptos).
Destaque ao monólogo de Mahershala Ali, na qual finalmente descobrimos a razão da introspecção de seu personagem. O sentimento de divisão entre: não ser aceito em seu meio por não conviver no meio negro e o sentimento de ser um divertimento efêmero pra classe branca elitista.
Outra palavra que poderia resumir o filme seria: humildade. A mesma que fez Shirley o homem culto, integro dirigir o carro no final guiando Tony até sua casa. Não há nada mais belo do que isso. Saber que por mais cultuado que um homem pode ser, ele pode de despir (assim como anteriormente Shirley fez no bar, abrindo mão de tocar em apenas um modelo de piano) dessas vaidades em prol de um ato de bondade.
Green Book é um filme lindo que ao descobrir que é baseado em fatos reais nos da gás para continuar lutando nesse mundo.
Minha torcida pro Oscar de melhor filme.
A Favorita
3.9 1,2K Assista AgoraLathimos não decepciona. A montagem do filme ficou impecável. Ênfase na cena em que Abgial conquista a rainha ao som dos tiros nos pombos, fazendo alusão a conquista de sua presa: um tiro certeiro no coração da rainha. Assim como o sangue dos pombos espirrando em Sarah.
Os personagens parecem realmente tangíveis com um linguajar culto, e não deixam de serem triviais em outras situações, dando um fator de humanidade importante. O uso das roupas exuberantes é quase posto como uma sátira que tira sarro de si própria.
A iluminação natural me lembrou o que Kubrick fez com Barry Lydon.
Cargo do enredo ficou impecável e como ambas se gladiam pela influência da rainha. Abigail a interesseira agradável enquanto Sarah parece realmente sentir amor pela rainha, não ocultando verdade ou críticas.
Sempre duvide de quem tá sempre te elogiando passando a mão em sua cabeça.
A cena que em Sarah anda pela corredor com parte da face negra é sensacional, como se faltasse uma parte dela. E a sincronização entre ambas é impecável, enquanto uma vomita por veneno a outra por beber demais. Assim como a cenas que as três estão conectadas pela dor.
Daria o Oscar pelo enredo impecável e direção.
Vice
3.5 486 Assista AgoraO filme consegue mesclar questões políticas/sociais com uma espécie de humor negro que não desagrada e lembra muito The Big Short, dando uma identidade narrativa ao diretor.
Os ideais políticos como vemos na teoria (democratas/republicanos) são deixados de lado e utilizado como uma espécie de "ganha voto", ninguém ali parecia estar engajado com nenhum ideal além de poder.
Acho que o fator mais importante foi como Dick utilizou da autonomia do executivo para aprovar suas práticas e táticas na Guerra ao Terror e como tornou o terrorismo uma ameaça mais tangível aos olhos da população quando personificou nomes nele.
Questões sobre homossexualidade são postos de forma secundária no filme e não são tão debatidas.
Já o narrador do filme tem carisma mas foi justificado de uma forma não tanto como esperava que seria.
Destaque pra cena genial em que o garçom narra as estratégias de Dick ao invés do menu. Porém, acho que o finalização do filme pecou em colocar uma cena e pós-credito que destoou da mensagem final.
Não é um filme ruim ou médio. É apenas denso, focado na interpretação do protagonista abordando um assunto pesado que precisa ser debatido.
Nasce Uma Estrela
4.0 2,4K Assista AgoraEstá usando meias, só está escondendo." Achei a cena genial. Um diálogo corriqueiro que nos fez entender que o Jack apenas estava emitindo seu vício da Ally da mesma forma que o produtor usava as meias sem mostrá-las.
Bradley Cooper mostrou talento como diretor. Várias cenas foram feitas sem precisar serem explícitas. Como a cena da garagem, que quando Jack fecha a porta temos a certeza que ele se "foi".
Certezas que "Black Eyes" e muitas outras vão entrar nas listinhas do Spotify. Destaque a trilha sonora e pelo talento de Bradley como compositor e cantor.
Detalhe como a música é sempre tratada como forma de passar uma mensagem e a fama um meio disso. Momento algum vemos os artistas preocupados com dinheiro ou algo do tipo. Acho fantástico, quem dera todos os músicos fossem assim.
A câmera também sempre observa o Jack como na visão de um fã, sempre de costas, espremido na multidão e contemplativa de frente, como um ídolo. Já a Ally é nos apresentada no lugar menos glorioso e e mais trivial: um banheiro. Conforme o filme ela vai ascendendo e ele perdendo seu brilho.
Entendo um filme também como uma homenagem a antiga tutora do Bradley que foi homenageada nos créditos finais. Se levarmos que a Ally seria um Bradley do passado e o Jack sua tutora o filme ganha um peso ainda maior.
Por fim, o que aconteceu com os posters dos filmes ? Vários filmes bons com posters promocionais podres.
O Primeiro Homem
3.6 650 Assista AgoraO último ato é sim, belíssimo, leve e recompensador.
O filme é sim cansativo, porém acredito que seja a própria proposta. De telespectador sentir como foi desgastante a viagem a lua e todo o projeto em si e os envolvidos. Quando o filme termina você sente o peso de ter assistido a história como se até mesmo tivesse participado.
Roma
4.1 1,3K Assista AgoraObservem o plano de abertura em que a Cleo limpa o chão dando um efeito semelhante as ondas do mar, refletindo um avião ao céu. Nada mais foi que um prelúdio da parte final em que ela abre mão de seu medo para salvar os filhos de sua patroa em meio às ondas, como uma purificação.
Cleo, assim como nós tinha receio em dar a vida uma criança numa situação como a dela: baixa renda, com um pai que a rejeita e em meio a uma guerra civil. Quando a criança nasce morta ao mesmo que Cleo se sente " aliviada " se sente culpada pelo sentimento, como se ela e nós tivéssemos matado a criança.
Roma é um sentimento dúbio de calma e remorso pelos nossos medos e erros, sustentados pelo mundo externo que anda em meio ao caos. Assim como sua patroa que foi abandonada pelo marido (que parecia ter mais apreço pelo carro do que pela mulher) Cleo foi abandonada antes mesmo de se quer cogitar um relacionamento, descobrindo sua sexualidade da pior forma possível. Uma história que se repete dentro da nossa realidade, a beira de nossa esquina mais próxima.
O Lagosta
3.8 1,5K Assista AgoraA mesma sociedade revolucionária também os
aprisiona. Uma sátira e comédia de humor negro para as pressões sociais da necessidades de relacionamento como fator de felicidade, assim como o esforço em se "cegar" (mutilar) para combinar com outrem ou para simplesmente, vendar seus defeitos.
Detalhe para poster do filme em que o personagem se encontra incompleto por não ter alguém e por não entender quem está abraçando.
O filme também brinca com a questão da compatibilidade como fator essencial/obrigatório para um relacionamento. É um filme que busca as discussões sobre nossa sociedade e sobre como vemos nossos relacionamentos.
Enquanto no hotel o protagonista se moldava para encaixar num relacionamento por pressões do sistema, no final ele faz o mesmo, mas por sua escolha.
Curiosidade sobre lagostas, que conforme a idade tendem a ficar cegas. É um filme ótimo pra de discutido, porém ficou longo demais.
[spoiler][/spoiler]
The Doors
4.0 517 Assista AgoraJim me pareceu escroto o filme todo, talvez a representação caricata tenha sido bem exagerada. O melhor é a trilha sonora
[spoiler][/spoiler]
Circle
3.0 684O melhor final ia ser se o bebê votasse no cara, saísse da barriga e organizasse uma rebelião de fetos num novo mundo.
[spoiler][/spoiler]
Demolidor (3ª Temporada)
4.3 470 Assista AgoraPalmas à Netflix que não continuou a série tendo um final sensacional sem a necessidade de prorrogar a série por 10 temporadas.
Houve o fechamento do arco com Matt e sua mãe, assim como sua redenção em decidir não matar o Fisk.
"Não há vida após um assassinato. Não como voltar atrás depois disso. Certo ou errado, é uma marca. Não há volta."
Fazer Fisk pagar por seu crimes através do sistema foi sensacional, além de nos proporcionar a sensação durante a temporada que isso seria impossível. É recompensador.
A última cena era pra dar continuidade a série , como foi cancelada prefiro considerar a cena anterior como a última, na qual Matt, Page e Nelson planejam voltar para suas vidas normais.
E me desculpem os vilões, mas fazer o bem é mais difícil, árduo e exige muito mais coragem.
Faço as palavras do Matt as minhas:
"Comigo pessoalmente, passou anos me fazendo enfrentar meus medos. Para entender como eles me escravizavam, como me separavam das pessoas que amo. Me aconselhou a transcender meus temores, a ser corajoso o bastante para perdoar a ver as possibilidades de ser um homem sem medo."
Black Mirror: Bandersnatch
3.5 1,4KA Netflix trouxe uma filosofia importante, há quem pense que Bandersnatch é apenas um episódio interativo mas não é. A importância do episódio está no questionamento da nossa liberdade de escolha em geral.
Por exemplo, quando pegamos nosso controle e temos a sensação de liberdade ao escolher algo nos serviços de streaming, é uma falsa liberdade, já que apenas podemos escolher o que está programado por eles.
Outra questão importante foi nos colocar da pele do "vilão" em si, que de praxe na série Black Mirror é a tecnologia, além de romper barreiras com a primeira série interativa desses serviços.
A filosofia do Pac Man, envolvendo até Aldous Huxley e Timothy Leary foi sensacional. Em mostrar a infinidade de possibilidades que temos, mas será que até essas escolhas não seriam programadas?
Aquarius
4.2 1,9K Assista Agora"O carro perdeu o encanto. Agora é só um carro."
Acessibilidade não é nem de longe uma coisa ruim, mas conforme os anos se passam os produtos acabam se tornando mais acessíveis e assim, facilmente substituídos com maior frequência. Isso não aconteceu só com o carro mas é importante se ater a ele por enquanto. Poucas pessoas o tinham e quando tinham, davam um valor imenso a ponto de ser quase um ente da família.
Sem entrar dentro do mérito da obsolescência programada/perceptiva, Aquarius aborda a discussão, nas estrelinhas e de modo quase sútil, da importância do materialismo.
O monólogo no início do filme entre a personagem de Sônia Braga resume bem meu pensamento sobre modernidade: óbvio que a tecnologia é importante, lógico que precisamos evoluir, mas para isso não é obrigatório passar por cima do passado.
"Isso aqui é feito uma mensagem na garrafa."
A cidade em que vivo não teve respeito nenhum por sua fonte histórica preservando quase que nada de seu patrimônio. A argumentação é de que não se gera lucro e não se tem público pra custear essas obras ou esse tipo de cultura. Essa justificativa repetida por muitos parece mais uma consequência do que o centro do problema.
Aldous Huxley em "Admirável Mundo Novo" escrito em 1932, já havia resumido o pensamento de grandes corporações/governo: estimular a falta de leitura, se eles estiverem lendo não poderão consumir.
O governo arrecada de empresas os lucros da destruição/substituição dos patrimônios. Entendo a justificativa pois é a maneira mais fácil em terceirizar a culpa das desvalorização cultural.
A questão não é ser contra materialismo e sim o abuso dele.
O consumo é diferente de consumismo. O ser humano não pode viver sem consumo, isso vai contra a própria natureza humana como o da alimentação por exemplo. O consumismo é quando se perde a linha tênue do controle e acaba-se por assim dizer em excessos.
Os serviços de streaming e toda tecnologia trouxeram uma comodidade e acessibilidade fantástica para as pessoas, mas nem por isso devemos simplesmente abandonar todos os bens físicos. Eles nos trazem memórias, sentimentos e reflexões.
O choque de gerações é explicitado em várias cenas. Há um momento que mostra a filha da personagem Sônia Braga que demitiu uma babá e rapidamente disse que encontraria outra, enquanto sua mãe trata sua empregada doméstica como uma parente. Demonstrando assim como a nova geração trata não só objetos de maneira líquida como também as relações. Já no início do filme vemos uma das personagens relembrar um amor antigo ao olhar um móvel da casa. Esse é o poder que um bem físico tem, nos lembrar de coisas que nem nós mesmos achávamos que podíamos lembrar. E essa nova modernidade tem quase acabado com esse tipo benéfico de materialismo.
As dificuldades que a protagonista passa é alegoria do mundo externo e suas influências que nos levam a volatilidade e a liquidez. O sexo, a religião, a mídia e tudo que tem influência direta em nossas escolhas e liberdade. São como um "cupim" que nos apodrece por dentro.
Até mesmo o cinema encontra-se infestado desse praga, quando a maioria dos telespectadores são acostumados com filmes poucos filosóficos e encharcados de blockbusters sem nenhum senso crítico ou produtivo.
No fundo, Aquarius é sobre a essência do ser humano de como a memória anda junta ao materialismo na ajuda por lembrarmos quem somos nós mesmos. E de que como conforme os anos fomos forçados a esquecer
O Expresso Polar
3.6 654 Assista AgoraQue eu possa pra sempre escutar o som dos sinos.
Família Soprano (6ª Temporada)
4.7 333 Assista AgoraNão posso deixar de fazer um alusão desse último episódio a vida. The Sopranos vai muito além de uma história sobre a Máfia. A série aborda assuntos como machismo,racismo, psicologia, drogas e quase sobre tudo. É uma série sobre a vida. De tantos momentos lembro quando Johnhy Sack chorou e foi julgado pelo seu meio ou quando Tony foi descoberto fazendo terapia ou quando ainda estava de recente alta no hospital, basicamente tudo era pra tentar se provar dentro daquele nicho. Homens que foram podados de sentimentos para mostrar fortaleza. O enredo consegue transmitir consequências que vemos ocorrer conformes os anos, como o abandono da psiquiatra ao caso de Tony, ou como AJ foi influenciado pela decepção que teve com o pai quando descobriu que ele era um chefe da máfia, a culpa que Carmela sentia de viver uma vida dupla entre amar um homem que vivia do "pecado" e ser rigorosamente religiosa. Mostrava a liquidez das relações do mundo do "negócio" e também de preconceito como o que Vito sofreu por homossexual. No último episódio em que Tony visita Corrado mostra o quanto se sente saudosista ao relembrar do passado e as relações em que Tony tinha com seu pai e como influenciaram ele.
Tony: You and my Dad, you two ran North Jersey.
Junior: We Did?
Tony: Yeah.
Junior: Hm.....Well that's nice.
A dualidade do personagem em ser um pai e um sociopata. A relação com o poder que Tony tinha, assim como a questão de não ter de fato " amigos " e sim lacaios. A sutileza de muitas cenas são geniais , como a do episódio que Tony se revolta por ser chamado de gordo por um primo e percebe que existe um "rato" bajulador que o afirma que está mais magro.Tony se olha no espelho e sente a verdade por mais amarga que ela seja. Muitas vezes nossas relações são influenciadas dessa forma, não queremos a verdade e sim mentiras que nos façam sentir melhor. Sopranos é uma viagem a psique humana e como ela funciona com o poder. Existem vários e inúmeros ensinamentos dentro da série.
A chance de redenção em que Tony teve no início da última temporada ao ver de como seria sua vida se largasse a mala ( como simbologia da máfia ) livrando-se do peso caso iniciasse uma nova forma de vida. Aquele casarão no qual representa a pós-morte está presente em forma de quadro na cena final, dando mais entender que Tony realmente morre abruptamente.
No piloto a câmera mostra o nascimento de Tony como um chefe de família, e de seu duplo AJ, seu filho no qual herdou problemas depressivos do qual seu pai se sente culpado por ter transmitido a diante a sua miséria. Os patos na piscina era um prelúdio do que iria acontecer na última temporada, sua " família " indo embora de um a um, por culpa do próprio Tony.
Desde da negligência de Meadow com uma colega de classe depressiva que posteriormente seu irmão acaba no mesmo lugar de tratamento que ela ou quando a psiquiatra de Tony se sente recompensada apenas pela fato de que bastava uma palavra pra seu estuprador estar morto.
Sobre o final a diversos sinais sobre acontecido, quando há mensagens com número 3, o número de tentativa de vezes em que tentam matar Tony. O número de vezes em que Meadow tenta estacionar o carro e na terceira ela consegue, ou quando o pai de Tony avisa do inferno sobre as 3 horas da manhã e ainda quando Tony fala com a psiquiatra " já tentaram me matar duas vezes , na terceira é strike", Paulie descobre que está com câncer de próstata as 3 horas da manhã e a posição que o cara atira em Tony é a posição das 3 horas.
Há também a possibilidade de que o Tony não morreu e sim junto com a ligação da música " Dont Stop believin". " It goes on and on, and on, and on" sendo a maior punição do Tony é viver uma vida com medo preso em sua própria paranóia.
No final você morre ali, junto com o Tony, com todas as experiências no qual viveu junto a ele, com todo aquele universo e personagens.
Planeta do Tesouro
3.7 217 Assista AgoraUma das animações mais subestimadas da Disney
Queimando Tudo
3.8 223"Além disso, é só punk rock, não precisa saber tocar"
KKKKKKKKKKK
[spoiler][/spoiler]
O Enigma de Outro Mundo
4.0 1,1KTrilha Sonora e final impecável.
Se...
3.9 174A cena final me lembrou o massacre de Columbine, foi exatamente o mesmo plano que os jovens fizeram, explodir bombas pra fazer as pessoas correrem por um corredor e iniciar o massacre. Não sei se a vida imitou a arte ou arte previu a vida. De qualquer forma, esses jovens são os efeitos colaterais de um sistema rígido, nacionalista e conservador. Não que eu concorde com violência mas a todo tempo me senti sufocado pelo mundo distópico e real em que eles vivem.
One Piece: Thriller Bark (Saga 5)
4.1 37Os flashbacks de one piece são sensacionais acho que nenhum anime supera. Embora esse arco tenha sido fraco, a parte final salvou muito com o desenvolvimento de Brook e a cena de Zoro.
Corpo Fechado
3.7 1,3K Assista AgoraMeu Jesus Cristo, que filme horrível. [spoiler] Parece um filme de super-herói de baixo orçamento.[spoiler] Achei que no final um plot salvaria, mas foi tão fraco que deu vontade de morrer. Cada dia que passa acho que só vou conseguir gostar de "O sexto sentido" de Shyamalan e "A vila"
Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
4.2 3,1K Assista AgoraAcho que acima do Thriller a "ligação" de Lisbeth com a vítima é o principal pro filme funcionar. Ambas são vítimas de um passado podre que as persegue e tentam o máximo esconder suas frustrações com a vida. Achei o final corrido demais, mas não deixa de ser um suspense fenomenal