A polícia nada mais é que o resultado da política pública que é adotada: despreparo e violência. O objetivo é o extermínio, não a ressocialização. Cadeias em situações sub-humanas, chacinas de crianças de rua, abandono e invisibilidade. Tudo isso não poderia acarretar em final diferente para um indivíduo que cresceu da violência.
Sim, eu acredito que há determinados crimes que os indivíduos não podem ser ressocializados. Mas só há essa incidência de violência, em nossa sociedade, devido a gritante desigualdade social que perpétua esse ciclo vicioso: uma polícia cada vez mais agressiva, e criminosos conjuntamente sem nada a perder.
Se o Estado estivesse lá desde início para dar educação e oportunidade, não precisaria apertar o gatilho.
Assistir Tropa de Elite sem senso crítico ou mesmo sem saber sua construção ideológica pode ser perigoso, principalmente, porque o primeiro filme que por mais que seja dito pelo próprio diretor que é uma crítica, não funciona dessa maneira. O Capitão Nascimento que, assim como Rorschach do Watchmen e entre outros, era pra ser representado como um vilão ou anti-herói, é abraçado pelo público como protagonista incorruptível, pois, vemos a sua versão dos fatos, temos em tela a sua visão de mundo.
E isso explica , e muito, o aparecimento de figuras neofascistas nos últimos anos da política como Bolsonaro ou Gabriel Monteiro. Esses dois exemplos são homens que se vendem como figuras "fora do sistema" que por meio de rupturas institucionais destruiria o mal que corrompe o Brasil. E é dessa maneira que o fascismo opera, em momentos de vulnerabilidade política, ele se apresenta como solução extremista para um problema estrutural e claro: com uma solução falsa.
Evidentemente, com o sucesso do primeiro filme e a recepção do público com Capitão Nascimento como uma figura que poderia "salvar" o Brasil é difícil não aparecer casos na realidade se aproveitaria desse arquétipo que já foi usado há anos pela política. Nesse filme, o Padilha pondera mais na forma de representar o personagem que, ainda sim, odeia políticas que defendem os direitos humanos, mas não evidencia como isso é prejudicial até mesmo para os policiais.
A crítica que é tecida aqui muitas vezes não é repreendida pelo roteiro como deveria ser, e acaba reafirmando valores que (acho eu) o diretor não aprova (publicamente). Por exemplo, uma das soluções do filme pra combater os traficantes é simplesmente um massacre na favela pelo policiais incorruptíveis (BOPE), mas basta pesquisar para perceber que isso não acabaria com tráfico. Fórum Nacional de Segurança Pública já afirmou como a polícia brasileira é uma das que mais mata e morre do mundo, e não vemos nem um horizonte de solução para nada dessa violência, pelo contrário. Não há aqui morte de inocentes em operações policiais, morte de crianças, o Bope é o juiz Dreadd da vida real, se baseia em execuções sumárias de um problema estrutural do capitalismo: a desigualdade social. E o que o filme faz? Exatamente, o mesmo discurso adotado pela mídia e outra figura do neofascismo brasileiro Sérgio Moro: o problema do brasil é a corrupção e não a desigualdade.
E esse é o senso comum que se baseia o imaginário do cidadão brasileiro, como se todos os outros países ditos de "primeiro mundo" como EUA, França ou Alemanha não possuíssem governo corruptos. Sarcozy na França, Nixon nos EUA e tantos outros são exemplos que aquele tosco jeito de chamar "jeitinho brasileiro" como se fosse algo natural daqui e não um problema estrutural mundial socioeconômico. Isso é resultado da colonização, e do pensamento que temos de colonizados.
Não há capitalismo sem corrupção, pois sempre haverá concentração de poder político em uma mão de uma classe que tem controle sobre a outra. O Brasil é um dos países mais corruptos do mundo, porque ele é um dos mais desiguais e não um contrário. É um país capitalista periférico, não industrializado, que não fez uma reforma agrária, que foi o último da américa-latina a abolir a escravidão, que pouco aplicou em políticas afirmativas para os negros, e que tem uma classe que domina o Estado para garantir seus interesses aliados ao imperialistas internacionais.
Só se combate corrupção com desconcentração de poder, democratização e diluição de propriedade. Mas isso não é abordado em nenhum dos filmes. No segundo, ao menos, Capitão Nascimento percebe que há um problema estrutural, percebe também que Polícia Militar não funciona e não deveria existir, e percebe o papel que tem as políticas do personagem de esquerda.
Claro é um dos marcos do cinema nacional, mas extremamente perigoso pra quem tem não tem consciência política. Eu mesmo, no ápice dos meu 19 anos, acreditava que a solução do tráfico não era legalização, e via o estudantes como antagonistas que são representados no primeiro filme.
O problema mesmo do Tropa de Elite é esse: ele se baseia em um problema real, mas apresenta uma solução falsa ou até mesmo imatura, para uma questão estrutural. E isso fomenta práticas fascistas e dá respaldo a figuras radicais apoiadas por um povo que está cansado das instituições e da política.
Reassistir é constatar que as discussões do filme não envelheceram, e agora com mais conhecimento sobre cinema é possível "pescar" várias e várias referências e homenagens ao cinema tanto noir quanto aos clássicos de espionagem.
É impressionante como tudo funciona. Os personagens são interessantes e ainda o mais importante: o vilão é extremamente bem construído. É difícil encontrar ,atualmente, até mesmo em filmes de grandes franquias, vilões que não querem destruir o mundo "porque sim "ou diversos de outros clichês, mas aqui a metalinguagem vai além. Há diversas cena debochando das convenções do gênero e subvertendo isso dentro dos diálogos.
E claro, assim como em Watchmen (HQ) o personagem o Coruja foi referência (agora mais velho percebi na hora), o Sr. Incrível passa por uma crise de meia-idade que todo pai que acompanhou suas crianças em 2004, provavelmente, se identificou. As lembranças dos dias de glória, e claro, da Era de Ouro dos super heróis que ultrapassa até mesmo a linguagem da animação, afinal essa fase já havia passado há anos, inclusive para o própria indústria de filmes que começa a "embrionar" os filmes de heróis como "X-men de 2000 e Homem Aranha de 2002. E claro, das crises em casamentos e alusões das dificuldades em se criar uma família, que apesar dos pesares, vale a pena pagar o risco
Principalmente o nível de dependência que o protagonista tem ao necessitar de uma figura materna pra ser o seu guia em toda situação que ele estiver. Isso fala corresponde ao arquétipo de como muitos homens enxergam seu matrimônio e como lidam com suas esposas.
Dá pra pescar também a impunidade de gringos em países capitalistas periféricos que utilizam de seus privilégios e impunidades para literalmente viver um hedonismo sem consequência.
Esperava mais um pouco da história da tribo ou pelo menos um desenvolvimento, que não acontece.
No mais, um bom filme do Brandon Cronenberg. Possessor ainda continua meu preferido e Antiviral o que mais odeio.
The Rock tá sempre parecendo que acabou de bater um cagão pq tá sempre todo suado, o planos do Torreto são sempre equiparáveis aos do cebolinha. Os caras simplesmente arrombam a sede da polícia militar do Rio de Janeiro e levam um fucking cofre carregado por dois carros, e não suficiente trocam o cofre por outro IGUAL durante uma perseguição, depois de chacinar a inteira frota da polícia.
No 5 é forçar demais entrar numa fábrica e sair "de boa". Mas no 6 é impossível as coincidências narrativas. Já começa que a maconha vai parar milagrosamente na mão do Djamba que também por um milagre o Biriba encontra o camarote (guiado por um cachorro espiritual e justificado por ser o "destino" que na verdade é só um facilitador de roteiro.)
E aí no momento que é pra ser o ápice do episódio o que rola? Exatamente. Um discurso por mais que seja verdadeiro é colocado de uma forma piegas, e que não faz o menor sentido por dois pontos: quem poderia provar que foi roubado é justamente a True Green que é uma fábrica toda cheia de câmera e drone, e não o Biriba, já que o argentino cultiva em um lugar artesanal que possivelmente não tem câmera alguma, pois se tivesse era muito mais fácil processar por furto do que invadir uma fábrica no interior de Goiás. Coisa de roteirista amador ou preguiçoso.
No entanto, o mensagem final é passada sem problemas. Se esse episódios fossem esquecidos, além de alguns diálogos fracos, é uma série pertinente brasileira,
Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconsequente [...] E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar [...] Vou-me embora pra Pasárgada.
Esse poema de Manuel Bandeira resume, enfaticamente, parte da sensação que o falecido Ho Bu quis passar, e conseguiu. O longa gravado com luz natural e planos longos é permeado não só pelo niilismo, mas pela sensação kafkiana que os personagens possuem. O curioso e o trágico é que todos os protagonistas são completamente diferentes, passam por tempos de vidas diferentes (exceto a menina e o garoto), mas todos partilham da mesmo posição social de constante misantropia. Ou seja, na visão do diretor, não importa onde você esteja, qual sua idade, sexo ou situação: você estará diante da tragédia da vida.
Até mesmo a montagem e os cortes são motivados, já que vemos os diferentes personagens em diferentes lugares na mesma situação de sofrimento. É inescapável.
E aquela sensação de mudar completamente, revirar o mundo de cabeça pra baixo nada adianta , afinal, lá é igual que aqui, pois ainda seremos os mesmos. E as tantas Pasárgadas que idealizamos já estão cheias de insatisfeitos como nós, pois, no final, nada é suficiente, e nunca será, se não estivermos juntos.
Acho que seria até mesmo redundante falar que o filme é cheio de simbolismos, principalmente, em relação a fragilidade da vida. Foi uma das melhores edições que eu vi em um filme, justamente, porque ela exerce uma função narrativa.
Que filme rico. Acho que é palavra pra ele. É abundante como a metalinguagem é usada aqui até mesmo pra fazer críticas diretas a indústria, para processos de tomadas de identidades culturais, e até pra fazer aquela cutucada nos artistas esnobes. A sinergia dos atores principais e principalmente a comédia funciona bem demais. Assim como o roteiro cheio de intertextualidade.
Mal posso pra poder acompanhar o novo projeto de Guel Arraes
Importante ressaltar a causa das principais guerras vividas pela humanidade tiveram uma de suas causas principais o mesmo câncer que ainda ronda o mundo: o imperialismo.
Todas as discussões, além de extremamente rasas , parecem não ir a lugar nenhum. Tudo parece extremamente " sem alma" e superficial. Além dos diálogos que são mal escritos e as atuações fracas.
O plano de fundo político não teve quase importância nenhuma, além do personagem ladrão que só serve pra dar referência à direita pra sustentar o esteriótipo de trabalhador "esquerdista" ou revolucionário.
Algumas discussões ainda se salvam, com muita boa vontade, que já foram abordadas com muito mais qualidade que aqui, e ainda assim a conjuntura do todo apresenta um filme fraquíssimo que eu não sei como foi sequer cogitado a representar o Brasil no Oscar.
Seu final melodramático resume bem a qualidade aquém da grande maioria do cinema brasileiro.
Sinceramente, muito inferior ao primeiro filme. Entendo todo o esforço técnico e a evolução tecnológica.
A imersão funciona e é um filme feito pra se assistir em 3D ou em tela grande.
Porém, se tirarmos os fatores técnicos o que sobra do filme é apenas uma crítica rasa com personagens pouco desenvolvidos. Uma trama extremamente genérica
que literalmente revive um antagonista ao invés de criar um novo,
e aposta na mudança de bioma pra tentar cativar o público com uma história que só serve pra te guiar até um confronto final. Os vilões são canastrões, o enredo é previsível em um nível extremo, e os diálogos poderiam ser feitos por qualquer I.A .
A sensação que fica é de assistir um filme com praticamente a mesma trama do 1, só que menos interessante , pois já conhecemos o mundo, já sabemos relativamente sobre o bioma , não tem aquele apelo da vida dupla do protagonista, não tem desenvolvimento nenhum dos antagonistas e o que resta é a fotografia submarina lindíssima.
Avatar 2 é um grande filme pra testar as cores da televisão em lojas de varejo.
Tirando o fato do anime parecer se alongar mais do que precisa, com micro revelações que chegam a irritar, o ritmo do mangá é bem melhor do que o aspecto tv size que o anime teve que adotar. Porém, não tira o mérito de ser um estudo de personagem fantástico, principalmente, as discussões que podem ser levadas sobre Johan. A propaganda anticomunista é algo que, além de não buscar uma discussão sobre, é completamente gratuita e não acrescenta nada à série.
Acho que todos deveriam dar uma chance com as devidas ressalvas.
O cinema de Glauber Rocha é cercado por simbolismo culturais, principalmente, durante a primeira fase do Cinema Novo. Essa foi marcada pela representação da região nordeste e as desigualdades sociais provocas pela ineficiência estatal em prover a população de recursos básicos.
A figura do fiel é marcada justamente pelo desamparo institucional ao qual Manuel (simbolizando aqui o povo) sofre, ao se deparar com extrema desigualdade capitalista fomentada pelo próprio estado: "A lei está do meu lado".
Quando o messianismo chega ao fim, a violência e revolta é a única saída que o eu lírico encontra: o cangaço. Não é muito diferente da realidade atual, representada , nas favelas, onde gangues lutam por território, e nas igrejas que os pastores lutam pelos fiéis.
E após essa odisseia rupestre no nordeste brasileiro, o casal percorre a terras manchadas por sangue e suor ao fundo de um horizonte de brilho estourado que se assemelha ao longo oceano.
O sertão finalmente virou mar e os povos foram libertos, pois a terra não é deus(igreja) e nem do diabo (estado-burguês) e sim do homem
Nesse longa já existe o processo de redenção do Antônio das Mortes, que percebe fazer parte da opressão do estado à população. O que antes era permeado por dúvida, aqui tem certeza da necessidade em subverter sua atuação, mas o destaque do longa vai para os simbolismos herméticos, que devido a ditadura militar, são bem sutis durante o filme.
Tanto a marcha que parecia simbolizar uma "independência" a qual parecia extremamente deslocada e destoante com a mise en scène do filme, quanto a figura do representante político que busca investimentos estrangeiros para exploração do tesouro nacional são partes da crítica ao imperialismo Norte-Americano fomentado pela ditadura militar.
O reacionarismo também não é poupado ao mostrar figuras representativas do coronelismo, que buscam impedir qualquer pauta que buscasse soluções para desigualdades latentes da região. Além da figura do cangaceiro como Jesus Cristo, crucificado e sacrificado.
No final, a saída parece vim de uma religião feita pelo povo, e não pelas instituições. O dragão da maldade aparece morto, assim como é representada na figura de São Jorge, mas o Antônio das Mortes e o professor já se encontram é um nordeste industrializado, imerso em rodas de urubus, com uma empresa estrangeira localizada no frame.
Pode-se perceber que o fascismo opera da mesma forma nos diferentes lugares do mundo. Move o ódio das massas contra um espantalho, manipula por meio da mentira e se baseia na religião pra conseguir um respaldo messiânico.
Chega a ser redundante e prolixo, mas extremamente necessário entender como se reproduz o discurso e a forma que ele se propagada facilmente nos momentos de crise econômica e institucional.
Principalmente quando se vê como a educação é movida pra estimular e fomentar como a história foi contada. Por isso é tão importante discutir sobre a ditadura militar do nosso país e dos outros. E pra que esse erro não volte a ocorrer.
Chega ser ofensivo do mesmo cara que falou que "entendia hitler" fazer um filme com um niilismo moral gigantesco e a inundado de misantropia. A obra de Lars Von Trier é dedicada a provar que humanidade não presta, sendo que a verdade é que ele não presta. Ele e seu emaranhado de geniais ideias que na verdade apenas revestem seu egocentrismo e autoindulgência repugnante.
É no mínimo perigoso, abordar de forma tão leviana e irresponsável assuntos como p3dofilia e nazismo da forma que o diretor fez aqui.
"Eu entendo os ditadores que matam, o que foi Hitler se não um homem que deu carta branca a sociedade. Matar é a coisa mais natural do mundo"
Além de um mal intencionado, devia ser péssimo em história na escola.
Lars Von Trier é só um homem sedento por atenção em tentar provar que as pessoas são péssimas igual ele. O mal existe, mas não são a maioria, só estão no poder.
A sexualidade do filme é levada como uma libertação, afinal o filme é mais sobre Luísa do que sobre o par de amigos.
A viagem se desenvolve principalmente pra demonstrar o processo ainda em gênesis da retomada da democracia mexicana no pais, além de abordar a discussão sobre masculinidade de dois homens que gira a história principal. Pesquisando mais, esse filme foi um marco no cinema mexicano. Pois retomou o processo de liberdade artística e autoral da arte naquele país.
No fim é aborda o conflito em duas gerações: a juventude à flor da pele desregrada, e a "velhice" velada de uma mulher que viveu sua vida sem liberdade alguma. Seus últimos dias e suas experimentações onde se quebra até mesmo sua próprias regras.
Principalmente quando Ciro chega no meio da noite e pede ajuda a uma família aleatória e ele ajuda por nada. Ou do final que eu achava que ia ser semelhante do da vida real que Gennaro vai preso e morre na cadeia.
Mas definitivamente uma série sensacional pelo background do mundo do crime e da máfia de Camorra
O maior mérito desse anime é conseguir passar uma história profunda em apenas 11 episódios e ainda criar um vínculo com os personagens ao ponto de ver partilhar momentos da vida. Além de trazer pra animação sua própria linguagem em frenesi, vivenciamos a introspecção de cada personagem principal.
Smile tem sua catarse final ao finalmente encontrar seu lugar e não em corresponder as expectativas dos outros, em seu plot em saber que seu apelido era esse porque ele sempre sorria jogando.
Wenge finalmente passa a entender o avião de volta à casa de sua mãe como um regresso a seu verdadeiro lar. Kazama por fim entende o verdadeiro objetivo pelo qual se deve amar um esporte; vencer é importante, mas não é tudo. E Peco que no final parece ser o personagem mais importante é a figura do herói , que leva essa mensagem a todos eles ao mudar significativamente suas vidas.
Ônibus 174
3.9 299A polícia nada mais é que o resultado da política pública que é adotada: despreparo e violência. O objetivo é o extermínio, não a ressocialização. Cadeias em situações sub-humanas, chacinas de crianças de rua, abandono e invisibilidade. Tudo isso não poderia acarretar em final diferente para um indivíduo que cresceu da violência.
Sim, eu acredito que há determinados crimes que os indivíduos não podem ser ressocializados. Mas só há essa incidência de violência, em nossa sociedade, devido a gritante desigualdade social que perpétua esse ciclo vicioso: uma polícia cada vez mais agressiva, e criminosos conjuntamente sem nada a perder.
Se o Estado estivesse lá desde início para dar educação e oportunidade, não precisaria apertar o gatilho.
Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro
4.1 3,5K Assista AgoraAssistir Tropa de Elite sem senso crítico ou mesmo sem saber sua construção ideológica pode ser perigoso, principalmente, porque o primeiro filme que por mais que seja dito pelo próprio diretor que é uma crítica, não funciona dessa maneira. O Capitão Nascimento que, assim como Rorschach do Watchmen e entre outros, era pra ser representado como um vilão ou anti-herói, é abraçado pelo público como protagonista incorruptível, pois, vemos a sua versão dos fatos, temos em tela a sua visão de mundo.
E isso explica , e muito, o aparecimento de figuras neofascistas nos últimos anos da política como Bolsonaro ou Gabriel Monteiro. Esses dois exemplos são homens que se vendem como figuras "fora do sistema" que por meio de rupturas institucionais destruiria o mal que corrompe o Brasil. E é dessa maneira que o fascismo opera, em momentos de vulnerabilidade política, ele se apresenta como solução extremista para um problema estrutural e claro: com uma solução falsa.
Evidentemente, com o sucesso do primeiro filme e a recepção do público com Capitão Nascimento como uma figura que poderia "salvar" o Brasil é difícil não aparecer casos na realidade se aproveitaria desse arquétipo que já foi usado há anos pela política. Nesse filme, o Padilha pondera mais na forma de representar o personagem que, ainda sim, odeia políticas que defendem os direitos humanos, mas não evidencia como isso é prejudicial até mesmo para os policiais.
A crítica que é tecida aqui muitas vezes não é repreendida pelo roteiro como deveria ser, e acaba reafirmando valores que (acho eu) o diretor não aprova (publicamente). Por exemplo, uma das soluções do filme pra combater os traficantes é simplesmente um massacre na favela pelo policiais incorruptíveis (BOPE), mas basta pesquisar para perceber que isso não acabaria com tráfico. Fórum Nacional de Segurança Pública já afirmou como a polícia brasileira é uma das que mais mata e morre do mundo, e não vemos nem um horizonte de solução para nada dessa violência, pelo contrário. Não há aqui morte de inocentes em operações policiais, morte de crianças, o Bope é o juiz Dreadd da vida real, se baseia em execuções sumárias de um problema estrutural do capitalismo: a desigualdade social. E o que o filme faz? Exatamente, o mesmo discurso adotado pela mídia e outra figura do neofascismo brasileiro Sérgio Moro: o problema do brasil é a corrupção e não a desigualdade.
E esse é o senso comum que se baseia o imaginário do cidadão brasileiro, como se todos os outros países ditos de "primeiro mundo" como EUA, França ou Alemanha não possuíssem governo corruptos. Sarcozy na França, Nixon nos EUA e tantos outros são exemplos que aquele tosco jeito de chamar "jeitinho brasileiro" como se fosse algo natural daqui e não um problema estrutural mundial socioeconômico. Isso é resultado da colonização, e do pensamento que temos de colonizados.
Não há capitalismo sem corrupção, pois sempre haverá concentração de poder político em uma mão de uma classe que tem controle sobre a outra. O Brasil é um dos países mais corruptos do mundo, porque ele é um dos mais desiguais e não um contrário. É um país capitalista periférico, não industrializado, que não fez uma reforma agrária, que foi o último da américa-latina a abolir a escravidão, que pouco aplicou em políticas afirmativas para os negros, e que tem uma classe que domina o Estado para garantir seus interesses aliados ao imperialistas internacionais.
Só se combate corrupção com desconcentração de poder, democratização e diluição de propriedade. Mas isso não é abordado em nenhum dos filmes. No segundo, ao menos, Capitão Nascimento percebe que há um problema estrutural, percebe também que Polícia Militar não funciona e não deveria existir, e percebe o papel que tem as políticas do personagem de esquerda.
Claro é um dos marcos do cinema nacional, mas extremamente perigoso pra quem tem não tem consciência política. Eu mesmo, no ápice dos meu 19 anos, acreditava que a solução do tráfico não era legalização, e via o estudantes como antagonistas que são representados no primeiro filme.
O problema mesmo do Tropa de Elite é esse: ele se baseia em um problema real, mas apresenta uma solução falsa ou até mesmo imatura, para uma questão estrutural. E isso fomenta práticas fascistas e dá respaldo a figuras radicais apoiadas por um povo que está cansado das instituições e da política.
Os Incríveis
3.9 1,2K Assista AgoraReassistir é constatar que as discussões do filme não envelheceram, e agora com mais conhecimento sobre cinema é possível "pescar" várias e várias referências e homenagens ao cinema tanto noir quanto aos clássicos de espionagem.
É impressionante como tudo funciona. Os personagens são interessantes e ainda o mais importante: o vilão é extremamente bem construído. É difícil encontrar ,atualmente, até mesmo em filmes de grandes franquias, vilões que não querem destruir o mundo "porque sim "ou diversos de outros clichês, mas aqui a metalinguagem vai além. Há diversas cena debochando das convenções do gênero e subvertendo isso dentro dos diálogos.
E claro, assim como em Watchmen (HQ) o personagem o Coruja foi referência (agora mais velho percebi na hora), o Sr. Incrível passa por uma crise de meia-idade que todo pai que acompanhou suas crianças em 2004, provavelmente, se identificou. As lembranças dos dias de glória, e claro, da Era de Ouro dos super heróis que ultrapassa até mesmo a linguagem da animação, afinal essa fase já havia passado há anos, inclusive para o própria indústria de filmes que começa a "embrionar" os filmes de heróis como "X-men de 2000 e Homem Aranha de 2002. E claro, das crises em casamentos e alusões das dificuldades em se criar uma família, que apesar dos pesares, vale a pena pagar o risco
5 estrelas cravadão.
Piscina Infinita
3.0 450 Assista AgoraEu achei bem interessante as discussões que podem ser interpretadas, que são gritadas pelo roteiro.
Principalmente o nível de dependência que o protagonista tem ao necessitar de uma figura materna pra ser o seu guia em toda situação que ele estiver. Isso fala corresponde ao arquétipo de como muitos homens enxergam seu matrimônio e como lidam com suas esposas.
Dá pra pescar também a impunidade de gringos em países capitalistas periféricos que utilizam de seus privilégios e impunidades para literalmente viver um hedonismo sem consequência.
Esperava mais um pouco da história da tribo ou pelo menos um desenvolvimento, que não acontece.
No mais, um bom filme do Brandon Cronenberg. Possessor ainda continua meu preferido e Antiviral o que mais odeio.
7,5/10
Velozes & Furiosos 5: Operação Rio
3.4 1,7K Assista AgoraRoteirista deve se divertir demais escrevendo isso e vendo sair do papel.
The Rock tá sempre parecendo que acabou de bater um cagão pq tá sempre todo suado, o planos do Torreto são sempre equiparáveis aos do cebolinha. Os caras simplesmente arrombam a sede da polícia militar do Rio de Janeiro e levam um fucking cofre carregado por dois carros, e não suficiente trocam o cofre por outro IGUAL durante uma perseguição, depois de chacinar a inteira frota da polícia.
Arte em seu estado mais puro.
Pico da Neblina (2ª Temporada)
4.0 15Há, inegavelmente, uma queda na qualidade de alguns episódios em relação ao roteiro, Principalmente, nos episódios 5 e 6.
No 5 é forçar demais entrar numa fábrica e sair "de boa". Mas no 6 é impossível as coincidências narrativas. Já começa que a maconha vai parar milagrosamente na mão do Djamba que também por um milagre o Biriba encontra o camarote (guiado por um cachorro espiritual e justificado por ser o "destino" que na verdade é só um facilitador de roteiro.)
E aí no momento que é pra ser o ápice do episódio o que rola? Exatamente. Um discurso por mais que seja verdadeiro é colocado de uma forma piegas, e que não faz o menor sentido por dois pontos: quem poderia provar que foi roubado é justamente a True Green que é uma fábrica toda cheia de câmera e drone, e não o Biriba, já que o argentino cultiva em um lugar artesanal que possivelmente não tem câmera alguma, pois se tivesse era muito mais fácil processar por furto do que invadir uma fábrica no interior de Goiás. Coisa de roteirista amador ou preguiçoso.
No entanto, o mensagem final é passada sem problemas. Se esse episódios fossem esquecidos, além de alguns diálogos fracos, é uma série pertinente brasileira,
Um Elefante Sentado Quieto
4.1 64Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
[...]
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
[...]
Vou-me embora pra Pasárgada.
Esse poema de Manuel Bandeira resume, enfaticamente, parte da sensação que o falecido Ho Bu quis passar, e conseguiu. O longa gravado com luz natural e planos longos é permeado não só pelo niilismo, mas pela sensação kafkiana que os personagens possuem. O curioso e o trágico é que todos os protagonistas são completamente diferentes, passam por tempos de vidas diferentes (exceto a menina e o garoto), mas todos partilham da mesmo posição social de constante misantropia. Ou seja, na visão do diretor, não importa onde você esteja, qual sua idade, sexo ou situação: você estará diante da tragédia da vida.
Até mesmo a montagem e os cortes são motivados, já que vemos os diferentes personagens em diferentes lugares na mesma situação de sofrimento. É inescapável.
E aquela sensação de mudar completamente, revirar o mundo de cabeça pra baixo nada adianta , afinal, lá é igual que aqui, pois ainda seremos os mesmos. E as tantas Pasárgadas que idealizamos já estão cheias de insatisfeitos como nós, pois, no final, nada é suficiente, e nunca será, se não estivermos juntos.
Ainda há esperança. Descanse em paz Ho Bu.
Policial Violento
3.9 23"E papo de mérito é tipo policial honesto
Tu sabe que é folclore"
Fogos de Artifício
4.0 78Acho que seria até mesmo redundante falar que o filme é cheio de simbolismos, principalmente, em relação a fragilidade da vida. Foi uma das melhores edições que eu vi em um filme, justamente, porque ela exerce uma função narrativa.
O final é magistral, quando achamos que será "feliz" temos os sons de tiros que até remetem o título do filme.
Importante perceber que a liberdade do Nish vem com o peso da total desesperança.
"É apenas depois de perder tudo que somos livres para fazer qualquer coisa"
Esse niilismo que perpassa na forma de reagir o luto, assim como está em saber que a vida é frívola, bela e passa rápido, como um fogo de artifício
Romance
4.0 576Que filme rico. Acho que é palavra pra ele. É abundante como a metalinguagem é usada aqui até mesmo pra fazer críticas diretas a indústria, para processos de tomadas de identidades culturais, e até pra fazer aquela cutucada nos artistas esnobes. A sinergia dos atores principais e principalmente a comédia funciona bem demais. Assim como o roteiro cheio de intertextualidade.
Mal posso pra poder acompanhar o novo projeto de Guel Arraes
Nada de Novo no Front
4.0 641 Assista AgoraImportante ressaltar a causa das principais guerras vividas pela humanidade tiveram uma de suas causas principais o mesmo câncer que ainda ronda o mundo: o imperialismo.
Marte Um
4.1 339 Assista AgoraQue filme decepcionante.
Todas as discussões, além de extremamente rasas , parecem não ir a lugar nenhum. Tudo parece extremamente " sem alma" e superficial. Além dos diálogos que são mal escritos e as atuações fracas.
O plano de fundo político não teve quase importância nenhuma, além do personagem ladrão que só serve pra dar referência à direita pra sustentar o esteriótipo de trabalhador "esquerdista" ou revolucionário.
Algumas discussões ainda se salvam, com muita boa vontade, que já foram abordadas com muito mais qualidade que aqui, e ainda assim a conjuntura do todo apresenta um filme fraquíssimo que eu não sei como foi sequer cogitado a representar o Brasil no Oscar.
Seu final melodramático resume bem a qualidade aquém da grande maioria do cinema brasileiro.
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraSinceramente, muito inferior ao primeiro filme. Entendo todo o esforço técnico e a evolução tecnológica.
A imersão funciona e é um filme feito pra se assistir em 3D ou em tela grande.
Porém, se tirarmos os fatores técnicos o que sobra do filme é apenas uma crítica rasa com personagens pouco desenvolvidos. Uma trama extremamente genérica
que literalmente revive um antagonista ao invés de criar um novo,
A sensação que fica é de assistir um filme com praticamente a mesma trama do 1, só que menos interessante , pois já conhecemos o mundo, já sabemos relativamente sobre o bioma , não tem aquele apelo da vida dupla do protagonista, não tem desenvolvimento nenhum dos antagonistas e o que resta é a fotografia submarina lindíssima.
Avatar 2 é um grande filme pra testar as cores da televisão em lojas de varejo.
Monster
4.6 136Tirando o fato do anime parecer se alongar mais do que precisa, com micro revelações que chegam a irritar, o ritmo do mangá é bem melhor do que o aspecto tv size que o anime teve que adotar. Porém, não tira o mérito de ser um estudo de personagem fantástico, principalmente, as discussões que podem ser levadas sobre Johan. A propaganda anticomunista é algo que, além de não buscar uma discussão sobre, é completamente gratuita e não acrescenta nada à série.
Acho que todos deveriam dar uma chance com as devidas ressalvas.
8,5
Deus e o Diabo na Terra do Sol
4.1 440O cinema de Glauber Rocha é cercado por simbolismo culturais, principalmente, durante a primeira fase do Cinema Novo. Essa foi marcada pela representação da região nordeste e as desigualdades sociais provocas pela ineficiência estatal em prover a população de recursos básicos.
A figura do fiel é marcada justamente pelo desamparo institucional ao qual Manuel (simbolizando aqui o povo) sofre, ao se deparar com extrema desigualdade capitalista fomentada pelo próprio estado: "A lei está do meu lado".
Quando o messianismo chega ao fim, a violência e revolta é a única saída que o eu lírico encontra: o cangaço. Não é muito diferente da realidade atual, representada , nas favelas, onde gangues lutam por território, e nas igrejas que os pastores lutam pelos fiéis.
E após essa odisseia rupestre no nordeste brasileiro, o casal percorre a terras manchadas por sangue e suor ao fundo de um horizonte de brilho estourado que se assemelha ao longo oceano.
O sertão finalmente virou mar e os povos foram libertos, pois a terra não é deus(igreja) e nem do diabo (estado-burguês) e sim do homem
O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
4.1 142Nesse longa já existe o processo de redenção do Antônio das Mortes, que percebe fazer parte da opressão do estado à população. O que antes era permeado por dúvida, aqui tem certeza da necessidade em subverter sua atuação, mas o destaque do longa vai para os simbolismos herméticos, que devido a ditadura militar, são bem sutis durante o filme.
Tanto a marcha que parecia simbolizar uma "independência" a qual parecia extremamente deslocada e destoante com a mise en scène do filme, quanto a figura do representante político que busca investimentos estrangeiros para exploração do tesouro nacional são partes da crítica ao imperialismo Norte-Americano fomentado pela ditadura militar.
O reacionarismo também não é poupado ao mostrar figuras representativas do coronelismo, que buscam impedir qualquer pauta que buscasse soluções para desigualdades latentes da região. Além da figura do cangaceiro como Jesus Cristo, crucificado e sacrificado.
No final, a saída parece vim de uma religião feita pelo povo, e não pelas instituições. O dragão da maldade aparece morto, assim como é representada na figura de São Jorge, mas o Antônio das Mortes e o professor já se encontram é um nordeste industrializado, imerso em rodas de urubus, com uma empresa estrangeira localizada no frame.
O Peso do Silêncio
4.2 58 Assista AgoraPode-se perceber que o fascismo opera da mesma forma nos diferentes lugares do mundo. Move o ódio das massas contra um espantalho, manipula por meio da mentira e se baseia na religião pra conseguir um respaldo messiânico.
Chega a ser redundante e prolixo, mas extremamente necessário entender como se reproduz o discurso e a forma que ele se propagada facilmente nos momentos de crise econômica e institucional.
Principalmente quando se vê como a educação é movida pra estimular e fomentar como a história foi contada. Por isso é tão importante discutir sobre a ditadura militar do nosso país e dos outros. E pra que esse erro não volte a ocorrer.
Uma Família da Pesada (1ª Temporada)
4.2 104 Assista Agoraembora seja baseada completamente no Simpsons, prefiro infinitamente.
Argentina, 1985
4.3 340NUNCA MAIS
Ninfomaníaca: Volume 2
3.6 1,6KChega ser ofensivo do mesmo cara que falou que "entendia hitler" fazer um filme com um niilismo moral gigantesco e a inundado de misantropia. A obra de Lars Von Trier é dedicada a provar que humanidade não presta, sendo que a verdade é que ele não presta. Ele e seu emaranhado de geniais ideias que na verdade apenas revestem seu egocentrismo e autoindulgência repugnante.
É no mínimo perigoso, abordar de forma tão leviana e irresponsável assuntos como p3dofilia e nazismo da forma que o diretor fez aqui.
"Eu entendo os ditadores que matam, o que foi Hitler se não um homem que deu carta branca a sociedade. Matar é a coisa mais natural do mundo"
Além de um mal intencionado, devia ser péssimo em história na escola.
Lars Von Trier é só um homem sedento por atenção em tentar provar que as pessoas são péssimas igual ele. O mal existe, mas não são a maioria, só estão no poder.
The Boys (2ª Temporada)
4.3 665 Assista AgoraGirls get it doneeeeeeeeeeee
E Sua Mãe Também
4.0 539 Assista AgoraNão há necessidade em se ofender com um estilo de vida que vocês não levariam, mas não há nada de gratuito aqui.
A sexualidade do filme é levada como uma libertação, afinal o filme é mais sobre Luísa do que sobre o par de amigos.
A viagem se desenvolve principalmente pra demonstrar o processo ainda em gênesis da retomada da democracia mexicana no pais, além de abordar a discussão sobre masculinidade de dois homens que gira a história principal. Pesquisando mais, esse filme foi um marco no cinema mexicano. Pois retomou o processo de liberdade artística e autoral da arte naquele país.
No fim é aborda o conflito em duas gerações: a juventude à flor da pele desregrada, e a "velhice" velada de uma mulher que viveu sua vida sem liberdade alguma. Seus últimos dias e suas experimentações onde se quebra até mesmo sua próprias regras.
Gomorra (5ª Temporada)
4.0 13Se manteve o mesmo padrão de qualidade, porém num nível aquém em determinados aspectos.
Principalmente quando Ciro chega no meio da noite e pede ajuda a uma família aleatória e ele ajuda por nada. Ou do final que eu achava que ia ser semelhante do da vida real que Gennaro vai preso e morre na cadeia.
Mas definitivamente uma série sensacional pelo background do mundo do crime e da máfia de Camorra
Ping Pong The Animation
4.5 19O maior mérito desse anime é conseguir passar uma história profunda em apenas 11 episódios e ainda criar um vínculo com os personagens ao ponto de ver partilhar momentos da vida. Além de trazer pra animação sua própria linguagem em frenesi, vivenciamos a introspecção de cada personagem principal.
Smile tem sua catarse final ao finalmente encontrar seu lugar e não em corresponder as expectativas dos outros, em seu plot em saber que seu apelido era esse porque ele sempre sorria jogando.
Wenge finalmente passa a entender o avião de volta à casa de sua mãe como um regresso a seu verdadeiro lar. Kazama por fim entende o verdadeiro objetivo pelo qual se deve amar um esporte; vencer é importante, mas não é tudo. E Peco que no final parece ser o personagem mais importante é a figura do herói , que leva essa mensagem a todos eles ao mudar significativamente suas vidas.