Apesar da determinação dos atletas japoneses, as provas da Seleção Final, quando comparadas à intensidade da "Batalha dos 100", revelam-se bem inferiores e carregadas de uma complexidade que parece desnecessária. Seria justo existir uma prova específica para as mulheres: infelizmente, a superioridade física dos homens acaba limitando suas chances de avançar. No entanto, fiquei satisfeita com o desfecho. O meu atleta preferido soube equilibrar estratégia e força na prova decisiva e conquistou, com mérito, o prêmio final.
Charlize Theron em Atomic Blonde é praticamente um evento cinematográfico por si só. Loura, morena ou ruiva, ela desfila estilos como quem troca de disfarce, e cada versão vem acompanhada daquele olhar sério, meio perturbado, que dá o charme extra. Como agente secreta (ok, nem tão secreta assim), ela segura a trama com uma mistura de elegância e pancadaria que faz a gente pensar: se espionagem fosse esporte olímpico, ela levava ouro. Resultado? Um bom passatempo cheio de estilo, trilha sonora marcante e Charlize reinando absoluta.
[/spoiler] As escolhas de “trabalho” da família Cody beiram o absurdo: jogam alvejante para limpar DNA, mas não usam touca de cabelo e deixam rastros de sangue por todos os lados. Como se não bastasse, temos a policial que investiga Pope e que, de forma amadorística, inverte a caixa de cereal que pegou na prateleira. Um detalhe tão ridículo que chega a ser cômico. [spoiler]
Em toda a minha vida de cinéfila, nunca tinha visto uma vilã tão cruel, ardilosa, manipuladora e ruim como Janine Cody, a Smurf. Ela deixou no chinelo muita antagonista famosa, um verdadeiro manual de perversidade em carne e osso. Finn Cole entrega uma atuação difícil de avaliar: performa de forma contida, quase apática, com cara de paisagem, e o espectador fica sem saber se é genialidade ou falta de expressão. A quantidade de dinheiro que os Cody ganhavam nas operações nunca era suficiente, mas a produção gastou uma fortuna na impressão de notas cenográficas. E, para completar, parece que quiseram economizar no figurino para investir na destruição de carros: o “J” só tinha aquela camisa verde de porteiro de prédio, e o Craig repetia incansavelmente a camisa azul quadriculada. Além disso, para executar seus planos mirabolantes, a família precisava entender de tudo — de “penico à bomba atômica”. Moral da história: o crime compensa. Que o diga o “J”… No fim das contas, a sensação foi de maratona forçada: eu não via a hora de acabar.
Cillian Murphy se destaca nesse filme como um dos grandes atores de sua geração, mas nem sua atuação é suficiente para segurar uma obra melancólica e extremamente contemplativa. Ficamos esperando um "grande final" para a história... e ?
Tenho a sensação de que "A História do Som" nasceu do desejo do diretor de discutir música folk, e que o casal gay foi uma escolha para tornar a premissa mais atrativa comercialmente. As atuações de Paul Mescal e Josh O'Connor com sua simpatia e carisma são ótimas , e a química funciona, mas nada disso é suficiente para salvar o filme. Dito isso, admito o viés: não gosto de música folk, e isso pesa na minha avaliação.
[/spoiler] Graças a Deus que não precisar mais olhar para a cara da Ellen "Smurf" Barkin: ela estava cada vez mais histriônica com aquele andar ridículo, a "comissão de frente" empinada e aquele bico horroroso e cheio de preenchimento.
O roteiro é muito forçado e achei totalmente desnecessários os flashbacks que nada acrescentaram à história. [spoiler]
Enfim, dinheiro, mentira, drogas e bebidas em quantidades astronômicas.
Com um elenco estelar e muito afiado, Hostis aborda temas distintos como colonização, injustiça e luto, recorrendo a um texto filosófico e, em alguns momentos, poético.
[/spoiler] Minha ressalva fica por conta da mudança de postura de Cooper em relação aos nativos americanos: o personagem parece mudar de opinião de uma hora para outra, sem que essa transformação seja devidamente construída ao longo da narrativa. [spoiler]
Definitivamnets não é um filma fácil de assistir...
[/spoiler] Os personagens têm energia elétrica à disposição, mas não a acendem; Quando Jake é sequestrado, a polícia faz um pente-fino na casa de Tom Kennedy e não encontra o cativeiro, que ele já havia descoberto; A detetive já deveria ter dado voz de prisão ao assassino Jr. no momento em que viu as plantas mortas na casa do psicólogo. [spoiler]
A melhor coisa dessa temporada é o trabalho de Shawn Hatosy como Pope. Ele, simplesmente, ar-ra-sa na caracaterização de um Pope perturbado e atormentado. Que apelidozinho idiota esse tal de "Smurf"!! Ridículo...
A premissa de Animal Kingdom é boa e a série conta com algumas atuações bastante interessantes.
Tem sexo, drogas, rock and roll, brigas e testosterona em excesso. Em contrapartida, há uma apatia e uma falta de decisão por parte do “J” que chegam a ser absurdas para alguém inserido naquele universo.
O que realmente me incomoda é a quantidade de conveniências e mentiras no roteiro, principalmente a inexplicável inexistência de câmeras de segurança nos locais onde acontecem os “trabalhos” dos Cody. É difícil comprar a ideia de que uma família que vive de cometer crimes consiga operar com tamanha tranquilidade, sem deixar praticamente nenhum registro.
E Ellen Barkin merece um comentário à parte. Acho que ela ficaria melhor trabalhando em um filme de múmia. A quantidade de plásticas e preenchimentos acabou retirando quase toda a expressão do seu olhar, e a boca me causa uma certa agonia.
Apesar disso, ainda é possível reconhecer ali a grande atriz de Marcas de uma Paixão (Siesta), como uma Smurf fria, calculista e manipuladora.
No fim, Animal Kingdom tem uma boa premissa, bons momentos e atuações interessantes, mas exige do espectador uma dose considerável de suspensão de descrença.
A pergunta que não quer calar: para trabalhar nessa série, a pessoa precisa ser obrigatoriamente feia?
Fazia tempo que eu não via um elenco tão pouco favorecido pela natureza quanto o de A Casa do Dragão. São raríssimos os que se salvam, uns dois ou três, no máximo. 😂
Além disso, Emma D’Arcy pesou a mão na interpretação de Rhaenyra. A personagem está cheia de cacoetes e a performance, em vários momentos, me pareceu extremamente exagerada.
Os pontos positivos, sem dúvida, ficam por conta dos efeitos especiais e dos maravilhosos dragões. Esses, sim, dão um verdadeiro show.
Que minissérie ruinzinha... As pistas plantadas ao longo dos episódios criam uma expectativa de reviravoltas intensas que simplesmente não correspondem a coisa nenhuma. É aquela sensação de estar sendo enrolado por horas só para chegar a um final morno, sem nenhum impacto real.
[/spoiler] Vamos combinar: o cara mata o filho numa crise de sonambulismo? A mulher e o pai não ficam ao lado dele? O júri não absorve o cara por isso? Perai!! [spoiler]
A atuação de Sam Worthington como David Burroughs é pés-si-ma! Totalmente inexpressivo, parecendo uma vaca de presépio que está ali trabalhando obrigado, sem entregar absolutamente nada de emoção ou nuance ao personagem. Não recomendo a ninguém. Nem para matar tempo.
Com um elenco estelar e atuações marcantes, Nuremberg revisita a tentativa de tratar a chaga aberta pelo Holocausto através do julgamento de seus execráveis comandantes. O filme reconstrói magistralmente a tensão dos tribunais de Nuremberg, onde a Justiça, pela primeira vez na história, tentou dar nome e rosto a crimes que pareciam grandes demais para caber em um processo judicial.
[/spoiler] O plot twist histórico, apesar dos quase oitenta anos passados, ainda surpreende: Hermann Göring, o mais graduado dos réus e braço direito de Hitler, escapa da forca ao ingerir cianeto na própria cela, horas antes da execução marcada. Um desfecho que frustra o senso de justiça formal buscado pelos Aliados, mas que também expõe os limites do próprio tribunal, incapaz de reter, até o fim, o controle sobre o destino de quem ele mesmo condenou. [spoiler]
Corrida dos Bichos é uma imitação fajuta de "Jogos Vorazes" transplantada para comunidades brasileiras. Os efeitos especiais são de qualidade duvidosa e as atuações beiram o amadorismo. Fraquinho...
Sentidos do Amor, dirigido por David Mackenzie, é um filme que transcende o rótulo de drama romântico para se tornar uma reflexão profunda sobre a fragilidade humana diante do imprevisível.
[/spoiler] A trama acompanha Susan (Eva Green), uma epidemiologista, e Michael (Ewan McGregor), um chef de cozinha, que se apaixonam em meio a uma misteriosa epidemia mundial que, progressivamente, retira da humanidade seus sentidos: primeiro o olfato, depois o paladar, e assim sucessivamente. [spoiler]
Eva Green e Ewan McGregor entregam performances intensas e delicadas, equilibrando vulnerabilidade e força. A química entre os dois sustenta a narrativa, mostrando como o amor pode florescer mesmo em meio ao caos.
[/spoiler] O roteiro é engenhoso ao usar a perda dos sentidos como metáfora para a desconexão e o medo coletivo. Cada etapa da epidemia é acompanhada por surtos emocionais que revelam tanto a fragilidade quanto a resiliência humana. O filme antecipa, de forma quase profética, a experiência da pandemia da COVID-19, especialmente ao retratar a perda de olfato e paladar, sintomas que se tornaram marcantes na realidade anos depois. [spoiler]
Mais do que um relato sobre uma catástrofe, Sentidos do Amor é uma história sobre resistência emocional. Ele mostra que, mesmo quando o mundo parece desmoronar, o amor pode ser um ato de esperança e de sobrevivência.
Intrigante e poético, o filme nos lembra que, diante da desesperança, o afeto é capaz de dar sentido à existência. É uma obra que permanece atual e necessária, convidando o espectador a refletir sobre como lidamos com crises e sobre o poder transformador das relações humanas.
A escolha do diretor de Por Trás dos Seus Olhos em adotar a perspectiva da deficiência visual de Gina provoca um forte desconforto e obriga o espectador a enxergar o mundo através dos olhos da personagem.
[/spoiler] A mensagem do filme é contundente: mesmo após anos de convivência, jamais conhecemos plenamente do que as pessoas são capazes — e é justamente quando o controle se desfaz que suas verdadeiras intenções vêm à tona. [spoiler]
Com uma premissa curiosa de “infeccionadas”, Devoradores de Estrelas acaba sendo um filme mediano Ryan Gosling, um dos meus atores prediletos, apesar de uma boa atuação, não chega a salvar o filme. Agora… o tal “caranguejo de pedra” Rocky é um atentado à estética: chega a ser o 11/09 dos alienígenas, superando em feiura o ET e muitos outros que já vi. Em tempo: a trilha sonora é ótima!
Hamnet não é um filme para qualquer público. Sua narrativa exige entrega e sensibilidade, já que mergulha profundamente nos temas do amor e do luto. O longa se destaca pelas atuações intensas e delicadas: Paul Mescal entrega uma performance contida e visceral, que para mim supera a força emocional de Jessie Buckley, ainda que ambos componham um equilíbrio poderoso na tela.
[/spoiler] O filme evita mencionar diretamente o nome de William Shakespeare até um momento crucial, quando a madrasta de Agnes entrega o panfleto da peça Hamlet. Essa escolha narrativa desloca o foco da figura monumental do dramaturgo para a intimidade da dor familiar, reforçando como a arte nasce do trauma e da perda.[spoiler]
Com uma atmosfera melancólica e uma direção que privilegia silêncios e gestos, Hamnet é uma obra que não busca agradar a todos, mas que recompensa quem se dispõe a sentir sua densidade emocional.
Seleção Final
3.5 18 Assista AgoraApesar da determinação dos atletas japoneses, as provas da Seleção Final, quando comparadas à intensidade da "Batalha dos 100", revelam-se bem inferiores e carregadas de uma complexidade que parece desnecessária.
Seria justo existir uma prova específica para as mulheres: infelizmente, a superioridade física dos homens acaba limitando suas chances de avançar.
No entanto, fiquei satisfeita com o desfecho. O meu atleta preferido soube equilibrar estratégia e força na prova decisiva e conquistou, com mérito, o prêmio final.
Atômica
3.6 1,1KCharlize Theron em Atomic Blonde é praticamente um evento cinematográfico por si só. Loura, morena ou ruiva, ela desfila estilos como quem troca de disfarce, e cada versão vem acompanhada daquele olhar sério, meio perturbado, que dá o charme extra.
Como agente secreta (ok, nem tão secreta assim), ela segura a trama com uma mistura de elegância e pancadaria que faz a gente pensar: se espionagem fosse esporte olímpico, ela levava ouro. Resultado? Um bom passatempo cheio de estilo, trilha sonora marcante e Charlize reinando absoluta.
Animal Kingdom (6ª Temporada)
4.0 22 Assista AgoraA sexta temporada de Animal Kingdom foi um verdadeiro atentado à inteligência do espectador.
[/spoiler]
As escolhas de “trabalho” da família Cody beiram o absurdo: jogam alvejante para limpar DNA, mas não usam touca de cabelo e deixam rastros de sangue por todos os lados.
Como se não bastasse, temos a policial que investiga Pope e que, de forma amadorística, inverte a caixa de cereal que pegou na prateleira. Um detalhe tão ridículo que chega a ser cômico.
[spoiler]
Em toda a minha vida de cinéfila, nunca tinha visto uma vilã tão cruel, ardilosa, manipuladora e ruim como Janine Cody, a Smurf. Ela deixou no chinelo muita antagonista famosa, um verdadeiro manual de perversidade em carne e osso.
Finn Cole entrega uma atuação difícil de avaliar: performa de forma contida, quase apática, com cara de paisagem, e o espectador fica sem saber se é genialidade ou falta de expressão.
A quantidade de dinheiro que os Cody ganhavam nas operações nunca era suficiente, mas a produção gastou uma fortuna na impressão de notas cenográficas. E, para completar, parece que quiseram economizar no figurino para investir na destruição de carros: o “J” só tinha aquela camisa verde de porteiro de prédio, e o Craig repetia incansavelmente a camisa azul quadriculada.
Além disso, para executar seus planos mirabolantes, a família precisava entender de tudo — de “penico à bomba atômica”.
Moral da história: o crime compensa. Que o diga o “J”…
No fim das contas, a sensação foi de maratona forçada: eu não via a hora de acabar.
Mayday
3.3 58 Assista AgoraRyan Reynolds sendo Ryan Reynolds.
Só se salva por alguns bons efeitos especiais.
A patriotada de sempre.
Pequenas Coisas Como Estas
3.2 69 Assista AgoraCillian Murphy se destaca nesse filme como um dos grandes atores de sua geração, mas nem sua atuação é suficiente para segurar uma obra melancólica e extremamente contemplativa.
Ficamos esperando um "grande final" para a história... e ?
A História do Som
3.6 49 Assista AgoraTenho a sensação de que "A História do Som" nasceu do desejo do diretor de discutir música folk, e que o casal gay foi uma escolha para tornar a premissa mais atrativa comercialmente.
As atuações de Paul Mescal e Josh O'Connor com sua simpatia e carisma são ótimas , e a química funciona, mas nada disso é suficiente para salvar o filme.
Dito isso, admito o viés: não gosto de música folk, e isso pesa na minha avaliação.
Na Zona Cinzenta
2.9 80 Assista Agora"Na Zona Cinzenta" está longe de ser o melhor trabalho de Guy Ritchie, mesmo com um elenco de peso. Ainda assim, funciona como entretenimento leve.
Animal Kingdom (4ª Temporada)
4.3 22 Assista Agora[/spoiler]
Graças a Deus que não precisar mais olhar para a cara da Ellen "Smurf" Barkin: ela estava cada vez mais histriônica com aquele andar ridículo, a "comissão de frente" empinada e aquele bico horroroso e cheio de preenchimento.
O roteiro é muito forçado e achei totalmente desnecessários os flashbacks que nada acrescentaram à história.
[spoiler]
Enfim, dinheiro, mentira, drogas e bebidas em quantidades astronômicas.
Hostis
3.7 171 Assista AgoraCom um elenco estelar e muito afiado, Hostis aborda temas distintos como colonização, injustiça e luto, recorrendo a um texto filosófico e, em alguns momentos, poético.
[/spoiler]
Minha ressalva fica por conta da mudança de postura de Cooper em relação aos nativos americanos: o personagem parece mudar de opinião de uma hora para outra, sem que essa transformação seja devidamente construída ao longo da narrativa.
[spoiler]
Definitivamnets não é um filma fácil de assistir...
O Homem que Sussurra
3.0 170 Assista AgoraApesar de boas atuações, a história de "O Homem que Sussurra" é muito fraca.
Os absurdos da trama incluem:
[/spoiler]
Os personagens têm energia elétrica à disposição, mas não a acendem;
Quando Jake é sequestrado, a polícia faz um pente-fino na casa de Tom Kennedy e não encontra o cativeiro, que ele já havia descoberto;
A detetive já deveria ter dado voz de prisão ao assassino Jr. no momento em que viu as plantas mortas na casa do psicólogo.
[spoiler]
Dá para assistir, mas não é uma "Brastemp"....
Animal Kingdom (3ª Temporada)
4.0 30 Assista AgoraA melhor coisa dessa temporada é o trabalho de Shawn Hatosy como Pope.
Ele, simplesmente, ar-ra-sa na caracaterização de um Pope perturbado e atormentado.
Que apelidozinho idiota esse tal de "Smurf"!! Ridículo...
Animal Kingdom (2ª Temporada)
4.2 26 Assista AgoraMuita marra, traição, drogas e testorona em doses cavalares.
Diversão mediana.
Animal Kingdom (1ª Temporada)
4.1 46 Assista AgoraA premissa de Animal Kingdom é boa e a série conta com algumas atuações bastante interessantes.
Tem sexo, drogas, rock and roll, brigas e testosterona em excesso. Em contrapartida, há uma apatia e uma falta de decisão por parte do “J” que chegam a ser absurdas para alguém inserido naquele universo.
O que realmente me incomoda é a quantidade de conveniências e mentiras no roteiro, principalmente a inexplicável inexistência de câmeras de segurança nos locais onde acontecem os “trabalhos” dos Cody. É difícil comprar a ideia de que uma família que vive de cometer crimes consiga operar com tamanha tranquilidade, sem deixar praticamente nenhum registro.
E Ellen Barkin merece um comentário à parte. Acho que ela ficaria melhor trabalhando em um filme de múmia. A quantidade de plásticas e preenchimentos acabou retirando quase toda a expressão do seu olhar, e a boca me causa uma certa agonia.
Apesar disso, ainda é possível reconhecer ali a grande atriz de Marcas de uma Paixão (Siesta), como uma Smurf fria, calculista e manipuladora.
No fim, Animal Kingdom tem uma boa premissa, bons momentos e atuações interessantes, mas exige do espectador uma dose considerável de suspensão de descrença.
A Casa do Dragão (3ª Temporada)
3.7 158 Assista AgoraA pergunta que não quer calar: para trabalhar nessa série, a pessoa precisa ser obrigatoriamente feia?
Fazia tempo que eu não via um elenco tão pouco favorecido pela natureza quanto o de A Casa do Dragão. São raríssimos os que se salvam, uns dois ou três, no máximo. 😂
Além disso, Emma D’Arcy pesou a mão na interpretação de Rhaenyra. A personagem está cheia de cacoetes e a performance, em vários momentos, me pareceu extremamente exagerada.
Os pontos positivos, sem dúvida, ficam por conta dos efeitos especiais e dos maravilhosos dragões. Esses, sim, dão um verdadeiro show.
Eu Vou Te Encontrar
3.6 117 Assista AgoraQue minissérie ruinzinha...
As pistas plantadas ao longo dos episódios criam uma expectativa de reviravoltas intensas que simplesmente não correspondem a coisa nenhuma. É aquela sensação de estar sendo enrolado por horas só para chegar a um final morno, sem nenhum impacto real.
[/spoiler]
Vamos combinar: o cara mata o filho numa crise de sonambulismo? A mulher e o pai não ficam ao lado dele? O júri não absorve o cara por isso? Perai!!
[spoiler]
A atuação de Sam Worthington como David Burroughs é pés-si-ma! Totalmente inexpressivo, parecendo uma vaca de presépio que está ali trabalhando obrigado, sem entregar absolutamente nada de emoção ou nuance ao personagem. Não recomendo a ninguém. Nem para matar tempo.
Letras da Morte
2.5 83 Assista AgoraVai chegar o dia que os roteiristas não vão mais ter histórias para contar e nem o que inventar. Letras da Morte já é um sinal disso.
[/spoiler]
Um serial killer que nasce porque viu o pai morrer na forca e não recebeu atenção de um policial?
[spoiler]
É uma motivação tão rasa que parece saída de um manual de fetiches esquisitos.
E para coroar o desastre, Al Pacino em modo canastrão turbo.
Nuremberg
3.6 101 Assista AgoraCom um elenco estelar e atuações marcantes, Nuremberg revisita a tentativa de tratar a chaga aberta pelo Holocausto através do julgamento de seus execráveis comandantes.
O filme reconstrói magistralmente a tensão dos tribunais de Nuremberg, onde a Justiça, pela primeira vez na história, tentou dar nome e rosto a crimes que pareciam grandes demais para caber em um processo judicial.
[/spoiler]
O plot twist histórico, apesar dos quase oitenta anos passados, ainda surpreende: Hermann Göring, o mais graduado dos réus e braço direito de Hitler, escapa da forca ao ingerir cianeto na própria cela, horas antes da execução marcada. Um desfecho que frustra o senso de justiça formal buscado pelos Aliados, mas que também expõe os limites do próprio tribunal, incapaz de reter, até o fim, o controle sobre o destino de quem ele mesmo condenou.
[spoiler]
Corrida dos Bichos
2.5 119 Assista AgoraCorrida dos Bichos é uma imitação fajuta de "Jogos Vorazes" transplantada para comunidades brasileiras.
Os efeitos especiais são de qualidade duvidosa e as atuações beiram o amadorismo.
Fraquinho...
Cabo do Medo
3.4 93 Assista AgoraVamos combinar: a trilha sonora é o "ó"!!!!
Sentidos do Amor
4.1 1,2K Assista AgoraSentidos do Amor, dirigido por David Mackenzie, é um filme que transcende o rótulo de drama romântico para se tornar uma reflexão profunda sobre a fragilidade humana diante do imprevisível.
[/spoiler]
A trama acompanha Susan (Eva Green), uma epidemiologista, e Michael (Ewan McGregor), um chef de cozinha, que se apaixonam em meio a uma misteriosa epidemia mundial que, progressivamente, retira da humanidade seus sentidos: primeiro o olfato, depois o paladar, e assim sucessivamente.
[spoiler]
Eva Green e Ewan McGregor entregam performances intensas e delicadas, equilibrando vulnerabilidade e força. A química entre os dois sustenta a narrativa, mostrando como o amor pode florescer mesmo em meio ao caos.
[/spoiler]
O roteiro é engenhoso ao usar a perda dos sentidos como metáfora para a desconexão e o medo coletivo. Cada etapa da epidemia é acompanhada por surtos emocionais que revelam tanto a fragilidade quanto a resiliência humana. O filme antecipa, de forma quase profética, a experiência da pandemia da COVID-19, especialmente ao retratar a perda de olfato e paladar, sintomas que se tornaram marcantes na realidade anos depois.
[spoiler]
Mais do que um relato sobre uma catástrofe, Sentidos do Amor é uma história sobre resistência emocional. Ele mostra que, mesmo quando o mundo parece desmoronar, o amor pode ser um ato de esperança e de sobrevivência.
Intrigante e poético, o filme nos lembra que, diante da desesperança, o afeto é capaz de dar sentido à existência. É uma obra que permanece atual e necessária, convidando o espectador a refletir sobre como lidamos com crises e sobre o poder transformador das relações humanas.
Por Trás dos Seus Olhos
2.9 135 Assista AgoraA escolha do diretor de Por Trás dos Seus Olhos em adotar a perspectiva da deficiência visual de Gina provoca um forte desconforto e obriga o espectador a enxergar o mundo através dos olhos da personagem.
[/spoiler]
A mensagem do filme é contundente: mesmo após anos de convivência, jamais conhecemos plenamente do que as pessoas são capazes — e é justamente quando o controle se desfaz que suas verdadeiras intenções vêm à tona.
[spoiler]
Devoradores de Estrelas
4.0 804 Assista AgoraCom uma premissa curiosa de “infeccionadas”, Devoradores de Estrelas acaba sendo um filme mediano
Ryan Gosling, um dos meus atores prediletos, apesar de uma boa atuação, não chega a salvar o filme.
Agora… o tal “caranguejo de pedra” Rocky é um atentado à estética: chega a ser o 11/09 dos alienígenas, superando em feiura o ET e muitos outros que já vi.
Em tempo: a trilha sonora é ótima!
A História de Um Gorila com David Attenborough
3.8 6 Assista AgoraO documentário até prende a atenção, mas ficou meio superficial — nada comparado ao mergulho emocionante de O Professor Polvo.
[/spoiler]Infura virou saco de pancada, tadinho!
[spoiler]
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 487 Assista AgoraHamnet não é um filme para qualquer público. Sua narrativa exige entrega e sensibilidade, já que mergulha profundamente nos temas do amor e do luto.
O longa se destaca pelas atuações intensas e delicadas: Paul Mescal entrega uma performance contida e visceral, que para mim supera a força emocional de Jessie Buckley, ainda que ambos componham um equilíbrio poderoso na tela.
[/spoiler]
O filme evita mencionar diretamente o nome de William Shakespeare até um momento crucial, quando a madrasta de Agnes entrega o panfleto da peça Hamlet. Essa escolha narrativa desloca o foco da figura monumental do dramaturgo para a intimidade da dor familiar, reforçando como a arte nasce do trauma e da perda.[spoiler]
Com uma atmosfera melancólica e uma direção que privilegia silêncios e gestos, Hamnet é uma obra que não busca agradar a todos, mas que recompensa quem se dispõe a sentir sua densidade emocional.