Não são apenas as nossas casas que precisam de faxinas periódicas. Nós também precisamos de limpezas sazonais, a fim de descartar relacionamentos tóxicos e reciclar comportamentos que já não são funcionais e começam apenas a acumular problemas. Esta sensível minissérie é muito sobre isso.
O que torna tão divertida essa série da Netflix é que ela parodia os filmes de agentes secretos justamente numa época onde quase ninguém faz mais questão de guardar segredos.
Os números musicais dão um alento para continuar assistindo uma história que de resto é chata ao extremo. Até o gelo da Islândia consegue ser mais comovente.
O filme tem aquela atmosfera de um tipo particular de pesadelo que o diretor Alfred Hitchcock sabia criar como poucos: o protagonista descobre uma conspiração na qual ninguém acredita - exceto os próprios conspiradores que passam a perseguí-lo durante toda a trama.
Percebo que não curti tanto este filme quanto as outras pessoas que postaram comentários ... provavelmente por conta do tema "famiglia italiana meio bandida meio boazinha", que não me sensibiliza tanto - e sobre o qual me parece que tem uma meia dúzia de filmes bem melhores.
Tecnicamente não sei avaliar a qualidade da interpretação do protagonista que valeu o Oscar ao ator principal. Como simples espectador, fiquei saturado de tantas caretas e contorcionismos. De resto, um filme bem convencional sobre uma história nada convencional.
Muito legal a frase do cartaz do filme em inglês: "love is a force of nature". Quando a cultura não concorda com a natureza, o destino pode ser bem triste. Vale para o romance entre dois caubóis assim como vale para tantas outras formas de amor não predominantes na sociedade.
A cada vez que revejo, gosto ainda mais. O simbolismo da ponte que precisamos atravessar se quisermos realizar nossos sonhos fica ainda mais forte à medida que crescem as diferenças sociais e diminuem as oportunidades de ascender socialmente.
Um filme indiano sem "dancinha" já promete algo diferente. E este filme entrega um olhar nada exótico para os contrastes sociais da "maior democracia do mundo". O filme é, ele próprio, um tigre branco - aquela espécie que só nasce um exemplar em cada geração.
Exemplo de que dá, sim, pra contar uma história sobre militares e comandantes e subordinados e conflitos sem deixar a sensibilidade de lado, sem resumir tudo a tiros, murros e pontapés. Aliás, este filme é todo sobre a sensibilidade.
Um daqueles “dramas” divertidos de assistir porque é apresentado com muita leveza. Não deixa de ser a mesma história de sempre: se ninguém ceder nas pequenas coisas do cotidiano, não tem amor que resista. Em outras palavras, o casamento é a arte de renunciar no acessório para preservar o principal.
Ao contrário do que se pensa, à medida que envelhecemos vamos gradativamente perdendo o juízo. Inclusive o juízo de valor sobre o que assistimos nas horas de lazer. Deve ser por isso que até curti essa manjadíssima história onde o "espírito natalino" ensina lições de vida a uma herdeira rica e piriguete. É claro que o tom de comédia ajuda a não levar nada muito a sério. O que já é um ganho nesses tempos tão sisudos que vivemos.
Tudo aconteceu há mais de 25 anos. E o que mais desalenta é perceber que tão pouca coisa mudou para melhor: então como agora, vidas de negros ou de hispânicos valiam muito menos que as vidas de brancos. E se isso acontecia (e ainda acontece) na “maior democracia do mundo”, não é difícil imaginar o que acontece aqui, na periferia dela.
Comentário irônico sobre como, apesar de nosso comportamento socialmente tão "civilizado", precisamos administrar nossos sentimentos de raiva e frustração. Mas a narrativa não é pesada não, é até muito divertida.
Em 2020 comemoramos as Bodas de Ouro do lançamento deste filme que fez muita gente verter cascatas de lágrimas nos cinemas – sim, nos cinemas, porque ainda ninguém sequer sonhava que um dia haveria o tal do “streaming”. Oscar de Melhor Canção. Globos de Ouro de Melhor Drama, Diretor, Atriz, Roteiro e Canção. Eternizou a frase: “amar é jamais ter que pedir perdão”. É um filme de um outro tempo, para assistir naquela Sessão Nostalgia que às vez dá vontade de curtir.
Nem seria errado dizer que é um documentário sobre o fanatismo - aí incluídos tanto quem estava de um lado quanto quem estava de outro. Mas talvez seja mais exato dizer que é um documentário sobre a inexistência de uma verdade única, sobre os muitos pontos de vista que cada fenômeno oferece. Acima de tudo, sobre o fato de que a fé, para o bem e para o mal, tem muito pouco a ver com fatos.
Quais são os papeis do amor e do sexo num casamento? Dá pra meio que separar um do outro e continuar levando tudo numa boa? Série adulta, feita para uma assistência madura. Às vezes a barra pesa até demais (na dimensão emocional), então é preciso um pouco de coragem pra assistir. Mas a qualidade da narrativa vale a empreitada.
O filme já tem mais de 15 anos. A história se desenrola no Uruguai, um país que por sua vez parece que parou no tempo. Pessoas, objetos, relacionamentos, tudo em cena tem cara de “desfuncional” ou, pelo menos, com algum defeito. Por que assistir isso? Talvez porque nos lembre que seres humanos são assim mesmo – criaturas imperfeitas e frágeis que se desgastam com o tempo. Mas é a esta espécie que criaturas que todos pertencemos. Outro motivo? Prêmio de Melhor Filme Latino no Festival de Gramado de 2004.
Já era um filme para adolescentes em 2011. Hoje, com a garotada cada vez menos bobinha (embora nem por isso mais madura), nem pra eles se justifica … O que sobrou? Uma leve simpatia dos irmãos protagonistas. A assistir somente naqueles momentos de extrema preguiça para pesquisar alternativas (foi o meu caso).
Ninguém duvida que Robert De Niro é um senhor ator. Então por que, neste filme, ele parece um charlatão fazedor de caretas? Minha teoria: assim como o personagem dele na verdade tira onda com todos os jovens na empresa onde faz estágio, assim também esse ótimo ator está tirando onda com todos nós na plateia – tipo, vocês me pagam e quem mais se diverte sou eu também.
A publicidade nos incentiva a desejar e amar objetos – o que não é nenhum crime, embora possa se transformar numa patologia. É aqui que mora o perigo: quando as circunstâncias da vida nos levam a ter que abrir mão de coisas que foram se tornando a própria razão de ser dessa vida.
Maid
4.4 387 Assista AgoraNão são apenas as nossas casas que precisam de faxinas periódicas. Nós também precisamos de limpezas sazonais, a fim de descartar relacionamentos tóxicos e reciclar comportamentos que já não são funcionais e começam apenas a acumular problemas. Esta sensível minissérie é muito sobre isso.
Força-Queer (1ª Temporada)
3.9 28 Assista AgoraO que torna tão divertida essa série da Netflix é que ela parodia os filmes de agentes secretos justamente numa época onde quase ninguém faz mais questão de guardar segredos.
Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars
3.2 282Os números musicais dão um alento para continuar assistindo uma história que de resto é chata ao extremo. Até o gelo da Islândia consegue ser mais comovente.
Correspondente Estrangeiro
3.7 58 Assista AgoraO filme tem aquela atmosfera de um tipo particular de pesadelo que o diretor Alfred Hitchcock sabia criar como poucos: o protagonista descobre uma conspiração na qual ninguém acredita - exceto os próprios conspiradores que passam a perseguí-lo durante toda a trama.
Sangue do Meu Sangue
3.7 17Percebo que não curti tanto este filme quanto as outras pessoas que postaram comentários ... provavelmente por conta do tema "famiglia italiana meio bandida meio boazinha", que não me sensibiliza tanto - e sobre o qual me parece que tem uma meia dúzia de filmes bem melhores.
A Teoria de Tudo
4.1 3,4K Assista AgoraTecnicamente não sei avaliar a qualidade da interpretação do protagonista que valeu o Oscar ao ator principal. Como simples espectador, fiquei saturado de tantas caretas e contorcionismos. De resto, um filme bem convencional sobre uma história nada convencional.
Mank
3.2 461 Assista AgoraBonito mas chato. Se tiver de escolher, ainda prefiro um filme feio mas intrigante.
O Segredo de Brokeback Mountain
3.9 2,2KMuito legal a frase do cartaz do filme em inglês: "love is a force of nature". Quando a cultura não concorda com a natureza, o destino pode ser bem triste. Vale para o romance entre dois caubóis assim como vale para tantas outras formas de amor não predominantes na sociedade.
Os Embalos de Sábado à Noite
3.4 673 Assista AgoraA cada vez que revejo, gosto ainda mais. O simbolismo da ponte que precisamos atravessar se quisermos realizar nossos sonhos fica ainda mais forte à medida que crescem as diferenças sociais e diminuem as oportunidades de ascender socialmente.
O Tigre Branco
3.8 403 Assista AgoraUm filme indiano sem "dancinha" já promete algo diferente. E este filme entrega um olhar nada exótico para os contrastes sociais da "maior democracia do mundo". O filme é, ele próprio, um tigre branco - aquela espécie que só nasce um exemplar em cada geração.
Dragão Vermelho
4.0 905 Assista AgoraO elenco de ótimos atores e atrizes já é suficiente para curtir bastante este filme.
Alerta Lobo
3.5 124 Assista AgoraExemplo de que dá, sim, pra contar uma história sobre militares e comandantes e subordinados e conflitos sem deixar a sensibilidade de lado, sem resumir tudo a tiros, murros e pontapés. Aliás, este filme é todo sobre a sensibilidade.
Separados pelo Casamento
2.9 577 Assista AgoraUm daqueles “dramas” divertidos de assistir porque é apresentado com muita leveza.
Não deixa de ser a mesma história de sempre: se ninguém ceder nas pequenas coisas do cotidiano, não tem amor que resista. Em outras palavras, o casamento é a arte de renunciar no acessório para preservar o principal.
Cartão de Natal
3.1 90Ao contrário do que se pensa, à medida que envelhecemos vamos gradativamente perdendo o juízo. Inclusive o juízo de valor sobre o que assistimos nas horas de lazer. Deve ser por isso que até curti essa manjadíssima história onde o "espírito natalino" ensina lições de vida a uma herdeira rica e piriguete. É claro que o tom de comédia ajuda a não levar nada muito a sério. O que já é um ganho nesses tempos tão sisudos que vivemos.
American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson (1ª Temporada)
4.5 587 Assista AgoraTudo aconteceu há mais de 25 anos. E o que mais desalenta é perceber que tão pouca coisa mudou para melhor: então como agora, vidas de negros ou de hispânicos valiam muito menos que as vidas de brancos. E se isso acontecia (e ainda acontece) na “maior democracia do mundo”, não é difícil imaginar o que acontece aqui, na periferia dela.
Aggretsuko (2ª Temporada)
4.3 39Comentário irônico sobre como, apesar de nosso comportamento socialmente tão "civilizado", precisamos administrar nossos sentimentos de raiva e frustração. Mas a narrativa não é pesada não, é até muito divertida.
Love Story: Uma História de Amor
3.4 209Em 2020 comemoramos as Bodas de Ouro do lançamento deste filme que fez muita gente verter cascatas de lágrimas nos cinemas – sim, nos cinemas, porque ainda ninguém sequer sonhava que um dia haveria o tal do “streaming”. Oscar de Melhor Canção. Globos de Ouro de Melhor Drama, Diretor, Atriz, Roteiro e Canção. Eternizou a frase: “amar é jamais ter que pedir perdão”. É um filme de um outro tempo, para assistir naquela Sessão Nostalgia que às vez dá vontade de curtir.
Great News (2ª Temporada)
3.6 21Já vi pelos comentários que a personagem Carol tem lovers e haters ... Tô no time dos que acham ela muito engraçada!
Wild Wild Country
4.3 269 Assista AgoraNem seria errado dizer que é um documentário sobre o fanatismo - aí incluídos tanto quem estava de um lado quanto quem estava de outro. Mas talvez seja mais exato dizer que é um documentário sobre a inexistência de uma verdade única, sobre os muitos pontos de vista que cada fenômeno oferece. Acima de tudo, sobre o fato de que a fé, para o bem e para o mal, tem muito pouco a ver com fatos.
Wanderlust - Navegar É Preciso
4.0 65Quais são os papeis do amor e do sexo num casamento? Dá pra meio que separar um do outro e continuar levando tudo numa boa? Série adulta, feita para uma assistência madura. Às vezes a barra pesa até demais (na dimensão emocional), então é preciso um pouco de coragem pra assistir. Mas a qualidade da narrativa vale a empreitada.
Whisky
3.8 109O filme já tem mais de 15 anos. A história se desenrola no Uruguai, um país que por sua vez parece que parou no tempo. Pessoas, objetos, relacionamentos, tudo em cena tem cara de “desfuncional” ou, pelo menos, com algum defeito. Por que assistir isso? Talvez porque nos lembre que seres humanos são assim mesmo – criaturas imperfeitas e frágeis que se desgastam com o tempo. Mas é a esta espécie que criaturas que todos pertencemos. Outro motivo? Prêmio de Melhor Filme Latino no Festival de Gramado de 2004.
Uma Noite Mais Que Louca
3.0 428 Assista AgoraJá era um filme para adolescentes em 2011. Hoje, com a garotada cada vez menos bobinha (embora nem por isso mais madura), nem pra eles se justifica … O que sobrou? Uma leve simpatia dos irmãos protagonistas. A assistir somente naqueles momentos de extrema preguiça para pesquisar alternativas (foi o meu caso).
Um Senhor Estagiário
3.9 1,2K Assista AgoraNinguém duvida que Robert De Niro é um senhor ator. Então por que, neste filme, ele parece um charlatão fazedor de caretas? Minha teoria: assim como o personagem dele na verdade tira onda com todos os jovens na empresa onde faz estágio, assim também esse ótimo ator está tirando onda com todos nós na plateia – tipo, vocês me pagam e quem mais se diverte sou eu também.
A Casa
3.1 603 Assista AgoraA publicidade nos incentiva a desejar e amar objetos – o que não é nenhum crime, embora possa se transformar numa patologia. É aqui que mora o perigo: quando as circunstâncias da vida nos levam a ter que abrir mão de coisas que foram se tornando a própria razão de ser dessa vida.