Aqui existem dosagens muito erradas de humor e romance. Fora o drama paralelo que, em nenhum momento, é levado a sério, sendo ofuscado pelos próprios zumbis inteligentes. Sem avaliação.
O retrato do sofrimento se chama "COMO ESQUECER", sem duvidas. É um filme com uma história comum, sem final, e com nada demais, que em nenhum momento é ativista em relação a sexualidade das personagens de Murilo Rosa e Ana Paula. Acredito que a intenção era somente retratar o sofrimento em suas fases, de protagonista e coadjuvante, e o fizeram com maestria sobre um caso comum,
o que acabou por tornar irrelevante o fato da própria Antonia não aparecer em nenhum momento e nem o motivo pela separação ser revelado, e nem como foi que o tal Pedro veio a falecer.
Vi um filme vazio, sem justificativa, com personagens sem precedentes, onde o climax simplesmente acontece.
Vi um filme preocupado com slow motions enquanto alguém caminha, diálogos nem um pouco naturais e situações, por um lado estranhas para a trama, por outro nada de especial. É claro que considero o fato do diretor/roteirista ser jovem e estreante, mas isso não justifica o roteiro pobre.
"Nicolas é um interiorano novo na cidade que simplesmente vai dormir na casa de dois estranhos, ambos apaixonados por ele, que interpretam mal suas ações." Oh, claro, Nicolas foi todo carinhoso e apaixonante porque era "seu modo de ser", e estavam todos equivocados a seu respeito, agora os amigos agem como crianças enciumadas só porque não tem a atenção que tanto procuravam.
Se não fosse aquele zoom in/zoom out enquanto pessoas aleatórias comentavam suas experiências, até que se salvaria em questão de conteúdo.
O maior erro cometido nesse filme (o segundo e este) foi o diretor ter vendido os direitos de Atividade Paranormal para a Paramount. Quer dizer, um programador de jogos tira capital do próprio bolso, chama dois estranhos para fingir estarem amedrontados na casa do diretor que, na verdade, não é diretor. Com um orçamento realmente baixo e "efeitos especiais" produzidos por fios de nilon estrategicamente amarrados, Oren nos faz acreditar que tudo o que se passa ali é real, com uma tensão criada através de uma "genialidade pobre". O espectador teme o desconhecido, aquilo que em nenhum momento vê, mas acredita cegamente que é real. A ideia de filmar num formato de falso documentário veio com a Bruxa de Blair com certeza, o que tornaria os fatos, de alguma forma, reais, fazendo as pessoas temerem o inimigo invisível.
Pois bem, Atividade Paranormal foi um fenômeno de bilheteria, que, ao contrário da Bruxa de Blair, teve um orçamento extremamente baixo. O erro fatal, repito, foi ter caído nas mãos da Paramount, que, aproveitando o sucesso, acreditou que poderia valorizar suas ações escrevendo continuações com pretextos desnecessário, furos de roteiro e a insistência de filmar como documentário falso.
Quero dizer: no primeiro Atividade Paranormal, o formato de documentário realmente foi um diferencial, ainda que repetido, que tornou o filme o sucesso que foi, MAS, os atores pareciam ter um motivo convincente de estar pra lá e pra cá com uma câmera no ombro. Na sequência de Atividade Paranormal 2 e 3, não há mais motivos pros atores andarem de um lado para o outro com o pretexto no roteiro de que "eles adoram filmar cada momento juntos, até notarem fatos estranhos e passarem a filmar o tempo todo". Não faz o mínimo de sentido uma família viver registrando o almoço, o sono e o entretenimento por puro prazer.
Fora as ditas "atividades paranormais" apelativas que ocorrem no segundo e terceiro filme. São tão apelativas, mas tão apelativas, que dá vergonha dos "efeitos especiais" e raiva pela quebra da tensão que o primeiro filme mostrou com genialidade, ainda que se tratasse de um cineastra amador.
No segundo filme, nada demais acontece, os fatos são lentos, e os sustos programados, deixando pra desencadear uma série de acontecimentos nos dez minutos finais. Já este terceiro filme seguiu com a mesma fórmula: "nós somos uma família que adora se filmar, mas devido as coisas estranhas que tem acontecido em nossa casa, decidimos instalar câmeras por todo lado para analisar essas atividades paranormais", mas pareceu apostar agora na "materialização" do inimigo. Nessa altura do campeonato, os diretores não se retem mais em portas batendo, rangidos, luzes que acendem e apagam. Agora apelam para a já clássica cena de algo invisível puxando os protagonistas. Atividade Paranormal 2 e 3 tenta ser explícito, mas sem assustar, porque boa parte do espectador já conhece o truquinho.
E pra finalizar: MAS QUE TENTATIVA DE FINAL AUTOEXPLICATIVO DA TRILOGIA FOI AQUELE?!
A Paramount achou ter encontrado um poço de petróleo em meio ao cinema de terror, que ultimamente está em decadência, insistindo em escrever e dirigir continuações pra franquia de Atividade Paranormal, sem inovar em nenhuma delas.
O primeiro filme que assisti de Gus foi Elefante, e nele percebi que o diretor manipula a cronologia dos fatos de modo a confundir ou chamar atenção. Vi isso se repetir em Last Days. Confesso que me senti confusa com as cenas que se repetem com outra perspectiva ou ângulo.
Também observei as longas tomadas em ambos os filmes. Uma câmera acompanha o ator até os confins da Terra, se preciso for. Parece ser típico do diretor. Fora a presença da prática homossexual imprevisível em Elefante e Last Days.
Que o filme é lento, eu concordo. Elefante também é um filme lento, mas atingiu um climáx. Last Days não tem climáx.
Mudem a sinopse para "Last Days é um filme sobre um cara que enlouqueceu com sua depressão e prefere se resolver com isolamento a ter que ser incomodado com os outros."
Reconheço que o filme é de uma profundidade disfarçada, mas o roteiro é confuso. Há poucos diálogos e explicações do que realmente se passa. Vemos cenas das crises agravadas do protagonista, entendemos, também, que ele está triste e a beira da demência total, mas não entendemos as histórias paralelas, nem a causa da morte de Blake.
Last Days tem uma boa fotografia, belos personagens, ótimo cenário e nenhum roteiro. Em Elefante, as longas tomadas e a "cronologia manipulada" foram elementos bem explorados e que deram certo. O diretor repetiu a formula neste filme, mas esqueceu de acrescentar uma história. Não teve nem uma moral, tipo "não adianta procurar felicidade, a gente morre sozinho e coisa e tal".
Acabei de cumprir uma promessa a um antigo amigo assistindo Tomboy.
O filme parece não ser conduzido segundo um roteiro propriamente dito devido a naturalidade que se passa entre as personagens, principalmente entre as irmãs. Deu-me a impressão que a equipe de filmagem apenas captara momentos de entretenimento de um grupo de crianças que não sabiam que estavam sendo filmadas.
A simplicidade do filme é arrebatadora e a performance dos atores é impecável. Há muito não assistia nada igual, se bem que pra encontrar material assim, só na Mostra Internacional de Cinema na Cultura (ótimo programa).
Tomboy com certeza é um filme muito bonito, simples, "puro" e delicado, mas que, em contrapartida, mostra desde a crueldade das crianças a forma que os pais lidam com o comportamento da filha. Mas a melhor parte é a forma como Lisa, a coadjuvante, encara a situação. É claro que inicialmente ela se sente enganada e brava ao descobrir que Michael, na verdade, é uma menina, entretanto, no final, ela parece estar aborrecida pelo fato de Michael não ser o menino, mas disposta a continuar mantendo vínculos com Laura. Um caso de interpretação.
Tomboy é uma histórinha de gente grande que se passa com crianças, e lógico que não tem final, ou então a diretora teria de estender o filme até a fase adulta das personagens envolvidas, o que seria um erro. Ainda assim, achei o final genial... um rastro de uma ideia no ar.
Parece-me, segundo o que li, um filme realmente aceito pela crítica, e muito longe de ser um típico "clichêzinho francês". Agradou até os desagradáveis, falando por mim mesma, que prefiro filmes com roteiros mais violentos e até incluí na lista de favoritos, com pretensão de assistir novamente.
Marquei como "quero ver", mas já com baixas expectativas. É realmente necessário expandir um roteiro que, originalmente, não deixou uma brecha para futuras continuações? O primeiro filme pareceu tão real que até convenceu aqueles que foram assistir esperando ver cenas macabras, aparições, rituais. Até os fatos antecedentes dos acontecimentos eram tão convincentes que não tinha quem me fizesse desacreditar.
O segundo filme foi tão desnecessário quanto este será. Teve um roteiro bem argumentativo, uma história rápida, porém estruturada, bastava mudar o título e alguns detalhes que remetesse a Bruxa de Blair, e então adicionar mais uma hora para enfiar mais algumas explicações pro filme não parecer tão desconexo, aí sim ele seria um sucesso ou um fracasso (como foi) com outros produtores. Um típico filme de suspense que envolve jovens embriagados num lugar onde não deveriam estar, pois seus antecedentes são macabros, então, um a um vão desaparecendo, e os sobreviventes acabam por descobrir o que realmente se passa. Uma pessoa sobrevive e conta a história. Pronto! Uma sinopse. Mas sendo a continuação de um filme que não deveria ter, acabou como um fracasso de crítica e bilheteria, e para tanto, não precisa ser formado, ser "crítico de cinema", cinéfilo ou mesmo erudito, bastava ter assistido o primeiro pra achar que o segundo é um desperdício de título e investimento.
O mesmo acontecerá com o terceiro filme, que na verdade quer seguir a cronologia do primeiro, deixando de lado acontecimentos do segundo, o que nos deixa desorientados. Afinal, os protagonistas do primeiro filme morreram, o mistério que passou a acompanhá-los era o climax todo momento, não entendo qual o argumento que os roteiristas vão usar para criar tal continuação.
Eles escreverão sobre a própria bruxa? Vão apelar para cenas de rituais com crianças? Vão insistir nesse modelo de filmagem amadora pra dar o ar de "veracidade"? Nós já vimos o truque e ficamos vislumbrados, repeti-lo para a platéia será perda de tempo, ainda mais quando essa mesma platéia já o conhece tão bem.
Zumbilândia
3.7 2,5K Assista AgoraAqui existem dosagens muito erradas de humor e romance. Fora o drama paralelo que, em nenhum momento, é levado a sério, sendo ofuscado pelos próprios zumbis inteligentes. Sem avaliação.
[REC]
3.6 1,7K Assista Agoratrashzão.
Depois do Fim do Mundo
4.1 42A direção de dublagem é perfeita.
Como Esquecer
3.6 656 Assista AgoraO retrato do sofrimento se chama "COMO ESQUECER", sem duvidas. É um filme com uma história comum, sem final, e com nada demais, que em nenhum momento é ativista em relação a sexualidade das personagens de Murilo Rosa e Ana Paula. Acredito que a intenção era somente retratar o sofrimento em suas fases, de protagonista e coadjuvante, e o fizeram com maestria sobre um caso comum,
o que acabou por tornar irrelevante o fato da própria Antonia não aparecer em nenhum momento e nem o motivo pela separação ser revelado, e nem como foi que o tal Pedro veio a falecer.
O gênero não me atrai, mas foi um bom filme.
Amores Imaginários
3.8 1,5KVi um filme vazio, sem justificativa, com personagens sem precedentes, onde o climax simplesmente acontece.
Vi um filme preocupado com slow motions enquanto alguém caminha, diálogos nem um pouco naturais e situações, por um lado estranhas para a trama, por outro nada de especial. É claro que considero o fato do diretor/roteirista ser jovem e estreante, mas isso não justifica o roteiro pobre.
"Nicolas é um interiorano novo na cidade que simplesmente vai dormir na casa de dois estranhos, ambos apaixonados por ele, que interpretam mal suas ações." Oh, claro, Nicolas foi todo carinhoso e apaixonante porque era "seu modo de ser", e estavam todos equivocados a seu respeito, agora os amigos agem como crianças enciumadas só porque não tem a atenção que tanto procuravam.
Se não fosse aquele zoom in/zoom out enquanto pessoas aleatórias comentavam suas experiências, até que se salvaria em questão de conteúdo.
Atividade Paranormal 3
2.9 1,9K Assista AgoraO maior erro cometido nesse filme (o segundo e este) foi o diretor ter vendido os direitos de Atividade Paranormal para a Paramount. Quer dizer, um programador de jogos tira capital do próprio bolso, chama dois estranhos para fingir estarem amedrontados na casa do diretor que, na verdade, não é diretor. Com um orçamento realmente baixo e "efeitos especiais" produzidos por fios de nilon estrategicamente amarrados, Oren nos faz acreditar que tudo o que se passa ali é real, com uma tensão criada através de uma "genialidade pobre". O espectador teme o desconhecido, aquilo que em nenhum momento vê, mas acredita cegamente que é real. A ideia de filmar num formato de falso documentário veio com a Bruxa de Blair com certeza, o que tornaria os fatos, de alguma forma, reais, fazendo as pessoas temerem o inimigo invisível.
Pois bem, Atividade Paranormal foi um fenômeno de bilheteria, que, ao contrário da Bruxa de Blair, teve um orçamento extremamente baixo. O erro fatal, repito, foi ter caído nas mãos da Paramount, que, aproveitando o sucesso, acreditou que poderia valorizar suas ações escrevendo continuações com pretextos desnecessário, furos de roteiro e a insistência de filmar como documentário falso.
Quero dizer: no primeiro Atividade Paranormal, o formato de documentário realmente foi um diferencial, ainda que repetido, que tornou o filme o sucesso que foi, MAS, os atores pareciam ter um motivo convincente de estar pra lá e pra cá com uma câmera no ombro. Na sequência de Atividade Paranormal 2 e 3, não há mais motivos pros atores andarem de um lado para o outro com o pretexto no roteiro de que "eles adoram filmar cada momento juntos, até notarem fatos estranhos e passarem a filmar o tempo todo". Não faz o mínimo de sentido uma família viver registrando o almoço, o sono e o entretenimento por puro prazer.
Fora as ditas "atividades paranormais" apelativas que ocorrem no segundo e terceiro filme. São tão apelativas, mas tão apelativas, que dá vergonha dos "efeitos especiais" e raiva pela quebra da tensão que o primeiro filme mostrou com genialidade, ainda que se tratasse de um cineastra amador.
No segundo filme, nada demais acontece, os fatos são lentos, e os sustos programados, deixando pra desencadear uma série de acontecimentos nos dez minutos finais. Já este terceiro filme seguiu com a mesma fórmula: "nós somos uma família que adora se filmar, mas devido as coisas estranhas que tem acontecido em nossa casa, decidimos instalar câmeras por todo lado para analisar essas atividades paranormais", mas pareceu apostar agora na "materialização" do inimigo. Nessa altura do campeonato, os diretores não se retem mais em portas batendo, rangidos, luzes que acendem e apagam. Agora apelam para a já clássica cena de algo invisível puxando os protagonistas. Atividade Paranormal 2 e 3 tenta ser explícito, mas sem assustar, porque boa parte do espectador já conhece o truquinho.
E pra finalizar: MAS QUE TENTATIVA DE FINAL AUTOEXPLICATIVO DA TRILOGIA FOI AQUELE?!
A Paramount achou ter encontrado um poço de petróleo em meio ao cinema de terror, que ultimamente está em decadência, insistindo em escrever e dirigir continuações pra franquia de Atividade Paranormal, sem inovar em nenhuma delas.
Acho que "decepcionante" é a palavra que define.
Últimos Dias
2.9 350 Assista AgoraO primeiro filme que assisti de Gus foi Elefante, e nele percebi que o diretor manipula a cronologia dos fatos de modo a confundir ou chamar atenção. Vi isso se repetir em Last Days. Confesso que me senti confusa com as cenas que se repetem com outra perspectiva ou ângulo.
Também observei as longas tomadas em ambos os filmes. Uma câmera acompanha o ator até os confins da Terra, se preciso for. Parece ser típico do diretor. Fora a presença da prática homossexual imprevisível em Elefante e Last Days.
Que o filme é lento, eu concordo. Elefante também é um filme lento, mas atingiu um climáx. Last Days não tem climáx.
Mudem a sinopse para "Last Days é um filme sobre um cara que enlouqueceu com sua depressão e prefere se resolver com isolamento a ter que ser incomodado com os outros."
Reconheço que o filme é de uma profundidade disfarçada, mas o roteiro é confuso. Há poucos diálogos e explicações do que realmente se passa. Vemos cenas das crises agravadas do protagonista, entendemos, também, que ele está triste e a beira da demência total, mas não entendemos as histórias paralelas, nem a causa da morte de Blake.
Last Days tem uma boa fotografia, belos personagens, ótimo cenário e nenhum roteiro. Em Elefante, as longas tomadas e a "cronologia manipulada" foram elementos bem explorados e que deram certo. O diretor repetiu a formula neste filme, mas esqueceu de acrescentar uma história. Não teve nem uma moral, tipo "não adianta procurar felicidade, a gente morre sozinho e coisa e tal".
Decepcionante.
Tomboy
4.2 1,6KAcabei de cumprir uma promessa a um antigo amigo assistindo Tomboy.
O filme parece não ser conduzido segundo um roteiro propriamente dito devido a naturalidade que se passa entre as personagens, principalmente entre as irmãs. Deu-me a impressão que a equipe de filmagem apenas captara momentos de entretenimento de um grupo de crianças que não sabiam que estavam sendo filmadas.
A simplicidade do filme é arrebatadora e a performance dos atores é impecável. Há muito não assistia nada igual, se bem que pra encontrar material assim, só na Mostra Internacional de Cinema na Cultura (ótimo programa).
Tomboy com certeza é um filme muito bonito, simples, "puro" e delicado, mas que, em contrapartida, mostra desde a crueldade das crianças a forma que os pais lidam com o comportamento da filha. Mas a melhor parte é a forma como Lisa, a coadjuvante, encara a situação. É claro que inicialmente ela se sente enganada e brava ao descobrir que Michael, na verdade, é uma menina, entretanto, no final, ela parece estar aborrecida pelo fato de Michael não ser o menino, mas disposta a continuar mantendo vínculos com Laura. Um caso de interpretação.
Tomboy é uma histórinha de gente grande que se passa com crianças, e lógico que não tem final, ou então a diretora teria de estender o filme até a fase adulta das personagens envolvidas, o que seria um erro. Ainda assim, achei o final genial... um rastro de uma ideia no ar.
Parece-me, segundo o que li, um filme realmente aceito pela crítica, e muito longe de ser um típico "clichêzinho francês". Agradou até os desagradáveis, falando por mim mesma, que prefiro filmes com roteiros mais violentos e até incluí na lista de favoritos, com pretensão de assistir novamente.
Terror em Silent Hill
3.5 1,5K Assista AgoraPor que Christophe Gans não foi chamado para adaptar Resident Evil ou para tentar salvar nas continuações?
Bruxa de Blair
2.4 997 Assista AgoraMarquei como "quero ver", mas já com baixas expectativas. É realmente necessário expandir um roteiro que, originalmente, não deixou uma brecha para futuras continuações? O primeiro filme pareceu tão real que até convenceu aqueles que foram assistir esperando ver cenas macabras, aparições, rituais. Até os fatos antecedentes dos acontecimentos eram tão convincentes que não tinha quem me fizesse desacreditar.
O segundo filme foi tão desnecessário quanto este será. Teve um roteiro bem argumentativo, uma história rápida, porém estruturada, bastava mudar o título e alguns detalhes que remetesse a Bruxa de Blair, e então adicionar mais uma hora para enfiar mais algumas explicações pro filme não parecer tão desconexo, aí sim ele seria um sucesso ou um fracasso (como foi) com outros produtores. Um típico filme de suspense que envolve jovens embriagados num lugar onde não deveriam estar, pois seus antecedentes são macabros, então, um a um vão desaparecendo, e os sobreviventes acabam por descobrir o que realmente se passa. Uma pessoa sobrevive e conta a história. Pronto! Uma sinopse. Mas sendo a continuação de um filme que não deveria ter, acabou como um fracasso de crítica e bilheteria, e para tanto, não precisa ser formado, ser "crítico de cinema", cinéfilo ou mesmo erudito, bastava ter assistido o primeiro pra achar que o segundo é um desperdício de título e investimento.
O mesmo acontecerá com o terceiro filme, que na verdade quer seguir a cronologia do primeiro, deixando de lado acontecimentos do segundo, o que nos deixa desorientados. Afinal, os protagonistas do primeiro filme morreram, o mistério que passou a acompanhá-los era o climax todo momento, não entendo qual o argumento que os roteiristas vão usar para criar tal continuação.
Eles escreverão sobre a própria bruxa? Vão apelar para cenas de rituais com crianças? Vão insistir nesse modelo de filmagem amadora pra dar o ar de "veracidade"? Nós já vimos o truque e ficamos vislumbrados, repeti-lo para a platéia será perda de tempo, ainda mais quando essa mesma platéia já o conhece tão bem.
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