Excelente filme. Foi difícil assistir porque eu conheço uma Julie na versão masculina 🫠. A protagonista tem uma construção maravilhosa e consegui ver os outros personagens ganhando espaço por meio dela. Adorei a atuação do trio em foco, em especial da Renate Reinsve. Se a Julie te irrita, ótimo. Em resumo, ela é o tipo de pessoa que precisa de muita psicanálise pra ver se melhora um pouco. O mais doloroso é que pessoas assim se comprometem, se envolvem, mas não sustentam quando as coisas ficam difíceis (como o próprio Aksel diz pra ela). Ressalto que o teor da história é muito psicanalítico, inclusive, aparece menção direta a Freud e à questão paterna.
Ao meu ver, o final foi ótimo. Ela precisa de tempo sozinha para se conhecer, ganhar autonomia e amadurecer. Ficaria chateada se terminasse com ela se envolvendo de forma insegura com outra pessoa na repetição de sempre. O que a Julie enxerga no Aksel é alguém que sabe o que quer (o que ela não sabe). Já no Eivind, ela vê a si mesma (como chega a mencionar) e também uma fuga do compromisso que mantinha com Aksel. No fim, ela só nunca soube mesmo o que queria.
Tudo bem que o Lynch seja fora da caixinha etc., mas esse filme é cansativo. No começo, se sente uma ânsia de descobrir mais e depois esfria. Não sustenta a expectativa. O que gostei muito foi das atuações da Isabella Rossellini e do Dennis Hopper. A Dorothy é uma personagem intrigante, acho que o elemento mais interessante, embora não seja explorada para além dos fetiches masculinos.
Não gostei do desfecho do Jeffrey, porque tudo acabou bem para ele. Ele usou a Dorothy por baixo da fachada de bom moço e foi constituir família com a Sandy. Ele abusou da Dorothy sexualmente, visto que ela estava mentalmente instável e era abusada o tempo todo pelo Frank. Ainda saiu como herói 🤡.
Filme excelente! A animação é maravilhosa. Além disso, os diálogos são muito bons. Adoro como a metáfora dos 100 metros acaba por trabalhar objetivos de vida e o motor do desejo em ação. Afinal, é isso que somos: seres desejantes. O final me deixou emocionada! Para mim, a mensagem é que devemos ter um objetivo, mas é importante que o caminho até lá também valha a pena.
Eu esperava mais. Não por hype, mas pela ideia ser interessante. Não conhecia o livro, então foi tudo inédito para mim. Minha primeira nota é: terror onde? Não funcionou comigo. Achei as mensagens meio conflitantes e não sou do tipo que gosta de muita explicação, porém, achei que faltou material a ser abordado. Algumas coisas pareceram bem forçadas, sem uma cadência entre os fatos. Talvez fosse melhor se tivesse umas 2h30m de duração ou 3h.
Achei o conceito promissor. A forma como trabalham a construção da parentalidade é muito bem executada, a princípio. A atuação da Vikander foi uma boa surpresa. Assim que a vi, já esperava muito dela. Como outras pessoas mencionaram, acho que perderam a mão do meio para o fim. De todo modo, entendi a mensagem sobre o controle governamental, só penso que poderia ter sido melhor se seguisse a ideia inicial.
Lindo! A animação está belíssima. O ponto alto é a construção da relação do Denji e da Reze. A cena da piscina que depois é retomada no mar... sem palavras.
Fofo. A animação tem um traço que pode não agradar a todos, ainda mais se você não costuma assistir animações. Eu gostei, adoro a liberdade artística dos desenhos. Para mim, o que mais interessante no enredo foi o luto da protagonista e do pai dela. O romance dos protagonistas é consistente. Não é dos mais memoráveis, mas é bom.
Eu entendo o quanto esse filme é exaltado. Além do trabalho de direção extremamente competente, ele entrega nuances do início ao fim. Tem também o plano sequência e as atuações impecáveis, em especial de Darín e Soledad Villamil. O personagem Sandoval marca muito com a fala sobre paixão que desenrola o enredo. Amo essa narrativa não-linear que explora memórias e afetos. Realmente não é um enredo acelerado e que se explica o tempo inteiro, nem deveria ser. A história toma seu tempo e nos arrasta junto de Esposito nas suas divagações, assim como ele foi arrastado por elas durante 25 anos. As pistas a partir das fotos do Gómez são fantásticas na narrativa, mas acho que também muito cabais. Isso porque coaduna com o fato de que o assassino conhecia a vítima, a qual foi violentada sexualmente e Gómez teve um relacionamento com ela na adolescência. Não dava para descartá-lo como suspeito. E como esquecer a foto do Esposito olhando para a Irene? Ele sabia o olhar de paixão, ele conhecia o sentimento. É até perturbador pensar que uma paixão movimenta um homicídio tanto quanto movimenta outros relacionamentos. Obviamente, tem muitos outros sentimentos que levam a matar alguém, eu me refiro ao ponto de partida que é comum a ambos. É pela identificação do protagonista com os sentimentos desses outros homens (Gómez e Morales) que tudo se desvenda. No fim, Esposito estava certo: algo levou Morales a continuar sua vida. Assim, Esposito resolve finalmente fazer a vida dele continuar.
Acho que passei quase 3 anos desde que li o mangá até assistir ao live-action porque tenho receio desse tipo de material não ser uma boa adaptação. Hirunaka no Ryuusei é meu mangá shoujo favorito. Amei tanto que ele está no meu coração como uma referência eterna. Para a minha surpresa, o live-action não deixou a desejar! Achei as escolhas dos atores muito certeiras e consegui sentir o cerne da história bem exposto.
É interessante ver o clássico Cinderela sob uma perspectiva mais factícia e com críticas afiadas ao padrão de beleza feminino. A melhor parte para mim foi ver a Cinderela fora da representação de pureza e como isso contrasta com a meia-irmã feia que é ingênua. Assim como também temos um príncipe que não é nada nobre em princípios. No fim, os semelhantes se reconhecem. Agnes ficar com o príncipe não é só sobre beleza, interpreto como duas pessoas já corruptas. Elvira não iria encontrar nele o que ela idealizava. Gostei muito da atuação da Lea Myren como Elvira. Me senti mais tensa na cena da extensão de cílios 😖.
Dei 2,5 estrelas pelo valor de abordar a realidade dolorosa e o vazio experimentado por profissionais do sexo - mesmo que em uma realidade distante da atual. No mais, ressalto também a parte de como muitas mulheres se veem nesse lugar por fatores independentes às suas vontades e acabam acreditando que isso é tudo o que merecem.
Fui com expectativa e estava até tudo bem antes do desfecho do filme Kkkrying As críticas são interessantes, gosto particularmente do que o Mickey representa como sujeito que nada produz = descartável e do real da morte como incógnita. As partes cômicas funcionam bem e a narrativa do personagem dá um toque especial à construção da história. Inclusive, senti um pouco da vibe de Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo. Mas por que aquele final? POR QUÊ? Poxa, estragou o conceito do filme para mim. Nem tudo precisava dar certo ou errado, era só sustentar a possibilidade das coisas. Do absurdo ao simples, do trágico ao corriqueiro, até um final aberto teria sido melhor. Esta é a minha humilde opinião.
Mais uma vez eu fiz isso de assistir esse tipo de filme. Esse não prometeu nada, mas consegue ser um pouco melhor do que a versão espanhola. A história é mais crível. Dei meia estrela a mais porque achei a química e o desenvolvimento desse casal melhor.
Por que eu me submeto a assistir esse tipo de filme? kkkk Às vezes, gosto de ver um clichê desse tipo pela proposta de não prometer nada. Nunca li o livro. Assisti até o fim só pelo desafio, quase não aguento. Mesmo sendo clichê, por que a química entre o casal não poderia ser mais sutil a princípio? Eles se veem a primeira vez e parece que vão se pegar ali mesmo, sem sentido. De resto, não achei o ator bonito para ser tão arrebatador de corações como é proposto no enredo. Mas em questão de atuação, acho que ele é melhor que a atriz que faz a Noah.
Stop-motion é muito meu fraco, sério! Desde criança acho uma lindeza obras feitas assim. Para além disso, gostei de como a profundidade de ser órfão, ou abandonado, ou separado dos pais é abordado. Vemos as coisas pelas lentes das crianças e vemos também como os laços salvam. Se você olhar direitinho, tem uma lição por cada parte.
Já faz um tempo que assisti. O que posso dizer é que o Adam Sandler mostra aqui que ele pode atuar MUITO bem. Foi prazeroso vê-lo fora das comédias genéricas e apreciar o potencial dele. O filme é excelente. O intuito é te fazer se sentir imerso nessa vida caótica e isso é feito com maestria. Nossa! Foi incômodo assistir. Quando termina, a sensação é de alívio e de admiração pela obra.
Não me prendeu como os outros e até que fui com baixa expectativa. Talvez seja porque sinto que a Mia não brilhou tanto como brilha nos outros, ela dividiu a tela com uma galera e senti falta do foco nela. O roteiro não é ruim, só achei que poderia ter sido mais complexo e mais aproveitado. Mia Goth segue ótima no que faz, mas prefiro Pearl disparado.
Lindo! A animação é de uma beleza ímpar e a história é de uma delicadeza... Não se alonga desnecessariamente e nos permite rapidamente sentir empatia pelos personagens. É sobre laços e os caminhos que podem se encontrar, reencontrar ou se despedir. Adorei!
Eu me senti assistindo a uma produção do Wes Anderson, com exceção das excentricidades dos personagens kkk A fotografia é linda, eu amei. É estranho como tudo parece tão bonito, ao passo que as pessoas nos chocam com as suas aparências. A mensagem é interessante e o começo já te chacoalha. Bem desconfortável em algumas cenas, principalmente as da Laura.
Lindo! Como estou feliz de ver uma obra que não se detém a explicar cada detalhe e só nos convida a acompanhar a história. Apesar de muitos elogios que vi, eu fui sem esperar muito. Fernanda Torres foi magnífica, o olhar dessa mulher...
Eis um filme que se propõe a expor um drama familiar e nos faz se sentir dentro dessa realidade. Sem apelação, sem drama desnecessário, só a realidade nua e crua. As perguntas sem respostas, o choro sem consolo, a omissão, o dito e o não dito, A AUSÊNCIA. Nós vemos uma mulher real fazendo o possível e os filhos lidando como podem perante a ausência desse pai. E esse título maravilhoso? Rubens está lá o tempo todo e nós quase temos vontade de saltar na tela para encontrá-lo do tanto que é incômodo ele não estar lá de forma tangível. Sinto que a experiência desse filme é partilhar junto da família essa dor e só, o que não é pouca coisa.
Se tem a Florence Pugh, eu estarei lá kkk Confesso que, ao meu ver, em questão de atuação, o Andrew brilhou mais que ela nesse filme. Eu gostei, não é extraordinário, mas é bom (e não precisa ser extraordinário). Gosto da narrativa não-linear e isso já me ganhou de cara. Melhor ainda é ver o filme cumprir o que ele tem no próprio título: "We Live IN TIME". A história não é apelativa com o drama vivido, eu me emocionei diversas vezes ao longo do filme simplesmente por ver a interação do real entre eles. Almut tem uma vida que não precisa ser dramática ou extraordinária para ser bonita e para valer a pena, acho que essa é a lição que ficou para mim. O filme começa e termina exatamente da mesma forma: com a vida que não cessa de acontecer.
Fui assistir sem esperar muito e me surpreendi. O ponto alto são as atuações, com certeza. O Mescal e a Saoirse estão excelentes. Gostei muito da premissa e acho que o plot ficou muito óbvio para mim depois de assistir o ep Beyond the Sea de Black Mirror (6 temp). Mas a profundidade de como é abordado no filme é totalmente diferente e me tocou mais. Além disso, suponho que o filme deve ter sido material de referência para o episódio citado. Acho que é uma obra que envolve muitas camadas e eu senti o drama familiar como o elemento mais importante do filme. A distopia é um adendo que enriquece.
A animação é linda e o enredo é interessante. Não decepciona como produção do Studio Ghibli. O filme carrega a crítica sobre a ganância humana e as consequências para todos os envolvidos. O Ashitaka é o elemento neutro que conversa entre as partes, mas a ideia dele é utópica. O que me incomoda um pouco em alguns filmes do Miyazaki é esse romance que ele deixa subentendido e não se concretiza na obra. Tudo bem que eu sou viciada em romance, mas por que não pode ter um desfecho? Aff
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 699 Assista AgoraExcelente filme. Foi difícil assistir porque eu conheço uma Julie na versão masculina 🫠.
A protagonista tem uma construção maravilhosa e consegui ver os outros personagens ganhando espaço por meio dela. Adorei a atuação do trio em foco, em especial da Renate Reinsve.
Se a Julie te irrita, ótimo. Em resumo, ela é o tipo de pessoa que precisa de muita psicanálise pra ver se melhora um pouco. O mais doloroso é que pessoas assim se comprometem, se envolvem, mas não sustentam quando as coisas ficam difíceis (como o próprio Aksel diz pra ela). Ressalto que o teor da história é muito psicanalítico, inclusive, aparece menção direta a Freud e à questão paterna.
Ao meu ver, o final foi ótimo. Ela precisa de tempo sozinha para se conhecer, ganhar autonomia e amadurecer. Ficaria chateada se terminasse com ela se envolvendo de forma insegura com outra pessoa na repetição de sempre. O que a Julie enxerga no Aksel é alguém que sabe o que quer (o que ela não sabe). Já no Eivind, ela vê a si mesma (como chega a mencionar) e também uma fuga do compromisso que mantinha com Aksel. No fim, ela só nunca soube mesmo o que queria.
Veludo Azul
3.9 815 Assista AgoraTudo bem que o Lynch seja fora da caixinha etc., mas esse filme é cansativo. No começo, se sente uma ânsia de descobrir mais e depois esfria. Não sustenta a expectativa.
O que gostei muito foi das atuações da Isabella Rossellini e do Dennis Hopper. A Dorothy é uma personagem intrigante, acho que o elemento mais interessante, embora não seja explorada para além dos fetiches masculinos.
Não gostei do desfecho do Jeffrey, porque tudo acabou bem para ele. Ele usou a Dorothy por baixo da fachada de bom moço e foi constituir família com a Sandy. Ele abusou da Dorothy sexualmente, visto que ela estava mentalmente instável e era abusada o tempo todo pelo Frank. Ainda saiu como herói 🤡.
Frankenstein
3.7 598 Assista AgoraBom. Narrativa interessante e visualmente potente. Não posso mentir que achei um pouco maçante. Recomendo a experiência.
A Corrida dos 100 Metros
3.7 20 Assista AgoraFilme excelente! A animação é maravilhosa. Além disso, os diálogos são muito bons. Adoro como a metáfora dos 100 metros acaba por trabalhar objetivos de vida e o motor do desejo em ação. Afinal, é isso que somos: seres desejantes. O final me deixou emocionada! Para mim, a mensagem é que devemos ter um objetivo, mas é importante que o caminho até lá também valha a pena.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 344 Assista AgoraEu esperava mais. Não por hype, mas pela ideia ser interessante. Não conhecia o livro, então foi tudo inédito para mim. Minha primeira nota é: terror onde?
Não funcionou comigo. Achei as mensagens meio conflitantes e não sou do tipo que gosta de muita explicação, porém, achei que faltou material a ser abordado. Algumas coisas pareceram bem forçadas, sem uma cadência entre os fatos. Talvez fosse melhor se tivesse umas 2h30m de duração ou 3h.
A Avaliação
3.5 150 Assista AgoraAchei o conceito promissor.
A forma como trabalham a construção da parentalidade é muito bem executada, a princípio. A atuação da Vikander foi uma boa surpresa. Assim que a vi, já esperava muito dela. Como outras pessoas mencionaram, acho que perderam a mão do meio para o fim. De todo modo, entendi a mensagem sobre o controle governamental, só penso que poderia ter sido melhor se seguisse a ideia inicial.
Chainsaw Man - O Filme: Arco da Reze
4.1 65 Assista AgoraLindo! A animação está belíssima.
O ponto alto é a construção da relação do Denji e da Reze. A cena da piscina que depois é retomada no mar... sem palavras.
Achei muito poético ela ter ensinado ele a nadar, justamente por ser o ponto fraco dela. Tive muita pena deles no fim.
Separados pelas Estrelas
3.5 27 Assista AgoraFofo.
A animação tem um traço que pode não agradar a todos, ainda mais se você não costuma assistir animações. Eu gostei, adoro a liberdade artística dos desenhos.
Para mim, o que mais interessante no enredo foi o luto da protagonista e do pai dela. O romance dos protagonistas é consistente. Não é dos mais memoráveis, mas é bom.
O Segredo dos Seus Olhos
4.3 2,1KEu entendo o quanto esse filme é exaltado. Além do trabalho de direção extremamente competente, ele entrega nuances do início ao fim. Tem também o plano sequência e as atuações impecáveis, em especial de Darín e Soledad Villamil. O personagem Sandoval marca muito com a fala sobre paixão que desenrola o enredo.
Amo essa narrativa não-linear que explora memórias e afetos. Realmente não é um enredo acelerado e que se explica o tempo inteiro, nem deveria ser. A história toma seu tempo e nos arrasta junto de Esposito nas suas divagações, assim como ele foi arrastado por elas durante 25 anos.
As pistas a partir das fotos do Gómez são fantásticas na narrativa, mas acho que também muito cabais. Isso porque coaduna com o fato de que o assassino conhecia a vítima, a qual foi violentada sexualmente e Gómez teve um relacionamento com ela na adolescência. Não dava para descartá-lo como suspeito.
E como esquecer a foto do Esposito olhando para a Irene? Ele sabia o olhar de paixão, ele conhecia o sentimento. É até perturbador pensar que uma paixão movimenta um homicídio tanto quanto movimenta outros relacionamentos. Obviamente, tem muitos outros sentimentos que levam a matar alguém, eu me refiro ao ponto de partida que é comum a ambos. É pela identificação do protagonista com os sentimentos desses outros homens (Gómez e Morales) que tudo se desvenda.
No fim, Esposito estava certo: algo levou Morales a continuar sua vida. Assim, Esposito resolve finalmente fazer a vida dele continuar.
Hirunaka no Ryuusei
3.7 13Acho que passei quase 3 anos desde que li o mangá até assistir ao live-action porque tenho receio desse tipo de material não ser uma boa adaptação.
Hirunaka no Ryuusei é meu mangá shoujo favorito. Amei tanto que ele está no meu coração como uma referência eterna. Para a minha surpresa, o live-action não deixou a desejar! Achei as escolhas dos atores muito certeiras e consegui sentir o cerne da história bem exposto.
A Meia-Irmã Feia
3.8 430 Assista AgoraÉ interessante ver o clássico Cinderela sob uma perspectiva mais factícia e com críticas afiadas ao padrão de beleza feminino. A melhor parte para mim foi ver a Cinderela fora da representação de pureza e como isso contrasta com a meia-irmã feia que é ingênua. Assim como também temos um príncipe que não é nada nobre em princípios.
No fim, os semelhantes se reconhecem. Agnes ficar com o príncipe não é só sobre beleza, interpreto como duas pessoas já corruptas. Elvira não iria encontrar nele o que ela idealizava.
Gostei muito da atuação da Lea Myren como Elvira.
Me senti mais tensa na cena da extensão de cílios 😖.
Amor de Redenção
3.6 129 Assista AgoraDei 2,5 estrelas pelo valor de abordar a realidade dolorosa e o vazio experimentado por profissionais do sexo - mesmo que em uma realidade distante da atual. No mais, ressalto também a parte de como muitas mulheres se veem nesse lugar por fatores independentes às suas vontades e acabam acreditando que isso é tudo o que merecem.
Mickey 17
3.4 525 Assista AgoraFui com expectativa e estava até tudo bem antes do desfecho do filme Kkkrying
As críticas são interessantes, gosto particularmente do que o Mickey representa como sujeito que nada produz = descartável e do real da morte como incógnita. As partes cômicas funcionam bem e a narrativa do personagem dá um toque especial à construção da história. Inclusive, senti um pouco da vibe de Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo.
Mas por que aquele final? POR QUÊ? Poxa, estragou o conceito do filme para mim. Nem tudo precisava dar certo ou errado, era só sustentar a possibilidade das coisas. Do absurdo ao simples, do trágico ao corriqueiro, até um final aberto teria sido melhor. Esta é a minha humilde opinião.
Minha Culpa: Londres
2.6 26 Assista AgoraMais uma vez eu fiz isso de assistir esse tipo de filme. Esse não prometeu nada, mas consegue ser um pouco melhor do que a versão espanhola. A história é mais crível.
Dei meia estrela a mais porque achei a química e o desenvolvimento desse casal melhor.
Minha Culpa
2.7 98 Assista AgoraPor que eu me submeto a assistir esse tipo de filme? kkkk
Às vezes, gosto de ver um clichê desse tipo pela proposta de não prometer nada. Nunca li o livro. Assisti até o fim só pelo desafio, quase não aguento.
Mesmo sendo clichê, por que a química entre o casal não poderia ser mais sutil a princípio? Eles se veem a primeira vez e parece que vão se pegar ali mesmo, sem sentido. De resto, não achei o ator bonito para ser tão arrebatador de corações como é proposto no enredo. Mas em questão de atuação, acho que ele é melhor que a atriz que faz a Noah.
Minha Vida de Abobrinha
4.2 311 Assista AgoraStop-motion é muito meu fraco, sério! Desde criança acho uma lindeza obras feitas assim.
Para além disso, gostei de como a profundidade de ser órfão, ou abandonado, ou separado dos pais é abordado. Vemos as coisas pelas lentes das crianças e vemos também como os laços salvam. Se você olhar direitinho, tem uma lição por cada parte.
Joias Brutas
3.7 1,2K Assista AgoraJá faz um tempo que assisti.
O que posso dizer é que o Adam Sandler mostra aqui que ele pode atuar MUITO bem. Foi prazeroso vê-lo fora das comédias genéricas e apreciar o potencial dele.
O filme é excelente. O intuito é te fazer se sentir imerso nessa vida caótica e isso é feito com maestria. Nossa! Foi incômodo assistir. Quando termina, a sensação é de alívio e de admiração pela obra.
MaXXXine
3.1 674 Assista AgoraNão me prendeu como os outros e até que fui com baixa expectativa. Talvez seja porque sinto que a Mia não brilhou tanto como brilha nos outros, ela dividiu a tela com uma galera e senti falta do foco nela. O roteiro não é ruim, só achei que poderia ter sido mais complexo e mais aproveitado. Mia Goth segue ótima no que faz, mas prefiro Pearl disparado.
Look Back
3.8 80 Assista AgoraLindo! A animação é de uma beleza ímpar e a história é de uma delicadeza... Não se alonga desnecessariamente e nos permite rapidamente sentir empatia pelos personagens. É sobre laços e os caminhos que podem se encontrar, reencontrar ou se despedir. Adorei!
Peles
3.4 593 Assista AgoraEu me senti assistindo a uma produção do Wes Anderson, com exceção das excentricidades dos personagens kkk
A fotografia é linda, eu amei. É estranho como tudo parece tão bonito, ao passo que as pessoas nos chocam com as suas aparências. A mensagem é interessante e o começo já te chacoalha. Bem desconfortável em algumas cenas, principalmente as da Laura.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraLindo! Como estou feliz de ver uma obra que não se detém a explicar cada detalhe e só nos convida a acompanhar a história. Apesar de muitos elogios que vi, eu fui sem esperar muito. Fernanda Torres foi magnífica, o olhar dessa mulher...
Eis um filme que se propõe a expor um drama familiar e nos faz se sentir dentro dessa realidade. Sem apelação, sem drama desnecessário, só a realidade nua e crua. As perguntas sem respostas, o choro sem consolo, a omissão, o dito e o não dito, A AUSÊNCIA. Nós vemos uma mulher real fazendo o possível e os filhos lidando como podem perante a ausência desse pai. E esse título maravilhoso? Rubens está lá o tempo todo e nós quase temos vontade de saltar na tela para encontrá-lo do tanto que é incômodo ele não estar lá de forma tangível. Sinto que a experiência desse filme é partilhar junto da família essa dor e só, o que não é pouca coisa.
Todo Tempo Que Temos
3.4 171 Assista AgoraSe tem a Florence Pugh, eu estarei lá kkk
Confesso que, ao meu ver, em questão de atuação, o Andrew brilhou mais que ela nesse filme.
Eu gostei, não é extraordinário, mas é bom (e não precisa ser extraordinário). Gosto da narrativa não-linear e isso já me ganhou de cara. Melhor ainda é ver o filme cumprir o que ele tem no próprio título: "We Live IN TIME". A história não é apelativa com o drama vivido, eu me emocionei diversas vezes ao longo do filme simplesmente por ver a interação do real entre eles. Almut tem uma vida que não precisa ser dramática ou extraordinária para ser bonita e para valer a pena, acho que essa é a lição que ficou para mim. O filme começa e termina exatamente da mesma forma: com a vida que não cessa de acontecer.
Intruso
3.1 140Fui assistir sem esperar muito e me surpreendi. O ponto alto são as atuações, com certeza. O Mescal e a Saoirse estão excelentes. Gostei muito da premissa e acho que o plot ficou muito óbvio para mim depois de assistir o ep Beyond the Sea de Black Mirror (6 temp). Mas a profundidade de como é abordado no filme é totalmente diferente e me tocou mais. Além disso, suponho que o filme deve ter sido material de referência para o episódio citado.
Acho que é uma obra que envolve muitas camadas e eu senti o drama familiar como o elemento mais importante do filme. A distopia é um adendo que enriquece.
Princesa Mononoke
4.4 972A animação é linda e o enredo é interessante. Não decepciona como produção do Studio Ghibli. O filme carrega a crítica sobre a ganância humana e as consequências para todos os envolvidos. O Ashitaka é o elemento neutro que conversa entre as partes, mas a ideia dele é utópica.
O que me incomoda um pouco em alguns filmes do Miyazaki é esse romance que ele deixa subentendido e não se concretiza na obra. Tudo bem que eu sou viciada em romance, mas por que não pode ter um desfecho? Aff