Excelente filme. Foi difícil assistir porque eu conheço uma Julie na versão masculina 🫠. A protagonista tem uma construção maravilhosa e consegui ver os outros personagens ganhando espaço por meio dela. Adorei a atuação do trio em foco, em especial da Renate Reinsve. Se a Julie te irrita, ótimo. Em resumo, ela é o tipo de pessoa que precisa de muita psicanálise pra ver se melhora um pouco. O mais doloroso é que pessoas assim se comprometem, se envolvem, mas não sustentam quando as coisas ficam difíceis (como o próprio Aksel diz pra ela). Ressalto que o teor da história é muito psicanalítico, inclusive, aparece menção direta a Freud e à questão paterna.
Ao meu ver, o final foi ótimo. Ela precisa de tempo sozinha para se conhecer, ganhar autonomia e amadurecer. Ficaria chateada se terminasse com ela se envolvendo de forma insegura com outra pessoa na repetição de sempre. O que a Julie enxerga no Aksel é alguém que sabe o que quer (o que ela não sabe). Já no Eivind, ela vê a si mesma (como chega a mencionar) e também uma fuga do compromisso que mantinha com Aksel. No fim, ela só nunca soube mesmo o que queria.
Tudo bem que o Lynch seja fora da caixinha etc., mas esse filme é cansativo. No começo, se sente uma ânsia de descobrir mais e depois esfria. Não sustenta a expectativa. O que gostei muito foi das atuações da Isabella Rossellini e do Dennis Hopper. A Dorothy é uma personagem intrigante, acho que o elemento mais interessante, embora não seja explorada para além dos fetiches masculinos.
Não gostei do desfecho do Jeffrey, porque tudo acabou bem para ele. Ele usou a Dorothy por baixo da fachada de bom moço e foi constituir família com a Sandy. Ele abusou da Dorothy sexualmente, visto que ela estava mentalmente instável e era abusada o tempo todo pelo Frank. Ainda saiu como herói 🤡.
Filme excelente! A animação é maravilhosa. Além disso, os diálogos são muito bons. Adoro como a metáfora dos 100 metros acaba por trabalhar objetivos de vida e o motor do desejo em ação. Afinal, é isso que somos: seres desejantes. O final me deixou emocionada! Para mim, a mensagem é que devemos ter um objetivo, mas é importante que o caminho até lá também valha a pena.
Eu esperava mais. Não por hype, mas pela ideia ser interessante. Não conhecia o livro, então foi tudo inédito para mim. Minha primeira nota é: terror onde? Não funcionou comigo. Achei as mensagens meio conflitantes e não sou do tipo que gosta de muita explicação, porém, achei que faltou material a ser abordado. Algumas coisas pareceram bem forçadas, sem uma cadência entre os fatos. Talvez fosse melhor se tivesse umas 2h30m de duração ou 3h.
Achei o conceito promissor. A forma como trabalham a construção da parentalidade é muito bem executada, a princípio. A atuação da Vikander foi uma boa surpresa. Assim que a vi, já esperava muito dela. Como outras pessoas mencionaram, acho que perderam a mão do meio para o fim. De todo modo, entendi a mensagem sobre o controle governamental, só penso que poderia ter sido melhor se seguisse a ideia inicial.
Lindo! A animação está belíssima. O ponto alto é a construção da relação do Denji e da Reze. A cena da piscina que depois é retomada no mar... sem palavras.
Eu não conhecia até ver que saiu a temporada atual. Gostei do ritmo da série e acho inteligente revelar a trama aos poucos. Inclusive, sinto que a série engrena entre o 4º e o 5º episódio. A princípio, a fotografia e a fórmula do enredo me lembram muito The Arrival, mas o enredo é bem diferente ao longo do desenvolvimento. Sou muito adepta a histórias com vários protagonistas, acho que permite explorar muito dos atores e da personalidade que cada um representa. Meus personagens favoritos são o Caspar e a Jam - adoro um amor adolescente (kkkk). Por outro lado, gosto também da profundidade dos dramas familiares que vemos em outros protagonistas, como o Trevante e a esposa, e a Aneesha com o Ahmed (ódio desse macho). Na verdade, não tenho do que reclamar com o que cada núcleo de protagonismo aborda - as dimensões da relação da Mitsuki e da Murai são lindas quando correlacionadas ao distanciamento literal que elas experimentam. Foi um grata surpresa para mim. Estou adorando e recomendo muito, em especial a quem gosta de sci-fi. Em geral, acho que a Apple TV se sai bem nas produções, pois amo Foundation.
Sou amante de animes há cerca de 7 anos, isto é, me apaixonei depois de adulta. Sempre achei que não iria curtir materiais esportivos, mas olha o quanto eu estava enganada! kkk Amei Haikyuu de uma forma que nem sei explicar, fiquei totalmente viciada. A qualidade da animação é ótima, o que é muito importante para a obra que trabalha esporte. Se for para apontar algo falho, considero que explora pouco o crescimento dos personagens para além das limitações físicas/técnicas. Na segunda temporada isso é mais explorado, ainda assim, considero falho. Minha próxima tentativa será Kuroko no Basket.
A primeira coisa que pensei ao concluir esse drama foi: se fosse uma obra norte-americana, seria considerada conteúdo cult obrigatório no futuro. Não vou dizer que tecnicamente não tem falhas. Só quero dizer que esse k-drama é fiel ao seu propósito e isso é difícil de alcançar em 16 episódios sem perder o objetivo. Desde o primeiro episódio fiquei maravilhada com as camadas que essa produção se propôs a trabalhar. Não é somente sobre um casal, é sobre toda uma família e as dores vividas. É sobre a realidade de perdas, erros, acertos, crescimentos e arrependimentos com uma boa dose de cultura sul-coreana. Aliás, dou uma salva de palmas para o quanto a cultura sul-coreana foi valorizada e bem articulada nessa série. Eu realmente me emocionei em cada episódio por motivos diferentes. Não foi simplesmente porque a história era fofa e o casal teve dificuldades, foi porque aquelas dificuldades eram passíveis de serem reais. Nós vemos uma família vivenciar dores distintas e igualmente válidas em todas as etapas da vida. Senti aspectos transgeracionais do sofrimento sobre ser mulher como algo que atravessa culturas. Os protagonistas não vencem em tudo, eles são tão reais que dói. Dói justamente pela facilidade de se identificar com o que acontece ali. Além disso, os filhos deles também não vencem em tudo. Ninguém vence em tudo ou alcança todos os sonhos. Essa é a beleza de assistir a um material que se propõe a ser tão próximo da nossa realidade e, por isso mesmo, tão bonito. As atuações foram maravilhosas e, cabe ressaltar, que o drama coreano segue características caricatas que podem ser estranhas para iniciantes. Já sou acostumada com isso em outros dramas, então consigo ver a dedicação para além das caras e bocas. Quero elogiar em especial as atuações de IU e Park Bo Gum. Eles também formaram o casal mais convincente porque se aproximaram no que diz respeito ao nível técnico. Sinceramente, não sei se eu conseguiria assistir novamente devido ao peso emocional. Cada reflexão me fez pensar muito sobre mim e minha família. É a mesma coisa que sinto ao assistir This is Us. Se a qualidade da arte é medida pelo impacto que ela causa naqueles que a consomem, considero essa obra arte de alto nível. E minha opinião não faz comparação estritamente com outros k-dramas. Grande acerto da Netflix. Recomendo!
Fofo. A animação tem um traço que pode não agradar a todos, ainda mais se você não costuma assistir animações. Eu gostei, adoro a liberdade artística dos desenhos. Para mim, o que mais interessante no enredo foi o luto da protagonista e do pai dela. O romance dos protagonistas é consistente. Não é dos mais memoráveis, mas é bom.
Acho a premissa genial. Nunca li a HQ, mas fiquei com vontade de conferir porque acredito que deve ser fantástica, principalmente se pesarmos o caráter crítico para a época. Se é sci-fi, eu estarei lá kkk Sobre a série, eu fiquei mais empolgada nos dois primeiros episódios. Senti falta de algo que fosse chamariz daí em diante. O mistério é bom e não faz suspense exagerado, os sinais estão sempre lá para indicar algo. Conseguiu me prender para assistir todos os episódios, pois também gosto dessa narrativa não-linear e em cortes. Em alguns momentos até me lembra The Arrival, embora a perspectiva temporal tenha outro sentido para o Juan. Ultimamente tenho consumido materiais latino-americanos e estou gostando do que vejo. Sinceramente, sinto que falta algo, não sei dizer o quê exatamente. Não é sobre ação, porque isso até tem. Talvez a segunda temporada feche essa lacuna para mim. Recomendo a série.
Eu entendo o quanto esse filme é exaltado. Além do trabalho de direção extremamente competente, ele entrega nuances do início ao fim. Tem também o plano sequência e as atuações impecáveis, em especial de Darín e Soledad Villamil. O personagem Sandoval marca muito com a fala sobre paixão que desenrola o enredo. Amo essa narrativa não-linear que explora memórias e afetos. Realmente não é um enredo acelerado e que se explica o tempo inteiro, nem deveria ser. A história toma seu tempo e nos arrasta junto de Esposito nas suas divagações, assim como ele foi arrastado por elas durante 25 anos. As pistas a partir das fotos do Gómez são fantásticas na narrativa, mas acho que também muito cabais. Isso porque coaduna com o fato de que o assassino conhecia a vítima, a qual foi violentada sexualmente e Gómez teve um relacionamento com ela na adolescência. Não dava para descartá-lo como suspeito. E como esquecer a foto do Esposito olhando para a Irene? Ele sabia o olhar de paixão, ele conhecia o sentimento. É até perturbador pensar que uma paixão movimenta um homicídio tanto quanto movimenta outros relacionamentos. Obviamente, tem muitos outros sentimentos que levam a matar alguém, eu me refiro ao ponto de partida que é comum a ambos. É pela identificação do protagonista com os sentimentos desses outros homens (Gómez e Morales) que tudo se desvenda. No fim, Esposito estava certo: algo levou Morales a continuar sua vida. Assim, Esposito resolve finalmente fazer a vida dele continuar.
Acho que passei quase 3 anos desde que li o mangá até assistir ao live-action porque tenho receio desse tipo de material não ser uma boa adaptação. Hirunaka no Ryuusei é meu mangá shoujo favorito. Amei tanto que ele está no meu coração como uma referência eterna. Para a minha surpresa, o live-action não deixou a desejar! Achei as escolhas dos atores muito certeiras e consegui sentir o cerne da história bem exposto.
É interessante ver o clássico Cinderela sob uma perspectiva mais factícia e com críticas afiadas ao padrão de beleza feminino. A melhor parte para mim foi ver a Cinderela fora da representação de pureza e como isso contrasta com a meia-irmã feia que é ingênua. Assim como também temos um príncipe que não é nada nobre em princípios. No fim, os semelhantes se reconhecem. Agnes ficar com o príncipe não é só sobre beleza, interpreto como duas pessoas já corruptas. Elvira não iria encontrar nele o que ela idealizava. Gostei muito da atuação da Lea Myren como Elvira. Me senti mais tensa na cena da extensão de cílios 😖.
Dei 2,5 estrelas pelo valor de abordar a realidade dolorosa e o vazio experimentado por profissionais do sexo - mesmo que em uma realidade distante da atual. No mais, ressalto também a parte de como muitas mulheres se veem nesse lugar por fatores independentes às suas vontades e acabam acreditando que isso é tudo o que merecem.
Dei um tempo antes de vir comentar sobre essa temporada. Esteticamente? Linda e sempre coerente. A fotografia dessa série é tudo pra mim. No quesito atuação, brilharam o Trammel Tillman e o John Turturro. Concordo que alguns episódios foram maçantes e estenderam o ar de mistério por tempo demais. Dificultou manter o ritmo que tentaram seguir desde o fim da 1ª temporada. No que concerne à season finale, eu gostei. Por quê? Acho que faz sentido a rebeldia dos innies e agrega valor aos personagens. Para mim, eles são como adolescentes com identidades em formação. A própria maneira como eles veem o mundo diz dessa posição rebelde e influenciável. De qualquer forma, gosto mais dos innies do que dos outies.
Não achei o final ruim, porque, diferente do que algumas pessoas disseram, eu imaginei justamente que o Cliff seria deixado no espaço enquanto o outro tomava o seu lugar na família. Para mim, foi o contrário da expectativa, então me surpreendeu.
É um tremendo episódio que me faz esquecer os outros que foram isso mesmo: esquecíveis.
O retorno de Black Mirror nesta temporada, depois da decepção que foi a 6ª (com exceção de Beyond the Sea). Common People foi um retorno magistral 🤌🏼, pois traz o conceito de Black Mirror em toda a sua essência. Depois desse, meu favorito foi Eulogy. Esse episódio carrega tantas camadas para se falar sobre luto, uma lindeza. Ainda bem que estão salvando essa série 🤧.
Um produção coreana que merece atenção. Tem boas atuações e roteiro instigante. Gostei da premissa que gira em torno da quebra dos valores morais do início ao fim, bem como da quebra de expectativas. Além disso, o título "Barganha" não é à toa e também acompanha todo o enredo. O cenário pós-apocalíptico é um adendo que se mistura à humanidade distorcida que é apresentada. Valeria muito a pena uma segunda temporada se conseguissem manter o nível.
Perfeita no que se propõe! Um trabalho incrível com atuações impecáveis. Owen Cooper promete muito como ator. Para quem está procurando uma série de investigação, não recomendo. O intuito não é pura e simplesmente abordar um crime, mas ir além, sobre determinantes psicológicos, sociais e culturais. Achei a premissa genial e inovadora, pois o crime é só um chamariz. Meu episódio favorito foi o 3º, mas o 4º é visceral. Fiquei surpresa ao saber que todos os episódios foram tomadas únicas e isso me fez admirar mais a produção.
Fui com expectativa e estava até tudo bem antes do desfecho do filme Kkkrying As críticas são interessantes, gosto particularmente do que o Mickey representa como sujeito que nada produz = descartável e do real da morte como incógnita. As partes cômicas funcionam bem e a narrativa do personagem dá um toque especial à construção da história. Inclusive, senti um pouco da vibe de Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo. Mas por que aquele final? POR QUÊ? Poxa, estragou o conceito do filme para mim. Nem tudo precisava dar certo ou errado, era só sustentar a possibilidade das coisas. Do absurdo ao simples, do trágico ao corriqueiro, até um final aberto teria sido melhor. Esta é a minha humilde opinião.
A obra em si é boa. A construção da acusação é que parece desleixada, não vou mentir. O tempo todo vão surgindo provas, ao passo que acabam sendo contraditórias ou ineficientes. Fica óbvio que se usou da manipulação da mídia para condenar o casal. Veja bem, eu acho que eles são culpados. O problema é que parece não ter tido uma boa investigação. A coisa mais absurda foi o sêmen de um terceiro aparecer por possível contaminação de provas. O que é isso? Um circo? Enfim... Isso não compromete a qualidade da obra porque expressa o caos que foi essa investigação. Assumo que gostei de assistir e os episódios prendem a atenção satisfatoriamente. A atuação do casal é boa. Esperei muito que o Alfonso falasse algo nos 45m do segundo tempo, mas não rolou.
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 699 Assista AgoraExcelente filme. Foi difícil assistir porque eu conheço uma Julie na versão masculina 🫠.
A protagonista tem uma construção maravilhosa e consegui ver os outros personagens ganhando espaço por meio dela. Adorei a atuação do trio em foco, em especial da Renate Reinsve.
Se a Julie te irrita, ótimo. Em resumo, ela é o tipo de pessoa que precisa de muita psicanálise pra ver se melhora um pouco. O mais doloroso é que pessoas assim se comprometem, se envolvem, mas não sustentam quando as coisas ficam difíceis (como o próprio Aksel diz pra ela). Ressalto que o teor da história é muito psicanalítico, inclusive, aparece menção direta a Freud e à questão paterna.
Ao meu ver, o final foi ótimo. Ela precisa de tempo sozinha para se conhecer, ganhar autonomia e amadurecer. Ficaria chateada se terminasse com ela se envolvendo de forma insegura com outra pessoa na repetição de sempre. O que a Julie enxerga no Aksel é alguém que sabe o que quer (o que ela não sabe). Já no Eivind, ela vê a si mesma (como chega a mencionar) e também uma fuga do compromisso que mantinha com Aksel. No fim, ela só nunca soube mesmo o que queria.
Veludo Azul
3.9 815 Assista AgoraTudo bem que o Lynch seja fora da caixinha etc., mas esse filme é cansativo. No começo, se sente uma ânsia de descobrir mais e depois esfria. Não sustenta a expectativa.
O que gostei muito foi das atuações da Isabella Rossellini e do Dennis Hopper. A Dorothy é uma personagem intrigante, acho que o elemento mais interessante, embora não seja explorada para além dos fetiches masculinos.
Não gostei do desfecho do Jeffrey, porque tudo acabou bem para ele. Ele usou a Dorothy por baixo da fachada de bom moço e foi constituir família com a Sandy. Ele abusou da Dorothy sexualmente, visto que ela estava mentalmente instável e era abusada o tempo todo pelo Frank. Ainda saiu como herói 🤡.
Frankenstein
3.7 598 Assista AgoraBom. Narrativa interessante e visualmente potente. Não posso mentir que achei um pouco maçante. Recomendo a experiência.
A Corrida dos 100 Metros
3.7 20 Assista AgoraFilme excelente! A animação é maravilhosa. Além disso, os diálogos são muito bons. Adoro como a metáfora dos 100 metros acaba por trabalhar objetivos de vida e o motor do desejo em ação. Afinal, é isso que somos: seres desejantes. O final me deixou emocionada! Para mim, a mensagem é que devemos ter um objetivo, mas é importante que o caminho até lá também valha a pena.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 344 Assista AgoraEu esperava mais. Não por hype, mas pela ideia ser interessante. Não conhecia o livro, então foi tudo inédito para mim. Minha primeira nota é: terror onde?
Não funcionou comigo. Achei as mensagens meio conflitantes e não sou do tipo que gosta de muita explicação, porém, achei que faltou material a ser abordado. Algumas coisas pareceram bem forçadas, sem uma cadência entre os fatos. Talvez fosse melhor se tivesse umas 2h30m de duração ou 3h.
A Avaliação
3.5 150 Assista AgoraAchei o conceito promissor.
A forma como trabalham a construção da parentalidade é muito bem executada, a princípio. A atuação da Vikander foi uma boa surpresa. Assim que a vi, já esperava muito dela. Como outras pessoas mencionaram, acho que perderam a mão do meio para o fim. De todo modo, entendi a mensagem sobre o controle governamental, só penso que poderia ter sido melhor se seguisse a ideia inicial.
Chainsaw Man - O Filme: Arco da Reze
4.1 65 Assista AgoraLindo! A animação está belíssima.
O ponto alto é a construção da relação do Denji e da Reze. A cena da piscina que depois é retomada no mar... sem palavras.
Achei muito poético ela ter ensinado ele a nadar, justamente por ser o ponto fraco dela. Tive muita pena deles no fim.
Invasão (1ª Temporada)
3.2 84 Assista AgoraEu não conhecia até ver que saiu a temporada atual.
Gostei do ritmo da série e acho inteligente revelar a trama aos poucos. Inclusive, sinto que a série engrena entre o 4º e o 5º episódio. A princípio, a fotografia e a fórmula do enredo me lembram muito The Arrival, mas o enredo é bem diferente ao longo do desenvolvimento. Sou muito adepta a histórias com vários protagonistas, acho que permite explorar muito dos atores e da personalidade que cada um representa. Meus personagens favoritos são o Caspar e a Jam - adoro um amor adolescente (kkkk). Por outro lado, gosto também da profundidade dos dramas familiares que vemos em outros protagonistas, como o Trevante e a esposa, e a Aneesha com o Ahmed (ódio desse macho). Na verdade, não tenho do que reclamar com o que cada núcleo de protagonismo aborda - as dimensões da relação da Mitsuki e da Murai são lindas quando correlacionadas ao distanciamento literal que elas experimentam.
Foi um grata surpresa para mim. Estou adorando e recomendo muito, em especial a quem gosta de sci-fi. Em geral, acho que a Apple TV se sai bem nas produções, pois amo Foundation.
Haikyuu!! (1ª Temporada)
4.5 50 Assista AgoraSou amante de animes há cerca de 7 anos, isto é, me apaixonei depois de adulta. Sempre achei que não iria curtir materiais esportivos, mas olha o quanto eu estava enganada! kkk
Amei Haikyuu de uma forma que nem sei explicar, fiquei totalmente viciada. A qualidade da animação é ótima, o que é muito importante para a obra que trabalha esporte.
Se for para apontar algo falho, considero que explora pouco o crescimento dos personagens para além das limitações físicas/técnicas. Na segunda temporada isso é mais explorado, ainda assim, considero falho. Minha próxima tentativa será Kuroko no Basket.
Se A Vida Te Der Tangerinas...
4.6 57 Assista AgoraA primeira coisa que pensei ao concluir esse drama foi: se fosse uma obra norte-americana, seria considerada conteúdo cult obrigatório no futuro.
Não vou dizer que tecnicamente não tem falhas. Só quero dizer que esse k-drama é fiel ao seu propósito e isso é difícil de alcançar em 16 episódios sem perder o objetivo.
Desde o primeiro episódio fiquei maravilhada com as camadas que essa produção se propôs a trabalhar. Não é somente sobre um casal, é sobre toda uma família e as dores vividas. É sobre a realidade de perdas, erros, acertos, crescimentos e arrependimentos com uma boa dose de cultura sul-coreana. Aliás, dou uma salva de palmas para o quanto a cultura sul-coreana foi valorizada e bem articulada nessa série.
Eu realmente me emocionei em cada episódio por motivos diferentes. Não foi simplesmente porque a história era fofa e o casal teve dificuldades, foi porque aquelas dificuldades eram passíveis de serem reais. Nós vemos uma família vivenciar dores distintas e igualmente válidas em todas as etapas da vida. Senti aspectos transgeracionais do sofrimento sobre ser mulher como algo que atravessa culturas.
Os protagonistas não vencem em tudo, eles são tão reais que dói. Dói justamente pela facilidade de se identificar com o que acontece ali. Além disso, os filhos deles também não vencem em tudo. Ninguém vence em tudo ou alcança todos os sonhos. Essa é a beleza de assistir a um material que se propõe a ser tão próximo da nossa realidade e, por isso mesmo, tão bonito.
As atuações foram maravilhosas e, cabe ressaltar, que o drama coreano segue características caricatas que podem ser estranhas para iniciantes. Já sou acostumada com isso em outros dramas, então consigo ver a dedicação para além das caras e bocas. Quero elogiar em especial as atuações de IU e Park Bo Gum. Eles também formaram o casal mais convincente porque se aproximaram no que diz respeito ao nível técnico.
Sinceramente, não sei se eu conseguiria assistir novamente devido ao peso emocional. Cada reflexão me fez pensar muito sobre mim e minha família. É a mesma coisa que sinto ao assistir This is Us. Se a qualidade da arte é medida pelo impacto que ela causa naqueles que a consomem, considero essa obra arte de alto nível. E minha opinião não faz comparação estritamente com outros k-dramas.
Grande acerto da Netflix. Recomendo!
Separados pelas Estrelas
3.5 27 Assista AgoraFofo.
A animação tem um traço que pode não agradar a todos, ainda mais se você não costuma assistir animações. Eu gostei, adoro a liberdade artística dos desenhos.
Para mim, o que mais interessante no enredo foi o luto da protagonista e do pai dela. O romance dos protagonistas é consistente. Não é dos mais memoráveis, mas é bom.
O Eternauta (1ª Temporada)
3.7 165 Assista AgoraAcho a premissa genial. Nunca li a HQ, mas fiquei com vontade de conferir porque acredito que deve ser fantástica, principalmente se pesarmos o caráter crítico para a época. Se é sci-fi, eu estarei lá kkk
Sobre a série, eu fiquei mais empolgada nos dois primeiros episódios. Senti falta de algo que fosse chamariz daí em diante. O mistério é bom e não faz suspense exagerado, os sinais estão sempre lá para indicar algo. Conseguiu me prender para assistir todos os episódios, pois também gosto dessa narrativa não-linear e em cortes. Em alguns momentos até me lembra The Arrival, embora a perspectiva temporal tenha outro sentido para o Juan. Ultimamente tenho consumido materiais latino-americanos e estou gostando do que vejo.
Sinceramente, sinto que falta algo, não sei dizer o quê exatamente. Não é sobre ação, porque isso até tem. Talvez a segunda temporada feche essa lacuna para mim. Recomendo a série.
O Segredo dos Seus Olhos
4.3 2,1KEu entendo o quanto esse filme é exaltado. Além do trabalho de direção extremamente competente, ele entrega nuances do início ao fim. Tem também o plano sequência e as atuações impecáveis, em especial de Darín e Soledad Villamil. O personagem Sandoval marca muito com a fala sobre paixão que desenrola o enredo.
Amo essa narrativa não-linear que explora memórias e afetos. Realmente não é um enredo acelerado e que se explica o tempo inteiro, nem deveria ser. A história toma seu tempo e nos arrasta junto de Esposito nas suas divagações, assim como ele foi arrastado por elas durante 25 anos.
As pistas a partir das fotos do Gómez são fantásticas na narrativa, mas acho que também muito cabais. Isso porque coaduna com o fato de que o assassino conhecia a vítima, a qual foi violentada sexualmente e Gómez teve um relacionamento com ela na adolescência. Não dava para descartá-lo como suspeito.
E como esquecer a foto do Esposito olhando para a Irene? Ele sabia o olhar de paixão, ele conhecia o sentimento. É até perturbador pensar que uma paixão movimenta um homicídio tanto quanto movimenta outros relacionamentos. Obviamente, tem muitos outros sentimentos que levam a matar alguém, eu me refiro ao ponto de partida que é comum a ambos. É pela identificação do protagonista com os sentimentos desses outros homens (Gómez e Morales) que tudo se desvenda.
No fim, Esposito estava certo: algo levou Morales a continuar sua vida. Assim, Esposito resolve finalmente fazer a vida dele continuar.
Hirunaka no Ryuusei
3.7 13Acho que passei quase 3 anos desde que li o mangá até assistir ao live-action porque tenho receio desse tipo de material não ser uma boa adaptação.
Hirunaka no Ryuusei é meu mangá shoujo favorito. Amei tanto que ele está no meu coração como uma referência eterna. Para a minha surpresa, o live-action não deixou a desejar! Achei as escolhas dos atores muito certeiras e consegui sentir o cerne da história bem exposto.
A Meia-Irmã Feia
3.8 430 Assista AgoraÉ interessante ver o clássico Cinderela sob uma perspectiva mais factícia e com críticas afiadas ao padrão de beleza feminino. A melhor parte para mim foi ver a Cinderela fora da representação de pureza e como isso contrasta com a meia-irmã feia que é ingênua. Assim como também temos um príncipe que não é nada nobre em princípios.
No fim, os semelhantes se reconhecem. Agnes ficar com o príncipe não é só sobre beleza, interpreto como duas pessoas já corruptas. Elvira não iria encontrar nele o que ela idealizava.
Gostei muito da atuação da Lea Myren como Elvira.
Me senti mais tensa na cena da extensão de cílios 😖.
Invencível (3ª Temporada)
4.1 123 Assista AgoraConsigo ver uma evolução da série na qualidade da animação, do enredo e das lutas.
O ultimo episódio dessa temporada é de tirar o fôlego!
Amor de Redenção
3.6 129 Assista AgoraDei 2,5 estrelas pelo valor de abordar a realidade dolorosa e o vazio experimentado por profissionais do sexo - mesmo que em uma realidade distante da atual. No mais, ressalto também a parte de como muitas mulheres se veem nesse lugar por fatores independentes às suas vontades e acabam acreditando que isso é tudo o que merecem.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraDei um tempo antes de vir comentar sobre essa temporada.
Esteticamente? Linda e sempre coerente. A fotografia dessa série é tudo pra mim.
No quesito atuação, brilharam o Trammel Tillman e o John Turturro.
Concordo que alguns episódios foram maçantes e estenderam o ar de mistério por tempo demais. Dificultou manter o ritmo que tentaram seguir desde o fim da 1ª temporada.
No que concerne à season finale, eu gostei. Por quê? Acho que faz sentido a rebeldia dos innies e agrega valor aos personagens. Para mim, eles são como adolescentes com identidades em formação. A própria maneira como eles veem o mundo diz dessa posição rebelde e influenciável. De qualquer forma, gosto mais dos innies do que dos outies.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraComentando agora, mas assisti tem um bom tempo.
Só quero ressaltar que o que salva essa temporada é Beyond the Sea e a atuação do Aaron Paul ❤️.
Não achei o final ruim, porque, diferente do que algumas pessoas disseram, eu imaginei justamente que o Cliff seria deixado no espaço enquanto o outro tomava o seu lugar na família. Para mim, foi o contrário da expectativa, então me surpreendeu.
É um tremendo episódio que me faz esquecer os outros que foram isso mesmo: esquecíveis.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraO retorno de Black Mirror nesta temporada, depois da decepção que foi a 6ª (com exceção de Beyond the Sea).
Common People foi um retorno magistral 🤌🏼, pois traz o conceito de Black Mirror em toda a sua essência. Depois desse, meu favorito foi Eulogy. Esse episódio carrega tantas camadas para se falar sobre luto, uma lindeza.
Ainda bem que estão salvando essa série 🤧.
Bargain
3.4 8 Assista AgoraUm produção coreana que merece atenção. Tem boas atuações e roteiro instigante.
Gostei da premissa que gira em torno da quebra dos valores morais do início ao fim, bem como da quebra de expectativas. Além disso, o título "Barganha" não é à toa e também acompanha todo o enredo. O cenário pós-apocalíptico é um adendo que se mistura à humanidade distorcida que é apresentada.
Valeria muito a pena uma segunda temporada se conseguissem manter o nível.
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraPerfeita no que se propõe! Um trabalho incrível com atuações impecáveis. Owen Cooper promete muito como ator.
Para quem está procurando uma série de investigação, não recomendo. O intuito não é pura e simplesmente abordar um crime, mas ir além, sobre determinantes psicológicos, sociais e culturais. Achei a premissa genial e inovadora, pois o crime é só um chamariz.
Meu episódio favorito foi o 3º, mas o 4º é visceral. Fiquei surpresa ao saber que todos os episódios foram tomadas únicas e isso me fez admirar mais a produção.
Mickey 17
3.4 525 Assista AgoraFui com expectativa e estava até tudo bem antes do desfecho do filme Kkkrying
As críticas são interessantes, gosto particularmente do que o Mickey representa como sujeito que nada produz = descartável e do real da morte como incógnita. As partes cômicas funcionam bem e a narrativa do personagem dá um toque especial à construção da história. Inclusive, senti um pouco da vibe de Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo.
Mas por que aquele final? POR QUÊ? Poxa, estragou o conceito do filme para mim. Nem tudo precisava dar certo ou errado, era só sustentar a possibilidade das coisas. Do absurdo ao simples, do trágico ao corriqueiro, até um final aberto teria sido melhor. Esta é a minha humilde opinião.
O Caso Asunta
3.2 47 Assista AgoraA obra em si é boa. A construção da acusação é que parece desleixada, não vou mentir.
O tempo todo vão surgindo provas, ao passo que acabam sendo contraditórias ou ineficientes. Fica óbvio que se usou da manipulação da mídia para condenar o casal. Veja bem, eu acho que eles são culpados. O problema é que parece não ter tido uma boa investigação.
A coisa mais absurda foi o sêmen de um terceiro aparecer por possível contaminação de provas. O que é isso? Um circo? Enfim... Isso não compromete a qualidade da obra porque expressa o caos que foi essa investigação.
Assumo que gostei de assistir e os episódios prendem a atenção satisfatoriamente. A atuação do casal é boa. Esperei muito que o Alfonso falasse algo nos 45m do segundo tempo, mas não rolou.