Gostei, mas depois de um tempo o humor ficou forçado e já não tinha mais graça. Funcionou até certo ponto. Muito fora da realidade, se é que me entendem.
Porque, tipo, o cara é uma pessoa comum, um entregador, e começa, de uma hora pra outra, a se deparar com um monte de bizarrice e, no meio disso, fica fazendo gracinha. Nem parece que realmente está inserido naquela realidade; parece mais que está jogando videogame.
A conversa com os cientistas foi meio brochante, fanfarrona demais a forma como eles conversavam. Me tirou do clima, um clima que estava sendo construído inteligentemente até certo ponto, do início pro meio, mais ou menos. Depois parece que o diretor só jogou a toalha e virou o que virou: uma forçação de barra total.
A cena do celeiro, em que o protagonista pega a escada, me deu nos nervos. Parece que o diretor fez o personagem ser burro de propósito, pra arrancar risinhos do público, mas comigo não colou.
Tipo, o cara pega a escada... Eu tava torcendo pra ele fazer o que eu tinha em mente, e parecia que ele ia mesmo fazer, porque ele olha pro outro lado. Mas não, ele tenta jogar a escada em cima do cachorro. Que merda!
E a cena do elevador, em que ele consegue conter sozinho um monstro daquele tamanho e ainda usá-lo pra matar outro monstro. Ele virou o Super Entregador em questão de horas?! Conta outra.
A cena final, em que a equipe de cientistas luta pela seringa, é totalmente absurda. Tava óbvio que eles iam perder aquela bendita seringa. O único médico que fica vivo mantém o orgulho até o fim e não aplica a substância no protagonista/monstro porque?? O idiota podia ter tido uma chance de ficar vivo. Aff, fala sério.
Mas enfim, é isso. O filme entrega boas cenas de sangue e ação, mas faltou mais tato e cuidado. Ainda acho que teria sido melhor se fosse terrorzão mesmo, sem o entregador pateta/burro bancando o engraçadinho.
Até entendi a proposta e os dilemas da Charli, mas o filme me pareceu muito vazio e perdido, e as atuações não ajudam. Charli como atriz não rolou pra mim. E aquela cena dela conversando com a Kylie?? Achei bem constrangedora e qualquer coisa, uma conversa bem sem noção. Ela no atendimento com a esteticista/curandeira... O que foi aquilo? E outra, senti que faltou mais Brat nesse filme. Bem ruinzinho, mas assistível.
Lindo, sensível, humano e MARAVILHOSO! E é devastador de uma maneira que te faz refletir por horas, dias! Só digo uma coisa: isso que é irmão! Seita é o melhor irmão do mundo!
Sério, achei muito ruim e de péssimo gosto. Tudo muito incoerente e insulta a inteligência do espectador em vários momentos.
O mundo acabando e os personagens super tranquilos. Dane-se a vida que eles tinham, se desesperar pra quê? A gente é uma família unida, estamos protegidos em casa. Ah, olha que coisa, feras oceânicas decidiram, sem mais nem menos, invadir o nosso planeta, aniquilar todo mundo e nos deixar aqui, de boa, caçando e vivendo do que a gente produz. Maravilha! Somos privilegiados, os queridinhos. E olha que coisa boa, a gente nem precisa atrair as presas pra nossa armadilha, nem esperar chegarem, é só armar, jogar, a qualquer momento que quisermos, e os animaizinhos vêm, como mágica. E olha que estranho, os monstros que controlam a água, e que inclusive nos mantiveram presos em nossa casa por 5 anos, resolveram, só depois desse tempo todo, invadir e tentar nos matar KKKKKK.
QUE MERDA!
E no final, depois de uma luta alucinante e de o monstro ser atingido por um bastão ou sei lá o que, poupa a vida de todos simplesmente porque o pai decidiu não finalizar o ato e liberta o monstro. Ah, esse filme só pode estar de brincadeira. E que final Disney, family friendly do caralho??
O filme não se decide, quer ser tudo ao mesmo tempo: suspense, terror, drama, comédia, aventura e por aí vai. É um filme com TDAH KKKK. As atuações são risíveis também, só se salvam em poucos momentos. A menina é irritante e chata. Tudo é ruim nesse filme. Mas é assistível, sim.
E tipo, pq a Rosa não pediu ajuda de algum adulto quanto ao resultado do exame, ou mesmo foi à delegacia? Ali já era a prova cabal do que a mãe vinha fazendo com ela. Sei que ela se sentia perdida e foi muito manipulada, mas poxa, ficou por isso mesmo o lance do resultado. Depois disso, senti que foi decaindo. Mas o filme não é ruim, prendeu minha atenção, mas poderia ter sido bem melhor.
A Dolly é, sem dúvidas, uma figura bizarra. Achei toda a caracterização dela muito original, assim como seus trejeitos e comportamento. Quanto ao filme, gostei de algumas partes, mas outras achei totalmente dispensáveis ou poderiam ter sido feitas de outra maneira. A história não é muito bem contada e deixa muitas pontas em aberto. No geral, é um filme assistível. Até poderia ser um bom filme se a final girl não fosse tão ridiculamente burra.
Gostei da premissa, a ideia tem aspectos bastante originais. Mas são muitas cenas clichês e que não assustam. Tipo, o demônio não olhar embaixo da cama, o lugar mais óbvio? Ele facilita para o menino em vários momentos. Mas eu gostei da atuação do garoto, e o final fez uma ligação interessante com outros pontos do filme: o paralelo entre uma fala do pai, o desejo do menino e uma parte específica do livro Pinóquio. Achei boa a sacada, e serviu para mostrar que, apesar dos baixos recursos, o filme não é vazio. Mas, se fosse feito por um diretor famoso e tivesse esse excelente ator mirim, seria um filmão.
Cheio de clichês, mas até que é legalzinho. Mas é irritante a burrice do cara. Dava facilmente para contornar a situação; a menina é tolinha, fácil de enganar.
A partir daqui, SPOILER!
A garota entra em um assunto delicado, e ele se mostra indignado. Ela já havia dado vários sinais de que não batia bem da cabeça. Por que ele simplesmente não deu a resposta que ela queria? Se ele respondesse qualquer coisa, ela iria cair. Por que cargas d'água o cara começa uma discussão com a garota estando amarrado?
Eu sei, eu sei. Se não fosse assim, não teria filme e blah blah blah. Mas é que eu acho irritante esse tipo de clichê, os personagens serem burros de propósito.
E, no fim, ainda fica tudo bem entre os dois, e ele chega a dizer que ela só era um pouquinho louca. Oi?? A menina é perturbada da cabeça, possivelmente uma psicopata, narcisista, que só enxerga o próprio umbigo.
E para você está tudo bem terminar da forma que terminou? Você todo quebrado, sendo levado por uma ambulância e com o psicológico abalado. E a doida lá, sorrindo e provavelmente feliz por ter se safado daquela situação doentia que ela criou.
Um filme com várias camadas de profundidade. Além de ser um suspense/terror psicológico, é também um drama sobre traumas, luto e depressão.
Uma mãe viúva e seu filho pequeno são atormentados por uma entidade estranha e misteriosa que ganha vida a partir da leitura de um livro escolhido pelo menino. Não se sabe de onde o livro surgiu nem como apareceu na casa da família.
A entidade se apodera da casa gradativamente. O ritmo do filme é lento e soturno, e o drama, assim como toda a densidade da dor e dos traumas que os dois personagens carregam, parece palpável.
Há duas formas de encarar esse filme. A primeira é que a entidade realmente existe e se alimenta dos traumas, especificamente da depressão e do luto da mãe. Seu objetivo seria se apossar de seu corpo e então levar o garoto consigo para sabe-se lá onde. A entidade é malévola e cruel, não tem piedade nem dos animais. Infelizmente, um cachorrinho muito adorável é morto.
A segunda forma de encarar o filme é a seguinte: tudo o que nos é apresentado em tela trata-se de uma metáfora sobre o estrago que a depressão causa na vida de uma pessoa e a forma como esse estrago afeta aqueles ao seu redor. Especificamente, uma depressão que tem origem na perda do marido e pai daquela família.
Ele morreu em um acidente de carro enquanto levava a esposa grávida para o hospital, justamente no dia em que o garoto nasceu. Desde então, o menino nunca celebrou seu aniversário com a mãe, nunca teve uma festa. Isso mostra que, mesmo após seis anos, a mulher não havia superado a perda.
Quando a entidade entra em seu corpo, ela se torna extremamente violenta, mata o cachorro de estimação e chega muito perto de matar o filho. Mas o garotinho, muito inteligente e cheio de truques, consegue contê-la após usar uma de suas armadilhas. Com a mãe presa, ele consegue fazê-la vomitar a entidade, lembrando-a das promessas que ela havia feito de proteção mútua, assim como do amor materno, que era mais forte do que toda a depressão e o luto que ela carregava.
Em um momento próximo dessa cena, fiquei apreensivo, pensando que ela — ou o Babadook — mataria a vizinha, uma senhora com Parkinson que era um amor de pessoa. Mas, graças a Deus, no final vemos que ela foi poupada e estava bem.
Enfim. No final, vemos mãe e filho sentados no sofá de casa, conversando com a assistente social e seu parceiro. A melhora dos dois protagonistas é notável. A mãe, que não conseguia dormir, vivia exausta e ainda precisava trabalhar como enfermeira e cuidar do filho, aparece corada e totalmente descansada.
Uma das características do menino é sempre falar o que pensa, algo que aparentemente puxou do pai. Isso incomodava a mãe após a perda, mas nesse momento, conversando no sofá, ela demonstra se orgulhar dessa característica, evidenciando sua superação.
O menino comemora seu aniversário com a mãe e, depois, ela vai até o porão "alimentar" a entidade com as minhocas que ele pegou no jardim.
O que eu entendi dessa cena foi o seguinte: o quadro depressivo da mulher entrou em remissão. A doença estava contida, e sua mente estabilizada, permitindo que ela pudesse trabalhar, descansar e ser uma boa mãe.
A depressão é retratada como o bicho-papão dentro do armário escuro ou debaixo da cama de uma criança, assustando-a todas as noites. A união e o vínculo entre mãe e filho fizeram com que o demônio da depressão fosse domado.
A doença não foi curada; ela apenas estava fraca, sem poder de influência.
E ela alimentar a entidade com minhocas é algo muito simbólico. A mulher aceitou a perda, acolheu o luto e seguiu em frente. Mesmo com as memórias dolorosas, entendeu que precisava continuar, pois seu filho dependia disso.
Para mim, aquilo também pode significar que ela está em tratamento e que a doença entrou em remissão. As minhocas representariam esse cuidado constante consigo mesma e com a própria mente. Por isso ela diz ao Babadook, quando ele ameaça se apoderar dela novamente: "Está tudo bem. Está tudo bem."
E quando ela volta para o jardim, o filho pergunta como foi, e ela responde que "hoje foi tranquilo".
Ou seja, é convencer a si mesma todos os dias de que está tudo bem e de que tudo o que precisa fazer é passar por mais um dia. Um de cada vez, como dizem.
Eu prefiro essa segunda interpretação e me identifico muito com ela. Não consigo ver esse filme apenas como terror. Por mais que tenha vários elementos do gênero, para mim ele é muito mais um drama.
Na cena final, eu me emocionei e chorei um pouquinho. Foi muito forte.
Os dois protagonistas são extremamente cativantes, e é impossível não criar empatia por eles, principalmente pela mãe.
E você, que já assistiu, gostaria muito de saber seus pensamentos sobre essa produção. Enxergou a história de alguma outra forma? Vou adorar ler.
O Som da Morte é um terrorzinho bem abaixo da média. Tem muitas situações sem coerência alguma e resoluções rápidas, sem nenhum aprofundamento. A protagonista não tem um pingo de carisma. E parece que ela só começa a atuar de verdade no final do filme, quando ele ganha um pouco de gás. Mas, na maior parte do tempo, ela não esboça quase nenhuma expressão, fica bem engessada. Eu até achei legal a ideia do objeto antigo e amaldiçoado, mas essa boa ideia se perde em meio a todo o amadorismo.
Keeper até que me agradou em algum nível, mas faltou terror de verdade. As entidades são medonhas e diferentes, mas praticamente só aparecem em uma cena, já no final. Eu entendi que os dois caras — o amante da protagonista e o primo dele — fizeram um pacto de vida eterna, ou juventude por séculos, com as entidades, filhas da bruxa que eles mataram. E, em troca, teriam que oferecer mulheres como sacrifício. As entidades, ao que parece, se alimentavam delas. A bruxa em quem eles atiraram na infância era a cópia perfeita da protagonista. E talvez por isso, no final, as entidades possuam ela em vez de matá-la, já que ela se parecia com a “mãe” delas? É… acho que foi isso. E aquela outra entidade com vários rostos parece uma espécie de simbiose das mulheres sacrificadas, algo assim. E na cena final, o pacto com o amante é quebrado, e ele surge super velho. Parece não enxergar, ou enxergar só vultos, mas, conforme a protagonista se aproxima, a visão dele entra em foco. Isso não fez muito sentido pra mim. Enfim, ele é mergulhado num líquido que parece mel, e o filme acaba. Esses últimos detalhes eu realmente não entendi. Ah, e eu não lembro se mostra o que aconteceu com o primo. O cara simplesmente parece sumir depois de invadir o apartamento, enquanto a protagonista estava sozinha esperando o amante. São muitos furos nesse filme, e muito potencial desperdiçado. Poderia ter sido um terror realmente bizarro.
Gostei bastante do filme, me emocionou em alguns momentos. Acho que estava com saudade de um bom clichê rs. Me deu vontade de ler o livro, que já estava na minha lista.
Tão entediante e ridiculamente MEDÍOCRE. A motivação dos assassinos é tão fútil e idiota. Acho que nada se salva nesse filme. Até as mortes são ruins; dá para notar o CGI. Dispensaram os efeitos práticos e preferiram um trabalho preguiçoso. Assisti querendo que acabasse logo.
SPOILER! A única morte mais ou menos criativa foi a da máquina de sorvete, mas, ainda assim, faltou um cuidado ali, porque nitidamente o cara era um boneco de borracha.
O que eu entendi foi: ele criou um apego com aquela família. Ao mesmo tempo que ele queria fugir, também não queria, pois, na verdade, ele já estava liberto; a sua prisão de verdade estava do lado de fora. Ali ele encontrou acolhimento real, mesmo que fosse estranho, fora do comum. E sim, o objetivo da família foi bem-sucedido: eles domaram a fera e depois a libertaram. Ao voltar para casa, ele viu que sua mãe não demonstrara preocupação com seu sumiço; a vida seguia normalmente para ela. Era como se ele não existisse ali, e os únicos que o enxergaram de verdade, e quiseram fazê-lo enxergar a possibilidade de redenção, estavam a muitos quilômetros de distância, em uma imensa mansão. A única pessoa que se preocupou com o sumiço dele foi a namorada, e então ele quis proporcionar a ela a mesma libertação que recebera da peculiar família. E então, como um filho que regressa para a casa de seus pais, ele voltou para lá, trazendo consigo outra alma perdida, faminta por libertar-se da própria prisão. Eu achei a premissa sensacional, inteligente, mas não inteiramente original e inovadora, pois é fácil captar referências de Laranja Mecânica, por exemplo. Mas aqui foi algo mais otimista, o que eu curti. O final não é melancólico; é catártico e inspirador, de certa forma — depende da perspectiva. Os sorrisos no take final mostram isso, principalmente o sorriso do protagonista. Foi um sorriso repleto de saudade. Ali ele encontrou seu lugar no mundo.
Faz anos que assisti a esse, mas assisti umas 7 vezes ou mais. Adoro como ela mente o tempo todo, inventa uma história diferente para cada pessoa que encontra, para ter pistas da irmã kkkkk, chega a ser cômico. E a cena final, dela dirigindo à noite na floresta e conversando com o assassino, mó tensa!!
Contém SPOILERS Gosto bastante desse filme, é um suspense sinuoso que te envolve sem você nem perceber. É propositalmente lento. Você sente a ameaça rodeando a protagonista o tempo todo e o pavor silencioso dela. Inclusive, a atriz combina muito com esse tipo de papel, além de ser estonteante e belíssima. O filme me fez lembrar a famosa frase de Friedrich Nietzsche: “Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você.” E eu adorei o jogo psicológico que o filme faz com o telespectador. É nítido que o cara é um serial killer, mas ele inverte o jogo, fazendo todo mundo pensar que ela era a louca, e ela chega a se sentir louca, mas no fundo sabia que não era. A cena do ônibus é emblemática. Ele faz ela se perguntar: “Eu me enganei? Ele é só um cara solitário e perturbado, que queria que alguém o percebesse?” Ele diz: “Minha vida é cuidar do meu pai doente, e eu fico olhando pela janela, assistindo as pessoas viverem suas vidas. Pode parecer um hobby triste. Mas quando você acenou pra mim, achei que uma mulher bonita tinha me notado. Mas aí você envolveu um policial e levou aquele cara até minha porta, xingando meu pai. E então eu pensei que eu merecia um pedido de desculpas.” Ou seja, o cara era um sádico, que se divertia friamente com o declínio mental da protagonista. Ele representa o abismo. Essa é a metáfora que eu entendi do filme. A protagonista encarou demais o abismo. Se ela escolhesse não continuar encarando e seguir sua vida, ele ia continuar ali, a observando, mas não ia chegar perto dela. O ponto de virada foi quando ela entrou no jogo dele, sem perceber. Ele estava brincando com ela o tempo todo, a testando, sentindo o medo dela de longe. Sério, eu achei isso tão perspicaz e inteligente. E algo muito sutil, mas, com um olhar atento, você consegue perceber essa linguagem silenciosa dos dois. Ou seja, ela encarou demais o abismo e quase foi engolida por ele. Sorte que ela também é inteligente, coisa que ele não esperava. Enfim. Excelente filme. Eu queria muito que o final mostrasse ela terminando de fazer as malas e dando as costas para aquele marido mané.
Tudo fazia parte do ritual que a avó começou. Aquelas pessoas eram discípulas dela. Ela tinha uma coisa com a menina desde que a mesma nasceu, ficava mais sob os cuidados dela; a própria mãe não tinha tanto acesso à menina. Ela teve tempo para planejar o ritual satânico. Não eram cuidados normais de avó. A personagem da Toni não conseguia fazer o aborto do menino, porque a avó já tinha feito algum feitiço para isso não acontecer, porque o demônio que já residia no corpo da menina estava esperando para possuir um corpo masculino, para assim exercer todo seu poder e também para recompensar os discípulos com saúde, riqueza e conhecimentos secretos sobre o mundo espiritual. Tudo aconteceu de acordo com o que a avó planejou. O filme não é confuso, mas eu só tive essa visão mais ampla assistindo hoje, pela terceira vez. Eu achei tudo bem amarradinho. Toni Collette está MARAVILHOSA em sua atuação. Todos estão muito bem; o menino deu um show também. É um filme esquisito, um tanto desconfortável, mas confesso que não achei assustador. Mas eu curti a forma como ele prende a sua atenção. É isso.
Por Trás dos Seus Olhos
2.9 135 Assista AgoraBoa premissa, mas achei bem chatão!
Corrida Contra o Tempo
2.8 48 Assista AgoraO filme é super dinâmico e mantém um bom ritmo. Fiquei entretido e torcendo o tempo todo pela Maia. O final foi satisfatório!
Resident Evil
3.6 213Assistido no cinema em 24/09/26
SPOILERS!!!
Gostei, mas depois de um tempo o humor ficou forçado e já não tinha mais graça. Funcionou até certo ponto. Muito fora da realidade, se é que me entendem.
Porque, tipo, o cara é uma pessoa comum, um entregador, e começa, de uma hora pra outra, a se deparar com um monte de bizarrice e, no meio disso, fica fazendo gracinha. Nem parece que realmente está inserido naquela realidade; parece mais que está jogando videogame.
A conversa com os cientistas foi meio brochante, fanfarrona demais a forma como eles conversavam. Me tirou do clima, um clima que estava sendo construído inteligentemente até certo ponto, do início pro meio, mais ou menos. Depois parece que o diretor só jogou a toalha e virou o que virou: uma forçação de barra total.
A cena do celeiro, em que o protagonista pega a escada, me deu nos nervos. Parece que o diretor fez o personagem ser burro de propósito, pra arrancar risinhos do público, mas comigo não colou.
Tipo, o cara pega a escada... Eu tava torcendo pra ele fazer o que eu tinha em mente, e parecia que ele ia mesmo fazer, porque ele olha pro outro lado. Mas não, ele tenta jogar a escada em cima do cachorro. Que merda!
E a cena do elevador, em que ele consegue conter sozinho um monstro daquele tamanho e ainda usá-lo pra matar outro monstro. Ele virou o Super Entregador em questão de horas?! Conta outra.
A cena final, em que a equipe de cientistas luta pela seringa, é totalmente absurda. Tava óbvio que eles iam perder aquela bendita seringa. O único médico que fica vivo mantém o orgulho até o fim e não aplica a substância no protagonista/monstro porque?? O idiota podia ter tido uma chance de ficar vivo. Aff, fala sério.
Mas enfim, é isso. O filme entrega boas cenas de sangue e ação, mas faltou mais tato e cuidado. Ainda acho que teria sido melhor se fosse terrorzão mesmo, sem o entregador pateta/burro bancando o engraçadinho.
Nota: 6/10
The Moment
3.1 23 Assista AgoraQUE SURTO FOI ESSE?
Até entendi a proposta e os dilemas da Charli, mas o filme me pareceu muito vazio e perdido, e as atuações não ajudam. Charli como atriz não rolou pra mim. E aquela cena dela conversando com a Kylie?? Achei bem constrangedora e qualquer coisa, uma conversa bem sem noção.
Ela no atendimento com a esteticista/curandeira... O que foi aquilo? E outra, senti que faltou mais Brat nesse filme.
Bem ruinzinho, mas assistível.
Túmulo dos Vagalumes
4.6 2,3K Assista AgoraLindo, sensível, humano e MARAVILHOSO! E é devastador de uma maneira que te faz refletir por horas, dias!
Só digo uma coisa: isso que é irmão! Seita é o melhor irmão do mundo!
Assistido no cinema com a minha mãe. ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
O Fim da Rua
3.0 270 Assista Agora16/08/26
Assisti no cinema sem saber nada a respeito do filme e sai muito satisfeito!
A Última Casa
2.6 391 Assista AgoraSPOILER!!!
Sério, achei muito ruim e de péssimo gosto. Tudo muito incoerente e insulta a inteligência do espectador em vários momentos.
O mundo acabando e os personagens super tranquilos. Dane-se a vida que eles tinham, se desesperar pra quê? A gente é uma família unida, estamos protegidos em casa. Ah, olha que coisa, feras oceânicas decidiram, sem mais nem menos, invadir o nosso planeta, aniquilar todo mundo e nos deixar aqui, de boa, caçando e vivendo do que a gente produz. Maravilha! Somos privilegiados, os queridinhos. E olha que coisa boa, a gente nem precisa atrair as presas pra nossa armadilha, nem esperar chegarem, é só armar, jogar, a qualquer momento que quisermos, e os animaizinhos vêm, como mágica. E olha que estranho, os monstros que controlam a água, e que inclusive nos mantiveram presos em nossa casa por 5 anos, resolveram, só depois desse tempo todo, invadir e tentar nos matar KKKKKK.
QUE MERDA!
E no final, depois de uma luta alucinante e de o monstro ser atingido por um bastão ou sei lá o que, poupa a vida de todos simplesmente porque o pai decidiu não finalizar o ato e liberta o monstro. Ah, esse filme só pode estar de brincadeira. E que final Disney, family friendly do caralho??
O filme não se decide, quer ser tudo ao mesmo tempo: suspense, terror, drama, comédia, aventura e por aí vai. É um filme com TDAH KKKK. As atuações são risíveis também, só se salvam em poucos momentos. A menina é irritante e chata. Tudo é ruim nesse filme. Mas é assistível, sim.
Bom, é isso.
#Salve Rosa
2.7 86 Assista AgoraSoluções muito fáceis e rápidas, atuações de plástico (exceto a da Klara Castanho, que foi maravilhosa).
E tipo, pq a Rosa não pediu ajuda de algum adulto quanto ao resultado do exame, ou mesmo foi à delegacia? Ali já era a prova cabal do que a mãe vinha fazendo com ela. Sei que ela se sentia perdida e foi muito manipulada, mas poxa, ficou por isso mesmo o lance do resultado. Depois disso, senti que foi decaindo. Mas o filme não é ruim, prendeu minha atenção, mas poderia ter sido bem melhor.
Dolly - A Boneca Maldita
2.1 39A Dolly é, sem dúvidas, uma figura bizarra. Achei toda a caracterização dela muito original, assim como seus trejeitos e comportamento.
Quanto ao filme, gostei de algumas partes, mas outras achei totalmente dispensáveis ou poderiam ter sido feitas de outra maneira. A história não é muito bem contada e deixa muitas pontas em aberto.
No geral, é um filme assistível. Até poderia ser um bom filme se a final girl não fosse tão ridiculamente burra.
Djinn: Cuidado com o que Deseja
2.4 40Gostei da premissa, a ideia tem aspectos bastante originais. Mas são muitas cenas clichês e que não assustam. Tipo, o demônio não olhar embaixo da cama, o lugar mais óbvio? Ele facilita para o menino em vários momentos.
Mas eu gostei da atuação do garoto, e o final fez uma ligação interessante com outros pontos do filme: o paralelo entre uma fala do pai, o desejo do menino e uma parte específica do livro Pinóquio. Achei boa a sacada, e serviu para mostrar que, apesar dos baixos recursos, o filme não é vazio.
Mas, se fosse feito por um diretor famoso e tivesse esse excelente ator mirim, seria um filmão.
Oi, Sumido!
2.8 56 Assista AgoraCheio de clichês, mas até que é legalzinho. Mas é irritante a burrice do cara. Dava facilmente para contornar a situação; a menina é tolinha, fácil de enganar.
A partir daqui, SPOILER!
A garota entra em um assunto delicado, e ele se mostra indignado. Ela já havia dado vários sinais de que não batia bem da cabeça. Por que ele simplesmente não deu a resposta que ela queria? Se ele respondesse qualquer coisa, ela iria cair. Por que cargas d'água o cara começa uma discussão com a garota estando amarrado?
Eu sei, eu sei. Se não fosse assim, não teria filme e blah blah blah. Mas é que eu acho irritante esse tipo de clichê, os personagens serem burros de propósito.
E, no fim, ainda fica tudo bem entre os dois, e ele chega a dizer que ela só era um pouquinho louca. Oi?? A menina é perturbada da cabeça, possivelmente uma psicopata, narcisista, que só enxerga o próprio umbigo.
E para você está tudo bem terminar da forma que terminou? Você todo quebrado, sendo levado por uma ambulância e com o psicológico abalado. E a doida lá, sorrindo e provavelmente feliz por ter se safado daquela situação doentia que ela criou.
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraVou deixar aqui a resenha que fiz sobre esse filme. Postei no Reddit!
Um filme com várias camadas de profundidade. Além de ser um suspense/terror psicológico, é também um drama sobre traumas, luto e depressão.
Uma mãe viúva e seu filho pequeno são atormentados por uma entidade estranha e misteriosa que ganha vida a partir da leitura de um livro escolhido pelo menino. Não se sabe de onde o livro surgiu nem como apareceu na casa da família.
A entidade se apodera da casa gradativamente. O ritmo do filme é lento e soturno, e o drama, assim como toda a densidade da dor e dos traumas que os dois personagens carregam, parece palpável.
Há duas formas de encarar esse filme. A primeira é que a entidade realmente existe e se alimenta dos traumas, especificamente da depressão e do luto da mãe. Seu objetivo seria se apossar de seu corpo e então levar o garoto consigo para sabe-se lá onde. A entidade é malévola e cruel, não tem piedade nem dos animais. Infelizmente, um cachorrinho muito adorável é morto.
A segunda forma de encarar o filme é a seguinte: tudo o que nos é apresentado em tela trata-se de uma metáfora sobre o estrago que a depressão causa na vida de uma pessoa e a forma como esse estrago afeta aqueles ao seu redor. Especificamente, uma depressão que tem origem na perda do marido e pai daquela família.
Ele morreu em um acidente de carro enquanto levava a esposa grávida para o hospital, justamente no dia em que o garoto nasceu. Desde então, o menino nunca celebrou seu aniversário com a mãe, nunca teve uma festa. Isso mostra que, mesmo após seis anos, a mulher não havia superado a perda.
Quando a entidade entra em seu corpo, ela se torna extremamente violenta, mata o cachorro de estimação e chega muito perto de matar o filho. Mas o garotinho, muito inteligente e cheio de truques, consegue contê-la após usar uma de suas armadilhas. Com a mãe presa, ele consegue fazê-la vomitar a entidade, lembrando-a das promessas que ela havia feito de proteção mútua, assim como do amor materno, que era mais forte do que toda a depressão e o luto que ela carregava.
Em um momento próximo dessa cena, fiquei apreensivo, pensando que ela — ou o Babadook — mataria a vizinha, uma senhora com Parkinson que era um amor de pessoa. Mas, graças a Deus, no final vemos que ela foi poupada e estava bem.
Enfim. No final, vemos mãe e filho sentados no sofá de casa, conversando com a assistente social e seu parceiro. A melhora dos dois protagonistas é notável. A mãe, que não conseguia dormir, vivia exausta e ainda precisava trabalhar como enfermeira e cuidar do filho, aparece corada e totalmente descansada.
Uma das características do menino é sempre falar o que pensa, algo que aparentemente puxou do pai. Isso incomodava a mãe após a perda, mas nesse momento, conversando no sofá, ela demonstra se orgulhar dessa característica, evidenciando sua superação.
O menino comemora seu aniversário com a mãe e, depois, ela vai até o porão "alimentar" a entidade com as minhocas que ele pegou no jardim.
O que eu entendi dessa cena foi o seguinte: o quadro depressivo da mulher entrou em remissão. A doença estava contida, e sua mente estabilizada, permitindo que ela pudesse trabalhar, descansar e ser uma boa mãe.
A depressão é retratada como o bicho-papão dentro do armário escuro ou debaixo da cama de uma criança, assustando-a todas as noites. A união e o vínculo entre mãe e filho fizeram com que o demônio da depressão fosse domado.
A doença não foi curada; ela apenas estava fraca, sem poder de influência.
E ela alimentar a entidade com minhocas é algo muito simbólico. A mulher aceitou a perda, acolheu o luto e seguiu em frente. Mesmo com as memórias dolorosas, entendeu que precisava continuar, pois seu filho dependia disso.
Para mim, aquilo também pode significar que ela está em tratamento e que a doença entrou em remissão. As minhocas representariam esse cuidado constante consigo mesma e com a própria mente. Por isso ela diz ao Babadook, quando ele ameaça se apoderar dela novamente: "Está tudo bem. Está tudo bem."
E quando ela volta para o jardim, o filho pergunta como foi, e ela responde que "hoje foi tranquilo".
Ou seja, é convencer a si mesma todos os dias de que está tudo bem e de que tudo o que precisa fazer é passar por mais um dia. Um de cada vez, como dizem.
Eu prefiro essa segunda interpretação e me identifico muito com ela. Não consigo ver esse filme apenas como terror. Por mais que tenha vários elementos do gênero, para mim ele é muito mais um drama.
Na cena final, eu me emocionei e chorei um pouquinho. Foi muito forte.
Os dois protagonistas são extremamente cativantes, e é impossível não criar empatia por eles, principalmente pela mãe.
E você, que já assistiu, gostaria muito de saber seus pensamentos sobre essa produção. Enxergou a história de alguma outra forma? Vou adorar ler.
Push - No Limite do Medo
1.8 12 Assista AgoraConstrução de suspense interessante, mas o filme não faz sentido. Mas que atriz bonita! Ela me lembrou a Nina Dobrev em alguns momentos.
O Som da Morte
2.3 95O Som da Morte é um terrorzinho bem abaixo da média. Tem muitas situações sem coerência alguma e resoluções rápidas, sem nenhum aprofundamento. A protagonista não tem um pingo de carisma. E parece que ela só começa a atuar de verdade no final do filme, quando ele ganha um pouco de gás. Mas, na maior parte do tempo, ela não esboça quase nenhuma expressão, fica bem engessada.
Eu até achei legal a ideia do objeto antigo e amaldiçoado, mas essa boa ideia se perde em meio a todo o amadorismo.
Para Sempre Medo
2.4 94 Assista AgoraATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS!
Keeper até que me agradou em algum nível, mas faltou terror de verdade. As entidades são medonhas e diferentes, mas praticamente só aparecem em uma cena, já no final.
Eu entendi que os dois caras — o amante da protagonista e o primo dele — fizeram um pacto de vida eterna, ou juventude por séculos, com as entidades, filhas da bruxa que eles mataram. E, em troca, teriam que oferecer mulheres como sacrifício. As entidades, ao que parece, se alimentavam delas.
A bruxa em quem eles atiraram na infância era a cópia perfeita da protagonista. E talvez por isso, no final, as entidades possuam ela em vez de matá-la, já que ela se parecia com a “mãe” delas? É… acho que foi isso. E aquela outra entidade com vários rostos parece uma espécie de simbiose das mulheres sacrificadas, algo assim.
E na cena final, o pacto com o amante é quebrado, e ele surge super velho. Parece não enxergar, ou enxergar só vultos, mas, conforme a protagonista se aproxima, a visão dele entra em foco. Isso não fez muito sentido pra mim. Enfim, ele é mergulhado num líquido que parece mel, e o filme acaba. Esses últimos detalhes eu realmente não entendi.
Ah, e eu não lembro se mostra o que aconteceu com o primo. O cara simplesmente parece sumir depois de invadir o apartamento, enquanto a protagonista estava sozinha esperando o amante. São muitos furos nesse filme, e muito potencial desperdiçado. Poderia ter sido um terror realmente bizarro.
Uma Segunda Chance
3.2 41 Assista AgoraGostei bastante do filme, me emocionou em alguns momentos. Acho que estava com saudade de um bom clichê rs. Me deu vontade de ler o livro, que já estava na minha lista.
Lindas e Letais
2.9 97 Assista AgoraMe diverti assistindo!!
Pânico 7
2.6 431 Assista AgoraTão entediante e ridiculamente MEDÍOCRE. A motivação dos assassinos é tão fútil e idiota. Acho que nada se salva nesse filme. Até as mortes são ruins; dá para notar o CGI. Dispensaram os efeitos práticos e preferiram um trabalho preguiçoso. Assisti querendo que acabasse logo.
SPOILER! A única morte mais ou menos criativa foi a da máquina de sorvete, mas, ainda assim, faltou um cuidado ali, porque nitidamente o cara era um boneco de borracha.
Bom Garoto
3.5 44 Assista AgoraSPOILER!!
O que eu entendi foi: ele criou um apego com aquela família. Ao mesmo tempo que ele queria fugir, também não queria, pois, na verdade, ele já estava liberto; a sua prisão de verdade estava do lado de fora. Ali ele encontrou acolhimento real, mesmo que fosse estranho, fora do comum.
E sim, o objetivo da família foi bem-sucedido: eles domaram a fera e depois a libertaram. Ao voltar para casa, ele viu que sua mãe não demonstrara preocupação com seu sumiço; a vida seguia normalmente para ela. Era como se ele não existisse ali, e os únicos que o enxergaram de verdade, e quiseram fazê-lo enxergar a possibilidade de redenção, estavam a muitos quilômetros de distância, em uma imensa mansão.
A única pessoa que se preocupou com o sumiço dele foi a namorada, e então ele quis proporcionar a ela a mesma libertação que recebera da peculiar família. E então, como um filho que regressa para a casa de seus pais, ele voltou para lá, trazendo consigo outra alma perdida, faminta por libertar-se da própria prisão.
Eu achei a premissa sensacional, inteligente, mas não inteiramente original e inovadora, pois é fácil captar referências de Laranja Mecânica, por exemplo. Mas aqui foi algo mais otimista, o que eu curti. O final não é melancólico; é catártico e inspirador, de certa forma — depende da perspectiva.
Os sorrisos no take final mostram isso, principalmente o sorriso do protagonista. Foi um sorriso repleto de saudade. Ali ele encontrou seu lugar no mundo.
Os Estranhos: Capítulo Final
1.8 74 Assista AgoraMas que bela bosta, hein!
12 Horas
3.2 1,0K Assista AgoraFaz anos que assisti a esse, mas assisti umas 7 vezes ou mais. Adoro como ela mente o tempo todo, inventa uma história diferente para cada pessoa que encontra, para ter pistas da irmã kkkkk, chega a ser cômico. E a cena final, dela dirigindo à noite na floresta e conversando com o assassino, mó tensa!!
Observador
3.3 416Contém SPOILERS
Gosto bastante desse filme, é um suspense sinuoso que te envolve sem você nem perceber. É propositalmente lento. Você sente a ameaça rodeando a protagonista o tempo todo e o pavor silencioso dela. Inclusive, a atriz combina muito com esse tipo de papel, além de ser estonteante e belíssima. O filme me fez lembrar a famosa frase de Friedrich Nietzsche: “Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você.” E eu adorei o jogo psicológico que o filme faz com o telespectador.
É nítido que o cara é um serial killer, mas ele inverte o jogo, fazendo todo mundo pensar que ela era a louca, e ela chega a se sentir louca, mas no fundo sabia que não era. A cena do ônibus é emblemática. Ele faz ela se perguntar: “Eu me enganei? Ele é só um cara solitário e perturbado, que queria que alguém o percebesse?”
Ele diz: “Minha vida é cuidar do meu pai doente, e eu fico olhando pela janela, assistindo as pessoas viverem suas vidas. Pode parecer um hobby triste. Mas quando você acenou pra mim, achei que uma mulher bonita tinha me notado. Mas aí você envolveu um policial e levou aquele cara até minha porta, xingando meu pai. E então eu pensei que eu merecia um pedido de desculpas.”
Ou seja, o cara era um sádico, que se divertia friamente com o declínio mental da protagonista. Ele representa o abismo. Essa é a metáfora que eu entendi do filme. A protagonista encarou demais o abismo. Se ela escolhesse não continuar encarando e seguir sua vida, ele ia continuar ali, a observando, mas não ia chegar perto dela.
O ponto de virada foi quando ela entrou no jogo dele, sem perceber. Ele estava brincando com ela o tempo todo, a testando, sentindo o medo dela de longe. Sério, eu achei isso tão perspicaz e inteligente. E algo muito sutil, mas, com um olhar atento, você consegue perceber essa linguagem silenciosa dos dois.
Ou seja, ela encarou demais o abismo e quase foi engolida por ele. Sorte que ela também é inteligente, coisa que ele não esperava. Enfim. Excelente filme. Eu queria muito que o final mostrasse ela terminando de fazer as malas e dando as costas para aquele marido mané.
Tipos de Gentileza
3.2 249Depois de “entender”, achei a crítica e a sacada do diretor geniais!!
Hereditário
3.8 3,1K Assista AgoraTudo fazia parte do ritual que a avó começou. Aquelas pessoas eram discípulas dela. Ela tinha uma coisa com a menina desde que a mesma nasceu, ficava mais sob os cuidados dela; a própria mãe não tinha tanto acesso à menina. Ela teve tempo para planejar o ritual satânico. Não eram cuidados normais de avó. A personagem da Toni não conseguia fazer o aborto do menino, porque a avó já tinha feito algum feitiço para isso não acontecer, porque o demônio que já residia no corpo da menina estava esperando para possuir um corpo masculino, para assim exercer todo seu poder e também para recompensar os discípulos com saúde, riqueza e conhecimentos secretos sobre o mundo espiritual. Tudo aconteceu de acordo com o que a avó planejou. O filme não é confuso, mas eu só tive essa visão mais ampla assistindo hoje, pela terceira vez. Eu achei tudo bem amarradinho. Toni Collette está MARAVILHOSA em sua atuação. Todos estão muito bem; o menino deu um show também. É um filme esquisito, um tanto desconfortável, mas confesso que não achei assustador. Mas eu curti a forma como ele prende a sua atenção. É isso.