Gostei da construção da amizade dos protagonistas e o quão próximos eles se tornaram, apesar e graças ao cenário. Não achei forçado. Acho possível pessoas se conectarem nesse ponto, em certas situações, ainda mais se forem extremas.
O filme tem um plano de fundo crítico, vi que relacionado a guerra (o major falando sobre patriotismo, contexto bárbaro onde jovens são voluntários, gore cru que a fotografia não faz questão de desviar...), porém eu não saí muito da superfície dessa vez.
Não entendi o "terror". Seria um drama com instantes violentos?
Vem cá, é possível mesmo alguém andar isso tudo? Imagino que não nessas condições. E assim como isso, algumas outras coisas só fazem mais sentido quando você tenta traçar um paralelo com a crítica ou alguma outra metáfora. Fora isso, fica meio absurdo.
É isso, no geral, mesmo assim eu achei legal. Apesar de tudo, eu não perdi o interesse e nem fiquei entediada.
Cada cena te encoraja a contemplar a beleza do agora e do comum.
Um verdadeiro incentivo a viver a vida de acordo com o seu próprio ideal, porque independentemente de qual ele seja, dias imperfeitos sempre vão existir, mas até esses dias carregam perfeição nos pequenos momentos presentes, e só basta estar sensível para percebê-los.
Martin representa a culpa que o médico sente por acreditar ter causado a morte de um paciente.
A culpa é fria, é má, sorrateira, e se você não impõe limites a ela bem no começo (no mundo real seria procurando ajuda), ela te consome aos poucos, perverte sua mente, respinga em quem está à sua volta e pode chegar a te propor absurdos para que você se sinta melhor.
No caso do médico, a culpa o convenceu, provavelmente num processo inconsciente, de que o único jeito de se redimir, seria se ele perdesse um membro da própria família. Isso ficou claro pra mim na cena que Martin mordeu o braço do médico e depois tirou um pedaço do próprio braço, deixando a mensagem:
"Nada do que você fizer será suficiente para sarar a ferida que você causou, o único jeito é ferir a si mesmo."
Não acredito que na realidade o médico tenha matado o próprio filho. É possível que ele tenha morrido de fato, em decorrência de alguma negligência médica envolvendo o pai.
Mas, acredito muito mais que a doença de ambas a crianças e a morte do garoto, tenha sido de maneira alegórica também. Talvez, o médico, nesse processo inconsciente, tenha começado a negligenciar as crianças em aspectos emocionais, especialmente o filho. E o resultado inevitável foi "perder" ele.
Acredito que da pra seguir um tanto da minha linha de pensamento, nos momentos em que o garoto é cobrado (corta o cabelo, molha as plantas, levanta, você deve estar só fingindo, vou raspar sua cabeça, vou fazer você comer cabelo) e é o que mais se incomoda com a presença de Martin (a culpa). É o que mais sente o peso do que isso representa. É o que fica cada vez mais doente.
Já a menina, não tanto. A garota é geralmente tratada melhor e quase não se incomoda com a presença de Martin. Na verdade gosta, o que prova que ela não sofre tanto quanto o irmão. É a que não fica tão doente assim, até melhora em certos momentos.
A mulher, não fica doente. É a única que não é negligenciada ou a única que tem mais controle sobre isso, por ser esposa e ser mais independente do marido.
No fim, na cena do restaurante, ele já perdeu o filho. A culpa agora fica longe. O sacrifício já foi feito. Agora ele está livre do peso e todos estão "bem".
Porque a vítima, nesses filmes, quando tem oportunidade de matar o vilão, nunca termina a bagaceira?
Fora as risadas que dei com os trejeitos e deboches do Art, que é um ótimo personagem (apesar de sádico é bastante cômico), o resto do filme foi só burrice, furos, atuações fracas e violência gratuita com gore mais ou menos.
O bom dia para tudo o que via no quarto, como se não fossem meros objetos inanimados, o conceito de dentro e fora das paredes ser algo abstrato para ele por nunca ter saído, ou achar que tudo fora dali só poderia estar unicamente na tv e em mais lugar nenhum...
Essas e outras interações evidenciaram a dolorosa e ao mesmo tempo curiosa perspectiva de Jack sobre o mundo, e foi igualmente curioso ver suas descobertas ao sair.
Achei super interessante a escolha de não focar apenas na vida deles dentro do quarto, só escapando no fim, como se isso fosse um atestado de felicidade, mas mostrar os desafios e as marcas que um trauma tão profundo pode causar, mesmo depois de se livrar do que o causou.
Que filme! História avassaladora. Direção, fotografia e produção impecáveis!
Difícil não passar os 144 minutos imaginando estar no lugar deles (falhando, obviamente). Seria eu um dos sobreviventes ou uma das fontes de sobrevivência?
É realmente impossível simular todo horror, medo e frio daqueles dias.
As vítimas se parecerem de uma maneira muito particular com a diretora me faz teorizar que ela deve ter experiências de merda pra contar com esse tipo de gente.
Uma obra de arte, sem mais (igualmente à primeira).
– Nunca um garfo foi capaz de me deixar tão tensa. O caos do ep. 6 não ta escrito. Deu pra entender a origem dos problemas dessa galera. E a Donna com certeza é o boss psiquiátrico da família.
– Richie. Que prazer ver aquela evolução. E que episódio fabuloso esse 7. Propósito, primo!
– Carmy ficando trancado na geladeira. Eu imediatamente: tira esse homem daí... Eu também 1 minuto depois: Não se atrevam a abrir essa porta!
– A frase "every second counts" fez ainda mais sentido quando Richie conduziu tudo majestosamente naqueles absurdos 5 minutos.
– Gostaria que as pessoas respondessem "Sim, chef!", quando falo com elas. Mais alguém? Da a sensação de que você realmente foi ouvido.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 352Gostei da construção da amizade dos protagonistas e o quão próximos eles se tornaram, apesar e graças ao cenário. Não achei forçado. Acho possível pessoas se conectarem nesse ponto, em certas situações, ainda mais se forem extremas.
O filme tem um plano de fundo crítico, vi que relacionado a guerra (o major falando sobre patriotismo, contexto bárbaro onde jovens são voluntários, gore cru que a fotografia não faz questão de desviar...), porém eu não saí muito da superfície dessa vez.
Não entendi o "terror". Seria um drama com instantes violentos?
Vem cá, é possível mesmo alguém andar isso tudo? Imagino que não nessas condições. E assim como isso, algumas outras coisas só fazem mais sentido quando você tenta traçar um paralelo com a crítica ou alguma outra metáfora. Fora isso, fica meio absurdo.
É isso, no geral, mesmo assim eu achei legal. Apesar de tudo, eu não perdi o interesse e nem fiquei entediada.
A Garota Roubada
3.2 17 Assista AgoraO Meu Tempo Roubado
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista Agoraansiosa. por favor, que volte às origens...
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 347É assim que termina uma temporada!
O último episódio foi fantástico. Aquele diálogo entre Mark S. e Mark Scout através da câmera. Genial.
Fora só alguns episódios que perderam um pouco a mão, essa temporada foi muito boa!
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
4.1 1,1K Assista AgoraReassistindo depois de um tempão. Uma das melhores franquias!
2003, gente...Sempre me impressiono com os efeitos especiais incríveis.
A Cor Púrpura
4.4 1,4K Assista AgoraUm clássico!
Shug cantando para Celie e ela encontrando a irmã e os filhos... cenas que fazem os olhos brilharem e o sorriso ir de orelha a orelha.
Dias Perfeitos
4.2 604 Assista AgoraUma obra encantadora e sutil...
Cada cena te encoraja a contemplar a beleza do agora e do comum.
Um verdadeiro incentivo a viver a vida de acordo com o seu próprio ideal, porque independentemente de qual ele seja, dias imperfeitos sempre vão existir, mas até esses dias carregam perfeição nos pequenos momentos presentes, e só basta estar sensível para percebê-los.
Saltburn
3.5 932Enganada eu fui.
Até a primeira mentira eu ainda estava acreditando no santinho inofensivo e tão coitado...
mas depois percebi que a ladeira abaixo era quilométrica.
Perfume: A História de um Assassino
4.0 2,2K Assista AgoraLembro de assistir algumas boas cenas quando era pequena.
Desde então, fiquei com a sensação de que esse era um filme fantástico em diversos aspectos.
Assisti novamente e não estava errada.
O Sacrifício do Cervo Sagrado
3.7 1,2K Assista AgoraO filme é quase todo um grande apanhado de alegorias, se intensificando do meio para o fim.
É necessário ver, rever e depois rever de novo, se quiser pensar no que cada pequena coisa sem sentido claro alí, significa realmente.
Não sei se me empolgou a ponto de querer rever só para refletir sobre. Talvez um dia.
Mas, no geral, minha modesta teoria é:
O filme inteiro é sobre culpa.
Martin representa a culpa que o médico sente por acreditar ter causado a morte de um paciente.
A culpa é fria, é má, sorrateira, e se você não impõe limites a ela bem no começo (no mundo real seria procurando ajuda), ela te consome aos poucos, perverte sua mente, respinga em quem está à sua volta e pode chegar a te propor absurdos para que você se sinta melhor.
No caso do médico, a culpa o convenceu, provavelmente num processo inconsciente, de que o único jeito de se redimir, seria se ele perdesse um membro da própria família. Isso ficou claro pra mim na cena que Martin mordeu o braço do médico e depois tirou um pedaço do próprio braço, deixando a mensagem:
"Nada do que você fizer será suficiente para sarar a ferida que você causou, o único jeito é ferir a si mesmo."
Não acredito que na realidade o médico tenha matado o próprio filho. É possível que ele tenha morrido de fato, em decorrência de alguma negligência médica envolvendo o pai.
Mas, acredito muito mais que a doença de ambas a crianças e a morte do garoto, tenha sido de maneira alegórica também. Talvez, o médico, nesse processo inconsciente, tenha começado a negligenciar as crianças em aspectos emocionais, especialmente o filho. E o resultado inevitável foi "perder" ele.
Acredito que da pra seguir um tanto da minha linha de pensamento, nos momentos em que o garoto é cobrado (corta o cabelo, molha as plantas, levanta, você deve estar só fingindo, vou raspar sua cabeça, vou fazer você comer cabelo) e é o que mais se incomoda com a presença de Martin (a culpa). É o que mais sente o peso do que isso representa. É o que fica cada vez mais doente.
Já a menina, não tanto. A garota é geralmente tratada melhor e quase não se incomoda com a presença de Martin. Na verdade gosta, o que prova que ela não sofre tanto quanto o irmão. É a que não fica tão doente assim, até melhora em certos momentos.
A mulher, não fica doente. É a única que não é negligenciada ou a única que tem mais controle sobre isso, por ser esposa e ser mais independente do marido.
No fim, na cena do restaurante, ele já perdeu o filho. A culpa agora fica longe. O sacrifício já foi feito. Agora ele está livre do peso e todos estão "bem".
Perfeitos Desconhecidos
4.2 106 Assista AgoraQue filme fantástico! Diálogos perfeitos.
O paralelo de tudo que aconteceu, com o eclipse, foi genial.
Aterrorizante
2.8 529 Assista AgoraPorque a vítima, nesses filmes, quando tem oportunidade de matar o vilão, nunca termina a bagaceira?
Fora as risadas que dei com os trejeitos e deboches do Art, que é um ótimo personagem (apesar de sádico é bastante cômico), o resto do filme foi só burrice, furos, atuações fracas e violência gratuita com gore mais ou menos.
Pra piorar e poder continuar a franquia,
ainda ressuscitaram o homem e fizeram o filme tomar um rumo sobrenatural🙄
Se já estava ruim, agora então...
O Quarto de Jack
4.4 3,3K Assista AgoraO bom dia para tudo o que via no quarto, como se não fossem meros objetos inanimados, o conceito de dentro e fora das paredes ser algo abstrato para ele por nunca ter saído, ou achar que tudo fora dali só poderia estar unicamente na tv e em mais lugar nenhum...
Essas e outras interações evidenciaram a dolorosa e ao mesmo tempo curiosa perspectiva de Jack sobre o mundo, e foi igualmente curioso ver suas descobertas ao sair.
Achei super interessante a escolha de não focar apenas na vida deles dentro do quarto, só escapando no fim, como se isso fosse um atestado de felicidade, mas mostrar os desafios e as marcas que um trauma tão profundo pode causar, mesmo depois de se livrar do que o causou.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
4.3 5,0K Assista AgoraAdorável!
Filmes narrados quase sempre me trazem uma sensação de conforto gigante.
The King's Affection
4.2 56e foi, e foi, e foi, e foi...🎶 👩🏻❤️💋👨🏻
tô cantando isso já faz dias.
A Sociedade da Neve
4.2 783 Assista AgoraQue filme! História avassaladora. Direção, fotografia e produção impecáveis!
Difícil não passar os 144 minutos imaginando estar no lugar deles (falhando, obviamente). Seria eu um dos sobreviventes ou uma das fontes de sobrevivência?
É realmente impossível simular todo horror, medo e frio daqueles dias.
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3KAdorei a série, principalmente a primeira temporada. Ela poderia ter apenas duas temporadas? Deveria, na verdade.
Até chegar no final dessa terceira, achei que Martha ia morrer de desidratação de tanto que chorava.
Tirando o último episódio e alguns outros pequenos desfechos e revelações interessantes, só queria que acabasse.
Suaves e Discretas
3.5 280 Assista AgoraIndigesto.
A naturalidade com que elas falam e acreditam em tudo o que dizem, é perturbadora.
É um filme sem cortes – o que faz dele impressionante – e é extremamente bem sucedido no que se propõe. Te da um banho de desconforto e reflexão.
Enfim, notável.
As vítimas se parecerem de uma maneira muito particular com a diretora me faz teorizar que ela deve ter experiências de merda pra contar com esse tipo de gente.
O Urso (2ª Temporada)
4.5 298 Assista AgoraUma obra de arte, sem mais (igualmente à primeira).
– Nunca um garfo foi capaz de me deixar tão tensa. O caos do ep. 6 não ta escrito. Deu pra entender a origem dos problemas dessa galera. E a Donna com certeza é o boss psiquiátrico da família.
– Richie. Que prazer ver aquela evolução. E que episódio fabuloso esse 7. Propósito, primo!
– Carmy ficando trancado na geladeira. Eu imediatamente: tira esse homem daí...
Eu também 1 minuto depois: Não se atrevam a abrir essa porta!
– A frase "every second counts" fez ainda mais sentido quando Richie conduziu tudo majestosamente naqueles absurdos 5 minutos.
– Gostaria que as pessoas respondessem "Sim, chef!", quando falo com elas. Mais alguém? Da a sensação de que você realmente foi ouvido.
Undone (2ª Temporada)
4.4 49De uma sensibilidade encantadora. Simplesmente brilhante!
Réquiem para um Sonho
4.3 4,4K Assista Agoracaos exponencial.
ainda restam 20 min e você já está um tanto perturbado? calma que piora.
The Good Doctor: O Bom Doutor (3ª Temporada)
4.1 101 Assista Agoraainda não superei a morte de Melendez...
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista Agoraa maravilha das séries antológicas é que se errarem em um episódio, ainda têm pelos menos umas 4 chances de acertar.
na esperança de poder tacar o dedo nos favoritos mais uma vez.
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraEspero as sequências a tanto tempo que já tô até com medo de morrer e não conseguir assistir. Vamos lá. Mais um ano. A gente consegue.