Como em outros projetos que contam com a participação de Jordan Peele, o terror no filme se embasa no racismo, e como essa agressão desperta o terror . Uma pessoa de classe média, branca, não entenderia o tipo de medo, que envolve, andar na rua, e não poder confiar, nas pessoas que o papel social dela, é proteger a sociedade. O vilão não é o candyman, mas o policial, e todas as pessoas que expressão comportamentos repressores. O foco da narrativa não está no medo do sobrenatural, mas no real de cada dia. O final com cenas fortes, mostrando eventos que refletem a realidade, encerra o filme, emocionando o telespectador mais atento.
De certa forma, é incomodo ver novamente corpos negros sofrerem atos de violência . Enquanto assistia o filme, me interrogava o quanto o sofrimento da população negra é fonte de entretenimento para muitas pessoas. Como se as grandes gravadoras, não vissem potencial neles , para estar atuando em outros papeis que não sejam de pessoas escravas, que vivem na periferia, viciados em drogas, entre outros aspectos que os coloque a margem da sociedade. O filme ele é bom, tem um bom enredo, um elenco que sustenta bem os seus personagens, e um final que agrada no geral. Mas o questionamento que fica, é que outros papeis, esses atores vão receber, além de escravos e sujeitos da dor.
Mais uma vez Spike Lee produz um filme com fortes criticais raciais. A produção apresenta quatro amigos, que voltam ao Vietnam, com a finalidade de rever conteúdos e questões que ficaram no passado. Acho que o personagem que mais impactou foi o Paul, pela intensidade de sentimentos que pode causar no telespectador. Em muito momentos eu me sentia irritada com ele, e ficava tendo entender as motivações por trás do personagem. Acredito que o personagem foi construído, para causar estranhamento no telespectador, e mostrar como as pessoas se incomodam, naquilo que não se encaixa no padrão de normalidade. Paul é um homem traumatizado, com varias sequelas emocionais de guerra, e varias questões não trabalhadas. Suas ações são de alguém que claramente não está bem, e as pessoas se irritam com ele, ou se afastam, demostrando que um herói de guerra, só é aceito se saudável. A sociedade tem dificuldade de lidar, com os sintomas que gera na população, com aquilo que não é padrão. É como se a mensagem fosse que aquele homem era um bom objeto de guerra, mas não um cidadão, uma pessoa com sentimentos, e com direitos. Tudo que a grande nação quer, é que você aceite as gratificações lhe dadas, e fique quieto em um canto, lidando com o que aconteceu, mas sem incomodar as pessoas. Uma mensagem forte. No geral gostei do filme, só achei que ele poderia ser um pouco menor, pois duas horas e meia é bastante tempo.
Acho que um filme, pode ser analisado pelos sentimentos que despertam nas pessoas. Além das palheta de cores, sons e métodos,que elevam a qualidade do filme, devemos pensar naquilo que o filmes nos levam a refletir. Durante muito tempo, fiquei me questionando, se aquela relação da Eurídice com o marido, era uma forma de abuso, eu sentia que sim, mas não sabia se era algo que eu estava projetando no filme. Mas depois em dialogo com outras pessoas, percebi que aquilo era sim um abuso, aquela mulher estava sendo privada de seus direitos, de seu corpo e de suas escolhas, e isso é uma violência contra o sujeito. Acredito que isso pode não ficar tão evidente para quem assiste a produção, porque esse tipo de relação, está normatizada em nossa sociedade. Enquanto as violências que a Guida passa, são escancaradas, as da Eurídice, ocorrem dentro de casa, em uma sociedade que diz que aquilo é normal, que aquilo é aceitável, que o homem como detentor do poder, tem todo direito de escolher como vão ser as coisas dentro da sua casa. Fica questão, qual é a vida invisível? O filme ao meu ver é muito bom, principalmente, por mostrar as potências que aquelas mulheres tinham, em como no meio de todos aqueles sofrimentos, elas contavam como uma serie de habilidades, que ajudaram a suportar aquelas situações. A unica coisa que faltou em alguns momentos, foi uma perceptiva mais feminina sobre as situações, mas isso era de se esperar, já que o filme era dirigido por um homem.
eu gostei do filme, pelo fato dele empoderar as personagens, e possibilitar que elas salvem a si mesmo, e não venha um cara e faça isso por elas. A representação de um feminino forte, e independente, é importante para as meninas do futuro saberem que elas são capazes, e as mídias são um meio de conscientização. As princesas não esperam mais príncipes encantados, mas se fortalecem como pessoas. O primeiro filme, é mais interessante, mas esse não perde sua credibilidade, por ser uma releitura bem diferenciada, que não se limita a recriar aquilo que já havia dado certo. Tem alguns erros técnicos, que é difícil não deixar de notar, mas no geral o filme é bom.
Eu achei interessante, como o filme trabalha bem essa relação opressor - oprimido. Paulo Freire, em sua obra Pedagogia dos oprimidos, elabora a ideia, de que no sistema atual, a maior parte da população é oprimida, e colocada em um lugar de inferior, daquele que não sabe, e que vive para satisfazer as necessidades dos opressores. No filme podemos ver o mordomo, como um sujeito oprimido, que deixa de lado suas necessidades mais essenciais, para dar atenção aquilo que o seu "senhor", precisa.
É triste ver, ele não tendo espaço para sofrer o luto por seu pai, deixando o seus sentimentos de lado pela mulher que ele ama, pelo fato que se ele permitir-se gostar de alguém ou sentir algo, não vai conseguir focar completamente em suas funções de mordomo.
o filme retrata o mordomo quase, como se fosse uma coisa, um objeto da mansão, e como tal, existe apenas para servir, nunca questionar, nunca desenvolver um pensamento critico, sobre as situações em que está inserido. Gostei do filme, e das reflexões que ele me permitiu fazer.
Acredito,que esse filme possa ter umas series de interpretações, que vão depender do modo como cada um significa este conteúdo. Pra mim a impressão que ficou, foi uma critica forte ao sistema atual, onde os sujeitos precisam ter suas necessidades atendidas o quanto antes. Isso faz, com que as pessoas se voltem muitos para os seus problemas, sem se permitir analisar o contexto e ver que outros sofrem como ele. Naquele caso, todo mundo em algum momento, vai passar fome, ou ter um acesso maior a comida, porém no momento em que esta vem de forma abundante, os mesmos só se preocupam, em comer o máximo possível.
A menina seria a mensagem, pois em nossa sociedade, um adulto sempre vai ser responsabilizado, por sua situação de vida, quantas vezes não ouvimos, "ele está assim porque quer, porque não se esforça, porque é um vagabundo". Por outro lado, crianças geram um sentimento de mais compaixão, pois vemos eles como vítimas, que não escolheram estar lá.
Se cada um só se importa consigo mesmo, como a situação será resolvida? o filme tem outras criticas pertinentes, como o fato de quem estar no poder não se importar com aqueles que vivem a margem da sociedade, a alienação da população quanto o modo como várias pessoas vivem, e o atual sistema egoísta e competitivo que vivemos.Ou seja, o filme é um banquete de críticas, a sociedades capitalista.
O filme se limitou a ser uma simples copia, de varias outras produções que já vimos, o que torna a experiencia desanimadora. Não tem nada inovador, e conta com algumas atuações que deixam a desejar. O principal destaque vai para Robert Pattinson, que atua como o príncipe Francês. O personagem é retrato como um homem exagerado, e sem motivos fortes para suas ações.
Parece só uma pessoa mimada, que não reflete sobre seus comportamentos, quando na realidade suas ações era uma forma de defesa, para os constantes ataques ao seu reino e isso é perdido no filme
. Outro aspecto foi o sotaque que ficou horrível. Em nenhum momento consegui ter empatia pelo personagem, e isso é decorrente de uma atuação fraca. Outro aspecto incomodo, foi como a cena da luta final, foi uma copia de uma das cenas mais marcantes de Game of thrones, só que errando aonde a serie havia acertado.
O suspense construindo á partir da duvida se o protagonista estava certo ou errado, foi bem elaborado. Em diversos momentos me questionei, se as acusações dele não seriam frutos dos traumas que ele viveu, o que fazia com que ele fizesse uma projeção, dos seus medos no ambiente em que estava inserido.
O final surpreende de forma positiva, quando percebemos que aquelas pessoas faziam parte de uma seita, e o movimento era muito maior do havia-se pensado. É interessante como eles abordam a percepção dos integrantes do culto, onde matar seria um modo de poupar as pessoas da dor
. O filme foca em retratar, de que formar algumas pessoas lidam com o processo da perda, de si mesmo, e daqueles que amam. Em uma sociedade em que não se fala da dor, de que forma as pessoas vão lidar com o luto?
Midosommar foi muito bem escrito e dirigido. O mais interessante no filme, foi como eles conseguiram abordar cada personagem, e as relações deles. A personagem da atriz Florence Pugh, merece especial destaque, por toda a carga emocional, que ela trás para cada cena, e o modo como o processo de luto dela é retratado.
O fato dela não conseguir expressar verbalmente muito bem o que está sentindo, mas sempre ter aquele ar depressivo envolta de si, como ela não está bem, e não teve espaço para elaborar o que havia acontecido, vai criando o sentimento de empatia no telespectador. Em diversos momentos eu senti raiva do namorado dela, e do relacionamento abusivo ao qual ela estava vivendo. Como era dificil para ela sair daquilo, pois havia introjetava que oque estava errado era culpa dela, que a relação não fluia por conta das questões dela. No final nós vemos que ela teve naquela vila a oportunidade de ser ouvida, compreendida, e aquilo foi acolhedor, mesmo que de forma macabra. E o apice é quando ela se liberta do relacionamento e sente o peso daquilo saindo. A partir daquele momento ela não vai mais ter que se submeter a culpa, mas viver em um ambiente que a aceita como parte da "familia".
Yorgos como sempre entregando um excelente trabalho, com uma visão social critica e uma produção repleta de paixão. Assim como em outros filmes seus, ele faz diversas associações com a nossa realidade, utilizando diversas metaforas e entregando um final que leva o telespectador a reflexão. A favorita é uma verdadeira obra prima, que não deve ser vista de forma leviana.
Filme relevante, para pensar em como o preconceito ainda se faz presente em nossa sociedade. O diretor retrata muito bem, como mesmo as pessoas que dizem aceitar todos os tipos de sujeitos, na realidade praticam um preconceito disfarçado, sem analisar o seu papel na exclusão destas pessoas. Essa produção coloca em questão, em como o fato de fecharmos os nossos olhos, perpetuam que as pessoas ainda sofram este tipo de violência, que pode muitas vezes não se fisica, mas é tão ruim quanto.
Esse filme rapidamente foi para lista dos meus favoritos. Eu gosto muito das atuações da Cecilia Suárez , que para mim é uma grande artista, com destaque para seu último trabalho na serie "La casa de las flores" , e este filme não foi diferente. A historia te prende, e você se vê envolvida em um trama que não se resume apenas a uma historia de romance, mas ao movimento que os personagens vão fazendo para chegar ao momento do encontro. Tudo ocorre muito naturalmente, é como se estivéssemos presenciando em tempo real, um relacionamento se desenvolvendo em nossa frente. Outro ator que se destacou nesta produção foi o Sebastián Aguirre, ao qual eu não conhecia nem um trabalho ainda.
Paco Léon além de ser um bom diretor, é um ator que vem se destacando por sua atuação sensível que consegue captar o expectador. Kiki é uma de suas obras que eu mais gostei, pela simplicidade que conseguiu tocar no tema sexualidade. Muitas vezes quando vejo as produções de Hollywood que tentam explanar sobre esse tema, me deparo com algo que parece ser muito forçado, como se o diretor não soubesse realmente tocar no assunto de forma sincera, mas faz aquilo pelo simples prazer de surpreender. Um caso disso é a serie Easy que em nada me agradou.
o filme não é ruim, porém comparado ao primeiro deixa a desejar, com cenas muito óbvias e alguns personagens (os pais) que não cativam o público. Durante o filme em muitos momentos eu me peguei pensando " por que essa pessoa não está se defendendo? tem um cara com uma faca atrás dele", parece que faltou certa agressividade para alguns. A pior parte é um final onde um carro após explodir pode ser usado pelo vilão para perseguir a "mocinha", e o mesmo após ser queimado, receber uma facada e ser empurrado de um carro em movimento, continua apto em perseguir o seu alvo, e aí é que vem a perguntar " em que universo isso seria possível?".
Eu gostei desse filme, pelo fato que ele consegue te passar a sensação de desespero e pela primeira vez em um bom tempo me senti ansiosa assistindo a um filme de terror. Atualmente poucos são os filmes desse gênero que conseguem surpreender ou dar a sensação de medo, no geral tudo é muito previsível e saímos pensando " cada aquilo que eu vi no trailer", porém Ghostland consegue escarpa disso, trazendo um bom enredo que prende o telespectador.
Esse filme é fantástico, pois ele consegue trazer a questão de como as pessoas estão tratando seus problemas emocionais, os seus afetos de forma medicamentosa. Indo sempre para a solução mais rápida, onde tudo tem que ser agora, e não existe um espaço para viver o processo da dor, e a superação da mesma. O filme fala como o sujeito homem tem se alienado dos seus sentimentos, tem evitado aquilo que incomoda em si. A actuação dos atores estava fantástica, e o Johnny Massaro estava ótima, eu realmente me senti conectada com o personagem, e ele conseguiu personificar com perfeição, a dor de amar e de perder aquele que organiza e dá sentido para o desejo de cada um.
eu não vou dizer que é o melhor filme de terror que eu já assisti, porque está bem longe disso, entretanto o enredo foi bem construído, e o filme garante algumas cenas de susto ou de desespero, pelo fato de umas das crianças não conseguir fugir do espírito ou demónio (não sei bem). Esse filme me lembrou um pouco outro filme de terror, Jessabela, então quem gostou desse provavelmente vai gostar do outro.
Esse filme é uma bela critica social, aos padrões de beleza que foram estabelecidos pela sociedade. Em um mundo onde o belo é considerado aquilo que é "perfeito" e proporcional, as coisas que foge a regra, é colocado a margem da sociedade, para que os outros não vejam e não se sintam desconfortável com os foram do padrão os "anormais". Isso fica claro no filme, principalmente pelo fato que a maioria das cenas com estes personagens é ambientada em suas casas, ou em lugares fechados, como se eles tivessem presos ali e escondidos naquele mundo. Um filme interessante de ver, e que levanta uma serie de reflexões.
Um filme muito bem feito, com um enredo bem estruturado, que utilizou através de imagens principalmente os sentimentos que podem envolver uma relação de mãe e filho. Trabalha de uma forma artística a difícil relação entre dois sujeitos, onde um se posiciona com aquele que nega, aquele que impõe um não a realização do desejo. É como se a mãe se mostrasse ao filho como alguém repartida, em uma mãe que é boa e compreende seu filho, e a mãe "má" que nega, semelhante ao que a teórica Melaine Klein, traz em seus escritos. O filho não consegue perceber em grande parte do enredo essa mãe como uma só, mas duas delas, ao qual na maioria das vezes é a mãe que ele deseja punir.
No filme eu esperei a morte dessa mãe, que acabou não ocorrendo na realidade concreta, mas se desenrola no inconsciente do personagem do filho, que mata a mãe em seu inconsciente, em diversas cenas do filme
A Lenda de Candyman
3.3 521 Assista AgoraComo em outros projetos que contam com a participação de Jordan Peele, o terror no filme se embasa no racismo, e como essa agressão desperta o terror . Uma pessoa de classe média, branca, não entenderia o tipo de medo, que envolve, andar na rua, e não poder confiar, nas pessoas que o papel social dela, é proteger a sociedade. O vilão não é o candyman, mas o policial, e todas as pessoas que expressão comportamentos repressores. O foco da narrativa não está no medo do sobrenatural, mas no real de cada dia. O final com cenas fortes, mostrando eventos que refletem a realidade, encerra o filme, emocionando o telespectador mais atento.
A Escolhida
3.5 297De certa forma, é incomodo ver novamente corpos negros sofrerem atos de violência . Enquanto assistia o filme, me interrogava o quanto o sofrimento da população negra é fonte de entretenimento para muitas pessoas. Como se as grandes gravadoras, não vissem potencial neles , para estar atuando em outros papeis que não sejam de pessoas escravas, que vivem na periferia, viciados em drogas, entre outros aspectos que os coloque a margem da sociedade.
O filme ele é bom, tem um bom enredo, um elenco que sustenta bem os seus personagens, e um final que agrada no geral. Mas o questionamento que fica, é que outros papeis, esses atores vão receber, além de escravos e sujeitos da dor.
Destacamento Blood
3.8 446 Assista AgoraMais uma vez Spike Lee produz um filme com fortes criticais raciais. A produção apresenta quatro amigos, que voltam ao Vietnam, com a finalidade de rever conteúdos e questões que ficaram no passado.
Acho que o personagem que mais impactou foi o Paul, pela intensidade de sentimentos que pode causar no telespectador. Em muito momentos eu me sentia irritada com ele, e ficava tendo entender as motivações por trás do personagem. Acredito que o personagem foi construído, para causar estranhamento no telespectador, e mostrar como as pessoas se incomodam, naquilo que não se encaixa no padrão de normalidade.
Paul é um homem traumatizado, com varias sequelas emocionais de guerra, e varias questões não trabalhadas. Suas ações são de alguém que claramente não está bem, e as pessoas se irritam com ele, ou se afastam, demostrando que um herói de guerra, só é aceito se saudável. A sociedade tem dificuldade de lidar, com os sintomas que gera na população, com aquilo que não é padrão. É como se a mensagem fosse que aquele homem era um bom objeto de guerra, mas não um cidadão, uma pessoa com sentimentos, e com direitos. Tudo que a grande nação quer, é que você aceite as gratificações lhe dadas, e fique quieto em um canto, lidando com o que aconteceu, mas sem incomodar as pessoas. Uma mensagem forte.
No geral gostei do filme, só achei que ele poderia ser um pouco menor, pois duas horas e meia é bastante tempo.
A Vida Invisível
4.3 661Acho que um filme, pode ser analisado pelos sentimentos que despertam nas pessoas. Além das palheta de cores, sons e métodos,que elevam a qualidade do filme, devemos pensar naquilo que o filmes nos levam a refletir.
Durante muito tempo, fiquei me questionando, se aquela relação da Eurídice com o marido, era uma forma de abuso, eu sentia que sim, mas não sabia se era algo que eu estava projetando no filme. Mas depois em dialogo com outras pessoas, percebi que aquilo era sim um abuso, aquela mulher estava sendo privada de seus direitos, de seu corpo e de suas escolhas, e isso é uma violência contra o sujeito. Acredito que isso pode não ficar tão evidente para quem assiste a produção, porque esse tipo de relação, está normatizada em nossa sociedade. Enquanto as violências que a Guida passa, são escancaradas, as da Eurídice, ocorrem dentro de casa, em uma sociedade que diz que aquilo é normal, que aquilo é aceitável, que o homem como detentor do poder, tem todo direito de escolher como vão ser as coisas dentro da sua casa. Fica questão, qual é a vida invisível?
O filme ao meu ver é muito bom, principalmente, por mostrar as potências que aquelas mulheres tinham, em como no meio de todos aqueles sofrimentos, elas contavam como uma serie de habilidades, que ajudaram a suportar aquelas situações. A unica coisa que faltou em alguns momentos, foi uma perceptiva mais feminina sobre as situações, mas isso era de se esperar, já que o filme era dirigido por um homem.
Natal Sangrento
2.1 193 Assista Agoraeu gostei do filme, pelo fato dele empoderar as personagens, e possibilitar que elas salvem a si mesmo, e não venha um cara e faça isso por elas. A representação de um feminino forte, e independente, é importante para as meninas do futuro saberem que elas são capazes, e as mídias são um meio de conscientização. As princesas não esperam mais príncipes encantados, mas se fortalecem como pessoas.
O primeiro filme, é mais interessante, mas esse não perde sua credibilidade, por ser uma releitura bem diferenciada, que não se limita a recriar aquilo que já havia dado certo. Tem alguns erros técnicos, que é difícil não deixar de notar, mas no geral o filme é bom.
Vestígios do Dia
3.8 226 Assista AgoraEu achei interessante, como o filme trabalha bem essa relação opressor - oprimido. Paulo Freire, em sua obra Pedagogia dos oprimidos, elabora a ideia, de que no sistema atual, a maior parte da população é oprimida, e colocada em um lugar de inferior, daquele que não sabe, e que vive para satisfazer as necessidades dos opressores.
No filme podemos ver o mordomo, como um sujeito oprimido, que deixa de lado suas necessidades mais essenciais, para dar atenção aquilo que o seu "senhor", precisa.
É triste ver, ele não tendo espaço para sofrer o luto por seu pai, deixando o seus sentimentos de lado pela mulher que ele ama, pelo fato que se ele permitir-se gostar de alguém ou sentir algo, não vai conseguir focar completamente em suas funções de mordomo.
o filme retrata o mordomo quase, como se fosse uma coisa, um objeto da mansão, e como tal, existe apenas para servir, nunca questionar, nunca desenvolver um pensamento critico, sobre as situações em que está inserido.
Gostei do filme, e das reflexões que ele me permitiu fazer.
O Poço
3.7 2,1K Assista AgoraAcredito,que esse filme possa ter umas series de interpretações, que vão depender do modo como cada um significa este conteúdo.
Pra mim a impressão que ficou, foi uma critica forte ao sistema atual, onde os sujeitos precisam ter suas necessidades atendidas o quanto antes. Isso faz, com que as pessoas se voltem muitos para os seus problemas, sem se permitir analisar o contexto e ver que outros sofrem como ele. Naquele caso, todo mundo em algum momento, vai passar fome, ou ter um acesso maior a comida, porém no momento em que esta vem de forma abundante, os mesmos só se preocupam, em comer o máximo possível.
A menina seria a mensagem, pois em nossa sociedade, um adulto sempre vai ser responsabilizado, por sua situação de vida, quantas vezes não ouvimos, "ele está assim porque quer, porque não se esforça, porque é um vagabundo". Por outro lado, crianças geram um sentimento de mais compaixão, pois vemos eles como vítimas, que não escolheram estar lá.
Se cada um só se importa consigo mesmo, como a situação será resolvida?
o filme tem outras criticas pertinentes, como o fato de quem estar no poder não se importar com aqueles que vivem a margem da sociedade, a alienação da população quanto o modo como várias pessoas vivem, e o atual sistema egoísta e competitivo que vivemos.Ou seja, o filme é um banquete de críticas, a sociedades capitalista.
O Rei
3.6 412O filme se limitou a ser uma simples copia, de varias outras produções que já vimos, o que torna a experiencia desanimadora. Não tem nada inovador, e conta com algumas atuações que deixam a desejar.
O principal destaque vai para Robert Pattinson, que atua como o príncipe Francês. O personagem é retrato como um homem exagerado, e sem motivos fortes para suas ações.
Parece só uma pessoa mimada, que não reflete sobre seus comportamentos, quando na realidade suas ações era uma forma de defesa, para os constantes ataques ao seu reino e isso é perdido no filme
Outro aspecto incomodo, foi como a cena da luta final, foi uma copia de uma das cenas mais marcantes de Game of thrones, só que errando aonde a serie havia acertado.
O Convite
3.3 1,1KO suspense construindo á partir da duvida se o protagonista estava certo ou errado, foi bem elaborado. Em diversos momentos me questionei, se as acusações dele não seriam frutos dos traumas que ele viveu, o que fazia com que ele fizesse uma projeção, dos seus medos no ambiente em que estava inserido.
O final surpreende de forma positiva, quando percebemos que aquelas pessoas faziam parte de uma seita, e o movimento era muito maior do havia-se pensado.
É interessante como eles abordam a percepção dos integrantes do culto, onde matar seria um modo de poupar as pessoas da dor
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraMidosommar foi muito bem escrito e dirigido. O mais interessante no filme, foi como eles conseguiram abordar cada personagem, e as relações deles. A personagem da atriz Florence Pugh, merece especial destaque, por toda a carga emocional, que ela trás para cada cena, e o modo como o processo de luto dela é retratado.
O fato dela não conseguir expressar verbalmente muito bem o que está sentindo, mas sempre ter aquele ar depressivo envolta de si, como ela não está bem, e não teve espaço para elaborar o que havia acontecido, vai criando o sentimento de empatia no telespectador. Em diversos momentos eu senti raiva do namorado dela, e do relacionamento abusivo ao qual ela estava vivendo. Como era dificil para ela sair daquilo, pois havia introjetava que oque estava errado era culpa dela, que a relação não fluia por conta das questões dela.
No final nós vemos que ela teve naquela vila a oportunidade de ser ouvida, compreendida, e aquilo foi acolhedor, mesmo que de forma macabra. E o apice é quando ela se liberta do relacionamento e sente o peso daquilo saindo. A partir daquele momento ela não vai mais ter que se submeter a culpa, mas viver em um ambiente que a aceita como parte da "familia".
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O Silêncio
2.5 626 Assista Agoraesse filme é uma mistura q não deu certo, de "um lugar silencioso" e "Bird Box".
A Favorita
3.9 1,2K Assista AgoraYorgos como sempre entregando um excelente trabalho, com uma visão social critica e uma produção repleta de paixão. Assim como em outros filmes seus, ele faz diversas associações com a nossa realidade, utilizando diversas metaforas e entregando um final que leva o telespectador a reflexão. A favorita é uma verdadeira obra prima, que não deve ser vista de forma leviana.
Romina
0.9 171 Assista AgoraO filme é tão ruim que dava para perceber que os "mortos" estavam respirando
Infiltrado na Klan
4.3 1,9K Assista AgoraFilme relevante, para pensar em como o preconceito ainda se faz presente em nossa sociedade. O diretor retrata muito bem, como mesmo as pessoas que dizem aceitar todos os tipos de sujeitos, na realidade praticam um preconceito disfarçado, sem analisar o seu papel na exclusão destas pessoas. Essa produção coloca em questão, em como o fato de fecharmos os nossos olhos, perpetuam que as pessoas ainda sofram este tipo de violência, que pode muitas vezes não se fisica, mas é tão ruim quanto.
Garota Sombria Caminha Pela Noite
3.7 357um romance com toques sombrios, uma historia que te captura do inicio ao fim.
A Vida Imoral de Um Casal Ideal
3.4 23 Assista AgoraEsse filme rapidamente foi para lista dos meus favoritos. Eu gosto muito das atuações da Cecilia Suárez , que para mim é uma grande artista, com destaque para seu último trabalho na serie "La casa de las flores" , e este filme não foi diferente.
A historia te prende, e você se vê envolvida em um trama que não se resume apenas a uma historia de romance, mas ao movimento que os personagens vão fazendo para chegar ao momento do encontro. Tudo ocorre muito naturalmente, é como se estivéssemos presenciando em tempo real, um relacionamento se desenvolvendo em nossa frente.
Outro ator que se destacou nesta produção foi o Sebastián Aguirre, ao qual eu não conhecia nem um trabalho ainda.
Kiki: Os Segredos do Desejo
3.3 86 Assista AgoraPaco Léon além de ser um bom diretor, é um ator que vem se destacando por sua atuação sensível que consegue captar o expectador. Kiki é uma de suas obras que eu mais gostei, pela simplicidade que conseguiu tocar no tema sexualidade. Muitas vezes quando vejo as produções de Hollywood que tentam explanar sobre esse tema, me deparo com algo que parece ser muito forçado, como se o diretor não soubesse realmente tocar no assunto de forma sincera, mas faz aquilo pelo simples prazer de surpreender. Um caso disso é a serie Easy que em nada me agradou.
O Segredo de Marrowbone
3.7 497 Assista Agorao filme é bom, porém bem previsível. Eu consegui perceber qual seria o final após 20 minutos de filme, o que estraga um pouco a experiência.
Os Estranhos: Caçada Noturna
2.6 542 Assista Agorao filme não é ruim, porém comparado ao primeiro deixa a desejar, com cenas muito óbvias e alguns personagens (os pais) que não cativam o público. Durante o filme em muitos momentos eu me peguei pensando " por que essa pessoa não está se defendendo? tem um cara com uma faca atrás dele", parece que faltou certa agressividade para alguns.
A pior parte é um final onde um carro após explodir pode ser usado pelo vilão para perseguir a "mocinha", e o mesmo após ser queimado, receber uma facada e ser empurrado de um carro em movimento, continua apto em perseguir o seu alvo, e aí é que vem a perguntar " em que universo isso seria possível?".
A Casa do Medo: Incidente em Ghostland
3.5 783Eu gostei desse filme, pelo fato que ele consegue te passar a sensação de desespero e pela primeira vez em um bom tempo me senti ansiosa assistindo a um filme de terror. Atualmente poucos são os filmes desse gênero que conseguem surpreender ou dar a sensação de medo, no geral tudo é muito previsível e saímos pensando " cada aquilo que eu vi no trailer", porém Ghostland consegue escarpa disso, trazendo um bom enredo que prende o telespectador.
Todas As Razões Para Esquecer
3.2 231Esse filme é fantástico, pois ele consegue trazer a questão de como as pessoas estão tratando seus problemas emocionais, os seus afetos de forma medicamentosa. Indo sempre para a solução mais rápida, onde tudo tem que ser agora, e não existe um espaço para viver o processo da dor, e a superação da mesma. O filme fala como o sujeito homem tem se alienado dos seus sentimentos, tem evitado aquilo que incomoda em si. A actuação dos atores estava fantástica, e o Johnny Massaro estava ótima, eu realmente me senti conectada com o personagem, e ele conseguiu personificar com perfeição, a dor de amar e de perder aquele que organiza e dá sentido para o desejo de cada um.
Annabelle 2: A Criação do Mal
3.3 1,1K Assista Agoraeu não vou dizer que é o melhor filme de terror que eu já assisti, porque está bem longe disso, entretanto o enredo foi bem construído, e o filme garante algumas cenas de susto ou de desespero, pelo fato de umas das crianças não conseguir fugir do espírito ou demónio (não sei bem). Esse filme me lembrou um pouco outro filme de terror, Jessabela, então quem gostou desse provavelmente vai gostar do outro.
Peles
3.4 593 Assista AgoraEsse filme é uma bela critica social, aos padrões de beleza que foram estabelecidos pela sociedade. Em um mundo onde o belo é considerado aquilo que é "perfeito" e proporcional, as coisas que foge a regra, é colocado a margem da sociedade, para que os outros não vejam e não se sintam desconfortável com os foram do padrão os "anormais". Isso fica claro no filme, principalmente pelo fato que a maioria das cenas com estes personagens é ambientada em suas casas, ou em lugares fechados, como se eles tivessem presos ali e escondidos naquele mundo. Um filme interessante de ver, e que levanta uma serie de reflexões.
[/spoiler]
[spoiler]
Eu Matei Minha Mãe
3.9 1,3KUm filme muito bem feito, com um enredo bem estruturado, que utilizou através de imagens principalmente os sentimentos que podem envolver uma relação de mãe e filho. Trabalha de uma forma artística a difícil relação entre dois sujeitos, onde um se posiciona com aquele que nega, aquele que impõe um não a realização do desejo. É como se a mãe se mostrasse ao filho como alguém repartida, em uma mãe que é boa e compreende seu filho, e a mãe "má" que nega, semelhante ao que a teórica Melaine Klein, traz em seus escritos. O filho não consegue perceber em grande parte do enredo essa mãe como uma só, mas duas delas, ao qual na maioria das vezes é a mãe que ele deseja punir.
No filme eu esperei a morte dessa mãe, que acabou não ocorrendo na realidade concreta, mas se desenrola no inconsciente do personagem do filho, que mata a mãe em seu inconsciente, em diversas cenas do filme