Não vou nem entrar muito em detalhes sobre o casal gay. Literalmente péssimo. Não achei caricata a caracterização das personagens, mas a história achei. Esse núcleo se resumia em: Sim somos gays e para provar isso vamos dar um beijo na boca e falar que nos amamos em um momento aleatório. Sendo que nenhuma personagem da série age dessa forma!!!
Todo mundo parece que é o sherlock holmes. Todo diálogo da série é todo mundo sabendo sobre tudo a todo tempo em todo lugar. Não tem um mistério de: será que eles vão descobrir? Porque de alguma forma todo mundo liga uma coisa na outra muito fácil. Claro que está todo mundo sempre desconfiando e elaborando teorias que as vezes dão errado. Mas a forma como em alguns diálogos a pessoa advinha EXATAMENTE o que estava acontecendo me irritou. Talvez seja a forma da série de dar um dinamismo no ritmo acelerado da história, mas tudo pareceu muito óbvio e sem nuances. O final é exatamente o que parece que vai ser quando você vê o primeiro capítulo. Claro que para a história avançar tinha que acontecer o final, mas o desenvolvimento não me pegou. Como sou de Campos, todas as referências eu fiquei de olho. Tem UMA personagem que aparece em uma cena que tem sotaque de Campos, mas isso é detalhe. O que me irritou mesmo foi todo o drama da bariatrica. Não desenvolveram bem, não teve tempo para sentir, ficou chato. Igual o drama do irmão dele que é "feio" e não se dá bem com mulheres. Tinha que ter um ep só sobre isso para eu me importar, como não teve tempo, só ficou jogado. Em resumo eles quiseram falar sobre mil assuntos com mil personagens, mil locações, mil sentimentos, mil planos e elaborações mas sem realmente desenvolver alguma história mais profunda
Que filme fantástico e absurdo! Diria que é o mais absurdo do Kleber Mendonça Filho. Ele brinca com uma noção de realismo mágico que entrelaça cultura popular com política, terror e ficção científica. Tudo isso em uma atmosfera urbana de Recife. Absolutamente Kleber Mendonça Filho!
É sempre muito bonito ver Recife e o Cine São Luiz pelas lentes do KMF. Assistindo eu fiquei com esse sentimento de familiaridade com a cidade que eu não tenho. É potente demais como ele retrata Recife como Nova Iorque ou Paris são percebidas em um imaginário cinematográfico. Uma reversão do olhar, um cosmopolitismo do sul global que faz Recife ser o mundo.
Por isso é interessante pensar as dinâmicas do global e local que estão postas no filme. O tubarão e o filme tubarão são um bom exemplo. Na vida local há o tubarão enquanto animal perigoso que come pessoas. Na tela do cinema o filme dos Estados Unidos, um Block buster mundial, traz as imagens desse medo. Assim temos muitas camadas de interpretação. Em uma primeira, como o cinema e a vida cotidiana estão em um diálogo constante. Mas em outra podemos pensar em termos políticos como os medos que sentimos se ligam com nossa realidade, seja local ou global. O tubarão surge como símbolo da política predatoria norte americana que é traduzido em termos locais para os ataques de tubarão. Só que o filme explora mais uma sutileza, como o desconhecido, o terror, tem origem na violência de Estado.
Esse trabalho de recuperação dessas histórias e desenvolvimento de novas percepções sobre acontecimentos como a ditadura militar só é possível com muito trabalho. Por isso quando o filme corta abruptamente para o presente algumas lágrimas saíram do meu olho. É a montagem do filme dizendo: sei que você está gostando do filme, mas se não fosse pelo trabalho de pessoas como essas pesquisadoras não existiram essas histórias. Sou enviesado por também ser um pesquisador, por pensar muitas vezes nas razões para realizar pesquisas, por ficar desmotivado, ficar com tédio, ficar curioso, por viver minhas pesquisas. Eu penso que a parte do presente no filme faz muito sentido com a mensagem que está em jogo: a importância da memória e dos arquivos na construção das histórias, das narrativas e das identidades. Há uma ligação entre o trabalho do personagem principal e o da personagem do presente. Lindo demais!
Teria muitas outras palavras para elaborar mas direi so mais algumas. O filme é uma grande obra de amor e tesão. Dois termos polêmicos e polissêmicos e por isso traduzem bem o que ele é, aberto para muita interpretação e sentimentos.
Eu com 27 anos sinto o mesmo no Brasil e ela na Hungria. Como pode? Querendo conversar com ela sobre tudo mas eu recebo um meme ao invés disso. Não dá para explicar melhor que isso
Lindo ver tanto erotismo em um filme ao fim da ditadura. Ver o filme no cinema foi um acontecimento. Cada risada da plateia acrescenta uma camada no enredo. Que filme leve, político, divertido, sexy.
Sou suspeito por amar filmes sobre produção de filmes. Adoro uma metalinguagem. Mas esse tem um espaço especial no meu coração.
Em minha pesquisa investigo cineclubes e cinema comunitário na sua potência de mobilização de conflitos. Esse filme por isso é minha grande inspiração. O Jorge Furtado consegue apresentar como o cinema tem um poder transformativo. As palavras do personagem do Lázaro Ramos aparecem como humor mas deixam escapar um aspecto das políticas públicas de cinema. Apoiar a produção cinematográfica local é apostar na transformação das microrelações.
É tão bonito ver em tela esse mundo possível de sonhos pela arte. Uma mulher que trabalha na contabilidade sonhar através do roteiro, a oportunidade de ser visível em uma projeção, poder sonhar com um futuro.
Se relacionarmos esse filme com outras obras do Jorge Furtado também podemos ver nele um olhar socioambiental que me interessa muito (também pelas minhas pesquisas). Ele imprime uma série de visões sobre o que é natureza, impacto ambiental, relação entre sociedade e natureza de uma forma tão leve.
Tenho minhas implicâncias com Ilha das Flores, mas em Saneamento Básico não mudaria nada!
Quatro pessoas saíram no meio do filme e uma do meu lado estava o filme todo falando: esse filme está meio sem pé nem cabeça/ não tô entendendo nada.
Eu estava muito chapado então foi uma experiência, um acontecimento, diria. Nunca senti tanta angústia vendo um filme no cinema. A primeira cena já me trouxe um desconforto, a sensação de não entender nada do que estava acontecendo e tanta informação na tela me deu um leve desespero naquele momento.
Depois, ouvindo os comentários na sala, comecei a pensar como estaria a experiência de alguém que foi ver o filme sem saber do que ele se tratava. Aparentemente algumas pessoas estavam nessa situação, totalmente perdidos no que estava por vir. Parte da minha experiência do filme foi acompanhar auditivamente o que as pessoas comentavam.
Sobre o filme em si, eu amo a montagem dele. A sincronia dos eventos, passado, futuro e sonho parece que vão formando um mosaico na medida que assistimos. Parece que vamos entender o que está acontecendo juntando o mosaico, mas no fim só olhando com atenção esse vitral onírico entendemos.
Esse filme tem o melhor jumpscare de todos. Mesmo sabendo dele tomei um susto.
Amo como esse filme explora a identificação, desejo inconsciente e o que não conseguimos entender, só sentir.
Tem algo em famílias desajustadas, aquelas que funcionam fora da programação que me fazem sentir que há outras formas possíveis. Lilo e Stitch e agora Robô Selvagem me fazem ver isso!
Há um poder que conferimos aos outros de modificar a forma como percebemos o futuro. Não existe outro lugar que não nas relações, mas tem formas menos sofridas de habitar nelas. Esse filme me mostra essa possibilidade depois de muita angústia
A cena inicial e os 15 primeiros minutos foram uma das coisas mais lindas que vi nos últimos tempos. Não sei se estou muito sensível hoje e isso afetou minha percepção. Mas essa abertura com as árvores traz um clima tão hipnótico para o filme. Quando se entende a importância da natureza para aquelas pessoas, a ambientação do lugar através das cenas reflexivas faz total diferença.
Filme incrível para pensar o que a conexão entre pessoas e entre pessoas e natureza é capaz de fazer. Seja para o bem ou mal.
O ruim foi que tinham três pessoas falando muito alto atrás de mim. Estragou um pouco o filme. Mas a culpa não é delas se eu sou passivo e não pedi para falarem baixo. Deixo essa parte para minha análise pessoal.
Como a vida é cheia de surpresas. Em meio a dúvidas, inseguranças, amores e tristezas, encontro esse filme. Na busca por uma nova paixão cinematográfica, quando desisto a encontro. Despretenciosamente coloco o filme e sinto o que ela sente. Obrigado por mostrar a vida em movimento, Chantal!
O filme possúi uma divisão peculiar, eu diria, na sua estrutura narrativa. Como já ressaltado em outros comentários, dois filmes poderiam ser feitos. O resultado são personagens sem muita conexão se cruzando com uma história que corre sem a ciência delas.
Diante desta perspectiva, o filme trabalha bem a construção do ambiente de forma visual e sonora. Um clima de ansiedade, desespero, medo, paira na primeira parte do filme, marcando uma grande capacidade de direção.
Porém, o que me chamou atenção foi ver o filme como diferentes posições diante de uma situação estressante. De um lado a desconfiança e insegurança com o que se passa, de outro uma tentativa de coragem e esperança. Penso que essa dupla visão se encaixa com um aspecto que ressoou em mim ao final do filme.
Como, se extrapolarmos além da narrativa dentro da casa, criar mulheres com o único objetivo de serem mães, procriar, é uma violência que as torna dependentes, possessivas e até assustadoras, pois isso é tudo que enxergam para si.
Assim, fazendo uma análise com a questão de gênero, podemos pensar a personagem inicial, sempre na espreita de que algo possa acontecer com ela, que ela seja a vítima. O que não se passa pelo outro personagem que sempre toma as ações.
Ao final do filme, a mulher da casa se mostra tão vítma e frágil quanto a personagem que é atacada.
Em resumo, o filme trabalha questões interessantes de formas não óbvias. A decisão de como o filme seria montado com a quebra dos momentos de tensão atrapalha um pouco na construção de tensão que é frequentemente interrompida, deixando o rítmo do filme meio desengonçado. Isto em si não é um erro do filme, mas uma escolha narrativa, talvez tenha funcionado, não sei se aguentaria 2 horas no mesmo rítmo do início, acho que infartaria, apesar de ter achado muito bom.
Pode ser que eu esteja perdendo o ponto. Mas se toda a questão do Cronenberg é o horror corporal, esse filme não seria o auge da sua carreira? Um tratado filosófico do que nos outros filmes ele esteve construindo?
ué, Que isso,um cheque? leia, meu filho, leia em voz alta quinhentos mil cruzeiros ... para uma viagem à Paris e OuTrOs BIchos. Papai! Vamos marcar JÁ essa viagem! Não vai ter vigem nenhuma! QUEISSO Asdrubal???? VOCÊ ESTÁ LOUCO? Não to louco não, to mundo bem. E aproveito para comunicar os senhores que irei me desquitar de minha esposa, sua filha, terezinha ... CRETINO!!!!!! CALA A BOCA! E me casarei com minha criada, mariana. No uruguai, no México, ou no raio que o parte!!!!!!!!!!
O filme entrega algumas críticas de uma aristocracia racista e patriarcal que pensa ser melhor que todo o mundo, mas no fundo tem as mesmas inseguranças humanas. Não são ex-contínuos mas são filhos da p****.
Uma denúncia ao moralismo artistocrático carioca, um tipo que se mantem na ativa nos dias de hoje, só pensarmos no encobrimento de casos de abuso através do dinheiro e prestígio. Poréééém, as reflexões são mais da peça escrita do que do filme. Há grandes problemas em como são escolhidas as formas de filmar cada cena. Não penso que abordar os abusos e perversões sejam em si um reforço do machismo dos personagens. A arte pode jogar com ironias, contradições, julgamentos. Contudo, não é como o filme trabalha, ele reforça a violência nos corpos e têm uma nudez desnecessária, clássica do pornôchanchada que têm na nudez sua estratégia para debater outros temas.
Mas o que queria falar mesmo é da frase do Otto. Nessa universalidade do mal intrínseco do se humano não me lembrei da célebre frase do Dostoiévsk: " Se deus não existisse tudo seria permitido", mas sim na crítica de Zizek sobre ela. "Se deus existe, então tudo é permitido". Esse pensamento ressoa durante de toda a obra do Nelson e do filme onde "o mineiro só é solidário no câncer" atua como uma muleta para as barbaridades cometidas. A existência de uma metafísica que validem nossas ações nos permite a tranquilidade de fazer o que quisermos.
Vou aproveitar o hype do filme para escrever o que senti e sinto quando penso nesse filme.
O plot é a maior prova de um amor incondicional aos Beatles. Escrevo isso não no sentido positivo, muito pelo contrário.
O filme ignora totalmente toda a noção do que faz uma obra de arte ser reconhecida enquanto bela em troca de uma beleza universal e anacrônica de sons e palavras. Vocês acham mesmo que se eu chegar aqui e cantar "Happy Xmas" do John Lennon ( só um exemplo, não que o filme mostre isso) todo mundo ia achar lindo maravilhoso? Não ia fazer sentido nenhum.
Ou seja, o filme tira toda possibilidade da arte ter alguma relação com a sociedade e torna a música em um objeto perfeito e divino. Qualquer pessoa que souber uma música dos Beatles é um gênio só por conhecer? PERA AÍ BIXO.
Acho que o filme tem uma dualidade. Pode ser muito bom ou muito ruim.
Se você quer passar raiva, em todos os espectros possíveis, seja defensor da causa animal, pessoas que gostam de cachorro, quem não gosta, que tem ou quer ter filhos, quem é mãe/pai de pet, tem trauma de animal de estimação, é vegana/o, come carne, gosta de filme de terror ou odeia mas quer ficar PUT*, esse filme é genial. Nunca fiquei tão bravo com um filme por múltiplas razões. Se isso é bom ou ruim, aí fica a critério de quem assiste.
Por exemplo. No início já fiquei put* com os vizinhos. Poxa, prende esse dog aí, namoral. Quando o cachorro morde a criança então, fiquei mais ainda. Mas pensei, mete um processo, se muda e vida que segue. PORÉM AÍ que ta a reviravolta que faz a gente passar raiva ao inverso. Matar o dog para quê????
Depois tem a raiva sintática do roteiro. Cada decisão que essa galera toma, fizeram de propósito, filme sádico, só pode ser intencional tanta sequência de acontecimento burro.
Achei genial o movimento do artista que copiava. Na china culturalmente fazer réplicas é uma homenagem. Então esse grande mestre da arte fez o melhor que poderia fazer, enganar milhonário. ISSO QUE É ARTE! Iconoclastia linda
Os Donos do Jogo (1ª Temporada)
3.8 68 Assista AgoraNão vou nem entrar muito em detalhes sobre o casal gay. Literalmente péssimo. Não achei caricata a caracterização das personagens, mas a história achei. Esse núcleo se resumia em: Sim somos gays e para provar isso vamos dar um beijo na boca e falar que nos amamos em um momento aleatório. Sendo que nenhuma personagem da série age dessa forma!!!
Os Donos do Jogo (1ª Temporada)
3.8 68 Assista AgoraRuim demais.
Todo mundo parece que é o sherlock holmes. Todo diálogo da série é todo mundo sabendo sobre tudo a todo tempo em todo lugar. Não tem um mistério de: será que eles vão descobrir? Porque de alguma forma todo mundo liga uma coisa na outra muito fácil. Claro que está todo mundo sempre desconfiando e elaborando teorias que as vezes dão errado. Mas a forma como em alguns diálogos a pessoa advinha EXATAMENTE o que estava acontecendo me irritou. Talvez seja a forma da série de dar um dinamismo no ritmo acelerado da história, mas tudo pareceu muito óbvio e sem nuances. O final é exatamente o que parece que vai ser quando você vê o primeiro capítulo. Claro que para a história avançar tinha que acontecer o final, mas o desenvolvimento não me pegou.
Como sou de Campos, todas as referências eu fiquei de olho. Tem UMA personagem que aparece em uma cena que tem sotaque de Campos, mas isso é detalhe. O que me irritou mesmo foi todo o drama da bariatrica. Não desenvolveram bem, não teve tempo para sentir, ficou chato. Igual o drama do irmão dele que é "feio" e não se dá bem com mulheres. Tinha que ter um ep só sobre isso para eu me importar, como não teve tempo, só ficou jogado.
Em resumo eles quiseram falar sobre mil assuntos com mil personagens, mil locações, mil sentimentos, mil planos e elaborações mas sem realmente desenvolver alguma história mais profunda
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraQue filme fantástico e absurdo!
Diria que é o mais absurdo do Kleber Mendonça Filho. Ele brinca com uma noção de realismo mágico que entrelaça cultura popular com política, terror e ficção científica. Tudo isso em uma atmosfera urbana de Recife. Absolutamente Kleber Mendonça Filho!
É sempre muito bonito ver Recife e o Cine São Luiz pelas lentes do KMF. Assistindo eu fiquei com esse sentimento de familiaridade com a cidade que eu não tenho. É potente demais como ele retrata Recife como Nova Iorque ou Paris são percebidas em um imaginário cinematográfico. Uma reversão do olhar, um cosmopolitismo do sul global que faz Recife ser o mundo.
Por isso é interessante pensar as dinâmicas do global e local que estão postas no filme. O tubarão e o filme tubarão são um bom exemplo. Na vida local há o tubarão enquanto animal perigoso que come pessoas. Na tela do cinema o filme dos Estados Unidos, um Block buster mundial, traz as imagens desse medo. Assim temos muitas camadas de interpretação. Em uma primeira, como o cinema e a vida cotidiana estão em um diálogo constante. Mas em outra podemos pensar em termos políticos como os medos que sentimos se ligam com nossa realidade, seja local ou global. O tubarão surge como símbolo da política predatoria norte americana que é traduzido em termos locais para os ataques de tubarão. Só que o filme explora mais uma sutileza, como o desconhecido, o terror, tem origem na violência de Estado.
Esse trabalho de recuperação dessas histórias e desenvolvimento de novas percepções sobre acontecimentos como a ditadura militar só é possível com muito trabalho. Por isso quando o filme corta abruptamente para o presente algumas lágrimas saíram do meu olho. É a montagem do filme dizendo: sei que você está gostando do filme, mas se não fosse pelo trabalho de pessoas como essas pesquisadoras não existiram essas histórias. Sou enviesado por também ser um pesquisador, por pensar muitas vezes nas razões para realizar pesquisas, por ficar desmotivado, ficar com tédio, ficar curioso, por viver minhas pesquisas. Eu penso que a parte do presente no filme faz muito sentido com a mensagem que está em jogo: a importância da memória e dos arquivos na construção das histórias, das narrativas e das identidades. Há uma ligação entre o trabalho do personagem principal e o da personagem do presente. Lindo demais!
Teria muitas outras palavras para elaborar mas direi so mais algumas. O filme é uma grande obra de amor e tesão. Dois termos polêmicos e polissêmicos e por isso traduzem bem o que ele é, aberto para muita interpretação e sentimentos.
Selo vibe indescritível
27
3.7 8Eu com 27 anos sinto o mesmo no Brasil e ela na Hungria. Como pode?
Querendo conversar com ela sobre tudo mas eu recebo um meme ao invés disso. Não dá para explicar melhor que isso
Onda Nova
2.9 52 Assista AgoraLindo ver tanto erotismo em um filme ao fim da ditadura.
Ver o filme no cinema foi um acontecimento. Cada risada da plateia acrescenta uma camada no enredo.
Que filme leve, político, divertido, sexy.
Saneamento Básico, O Filme
3.7 835 Assista AgoraSimplesmente um dos melhores filmes já feitos.
Sou suspeito por amar filmes sobre produção de filmes. Adoro uma metalinguagem. Mas esse tem um espaço especial no meu coração.
Em minha pesquisa investigo cineclubes e cinema comunitário na sua potência de mobilização de conflitos. Esse filme por isso é minha grande inspiração. O Jorge Furtado consegue apresentar como o cinema tem um poder transformativo. As palavras do personagem do Lázaro Ramos aparecem como humor mas deixam escapar um aspecto das políticas públicas de cinema. Apoiar a produção cinematográfica local é apostar na transformação das microrelações.
É tão bonito ver em tela esse mundo possível de sonhos pela arte. Uma mulher que trabalha na contabilidade sonhar através do roteiro, a oportunidade de ser visível em uma projeção, poder sonhar com um futuro.
Se relacionarmos esse filme com outras obras do Jorge Furtado também podemos ver nele um olhar socioambiental que me interessa muito (também pelas minhas pesquisas). Ele imprime uma série de visões sobre o que é natureza, impacto ambiental, relação entre sociedade e natureza de uma forma tão leve.
Tenho minhas implicâncias com Ilha das Flores, mas em Saneamento Básico não mudaria nada!
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraFui ver no estação
Quatro pessoas saíram no meio do filme e uma do meu lado estava o filme todo falando: esse filme está meio sem pé nem cabeça/ não tô entendendo nada.
Eu estava muito chapado então foi uma experiência, um acontecimento, diria. Nunca senti tanta angústia vendo um filme no cinema. A primeira cena já me trouxe um desconforto, a sensação de não entender nada do que estava acontecendo e tanta informação na tela me deu um leve desespero naquele momento.
Depois, ouvindo os comentários na sala, comecei a pensar como estaria a experiência de alguém que foi ver o filme sem saber do que ele se tratava. Aparentemente algumas pessoas estavam nessa situação, totalmente perdidos no que estava por vir. Parte da minha experiência do filme foi acompanhar auditivamente o que as pessoas comentavam.
Sobre o filme em si, eu amo a montagem dele. A sincronia dos eventos, passado, futuro e sonho parece que vão formando um mosaico na medida que assistimos. Parece que vamos entender o que está acontecendo juntando o mosaico, mas no fim só olhando com atenção esse vitral onírico entendemos.
Esse filme tem o melhor jumpscare de todos. Mesmo sabendo dele tomei um susto.
Amo como esse filme explora a identificação, desejo inconsciente e o que não conseguimos entender, só sentir.
Robô Selvagem
4.3 563Tem algo em famílias desajustadas, aquelas que funcionam fora da programação que me fazem sentir que há outras formas possíveis. Lilo e Stitch e agora Robô Selvagem me fazem ver isso!
Look Back
3.8 81 Assista AgoraMesmo nas maiores ambições, existe espaço para o afeto
Actual People
3.4 18 Assista AgoraHá um poder que conferimos aos outros de modificar a forma como percebemos o futuro. Não existe outro lugar que não nas relações, mas tem formas menos sofridas de habitar nelas. Esse filme me mostra essa possibilidade depois de muita angústia
O Mal Não Existe
3.6 58 Assista AgoraA cena inicial e os 15 primeiros minutos foram uma das coisas mais lindas que vi nos últimos tempos. Não sei se estou muito sensível hoje e isso afetou minha percepção. Mas essa abertura com as árvores traz um clima tão hipnótico para o filme. Quando se entende a importância da natureza para aquelas pessoas, a ambientação do lugar através das cenas reflexivas faz total diferença.
Filme incrível para pensar o que a conexão entre pessoas e entre pessoas e natureza é capaz de fazer. Seja para o bem ou mal.
O ruim foi que tinham três pessoas falando muito alto atrás de mim. Estragou um pouco o filme. Mas a culpa não é delas se eu sou passivo e não pedi para falarem baixo. Deixo essa parte para minha análise pessoal.
Family Business
3.7 2Bom demais o que uma ideia simples pode gerar. Me senti vendo um filme que resulta do " e se fizesse um filme que...".
Retrato de Uma Garota do Fim dos Anos 60 em …
4.0 18Como a vida é cheia de surpresas.
Em meio a dúvidas, inseguranças, amores e tristezas, encontro esse filme.
Na busca por uma nova paixão cinematográfica, quando desisto a encontro. Despretenciosamente coloco o filme e sinto o que ela sente.
Obrigado por mostrar a vida em movimento, Chantal!
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraO filme possúi uma divisão peculiar, eu diria, na sua estrutura narrativa. Como já ressaltado em outros comentários, dois filmes poderiam ser feitos. O resultado são personagens sem muita conexão se cruzando com uma história que corre sem a ciência delas.
Diante desta perspectiva, o filme trabalha bem a construção do ambiente de forma visual e sonora. Um clima de ansiedade, desespero, medo, paira na primeira parte do filme, marcando uma grande capacidade de direção.
Porém, o que me chamou atenção foi ver o filme como diferentes posições diante de uma situação estressante. De um lado a desconfiança e insegurança com o que se passa, de outro uma tentativa de coragem e esperança. Penso que essa dupla visão se encaixa com um aspecto que ressoou em mim ao final do filme.
Como, se extrapolarmos além da narrativa dentro da casa, criar mulheres com o único objetivo de serem mães, procriar, é uma violência que as torna dependentes, possessivas e até assustadoras, pois isso é tudo que enxergam para si.
Assim, fazendo uma análise com a questão de gênero, podemos pensar a personagem inicial, sempre na espreita de que algo possa acontecer com ela, que ela seja a vítima. O que não se passa pelo outro personagem que sempre toma as ações.
Ao final do filme, a mulher da casa se mostra tão vítma e frágil quanto a personagem que é atacada.
Em resumo, o filme trabalha questões interessantes de formas não óbvias. A decisão de como o filme seria montado com a quebra dos momentos de tensão atrapalha um pouco na construção de tensão que é frequentemente interrompida, deixando o rítmo do filme meio desengonçado. Isto em si não é um erro do filme, mas uma escolha narrativa, talvez tenha funcionado, não sei se aguentaria 2 horas no mesmo rítmo do início, acho que infartaria, apesar de ter achado muito bom.
Crimes do Futuro
3.2 277 Assista AgoraPode ser que eu esteja perdendo o ponto. Mas se toda a questão do Cronenberg é o horror corporal, esse filme não seria o auge da sua carreira? Um tratado filosófico do que nos outros filmes ele esteve construindo?
Ninguém Ama Ninguém... Por Mais de Dois Anos
3.2 50ué, Que isso,um cheque?
leia, meu filho, leia em voz alta
quinhentos mil cruzeiros ...
para uma viagem à Paris e OuTrOs BIchos.
Papai! Vamos marcar JÁ essa viagem!
Não vai ter vigem nenhuma!
QUEISSO Asdrubal????
VOCÊ ESTÁ LOUCO?
Não to louco não, to mundo bem. E aproveito para comunicar os senhores que irei me desquitar de minha esposa, sua filha, terezinha ...
CRETINO!!!!!!
CALA A BOCA!
E me casarei com minha criada, mariana. No uruguai, no México, ou no raio que o parte!!!!!!!!!!
Pleasure
3.4 123 Assista AgoraFui ver um filme para ver se existe uma forma de tratar o tema sem reforçar a violência nas imagens. Agora sei que não é assim...
Bonitinha, Mas Ordinária
3.1 117O filme entrega algumas críticas de uma aristocracia racista e patriarcal que pensa ser melhor que todo o mundo, mas no fundo tem as mesmas inseguranças humanas. Não são ex-contínuos mas são filhos da p****.
Uma denúncia ao moralismo artistocrático carioca, um tipo que se mantem na ativa nos dias de hoje, só pensarmos no encobrimento de casos de abuso através do dinheiro e prestígio. Poréééém, as reflexões são mais da peça escrita do que do filme. Há grandes problemas em como são escolhidas as formas de filmar cada cena. Não penso que abordar os abusos e perversões sejam em si um reforço do machismo dos personagens. A arte pode jogar com ironias, contradições, julgamentos. Contudo, não é como o filme trabalha, ele reforça a violência nos corpos e têm uma nudez desnecessária, clássica do pornôchanchada que têm na nudez sua estratégia para debater outros temas.
Mas o que queria falar mesmo é da frase do Otto. Nessa universalidade do mal intrínseco do se humano não me lembrei da célebre frase do Dostoiévsk: " Se deus não existisse tudo seria permitido", mas sim na crítica de Zizek sobre ela. "Se deus existe, então tudo é permitido". Esse pensamento ressoa durante de toda a obra do Nelson e do filme onde "o mineiro só é solidário no câncer" atua como uma muleta para as barbaridades cometidas. A existência de uma metafísica que validem nossas ações nos permite a tranquilidade de fazer o que quisermos.
De Volta aos 15 (1ª Temporada)
3.5 155 Assista AgoraAnos 2000 é o novo anos 80
O Amor em 5 Tempos
3.6 53Cenas desnecessárias....
A Noite do Jogo
3.5 693 Assista AgoraFui ver o filme para entender qual a trama e .... O FILME É UMA P***! Bom demais. Tiro, carro e mulheril.
Yesterday
3.4 1,0KVou aproveitar o hype do filme para escrever o que senti e sinto quando penso nesse filme.
O plot é a maior prova de um amor incondicional aos Beatles. Escrevo isso não no sentido positivo, muito pelo contrário.
O filme ignora totalmente toda a noção do que faz uma obra de arte ser reconhecida enquanto bela em troca de uma beleza universal e anacrônica de sons e palavras. Vocês acham mesmo que se eu chegar aqui e cantar "Happy Xmas" do John Lennon ( só um exemplo, não que o filme mostre isso) todo mundo ia achar lindo maravilhoso? Não ia fazer sentido nenhum.
Ou seja, o filme tira toda possibilidade da arte ter alguma relação com a sociedade e torna a música em um objeto perfeito e divino. Qualquer pessoa que souber uma música dos Beatles é um gênio só por conhecer? PERA AÍ BIXO.
Animales Humanos
2.9 81 Assista AgoraAcho que o filme tem uma dualidade. Pode ser muito bom ou muito ruim.
Se você quer passar raiva, em todos os espectros possíveis, seja defensor da causa animal, pessoas que gostam de cachorro, quem não gosta, que tem ou quer ter filhos, quem é mãe/pai de pet, tem trauma de animal de estimação, é vegana/o, come carne, gosta de filme de terror ou odeia mas quer ficar PUT*, esse filme é genial. Nunca fiquei tão bravo com um filme por múltiplas razões. Se isso é bom ou ruim, aí fica a critério de quem assiste.
Por exemplo. No início já fiquei put* com os vizinhos. Poxa, prende esse dog aí, namoral. Quando o cachorro morde a criança então, fiquei mais ainda. Mas pensei, mete um processo, se muda e vida que segue. PORÉM AÍ que ta a reviravolta que faz a gente passar raiva ao inverso. Matar o dog para quê????
Depois tem a raiva sintática do roteiro. Cada decisão que essa galera toma, fizeram de propósito, filme sádico, só pode ser intencional tanta sequência de acontecimento burro.
Fake Art
3.5 24Achei genial o movimento do artista que copiava. Na china culturalmente fazer réplicas é uma homenagem. Então esse grande mestre da arte fez o melhor que poderia fazer, enganar milhonário. ISSO QUE É ARTE! Iconoclastia linda