Assisti Duna 1 e 2 na sequência e agora fica um pouco confuso na minha memória saber em que momento termina um filme e começa o outro. Mas definitivamente o dois é mais atrativo, acontece mais coisa, a história se desenvolve mais.
Como recentemente assisti aos outros filmes do Villeneuve, pude perceber algumas semelhanças: algumas naves me fizeram lembrar "A chegada" e muitos aspectos árabes de Duna me levaram ao "Incêndios".
Eu gostei de duna. Por mais que algumas cenas eu tenha achado um pouco desconexas (assim como senti em "Incêndios"), a história ainda prende, ainda é interessante e dá vontade de ver aonde vai chegar. Porém, ainda falta sentir o sumo do suco.
A questão do aspecto religioso achei muito massa, é um dos pontos fortes da saga pra mim. A fé é uma bobagem ou é uma decisão de cúpula sobre quem dá a palavra final no que vai acontecer? É inocência dos pobres que precisam se agarrar em algo ou realmente tem algo a mais que nos extravasa? E aí vc se pega no pulo torcendo para todos aqueles aspectos árabes que são tidos pela cultura dominante como o terror da nossa época. Aspectos da realidade em um upside down. Foda demais.
Preciso começar dizendo que o Sean Baker definitivamente não precisa de 2h pra contar uma história. Espero que ele perceba isso. Tangerine e the florida project estão aí como exemplos e Anora e Red rocket como os exemplos contrários.
Dito isso, o filme é bom. Eu gostei, eu gosto da ambientação, das cores, é bom de assistir. Isso tudo com o contraste das cenas com a fábria atrás, as alusões à canditatura do Trump inúmeras vezes, inclusive mencionando a manipulação de dados. E a vida do americano fudido correndo ali, indiferente, quase soando como uma piada. Também notei sons, diálogos de fundo mencionando um ar de vigilância correndo em segundo plano, como se algo ruim estivesse por volta de acontecer..rs
Também percebi que Baker usa bastante das promessas românticas para elaborar suas histórias. Em Anora é o casamento que vai tirar ela daquela vida de prostituição. Em Tangerine é um noivado feito antes da personagem ir presa e, quando solta, é a força que guia o desenrolar da história. Aqui também é a mesma coisa.
[spoiler][/spoiler]
Quando houve o acidente com o amigo pensei "bom, agora vamos ver o nível da moralidade desse cara". E aí a gente percebe que não rolou remorso algum. A bestialidade encoberta é sintomática. E é isso, personagem totalmente guiado pelo falo e seus desdobramentos kkkk
A cena final me deixou com a mesma sensação que tive em anora: "porra, sério?", mas aí dps q eu penso um pouco percebo que... sim, sério! E é sobre isso kkk
Esse filme ressuscitou sentimentos, pessoas e sensações que eu não sentia há algum tempo. É tudo simples, mas muito bem executado.
[spoiler][/spoiler] Não há diálogos, mas a história é contada com aquele rabinho abanando ou os olhares tristes diante dos desencontros que separam os dois. É um filme que dói no fundo do coração, mas dói quase que de uma forma gentil, pois a gente sabe que a vida é bittersweet. A gente chora, mas depois a gente se consola, pois o amor existiu e é isso que temos, é isso que dá sentido para a nossa jornada aqui. E o show continua.
ps: aquele frame que o robô brinca com o limite da tela e depois vira a tela e surgem as margaridas...delícia demais de assistir
Vi muita gente comentando que é um filme q demora a ser digerido, que fica na cabeça por alguns dias e foi exatamente o que eu senti. Foi um filme que prendeu a minha atenção, eu não queria pausar, queria ir até o fim.
[spoiler][/spoiler]
A primeira cena foi só uma demosntração prévia de tudo que eu sentiria com o resto, principalmente com a questão do rosto do marido. Eu senti pena dele. Ele sempre a aceitou de volta. Outra coisa que me pegou muito foi o desenvimento da karoline e as nuances da maternidade. Negação, amamentação, arrependimento, toque. Fiquei imaginando a farofa que virou o inconsciente dela. tinha que beber eter mesmo.
Mesma coisa com a Dagmar. Pelo q me lembro foram 4 natimortos? algo assim. O sangue frio para fazer o que fazia. Novamente, tinha que beber muito eter mesmo. Mas aí a gente vai pra cena da corte e pensa... totalmente desarazoada ela não era... Enfim, brincadeiras com a moralidade. Totalmente em paz com o que ela fazia não é verdade, mas o que levou ela a ir até as últimas consequências? Porque a Erena escapou?
Os acontecimentos do filme são brutais, se colocar no lugar da Karoline após tudo q ela passou dá até nó na boca do estômago. Fico satisfeita se ganhar a categoria de melhor filme estrangeiro. É realmente muito bom.
Eu entendo quem achou ok, mediano. Foi a primeira sensação que tive ao acabar o filme. Só que depois li o comentário abaixo do Vitor Biazzin (está alguns mais pra baixo desse comentário que vou fazer agora rs) e gostei, sinto que colocou trouxe mais perspectiva para mim.
[spoiler][/spoiler]
Até a metade do longa, tive a sensação que eu tava apenas assistindo ao filme, mas sem sentir muita coisa. Não conectei muito com as personagens, mas tava seguindo assistindo. Até que começou aquela cena loooonga dos caras invadindo e prendendo Anora, depois a busca pelo Ivan. Eu achei que não precisava desse tempo todo, as trapalhadas deles só causavam literalmente um sorriso amarelo mesmo. Mas o que predominou foi agonia, vontade que as cenas acabassem logo, diálogos entrecortados angustiantes. Nossa, pausei várias vezes kkkk. E isso é a parte que me fez desconectar mais ainda do que eu estava assistindo.
Porém o final engrenou. Além de apenas assistir, eu comecei me sentir mais conectada com o que eu tava vendo. O igor trouxe essa camada a mais, foi o primeiro no filme que nao tava sendo um filho da puta concentrado no próprio umbigo. Tanto que nem ela soube ao certo como lidar com isso. A veemencia em negar o beijo, o choro que veio em seguida. Eu senti que foi a primeira cena real do filme... e a última rs
E isso me deixou pensando pq se vc olha a capa do filme parece aqueles dorama q n vai entregar muito e depois que acabou eu fiquei meio carregando ainda os pensamentos pq as cenas finais são boas. Pensei "puxa, tem algo ali, o cara que fez the florida project n ta na inocencia nessa altura do campeonato". E foi isso, a ilustração da vida contemporanea cretina, luxuosa e sem sentido foi boa, mas foi longa; o meio eu juro que nao entendi pq tao longo e o fim um acorda pra realidade. É bom, mas podia ter sido melhor.
Eu percebo que gosto de ficção científica quando eu vejo algo desse jeito. Meu deus, arrepiei assistindo; envolve linguagem, memórias, tempo não linear, conexão.. Enfim, muito bom, muito bonito, muito bem pensado e bem feito. Favoritei
Que gracinha de filme! no começo não tava me prendendo muito, mas depois engatou bem. é agradável de assistir, as personagens, os cenários, a trilha sonora, tudo orna bem. O irmão mais novo é fofo demais e os dois usando roupas combinando... perdi tudo! Achei legal e leve a forma como abordaram a linguagem, eu gosto de coisas que dialogam com isso rs
A primeira vez que eu vi eu estava agitada, esperei o filme conversar comigo e acabou que eu não entendi muito, não estava conseguindo conectar as coisas. Aí depois li uma resenha e fui conectadando os pontos e resolvi assistir de novo. e é muito bom, principalmente a questão do olhar infantil.
E por pura coincidência, estou lendo o livro o perigo de estar lúcida de Rosa Montero, também espanhola. Tem uma passagem que ela comenta sobre o ponto em comum na infância de narradores que ela conhece: todos, de certa forma, tiveram sua infância furada por algum acontecimento, fazendo com amadurecessem antes da hora. Acabei conectando com a Ana, que leva uma infância austera demais, mas faz como consegue para conectar com a infância, com a fantasia. É bonito demais, o olhar melindroso de ana cativa.
Voltando pro que eu comentei no começo, esse filme me fez ter vontade de ler o texto esculpir o tempo do tarkovski, pq eu senti de forma mais nítida essa questão de como o tempo ta sendo trabalhado, a favor de mostrar o que. Tem filmes que conversam com a gente, parece que o tempo não é a questão, mas nesse filme eu senti o recorte do tempo de forma mais sensível, eu tive que parar e prestar atenção e tentar entender o que estava acontecendo, o que o tempo de cada cena e seu encadeamento queriam me dizer. Não me foi dado, eu tive que reparar melhor e tava ali, nas escolhas da cenas que foram escolhidas pra compor o tempo.
independente de certo ou errado, a realidade é o que é, basta a gente ir lidando com que nos acontece, pois a realidade é sempre soberana. Dito isso, gostei do filme, me surpreendeu, achei que seria algo mais bobinho, haja vista o título.
Arrisco a dizer que é um dos filmes mais bonitos que já vi. Eu não conhecia Sayat Nova, então ter dado uma pesquisadinha contribuiu pra que eu aproveitasse melhor a experiência do filme. Tem sido bom adentrar no mundo do "não dito", da ausência do racionalismo extremo e de roteiros lógicos e encadeados. Tem sido libertador, na verdade. Por fim, queria dizer que fiquei encantada com a Sofika Chiaureli. Que olhar mais intenso, lindo, triste... eu fiquei absorvida por ela. Com certeza vou querer ver esse filme de novo.
A falsa liberdade que nossa geração tem e prega de poder ter e alcançar tudo marca a Julie. É um mar de escolhas e possibilidades e isso acaba recaindo na "essência que precede a existência". Sinto que a protagonista não sabe quem é. Está descobrindo ainda e tudo bem!!! Se descobrir envolve tentar uma direção, ver que não era bem isso que era desejado ou então simplesmente mudar de ideia. As coisas mudam o tempo todo, é até inocência achar que as coisas devem durar pra sempre. As pessoas erram, pois faz parte da aprendizagem da vida. A questão do pai ausente também é algo que influencia esse desejo de sempre estar buscando uma pessoa pra relacionar, pra validar o que ela estava sentindo. Enfim, vejo muita gente trazendo a tona essa questão de responsabilidade afetiva como tom de eu não sou autorizado a mudar de ideia para não magoar quem eu amo. As coisas não são assim, ninguém é tão preto no branco e nem bom o tempo todo. As pessoas mudam e a tentativa de fingir que isso não aconteceu não dura para nenhuma das partes e traz sofrimento para ambos. E às vezes, justamente pelo medo de machucar o outro, a pessoa tenta ao máximo se convencer de que aquilo não ta acontecendo ou então não é tão grave assim. No final das contas é uma grande busca de se conhecer sem tentar machucar as pessoas nesse processo. No mais, eu senti que faltou uma coesão por trás, em mtos momentos senti q era uma junção de mts coisas legais (cena congelada, a narradora narrando a história ao mesmo tempo, referências bem bait pra nossa geração) mas meio q ?? sei la, senti q faltou uma coesão, mas talvez fosse a intenção. De toda forma, faltou isso pro meu gosto.
ps: essa questão do bait chegou a me irritar um pouco; senti que o filme tava quase implorando pra eu me identificar com algumas questões kkkk relaxa aí irmão. Acho que isso, inclusive, chegou a me impedir um pouco de criar empatia pelos personagens. Não sofri com eles n.
achei fraco, esperava bem mais. A personagem principal parece uma adolescente rebelde com zero inteligência emocional para lidar com sentimentos. Não é desmerecer o processo de luto e perdas, mas sair descontando isso indiscriminadamente nas pessoas é meio... infantil mesmo. Parece que o filme ta o tempo todo me falando como eu tenho que me sentir: sinta tristeza agora, sinta compaixão agora. Outra coisa: o filme não é sobre solidão dos tempos modernos, é sobre como ela o tempo todo ficou se isolando por incapacidade/dificuldade de lidar com os próprios sentimentos.
mano, que filme maravilhoso. Achei que ia ser um filme mais cultzinho, sem tanta história, mais focado na fotografia do que contar algo. eu estava muito errada. é basicamente um recorte da vida... e que recorte. queria ressaltar aqui a delicadeza das cenas misturadas com uma brutalidade, uma espécie de caos controlado. as cenas silenciosas apresentam ao mesmo tempo um barulho ao fundo que não passa. as personagens estão passando por conflitos internos e ao redor o mundo continua no seu furor indissipável. a cena da cleo no cinema esperando o fermin voltar e a cena mais final que as crianças estão tristes ao saber que os pais se separaram mostram ao redor como tudo é barulhento e truculento. o universo ao redor não perdoa. eu senti uma solidão tão grande nas personagens, tão real. foi interessante perceber como patroa e empregada estavam na mesma situação de abandono e como elas passaram por isso meio sozinhas e depois mais unidas (afinal, na dor todos sofrem igual). a cena da cleo ganhando o bebê é de partir o coração. obs: eu adorei o fato deles não traduzirem os diálogos em inglês, senti uma irreverência nisso. foi como se o inglês fosse uma língua não tão conhecida e importante assim, como quase sempre ocorrem com línguas não tão valorizadas. que mix de emoçoooes. esse filme me fez lembrar porque drama é meu gênero favorito.
ao meu ver o roteiro simples é um ponto forte e fraco do filme forte porque ele não viaja muito nas ideias, fica mais clara qual a ideia do filme. fraco porque durante o filme eu ficava me indagando sobre questões meio idiotas até 1. de onde veio aquela água sem explicação nenhuma? poxa, o cara conseguiu criar um aparelho auricular pra filha mas n conseguiu prever algum acidente daquele nível acontecendo? 2. como assim a menina não percebeu que o aparelho dela afastava a criatura? ela já tinha vivido situações parecidas duas vezes, estava óbvio demais. 3. o pai realmente precisava ter morrido? ficou parecendo que mataram ele pra validar o amor q ele sentia pela filha. sério, tinham outros caminhos para se seguir nesse aspecto. 4. (li isso em algum comentário e achei muito pertinente) pq raios a criança que foi morta no começo estava em último numa fila indiana num mundo pós apocalíptico? minha mãe não me deixava andar sem ser de mão dada com ela na rua quando kid e olha q nem tinha nada de apocalíptico.
não achei os personagens bem desenvolvidos. a mãe foi a que me fez sentir maior agonia e compaixão com os perrengues que ela tava enfrentando.
eu nunca assistiria esse filme se não fosse toda a comparação existente entre ele e birdbox, já que não é um tipo de filme q eu procuro tanto pra ver, no caso, suspense. o ponto principal de comparação desses dois filmes gira em torno de que cada um bloqueia um sentido e como isso dificulta tudo, ainda mais num mundo daqueles. os dois filmes têm falhas, porém eu acho meio furada comparar tanto. um tem um roteiro mais longo, com mais margem de interpretação que o próprio filme dá. já o outro tem um roteiro mais enxuto, vai mais direto ao ponto. e aí tentar colocar os dois num pé de comparação pra ver qual o melhor faz ignorar justamente essa diferença estrutural q existe.
em muitos momentos fiquei agoniada, então acho que o filme de certa forma cumpre seu papel. achei na média, nada espetacular, porém valeu assistir.
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista Agoraem várias cenas fiquei com a sensação de viver um déjà vu de já ter visto esse filme, sendo que nunca o vi. Bom, agora eu dèjá vi. Filmão
Druk: Mais Uma Rodada
3.9 824 Assista Agorapremissa boa, execução xôxa. A cena final é a melhor parte kkkk
Duna: Parte Dois
4.2 859 Assista AgoraAssisti Duna 1 e 2 na sequência e agora fica um pouco confuso na minha memória saber em que momento termina um filme e começa o outro. Mas definitivamente o dois é mais atrativo, acontece mais coisa, a história se desenvolve mais.
Como recentemente assisti aos outros filmes do Villeneuve, pude perceber algumas semelhanças: algumas naves me fizeram lembrar "A chegada" e muitos aspectos árabes de Duna me levaram ao "Incêndios".
Eu gostei de duna. Por mais que algumas cenas eu tenha achado um pouco desconexas (assim como senti em "Incêndios"), a história ainda prende, ainda é interessante e dá vontade de ver aonde vai chegar. Porém, ainda falta sentir o sumo do suco.
A questão do aspecto religioso achei muito massa, é um dos pontos fortes da saga pra mim. A fé é uma bobagem ou é uma decisão de cúpula sobre quem dá a palavra final no que vai acontecer? É inocência dos pobres que precisam se agarrar em algo ou realmente tem algo a mais que nos extravasa? E aí vc se pega no pulo torcendo para todos aqueles aspectos árabes que são tidos pela cultura dominante como o terror da nossa época. Aspectos da realidade em um upside down. Foda demais.
Estou no aguardo pelo que está por vir.
Red Rocket
3.6 90 Assista AgoraPreciso começar dizendo que o Sean Baker definitivamente não precisa de 2h pra contar uma história. Espero que ele perceba isso. Tangerine e the florida project estão aí como exemplos e Anora e Red rocket como os exemplos contrários.
Dito isso, o filme é bom. Eu gostei, eu gosto da ambientação, das cores, é bom de assistir. Isso tudo com o contraste das cenas com a fábria atrás, as alusões à canditatura do Trump inúmeras vezes, inclusive mencionando a manipulação de dados. E a vida do americano fudido correndo ali, indiferente, quase soando como uma piada. Também notei sons, diálogos de fundo mencionando um ar de vigilância correndo em segundo plano, como se algo ruim estivesse por volta de acontecer..rs
Também percebi que Baker usa bastante das promessas românticas para elaborar suas histórias. Em Anora é o casamento que vai tirar ela daquela vida de prostituição. Em Tangerine é um noivado feito antes da personagem ir presa e, quando solta, é a força que guia o desenrolar da história. Aqui também é a mesma coisa.
[spoiler][/spoiler]
Quando houve o acidente com o amigo pensei "bom, agora vamos ver o nível da moralidade desse cara". E aí a gente percebe que não rolou remorso algum. A bestialidade encoberta é sintomática. E é isso, personagem totalmente guiado pelo falo e seus desdobramentos kkkk
A cena final me deixou com a mesma sensação que tive em anora: "porra, sério?", mas aí dps q eu penso um pouco percebo que... sim, sério! E é sobre isso kkk
Meu Amigo Robô
4.0 122Esse filme ressuscitou sentimentos, pessoas e sensações que eu não sentia há algum tempo. É tudo simples, mas muito bem executado.
[spoiler][/spoiler] Não há diálogos, mas a história é contada com aquele rabinho abanando ou os olhares tristes diante dos desencontros que separam os dois. É um filme que dói no fundo do coração, mas dói quase que de uma forma gentil, pois a gente sabe que a vida é bittersweet. A gente chora, mas depois a gente se consola, pois o amor existiu e é isso que temos, é isso que dá sentido para a nossa jornada aqui. E o show continua.
ps: aquele frame que o robô brinca com o limite da tela e depois vira a tela e surgem as margaridas...delícia demais de assistir
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraVi muita gente comentando que é um filme q demora a ser digerido, que fica na cabeça por alguns dias e foi exatamente o que eu senti. Foi um filme que prendeu a minha atenção, eu não queria pausar, queria ir até o fim.
[spoiler][/spoiler]
A primeira cena foi só uma demosntração prévia de tudo que eu sentiria com o resto, principalmente com a questão do rosto do marido. Eu senti pena dele. Ele sempre a aceitou de volta. Outra coisa que me pegou muito foi o desenvimento da karoline e as nuances da maternidade. Negação, amamentação, arrependimento, toque. Fiquei imaginando a farofa que virou o inconsciente dela. tinha que beber eter mesmo.
Mesma coisa com a Dagmar. Pelo q me lembro foram 4 natimortos? algo assim. O sangue frio para fazer o que fazia. Novamente, tinha que beber muito eter mesmo. Mas aí a gente vai pra cena da corte e pensa... totalmente desarazoada ela não era... Enfim, brincadeiras com a moralidade. Totalmente em paz com o que ela fazia não é verdade, mas o que levou ela a ir até as últimas consequências? Porque a Erena escapou?
Os acontecimentos do filme são brutais, se colocar no lugar da Karoline após tudo q ela passou dá até nó na boca do estômago. Fico satisfeita se ganhar a categoria de melhor filme estrangeiro. É realmente muito bom.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraEu entendo quem achou ok, mediano. Foi a primeira sensação que tive ao acabar o filme. Só que depois li o comentário abaixo do Vitor Biazzin (está alguns mais pra baixo desse comentário que vou fazer agora rs) e gostei, sinto que colocou trouxe mais perspectiva para mim.
[spoiler][/spoiler]
Até a metade do longa, tive a sensação que eu tava apenas assistindo ao filme, mas sem sentir muita coisa. Não conectei muito com as personagens, mas tava seguindo assistindo. Até que começou aquela cena loooonga dos caras invadindo e prendendo Anora, depois a busca pelo Ivan. Eu achei que não precisava desse tempo todo, as trapalhadas deles só causavam literalmente um sorriso amarelo mesmo. Mas o que predominou foi agonia, vontade que as cenas acabassem logo, diálogos entrecortados angustiantes. Nossa, pausei várias vezes kkkk. E isso é a parte que me fez desconectar mais ainda do que eu estava assistindo.
Porém o final engrenou. Além de apenas assistir, eu comecei me sentir mais conectada com o que eu tava vendo. O igor trouxe essa camada a mais, foi o primeiro no filme que nao tava sendo um filho da puta concentrado no próprio umbigo. Tanto que nem ela soube ao certo como lidar com isso. A veemencia em negar o beijo, o choro que veio em seguida. Eu senti que foi a primeira cena real do filme... e a última rs
E isso me deixou pensando pq se vc olha a capa do filme parece aqueles dorama q n vai entregar muito e depois que acabou eu fiquei meio carregando ainda os pensamentos pq as cenas finais são boas. Pensei "puxa, tem algo ali, o cara que fez the florida project n ta na inocencia nessa altura do campeonato". E foi isso, a ilustração da vida contemporanea cretina, luxuosa e sem sentido foi boa, mas foi longa; o meio eu juro que nao entendi pq tao longo e o fim um acorda pra realidade. É bom, mas podia ter sido melhor.
A Chegada
4.2 3,5K Assista AgoraEu percebo que gosto de ficção científica quando eu vejo algo desse jeito. Meu deus, arrepiei assistindo; envolve linguagem, memórias, tempo não linear, conexão..
Enfim, muito bom, muito bonito, muito bem pensado e bem feito. Favoritei
Bom Dia
4.3 71 Assista AgoraQue gracinha de filme! no começo não tava me prendendo muito, mas depois engatou bem. é agradável de assistir, as personagens, os cenários, a trilha sonora, tudo orna bem. O irmão mais novo é fofo demais e os dois usando roupas combinando... perdi tudo! Achei legal e leve a forma como abordaram a linguagem, eu gosto de coisas que dialogam com isso rs
O Espírito da Colméia
4.1 149A primeira vez que eu vi eu estava agitada, esperei o filme conversar comigo e acabou que eu não entendi muito, não estava conseguindo conectar as coisas. Aí depois li uma resenha e fui conectadando os pontos e resolvi assistir de novo. e é muito bom, principalmente a questão do olhar infantil.
E por pura coincidência, estou lendo o livro o perigo de estar lúcida de Rosa Montero, também espanhola. Tem uma passagem que ela comenta sobre o ponto em comum na infância de narradores que ela conhece: todos, de certa forma, tiveram sua infância furada por algum acontecimento, fazendo com amadurecessem antes da hora. Acabei conectando com a Ana, que leva uma infância austera demais, mas faz como consegue para conectar com a infância, com a fantasia. É bonito demais, o olhar melindroso de ana cativa.
Voltando pro que eu comentei no começo, esse filme me fez ter vontade de ler o texto esculpir o tempo do tarkovski, pq eu senti de forma mais nítida essa questão de como o tempo ta sendo trabalhado, a favor de mostrar o que. Tem filmes que conversam com a gente, parece que o tempo não é a questão, mas nesse filme eu senti o recorte do tempo de forma mais sensível, eu tive que parar e prestar atenção e tentar entender o que estava acontecendo, o que o tempo de cada cena e seu encadeamento queriam me dizer. Não me foi dado, eu tive que reparar melhor e tava ali, nas escolhas da cenas que foram escolhidas pra compor o tempo.
O Diário de uma Adolescente
3.6 158 Assista Agoraindependente de certo ou errado, a realidade é o que é, basta a gente ir lidando com que nos acontece, pois a realidade é sempre soberana. Dito isso, gostei do filme, me surpreendeu, achei que seria algo mais bobinho, haja vista o título.
As Virgens Suicidas
3.8 1,4K Assista Agora"agora não tem mais perigo! tiraram a cerca."
A Paixão de Joana d'Arc
4.5 240 Assista Agoraque coisa mais linda
Close Up
4.3 120só conseguia pensar na teoria do reconhecimento do Axel Honneth e em metalinguagem
absolute cinema
A Cor da Romã
4.1 145 Assista AgoraArrisco a dizer que é um dos filmes mais bonitos que já vi. Eu não conhecia Sayat Nova, então ter dado uma pesquisadinha contribuiu pra que eu aproveitasse melhor a experiência do filme. Tem sido bom adentrar no mundo do "não dito", da ausência do racionalismo extremo e de roteiros lógicos e encadeados. Tem sido libertador, na verdade. Por fim, queria dizer que fiquei encantada com a Sofika Chiaureli. Que olhar mais intenso, lindo, triste... eu fiquei absorvida por ela. Com certeza vou querer ver esse filme de novo.
Os Incompreendidos
4.4 657 Assista Agorao ratão malou na trilha sonora desse aqui
Arábia
4.2 177 Assista Agoratava achando fraquinho até a hora que o maninho lançou o homem na estrada no violão; da água pro vinho.
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 699 Assista AgoraA falsa liberdade que nossa geração tem e prega de poder ter e alcançar tudo marca a Julie. É um mar de escolhas e possibilidades e isso acaba recaindo na "essência que precede a existência". Sinto que a protagonista não sabe quem é. Está descobrindo ainda e tudo bem!!! Se descobrir envolve tentar uma direção, ver que não era bem isso que era desejado ou então simplesmente mudar de ideia. As coisas mudam o tempo todo, é até inocência achar que as coisas devem durar pra sempre. As pessoas erram, pois faz parte da aprendizagem da vida.
A questão do pai ausente também é algo que influencia esse desejo de sempre estar buscando uma pessoa pra relacionar, pra validar o que ela estava sentindo.
Enfim, vejo muita gente trazendo a tona essa questão de responsabilidade afetiva como tom de eu não sou autorizado a mudar de ideia para não magoar quem eu amo. As coisas não são assim, ninguém é tão preto no branco e nem bom o tempo todo. As pessoas mudam e a tentativa de fingir que isso não aconteceu não dura para nenhuma das partes e traz sofrimento para ambos. E às vezes, justamente pelo medo de machucar o outro, a pessoa tenta ao máximo se convencer de que aquilo não ta acontecendo ou então não é tão grave assim. No final das contas é uma grande busca de se conhecer sem tentar machucar as pessoas nesse processo.
No mais, eu senti que faltou uma coesão por trás, em mtos momentos senti q era uma junção de mts coisas legais (cena congelada, a narradora narrando a história ao mesmo tempo, referências bem bait pra nossa geração) mas meio q ?? sei la, senti q faltou uma coesão, mas talvez fosse a intenção. De toda forma, faltou isso pro meu gosto.
ps: essa questão do bait chegou a me irritar um pouco; senti que o filme tava quase implorando pra eu me identificar com algumas questões kkkk relaxa aí irmão. Acho que isso, inclusive, chegou a me impedir um pouco de criar empatia pelos personagens. Não sofri com eles n.
Namorados para Sempre
3.6 2,5K Assista Agora"How do you trust your feelings when they can just disappear like that? "
Você Não Estava Aqui
4.1 252que filme triste. A busca incessante do culpado pelos personagens é triste demais :/
Solitários
3.9 44achei fraco, esperava bem mais. A personagem principal parece uma adolescente rebelde com zero inteligência emocional para lidar com sentimentos. Não é desmerecer o processo de luto e perdas, mas sair descontando isso indiscriminadamente nas pessoas é meio... infantil mesmo. Parece que o filme ta o tempo todo me falando como eu tenho que me sentir: sinta tristeza agora, sinta compaixão agora. Outra coisa: o filme não é sobre solidão dos tempos modernos, é sobre como ela o tempo todo ficou se isolando por incapacidade/dificuldade de lidar com os próprios sentimentos.
Um Lugar ao Sol
3.9 169 Assista Agoraos cara mancham o próprio filme por si só. Impressionante
Roma
4.1 1,3K Assista Agoramano, que filme maravilhoso. Achei que ia ser um filme mais cultzinho, sem tanta história, mais focado na fotografia do que contar algo. eu estava muito errada. é basicamente um recorte da vida... e que recorte. queria ressaltar aqui a delicadeza das cenas misturadas com uma brutalidade, uma espécie de caos controlado. as cenas silenciosas apresentam ao mesmo tempo um barulho ao fundo que não passa. as personagens estão passando por conflitos internos e ao redor o mundo continua no seu furor indissipável. a cena da cleo no cinema esperando o fermin voltar e a cena mais final que as crianças estão tristes ao saber que os pais se separaram mostram ao redor como tudo é barulhento e truculento. o universo ao redor não perdoa. eu senti uma solidão tão grande nas personagens, tão real.
foi interessante perceber como patroa e empregada estavam na mesma situação de abandono e como elas passaram por isso meio sozinhas e depois mais unidas (afinal, na dor todos sofrem igual). a cena da cleo ganhando o bebê é de partir o coração.
obs: eu adorei o fato deles não traduzirem os diálogos em inglês, senti uma irreverência nisso. foi como se o inglês fosse uma língua não tão conhecida e importante assim, como quase sempre ocorrem com línguas não tão valorizadas.
que mix de emoçoooes. esse filme me fez lembrar porque drama é meu gênero favorito.
Um Lugar Silencioso
4.0 3,0K Assista Agoraao meu ver o roteiro simples é um ponto forte e fraco do filme
forte porque ele não viaja muito nas ideias, fica mais clara qual a ideia do filme.
fraco porque durante o filme eu ficava me indagando sobre questões meio idiotas até
1. de onde veio aquela água sem explicação nenhuma? poxa, o cara conseguiu criar um aparelho auricular pra filha mas n conseguiu prever algum acidente daquele nível acontecendo?
2. como assim a menina não percebeu que o aparelho dela afastava a criatura? ela já tinha vivido situações parecidas duas vezes, estava óbvio demais.
3. o pai realmente precisava ter morrido? ficou parecendo que mataram ele pra validar o amor q ele sentia pela filha. sério, tinham outros caminhos para se seguir nesse aspecto.
4. (li isso em algum comentário e achei muito pertinente) pq raios a criança que foi morta no começo estava em último numa fila indiana num mundo pós apocalíptico? minha mãe não me deixava andar sem ser de mão dada com ela na rua quando kid e olha q nem tinha nada de apocalíptico.
não achei os personagens bem desenvolvidos. a mãe foi a que me fez sentir maior agonia e compaixão com os perrengues que ela tava enfrentando.
eu nunca assistiria esse filme se não fosse toda a comparação existente entre ele e birdbox, já que não é um tipo de filme q eu procuro tanto pra ver, no caso, suspense. o ponto principal de comparação desses dois filmes gira em torno de que cada um bloqueia um sentido e como isso dificulta tudo, ainda mais num mundo daqueles. os dois filmes têm falhas, porém eu acho meio furada comparar tanto. um tem um roteiro mais longo, com mais margem de interpretação que o próprio filme dá. já o outro tem um roteiro mais enxuto, vai mais direto ao ponto. e aí tentar colocar os dois num pé de comparação pra ver qual o melhor faz ignorar justamente essa diferença estrutural q existe.
em muitos momentos fiquei agoniada, então acho que o filme de certa forma cumpre seu papel. achei na média, nada espetacular, porém valeu assistir.