29 de Abril de 2017 às 23:51. Essa foi a noite em que eu morri. Sim, morri em silêncio, enquanto os créditos subiam e a trilha sonora impactavam o que sobrou do meu estado emocional.
Túmulo dos Vaga-lumes nos mostra a versão pouco conhecida da II Grande Guerra. Mostra a escassez de comida, a separação de famílias e o desespero das pessoas para sobreviverem a um Japão que estava sendo devastado pelas tropas norte-americanas.
De início, já somos impactados com uma cena muito forte -
Seita e Setsuko indo na praia, o lago onde eles costumavam brincar, os dois na floresta dos vaga-lumes, a compilação de imagens de Setsuko logo após sua morte.
Todavia, não é um filme fácil de ser assistido e muito menos recomendado para crianças. Muitas cenas, apesar da leveza com que são mostradas, transpassam uma violência sutil, que se fixam na memória por dias. Um exemplo disso é a cena em que
o Seita vai visitar sua mãe machucada pelo bombardeio e algumas cenas mais tarde temos sua imagem morta com vários vermes roendo seu corpo, destruído pelas queimaduras.
O grande lance aqui se trata da perda: a perda da família, da paz, da inocência, da infância... Eles perderam tudo e no final de tudo ainda perdem a esperança. É por isso que se trata de um filme com uma áurea tão triste. Vamos acompanhar duas crianças perdendo tudo ao longo dos mais de 90 minutos de filme.
Em tempos de guerra as pessoas tendem a incorporar seus piores lados. Vemos a tia do Seita se transformar numa mulher amarga, o fazendeiro - que outrora o ajudara trocando pequenos objetos por comida - se transformar num homem egoísta e violento.
Para finalizar, temos uma trilha sonora belíssima, que traz suavidade ao horror, que grita por esperança em meio ao caótico mundo em guerra. E que tiremos uma lição daqui: que os milhares de Setsukos e Seitas tenham nos ensinado a não desistir, a buscar esperança - mesmo quando bombas caírem ao nosso redor e perdermos aqueles que mais amamos - e até aqueles que não conhecemos, mas que sabemos de sua dor e que estão passando por algo parecido. E não precisamos ir muito longe para encontrar exemplos de Seitas e Setsukos. basta olhar para a Síria, África, Sri Lanka, Índia e outros países que estão passando por guerras horríveis e muitas vezes nem sequer nos damos conta de que essa história que acabamos de ver está sendo repetida num loop infinito ao redor do mundo.
Gostaria de compartilhar com os colegas do site o sentimento de euforia pós-filme pois eu, que há muito vivia em estado de letargia, recebi uma dose de êxtase ao film dessa belíssima e mindfuck película.
Quão merdas nós somos? Tentando mascarar nossa realidade achando que podemos enganar alguém. Escondendo ferozmente nossas inseguranças, mas amamos ver a do nosso vizinho e sempre que necessário apontá-la afinal, por que não?
O ser comum é assustador, mas deixe-me contar um segredo: todos nós somos e essa é uma verdade incontestável. No fim do dia, depois do trabalho ou escola, quando você deita para dormir, você é o mais comum dos seres humanos, mas há beleza nisso e foi essa beleza que o filme quis passar.
Ao mostrar personagens comuns e fazer com que o telespectador incorpore o que está sendo visualizado e gerar o sentimento de euforia ao qual eu mencionei no início do texto.
O problema está justamente em quando percebemos que o ser comum nos torna ÓTIMOS, como o Lester diz em uma das cenas finais. Quando percebemos que tal condição nos torna ótimos, começamos a virar ameaças e é aí que eu, você, todos nós queremos chegar, não é mesmo?
Preciso conhecer mais sobre este movimento sócio-cultural tão controverso, o Movimento Beat. Daniel e Dane estavam maravilhosos e uma pena que aquela cena de sexo não tenha sido entre os dois.
Foi uma surpresa conhecer o trabalho do Tom Ford como diretor, e convenhamos, foi belíssimo os recursos utilizados para dar um toque deveras sombrio e alegre ao enredo. Uma ótima película com um desfecho irônico, poético e uma trilha sonora magnífica.
Depois de anos na geladeira, resolvi assistir Little Miss Sunshine e o resultado foi além do que eu esperava. Acompanhar uma família, em busca de auto conhecimento e na tentativa de realizar o sonho de uma garotinha, a ser coroada como a pequena Miss Sunshine, tudo isso é de tirar o fôlego. Em uma sociedade onde crianças hiper sexualizadas são vistas com bons olhos, enquanto uma criança que age como qualquer outra, conseguiu choca o juri do concurso, pela coreografia usada, mesmo que em um tom cômico. Parafraseando o Dwayne, "A vida não passa de um concurso de beleza depois do outro. A escola, depois faculdade, depois trabalho, que se dane."
Little Miss Sunshine é um filme para ser visto em família, pois gera reflexões onde todos precisam participar.
Acredito que o documentário deveria ser melhor explorado em alguns pontos, como por exemplo a vinda dela ao Brasil, a morte, os relacionamentos, mas no geral a proposta foi ótima ao colocar Janis como o simbolo da contracultura que ela foi e me deixou ainda mais admirado por sua arte singular.
Isso fica bastante evidente na cena em que o Ennis está na cozinha com a Alma e ela acaba falando que viu ele e o Jack se beijando, fazendo com que o Ennis se altere e quase bata nela
Outra cena que me chamou bastante atenção - a qual eu não tinha prestado muita atenção na primeira vez que eu assisti - foi a do
homem que teve o pênis decepado pelo pai do Ennis por ser supostamente gay, até porque segundo o Ennis, ninguém sabia de nada, só desconfiavam dele porque morava com outro cara.
. Esse é outro fator que contribuiu pra gerar toda essa negação em volta do que ele sentia pelo Jack.
Achei um romance bem desenvolvido. Ledge e Gyllenhaal foram incríveis nos seus papéis, mas acho que deveriam ter explorado mais os papéis femininos. Fiquei com um dó imenso da Alma por ter sido escanteada. Isso me faz refletir muito sobre o papel da mulher na sociedade.
ela pede pra ele se prevenir - em relação ao sexo porque ela não quer mais ter filhos - e ele fala que caso ela não queira mais filhos dele ele a deixará.
Uma das últimas cenas em que a Lureen está conversando com o Ennis no telefone, eu não entendi muito bem. Ela sabia deles? Aquela história da morte do Jack, foi ela que inventou ou o quê? Pra mim ficou claro que ele foi assassinado, mas e pra ela? E os pais do Jack? Eles sabiam que ele era gay? Foi o que deu a entender naquele cena final.
Enfim, terei que assistir mais uma vez, mas desde já mostrando minha satisfação com o filme. Levarei comigo para o vale dos homossexuais, pois esse é obrigatório pra toda bicha assistir.
Tem alguns filmes que levam um tempo pra você absorver todo o conteúdo, e esse é um deles. Talvez eu assista novamente um dia pra tentar entender algumas coisas que ficaram na ar, não sei.
Me senti tão sozinho depois de assistir esse filme - mais especificamente a cena que fecha o filme - em uma noite fria de um domingo.
As histórias são recheadas de sentimento e seus personagens passaram isso tão bem. Me senti tão desconfortável com a cena dos meninos no quarto, acho que me fez lembrar coisas da infância que foram importantes para que eu me encontrasse.
A aula de sexo do Fito e do Leo foi uma das melhores cenas. A simplicidade e normalidade da cena me deixou boquiaberto. Bem melhor do que muitos filmes que americanizam e desumanizam* essa parte tão importante de uma relação.
*Desumanizam no sentido de deixar muito artificial, robótico.
Esse Mauricio vai longe. Menininho já metido nos questionamentos da vida. E o Andrés? Eu sou tão Andrés na vida, vocês não tem noção. Achei o gesto do Gilberto lindo para com o poeta, que eu não lembro o nome no momento. Eu realmente pensei que ele fosse um mau caráter.
Aqui vemos não apenas a figura popular conhecida como Nina Simone, mas também nos é mostrado as outras facetas de Eunice Waymon, que também era militante dos direitos civis, que foi vítima de abusos do seu próprio marido, ao qual amou intensamente - sendo esse um dos responsáveis por construir a figura icônica de Nina Simone, levando-a à uma exaustiva vida de estrela conhecida mundialmente.
Em meio a um contexto histórico conturbado, o documentário te coloca a par da situação dos negros nos estados unidos dos anos 60, fazendo com que Nina tome para si uma postura radical sobre sua luta/música que acaba por enfurecer seu público, deixando-a no escanteio por um bom tempo até que a mesma retome sua carreia do fundo do poço.
Ódio, amor, solidão, bipolaridade e depressão são sentimentos que rodearam a vida dessa artista tão genial dando à sua música uma melancolia e tom peculiar.
Aos que ainda não assistiram, por favor, não percam mais tempo!
Como eu não sou conhecedor desse universo dos quadrinhos e fui assistir o filme despretensiosamente, achei o resultado bom, porém com pontos que poderiam ter sido melhor abordado, até pra quem não faz parte desse universo se conectar e poder entender melhor.
Atuações fortes, efeitos e fotografia intensos, e tudo isso em 3D. Pra mim valeu o ingresso e com certeza quero ver a continuação.
Um documentário bom, mas que para ser maravilhoso deveria ter entrado em outras questões sobre a personalidade de Amy Winehouse. A visão que esse documentário tanta passar é de uma Amy frágil além do normal e que muitas vezes é tratada como uma criança. Cercada pelos familiares e amigos são poucos que realmente se emprenharam em conversar e fazê-la mudar de hábitos. Amy não é nenhuma criança, ela sabia exatamente os riscos que corria pelo consumo excessivo de drogas e álcool, mas é essa a visão que o documentário tenta passar - Uma Amy inocente e que não sabia o que estava fazendo. Contudo, é como a própria mãe dela fala no filme: "Você não pode querer forçar alguém a se tratar, a pessoa que tem que tomar essa iniciativa".
Conhecer a podridão da indústria musical através de Amy foi fascinante. A artista sequer teve a liberdade de escolher se queria ou não fazer shows, eles marcavam sem o consentimento dela, e ela não tinha como cancelar. Como resposta, a mesma se embriagava e dava ao público o pão que eles tanto queriam, pois o circo já estava armado.
Um dos momentos mais revoltantes é quando ela está bêbada no palco e alguém na plateia grita: Cante ou devolva meu dinheiro! É como se estivessem em um bordel e quisessem que a prostituta dançasse - para não dizer outras coisas.
Quando dizem que NÓS, como público, também contribuíamos para a morte de Amy, eles nunca estiveram tão certos.
Amy Winehouse como artista ainda não tinha visto o seu auge, apesar de todo o sucesso do Back to Black e todos os prêmios que ela ganhou, acho que esse super grupo que ela queria montar seria o Thriller de sua efêmera carreira.
Entretanto, eu ainda espero outros documentários e filmes sobre Amy, acho que essa visão de tudo poderia ter tido outros contornos, mas vale muito a pena assistir. Um documentário bem produzido, com entrevistas interessantes e que mesmo com as falhas, te mostram uma versão limitada de Amy Winehouse, até porque a versão completa nós nunca vamos conhecer.
Faz dois dias que eu assisti esse filme novamente e a dor é a mesma de quando eu assisti pela primeira vez no cinema em 2012. Essa é uma das provas de que o filme conseguiu atingir seu objetivo, levando o telespectador para a realidade da narrativa e o fazendo se imaginar naquela situação apresentada.
Amour é angustiante, silencioso e arrastado.
Eu NUNCA acompanhei créditos de um filme até o final como fiz com Amour.
Depois que o filme acaba você fica parado olhando os créditos subirem enquanto você se remói todo por dentro e começa a pensar sobe a sua vida.
Nas sutilezas de um rabisco, viajamos por um mundo psicodélico de máquinas-bichos, onde o sentimento se transforma em música e um garotinho com saudades de seu pai vai descobrir que o mundo pode ser festa, mas também pode ser tristeza.
Em meio à críticas sociais vigentes, somos levados a refletir sobre nossas relações com o meio ambiente e principalmente a mecanização do trabalho.
Apesar de saber que Divertida Mente provavelmente levará o Oscar, o Menino e o Mundo é meu grande favorito. Um grande filme brasileiro .
Um bom filme nacional que merece ser assistido. Por vezes cansativo, porém sensível e cativante à medida que vão se passando os capítulos. Wagner Moura, Jesuíta e Clemens estão de parabéns pelo belo trabalho no filme.
Dessa vez não se trata da história de Pink - personagem fictício ao qual foi construída a narrativa do The Wall, mas sim da história de Roger Waters. A dor de ter perdido o pai e o avó nas duas grandes guerras ainda o assombra, e o fez reinventar um clássico conceitual dos anos 70 em pleno século XXI.
O que mais chama atenção no filme é a ousadia como ele mostra as cenas do sexo homossexual. O Irandhir e o Jesuíta se entregaram ao papel de uma forma espetacular e realmente mostraram o que é ser um ator e o que é atuar. A sensualidade é mostrada de uma forma peculiar, que chega a causar desconforto em quem não está acostumado com tais cenas. Críticas e diálogos bem construídos. E ainda há quem diga que o cinema nacional não tem bons filmes, angana-se quem acha isso. Tatuagem é um ótimo exemplo de filme nacional, com ênfase em Pernambucano. Mostrando que o nordeste pode sim produzir grandes filmes e grandes atores.
Assistir A Ponte requer cautela, pois você estará lidando com fatos verdadeiros, cenas fortes e às vezes isso pode gerar conclusões precipitadas. Depois de muito tempo com esse documentário em minha lista de quero ver, finalmente resolvi assisti-lo. Logo no início você já recebe a primeira bomba - e vai ter que ter cuidado com as outras no decorrer do documentário. Me senti completamente triste com algumas histórias e até me identifiquei com alguns dos suicidas. Esse documentário me fez refleti ainda mais sobre minha existência. É péssimo se senti preso dentro de você mesmo, e pior ainda quando essa sensação de prisão aumenta cada vez mais. Precisamos falar mais sobre o suicídio!
Vermelho Russo
3.5 42Em cartaz no Cinema São Luiz, aqui em Recife.
Alguém pretende assistir?
Túmulo dos Vagalumes
4.6 2,3K Assista Agora29 de Abril de 2017 às 23:51. Essa foi a noite em que eu morri. Sim, morri em silêncio, enquanto os créditos subiam e a trilha sonora impactavam o que sobrou do meu estado emocional.
Túmulo dos Vaga-lumes nos mostra a versão pouco conhecida da II Grande Guerra. Mostra a escassez de comida, a separação de famílias e o desespero das pessoas para sobreviverem a um Japão que estava sendo devastado pelas tropas norte-americanas.
De início, já somos impactados com uma cena muito forte -
onde temos um dos personagens principais à beira da morte, no que se assemelha à uma estação de trem.
Com uma fotografia de traços simples e cores vivas, assistir se torna um espetáculo visualmente encantador, ênfase nesses momentos:
Seita e Setsuko indo na praia, o lago onde eles costumavam brincar, os dois na floresta dos vaga-lumes, a compilação de imagens de Setsuko logo após sua morte.
Todavia, não é um filme fácil de ser assistido e muito menos recomendado para crianças. Muitas cenas, apesar da leveza com que são mostradas, transpassam uma violência sutil, que se fixam na memória por dias. Um exemplo disso é a cena em que
o Seita vai visitar sua mãe machucada pelo bombardeio e algumas cenas mais tarde temos sua imagem morta com vários vermes roendo seu corpo, destruído pelas queimaduras.
O grande lance aqui se trata da perda: a perda da família, da paz, da inocência, da infância... Eles perderam tudo e no final de tudo ainda perdem a esperança. É por isso que se trata de um filme com uma áurea tão triste. Vamos acompanhar duas crianças perdendo tudo ao longo dos mais de 90 minutos de filme.
Em tempos de guerra as pessoas tendem a incorporar seus piores lados. Vemos a tia do Seita se transformar numa mulher amarga, o fazendeiro - que outrora o ajudara trocando pequenos objetos por comida - se transformar num homem egoísta e violento.
Para finalizar, temos uma trilha sonora belíssima, que traz suavidade ao horror, que grita por esperança em meio ao caótico mundo em guerra. E que tiremos uma lição daqui: que os milhares de Setsukos e Seitas tenham nos ensinado a não desistir, a buscar esperança - mesmo quando bombas caírem ao nosso redor e perdermos aqueles que mais amamos - e até aqueles que não conhecemos, mas que sabemos de sua dor e que estão passando por algo parecido. E não precisamos ir muito longe para encontrar exemplos de Seitas e Setsukos. basta olhar para a Síria, África, Sri Lanka, Índia e outros países que estão passando por guerras horríveis e muitas vezes nem sequer nos damos conta de que essa história que acabamos de ver está sendo repetida num loop infinito ao redor do mundo.
PAZ, FILHOS DA PUTA!!!!!!!!!
Teus Olhos Meus
4.0 580Minha vontade era só de gritar, gritar bem alto, enquanto os créditos subiam e a voz da Maria Gadú entonavam minha angústia.
Que filmão!
A Bela e a Fera
3.9 1,6K Assista AgoraTudo soa tão magnífico, até aparecer a fera.
Nota: 8,5.
Beleza Americana
4.1 3,0K Assista AgoraGostaria de compartilhar com os colegas do site o sentimento de euforia pós-filme pois eu, que há muito vivia em estado de letargia, recebi uma dose de êxtase ao film dessa belíssima e mindfuck película.
Quão merdas nós somos? Tentando mascarar nossa realidade achando que podemos enganar alguém. Escondendo ferozmente nossas inseguranças, mas amamos ver a do nosso vizinho e sempre que necessário apontá-la afinal, por que não?
O ser comum é assustador, mas deixe-me contar um segredo: todos nós somos e essa é uma verdade incontestável. No fim do dia, depois do trabalho ou escola, quando você deita para dormir, você é o mais comum dos seres humanos, mas há beleza nisso e foi essa beleza que o filme quis passar.
Ao mostrar personagens comuns e fazer com que o telespectador incorpore o que está sendo visualizado e gerar o sentimento de euforia ao qual eu mencionei no início do texto.
O problema está justamente em quando percebemos que o ser comum nos torna ÓTIMOS, como o Lester diz em uma das cenas finais. Quando percebemos que tal condição nos torna ótimos, começamos a virar ameaças e é aí que eu, você, todos nós queremos chegar, não é mesmo?
De Repente, Califórnia
4.0 826Despretensioso, não busca gerar grandes reflexões acerca do tema, serve mais como um entretenimento de fim e domingo.
Versos de um Crime
3.6 665 Assista AgoraPreciso conhecer mais sobre este movimento sócio-cultural tão controverso, o Movimento Beat. Daniel e Dane estavam maravilhosos e uma pena que aquela cena de sexo não tenha sido entre os dois.
Direito de Amar
4.0 1,1KFoi uma surpresa conhecer o trabalho do Tom Ford como diretor, e convenhamos, foi belíssimo os recursos utilizados para dar um toque deveras sombrio e alegre ao enredo. Uma ótima película com um desfecho irônico, poético e uma trilha sonora magnífica.
Pequena Miss Sunshine
4.1 2,8K Assista AgoraDepois de anos na geladeira, resolvi assistir Little Miss Sunshine e o resultado foi além do que eu esperava. Acompanhar uma família, em busca de auto conhecimento e na tentativa de realizar o sonho de uma garotinha, a ser coroada como a pequena Miss Sunshine, tudo isso é de tirar o fôlego.
Em uma sociedade onde crianças hiper sexualizadas são vistas com bons olhos, enquanto uma criança que age como qualquer outra, conseguiu choca o juri do concurso, pela coreografia usada, mesmo que em um tom cômico. Parafraseando o Dwayne, "A vida não passa de um concurso de beleza depois do outro. A escola, depois faculdade, depois trabalho, que se dane."
Little Miss Sunshine é um filme para ser visto em família, pois gera reflexões onde todos precisam participar.
Janis: Little Girl Blue
4.3 165Acredito que o documentário deveria ser melhor explorado em alguns pontos, como por exemplo a vinda dela ao Brasil, a morte, os relacionamentos, mas no geral a proposta foi ótima ao colocar Janis como o simbolo da contracultura que ela foi e me deixou ainda mais admirado por sua arte singular.
Oh, Janis, como eu me encontro em você!
Bullying - Provocações Sem Limites
3.1 265 Assista AgoraEu sonho com o dia em que, filmes como esse, não sejam mais uma realidade.
O Segredo de Brokeback Mountain
3.9 2,2KO sentimento de negação rodeia todo o contexto do filme.
Isso fica bastante evidente na cena em que o Ennis está na cozinha com a Alma e ela acaba falando que viu ele e o Jack se beijando, fazendo com que o Ennis se altere e quase bata nela
Outra cena que me chamou bastante atenção - a qual eu não tinha prestado muita atenção na primeira vez que eu assisti - foi a do
homem que teve o pênis decepado pelo pai do Ennis por ser supostamente gay, até porque segundo o Ennis, ninguém sabia de nada, só desconfiavam dele porque morava com outro cara.
Achei um romance bem desenvolvido. Ledge e Gyllenhaal foram incríveis nos seus papéis, mas acho que deveriam ter explorado mais os papéis femininos. Fiquei com um dó imenso da Alma por ter sido escanteada. Isso me faz refletir muito sobre o papel da mulher na sociedade.
Na cena em que o Ennis e a Alma estão transando e
ela pede pra ele se prevenir - em relação ao sexo porque ela não quer mais ter filhos - e ele fala que caso ela não queira mais filhos dele ele a deixará.
Uma das últimas cenas em que a Lureen está conversando com o Ennis no telefone, eu não entendi muito bem. Ela sabia deles? Aquela história da morte do Jack, foi ela que inventou ou o quê? Pra mim ficou claro que ele foi assassinado, mas e pra ela? E os pais do Jack? Eles sabiam que ele era gay? Foi o que deu a entender naquele cena final.
Enfim, terei que assistir mais uma vez, mas desde já mostrando minha satisfação com o filme. Levarei comigo para o vale dos homossexuais, pois esse é obrigatório pra toda bicha assistir.
Eu Matei Minha Mãe
3.9 1,3KTem alguns filmes que levam um tempo pra você absorver todo o conteúdo, e esse é um deles.
Talvez eu assista novamente um dia pra tentar entender algumas coisas que ficaram na ar, não sei.
4 Luas
3.8 287Me senti tão sozinho depois de assistir esse filme - mais especificamente a cena que fecha o filme - em uma noite fria de um domingo.
As histórias são recheadas de sentimento e seus personagens passaram isso tão bem.
Me senti tão desconfortável com a cena dos meninos no quarto, acho que me fez lembrar coisas da infância que foram importantes para que eu me encontrasse.
A aula de sexo do Fito e do Leo foi uma das melhores cenas. A simplicidade e normalidade da cena me deixou boquiaberto. Bem melhor do que muitos filmes que americanizam e desumanizam* essa parte tão importante de uma relação.
*Desumanizam no sentido de deixar muito artificial, robótico.
Esse Mauricio vai longe. Menininho já metido nos questionamentos da vida. E o Andrés? Eu sou tão Andrés na vida, vocês não tem noção. Achei o gesto do Gilberto lindo para com o poeta, que eu não lembro o nome no momento. Eu realmente pensei que ele fosse um mau caráter.
Vale muito a pena. Assistam!
What Happened, Miss Simone?
4.4 398 Assista AgoraMas o que de fato aconteceu, Srta Simone?
Aqui vemos não apenas a figura popular conhecida como Nina Simone, mas também nos é mostrado as outras facetas de Eunice Waymon, que também era militante dos direitos civis, que foi vítima de abusos do seu próprio marido, ao qual amou intensamente - sendo esse um dos responsáveis por construir a figura icônica de Nina Simone, levando-a à uma exaustiva vida de estrela conhecida mundialmente.
Em meio a um contexto histórico conturbado, o documentário te coloca a par da situação dos negros nos estados unidos dos anos 60, fazendo com que Nina tome para si uma postura radical sobre sua luta/música que acaba por enfurecer seu público, deixando-a no escanteio por um bom tempo até que a mesma retome sua carreia do fundo do poço.
Ódio, amor, solidão, bipolaridade e depressão são sentimentos que rodearam a vida dessa artista tão genial dando à sua música uma melancolia e tom peculiar.
Aos que ainda não assistiram, por favor, não percam mais tempo!
Batman vs Superman: A Origem da Justiça
3.4 4,9K Assista AgoraComo eu não sou conhecedor desse universo dos quadrinhos e fui assistir o filme despretensiosamente, achei o resultado bom, porém com pontos que poderiam ter sido melhor abordado, até pra quem não faz parte desse universo se conectar e poder entender melhor.
Atuações fortes, efeitos e fotografia intensos, e tudo isso em 3D.
Pra mim valeu o ingresso e com certeza quero ver a continuação.
Amy
4.4 1,0K Assista AgoraUm documentário bom, mas que para ser maravilhoso deveria ter entrado em outras questões sobre a personalidade de Amy Winehouse. A visão que esse documentário tanta passar é de uma Amy frágil além do normal e que muitas vezes é tratada como uma criança. Cercada pelos familiares e amigos são poucos que realmente se emprenharam em conversar e fazê-la mudar de hábitos. Amy não é nenhuma criança, ela sabia exatamente os riscos que corria pelo consumo excessivo de drogas e álcool, mas é essa a visão que o documentário tenta passar - Uma Amy inocente e que não sabia o que estava fazendo. Contudo, é como a própria mãe dela fala no filme: "Você não pode querer forçar alguém a se tratar, a pessoa que tem que tomar essa iniciativa".
Conhecer a podridão da indústria musical através de Amy foi fascinante. A artista sequer teve a liberdade de escolher se queria ou não fazer shows, eles marcavam sem o consentimento dela, e ela não tinha como cancelar. Como resposta, a mesma se embriagava e dava ao público o pão que eles tanto queriam, pois o circo já estava armado.
Um dos momentos mais revoltantes é quando ela está bêbada no palco e alguém na plateia grita: Cante ou devolva meu dinheiro! É como se estivessem em um bordel e quisessem que a prostituta dançasse - para não dizer outras coisas.
Quando dizem que NÓS, como público, também contribuíamos para a morte de Amy, eles nunca estiveram tão certos.
Amy Winehouse como artista ainda não tinha visto o seu auge, apesar de todo o sucesso do Back to Black e todos os prêmios que ela ganhou, acho que esse super grupo que ela queria montar seria o Thriller de sua efêmera carreira.
Entretanto, eu ainda espero outros documentários e filmes sobre Amy, acho que essa visão de tudo poderia ter tido outros contornos, mas vale muito a pena assistir. Um documentário bem produzido, com entrevistas interessantes e que mesmo com as falhas, te mostram uma versão limitada de Amy Winehouse, até porque a versão completa nós nunca vamos conhecer.
Nota: 8,0.
Amor
4.2 2,2KFaz dois dias que eu assisti esse filme novamente e a dor é a mesma de quando eu assisti pela primeira vez no cinema em 2012. Essa é uma das provas de que o filme conseguiu atingir seu objetivo, levando o telespectador para a realidade da narrativa e o fazendo se imaginar naquela situação apresentada.
Amour é angustiante, silencioso e arrastado.
Eu NUNCA acompanhei créditos de um filme até o final como fiz com Amour.
Depois que o filme acaba você fica parado olhando os créditos subirem enquanto você se remói todo por dentro e começa a pensar sobe a sua vida.
10/10.
O Menino e o Mundo
4.3 734 Assista AgoraNas sutilezas de um rabisco, viajamos por um mundo psicodélico de máquinas-bichos, onde o sentimento se transforma em música e um garotinho com saudades de seu pai vai descobrir que o mundo pode ser festa, mas também pode ser tristeza.
Em meio à críticas sociais vigentes, somos levados a refletir sobre nossas relações com o meio ambiente e principalmente a mecanização do trabalho.
Apesar de saber que Divertida Mente provavelmente levará o Oscar, o Menino e o Mundo é meu grande favorito. Um grande filme brasileiro .
Praia do Futuro
3.4 937 Assista AgoraUm bom filme nacional que merece ser assistido. Por vezes cansativo, porém sensível e cativante à medida que vão se passando os capítulos. Wagner Moura, Jesuíta e Clemens estão de parabéns pelo belo trabalho no filme.
Roger Waters - The Wall
4.7 65Dessa vez não se trata da história de Pink - personagem fictício ao qual foi construída a narrativa do The Wall, mas sim da história de Roger Waters. A dor de ter perdido o pai e o avó nas duas grandes guerras ainda o assombra, e o fez reinventar um clássico conceitual dos anos 70 em pleno século XXI.
TODOS VOCÊS PRECISAM ASSISTIR!
Tatuagem
4.2 923O que mais chama atenção no filme é a ousadia como ele mostra as cenas do sexo homossexual. O Irandhir e o Jesuíta se entregaram ao papel de uma forma espetacular e realmente mostraram o que é ser um ator e o que é atuar. A sensualidade é mostrada de uma forma peculiar, que chega a causar desconforto em quem não está acostumado com tais cenas. Críticas e diálogos bem construídos. E ainda há quem diga que o cinema nacional não tem bons filmes, angana-se quem acha isso. Tatuagem é um ótimo exemplo de filme nacional, com ênfase em Pernambucano. Mostrando que o nordeste pode sim produzir grandes filmes e grandes atores.
Irei ficar com a música do "tem cu tem cu tem cu" na cabeça pelo resto do mês.
A Ponte
4.0 308Assistir A Ponte requer cautela, pois você estará lidando com fatos verdadeiros, cenas fortes e às vezes isso pode gerar conclusões precipitadas. Depois de muito tempo com esse documentário em minha lista de quero ver, finalmente resolvi assisti-lo. Logo no início você já recebe a primeira bomba - e vai ter que ter cuidado com as outras no decorrer do documentário. Me senti completamente triste com algumas histórias e até me identifiquei com alguns dos suicidas.
Esse documentário me fez refleti ainda mais sobre minha existência. É péssimo se senti preso dentro de você mesmo, e pior ainda quando essa sensação de prisão aumenta cada vez mais. Precisamos falar mais sobre o suicídio!