Quando, no penúltimo episódio, um personagem contesta a existência do acontecimento do final do primeiro episódio, pensei "para acontecer na realidade, é só esperar mais alguns anos". A pessoas vão começar, em algum momento, a duvidar da realidade.
O hate no filme se baseia em expectativas, porque a galera queria escolher de fato o rumo da história, mas faz muito mais sentido eles subverterem a ideia de controle da narrativa do que entregar uma história totalmente linear
Ainda que façam piadas e memes sobre GOT ter se juntado à outras séries no clubinho de finais ruins, aqui a situação é pior porque, o ~final ruim~ dessas séries ainda respeita o básico dessas histórias: os personagens. Game of Thrones destruiu personagens, seus desenvolvimentos e arcos narrativos em uma temporada final corrida, fraca, sem peso dramático, repleta de inconsistências, conveniências e ex machinas. Um roteiro porco (sendo eufêmico) apresentado em uma embalagem técnica primorosa. Até o elenco teve dificuldade em manter a narrativa de um final "épico", enquanto o público é praticamente unânime na rejeição ao que GOT se tornou. O que me conforta é saber que D&D têm noção do quão desprezível foi o trabalho deles na reta final da série.
O roteiro é mal executado. Discussões começam, pausam e terminam abruptamente. Os personagens são mal conduzidos. Quem deveria se defender não se defende, alguns se calam quando confrontados simplesmente porque sim. Fica difícil entregar uma boa atuação quando a fonte não ajuda, e mesmo quando há alguma coisa a ser feita, não há atuação correspondente. Enfim, são inúmeros problemas, mas o que vale aqui é a experiência social, você quer saber o que eles vão fazer, o porquê vão fazer, como vão fazer. O filme vale exclusivamente pela experiência. Com uma boa equipe, seria um sci-fi espetacular.
A despeito de Misery ser um livro um tanto complicado para se adaptar, já que a maior parte dele se passa na mente de Paul, o filme é bom. Claro, para quem leu o livro não há nada que surpreenda, mas ainda sim vale a pena. As atuações estão boas, embora o James Caan não tenha feito um Paul tão interessante quanto poderia, ficou apagado. O destaque é óbvio que vai para Kathy Bates, que encarnou uma Annie tão boa quanto a do livro, principalmente nos tiques e falas mais marcantes.
Enquanto lia o livro, imaginava se eles adaptariam algumas cenas mais pesadas, como a do rato, mas principalmente as mutilações. É óbvio que a chance de não adaptarem era grande, mas o que me perguntava era se a tortura física seria amenizada ou até mesmo excluída do filme, o que destoaria da própria natureza da personagem de Kathy Bates. Felizmente, a solução encontrada foi muito interessante, ao invés de um machado, uma marreta. Tão dolorosa quanto, embora menos "efetiva" a longo prazo aos propósitos da vilã. Pena que determinada faca não apareceu.
Não gostei muito da continuidade/montagem, ficou aquela coisa esfria, esquenta, esfria, esquenta... O ritmo não se manteve, o que prejudicou o final, que é um tanto corridinho, mas nada que comprometa o excelente confronto final, fiel ao que lemos.
Esse é um daqueles casos em que é mais proveitoso ver o filme antes de ler o livro, fica a dica. Aliás, ele foi relançado pela Suma de Letras recentemente (e ao contrário da exploração (roubo) que é o preço dos outros livros do Stephen King, esse tá com um preço bem legal).
O que dizer? Não sei. Gostei, não gostei, achei pedante, achei visionário, simples, complexo... Buguei.
Lucy começa um filme e termina sendo outro completamente diferente. Se a princípio o que temos (ou o que imaginamos ter) é um filme de ação pura, terminamos com uma ficção científica mindfuck. Boa parte disso é graças a narrativa, que vai avançando cada vez mais rápido, sem se preocupar se você está ou não acompanhando. Na verdade, o roteiro pouco se importa com isso. Falando em roteiro, uma das coisas que qualquer pessoa que produz histórias deve tomar cuidado é não deixar que elas se tornem mais inteligentes do que quem as escreve. É o que talvez tenha acontecido com Lucy.
Por exemplo, para Lucy, faz sentido atirar em pessoas inocentes (como o taxista ou o paciente), mas parece não passar pela cabeça da mesma matar ou imobilizar de forma mais efetiva os capangas na cena do corredor. O que isso mudaria na história? Nada. Mas é esse o ponto. O confronto final entre polícia e bandidos não tem nenhum peso para a narrativa e, naquele ponto, ninguém se importa com cenas de ação, toda a atenção está voltada para Lucy. Se é assim, por que fazer a personagem ter uma atitude tão fora do que a "inteligência" dela já tinha demonstrado? O fato dela ter deixado eles livres não teve nenhuma importância, a não ser trazer uma incoerência, mesmo que sem maiores consequências.
As cenas finais de Lucy são fantásticas. As cores vibrantes, tudo acontecendo cada vez mais rápido, a trilha sonora acompanhando o ritmo, o suspense... Tudo! Até que você percebe que tá vendo uma viagem muito além do que estava preparado, nesse momento o filme ultrapassa limites, a pouca verossimilhança deixa de existir e chegamos a conclusão de que aquilo está fora do nosso alcance. A verdade é que achei tudo muito pedante. O roteiro só se preocupa em trazer algo mais filosófico, existencial nos minutos finais e quando o faz, faz pelas coxas, de forma preguiçosa, com diálogos rápidos e sem profundidade. As referências finais, principalmente à Michelangelo só transparecem ainda mais a tentativa de fazer da narrativa algo que ela não é. Tudo isso faz de Lucy um filme "quase". Ele quase chega lá, ele quase mostra tudo que poderia, quase foi o que seus idealizadores provavelmente planejaram... Quase foi tudo isso, mas perdeu-se em sua própria grandiosidade.
Antes de falar sobre o filme em si, atuação, direção e etc, quero ressaltar a primeira coisa que chamou minha atenção, logo na primeira cena: a trilha sonora. É envolvente, daquele tipo que te transporta e te embala pela cena. São músicas delicadas, sutis, bem trabalhadas. Relutei um pouco para ver Gone Girl, por motivos de preguiça mesmo, confesso, até pensei que o filme não conseguiria me prender durante suas duas horas e meia, mas não poderia estar mais enganado. O primeiro plot twist, ainda na metade do filme, te faz esquecer a principal dúvida que o filme deixava até o momento, o que, de certa forma, é até surpreendente, já que o roteiro preguiçoso é uma constante em Hollywood. No entanto, a prova de que esse não é o caso de Gone Girl é que a partir de certo momento o roteiro se transforma, o caso policial deixa de ser o foco e passamos a assistir a um outro filme, uma segunda parte mais ágil e forte, que termina em uma sequência de cenas, no mínimo, intrigantes. Uma das principais indicadas ao Oscar, Rosamund Pike nos entrega uma Amy complexa, misteriosa e muito sexy. Os olhares, os gestos, a voz, tudo te envolve e, assim como Nick, nos apaixonamos por ela.
Se ao fim do filme ainda sentimos a mesma coisa, bem, aí é outra questão.
Se há um grande motivo para alguém ver Garota Exemplar, esse motivo, com toda certeza, é Rosamund. Agora, vendo o filme de um ponto mais sociológico, podemos perceber a crítica aos meios de comunicação e a forma como os mesmos manipulam as massas com informações às vezes sem nenhuma verossimilhança e como essa massa julga e ataca pessoas que nem ao menos possuem chance de defesa. O mais legal nisso é que é muito palpável para nós brasileiros, já que exemplos disso na nossa mídia é algo mais do que recorrente. Sobre o final: defino como justo, nem feliz, nem triste, na medida certa. Um fim feliz, como muitos queriam, iria contra tudo que vimos antes, mas um fim triste seria realmente frustrante, e é justamente no meio termo que o roteiro termina bem. Por fim, como não reparar que o filme foi simplesmente ignorado pelo Oscar? A única indicação foi a de melhor atriz (até porque seria um tanto ridículo não haver indicação nessa categoria). Uma nomeação em Melhor Trilha Sonora não faria mal.
É um filme interessante, como qualquer um da Marvel. É divertido, como qualquer um da Marvel. Possui piadas em momentos péssimos, como qualquer um da Marvel. Perde vários momentos em que poderia ser menos raso, como qualquer um da Marvel... A história em si é fraca, não existe muita motivação para os personagens fazerem o que fazem, algumas histórias pessoais são piores ainda, na verdade, o filme todo é embalado por inúmeros clichês. Clichês que simplesmente não empolgam. E só dois personagens "se salvam" da obviedade. Rocket e Groot são o destaque do filme, parte do porquê continuei assistindo se deve a dupla. Embora eu tenha dito que eles "fogem" do clichê, isso vai até a página dois, já que os arquétipos dos personagens são bem simples e difundidos, nada de novo, embora trabalhados de uma forma interessante. Rocket, por sinal, tem a história pré-filme mais interessante, que poderia ter sido melhor aproveitada, embora pudesse ficar alheia ao resto do filme. Talvez nas sequências da franquia /sonha Do quinteto principal, Gamora é que possui a história menos envolvente, menos justificada, desenvolvida pela metade, preguiçosa. Aliás, só não tão preguiçosa que a de Drax, que é simplesmente tediosa. O protagonista é legal, divertido, só. Não há muito pra se falar desses três, na verdade. Groot não deixa de ser uma fórmula repetida, mas repetida de forma bem feita. O que eu fiquei pensando é que o personagem até rendeu algumas cenas "poéticas" (?), mas que foram rapidamente estragadas por piadas fora de hora (talvez o maior defeito do roteiro). Por último, os efeitos. São bons, seguem o padrão de todos os filmes da Marvel, mas comparando com os outros indicados ao Oscar, não acho que mereça. A mensagem que Guardiões da Galáxia passa é a seguinte: Marvel, melhore. Seus filmes são bons blockbusters, mas não há necessidade de piadas a cada dez minutos. Obg.
PS: Bebê Groot é ou não uma fofura? vomitandoarcoiris.gif
X-Men sempre foi a minha franquia preferida da Marvel, mas o trabalho de adaptação da Fox para os cinemas é muito falho. Vamos começar com o fato desse filme pegar uma das histórias mais interessantes dos quadrinhos e transformar em uma desculpa para não rebootarem a série, afinal de contas, é basicamente pra isso que a produção serve, arrumar os erros de uma história mal contada, não existe um avanço na história, tanto que a cena final é um completo "retrocesso". E veja, não quero comparar o quadrinho com o filme, são coisas diferentes e a adaptação deve ser avaliada separadamente, mas fico me perguntando o motivo de algumas mudanças, como, por exemplo, o Wolverine voltar ao passado e não a Kitty, como é originalmente, quero dizer, por que alterar um negócio que é bom, que deu certo, e insistir em enfiar o Logan goela abaixo por mais um filme? Só consigo imaginar o machismo como explicação nesse caso. Machismo porque os grandes estúdios tem medo de colocar uma mulher como protagonista em um filme de super herói, o que é extremamente contraditório por parte da Fox porque Jennifer Lawrence está no elenco, justamente a Jennifer Lawrence que é protagonista da maior adaptação atual no cinema, Jogos Vorazes. Ainda falando em roteiro, que coisa preguiçosa! Esse é o quinto filme dos X-Men e ainda estamos batendo na mesmo tecla, os mutantes sendo minoria, o preconceito e etc. Na verdade, esse não é o grande problema, já que poderia render roteiros ótimos, o problema é que isso é mal aproveitado, tanto que só passa a ser o foco nos minutos finais, embalado com uma trilha emotiva (obviamente). Além disso, insistiram em um triângulo amoroso, herdado do filme anterior, que não se sustenta. A impressão que passa é que de os personagens não possuem verossimilhança, eles mudam de opinião rapidamente, tomam atitudes radicais rapidamente, é como se o personagem obedecesse o roteirista e não tivesse vida própria. O que disfarça o roteiro preguiçoso são as atuações, todas bem feitas e em sincronia, particularmente Michael Fassbender e James McAvoy. Como nem tudo são flores, o roteiro apresenta personagens que não tem função narrativa e alguns que sequer possuem falas durante o filme, o que desperdiça talentos como o de Halle Berry e Ellen Page, por exemplo (ou Anna Paquin, que ganhou seu cartaz de divulgação, mas que aparece por dez segundos no filme). Um dos grandes acertos no filme são os efeitos especiais, merecidamente indicados ao Oscar. São bonitos e realistas. O mesmo não pode ser dito sobre a maquiagem de Jennifer Lawrence, muito inferior a vista em X-Men 3, lá em 2006. Pode ser que a atriz não tenha tido a coragem que Rebecca Romijn teve na época para ficar seis horas sendo maquiada. Claro, Rebecca não possuía um Oscar, não podia fazer muitas exigências... É inegável que X-Men: Dias de um Futuro Esquecido ajudou a terminar de reviver a franquia, evitou um reboot e abriu as portas para sequências mais limpas e organizadas, mas, ao contrário do que dizem, não acho esse o melhor da franquia. Infelizmente, ficou na sombra do anterior.
PS: Li aqui que alguns acharam o roteiro inteligente, mas não vejo como achar inteligente depois de tudo que falei e menos ainda quando vemos que ele simplesmente ignora as perguntas que realmente importam, como, por exemplo, o professor estar vivo depois de ter sido desintegrado no terceiro filme da franquia ou como o Magneto tem seus poderes de volta.
Decidi ver Star Wars por causa dos novos episódios recentemente confirmados e, claro, por ser um dos grandes clássicos do cinema. Gostei do primeiro, achei divertido, um bom filme pra se passar o tempo, mas não vi nada grandioso em termos de história. Claro que a produção em si é muito boa, tão boa que não pareceu ser um filme da década de 70, mas sim mais recente, o problema é que achei as motivações dos personagens um tanto rasas e os acontecimentos em si um tanto acelerados, principalmente mais próximo do final. Decidi continuar com a saga e no segundo filme voltei a reparar em uma coisa que já tinha observado no primeiro: as sequências desnecessárias. Todo o começo desse segundo filme não tem nenhuma utilidade, são minutos que não acrescentam. Claro, como todo o filme é, essas cenas são divertidas (mas inúteis).
Me refiro ao acidente do Luke, ao "sequestro" do mesmo e ao resgate por parte do Solo que devem dar em torno de 20 minutos ou mais e que não servem pra absolutamente nada, quero dizer, se houvesse um estreitamento na relação dos personagens ainda seria proveitoso, mas nem isso, não há uma aproximação entre Solo e Luke.
Outra coisa que voltou a me "incomodar" foi a história rasa. Basicamente, o filme foi uma fuga dos protagonistas com o vilão atrás, mas até agora não sabemos do que se trata a rebelião, o que a causou, quem são os líderes, quais são as raças envolvidas, os reflexos dela no universo, como o Imperador chegou ao poder, quais foram as atitudes que ele tomou que levaram a uma rebelião, os aspectos políticos dessa guerra, entre inúmeras outras coisas que sim, possuem uma importância crucial, afinal, são coisas que causaram os acontecimentos dos filmes. Fora essas coisas, existem outras que também possuem importância, mas que obviamente (ou não) serão esclarecidas no próximo filme, como a relação Darth Vader-Luke, por exemplo. No mais, Star Wars se mostrou divertido, gostoso de se acompanhar e um ótimo passatempo, mas carece de maior profundidade na história, nem falo de algo dramático, mas "profundidade prática", o que tá acontecendo na galáxia, os porquês, afinal, colocar um letreiro no começo de cada filme dizendo que "a galáxia corre perigo" e que os protagonistas precisam "devolver a paz para a galáxia" é fácil.
PS: Fiquei surpreso quando vi que a grande revelação da série acontece no segundo filme, sempre imaginei que fosse o "momento bang" do terceiro;
PSS: Impossível não reparar na falta de sangue quando o Luke perde a mão kkk aliás, sdds sangue na saga. Nesse quesito, parece um Power Rangers intergalático.
Episódio 1 - Live Free or Die: > A mudança de peso da Anna Gun ficou muito evidente kkk e se você ver a finale da quarta e a premiere da quinta em sequência, fica ainda mais. Linda de qualquer jeito; > Walter sendo Walter, ou seja, pedante, arrogante, egocêntrico e chato; > Quero mais destaque para o Mike, talvez o coadjuvante mais legal da série (junto com o Saul); > O título desse episódio me lembrou os de Lost.
> Tenho nojo do Walter. Pobre Skyler, tendo que aguentar ele encostando, alisando, fungando no cangote e sendo escroto, pobre Skyler.
Episódio 3 - Hazard Pay: > Adoro os amigos do Jesse, reis recorrentes; > Marie, sua linda <3; > Aguentar o Walter e sua pose de quem tem o rei na barriga está mais difícil a cada episódio.
Episódio 4 - Fifty-One: > Tá pra aparecer personagem mais tosco, escroto, nojento, pedante, estúpido, odiável, etc, que Walter White (talvez nem Joffrey Baratheon seja tão desprezível);
> Será que o lixoso não se toca de que a Skyler não quer sequer saber da existência dele? Que pessoa insistentemente insuportável.
Episódio 5 - Dead Freight: > Jesse, o verdadeiro cérebro do grupo. Chupa essa, Walter; > É bom notar a evolução de alguns personagens, principalmente do Jesse (talvez o melhor personagem da série (Walter não está na briga, óbvio)).
Episódio 7 - Say My Name: > Esse "say my name" é tão idiota que dói nos ruins; > Mike dizendo muitas verdades na cara no Walter, achei pouco ainda; > Tô esperando até agora a tão falada inteligência do Walter. Gus ou até mesmo o Mike são superiores (e em breve, penso eu, Hank); > Não sei que nota dar para o episódio. Por um lado, Mike sendo rei, por outro Walter sendo lixo.
Episódio 8 - Gliding Over All: > Que momento apropriado para o boom da temporada;
> Finalmente o forninho do Walter caiu; > Walter comete algumas falácias nos seus discursos e argumentos que são dignas de Silas Malafaia. Por exemplo, na conversa com a Lydia em que ele diz: "Então, se você me der essa lista que está na sua cabeça, eu imediatamente iria matar você? Bem aqui no restaurante, em um lugar público? É isso que você quer dizer?", são cometidas duas falácias: A. Deslize escorregadio, onde A necessariamente significa Z. Explicando, A seria Walter querer dar um fim em Lydia, Z seria ele mata-la naquele momento. Acontece que A não significa Z, ele querer ela morta não significa fazer isso naquele momento, logo, é um argumento inútil; B. Apelo ao ridículo, em que ele se apropria de algo que ela disse, distorce o argumento de maneira ridícula e usa contra ela. A combinação das duas produz uma fala aparentemente inteligente, porém, no verdade, pobre. A mesma coisa nós vimos na discussão do Walter com a Skyler em um episódio passado, as mesmas réplicas fracas. De qualquer forma, a oratória do Walter é boa, talvez por isso tenha a fama de fodão.
> Um soco só? Esperava algo como Maria Clara Diniz encontra Laura Cachorra e acabo vendo um soquinho. Tô desiludido, cara na poeira;
> Jesse, melhor personagem; > Lydia, a personagem sem história que serve de alívio para os roteiristas, só aparece em momentos oportunos. Ainda assim, adoro ela.
> É interessante ver que ainda tem gente torcendo pelo Walter, o cara não vale o que o gato enterra e ainda tem admiradores. Uma coisa é considerar o personagem foda, inteligente (pra mim, nem um nem outro), outra é torcer para que ele se dê bem na história. Agora, pior que ver gente adorando o Walter, é ver gente odiando o Hank por fazer o trabalho dele. Isso que chamo de inversão dos valores, a tal da glamourização da bandidagem, do que é errado;
> Marie, sua linda; > Jesse sempre usado pelas pessoas, até quando?
> É incrível a capacidade do Walter de usar o câncer sem nenhum escrúpulo. Aí entra uma nova falácia ao discurso (já manjado) do Walter, a do apelo a emoção. O fato é que Hank, sendo o típico tio brincalhão e aparentemente menos inteligente vem demonstrando uma inteligência muito mais refinada que a de Walter. Aí vão dizer "inteligência refinada sendo que descobriu tudo na quinta temporada?", aí eu digo: Ele tinha possibilidade de ter descoberto antes? A entrada de Gus na história deu a possibilidade de Hank entrar no caminho certo para encontrar Heisenberg, como já vimos. Embora Gus, em tese, não cometesse erros, Walter e Jesse os cometem desde o pilot. Com base nesses erros e na prepotência e ego super inflado de Walter, Hank foi cursando seu caminho. Talvez, se Walter fosse inteligente o suficiente para não deixar que seu ego interferisse em seu comportamento (como Gus sempre fez, brilhantemente), Hank não tivesse seguido o mesmo caminho que seguiu. Por exemplo, em um jantar, na temporada passada (salvo o engano) Walter dá "dicas" sobre Heisenberg não ser Gale, por causa de uma diferença de pureza de pouca porcentagem nos dois produtos. A princípio, Hank acreditava que Gale poderia ser o grande cozinheiro, porém, após a centelha de dúvida deixada pela burrice (sim, burrice) de Walter, ascendeu aquela chama de desconfiança sobre a certeza dos "fatos". Por isso afirmo que a inteligência subestimada de Hank é mais limpa, linear e consistente que a volátil inteligência de Walter, claramente influenciada por um ego e pedancia exacerbados. > Jesse cuspindo na cara do Walter lavou almas;
> E esse chamego entre Todd e Lydia? Que plot mais inútil pra esse momento da série; > Sempre achei engraçada a forma como os personagens possuem péssima mira em séries e filmes. Fiquei me perguntando se os caras eram neonazitas motha foca ou destruidores de carros. Não é uma crítica, licença poética tá aí pra ser usada mesmo (dentro do limite).
Episódio 14 - Ozymandias: > Ia comentar o episódio como um todo, mas uma preguiça tomou conta quando li isso em um comentário aí: "Walter White, um exemplo de vida". Adeus, mundo; > Holly, sua perfeita +_+;
> Sabem aquela história de "os fins justificam os meios"? É esse o argumento que Walter incansavelmente usa desde a primeira temporada. A princípio, sim, fazia sentido, ele fazia o que fazia pela família, porém, com o passar dos episódios é perceptível que a família deixou de ser o verdadeiro foco, ele passa a querer poder, fama, controle e é isso que o move, é isso que fomenta os acontecimentos a partir de certo ponto. Negar isso é assumir que não prestou atenção nas atitudes e discursos do pedante, digo, Walter, de certo momento pra cá. A questão é: ele continuou e continua usando a família como desculpa. Até existe algum sentido, já que foi nítida a preocupação dele com os familiares ("louvável" até), porém isso só vai até a página dois, acreditar que nesse discurso emotivo sobre família e a importância da mesma como único motivo para Walter ter feito o que fez é se enganar, aliás, deixar-se enganar (pelo próprio Walter), até porque os fins não justificam os meios; > Jesse é o que mais se ferra nessa série. É usado, manipulado, enganado, perde tudo que possui, incluindo pessoas, bens e o próprio psicológico. Espero que o final dele seja digno, no fundo o garoto merece; > Todd, seu lixo psicopata; > Morte um tanto dolorosa a da Andrea :(
Episódio 16 - Felina: > Sempre achei Breaking Bad superestimada e ainda acho (extremamente superestimada), mas Felina é um episódio realmente acima da média, em todos os sentidos. O roteiro, as atuações, as emoções, tudo combinou para um final perfeito, até a música final (maravilhosa);
> A cena do Jesse no carro provavelmente vai ser a que ficará na minha mente, linda. Um sentimento de liberdade para o personagem que transborda pela tela; > Só acho que Baby Blue deveria ter começado com o Jesse no carro;
> Aaron Paul, por sinal, fez a minha atuação preferida e a que considero como melhor da série;
> “Fiz tudo isso por mim. Eu era bom naquilo e me sentia vivo fazendo-o.” O que todo mundo deveria saber há muito tempo, mas que muitos não entenderam. Walter não fez o que fez pela família, fez por ele, egoísta como sempre demonstrou ser;
> Melhor série da história? De longe, n ã o. Uma boa série, com atuações incríveis, com uma introdução quase infinita, com duas temporadas acima da média e uma series finale perfeita. Isso é Breaking Bad.
PS: Mil vezes a explicação fanmade para o título do episódio.
> A cara da Skyler na hora do bola fora do Walter foi muito boa kkkk;
> Walter continua sendo o personagem mais tosquinho da série, tapete de todos os outros.
Episódio 6 - Cornered: > Mais um episódio arrastado, quase metade da temporada e muita coisa zzzz; > Walter é muito contraditório, às vezes quase não se sustenta. Ele age com inteligência em momentos oportunos apenas, em outros é tão lerdo como o Jesse (o jantar do episódio passado e o presente pro Júnior são só os dois últimos exemplos); > Já a Skyler é mais linear, raciocina mais que o Walter (por isso ela é foda);
> O ego do Walter passa dos limites. Pensem bem: o carinha que o Gus matou com o estilete aprendeu o passo a passo da fabricação só de olhar (sem grande conhecimento de química, mas aprendeu), agora, o que um químico não poderia aprender se visse as gravações das câmeras de segurança? A fórmula toda especial e intocável do Walter não é irreprodutível, logo, ele não é o perigo, longe disso, só é pedante mesmo.
Episódio 7 - Problem Dog: > 9 por motivos de Jesse na reunião
Episódio 9 - Bug: > Skyler, tu é destruidora mesmo, viu? Fechou o tempo; > Gus sendo fodão;
> Adorei a briga do Walter e Jesse, adorei mais ainda cara soco que o Walter levou.
Episódio 10 - Salud: > Júnior tendo 16 anos. BrBa em seu momento Rebelde?; > Jesse foi muito foda, finalmente uma cena em que ele se impôs de verdade. Gus e Mike aprovando foi muito bom também; > Esse machucado do Walter pareceu mais uma bala de goma amassada que uma ferida; > Porra com esse final; > Está decretado oficialmente que a introdução de BrBa acabou (tarde demais, já que durou 41 episódios).
Episódio 11 - Crawl Space: > Ted, seu merdinha; > Walter quase coadjuvante nos últimos episódios, talvez por isso a série tenha ficado boa. Na verdade, o declínio do personagem é bem evidente ao longo da série; > A cena final é uma das melhores da série inteira até agora, muito boa mesmo.
Episódio 12 - End Time: > Gus com super poderes? Sexto Sentido? Olá
Episódio 13 - Face Off: > "PQP! PORRAAAAAAAA! EITA PORRA, EITA CARALHO!", minha reação com o BOOM do episódio. Inesperado, de verdade, tanto a coisa em si quanto a forma como ocorreu; > A cena do fogo ficou linda, o fogo em si ficou lindo; > Episódio com cara de series finale, gostei; > Gostei do ganho para a quinta temporada, muito interessante;
> A pergunta que fica é: Como a quinta temporada vai se desenrolar se praticamente voltamos ao que tínhamos na series premiere? E mais, toda essa saga de introdução da série vai ter um peso significativo para a história final? Como um novo arco vai começar, se desenvolver e se finalizar em uma única temporada? Se os roteiristas resolverem isso de uma forma satisfatória, talvez a última temporada mereça a fama que a série inteira possui.
> Vi gente falando sobre a Skyler e os dois pesos pra crimes, mas reflitam: de um lado está o marido, que mentiu por meses, que fabrica um produto que vicia e mata pessoas todos os dias, que não dá espaço pra ela, por outro tem o Ted, que desvia dinheiro da empresa, fim. São crimes e situações completamente diferentes. Além do mais, ela não é certo dizer que ela concorda com as atitudes do Ted, uma vez que a mesma não aprovou as contas da empresa com a irregularidade. - "Ah, mas ela deu a chance pra ele alterar os documentos." Sim, acobertou Ted da mesma forma que acobertou Walter; - "Ah, mas ela transou com ele." Pensem bem: ela não quer o Walter por perto, não quer ele dentro de casa, não quer ele perto dos filhos, não quer a presença dele na vida dela e é obrigada a aturar tudo isso com ele forçando ao máximo as coisas (de uma forma tosca e infantil), o que resta pra ela fazer é devolver na mesma moda, sendo infantil, a diferença é que ela se sente incomodada com isso (como vimos na cena em que ela chega em casa), ao contrário do Walter (que voltará a produzir o cristal, mesmo dizendo que tem que "aprender a conviver com as consequências" do que fez). Skyler sabe o que fez, sabe que foi errado, sabe também que foi infantil, mas mesmo assim fez porque não suporta o Walter (o que é perfeitamente aceitável). Essa complexidade de sentimentos e atitudes faz de Skyler a personagem mais complexa da série (muito bem interpretada pela Anna Gunn);
> Ao contrário do que dizem aqui, não foi uma traição. Vejam: Skyler deixou claro que não quer mais ter um relacionamento com Walter, aliás, deixou claro que NÃO tem um relacionamento com Walter, logo, sem relacionamento, sem traição;
> Marie, a culpa é da Eva, que comeu a maçã, que fez a humanidade surgir, o Walter nascer, "comprar maconha do Jesse", Hank saber da existência do Jesse... Hank levar vários tiros e ficar entre a vida e a morte;
> Metade da série e ainda temos 10 minutos revelantes entre 50 minutos de episódio.
Episódio 10 - Fly: > Tudo sobre esse episódio é 8 ou 80, ou amam ou odeiam. Minha visão é um pouco diferente. O episódio é bom, tem sequências boas (principalmente a da escada), vemos os sentimentos do Walter aprofundados, temos um estreitamento na relação de Walter e Jesse (que quase não tivemos na temporada) e algumas situações divertidinhas. A parte ruim é que um episódio de BrBa dura quase 50 minutos e 50 minutos pra um desenvolvimento nulo pra história em si é jogar muito tempo fora. Tecnicamente (disso tecnicamente porque não sei se existe um possível reflexo desse episódio no restante da série), esse episódio inteiro é inútil. Não diria filler, mas sem proveito. Poderíamos ter tudo que tivemos de forma mais condensada, ágil; > Na verdade, o problema de BrBa é a falta de agilidade. Aí podem dizer "A série não é ágil porque é bem contada", mas uma série pode ser ágil e ser bem contada, exemplos não faltam (Dexter (em suas primeiras temporadas, pelo menos) e Game of Thrones estão aí pra provar). Ainda sim, assistir BrBa é interessante.
Episódio 11 - Abiquiu: > Essas situações interligadas na série são um tanto forçadas, quero dizer, não são interligadas de uma forma inteligente, aparentemente é "vamos ligar x coisa com y coisa para produzirmos z efeito". Nada que incomode de verdade (nem considero como um defeito em específico), mas fica aquela coisa "ok... coincidência".
Episódio 12 - Half Measures: > Que final F O D A !
Episódio 13 - Full Measure: > A cena final desse episódio é a melhor cena final dentre as finales até agora; > Acho que a partir do próximo episódio a série vai deixar de ser morna (tava passando da hora já) e fazer por merecer a fama que tem.
Roteiro simples, mas com mensagens um tanto complexas para uma animação. Estamos acostumados a ver animações com o mesmo desenvolvimento, as mesmas mensagens, repetitivas... Os Croods não deixa de ser mais ou menos isso, mas possui algo a mais. Os personagens, com destaque para Eep (dublada pela linda Emma Stone <3) e Grug, e situações ao longo do filme são bem envolventes. Só que o que me fez querer comentar de verdade foi a qualidade da animação. Apenas uma das melhores que já vi. É tudo muito bem feito, muito lindo, até mesmo muito "real". Dreamworks está de parabéns.
O filme, como um todo, é bom. O destaque é, obviamente, a atuação de Julia Roberts, que, por sinal, teve sua performance indicada na categoria errada nas premiações. Barbara não é a coadjuvante da história, ela é o motor dela. É graças a Barbara que as coisas acontecem, os acontecimentos chave da trama se dão por causa dela. E, na minha opinião, sua performance foi no mesmo nível que a da favorita à estatueta de Melhor Atriz, Cate Blanchett (por Blue Jasmine). Posso dizer que o meu desempenho preferido até o momento é o de Julia Roberts (isso entre os principais nomes desse ano no Oscar). Meryl é um caso um tanto polêmico. Suas inúmeras indicações a prêmios passam a impressão de que tudo que ela fizer será muito acima da média. Não quero dizer que a performance dela no filme foi fraca, mas eu realmente não achei nada de tão bom como podem pintar. Uma boa atuação, apenas. Boa atuação é o que não temos de Juliette Lewis. Kate é uma personagem fraca por si só, e juntando isso ao fato da atriz não estar bem em cena, temos a personagem mais descartável do filme. Atuações que não escondem as falhas do roteiro. Alguns personagens são meramente figurativos, outros trazem um grande acontecimento para a trama, mas simplesmente somem logo depois, fora que muitas coisas são pouquíssimo exploradas (uma grande revelação é feita praticamente no final do filme). É importante dizer, no entanto, que o filme retrata apenas um pedaço da história desses personagens. Não é compromisso do roteiro mostrar o que acontece depois. Os destaques positivos finais vão para a trilha sonora, que é belíssima, e para a mais que excelente cena do almoço, de longe, a melhor do filme. É válido citar as duas cenas finais. Belíssimas.
Mattie Fae: "Deve ser difícil acreditar, olhando para mim, me conhecendo por todos esses anos. Sei para, para você, sou a gorda da tia Mattie Fae. Sou mais que isso, querida. Eu tenho mais que isso.";
Fraco, repetitivo e desnecessário como um todo. Alguns podem achar a atuação da Emma forçada ou caricata demais, mas acreditem, a diferença entre Nicki (personagem de Emma) e Alexis Neiers (membro da quadrilha real que inspirou a personagem) é pequena, pelo que vemos das aparições públicas de Alexis, pelo menos. Emma trouxe para o filme detalhes de Alexis, como o tom de voz, o sotaque e os movimentos, porém, fez isso de forma exagerada, o que para muitos pode dar a impressão de uma atuação caricata. Taissa Farmiga e Claire Julien simplesmente irrisórias durante o filme. Israel Broussard e Katie Chang são as surpresas, com atuações no ponto certo. Essa história, embora "interessante", não é material suficiente para um filme. Quero dizer, não existe emoção, os roubos são sem graça e não há nenhum tipo de sonoplastia que faça com que quem assiste fique de olhos colados no que está acontecendo. Por fim, só um comentário: Quem vê o material de divulgação do filme imagina que a personagem de Emma Watson seja a protagonista, ou que seja a principal membro da gangue, mas, na verdade, Marc e Rebecca são os protagonistas de Bling Ring, eles são os motores da história. É bem fato que se aproveitaram da visibilidade de Emma.
A sensibilidade de Her é marcante. Sensibilidade que surge em grande parte por causa do roteiro muito bem trabalhado por Spike Jonze, nós realmente chegamos a acreditar que Theodore está apaixonado por Samantha. Paixão essa que no filme é tida como "normal", mas que é completamente fora da nossa realidade. E esse convencimento não seria possível se não fosse a ótima atuação de Joaquin Phoenix, e aqui é válido dizer que Theodore é um papel difícil, afinal, Samantha é um sistema operacional, logo, Phoenix atua praticamente sozinho, sem um parceiro de cena, o que dificulta muito. Falando em Samantha, é preciso dizer que o papel de Scarlett Johansson também é tão difícil quanto. Não é uma simples dublagem, afinal, quando se dubla uma animação, por exemplo, existe o desenho de base. No caso do SO não existe nada, a emoção precisou ser transmitida unicamente pela voz. E sim, Scarlett conseguiu isso. Destaque também para Amy Adams, em mais uma boa atuação, e para a trilha sonora, que acompanha a sensibilidade e sutileza do filme.
Sobre o fim, achei coerente, diferente e interessante, porém, o fato dos SOs "irem para um lugar complicado de se explicar" ficou um tanto estranho. É como se Spike não tivesse encontrado outra solução para a necessidade da personagem (Samantha) sair da história. Pode ser apenas uma impressão, mas é o que fica diante da falta de qualquer explicação. Ainda sim, isso não altera o resultado final de forma significativa.
PS: Spike Jonze é roteirista e diretor do também belíssimo e sensível Onde Vivem os Monstros. Além de Adaptação e Quero Ser John Malkovich. Uma excelente carreira.
Years and Years
4.5 273Quando, no penúltimo episódio, um personagem contesta a existência do acontecimento do final do primeiro episódio, pensei "para acontecer na realidade, é só esperar mais alguns anos". A pessoas vão começar, em algum momento, a duvidar da realidade.
Sex and the City: O Filme
3.4 703 Assista AgoraEsse filme não merece ser visto só pela piada poughkeepsiana com o México. Podre.
Black Mirror: Bandersnatch
3.5 1,4KO hate no filme se baseia em expectativas, porque a galera queria escolher de fato o rumo da história, mas faz muito mais sentido eles subverterem a ideia de controle da narrativa do que entregar uma história totalmente linear
Game of Thrones (8ª Temporada)
3.0 2,2K Assista AgoraAinda que façam piadas e memes sobre GOT ter se juntado à outras séries no clubinho de finais ruins, aqui a situação é pior porque, o ~final ruim~ dessas séries ainda respeita o básico dessas histórias: os personagens. Game of Thrones destruiu personagens, seus desenvolvimentos e arcos narrativos em uma temporada final corrida, fraca, sem peso dramático, repleta de inconsistências, conveniências e ex machinas. Um roteiro porco (sendo eufêmico) apresentado em uma embalagem técnica primorosa. Até o elenco teve dificuldade em manter a narrativa de um final "épico", enquanto o público é praticamente unânime na rejeição ao que GOT se tornou. O que me conforta é saber que D&D têm noção do quão desprezível foi o trabalho deles na reta final da série.
RuPaul's Drag Race: Especial Rainha de Natal
2.5 62Um comercial gigante do álbum autotunado da Ru. Available on itunes!
Vingadores: Guerra Infinita
4.3 2,6K Assista AgoraO plano do Thanos e as atitudes de muitos personagens desafiam a lógica mais básica.
Circle
3.0 684O roteiro é mal executado. Discussões começam, pausam e terminam abruptamente. Os personagens são mal conduzidos. Quem deveria se defender não se defende, alguns se calam quando confrontados simplesmente porque sim. Fica difícil entregar uma boa atuação quando a fonte não ajuda, e mesmo quando há alguma coisa a ser feita, não há atuação correspondente. Enfim, são inúmeros problemas, mas o que vale aqui é a experiência social, você quer saber o que eles vão fazer, o porquê vão fazer, como vão fazer. O filme vale exclusivamente pela experiência. Com uma boa equipe, seria um sci-fi espetacular.
Mad Max: Estrada da Fúria
4.2 4,7K Assista AgoraAquela sensação de "não acaba, não, pelo amor de Deus, nunca te pedi nada".
O Segredo da Cabana
3.0 3,2KAnos que vi esse filme e até hoje não sei se ele é extramente foda ou se é uma das maiores porcarias que vi.
Louca Obsessão
4.1 1,3K Assista AgoraA despeito de Misery ser um livro um tanto complicado para se adaptar, já que a maior parte dele se passa na mente de Paul, o filme é bom. Claro, para quem leu o livro não há nada que surpreenda, mas ainda sim vale a pena.
As atuações estão boas, embora o James Caan não tenha feito um Paul tão interessante quanto poderia, ficou apagado. O destaque é óbvio que vai para Kathy Bates, que encarnou uma Annie tão boa quanto a do livro, principalmente nos tiques e falas mais marcantes.
"Ohhh, Paul"
Enquanto lia o livro, imaginava se eles adaptariam algumas cenas mais pesadas, como a do rato, mas principalmente as mutilações. É óbvio que a chance de não adaptarem era grande, mas o que me perguntava era se a tortura física seria amenizada ou até mesmo excluída do filme, o que destoaria da própria natureza da personagem de Kathy Bates. Felizmente, a solução encontrada foi muito interessante, ao invés de um machado, uma marreta. Tão dolorosa quanto, embora menos "efetiva" a longo prazo aos propósitos da vilã. Pena que determinada faca não apareceu.
Não gostei muito da continuidade/montagem, ficou aquela coisa esfria, esquenta, esfria, esquenta... O ritmo não se manteve, o que prejudicou o final, que é um tanto corridinho, mas nada que comprometa o excelente confronto final, fiel ao que lemos.
Esse é um daqueles casos em que é mais proveitoso ver o filme antes de ler o livro, fica a dica. Aliás, ele foi relançado pela Suma de Letras recentemente (e ao contrário da exploração (roubo) que é o preço dos outros livros do Stephen King, esse tá com um preço bem legal).
Lucy
3.3 3,4K Assista AgoraO que dizer? Não sei. Gostei, não gostei, achei pedante, achei visionário, simples, complexo... Buguei.
Lucy começa um filme e termina sendo outro completamente diferente. Se a princípio o que temos (ou o que imaginamos ter) é um filme de ação pura, terminamos com uma ficção científica mindfuck. Boa parte disso é graças a narrativa, que vai avançando cada vez mais rápido, sem se preocupar se você está ou não acompanhando. Na verdade, o roteiro pouco se importa com isso.
Falando em roteiro, uma das coisas que qualquer pessoa que produz histórias deve tomar cuidado é não deixar que elas se tornem mais inteligentes do que quem as escreve. É o que talvez tenha acontecido com Lucy.
Por exemplo, para Lucy, faz sentido atirar em pessoas inocentes (como o taxista ou o paciente), mas parece não passar pela cabeça da mesma matar ou imobilizar de forma mais efetiva os capangas na cena do corredor. O que isso mudaria na história? Nada. Mas é esse o ponto. O confronto final entre polícia e bandidos não tem nenhum peso para a narrativa e, naquele ponto, ninguém se importa com cenas de ação, toda a atenção está voltada para Lucy. Se é assim, por que fazer a personagem ter uma atitude tão fora do que a "inteligência" dela já tinha demonstrado? O fato dela ter deixado eles livres não teve nenhuma importância, a não ser trazer uma incoerência, mesmo que sem maiores consequências.
As cenas finais de Lucy são fantásticas. As cores vibrantes, tudo acontecendo cada vez mais rápido, a trilha sonora acompanhando o ritmo, o suspense... Tudo! Até que você percebe que tá vendo uma viagem muito além do que estava preparado, nesse momento o filme ultrapassa limites, a pouca verossimilhança deixa de existir e chegamos a conclusão de que aquilo está fora do nosso alcance. A verdade é que achei tudo muito pedante. O roteiro só se preocupa em trazer algo mais filosófico, existencial nos minutos finais e quando o faz, faz pelas coxas, de forma preguiçosa, com diálogos rápidos e sem profundidade. As referências finais, principalmente à Michelangelo só transparecem ainda mais a tentativa de fazer da narrativa algo que ela não é.
Tudo isso faz de Lucy um filme "quase". Ele quase chega lá, ele quase mostra tudo que poderia, quase foi o que seus idealizadores provavelmente planejaram... Quase foi tudo isso, mas perdeu-se em sua própria grandiosidade.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraAntes de falar sobre o filme em si, atuação, direção e etc, quero ressaltar a primeira coisa que chamou minha atenção, logo na primeira cena: a trilha sonora. É envolvente, daquele tipo que te transporta e te embala pela cena. São músicas delicadas, sutis, bem trabalhadas.
Relutei um pouco para ver Gone Girl, por motivos de preguiça mesmo, confesso, até pensei que o filme não conseguiria me prender durante suas duas horas e meia, mas não poderia estar mais enganado. O primeiro plot twist, ainda na metade do filme, te faz esquecer a principal dúvida que o filme deixava até o momento, o que, de certa forma, é até surpreendente, já que o roteiro preguiçoso é uma constante em Hollywood. No entanto, a prova de que esse não é o caso de Gone Girl é que a partir de certo momento o roteiro se transforma, o caso policial deixa de ser o foco e passamos a assistir a um outro filme, uma segunda parte mais ágil e forte, que termina em uma sequência de cenas, no mínimo, intrigantes.
Uma das principais indicadas ao Oscar, Rosamund Pike nos entrega uma Amy complexa, misteriosa e muito sexy. Os olhares, os gestos, a voz, tudo te envolve e, assim como Nick, nos apaixonamos por ela.
Se ao fim do filme ainda sentimos a mesma coisa, bem, aí é outra questão.
Agora, vendo o filme de um ponto mais sociológico, podemos perceber a crítica aos meios de comunicação e a forma como os mesmos manipulam as massas com informações às vezes sem nenhuma verossimilhança e como essa massa julga e ataca pessoas que nem ao menos possuem chance de defesa. O mais legal nisso é que é muito palpável para nós brasileiros, já que exemplos disso na nossa mídia é algo mais do que recorrente.
Sobre o final: defino como justo, nem feliz, nem triste, na medida certa. Um fim feliz, como muitos queriam, iria contra tudo que vimos antes, mas um fim triste seria realmente frustrante, e é justamente no meio termo que o roteiro termina bem.
Por fim, como não reparar que o filme foi simplesmente ignorado pelo Oscar? A única indicação foi a de melhor atriz (até porque seria um tanto ridículo não haver indicação nessa categoria). Uma nomeação em Melhor Trilha Sonora não faria mal.
Shakespeare Apaixonado
3.5 665 Assista AgoraMesmo que juntem a África inteira, não teremos mais zebras que esse filme no Oscar de 1999.
Guardiões da Galáxia
4.1 3,8K Assista AgoraÉ um filme interessante, como qualquer um da Marvel. É divertido, como qualquer um da Marvel. Possui piadas em momentos péssimos, como qualquer um da Marvel. Perde vários momentos em que poderia ser menos raso, como qualquer um da Marvel...
A história em si é fraca, não existe muita motivação para os personagens fazerem o que fazem, algumas histórias pessoais são piores ainda, na verdade, o filme todo é embalado por inúmeros clichês. Clichês que simplesmente não empolgam. E só dois personagens "se salvam" da obviedade.
Rocket e Groot são o destaque do filme, parte do porquê continuei assistindo se deve a dupla. Embora eu tenha dito que eles "fogem" do clichê, isso vai até a página dois, já que os arquétipos dos personagens são bem simples e difundidos, nada de novo, embora trabalhados de uma forma interessante. Rocket, por sinal, tem a história pré-filme mais interessante, que poderia ter sido melhor aproveitada, embora pudesse ficar alheia ao resto do filme. Talvez nas sequências da franquia /sonha
Do quinteto principal, Gamora é que possui a história menos envolvente, menos justificada, desenvolvida pela metade, preguiçosa. Aliás, só não tão preguiçosa que a de Drax, que é simplesmente tediosa. O protagonista é legal, divertido, só. Não há muito pra se falar desses três, na verdade.
Groot não deixa de ser uma fórmula repetida, mas repetida de forma bem feita. O que eu fiquei pensando é que o personagem até rendeu algumas cenas "poéticas" (?), mas que foram rapidamente estragadas por piadas fora de hora (talvez o maior defeito do roteiro).
Por último, os efeitos. São bons, seguem o padrão de todos os filmes da Marvel, mas comparando com os outros indicados ao Oscar, não acho que mereça.
A mensagem que Guardiões da Galáxia passa é a seguinte: Marvel, melhore. Seus filmes são bons blockbusters, mas não há necessidade de piadas a cada dez minutos. Obg.
PS: Bebê Groot é ou não uma fofura? vomitandoarcoiris.gif
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
4.0 3,7KX-Men sempre foi a minha franquia preferida da Marvel, mas o trabalho de adaptação da Fox para os cinemas é muito falho. Vamos começar com o fato desse filme pegar uma das histórias mais interessantes dos quadrinhos e transformar em uma desculpa para não rebootarem a série, afinal de contas, é basicamente pra isso que a produção serve, arrumar os erros de uma história mal contada, não existe um avanço na história, tanto que a cena final é um completo "retrocesso". E veja, não quero comparar o quadrinho com o filme, são coisas diferentes e a adaptação deve ser avaliada separadamente, mas fico me perguntando o motivo de algumas mudanças, como, por exemplo, o Wolverine voltar ao passado e não a Kitty, como é originalmente, quero dizer, por que alterar um negócio que é bom, que deu certo, e insistir em enfiar o Logan goela abaixo por mais um filme? Só consigo imaginar o machismo como explicação nesse caso. Machismo porque os grandes estúdios tem medo de colocar uma mulher como protagonista em um filme de super herói, o que é extremamente contraditório por parte da Fox porque Jennifer Lawrence está no elenco, justamente a Jennifer Lawrence que é protagonista da maior adaptação atual no cinema, Jogos Vorazes.
Ainda falando em roteiro, que coisa preguiçosa! Esse é o quinto filme dos X-Men e ainda estamos batendo na mesmo tecla, os mutantes sendo minoria, o preconceito e etc. Na verdade, esse não é o grande problema, já que poderia render roteiros ótimos, o problema é que isso é mal aproveitado, tanto que só passa a ser o foco nos minutos finais, embalado com uma trilha emotiva (obviamente). Além disso, insistiram em um triângulo amoroso, herdado do filme anterior, que não se sustenta. A impressão que passa é que de os personagens não possuem verossimilhança, eles mudam de opinião rapidamente, tomam atitudes radicais rapidamente, é como se o personagem obedecesse o roteirista e não tivesse vida própria.
O que disfarça o roteiro preguiçoso são as atuações, todas bem feitas e em sincronia, particularmente Michael Fassbender e James McAvoy. Como nem tudo são flores, o roteiro apresenta personagens que não tem função narrativa e alguns que sequer possuem falas durante o filme, o que desperdiça talentos como o de Halle Berry e Ellen Page, por exemplo (ou Anna Paquin, que ganhou seu cartaz de divulgação, mas que aparece por dez segundos no filme).
Um dos grandes acertos no filme são os efeitos especiais, merecidamente indicados ao Oscar. São bonitos e realistas. O mesmo não pode ser dito sobre a maquiagem de Jennifer Lawrence, muito inferior a vista em X-Men 3, lá em 2006. Pode ser que a atriz não tenha tido a coragem que Rebecca Romijn teve na época para ficar seis horas sendo maquiada. Claro, Rebecca não possuía um Oscar, não podia fazer muitas exigências...
É inegável que X-Men: Dias de um Futuro Esquecido ajudou a terminar de reviver a franquia, evitou um reboot e abriu as portas para sequências mais limpas e organizadas, mas, ao contrário do que dizem, não acho esse o melhor da franquia. Infelizmente, ficou na sombra do anterior.
PS: Li aqui que alguns acharam o roteiro inteligente, mas não vejo como achar inteligente depois de tudo que falei e menos ainda quando vemos que ele simplesmente ignora as perguntas que realmente importam, como, por exemplo, o professor estar vivo depois de ter sido desintegrado no terceiro filme da franquia ou como o Magneto tem seus poderes de volta.
Star Wars, Episódio V: O Império Contra-Ataca
4.4 1,1K Assista AgoraDecidi ver Star Wars por causa dos novos episódios recentemente confirmados e, claro, por ser um dos grandes clássicos do cinema. Gostei do primeiro, achei divertido, um bom filme pra se passar o tempo, mas não vi nada grandioso em termos de história. Claro que a produção em si é muito boa, tão boa que não pareceu ser um filme da década de 70, mas sim mais recente, o problema é que achei as motivações dos personagens um tanto rasas e os acontecimentos em si um tanto acelerados, principalmente mais próximo do final. Decidi continuar com a saga e no segundo filme voltei a reparar em uma coisa que já tinha observado no primeiro: as sequências desnecessárias. Todo o começo desse segundo filme não tem nenhuma utilidade, são minutos que não acrescentam. Claro, como todo o filme é, essas cenas são divertidas (mas inúteis).
Me refiro ao acidente do Luke, ao "sequestro" do mesmo e ao resgate por parte do Solo que devem dar em torno de 20 minutos ou mais e que não servem pra absolutamente nada, quero dizer, se houvesse um estreitamento na relação dos personagens ainda seria proveitoso, mas nem isso, não há uma aproximação entre Solo e Luke.
Outra coisa que voltou a me "incomodar" foi a história rasa. Basicamente, o filme foi uma fuga dos protagonistas com o vilão atrás, mas até agora não sabemos do que se trata a rebelião, o que a causou, quem são os líderes, quais são as raças envolvidas, os reflexos dela no universo, como o Imperador chegou ao poder, quais foram as atitudes que ele tomou que levaram a uma rebelião, os aspectos políticos dessa guerra, entre inúmeras outras coisas que sim, possuem uma importância crucial, afinal, são coisas que causaram os acontecimentos dos filmes. Fora essas coisas, existem outras que também possuem importância, mas que obviamente (ou não) serão esclarecidas no próximo filme, como a relação Darth Vader-Luke, por exemplo.
No mais, Star Wars se mostrou divertido, gostoso de se acompanhar e um ótimo passatempo, mas carece de maior profundidade na história, nem falo de algo dramático, mas "profundidade prática", o que tá acontecendo na galáxia, os porquês, afinal, colocar um letreiro no começo de cada filme dizendo que "a galáxia corre perigo" e que os protagonistas precisam "devolver a paz para a galáxia" é fácil.
PS: Fiquei surpreso quando vi que a grande revelação da série acontece no segundo filme, sempre imaginei que fosse o "momento bang" do terceiro;
PSS: Impossível não reparar na falta de sangue quando o Luke perde a mão kkk aliás, sdds sangue na saga. Nesse quesito, parece um Power Rangers intergalático.
Breaking Bad (5ª Temporada)
4.8 3,1K Assista AgoraComentários feitos após assistir cada episódio.
Episódio 1 - Live Free or Die:
> A mudança de peso da Anna Gun ficou muito evidente kkk e se você ver a finale da quarta e a premiere da quinta em sequência, fica ainda mais. Linda de qualquer jeito;
> Walter sendo Walter, ou seja, pedante, arrogante, egocêntrico e chato;
> Quero mais destaque para o Mike, talvez o coadjuvante mais legal da série (junto com o Saul);
> O título desse episódio me lembrou os de Lost.
Episódio 2 - Madrigal:
> Tenho nojo do Walter. Pobre Skyler, tendo que aguentar ele encostando, alisando, fungando no cangote e sendo escroto, pobre Skyler.
Episódio 3 - Hazard Pay:
> Adoro os amigos do Jesse, reis recorrentes;
> Marie, sua linda <3;
> Aguentar o Walter e sua pose de quem tem o rei na barriga está mais difícil a cada episódio.
Episódio 4 - Fifty-One:
> Tá pra aparecer personagem mais tosco, escroto, nojento, pedante, estúpido, odiável, etc, que Walter White (talvez nem Joffrey Baratheon seja tão desprezível);
> Será que o lixoso não se toca de que a Skyler não quer sequer saber da existência dele? Que pessoa insistentemente insuportável.
Episódio 5 - Dead Freight:
> Jesse, o verdadeiro cérebro do grupo. Chupa essa, Walter;
> É bom notar a evolução de alguns personagens, principalmente do Jesse (talvez o melhor personagem da série (Walter não está na briga, óbvio)).
Episódio 7 - Say My Name:
> Esse "say my name" é tão idiota que dói nos ruins;
> Mike dizendo muitas verdades na cara no Walter, achei pouco ainda;
> Tô esperando até agora a tão falada inteligência do Walter. Gus ou até mesmo o Mike são superiores (e em breve, penso eu, Hank);
> Não sei que nota dar para o episódio. Por um lado, Mike sendo rei, por outro Walter sendo lixo.
Episódio 8 - Gliding Over All:
> Que momento apropriado para o boom da temporada;
> Finalmente o forninho do Walter caiu;
> Walter comete algumas falácias nos seus discursos e argumentos que são dignas de Silas Malafaia. Por exemplo, na conversa com a Lydia em que ele diz: "Então, se você me der essa lista que está na sua cabeça, eu imediatamente iria matar você? Bem aqui no restaurante, em um lugar público? É isso que você quer dizer?", são cometidas duas falácias: A. Deslize escorregadio, onde A necessariamente significa Z. Explicando, A seria Walter querer dar um fim em Lydia, Z seria ele mata-la naquele momento. Acontece que A não significa Z, ele querer ela morta não significa fazer isso naquele momento, logo, é um argumento inútil; B. Apelo ao ridículo, em que ele se apropria de algo que ela disse, distorce o argumento de maneira ridícula e usa contra ela. A combinação das duas produz uma fala aparentemente inteligente, porém, no verdade, pobre. A mesma coisa nós vimos na discussão do Walter com a Skyler em um episódio passado, as mesmas réplicas fracas. De qualquer forma, a oratória do Walter é boa, talvez por isso tenha a fama de fodão.
Episódio 9 - Blood Money:
> Um soco só? Esperava algo como Maria Clara Diniz encontra Laura Cachorra e acabo vendo um soquinho. Tô desiludido, cara na poeira;
> Jesse, melhor personagem;
> Lydia, a personagem sem história que serve de alívio para os roteiristas, só aparece em momentos oportunos. Ainda assim, adoro ela.
Episódio 12 - Rabid Dog:
> #teamJesse de muito longe.
> Walter, Joffrey Baratheon de Breaking Bad;
> É interessante ver que ainda tem gente torcendo pelo Walter, o cara não vale o que o gato enterra e ainda tem admiradores. Uma coisa é considerar o personagem foda, inteligente (pra mim, nem um nem outro), outra é torcer para que ele se dê bem na história. Agora, pior que ver gente adorando o Walter, é ver gente odiando o Hank por fazer o trabalho dele. Isso que chamo de inversão dos valores, a tal da glamourização da bandidagem, do que é errado;
> Marie, sua linda;
> Jesse sempre usado pelas pessoas, até quando?
Episódio 13 - To'hajiilee:
> Hank, tu é f o d a;
> É incrível a capacidade do Walter de usar o câncer sem nenhum escrúpulo. Aí entra uma nova falácia ao discurso (já manjado) do Walter, a do apelo a emoção. O fato é que Hank, sendo o típico tio brincalhão e aparentemente menos inteligente vem demonstrando uma inteligência muito mais refinada que a de Walter. Aí vão dizer "inteligência refinada sendo que descobriu tudo na quinta temporada?", aí eu digo: Ele tinha possibilidade de ter descoberto antes? A entrada de Gus na história deu a possibilidade de Hank entrar no caminho certo para encontrar Heisenberg, como já vimos. Embora Gus, em tese, não cometesse erros, Walter e Jesse os cometem desde o pilot. Com base nesses erros e na prepotência e ego super inflado de Walter, Hank foi cursando seu caminho. Talvez, se Walter fosse inteligente o suficiente para não deixar que seu ego interferisse em seu comportamento (como Gus sempre fez, brilhantemente), Hank não tivesse seguido o mesmo caminho que seguiu. Por exemplo, em um jantar, na temporada passada (salvo o engano) Walter dá "dicas" sobre Heisenberg não ser Gale, por causa de uma diferença de pureza de pouca porcentagem nos dois produtos. A princípio, Hank acreditava que Gale poderia ser o grande cozinheiro, porém, após a centelha de dúvida deixada pela burrice (sim, burrice) de Walter, ascendeu aquela chama de desconfiança sobre a certeza dos "fatos". Por isso afirmo que a inteligência subestimada de Hank é mais limpa, linear e consistente que a volátil inteligência de Walter, claramente influenciada por um ego e pedancia exacerbados.
> Jesse cuspindo na cara do Walter lavou almas;
> Saul, melhor coadjuvante restante kkkk;
> E esse chamego entre Todd e Lydia? Que plot mais inútil pra esse momento da série;
> Sempre achei engraçada a forma como os personagens possuem péssima mira em séries e filmes. Fiquei me perguntando se os caras eram neonazitas motha foca ou destruidores de carros. Não é uma crítica, licença poética tá aí pra ser usada mesmo (dentro do limite).
Episódio 14 - Ozymandias:
> Ia comentar o episódio como um todo, mas uma preguiça tomou conta quando li isso em um comentário aí: "Walter White, um exemplo de vida". Adeus, mundo;
> Holly, sua perfeita +_+;
> Hank morrendo. Não sei o que dizer, só sei sentir.
Episódio 15 - Granite State:
> Sabem aquela história de "os fins justificam os meios"? É esse o argumento que Walter incansavelmente usa desde a primeira temporada. A princípio, sim, fazia sentido, ele fazia o que fazia pela família, porém, com o passar dos episódios é perceptível que a família deixou de ser o verdadeiro foco, ele passa a querer poder, fama, controle e é isso que o move, é isso que fomenta os acontecimentos a partir de certo ponto. Negar isso é assumir que não prestou atenção nas atitudes e discursos do pedante, digo, Walter, de certo momento pra cá. A questão é: ele continuou e continua usando a família como desculpa. Até existe algum sentido, já que foi nítida a preocupação dele com os familiares ("louvável" até), porém isso só vai até a página dois, acreditar que nesse discurso emotivo sobre família e a importância da mesma como único motivo para Walter ter feito o que fez é se enganar, aliás, deixar-se enganar (pelo próprio Walter), até porque os fins não justificam os meios;
> Jesse é o que mais se ferra nessa série. É usado, manipulado, enganado, perde tudo que possui, incluindo pessoas, bens e o próprio psicológico. Espero que o final dele seja digno, no fundo o garoto merece;
> Todd, seu lixo psicopata;
> Morte um tanto dolorosa a da Andrea :(
Episódio 16 - Felina:
> Sempre achei Breaking Bad superestimada e ainda acho (extremamente superestimada), mas Felina é um episódio realmente acima da média, em todos os sentidos. O roteiro, as atuações, as emoções, tudo combinou para um final perfeito, até a música final (maravilhosa);
> A cena do Jesse no carro provavelmente vai ser a que ficará na minha mente, linda. Um sentimento de liberdade para o personagem que transborda pela tela;
> Só acho que Baby Blue deveria ter começado com o Jesse no carro;
> Aaron Paul, por sinal, fez a minha atuação preferida e a que considero como melhor da série;
> “Fiz tudo isso por mim. Eu era bom naquilo e me sentia vivo fazendo-o.” O que todo mundo deveria saber há muito tempo, mas que muitos não entenderam. Walter não fez o que fez pela família, fez por ele, egoísta como sempre demonstrou ser;
> Melhor série da história? De longe, n ã o. Uma boa série, com atuações incríveis, com uma introdução quase infinita, com duas temporadas acima da média e uma series finale perfeita. Isso é Breaking Bad.
PS: Mil vezes a explicação fanmade para o título do episódio.
Breaking Bad (4ª Temporada)
4.7 1,2K Assista AgoraComentários feitos após assistir cada episódio.
Episódio 4 - Bullet Points:
> Skyler se superando a cada episódio, dona moral da série.
Episódio 5 - Shotgun:
> Eu pro Walter na cena do jantar: "Que burro, dá zero pra ele";
> A cara da Skyler na hora do bola fora do Walter foi muito boa kkkk;
> Walter continua sendo o personagem mais tosquinho da série, tapete de todos os outros.
Episódio 6 - Cornered:
> Mais um episódio arrastado, quase metade da temporada e muita coisa zzzz;
> Walter é muito contraditório, às vezes quase não se sustenta. Ele age com inteligência em momentos oportunos apenas, em outros é tão lerdo como o Jesse (o jantar do episódio passado e o presente pro Júnior são só os dois últimos exemplos);
> Já a Skyler é mais linear, raciocina mais que o Walter (por isso ela é foda);
> O ego do Walter passa dos limites. Pensem bem: o carinha que o Gus matou com o estilete aprendeu o passo a passo da fabricação só de olhar (sem grande conhecimento de química, mas aprendeu), agora, o que um químico não poderia aprender se visse as gravações das câmeras de segurança? A fórmula toda especial e intocável do Walter não é irreprodutível, logo, ele não é o perigo, longe disso, só é pedante mesmo.
Episódio 7 - Problem Dog:
> 9 por motivos de Jesse na reunião
Episódio 9 - Bug:
> Skyler, tu é destruidora mesmo, viu? Fechou o tempo;
> Gus sendo fodão;
> Adorei a briga do Walter e Jesse, adorei mais ainda cara soco que o Walter levou.
Episódio 10 - Salud:
> Júnior tendo 16 anos. BrBa em seu momento Rebelde?;
> Jesse foi muito foda, finalmente uma cena em que ele se impôs de verdade. Gus e Mike aprovando foi muito bom também;
> Esse machucado do Walter pareceu mais uma bala de goma amassada que uma ferida;
> Porra com esse final;
> Está decretado oficialmente que a introdução de BrBa acabou (tarde demais, já que durou 41 episódios).
Episódio 11 - Crawl Space:
> Ted, seu merdinha;
> Walter quase coadjuvante nos últimos episódios, talvez por isso a série tenha ficado boa. Na verdade, o declínio do personagem é bem evidente ao longo da série;
> A cena final é uma das melhores da série inteira até agora, muito boa mesmo.
Episódio 12 - End Time:
> Gus com super poderes? Sexto Sentido? Olá
Episódio 13 - Face Off:
> "PQP! PORRAAAAAAAA! EITA PORRA, EITA CARALHO!", minha reação com o BOOM do episódio. Inesperado, de verdade, tanto a coisa em si quanto a forma como ocorreu;
> A cena do fogo ficou linda, o fogo em si ficou lindo;
> Episódio com cara de series finale, gostei;
> Gostei do ganho para a quinta temporada, muito interessante;
> A pergunta que fica é: Como a quinta temporada vai se desenrolar se praticamente voltamos ao que tínhamos na series premiere? E mais, toda essa saga de introdução da série vai ter um peso significativo para a história final? Como um novo arco vai começar, se desenvolver e se finalizar em uma única temporada? Se os roteiristas resolverem isso de uma forma satisfatória, talvez a última temporada mereça a fama que a série inteira possui.
Breaking Bad (3ª Temporada)
4.6 858Episódio 3 - I.F.T.:
> Como esse Walter é um personagem chato, insuportável;
> Walter não cansa de ser tapete da Skyler?;
> Vi gente falando sobre a Skyler e os dois pesos pra crimes, mas reflitam: de um lado está o marido, que mentiu por meses, que fabrica um produto que vicia e mata pessoas todos os dias, que não dá espaço pra ela, por outro tem o Ted, que desvia dinheiro da empresa, fim. São crimes e situações completamente diferentes. Além do mais, ela não é certo dizer que ela concorda com as atitudes do Ted, uma vez que a mesma não aprovou as contas da empresa com a irregularidade.
- "Ah, mas ela deu a chance pra ele alterar os documentos." Sim, acobertou Ted da mesma forma que acobertou Walter;
- "Ah, mas ela transou com ele." Pensem bem: ela não quer o Walter por perto, não quer ele dentro de casa, não quer ele perto dos filhos, não quer a presença dele na vida dela e é obrigada a aturar tudo isso com ele forçando ao máximo as coisas (de uma forma tosca e infantil), o que resta pra ela fazer é devolver na mesma moda, sendo infantil, a diferença é que ela se sente incomodada com isso (como vimos na cena em que ela chega em casa), ao contrário do Walter (que voltará a produzir o cristal, mesmo dizendo que tem que "aprender a conviver com as consequências" do que fez).
Skyler sabe o que fez, sabe que foi errado, sabe também que foi infantil, mas mesmo assim fez porque não suporta o Walter (o que é perfeitamente aceitável). Essa complexidade de sentimentos e atitudes faz de Skyler a personagem mais complexa da série (muito bem interpretada pela Anna Gunn);
> Ao contrário do que dizem aqui, não foi uma traição. Vejam: Skyler deixou claro que não quer mais ter um relacionamento com Walter, aliás, deixou claro que NÃO tem um relacionamento com Walter, logo, sem relacionamento, sem traição;
> Só tem um banheiro na casa?;
> Comentaram aqui: "Walt começou a jogar com Sky; Sky começou a jogar com Walt", o que define bem a situação;
> Ansioso pelo momento em que a série deixará de ser morna pra pegar fogo de verdade.
Episódio 7 - One Minute:
> Finalmente os cosplay de Britney Spears morreram, passou da hora;
> Hank é muito foda, dono da série.
Episódio 8 - I See You:
> Marie, a culpa é da Eva, que comeu a maçã, que fez a humanidade surgir, o Walter nascer, "comprar maconha do Jesse", Hank saber da existência do Jesse... Hank levar vários tiros e ficar entre a vida e a morte;
> Metade da série e ainda temos 10 minutos revelantes entre 50 minutos de episódio.
Episódio 10 - Fly:
> Tudo sobre esse episódio é 8 ou 80, ou amam ou odeiam. Minha visão é um pouco diferente. O episódio é bom, tem sequências boas (principalmente a da escada), vemos os sentimentos do Walter aprofundados, temos um estreitamento na relação de Walter e Jesse (que quase não tivemos na temporada) e algumas situações divertidinhas. A parte ruim é que um episódio de BrBa dura quase 50 minutos e 50 minutos pra um desenvolvimento nulo pra história em si é jogar muito tempo fora. Tecnicamente (disso tecnicamente porque não sei se existe um possível reflexo desse episódio no restante da série), esse episódio inteiro é inútil. Não diria filler, mas sem proveito. Poderíamos ter tudo que tivemos de forma mais condensada, ágil;
> Na verdade, o problema de BrBa é a falta de agilidade. Aí podem dizer "A série não é ágil porque é bem contada", mas uma série pode ser ágil e ser bem contada, exemplos não faltam (Dexter (em suas primeiras temporadas, pelo menos) e Game of Thrones estão aí pra provar). Ainda sim, assistir BrBa é interessante.
Episódio 11 - Abiquiu:
> Essas situações interligadas na série são um tanto forçadas, quero dizer, não são interligadas de uma forma inteligente, aparentemente é "vamos ligar x coisa com y coisa para produzirmos z efeito". Nada que incomode de verdade (nem considero como um defeito em específico), mas fica aquela coisa "ok... coincidência".
Episódio 12 - Half Measures:
> Que final F O D A !
Episódio 13 - Full Measure:
> A cena final desse episódio é a melhor cena final dentre as finales até agora;
> Acho que a partir do próximo episódio a série vai deixar de ser morna (tava passando da hora já) e fazer por merecer a fama que tem.
Paraísos Artificiais
3.2 1,8K Assista AgoraA sequência final ao som de Brazil, do Deadmau5, é perfeita.
Os Croods
3.7 1,1K Assista AgoraRoteiro simples, mas com mensagens um tanto complexas para uma animação. Estamos acostumados a ver animações com o mesmo desenvolvimento, as mesmas mensagens, repetitivas... Os Croods não deixa de ser mais ou menos isso, mas possui algo a mais. Os personagens, com destaque para Eep (dublada pela linda Emma Stone <3) e Grug, e situações ao longo do filme são bem envolventes. Só que o que me fez querer comentar de verdade foi a qualidade da animação. Apenas uma das melhores que já vi. É tudo muito bem feito, muito lindo, até mesmo muito "real". Dreamworks está de parabéns.
PS: Como não amar o macaquinho?
Álbum de Família
3.9 1,4K Assista AgoraO filme, como um todo, é bom. O destaque é, obviamente, a atuação de Julia Roberts, que, por sinal, teve sua performance indicada na categoria errada nas premiações. Barbara não é a coadjuvante da história, ela é o motor dela. É graças a Barbara que as coisas acontecem, os acontecimentos chave da trama se dão por causa dela. E, na minha opinião, sua performance foi no mesmo nível que a da favorita à estatueta de Melhor Atriz, Cate Blanchett (por Blue Jasmine). Posso dizer que o meu desempenho preferido até o momento é o de Julia Roberts (isso entre os principais nomes desse ano no Oscar).
Meryl é um caso um tanto polêmico. Suas inúmeras indicações a prêmios passam a impressão de que tudo que ela fizer será muito acima da média. Não quero dizer que a performance dela no filme foi fraca, mas eu realmente não achei nada de tão bom como podem pintar. Uma boa atuação, apenas.
Boa atuação é o que não temos de Juliette Lewis. Kate é uma personagem fraca por si só, e juntando isso ao fato da atriz não estar bem em cena, temos a personagem mais descartável do filme.
Atuações que não escondem as falhas do roteiro. Alguns personagens são meramente figurativos, outros trazem um grande acontecimento para a trama, mas simplesmente somem logo depois, fora que muitas coisas são pouquíssimo exploradas (uma grande revelação é feita praticamente no final do filme). É importante dizer, no entanto, que o filme retrata apenas um pedaço da história desses personagens. Não é compromisso do roteiro mostrar o que acontece depois.
Os destaques positivos finais vão para a trilha sonora, que é belíssima, e para a mais que excelente cena do almoço, de longe, a melhor do filme. É válido citar as duas cenas finais. Belíssimas.
Duas falas me chamaram atenção:
Mattie Fae: "Deve ser difícil acreditar, olhando para mim, me conhecendo por todos esses anos. Sei para, para você, sou a gorda da tia Mattie Fae. Sou mais que isso, querida. Eu tenho mais que isso.";
E por fim, Barbara: "EAT THE FISH, BITCH!"
Bling Ring - A Gangue de Hollywood
3.0 1,7K Assista AgoraFraco, repetitivo e desnecessário como um todo.
Alguns podem achar a atuação da Emma forçada ou caricata demais, mas acreditem, a diferença entre Nicki (personagem de Emma) e Alexis Neiers (membro da quadrilha real que inspirou a personagem) é pequena, pelo que vemos das aparições públicas de Alexis, pelo menos. Emma trouxe para o filme detalhes de Alexis, como o tom de voz, o sotaque e os movimentos, porém, fez isso de forma exagerada, o que para muitos pode dar a impressão de uma atuação caricata. Taissa Farmiga e Claire Julien simplesmente irrisórias durante o filme. Israel Broussard e Katie Chang são as surpresas, com atuações no ponto certo.
Essa história, embora "interessante", não é material suficiente para um filme. Quero dizer, não existe emoção, os roubos são sem graça e não há nenhum tipo de sonoplastia que faça com que quem assiste fique de olhos colados no que está acontecendo.
Por fim, só um comentário: Quem vê o material de divulgação do filme imagina que a personagem de Emma Watson seja a protagonista, ou que seja a principal membro da gangue, mas, na verdade, Marc e Rebecca são os protagonistas de Bling Ring, eles são os motores da história. É bem fato que se aproveitaram da visibilidade de Emma.
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraA sensibilidade de Her é marcante. Sensibilidade que surge em grande parte por causa do roteiro muito bem trabalhado por Spike Jonze, nós realmente chegamos a acreditar que Theodore está apaixonado por Samantha. Paixão essa que no filme é tida como "normal", mas que é completamente fora da nossa realidade. E esse convencimento não seria possível se não fosse a ótima atuação de Joaquin Phoenix, e aqui é válido dizer que Theodore é um papel difícil, afinal, Samantha é um sistema operacional, logo, Phoenix atua praticamente sozinho, sem um parceiro de cena, o que dificulta muito. Falando em Samantha, é preciso dizer que o papel de Scarlett Johansson também é tão difícil quanto. Não é uma simples dublagem, afinal, quando se dubla uma animação, por exemplo, existe o desenho de base. No caso do SO não existe nada, a emoção precisou ser transmitida unicamente pela voz. E sim, Scarlett conseguiu isso.
Destaque também para Amy Adams, em mais uma boa atuação, e para a trilha sonora, que acompanha a sensibilidade e sutileza do filme.
Sobre o fim, achei coerente, diferente e interessante, porém, o fato dos SOs "irem para um lugar complicado de se explicar" ficou um tanto estranho. É como se Spike não tivesse encontrado outra solução para a necessidade da personagem (Samantha) sair da história. Pode ser apenas uma impressão, mas é o que fica diante da falta de qualquer explicação. Ainda sim, isso não altera o resultado final de forma significativa.
PS: Spike Jonze é roteirista e diretor do também belíssimo e sensível Onde Vivem os Monstros. Além de Adaptação e Quero Ser John Malkovich. Uma excelente carreira.