Em algum momento, não sei por quais motivos, mas posso imaginar, deixou-se de lado, no cenário do cinema brasileiro, o humor sombrio.
Embora tenhamos exemplos recentes, da década passada, eles quase sempre acabam isolados nas camadas mais profundas dos canais de cinefilia. Dito isso, recomendo o simpático ‘Guerra Conjugal’, do diretor Joaquim Pedro de Andrade, um filme que carrega parte do exposto acima, sem medo de chocar. Na obra, os absurdos dão o charme e guiam o expectador através de uma série de situações mirabolantes.
Tons de azul neon que transmitem uma sensação de algo longínquo, que não pode ser realizado; tons de uma frieza ardente, cintilante, como mostrado em certas partes do longa de Sevá. É algo indizível e tátil.
A presença de Deoxys, um dos pokémon mais formidáveis da franquia nipônica, eleva o patamar do longa; o dragão Rayquaza, por sua vez, é como se fosse o antagonista central, o chefão. No entanto, a maior ameaça está centrada na desordem tecnológica, na escassez de conhecimento sobre o mundo e seus meandros, e nas inseguranças humanas.
Eu aprecio a visão feminina imprimida nos trabalhos da Dorota Kędzierzawska. O olhar sensível de uma diretora experiente, não tenha dúvidas, pode resultar num baita filme como ‘Corvos’, que explora o olhar infantil em um macrocosmo governado pelo patriarcado opressor.
O agradável ‘Alice dos Anjos’, de Daniel Leite Almeida, é um longa-metragem infantil repleto de magia à la o conto do escritor Lewis Carroll. Traz uma abordagem cativante e teatral, porém parte do texto beira o didatismo. Enfim... é um filme bem Sessão da Tarde!
Eu gostei do rumo que o longa tomou, e eu gostei da maquiagem também. No entanto, faltou acréscimos à atmosfera de terror sobrenatural. Queria ter visto mais do prédio, sabe, queria saber mais a respeito dos hóspedes.
O segundo capítulo da franquia ‘Mononoke’, intitulado ‘Mononoke O Filme: Capítulo II - As Cinzas da Ira’, já está disponível na Netflix. Chegou ontem, 14/08. Pois bem, eu assisti e... gostei muitíssimo – ainda mais que o primeiro.
Mesmo que, em alguns momentos, possa parecer uma “cópia e cola” do primeiro longa da série animada – o que não configura demérito à obra –, o desenvolvimento e as interjeições, ligando todos os personagens, são pontos muito assertivos aqui. Tornou-se o meu filme favorito do ano!
Os deslizes surgem logo nos primeiros minutos – alguns muito perceptíveis –, mas dá para contornar a situação; infelizmente, após uma série de acontecimentos que pouco acrescentam ao drama, torna-se algo ilógico e preguiçoso. Falta um fio condutor.
‘Tito e os Pássaros’ é uma animação fora da curva. Levei um tempo para admirá-la melhor, perdão! Cada frame “pintado” como um quadro feito à excelência, é muito lindo. Pode-se notar uma presença monstruosa (nos olhares, nos planos e, obviamente, no contraste do amarelo, este simbolizando enfermidade/calamidade) que vai, aos poucos, cerceando todos os personagens. É tenso, é criativo... e é emocionante também!
Impressionante a paleta visual utilizada no longa-metragem do cineasta indiano Mani Kaul. A trama é forte o bastante para sustentar o mistério e os dilemas morais retratados. É apaixonante – visualmente falando –, mas também triste, contemplar os olhos vívidos escondidos pelo véu dos costumes.
Há tantos pontos positivos nesta animação brasileira, que os poucos tropeços acabam ficando de lado.
Trata-se de um longa-metragem colorido, alegre, e dançante, focado na jornada de uma banda, mas não para por aí, não! ‘Abá e Sua Banda’ discorre (de forma breve, mas consciente, menos mal) a respeito da consciência de classes, do poder da manifestação social/artística frente ao autoritarismo da burguesia. Achei bonitinho.
Tornou-se o meu favorito da trilogia. A ambição do diretor eleva ao nível todos os principais elementos de horror – apresentados direta ou indiretamente – do longa-metragem trash, e que trash do caramba! O Ash fugindo da ameaça invisível, que não demora a surgir, dá uma sensação de perigo real; fiquei aterrorizado.
É o ‘Festa da Salsicha’ para todos os públicos, com direito a deliciosas cenas de personagens comestíveis lutando contra uma ameaça maior. Uma piração!
Eu nunca tinha visto uma animação brasileira mostrar algum tipo de “encontro espiritual” entre duas das figuras mais emblemáticas da História do Brasil, representantes da cultura popular nordestina. Estou completamente fascinado pelo poder da imagética contido na obra animada, que possui forte influência da arte estrangeira, bem como traços da cultura regional.
A sobreposição de elementos folclóricos às temáticas sociais, na maior parte das vezes, provoca uma estranheza, oculta, agradável aos olhos. Em outras circunstâncias, a ascendente atmosfera de terror, feita com esmero, causa o choque (através de gritos e expressões extravagantes). Grandessíssima direção do Chico Liberato.
‘Verônica’ é um thriller arrepiante, dotado de expressividade (direção e atuações, principalmente), viciante! E a Andréa Beltrão, nossa senhora, está fabulosa!
Fracasso retumbante desde a sua concepção, o filme ‘E.A.S. - Esquadrão Antissequestro’ lembra qualquer enlatado norte-americano, que o público brasileiro adora venerar, lançado aos montes todo ano. Montagem tenebrosa! Direção, pior ainda!
Surpreendente em vários momentos, especialmente na maneira como reconstrói alguns traumas de infância. O filme brinca com a nossa imaginação, nos fazendo pensar e torcer por aquelas pessoas. O clima de tensão cresce conforme o protagonista vai amadurecendo, aprendendo a ser ele mesmo. Muito bonito!
Grande representação da cultura baiana, que continua sendo resistência contra o colonialismo dos tempos atuais. Um documentário muito importante para preservação da identidade de um povo. Indispensável!
Guerra Conjugal
3.4 18Em algum momento, não sei por quais motivos, mas posso imaginar, deixou-se de lado, no cenário do cinema brasileiro, o humor sombrio.
Embora tenhamos exemplos recentes, da década passada, eles quase sempre acabam isolados nas camadas mais profundas dos canais de cinefilia. Dito isso, recomendo o simpático ‘Guerra Conjugal’, do diretor Joaquim Pedro de Andrade, um filme que carrega parte do exposto acima, sem medo de chocar. Na obra, os absurdos dão o charme e guiam o expectador através de uma série de situações mirabolantes.
Real Desejo
3.3 3Tons de azul neon que transmitem uma sensação de algo longínquo, que não pode ser realizado; tons de uma frieza ardente, cintilante, como mostrado em certas partes do longa de Sevá. É algo indizível e tátil.
Na Senda do Crime
3.5 9A metalinguagem sendo empregada com êxito e refino, algo raro de se ver nos dias de hoje.
Pokémon, O Filme 7: Alma Gêmea
3.5 38 Assista AgoraA presença de Deoxys, um dos pokémon mais formidáveis da franquia nipônica, eleva o patamar do longa; o dragão Rayquaza, por sua vez, é como se fosse o antagonista central, o chefão. No entanto, a maior ameaça está centrada na desordem tecnológica, na escassez de conhecimento sobre o mundo e seus meandros, e nas inseguranças humanas.
Corvos
4.1 38Eu aprecio a visão feminina imprimida nos trabalhos da Dorota Kędzierzawska. O olhar sensível de uma diretora experiente, não tenha dúvidas, pode resultar num baita filme como ‘Corvos’, que explora o olhar infantil em um macrocosmo governado pelo patriarcado opressor.
Alice dos Anjos
3.9 6O agradável ‘Alice dos Anjos’, de Daniel Leite Almeida, é um longa-metragem infantil repleto de magia à la o conto do escritor Lewis Carroll. Traz uma abordagem cativante e teatral, porém parte do texto beira o didatismo. Enfim... é um filme bem Sessão da Tarde!
Prédio Vazio
2.5 37Eu gostei do rumo que o longa tomou, e eu gostei da maquiagem também. No entanto, faltou acréscimos à atmosfera de terror sobrenatural. Queria ter visto mais do prédio, sabe, queria saber mais a respeito dos hóspedes.
Mononoke - O Filme: Capítulo 2 - As Cinzas da …
4.1 4 Assista AgoraO segundo capítulo da franquia ‘Mononoke’, intitulado ‘Mononoke O Filme: Capítulo II - As Cinzas da Ira’, já está disponível na Netflix. Chegou ontem, 14/08. Pois bem, eu assisti e... gostei muitíssimo – ainda mais que o primeiro.
Mesmo que, em alguns momentos, possa parecer uma “cópia e cola” do primeiro longa da série animada – o que não configura demérito à obra –, o desenvolvimento e as interjeições, ligando todos os personagens, são pontos muito assertivos aqui. Tornou-se o meu filme favorito do ano!
10/10
Com Unhas e Dentes
2.3 28Os deslizes surgem logo nos primeiros minutos – alguns muito perceptíveis –, mas dá para contornar a situação; infelizmente, após uma série de acontecimentos que pouco acrescentam ao drama, torna-se algo ilógico e preguiçoso. Falta um fio condutor.
Tito e os Pássaros
3.5 32‘Tito e os Pássaros’ é uma animação fora da curva. Levei um tempo para admirá-la melhor, perdão! Cada frame “pintado” como um quadro feito à excelência, é muito lindo. Pode-se notar uma presença monstruosa (nos olhares, nos planos e, obviamente, no contraste do amarelo, este simbolizando enfermidade/calamidade) que vai, aos poucos, cerceando todos os personagens. É tenso, é criativo... e é emocionante também!
Assistido em 21-07-2025 (quarta vez)
O Homem da Capa Preta
3.6 61Zé Wilker em mais um de seus tantos papéis marcantes. Que atuação monstruoso, ele serviu muito!
In Two Minds
4.0 7Impressionante a paleta visual utilizada no longa-metragem do cineasta indiano Mani Kaul. A trama é forte o bastante para sustentar o mistério e os dilemas morais retratados. É apaixonante – visualmente falando –, mas também triste, contemplar os olhos vívidos escondidos pelo véu dos costumes.
Abá e sua banda
3.2 5Há tantos pontos positivos nesta animação brasileira, que os poucos tropeços acabam ficando de lado.
Trata-se de um longa-metragem colorido, alegre, e dançante, focado na jornada de uma banda, mas não para por aí, não! ‘Abá e Sua Banda’ discorre (de forma breve, mas consciente, menos mal) a respeito da consciência de classes, do poder da manifestação social/artística frente ao autoritarismo da burguesia. Achei bonitinho.
Uma Noite Alucinante 2
3.8 730 Assista AgoraTornou-se o meu favorito da trilogia. A ambição do diretor eleva ao nível todos os principais elementos de horror – apresentados direta ou indiretamente – do longa-metragem trash, e que trash do caramba! O Ash fugindo da ameaça invisível, que não demora a surgir, dá uma sensação de perigo real; fiquei aterrorizado.
Rio Cigano
3.4 11Um bom filme sobre tradição e crenças. A fotografia é belíssima e, consequentemente, dá um tom especial à obra.
Xangai - Estampas Eucacol
4.0 1Repertório muito proveitoso, e a canção da Cátia França foi um acerto certeiro.
Foodiverso Uma Galáxia em Perigo
1.9 2 Assista AgoraÉ o ‘Festa da Salsicha’ para todos os públicos, com direito a deliciosas cenas de personagens comestíveis lutando contra uma ameaça maior. Uma piração!
Ritos de Passagem
3.6 5Eu nunca tinha visto uma animação brasileira mostrar algum tipo de “encontro espiritual” entre duas das figuras mais emblemáticas da História do Brasil, representantes da cultura popular nordestina. Estou completamente fascinado pelo poder da imagética contido na obra animada, que possui forte influência da arte estrangeira, bem como traços da cultura regional.
A sobreposição de elementos folclóricos às temáticas sociais, na maior parte das vezes, provoca uma estranheza, oculta, agradável aos olhos. Em outras circunstâncias, a ascendente atmosfera de terror, feita com esmero, causa o choque (através de gritos e expressões extravagantes). Grandessíssima direção do Chico Liberato.
Verônica
3.5 476‘Verônica’ é um thriller arrepiante, dotado de expressividade (direção e atuações, principalmente), viciante! E a Andréa Beltrão, nossa senhora, está fabulosa!
E.A.S.: Esquadrão Antissequestro
1.4 9 Assista AgoraFracasso retumbante desde a sua concepção, o filme ‘E.A.S. - Esquadrão Antissequestro’ lembra qualquer enlatado norte-americano, que o público brasileiro adora venerar, lançado aos montes todo ano. Montagem tenebrosa! Direção, pior ainda!
Super-Herói: O Filme
2.5 852 Assista AgoraExtremamente forçado? Sim! Um bom filme de super herói? Jamais! Mas... Eu arranquei algumas gargalhadas, então valeu só pelos absurdos!
Copperman: Um Herói Especial
3.0 7 Assista AgoraSurpreendente em vários momentos, especialmente na maneira como reconstrói alguns traumas de infância. O filme brinca com a nossa imaginação, nos fazendo pensar e torcer por aquelas pessoas. O clima de tensão cresce conforme o protagonista vai amadurecendo, aprendendo a ser ele mesmo. Muito bonito!
A Turma da Mônica em A Princesa e o Robô
3.7 82Um bom filme que vai arrefecendo rapidamente, antes da primeira meia hora. Alguns personagens, como a Mônica, receberam pouco destaque.
Quilombos da Bahia
4.4 2Grande representação da cultura baiana, que continua sendo resistência contra o colonialismo dos tempos atuais. Um documentário muito importante para preservação da identidade de um povo. Indispensável!