Que trabalho audaz! Uma mise en scène que aproveita ao máximo a força dos elementos em cena, especialmente os inanimados, e potencializa os sentimentos dos personagens. ‘Juliana do Amor Perdido’ cativa rapidamente, e o diretor manja muito de cinema. Sensacional!
A diva Marcélia Cartaxo entrega uma atuação surpreendente, o mistério tem seus pontos interessantes, e a direção, na minha opinião, derrapa algumas vezes. Queria gostar mais!
Não consigo descrever o quanto amo a dupla Grande Otelo e Ankito. Assim como em outros trabalhos, eles estão adoráveis aqui neste longa do Roberto Farias.
Acho que assisti a um dos melhores filmes do cinema nacional. Um filme pungente e tempestuoso! Fez-me lembrar ‘Limite’ (1931), de Mario Peixoto. Eu continuo a pensar acerca da ousadia presente no longa de Sérgio Ricardo, também diretor do encantador ‘A Noite do Espantalho’.
Grande Otelo fala tudo sem precisar proferir uma só palavra. Na cena mais dramática, das mais marcantes do cinema brasileiro, ele arrepia. É magnífico!
Gianni Pons entrega um trabalho caprichoso. Muito impressionante o jogo psicológico por trás de ‘Veneno’, cujo o objetivo central é manter a tensão até os últimos instantes. E funciona!
Em algum momento, não sei por quais motivos, mas posso imaginar, deixou-se de lado, no cenário do cinema brasileiro, o humor sombrio.
Embora tenhamos exemplos recentes, da década passada, eles quase sempre acabam isolados nas camadas mais profundas dos canais de cinefilia. Dito isso, recomendo o simpático ‘Guerra Conjugal’, do diretor Joaquim Pedro de Andrade, um filme que carrega parte do exposto acima, sem medo de chocar. Na obra, os absurdos dão o charme e guiam o expectador através de uma série de situações mirabolantes.
Tons de azul neon que transmitem uma sensação de algo longínquo, que não pode ser realizado; tons de uma frieza ardente, cintilante, como mostrado em certas partes do longa de Sevá. É algo indizível e tátil.
A presença de Deoxys, um dos pokémon mais formidáveis da franquia nipônica, eleva o patamar do longa; o dragão Rayquaza, por sua vez, é como se fosse o antagonista central, o chefão. No entanto, a maior ameaça está centrada na desordem tecnológica, na escassez de conhecimento sobre o mundo e seus meandros, e nas inseguranças humanas.
Eu aprecio a visão feminina imprimida nos trabalhos da Dorota Kędzierzawska. O olhar sensível de uma diretora experiente, não tenha dúvidas, pode resultar num baita filme como ‘Corvos’, que explora o olhar infantil em um macrocosmo governado pelo patriarcado opressor.
O agradável ‘Alice dos Anjos’, de Daniel Leite Almeida, é um longa-metragem infantil repleto de magia à la o conto do escritor Lewis Carroll. Traz uma abordagem cativante e teatral, porém parte do texto beira o didatismo. Enfim... é um filme bem Sessão da Tarde!
Eu gostei do rumo que o longa tomou, e eu gostei da maquiagem também. No entanto, faltou acréscimos à atmosfera de terror sobrenatural. Queria ter visto mais do prédio, sabe, queria saber mais a respeito dos hóspedes.
O segundo capítulo da franquia ‘Mononoke’, intitulado ‘Mononoke O Filme: Capítulo II - As Cinzas da Ira’, já está disponível na Netflix. Chegou ontem, 14/08. Pois bem, eu assisti e... gostei muitíssimo – ainda mais que o primeiro.
Mesmo que, em alguns momentos, possa parecer uma “cópia e cola” do primeiro longa da série animada – o que não configura demérito à obra –, o desenvolvimento e as interjeições, ligando todos os personagens, são pontos muito assertivos aqui. Tornou-se o meu filme favorito do ano!
Os deslizes surgem logo nos primeiros minutos – alguns muito perceptíveis –, mas dá para contornar a situação; infelizmente, após uma série de acontecimentos que pouco acrescentam ao drama, torna-se algo ilógico e preguiçoso. Falta um fio condutor.
‘Tito e os Pássaros’ é uma animação fora da curva. Levei um tempo para admirá-la melhor, perdão! Cada frame “pintado” como um quadro feito à excelência, é muito lindo. Pode-se notar uma presença monstruosa (nos olhares, nos planos e, obviamente, no contraste do amarelo, este simbolizando enfermidade/calamidade) que vai, aos poucos, cerceando todos os personagens. É tenso, é criativo... e é emocionante também!
Impressionante a paleta visual utilizada no longa-metragem do cineasta indiano Mani Kaul. A trama é forte o bastante para sustentar o mistério e os dilemas morais retratados. É apaixonante – visualmente falando –, mas também triste, contemplar os olhos vívidos escondidos pelo véu dos costumes.
Há tantos pontos positivos nesta animação brasileira, que os poucos tropeços acabam ficando de lado.
Trata-se de um longa-metragem colorido, alegre, e dançante, focado na jornada de uma banda, mas não para por aí, não! ‘Abá e Sua Banda’ discorre (de forma breve, mas consciente, menos mal) a respeito da consciência de classes, do poder da manifestação social/artística frente ao autoritarismo da burguesia. Achei bonitinho.
Tornou-se o meu favorito da trilogia. A ambição do diretor eleva ao nível todos os principais elementos de horror – apresentados direta ou indiretamente – do longa-metragem trash, e que trash do caramba! O Ash fugindo da ameaça invisível, que não demora a surgir, dá uma sensação de perigo real; fiquei aterrorizado.
Juliana do Amor Perdido
3.9 10Que trabalho audaz! Uma mise en scène que aproveita ao máximo a força dos elementos em cena, especialmente os inanimados, e potencializa os sentimentos dos personagens. ‘Juliana do Amor Perdido’ cativa rapidamente, e o diretor manja muito de cinema. Sensacional!
A Praia do Fim do Mundo
3.5 8A diva Marcélia Cartaxo entrega uma atuação surpreendente, o mistério tem seus pontos interessantes, e a direção, na minha opinião, derrapa algumas vezes. Queria gostar mais!
Os Marginais
3.8 1Encantador, provocar, e disruptivo.
O Desafio
3.8 23A segunda experiência foi melhor que a anterior. Algumas nuances havia deixado passar batido.
Um Candango na Belacap
3.5 11 Assista AgoraNão consigo descrever o quanto amo a dupla Grande Otelo e Ankito. Assim como em outros trabalhos, eles estão adoráveis aqui neste longa do Roberto Farias.
Esse Mundo é Meu
4.0 10Acho que assisti a um dos melhores filmes do cinema nacional. Um filme pungente e tempestuoso! Fez-me lembrar ‘Limite’ (1931), de Mario Peixoto. Eu continuo a pensar acerca da ousadia presente no longa de Sérgio Ricardo, também diretor do encantador ‘A Noite do Espantalho’.
Maria 38
3.6 7Muito divertido! Trata-se de uma história clichê com alguns bons momentos de aventura e ação.
Amei um Bicheiro
3.5 10Grande Otelo fala tudo sem precisar proferir uma só palavra. Na cena mais dramática, das mais marcantes do cinema brasileiro, ele arrepia. É magnífico!
Veneno
3.6 11Gianni Pons entrega um trabalho caprichoso. Muito impressionante o jogo psicológico por trás de ‘Veneno’, cujo o objetivo central é manter a tensão até os últimos instantes. E funciona!
Guerra Conjugal
3.4 18Em algum momento, não sei por quais motivos, mas posso imaginar, deixou-se de lado, no cenário do cinema brasileiro, o humor sombrio.
Embora tenhamos exemplos recentes, da década passada, eles quase sempre acabam isolados nas camadas mais profundas dos canais de cinefilia. Dito isso, recomendo o simpático ‘Guerra Conjugal’, do diretor Joaquim Pedro de Andrade, um filme que carrega parte do exposto acima, sem medo de chocar. Na obra, os absurdos dão o charme e guiam o expectador através de uma série de situações mirabolantes.
Real Desejo
3.3 3Tons de azul neon que transmitem uma sensação de algo longínquo, que não pode ser realizado; tons de uma frieza ardente, cintilante, como mostrado em certas partes do longa de Sevá. É algo indizível e tátil.
Na Senda do Crime
3.5 9A metalinguagem sendo empregada com êxito e refino, algo raro de se ver nos dias de hoje.
Pokémon, O Filme 7: Alma Gêmea
3.5 38A presença de Deoxys, um dos pokémon mais formidáveis da franquia nipônica, eleva o patamar do longa; o dragão Rayquaza, por sua vez, é como se fosse o antagonista central, o chefão. No entanto, a maior ameaça está centrada na desordem tecnológica, na escassez de conhecimento sobre o mundo e seus meandros, e nas inseguranças humanas.
Corvos
4.1 38Eu aprecio a visão feminina imprimida nos trabalhos da Dorota Kędzierzawska. O olhar sensível de uma diretora experiente, não tenha dúvidas, pode resultar num baita filme como ‘Corvos’, que explora o olhar infantil em um macrocosmo governado pelo patriarcado opressor.
Alice dos Anjos
3.9 6O agradável ‘Alice dos Anjos’, de Daniel Leite Almeida, é um longa-metragem infantil repleto de magia à la o conto do escritor Lewis Carroll. Traz uma abordagem cativante e teatral, porém parte do texto beira o didatismo. Enfim... é um filme bem Sessão da Tarde!
Prédio Vazio
2.5 38Eu gostei do rumo que o longa tomou, e eu gostei da maquiagem também. No entanto, faltou acréscimos à atmosfera de terror sobrenatural. Queria ter visto mais do prédio, sabe, queria saber mais a respeito dos hóspedes.
Mononoke - O Filme: Capítulo 2 - As Cinzas da …
4.2 4 Assista AgoraO segundo capítulo da franquia ‘Mononoke’, intitulado ‘Mononoke O Filme: Capítulo II - As Cinzas da Ira’, já está disponível na Netflix. Chegou ontem, 14/08. Pois bem, eu assisti e... gostei muitíssimo – ainda mais que o primeiro.
Mesmo que, em alguns momentos, possa parecer uma “cópia e cola” do primeiro longa da série animada – o que não configura demérito à obra –, o desenvolvimento e as interjeições, ligando todos os personagens, são pontos muito assertivos aqui. Tornou-se o meu filme favorito do ano!
10/10
Com Unhas e Dentes
2.3 29Os deslizes surgem logo nos primeiros minutos – alguns muito perceptíveis –, mas dá para contornar a situação; infelizmente, após uma série de acontecimentos que pouco acrescentam ao drama, torna-se algo ilógico e preguiçoso. Falta um fio condutor.
Tito e os Pássaros
3.5 32‘Tito e os Pássaros’ é uma animação fora da curva. Levei um tempo para admirá-la melhor, perdão! Cada frame “pintado” como um quadro feito à excelência, é muito lindo. Pode-se notar uma presença monstruosa (nos olhares, nos planos e, obviamente, no contraste do amarelo, este simbolizando enfermidade/calamidade) que vai, aos poucos, cerceando todos os personagens. É tenso, é criativo... e é emocionante também!
Assistido em 21-07-2025 (quarta vez)
O Homem da Capa Preta
3.6 62Zé Wilker em mais um de seus tantos papéis marcantes. Que atuação monstruoso, ele serviu muito!
In Two Minds
4.0 7Impressionante a paleta visual utilizada no longa-metragem do cineasta indiano Mani Kaul. A trama é forte o bastante para sustentar o mistério e os dilemas morais retratados. É apaixonante – visualmente falando –, mas também triste, contemplar os olhos vívidos escondidos pelo véu dos costumes.
Abá e sua banda
3.2 5Há tantos pontos positivos nesta animação brasileira, que os poucos tropeços acabam ficando de lado.
Trata-se de um longa-metragem colorido, alegre, e dançante, focado na jornada de uma banda, mas não para por aí, não! ‘Abá e Sua Banda’ discorre (de forma breve, mas consciente, menos mal) a respeito da consciência de classes, do poder da manifestação social/artística frente ao autoritarismo da burguesia. Achei bonitinho.
Uma Noite Alucinante 2
3.8 736Tornou-se o meu favorito da trilogia. A ambição do diretor eleva ao nível todos os principais elementos de horror – apresentados direta ou indiretamente – do longa-metragem trash, e que trash do caramba! O Ash fugindo da ameaça invisível, que não demora a surgir, dá uma sensação de perigo real; fiquei aterrorizado.
Rio Cigano
3.4 11Um bom filme sobre tradição e crenças. A fotografia é belíssima e, consequentemente, dá um tom especial à obra.