Meu Avô Stanislau acerta ao valorizar um Brasil culturalmente rico e pouco visto nas telas, com cenários bonitos e uma proposta afetiva sobre laços familiares e tradições ucranianas no Paraná. Mas, na prática, o filme tropeça na previsibilidade e em um tom excessivamente “fofinho”. A história do adolescente gamer deslocado para o campo é tão tradicional que poderia ser substituída por qualquer outra situação parecida sem perder muito impacto. Faltou ousadia narrativa e conflito real, tudo segue um roteiro confortável demais, sem surpresas ou tensão dramática que realmente comova ou provoque reflexão profunda. Além disso, a condução emocional parece por vezes arrastada e simplista, como se cada personagem estivesse preso a um manual de boa intenção em vez de ganhar complexidade verdadeira. Mesmo com boas intenções e cenas bonitas, o filme pouco arrisca e soar algo genérico para quem já viu histórias parecidas sobre reconexão família/campo. Em resumo: um filme agradável à vista e com boas intenções culturais, mas que perde força por não aprofundar seus conflitos e por seguir fórmulas narrativas previsíveis demais, genéricas. (se o roteirista divulgasse que todo roteiro foi feito por IA não iria ficar surpreso)
O Agente Secreto não é um filme de espionagem pra empolgar, é um filme pra inquietar. Kleber Mendonça Filho usa o rótulo de thriller político só como isca. O que ele realmente entrega é um retrato sufocante de um país onde vigiar, desconfiar e sobreviver fazem parte da rotina. A espionagem aqui não é glamourosa: é burocrática, paranoica e silenciosa. E isso é justamente o que torna o filme tão incômodo. O protagonista (vivido por Wagner Moura) carrega o peso de alguém que sabe demais e não pode confiar em ninguém, nem em si mesmo. O filme cresce nos silêncios, nos olhares e na sensação constante de ameaça invisível. Não tem ação explosiva nem grandes viradas de roteiro. Tem clima. Tem tensão. Tem medo cotidiano. Pode frustrar quem espera um thriller tradicional, com ritmo acelerado e respostas claras. O Agente Secreto prefere confundir, provocar e deixar perguntas no ar. Às vezes até demais. Mas é um risco consciente: o desconforto faz parte da experiência.
Em Resumo: Espionagem sem glamour, política sem discurso fácil e tensão que vem do silêncio. Um filme que observa mais do que explica, e justamente por isso incomoda. Cinema adulto, denso e paciente. Não é pra todo mundo, mas é pra quem gosta de sair do filme pensando.
Passando pela TVE acabei caindo nesse filme do catálogo brasileiro, Dira Paes novinha, sentei no sofá e comecei assistir Corisco & Dadá é menos um filme sobre o cangaço e mais um filme sobre paixão em estado bruto. Rosemberg Cariry foge da visão folclórica e entrega um retrato intenso, quase poético, de duas figuras engolidas pelo próprio mito. Corisco não é herói nem vilão clássico, é fúria, delírio e desespero andando pelo sertão. Dadá, por sua vez, não é sombra de ninguém: é força, dor e resistência num mundo que não perdoa mulheres que ousam existir fora da regra. O filme tem um ritmo irregular, às vezes contemplativo demais, mas isso parece proposital. O sertão aqui não é cenário, é estado de espírito. Seco, violento, silencioso. A fotografia é crua, e a trilha ajuda a criar um clima quase místico, como se a história estivesse sendo contada por uma memória ferida. Não é um filme fácil. Falta apelo comercial, falta conforto, falta pressa. Mas sobra identidade. Corisco & Dadá não quer agradar, quer marcar. E marca justamente por tratar seus personagens como humanos falhos, presos entre amor, loucura e sobrevivência.
Em Resumo: Um filme áspero, intenso e apaixonado. Mais sentimento do que narrativa clássica. Cinema brasileiro que incomoda, mas permanece. Esse é para quem gosta de cinema com poeira, sangue e alma
02/11/2025 O Clube do Crime das Quintas-Feiras Nota: 6/10
O Clube do Crime das Quintas-Feiras tem um inicio ok e, quando você percebe, já tá com aquele sorriso de canto de boca e o coração quentinho. Não por ser perfeito, ele tá longe disso, mas porque tem charme, carisma e um elenco que parece estar se divertindo tanto que você entra na brincadeira quase sem querer.
A trama mistura mistério leve com humor britânico e um toque agridoce sobre solidão, amizade e o tempo passando. Nada de ação frenética, nada de reviravoltas mirabolantes de roteiro tentando ser “gênio”. É papo reto: velhinhos inteligentes, sarcásticos e perigosamente curiosos resolvendo crimes enquanto tomam chá, eu acho honestamente esse já é um baita argumento.
Só que aqui vai o lado ácido: o filme às vezes brinca demais com a própria fofura. Tem momentos que quase escorregam, aquela coisa meio Netflix “bonitinha, porém controlada”. Falta uma mordida mais firme em alguns pontos mais sombrios da história. Dava pra ser um pouco mais ousado no drama, um pouco menos confortável nas soluções.
Mas olha… quando acerta, acerta com elegância. O timing cômico é afiado, os personagens são deliciosos e o clima de “mistério pra relaxar” funciona como um abraço pra alma cansada.
Em Resumo: Mistério leve, humor britânico maroto e um elenco que brilha sem esforço. O filme não revoluciona nada, mas entrega charme, risadas discretas e uma melancolia bonita por trás da brincadeira. Perfeito pra quem quer ser entretido sem precisar de adrenalina, só inteligência e um bom chá.
Guerra Civil é menos sobre tiros e explosões e mais sobre o preço da apatia.
Alex Garland não faz um filme de ação comum, faz um retrato perturbador de um país em ruínas, onde o caos parece mais próximo da realidade do que a gente gostaria. O longa mistura adrenalina e desconforto: cada cena de tiroteio é brutal, mas o que mais pega é a tensão psicológica, a sensação de que ninguém ali é realmente herói.
O que Garland mostra é um retrato de como sociedades podem desmoronar não só pela violência, mas pela falta de humanidade no meio dela. A câmera não está interessada em quem vence ou perde, mas em como todos se transformam ao serem engolidos pelo caos.
O quarteto central (Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny e Stephen McKinley Henderson) vira quase uma lente e funciona bem, cada personagem representa uma reação possível diante do colapso: cinismo, esperança, trauma ou apenas sobrevivência. A fotografia é suja, nervosa, e a trilha faz o coração bater no ritmo da guerra.
Diferente de um blockbuster tradicional, aqui não existe catarse. Não há vitória para se comemorar, nem lição pronta para levar pra casa. É um filme que pesa, que fica na cabeça dias depois, como um pesadelo que insiste em voltar. Pode não agradar a todos, mas quem embarca entende que não é sobre entretenimento, é sobre encarar o abismo de uma sociedade em ruinas.
O roteiro tem suas falhas, Garland parece mais interessado em nos jogar no caos do que em contar uma história redondinha. Isso pode incomodar quem espera explicações, mas faz sentido dentro da proposta: mostrar o colapso como algo cru e sem respostas fáceis.
Em Resumo: Não é ação por ação, é reflexão embrulhada em pólvora. Um filme que incomoda porque espelha a fragilidade da nossa realidade/sociedade.
🦸♂️ “O herói que a gente precisava, com o coração no lugar certo.”
Depois de anos vendo versões sombrias e introspectivas do Superman, James Gunn entrega algo que eu, sinceramente, já achava que não ia mais ver: um Clark Kent otimista, esperançoso e humano, sem parecer bobo. E isso, pra mim, é o grande acerto do filme. David Corenswet segura bem o manto, ele não tenta ser o novo Henry Cavill, nem o velho Christopher Reeve. Ele cria um Superman dele: gentil, forte, mas com dúvidas reais.
O filme tem ritmo leve, bons diálogos e uma Lois Lane afiada, que não serve só como par romântico. Lex Luthor volta com aquele jeitão calculista, cheio de discurso perigoso, e isso dá um tempero mais político (sem pesar demais). E sim, o Krypto está lá, confesso que achei que seria forçado, mas no fim seu jeito agitado é parte do charme do cãozinho.
Agora, nem tudo é perfeito: o terceiro ato é meio genérico, o CGI pesa um pouco, e alguns personagens do universo DC aparecem só pra mostrar que vão voltar depois. Mas isso não tira o brilho do que o filme faz de melhor: lembrar que ser herói também é ser inspiração.
Em Resumo: Superman é leve, emocionante e traz de volta o símbolo de esperança que o personagem sempre foi. Não é só um reboot, é um resgate. Se você curte herói com alma e não só músculo, esse aqui entrega.
23/07/2025 Quarteto Fantástico: Primeiros Passos Nota: 7/10
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente acerta o tom. Depois de anos de filmes esquecíveis, a Marvel entrega uma versão estilosa e emocional que foca no que importa: a família. A estética retrô-futurista dá um ar diferente, meio vintage, meio sci-fi de gibi clássico que acaba funcionando bem em tela.
Pedro Pascal tá firme como o Sr. Fantástico, e o resto do elenco encaixa certinho. Mas o filme corre demais, parece ter medo de se aprofundar, e deixa temas interessantes meio soltos, como o dilema do Coisa e os riscos da gravidez da Sue.
Visualmente é bonito, mas o Galactus decepciona, senti ele meio nerfado, não tão ameaçador como deveria ser, mais efeitos visuais estão excelentes. Ainda assim, o clima de aventura e o coração da história compensam.
Em resumo: Charmoso, rápido demais e com alma. O Quarteto voltou, e dessa vez, é com coração e estilo.
16/07/2025 Raul – O Início, o Fim e o Meio Nota: 9/10
Raul – O Início, o Fim e o Meio é um documentário pesado e bem montado que mostra Raul Seixas por inteiro na sua figura de gênio, rebelde e o homem cheio de contradições. Tem depoimentos fortes (Paulo Coelho, Caetano, família e amigos), imagens raras e uma vibe que mistura caos e poesia, igual como o próprio Raul era, saber sobre a primeira versão da letra "Por quem os sinos dobram" nossa, fantástico saber desses detalhes.
A direção acerta ao não romantizar, é menos tributo e mais depoimentos, mostra o artista como um homem em guerra com o sistema, com os outros e consigo mesmo. A vida dele foi rock’n’roll até o fim, e o documentário respeita isso.
Uma coleção de depoimentos que acaba deixando o lado musical frio e a música fica em segundo plano, a emoção dá uma esfriada. Mesmo assim, é um mergulho sincero e intenso na alma do Maluco Beleza.
Em resumo: profundo, carregado e emocionante com toda essência pra entender quem foi Raul.
Cinderela é um clássico cheio de encanto visual e músicas lindas que ficaram na memória. A animação é primorosa e os personagens secundários, como os ratinhos, são carismáticos e divertidos, acabam que salvando a trama.
Por outro lado, a protagonista é muito passiva e depende totalmente dos outros para mudar de vida, algo que hoje soa como antiquado. Ainda assim, é um filme que marcou gerações e continua irresistível pela atmosfera de conto de fadas e pela nostalgia que desperta.
Homem com H é um filme que se destaca justamente por fugir do formato tradicional de documentário. Em vez de contar a história de Ney Matogrosso de maneira cronológica ou didática, ele escolhe criar uma experiência sensorial, que valoriza a presença e a força estética do artista.
O longa é visualmente impactante e consegue transmitir a essência provocadora de Ney, que sempre usou a arte como forma de questionar padrões. Cada cena reforça essa liberdade criativa, sem se preocupar em dar respostas prontas.
É um retrato que aposta mais na emoção e no impacto visual do que na análise profunda, mas isso não é um defeito, é uma escolha. O filme quer que o público sinta a potência de Ney, e nisso ele é muito bem-sucedido.
Em resumo: Homem com H é uma homenagem intensa e bela a um artista único, que nunca teve medo de desafiar convenções. Um filme que faz da liberdade o seu maior tema.
Tempo de Guerra não é aquele filme de guerra cheio de heroísmo e frases de efeito. Aqui, é caos puro: um grupo de soldados cercado no meio do nada, sob ataque constante, tentando sobreviver. Sem trilha épica, sem discurso patriótico, só tensão, barulho de tiros e a paranoia de não saber se vai sair vivo.
O visual é sujo, fechado, claustrofóbico. A câmera te joga dentro da trincheira com os caras, e a sensação de sufoco é real. O elenco (Joseph Quinn, Kit Connor, Will Poulter e cia.) manda bem, mesmo sem grandes falas, é muito olhar, respiração e desespero.
É um filme que tem um começo curto, direto, e que não quer entreter, quer na verdade incomodar. Mostra o absurdo da guerra sem floreios, como um soco no estômago.
Em resumo: cruel, tenso e sem romantismo. Não é sobre vencer a guerra, é sobre sobreviver ao inferno.
O Melhor Amigo da Noiva entrega exatamente o que o título promete: um cara que só percebe que ama a melhor amiga quando ela está prestes a se casar com outro. Patrick Dempsey segura o filme com carisma, mas o roteiro é cheio de clichês, previsível do começo ao fim, e com pouca química real entre os protagonistas.
Tem algumas piadas que funcionam e o cenário na Escócia dá um charme extra, mas no geral é aquele tipo de comédia romântica feita no piloto automático, dá pra assistir sem pensar muito, mas não marca.
Em Resumo: leve, bonito de ver, mas bem genérico. Serve pra passar o tempo, mas não entrega nada de novo.
Mickey 17 é um sci-fi diferente e estiloso, com Robert Pattinson vivendo clones descartáveis em uma missão espacial. A ideia é boa, o visual é criativo e tem aquela crítica social esperta no fundo bem no estilo do diretor Bong Joon-ho.
Mas o roteiro se enrola um pouco, tem sátira, tem drama, tem ação... e às vezes parece que o filme não sabe o que quer ser. Fica divertido em alguns momentos, mas bagunçado em outros.
Em resumo: conceito legal, visual bonito, mas confuso e irregular. Vale pela vibe.
Só no Sertão tenta ser uma versão "nordestina" de Esqueceram de Mim, mas tropeça feio. A ideia de uma criança defendendo a fazenda tem até seu charme, mas o roteiro é fraco, sem criatividade e com piadas que não funcionam. Apesar do cenário bonito e da proposta regional, o filme não empolga e acaba sendo facilmente esquecível.
Em resumo: Boa intenção, execução fraca. Parece mais uma paródia sem graça do que uma homenagem divertida.
Edward Mãos de Tesoura é um conto gótico moderno dirigido por Tim Burton, que mistura fantasia, romance e crítica social. Johnny Depp interpreta Edward, um ser artificial com lâminas no lugar das mãos, que é acolhido por uma família suburbana.
O filme encanta pela sua estética única, trilha sonora marcante e pela sensibilidade com que aborda temas como aceitação, solidão e intolerância. A atuação delicada de Depp e o visual poético de Burton tornam a história inesquecível.
Em resumo: Um conto melancólico e visualmente deslumbrante sobre ser diferente em um mundo que valoriza a conformidade.
13/06/2025 Sabrina, Aprendiz de Feiticeira Nota: 3/10
O filme apresenta Sabrina Spellman, uma adolescente que descobre no seu 16º aniversário que é uma bruxa. Entre feitiços desajeitados e dilemas escolares, ela aprende a lidar com seus poderes e responsabilidades, sempre com humor leve e toques de magia.
A produção é simples e voltada para o público jovem, com uma narrativa divertida, carismática e cheia de charme adolescente dos anos 90. Melissa Joan Hart entrega uma performance simpática, e o humor ingênuo combina bem com o clima da época.
Em resumo: Uma comédia teen leve e encantadora, ideal para fãs de fantasia e nostalgia dos anos 90.
Podres de Ricos é uma comédia romântica vibrante que combina luxo extravagante, conflitos familiares e choque cultural. A trama acompanha Rachel, uma jovem chinesa-americana que descobre que o namorado é herdeiro de uma das famílias mais ricas de Cingapura.
O filme se destaca por seu elenco majoritariamente asiático, representatividade positiva e ambientação deslumbrante. Embora siga fórmulas típicas do gênero, entrega humor afiado, romance cativante e momentos emocionantes.
Em resumo: Uma comédia romântica charmosa e visualmente deslumbrante, com representatividade cultural e boas atuações.
O Advogado do Diabo é um thriller psicológico e sobrenatural que mistura direito, ambição e moralidade. Keanu Reeves interpreta um jovem advogado promissor que é seduzido pelo sucesso ao se juntar a uma firma liderada por John Milton, vivido intensamente por Al Pacino que rouba a cena com uma performance poderosa e carismática.
O filme levanta questões profundas sobre livre-arbítrio, ética e vaidade, com uma trama envolvente e diálogos impactantes. Embora tenha momentos exagerados e um final dramático demais para alguns, é memorável pela atmosfera sombria e pelas atuações marcantes.
Em resumo: Um suspense instigante, estiloso e provocador, com ótimo desempenho de Al Pacino e temas morais relevantes.
O Contador 2 traz de volta Ben Affleck como o contador Christian Wolff, agora em parceria com seu irmão Braxton (Jon Bernthal). A química entre os dois é o ponto forte do filme, com boas cenas de ação e momentos de humor leve no estilo "buddy movie".
No entanto, o roteiro é confuso, misturando tramas de conspiração, tráfico humano e assassinatos sem muito foco. Além disso, a tentativa de representar o autismo do protagonista é superficial e criticada como estereotipada.
Em resumo: um filme divertido para quem gosta de ação e dinâmica entre irmãos, mas com roteiro um pouco bagunçado.
O Contador é um thriller de ação estrelado por Ben Affleck como um contador autista e altamente treinado em combate, que trabalha para organizações criminosas. O filme mistura ação, suspense e drama psicológico de forma envolvente.
Affleck entrega uma atuação contida e eficaz, e o roteiro surpreende com reviravoltas e uma construção gradual do personagem. Apesar de alguns clichês e momentos forçados, o filme mantém o ritmo e prende a atenção até o fim.
Em resumo: Um thriller inteligente e diferente, com boas cenas de ação e um protagonista complexo.
Anjos da Lei 2 mantém o tom irreverente do primeiro filme, mas desta vez com os protagonistas infiltrados na faculdade. Jonah Hill e Channing Tatum continuam com ótima química e timing cômico, e o filme se destaca por fazer piada de si mesmo, inclusive das típicas sequências exageradas de Hollywood.
A fórmula é semelhante à do original, mas o humor metalinguístico e as piadas autodepreciativas renovam a experiência. Embora não traga muita novidade, entrega risadas garantidas e uma crítica bem-humorada às franquias.
Em resumo: Uma sequência divertida e autoconsciente que sabe rir de seus próprios exageros, mantendo o carisma e o humor afiado.
Anjos da Lei é uma comédia de ação que faz uma releitura irreverente da série dos anos 80. Estrelado por Jonah Hill e Channing Tatum, o filme surpreende com a química entre os protagonistas, equilibrando bem humor escrachado com cenas de ação dinâmicas.
A trama acompanha dois policiais desajeitados que se infiltram em uma escola para combater o tráfico de drogas. A história brinca com clichês de filmes adolescentes e policiais, e acerta ao rir de si mesma, oferecendo momentos hilários e autocríticos.
Em resumo: Uma comédia divertida, autoirônica e bem dirigida, com boa dose de ação e um elenco carismático.
O live-action Lilo & Stitch, dirigido por Dean Fleischer Camp, é uma releitura moderna do clássico animado de 2002. Mantendo a essência da história original, o filme apresenta Lilo, uma garota havaiana solitária, e Stitch, um experimento alienígena fugitivo, explorando juntos o verdadeiro significado de 'ohana' (família).
A produção destaca-se pela fidelidade visual e emocional ao original, com performances notáveis de Kealoha como Lilo e Sydney Agudong como Nani. Stitch, dublado novamente por Chris Sanders, encanta com seu carisma e travessuras, graças a um CGI de alta qualidade. Apesar de algumas críticas quanto à profundidade emocional e à ausência de certos elementos do original, o filme foi bem recebido, arrecadando (até o momento) US$ 392,6 milhões (pouco mais de R$ 2 bilhões) mundialmente e tornando-se um dos maiores sucessos de bilheteria de 2025.
Uma mudança significativa no enredo — Nani decidindo entregar a guarda de Lilo para seguir seus estudos, gerou controvérsias entre os fãs, que sentiram que isso contradizia a mensagem central de união familiar do original. No entanto, a direção defendeu a alteração como uma abordagem mais realista das lutas pessoais e familiares.
Em resumo, Lilo & Stitch é uma adaptação que equilibra nostalgia e inovação, oferecendo uma experiência visualmente impressionante e emocionalmente tocante, embora com algumas divergências em relação à obra original.
A imagem de dois trens em rota de colisão feitos por IA trazem mais emoção e entusiasmo que esse filme, e nem vou dizer q esse roteiro foi feito por IA que ofende a ferramenta 😂 Imagina quem pagou para assistir 🤡 Essa banda é do Brasil... Banda Dejavu!
Meu Avô Stanislau
2.9 7 Assista Agora02/02/2026
Meu Avô Stanislau
Nota: 2/10
Meu Avô Stanislau acerta ao valorizar um Brasil culturalmente rico e pouco visto nas telas, com cenários bonitos e uma proposta afetiva sobre laços familiares e tradições ucranianas no Paraná.
Mas, na prática, o filme tropeça na previsibilidade e em um tom excessivamente “fofinho”. A história do adolescente gamer deslocado para o campo é tão tradicional que poderia ser substituída por qualquer outra situação parecida sem perder muito impacto. Faltou ousadia narrativa e conflito real, tudo segue um roteiro confortável demais, sem surpresas ou tensão dramática que realmente comova ou provoque reflexão profunda.
Além disso, a condução emocional parece por vezes arrastada e simplista, como se cada personagem estivesse preso a um manual de boa intenção em vez de ganhar complexidade verdadeira. Mesmo com boas intenções e cenas bonitas, o filme pouco arrisca e soar algo genérico para quem já viu histórias parecidas sobre reconexão família/campo.
Em resumo: um filme agradável à vista e com boas intenções culturais, mas que perde força por não aprofundar seus conflitos e por seguir fórmulas narrativas previsíveis demais, genéricas.
(se o roteirista divulgasse que todo roteiro foi feito por IA não iria ficar surpreso)
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista Agora27/01/2026
O Agente Secreto
Nota: 8/10
O Agente Secreto não é um filme de espionagem pra empolgar, é um filme pra inquietar.
Kleber Mendonça Filho usa o rótulo de thriller político só como isca. O que ele realmente entrega é um retrato sufocante de um país onde vigiar, desconfiar e sobreviver fazem parte da rotina. A espionagem aqui não é glamourosa: é burocrática, paranoica e silenciosa. E isso é justamente o que torna o filme tão incômodo.
O protagonista (vivido por Wagner Moura) carrega o peso de alguém que sabe demais e não pode confiar em ninguém, nem em si mesmo. O filme cresce nos silêncios, nos olhares e na sensação constante de ameaça invisível. Não tem ação explosiva nem grandes viradas de roteiro. Tem clima. Tem tensão. Tem medo cotidiano.
Pode frustrar quem espera um thriller tradicional, com ritmo acelerado e respostas claras. O Agente Secreto prefere confundir, provocar e deixar perguntas no ar. Às vezes até demais. Mas é um risco consciente: o desconforto faz parte da experiência.
Em Resumo:
Espionagem sem glamour, política sem discurso fácil e tensão que vem do silêncio. Um filme que observa mais do que explica, e justamente por isso incomoda.
Cinema adulto, denso e paciente. Não é pra todo mundo, mas é pra quem gosta de sair do filme pensando.
Corisco & Dada
3.6 39 Assista Agora31/01/2026
Corisco & Dada
Nota: 6/10
Passando pela TVE acabei caindo nesse filme do catálogo brasileiro, Dira Paes novinha, sentei no sofá e comecei assistir
Corisco & Dadá é menos um filme sobre o cangaço e mais um filme sobre paixão em estado bruto.
Rosemberg Cariry foge da visão folclórica e entrega um retrato intenso, quase poético, de duas figuras engolidas pelo próprio mito. Corisco não é herói nem vilão clássico, é fúria, delírio e desespero andando pelo sertão. Dadá, por sua vez, não é sombra de ninguém: é força, dor e resistência num mundo que não perdoa mulheres que ousam existir fora da regra.
O filme tem um ritmo irregular, às vezes contemplativo demais, mas isso parece proposital. O sertão aqui não é cenário, é estado de espírito. Seco, violento, silencioso. A fotografia é crua, e a trilha ajuda a criar um clima quase místico, como se a história estivesse sendo contada por uma memória ferida.
Não é um filme fácil. Falta apelo comercial, falta conforto, falta pressa. Mas sobra identidade. Corisco & Dadá não quer agradar, quer marcar. E marca justamente por tratar seus personagens como humanos falhos, presos entre amor, loucura e sobrevivência.
Em Resumo:
Um filme áspero, intenso e apaixonado. Mais sentimento do que narrativa clássica. Cinema brasileiro que incomoda, mas permanece. Esse é para quem gosta de cinema com poeira, sangue e alma
O Clube do Crime das Quintas-Feiras
3.3 125 Assista Agora02/11/2025
O Clube do Crime das Quintas-Feiras
Nota: 6/10
O Clube do Crime das Quintas-Feiras tem um inicio ok e, quando você percebe, já tá com aquele sorriso de canto de boca e o coração quentinho. Não por ser perfeito, ele tá longe disso, mas porque tem charme, carisma e um elenco que parece estar se divertindo tanto que você entra na brincadeira quase sem querer.
A trama mistura mistério leve com humor britânico e um toque agridoce sobre solidão, amizade e o tempo passando. Nada de ação frenética, nada de reviravoltas mirabolantes de roteiro tentando ser “gênio”. É papo reto: velhinhos inteligentes, sarcásticos e perigosamente curiosos resolvendo crimes enquanto tomam chá, eu acho honestamente esse já é um baita argumento.
Só que aqui vai o lado ácido: o filme às vezes brinca demais com a própria fofura. Tem momentos que quase escorregam, aquela coisa meio Netflix “bonitinha, porém controlada”. Falta uma mordida mais firme em alguns pontos mais sombrios da história. Dava pra ser um pouco mais ousado no drama, um pouco menos confortável nas soluções.
Mas olha… quando acerta, acerta com elegância. O timing cômico é afiado, os personagens são deliciosos e o clima de “mistério pra relaxar” funciona como um abraço pra alma cansada.
Em Resumo: Mistério leve, humor britânico maroto e um elenco que brilha sem esforço. O filme não revoluciona nada, mas entrega charme, risadas discretas e uma melancolia bonita por trás da brincadeira. Perfeito pra quem quer ser entretido sem precisar de adrenalina, só inteligência e um bom chá.
Guerra Civil
3.5 656 Assista Agora02/10/2025
Guerra Civil
Nota: 6/10
Guerra Civil é menos sobre tiros e explosões e mais sobre o preço da apatia.
Alex Garland não faz um filme de ação comum, faz um retrato perturbador de um país em ruínas, onde o caos parece mais próximo da realidade do que a gente gostaria. O longa mistura adrenalina e desconforto: cada cena de tiroteio é brutal, mas o que mais pega é a tensão psicológica, a sensação de que ninguém ali é realmente herói.
O que Garland mostra é um retrato de como sociedades podem desmoronar não só pela violência, mas pela falta de humanidade no meio dela. A câmera não está interessada em quem vence ou perde, mas em como todos se transformam ao serem engolidos pelo caos.
O quarteto central (Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny e Stephen McKinley Henderson) vira quase uma lente e funciona bem, cada personagem representa uma reação possível diante do colapso: cinismo, esperança, trauma ou apenas sobrevivência. A fotografia é suja, nervosa, e a trilha faz o coração bater no ritmo da guerra.
Diferente de um blockbuster tradicional, aqui não existe catarse. Não há vitória para se comemorar, nem lição pronta para levar pra casa. É um filme que pesa, que fica na cabeça dias depois, como um pesadelo que insiste em voltar. Pode não agradar a todos, mas quem embarca entende que não é sobre entretenimento, é sobre encarar o abismo de uma sociedade em ruinas.
O roteiro tem suas falhas, Garland parece mais interessado em nos jogar no caos do que em contar uma história redondinha. Isso pode incomodar quem espera explicações, mas faz sentido dentro da proposta: mostrar o colapso como algo cru e sem respostas fáceis.
Em Resumo: Não é ação por ação, é reflexão embrulhada em pólvora. Um filme que incomoda porque espelha a fragilidade da nossa realidade/sociedade.
Superman
3.6 934 Assista Agora25/07/2025
Superman
Nota: 6/10
🦸♂️ “O herói que a gente precisava, com o coração no lugar certo.”
Depois de anos vendo versões sombrias e introspectivas do Superman, James Gunn entrega algo que eu, sinceramente, já achava que não ia mais ver: um Clark Kent otimista, esperançoso e humano, sem parecer bobo. E isso, pra mim, é o grande acerto do filme. David Corenswet segura bem o manto, ele não tenta ser o novo Henry Cavill, nem o velho Christopher Reeve. Ele cria um Superman dele: gentil, forte, mas com dúvidas reais.
O filme tem ritmo leve, bons diálogos e uma Lois Lane afiada, que não serve só como par romântico. Lex Luthor volta com aquele jeitão calculista, cheio de discurso perigoso, e isso dá um tempero mais político (sem pesar demais). E sim, o Krypto está lá, confesso que achei que seria forçado, mas no fim seu jeito agitado é parte do charme do cãozinho.
Agora, nem tudo é perfeito: o terceiro ato é meio genérico, o CGI pesa um pouco, e alguns personagens do universo DC aparecem só pra mostrar que vão voltar depois. Mas isso não tira o brilho do que o filme faz de melhor: lembrar que ser herói também é ser inspiração.
Em Resumo: Superman é leve, emocionante e traz de volta o símbolo de esperança que o personagem sempre foi. Não é só um reboot, é um resgate. Se você curte herói com alma e não só músculo, esse aqui entrega.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 566 Assista Agora23/07/2025
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Nota: 7/10
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente acerta o tom. Depois de anos de filmes esquecíveis, a Marvel entrega uma versão estilosa e emocional que foca no que importa: a família. A estética retrô-futurista dá um ar diferente, meio vintage, meio sci-fi de gibi clássico que acaba funcionando bem em tela.
Pedro Pascal tá firme como o Sr. Fantástico, e o resto do elenco encaixa certinho. Mas o filme corre demais, parece ter medo de se aprofundar, e deixa temas interessantes meio soltos, como o dilema do Coisa e os riscos da gravidez da Sue.
Visualmente é bonito, mas o Galactus decepciona, senti ele meio nerfado, não tão ameaçador como deveria ser, mais efeitos visuais estão excelentes. Ainda assim, o clima de aventura e o coração da história compensam.
Em resumo: Charmoso, rápido demais e com alma. O Quarteto voltou, e dessa vez, é com coração e estilo.
Raul - O Início, o Fim e o Meio
4.1 71116/07/2025
Raul – O Início, o Fim e o Meio
Nota: 9/10
Raul – O Início, o Fim e o Meio é um documentário pesado e bem montado que mostra Raul Seixas por inteiro na sua figura de gênio, rebelde e o homem cheio de contradições. Tem depoimentos fortes (Paulo Coelho, Caetano, família e amigos), imagens raras e uma vibe que mistura caos e poesia, igual como o próprio Raul era, saber sobre a primeira versão da letra "Por quem os sinos dobram" nossa, fantástico saber desses detalhes.
A direção acerta ao não romantizar, é menos tributo e mais depoimentos, mostra o artista como um homem em guerra com o sistema, com os outros e consigo mesmo. A vida dele foi rock’n’roll até o fim, e o documentário respeita isso.
Uma coleção de depoimentos que acaba deixando o lado musical frio e a música fica em segundo plano, a emoção dá uma esfriada. Mesmo assim, é um mergulho sincero e intenso na alma do Maluco Beleza.
Em resumo: profundo, carregado e emocionante com toda essência pra entender quem foi Raul.
Cinderela
3.7 469 Assista Agora05/07/2025
Cinderela
Nota: 8/10
Cinderela é um clássico cheio de encanto visual e músicas lindas que ficaram na memória. A animação é primorosa e os personagens secundários, como os ratinhos, são carismáticos e divertidos, acabam que salvando a trama.
Por outro lado, a protagonista é muito passiva e depende totalmente dos outros para mudar de vida, algo que hoje soa como antiquado. Ainda assim, é um filme que marcou gerações e continua irresistível pela atmosfera de conto de fadas e pela nostalgia que desperta.
Homem com H
4.2 535 Assista Agora27/06/2025
Homem com H
Nota: 8/10
Homem com H é um filme que se destaca justamente por fugir do formato tradicional de documentário. Em vez de contar a história de Ney Matogrosso de maneira cronológica ou didática, ele escolhe criar uma experiência sensorial, que valoriza a presença e a força estética do artista.
O longa é visualmente impactante e consegue transmitir a essência provocadora de Ney, que sempre usou a arte como forma de questionar padrões. Cada cena reforça essa liberdade criativa, sem se preocupar em dar respostas prontas.
É um retrato que aposta mais na emoção e no impacto visual do que na análise profunda, mas isso não é um defeito, é uma escolha. O filme quer que o público sinta a potência de Ney, e nisso ele é muito bem-sucedido.
Em resumo: Homem com H é uma homenagem intensa e bela a um artista único, que nunca teve medo de desafiar convenções. Um filme que faz da liberdade o seu maior tema.
Tempo de Guerra
3.2 129 Assista Agora17/06/2025
Tempo de Guerra
Nota: 8/10
Tempo de Guerra não é aquele filme de guerra cheio de heroísmo e frases de efeito. Aqui, é caos puro: um grupo de soldados cercado no meio do nada, sob ataque constante, tentando sobreviver. Sem trilha épica, sem discurso patriótico, só tensão, barulho de tiros e a paranoia de não saber se vai sair vivo.
O visual é sujo, fechado, claustrofóbico. A câmera te joga dentro da trincheira com os caras, e a sensação de sufoco é real. O elenco (Joseph Quinn, Kit Connor, Will Poulter e cia.) manda bem, mesmo sem grandes falas, é muito olhar, respiração e desespero.
É um filme que tem um começo curto, direto, e que não quer entreter, quer na verdade incomodar. Mostra o absurdo da guerra sem floreios, como um soco no estômago.
Em resumo: cruel, tenso e sem romantismo. Não é sobre vencer a guerra, é sobre sobreviver ao inferno.
O Melhor Amigo da Noiva
3.3 984 Assista Agora14/06/2025
O Melhor Amigo da Noiva
Nota: 5/10
O Melhor Amigo da Noiva entrega exatamente o que o título promete: um cara que só percebe que ama a melhor amiga quando ela está prestes a se casar com outro. Patrick Dempsey segura o filme com carisma, mas o roteiro é cheio de clichês, previsível do começo ao fim, e com pouca química real entre os protagonistas.
Tem algumas piadas que funcionam e o cenário na Escócia dá um charme extra, mas no geral é aquele tipo de comédia romântica feita no piloto automático, dá pra assistir sem pensar muito, mas não marca.
Em Resumo: leve, bonito de ver, mas bem genérico. Serve pra passar o tempo, mas não entrega nada de novo.
Mickey 17
3.4 556 Assista Agora13/06/2025
Mickey 17
Nota: 6/10
Mickey 17 é um sci-fi diferente e estiloso, com Robert Pattinson vivendo clones descartáveis em uma missão espacial. A ideia é boa, o visual é criativo e tem aquela crítica social esperta no fundo bem no estilo do diretor Bong Joon-ho.
Mas o roteiro se enrola um pouco, tem sátira, tem drama, tem ação... e às vezes parece que o filme não sabe o que quer ser. Fica divertido em alguns momentos, mas bagunçado em outros.
Em resumo: conceito legal, visual bonito, mas confuso e irregular. Vale pela vibe.
Só no Sertão
1.6 213/06/2025
Só no Sertão
Nota: 1/10
Só no Sertão tenta ser uma versão "nordestina" de Esqueceram de Mim, mas tropeça feio. A ideia de uma criança defendendo a fazenda tem até seu charme, mas o roteiro é fraco, sem criatividade e com piadas que não funcionam. Apesar do cenário bonito e da proposta regional, o filme não empolga e acaba sendo facilmente esquecível.
Em resumo: Boa intenção, execução fraca. Parece mais uma paródia sem graça do que uma homenagem divertida.
Edward Mãos de Tesoura
4.2 3,1K Assista Agora13/06/2025
Edward Mãos de Tesoura
Nota: 8/10
Edward Mãos de Tesoura é um conto gótico moderno dirigido por Tim Burton, que mistura fantasia, romance e crítica social. Johnny Depp interpreta Edward, um ser artificial com lâminas no lugar das mãos, que é acolhido por uma família suburbana.
O filme encanta pela sua estética única, trilha sonora marcante e pela sensibilidade com que aborda temas como aceitação, solidão e intolerância. A atuação delicada de Depp e o visual poético de Burton tornam a história inesquecível.
Em resumo: Um conto melancólico e visualmente deslumbrante sobre ser diferente em um mundo que valoriza a conformidade.
Sabrina, Aprendiz de Feiticeira
2.6 264 Assista Agora13/06/2025
Sabrina, Aprendiz de Feiticeira
Nota: 3/10
O filme apresenta Sabrina Spellman, uma adolescente que descobre no seu 16º aniversário que é uma bruxa. Entre feitiços desajeitados e dilemas escolares, ela aprende a lidar com seus poderes e responsabilidades, sempre com humor leve e toques de magia.
A produção é simples e voltada para o público jovem, com uma narrativa divertida, carismática e cheia de charme adolescente dos anos 90. Melissa Joan Hart entrega uma performance simpática, e o humor ingênuo combina bem com o clima da época.
Em resumo: Uma comédia teen leve e encantadora, ideal para fãs de fantasia e nostalgia dos anos 90.
Podres de Ricos
3.5 527 Assista Agora09/06/2025
Podres de Ricos
Nota: 5/10
Podres de Ricos é uma comédia romântica vibrante que combina luxo extravagante, conflitos familiares e choque cultural. A trama acompanha Rachel, uma jovem chinesa-americana que descobre que o namorado é herdeiro de uma das famílias mais ricas de Cingapura.
O filme se destaca por seu elenco majoritariamente asiático, representatividade positiva e ambientação deslumbrante. Embora siga fórmulas típicas do gênero, entrega humor afiado, romance cativante e momentos emocionantes.
Em resumo: Uma comédia romântica charmosa e visualmente deslumbrante, com representatividade cultural e boas atuações.
Advogado do Diabo
4.0 1,5K Assista Agora09/06/2025
Advogado do Diabo
Nota: 8/10
O Advogado do Diabo é um thriller psicológico e sobrenatural que mistura direito, ambição e moralidade. Keanu Reeves interpreta um jovem advogado promissor que é seduzido pelo sucesso ao se juntar a uma firma liderada por John Milton, vivido intensamente por Al Pacino que rouba a cena com uma performance poderosa e carismática.
O filme levanta questões profundas sobre livre-arbítrio, ética e vaidade, com uma trama envolvente e diálogos impactantes. Embora tenha momentos exagerados e um final dramático demais para alguns, é memorável pela atmosfera sombria e pelas atuações marcantes.
Em resumo: Um suspense instigante, estiloso e provocador, com ótimo desempenho de Al Pacino e temas morais relevantes.
O Contador 2
3.3 186 Assista Agora09/06/2025
O Contador 2
Nota: 6/10
O Contador 2 traz de volta Ben Affleck como o contador Christian Wolff, agora em parceria com seu irmão Braxton (Jon Bernthal). A química entre os dois é o ponto forte do filme, com boas cenas de ação e momentos de humor leve no estilo "buddy movie".
No entanto, o roteiro é confuso, misturando tramas de conspiração, tráfico humano e assassinatos sem muito foco. Além disso, a tentativa de representar o autismo do protagonista é superficial e criticada como estereotipada.
Em resumo: um filme divertido para quem gosta de ação e dinâmica entre irmãos, mas com roteiro um pouco bagunçado.
O Contador
3.7 709 Assista Agora09/06/2025
O Contador
Nota: 7/10
O Contador é um thriller de ação estrelado por Ben Affleck como um contador autista e altamente treinado em combate, que trabalha para organizações criminosas. O filme mistura ação, suspense e drama psicológico de forma envolvente.
Affleck entrega uma atuação contida e eficaz, e o roteiro surpreende com reviravoltas e uma construção gradual do personagem. Apesar de alguns clichês e momentos forçados, o filme mantém o ritmo e prende a atenção até o fim.
Em resumo: Um thriller inteligente e diferente, com boas cenas de ação e um protagonista complexo.
Anjos da Lei 2
3.5 755 Assista Agora09/06/2025
Anjos da Lei 2
Nota: 7/10
Anjos da Lei 2 mantém o tom irreverente do primeiro filme, mas desta vez com os protagonistas infiltrados na faculdade. Jonah Hill e Channing Tatum continuam com ótima química e timing cômico, e o filme se destaca por fazer piada de si mesmo, inclusive das típicas sequências exageradas de Hollywood.
A fórmula é semelhante à do original, mas o humor metalinguístico e as piadas autodepreciativas renovam a experiência. Embora não traga muita novidade, entrega risadas garantidas e uma crítica bem-humorada às franquias.
Em resumo: Uma sequência divertida e autoconsciente que sabe rir de seus próprios exageros, mantendo o carisma e o humor afiado.
Anjos da Lei
3.6 1,4K Assista Agora09/06/2025
Anjos da Lei
Nota: 7/10
Anjos da Lei é uma comédia de ação que faz uma releitura irreverente da série dos anos 80. Estrelado por Jonah Hill e Channing Tatum, o filme surpreende com a química entre os protagonistas, equilibrando bem humor escrachado com cenas de ação dinâmicas.
A trama acompanha dois policiais desajeitados que se infiltram em uma escola para combater o tráfico de drogas. A história brinca com clichês de filmes adolescentes e policiais, e acerta ao rir de si mesma, oferecendo momentos hilários e autocríticos.
Em resumo: Uma comédia divertida, autoirônica e bem dirigida, com boa dose de ação e um elenco carismático.
Lilo & Stitch
3.5 250 Assista Agora22/05/2025
Lilo & Stitch
Nota: 7/10
O live-action Lilo & Stitch, dirigido por Dean Fleischer Camp, é uma releitura moderna do clássico animado de 2002. Mantendo a essência da história original, o filme apresenta Lilo, uma garota havaiana solitária, e Stitch, um experimento alienígena fugitivo, explorando juntos o verdadeiro significado de 'ohana' (família).
A produção destaca-se pela fidelidade visual e emocional ao original, com performances notáveis de Kealoha como Lilo e Sydney Agudong como Nani. Stitch, dublado novamente por Chris Sanders, encanta com seu carisma e travessuras, graças a um CGI de alta qualidade. Apesar de algumas críticas quanto à profundidade emocional e à ausência de certos elementos do original, o filme foi bem recebido, arrecadando (até o momento) US$ 392,6 milhões (pouco mais de R$ 2 bilhões) mundialmente e tornando-se um dos maiores sucessos de bilheteria de 2025.
Uma mudança significativa no enredo — Nani decidindo entregar a guarda de Lilo para seguir seus estudos, gerou controvérsias entre os fãs, que sentiram que isso contradizia a mensagem central de união familiar do original. No entanto, a direção defendeu a alteração como uma abordagem mais realista das lutas pessoais e familiares.
Em resumo, Lilo & Stitch é uma adaptação que equilibra nostalgia e inovação, oferecendo uma experiência visualmente impressionante e emocionalmente tocante, embora com algumas divergências em relação à obra original.
Madame Teia
2.1 38830/04/2024
Madame Teia
Nota: 2/10
A imagem de dois trens em rota de colisão feitos por IA trazem mais emoção e entusiasmo que esse filme, e nem vou dizer q esse roteiro foi feito por IA que ofende a ferramenta 😂
Imagina quem pagou para assistir 🤡
Essa banda é do Brasil... Banda Dejavu!