Corina é uma revisora de texto que, assim como sua mãe, sofre de agorafobia. Acompanhamos a história dessa editora que, em segredo, reescreve histórias alheias. Fiquei interessada pela particularidade da personagem e sua forma de lidar com os medos que a paralisam. A arte nos faz adentrar no universo de pessoas muito distintas e entendermos, ainda que precariamente, parte das dificuldades por quais pessoas que estão em constante sofrimento psíquico passam. O filme apresenta um cuidado interessante na construção dessa personagem medrosamente destemida que inventa outros mundos.
Se o filme tivesse menos pretensão de fazer uma reflexão mais profunda sobre a vida seria melhor ainda. É uma comédia gostosa que transmite uma brasilidade singela e, ao mesmo tempo, densa. Ganha pela imprevisibilidade do enredo, mas perde pelo descarrilamento da narrativa que se pretende ambiciosa. Ainda assim, é um filme que vale a pena passar pela experiência.
O filme é pior do que eu esperava. Uma comédia que quase não sai do senso comum estadunidense. Só assisti por causa do Selton Melo. Ainda colocaram uma atriz portuguesa para fazer personagem de brasileira. Os nomes dos personagens brasileiros são nomes comuns em países hispanoamericanos (Escobar, Santiago).
Um clássico do cinema africano! Trata-se de uma narrativa anticolonial da década de 1960 atenta às estruturas de poder que oprimem e matam pessoas, se não literalmente, matam indiretamente. A cena final do menino correndo atrás do patrão com a máscara no rosto é genial! Elgas, um sociólogo tbm senegalês, escreveu em ensaio publicado no Brasil recentemente que nos convida a pensar em novos paradigmas de pensamento que não considerem a África somente a partir da história com o colonizador e que o que resiste de tradição não é decolonial (resposta ao colonial), mas incolonizável. Penso nessa cena do irmão mais novo com a máscara tradicional como uma metáfora para o incolonizável.
Pensei que era um livro inadaptável, mas esse filme me mostrou o quão errada eu estava. Lindo. Um dos filmes mais bonitos e sensíveis que assisti nos últimos tempos.
É preciso estar atento para as sutilezas da história e das atuações. Pra mim, ele tem algo de metalinguístico ao preponderar e encenar a arte (cinema e teatro = ficção) como um espaço possível para dar contornos aos traumas familiares. Veja, a arte não cura, mas ajuda a elaborar. Psicanalítico isso. Enfim, uma experiência que vale a pena.
No encalço de A substância, este filme protagoniza uma mulher que vai às últimas consequências para manter o padrão estético de sua época e cultura. É irônico e tem algo de engraçado também. Haja estômago!
Filme incrível! Tenho a impressão que há dois filmes em um: 1. a história de amor entre Shakespeare e Agnes e 2. a história de Hamnet e o teatro. Eu chorei sem parar da metade para o final. A mensagem que fica, pra mim, é a de que a arte se impõe à melancolia e possibilita, por meio da criação de novos mundos, uma transcendente forma de elaboração da dor, do luto. A cena das mãos do público estendidas para os atores no meio da peça arremata isso.
Personagens rasos, pouco desenvolvidos, o que acaba causando um efeito de lacunas narrativas, como o vizinho que se envolve romanticamente com a mãe de Rosa. O tema é extremamente interessante e atual, mas a execução deixa a desejar. A Karine Teles fez uma ótima performance, como sempre.
Ótimo filme. Uma crítica não convencional ao capitalismo e as competições que as pessoas se veem obrigadas a engajar, mesmo quando inseridas em um ramo de trabalho em declínio, como é o caso do papel.
Como entusiasta dos personagens principais da série, sou muito suspeita a falar, mas... Considero esse episódio como um dos melhores da série por ir mais fundo que os outros episódios. Os roteiristas se apropriaram apenas da menção, nos livros de Conan Doyle, de um caso do Sherlock Holmes - The abomminable bride - para destrinchar toda uma trama psicológica bem à Conan Doyle mesmo. Os produtores encontraram um forma de trazer o clássico Sherlock do século XIX sem fugir do universo fictício sherlockiano, universo esse que não admitiria viagens no tempo, por exemplo. Um episódio recheado de referências das obras de A Conan Doyle e uma pegada genialmente feminista - o que positivamente me surpreendeu. Essa pegada feminista me pareceu uma crítica à própria série - ou o mundo fictício em que ela é calcada - por, de certa forma, negligenciar a figura da mulher. Visto que as mulheres aparecem pouco ou aparecem com os mesmos esteriótipos, com exceção de Irene Adler. Ainda, apresenta-se como uma ponte, do continuum da narrativa, entre a terceira e quarta temporada, com a presença "imorrível" do Moriarty. Enfim, foi um episódio genial e com um roteiro muito profundo e bem elaborado.
Corina
3.6 8 Assista AgoraCorina é uma revisora de texto que, assim como sua mãe, sofre de agorafobia. Acompanhamos a história dessa editora que, em segredo, reescreve histórias alheias. Fiquei interessada pela particularidade da personagem e sua forma de lidar com os medos que a paralisam. A arte nos faz adentrar no universo de pessoas muito distintas e entendermos, ainda que precariamente, parte das dificuldades por quais pessoas que estão em constante sofrimento psíquico passam. O filme apresenta um cuidado interessante na construção dessa personagem medrosamente destemida que inventa outros mundos.
Deus É Brasileiro
3.0 354 Assista AgoraSe o filme tivesse menos pretensão de fazer uma reflexão mais profunda sobre a vida seria melhor ainda. É uma comédia gostosa que transmite uma brasilidade singela e, ao mesmo tempo, densa. Ganha pela imprevisibilidade do enredo, mas perde pelo descarrilamento da narrativa que se pretende ambiciosa. Ainda assim, é um filme que vale a pena passar pela experiência.
Dias Perfeitos
4.2 600 Assista AgoraQue filme bonito! Daqueles que enaltecem a grandeza do ínfimo, como diz Manoel de Barros. Simplicidade e contemplação.
Anaconda
2.5 244O filme é pior do que eu esperava. Uma comédia que quase não sai do senso comum estadunidense. Só assisti por causa do Selton Melo. Ainda colocaram uma atriz portuguesa para fazer personagem de brasileira. Os nomes dos personagens brasileiros são nomes comuns em países hispanoamericanos (Escobar, Santiago).
A Negra de...
4.4 81Um clássico do cinema africano! Trata-se de uma narrativa anticolonial da década de 1960 atenta às estruturas de poder que oprimem e matam pessoas, se não literalmente, matam indiretamente. A cena final do menino correndo atrás do patrão com a máscara no rosto é genial! Elgas, um sociólogo tbm senegalês, escreveu em ensaio publicado no Brasil recentemente que nos convida a pensar em novos paradigmas de pensamento que não considerem a África somente a partir da história com o colonizador e que o que resiste de tradição não é decolonial (resposta ao colonial), mas incolonizável. Penso nessa cena do irmão mais novo com a máscara tradicional como uma metáfora para o incolonizável.
O Filho de Mil Homens
4.1 177 Assista AgoraPensei que era um livro inadaptável, mas esse filme me mostrou o quão errada eu estava. Lindo. Um dos filmes mais bonitos e sensíveis que assisti nos últimos tempos.
Um Animal Amarelo
3.1 18 Assista AgoraUm mea culpa com beleza e narrativa fragmentada.
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraUm bom filme! A resenha da pesquisadora de filosofias africanas Aza Njeri, no youtube, é a melhor crítica que vi sobre o filme. Recomendo.
Valor Sentimental
3.9 368 Assista AgoraÉ preciso estar atento para as sutilezas da história e das atuações. Pra mim, ele tem algo de metalinguístico ao preponderar e encenar a arte (cinema e teatro = ficção) como um espaço possível para dar contornos aos traumas familiares. Veja, a arte não cura, mas ajuda a elaborar. Psicanalítico isso. Enfim, uma experiência que vale a pena.
A Meia-Irmã Feia
3.8 428 Assista AgoraNo encalço de A substância, este filme protagoniza uma mulher que vai às últimas consequências para manter o padrão estético de sua época e cultura. É irônico e tem algo de engraçado também. Haja estômago!
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 409 Assista AgoraFilme incrível! Tenho a impressão que há dois filmes em um: 1. a história de amor entre Shakespeare e Agnes e 2. a história de Hamnet e o teatro.
Eu chorei sem parar da metade para o final. A mensagem que fica, pra mim, é a de que a arte se impõe à melancolia e possibilita, por meio da criação de novos mundos, uma transcendente forma de elaboração da dor, do luto. A cena das mãos do público estendidas para os atores no meio da peça arremata isso.
#Salve Rosa
2.7 80 Assista AgoraPersonagens rasos, pouco desenvolvidos, o que acaba causando um efeito de lacunas narrativas, como o vizinho que se envolve romanticamente com a mãe de Rosa. O tema é extremamente interessante e atual, mas a execução deixa a desejar.
A Karine Teles fez uma ótima performance, como sempre.
Evidências do Amor
3.3 203 Assista AgoraUma comédia romântica aos moldes norte-americanos. Mesmo assim, consegui dar boas risadas.
A Única Saída
3.7 138 Assista AgoraÓtimo filme. Uma crítica não convencional ao capitalismo e as competições que as pessoas se veem obrigadas a engajar, mesmo quando inseridas em um ramo de trabalho em declínio, como é o caso do papel.
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraFilme incrível! No entanto, não assistiria novamente por causa das cenas mais pesadas.
Machuca
4.3 280Que filme bom!
Orion e o Escuro
3.3 94 Assista AgoraFofíssimo!
AmarElo - É Tudo Pra Ontem
4.6 350 Assista AgoraP E R F E I T O
Coringa
4.4 4,1K Assista AgoraEu ainda estou abalada. Não indico pra quem tem ansiedade.
Pets: A Vida Secreta dos Bichos
3.5 937 Assista AgoraO trailer é melhor do que o filme. Eu esperava mais.
Guardiões da Galáxia Vol. 2
4.0 1,7K Assista AgoraUm pouco mais do mesmo, mas não deixa de ser divertido e interessante.
Festa no Céu
4.0 694 Assista AgoraEste filme é demais. Além de sair do universo europeu/estadunidense, tem pequenas doses de desconstruçoes, principalmente nas falas de Maria.
Sherlock: A Abominável Noiva
4.4 192Lamentável os machistas defecando pela boca aqui.
Sherlock: A Abominável Noiva
4.4 192Como entusiasta dos personagens principais da série, sou muito suspeita a falar, mas...
Considero esse episódio como um dos melhores da série por ir mais fundo que os outros episódios. Os roteiristas se apropriaram apenas da menção, nos livros de Conan Doyle, de um caso do Sherlock Holmes - The abomminable bride - para destrinchar toda uma trama psicológica bem à Conan Doyle mesmo.
Os produtores encontraram um forma de trazer o clássico Sherlock do século XIX sem fugir do universo fictício sherlockiano, universo esse que não admitiria viagens no tempo, por exemplo. Um episódio recheado de referências das obras de A Conan Doyle e uma pegada genialmente feminista - o que positivamente me surpreendeu.
Essa pegada feminista me pareceu uma crítica à própria série - ou o mundo fictício em que ela é calcada - por, de certa forma, negligenciar a figura da mulher. Visto que as mulheres aparecem pouco ou aparecem com os mesmos esteriótipos, com exceção de Irene Adler.
Ainda, apresenta-se como uma ponte, do continuum da narrativa, entre a terceira e quarta temporada, com a presença "imorrível" do Moriarty.
Enfim, foi um episódio genial e com um roteiro muito profundo e bem elaborado.