É uma daquelas série que vemos com o cenho franzido do início ao fim. Insanidade é a palavra para definir os episódios dessa série. Todos, aliás, independentes, ou seja, as narrativas não apresentam nenhuma conexão. Cada episódio é uma experiência psicodélica diferente. Como o gênero é terror, o surrealismo nessa produção se mostra na forma de pesadelos com abundância de insetos e partes do corpo que explodem ou são mutiladas. É uma série de animação adulta perturbadora, imprevisível, curiosa e bem executada. Aliás, o que mais me cativou no roteiro foi justamente a imprevisibilidade totalmente maluca dos acontecimentos e as conexões improváveis.
Corina é uma revisora de texto que, assim como sua mãe, sofre de agorafobia. Acompanhamos a história dessa editora que, em segredo, reescreve histórias alheias. Fiquei interessada pela particularidade da personagem e sua forma de lidar com os medos que a paralisam. A arte nos faz adentrar no universo de pessoas muito distintas e entendermos, ainda que precariamente, parte das dificuldades por quais pessoas que estão em constante sofrimento psíquico passam. O filme apresenta um cuidado interessante na construção dessa personagem medrosamente destemida que inventa outros mundos.
Se o filme tivesse menos pretensão de fazer uma reflexão mais profunda sobre a vida seria melhor ainda. É uma comédia gostosa que transmite uma brasilidade singela e, ao mesmo tempo, densa. Ganha pela imprevisibilidade do enredo, mas perde pelo descarrilamento da narrativa que se pretende ambiciosa. Ainda assim, é um filme que vale a pena passar pela experiência.
Uma série bem morna, mas que dá para rir um pouco. Às vezes sinto que o Georgie é um personagem anacrônico por não ser tão machista quanto se espera de um jovem texano dos anos 80/90, mas isso agrega para a narrativa de alguma forma. O formato de sitcom com risadas me incomodou no início, mas depois me acostumei.
Nessa temporada eu demorei um pouco a ser captada pela narrativa. Da metade para o final ficou melhor. A entrada do Chopper foi ótima! Não tenho experiência do anime. Assisto a série independente das histórias do anime. Tendo dito isso, acho que eles conseguem, de alguma forma, representar uma experiência dos exageros dos personagens de anime sem ser totalmente infantil ou risível.
É um curta lindo e emocionante sobre a potência de vida da leitura. Ela torna nosso mundo colorido, vívido. Quando eu dava aula na educação básica, costumava exibir esse curta aos meus alunos e pedir para que eles criassem possíveis diálogos para a narrativa. É uma animação sem frases formuladas nas falas dos personagens. Os envolvidos na elaboração do filme conseguem fazer bem essa estratégia porque, ao mesmo tempo que as falas são facilmente inferidas, elas também estão abertas para diferentes formulações. No resultado das atividades dos meus alunos, eu via como há espaço para tantas possibilidades dentro da uma só narrativa audiovisual.
É a versão mexicana de The Office. Dentre as muitas versões e continuações de The Office, essa uma das que mais consegue capturar o constrangimento causado por um chefe totalmente sem noção. No entanto, demorei um pouco para me envolver pela construção dos personagens. Além disso, é preciso entender que é uma série irônica.
O filme é pior do que eu esperava. Uma comédia que quase não sai do senso comum estadunidense. Só assisti por causa do Selton Melo. Ainda colocaram uma atriz portuguesa para fazer personagem de brasileira. Os nomes dos personagens brasileiros são nomes comuns em países hispanoamericanos (Escobar, Santiago).
A proposta da série é muito boa e ela gera uma expectativa que nos faz querer ver o próximo episódio, ainda que todos já conheçam a história. No entanto, os personagens são planos, mesmo o protagonista.
Um clássico do cinema africano! Trata-se de uma narrativa anticolonial da década de 1960 atenta às estruturas de poder que oprimem e matam pessoas, se não literalmente, matam indiretamente. A cena final do menino correndo atrás do patrão com a máscara no rosto é genial! Elgas, um sociólogo tbm senegalês, escreveu em ensaio publicado no Brasil recentemente que nos convida a pensar em novos paradigmas de pensamento que não considerem a África somente a partir da história com o colonizador e que o que resiste de tradição não é decolonial (resposta ao colonial), mas incolonizável. Penso nessa cena do irmão mais novo com a máscara tradicional como uma metáfora para o incolonizável.
Pensei que era um livro inadaptável, mas esse filme me mostrou o quão errada eu estava. Lindo. Um dos filmes mais bonitos e sensíveis que assisti nos últimos tempos.
É preciso estar atento para as sutilezas da história e das atuações. Pra mim, ele tem algo de metalinguístico ao preponderar e encenar a arte (cinema e teatro = ficção) como um espaço possível para dar contornos aos traumas familiares. Veja, a arte não cura, mas ajuda a elaborar. Psicanalítico isso. Enfim, uma experiência que vale a pena.
No encalço de A substância, este filme protagoniza uma mulher que vai às últimas consequências para manter o padrão estético de sua época e cultura. É irônico e tem algo de engraçado também. Haja estômago!
Filme incrível! Tenho a impressão que há dois filmes em um: 1. a história de amor entre Shakespeare e Agnes e 2. a história de Hamnet e o teatro. Eu chorei sem parar da metade para o final. A mensagem que fica, pra mim, é a de que a arte se impõe à melancolia e possibilita, por meio da criação de novos mundos, uma transcendente forma de elaboração da dor, do luto. A cena das mãos do público estendidas para os atores no meio da peça arremata isso.
Personagens rasos, pouco desenvolvidos, o que acaba causando um efeito de lacunas narrativas, como o vizinho que se envolve romanticamente com a mãe de Rosa. O tema é extremamente interessante e atual, mas a execução deixa a desejar. A Karine Teles fez uma ótima performance, como sempre.
Ótimo filme. Uma crítica não convencional ao capitalismo e as competições que as pessoas se veem obrigadas a engajar, mesmo quando inseridas em um ramo de trabalho em declínio, como é o caso do papel.
O arco da história do Jim e dessa empresa de esporte é absolutamente intragável. O Andy é pior personagem de toda a série. O Michael era vergonha alheia + humor. O Andy é só vergonha alheia sem humor. Nada disso que eu falei é demérito, apenas impressões totalmente subjetivas. Ainda que as fórmulas que ganham o público se repitam (como os romances jim/pam, michael/holly, erin/jim jr), The O[spoiler][/spoiler]ffice, pra mim, é uma das melhores séries de comédia estadunienses.
The Shivering Truth
4.3 8 Assista AgoraÉ uma daquelas série que vemos com o cenho franzido do início ao fim. Insanidade é a palavra para definir os episódios dessa série. Todos, aliás, independentes, ou seja, as narrativas não apresentam nenhuma conexão. Cada episódio é uma experiência psicodélica diferente. Como o gênero é terror, o surrealismo nessa produção se mostra na forma de pesadelos com abundância de insetos e partes do corpo que explodem ou são mutiladas. É uma série de animação adulta perturbadora, imprevisível, curiosa e bem executada. Aliás, o que mais me cativou no roteiro foi justamente a imprevisibilidade totalmente maluca dos acontecimentos e as conexões improváveis.
Corina
3.6 8 Assista AgoraCorina é uma revisora de texto que, assim como sua mãe, sofre de agorafobia. Acompanhamos a história dessa editora que, em segredo, reescreve histórias alheias. Fiquei interessada pela particularidade da personagem e sua forma de lidar com os medos que a paralisam. A arte nos faz adentrar no universo de pessoas muito distintas e entendermos, ainda que precariamente, parte das dificuldades por quais pessoas que estão em constante sofrimento psíquico passam. O filme apresenta um cuidado interessante na construção dessa personagem medrosamente destemida que inventa outros mundos.
Deus É Brasileiro
3.0 354 Assista AgoraSe o filme tivesse menos pretensão de fazer uma reflexão mais profunda sobre a vida seria melhor ainda. É uma comédia gostosa que transmite uma brasilidade singela e, ao mesmo tempo, densa. Ganha pela imprevisibilidade do enredo, mas perde pelo descarrilamento da narrativa que se pretende ambiciosa. Ainda assim, é um filme que vale a pena passar pela experiência.
Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento (1ª Temporada)
3.8 16 Assista AgoraUma série bem morna, mas que dá para rir um pouco. Às vezes sinto que o Georgie é um personagem anacrônico por não ser tão machista quanto se espera de um jovem texano dos anos 80/90, mas isso agrega para a narrativa de alguma forma.
O formato de sitcom com risadas me incomodou no início, mas depois me acostumei.
One Piece: A Série (2ª Temporada)
4.1 60 Assista AgoraNessa temporada eu demorei um pouco a ser captada pela narrativa. Da metade para o final ficou melhor. A entrada do Chopper foi ótima! Não tenho experiência do anime. Assisto a série independente das histórias do anime. Tendo dito isso, acho que eles conseguem, de alguma forma, representar uma experiência dos exageros dos personagens de anime sem ser totalmente infantil ou risível.
DTF St. Louis
3.7 9Roteiro fora da curva e pouco previsível. Por enquanto, está valendo a pena a experiência! Me surpreendeu.
A Casa de Pequenos Cubinhos
4.5 772Um dos curtas de animação mais lindos que já assisti na minha vida. A memória é protagonista.
Os Fantásticos Livros Voadores do Senhor Lessmore
4.6 428É um curta lindo e emocionante sobre a potência de vida da leitura. Ela torna nosso mundo colorido, vívido. Quando eu dava aula na educação básica, costumava exibir esse curta aos meus alunos e pedir para que eles criassem possíveis diálogos para a narrativa. É uma animação sem frases formuladas nas falas dos personagens. Os envolvidos na elaboração do filme conseguem fazer bem essa estratégia porque, ao mesmo tempo que as falas são facilmente inferidas, elas também estão abertas para diferentes formulações. No resultado das atividades dos meus alunos, eu via como há espaço para tantas possibilidades dentro da uma só narrativa audiovisual.
Dias Perfeitos
4.2 600 Assista AgoraQue filme bonito! Daqueles que enaltecem a grandeza do ínfimo, como diz Manoel de Barros. Simplicidade e contemplação.
La Oficina (1ª Temporada)
3.6 1 Assista AgoraÉ a versão mexicana de The Office. Dentre as muitas versões e continuações de The Office, essa uma das que mais consegue capturar o constrangimento causado por um chefe totalmente sem noção. No entanto, demorei um pouco para me envolver pela construção dos personagens. Além disso, é preciso entender que é uma série irônica.
Anaconda
2.5 241O filme é pior do que eu esperava. Uma comédia que quase não sai do senso comum estadunidense. Só assisti por causa do Selton Melo. Ainda colocaram uma atriz portuguesa para fazer personagem de brasileira. Os nomes dos personagens brasileiros são nomes comuns em países hispanoamericanos (Escobar, Santiago).
Emergência Radioativa
3.9 174 Assista AgoraA proposta da série é muito boa e ela gera uma expectativa que nos faz querer ver o próximo episódio, ainda que todos já conheçam a história. No entanto, os personagens são planos, mesmo o protagonista.
A Negra de...
4.4 81Um clássico do cinema africano! Trata-se de uma narrativa anticolonial da década de 1960 atenta às estruturas de poder que oprimem e matam pessoas, se não literalmente, matam indiretamente. A cena final do menino correndo atrás do patrão com a máscara no rosto é genial! Elgas, um sociólogo tbm senegalês, escreveu em ensaio publicado no Brasil recentemente que nos convida a pensar em novos paradigmas de pensamento que não considerem a África somente a partir da história com o colonizador e que o que resiste de tradição não é decolonial (resposta ao colonial), mas incolonizável. Penso nessa cena do irmão mais novo com a máscara tradicional como uma metáfora para o incolonizável.
O Filho de Mil Homens
4.1 176 Assista AgoraPensei que era um livro inadaptável, mas esse filme me mostrou o quão errada eu estava. Lindo. Um dos filmes mais bonitos e sensíveis que assisti nos últimos tempos.
Um Animal Amarelo
3.1 18 Assista AgoraUm mea culpa com beleza e narrativa fragmentada.
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraUm bom filme! A resenha da pesquisadora de filosofias africanas Aza Njeri, no youtube, é a melhor crítica que vi sobre o filme. Recomendo.
Valor Sentimental
3.9 367 Assista AgoraÉ preciso estar atento para as sutilezas da história e das atuações. Pra mim, ele tem algo de metalinguístico ao preponderar e encenar a arte (cinema e teatro = ficção) como um espaço possível para dar contornos aos traumas familiares. Veja, a arte não cura, mas ajuda a elaborar. Psicanalítico isso. Enfim, uma experiência que vale a pena.
A Meia-Irmã Feia
3.8 428 Assista AgoraNo encalço de A substância, este filme protagoniza uma mulher que vai às últimas consequências para manter o padrão estético de sua época e cultura. É irônico e tem algo de engraçado também. Haja estômago!
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 409 Assista AgoraFilme incrível! Tenho a impressão que há dois filmes em um: 1. a história de amor entre Shakespeare e Agnes e 2. a história de Hamnet e o teatro.
Eu chorei sem parar da metade para o final. A mensagem que fica, pra mim, é a de que a arte se impõe à melancolia e possibilita, por meio da criação de novos mundos, uma transcendente forma de elaboração da dor, do luto. A cena das mãos do público estendidas para os atores no meio da peça arremata isso.
#Salve Rosa
2.7 80 Assista AgoraPersonagens rasos, pouco desenvolvidos, o que acaba causando um efeito de lacunas narrativas, como o vizinho que se envolve romanticamente com a mãe de Rosa. O tema é extremamente interessante e atual, mas a execução deixa a desejar.
A Karine Teles fez uma ótima performance, como sempre.
Evidências do Amor
3.3 203 Assista AgoraUma comédia romântica aos moldes norte-americanos. Mesmo assim, consegui dar boas risadas.
A Única Saída
3.7 138 Assista AgoraÓtimo filme. Uma crítica não convencional ao capitalismo e as competições que as pessoas se veem obrigadas a engajar, mesmo quando inseridas em um ramo de trabalho em declínio, como é o caso do papel.
The Office (9ª Temporada)
4.3 685O arco da história do Jim e dessa empresa de esporte é absolutamente intragável.
O Andy é pior personagem de toda a série. O Michael era vergonha alheia + humor. O Andy é só vergonha alheia sem humor.
Nada disso que eu falei é demérito, apenas impressões totalmente subjetivas. Ainda que as fórmulas que ganham o público se repitam (como os romances jim/pam, michael/holly, erin/jim jr), The O[spoiler][/spoiler]ffice, pra mim, é uma das melhores séries de comédia estadunienses.
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraFilme incrível! No entanto, não assistiria novamente por causa das cenas mais pesadas.