Essa temporada funciona quase como uma produção à parte. É uma lição prática de como continuar uma obra sem apelar constantemente para os "memberberrys" e nostalgia barata. O caminho mais fácil seria imaginar que cada personagem se manteve exatamente igual em décadas: mesma profissão, mesmo dilema e até mesmo traje. Nessa continuação,
Audrey Horne, por exemplo, teve uma espiral descendente, e está quase na exata situação oposta do seu sonho de adolescência. Bobby Briggs também passou por uma mudança moral, deixando de ser um traficante de baixa hierarquia para ser um xerife. Mostrou de que maneira a visão do Major Briggs se realizou. As cenas da personagem Margaret Lanterman são muito significativas quando descobrimos como a atriz estava durante as gravações.
Para cada coisa explicada sobre o "lore" de Twin Peaks, diversas outras dúvidas aparecem. O objetivo dos criadores da série não é finalizar completamente a experiência, pois a vida sempre tem possibilidades. Há uma necessidade de rever tudo, pois assim algumas informações se tornam mais claras. O Cooper seguiu uma versão reimaginada de "Um Morto Muito Louco", só que com um protagonista altamente Zen, só que ainda não totalmente "desperto". O que começa como uma comédia surreal termina de maneira tenra e "wholesome". A cena do "Cooper maligno" recusando café é um dos "payoff" mais longos de todos os tempos. Cooper nunca recusa café. O penúltimo episódio parece ser uma conclusão. Contrasta com o último episódio da segunda temporada, que parece um penúltimo episódio. A conclusão do seriado vai para um caminho completamente inesperado. Tem muitos símbolos, e dá a impressão de ser solucionável, caso se preste mais atenção numa segunda visualização.
Deram uma “esticada” na trama. Era possível chegar nesse mesmo “status quo” com meia temporada. Me passa a impressão que estão soltando o mistério à conta-gotas, para que renda mais temporadas no total. Estava meio claro que a trama se
encaminhou para um triângulo amoroso envolvendo “innies” e “outies”. E, mais pra frente, aponta para um caminho de unificação e conciliação. Eu até imaginava que iria ter mais mistérios “mind blowing”, como por exemplo os gerentes terem um tipo especial de ruptura.
Espero que a série não se torne um “Lost moderno”, focado apenas nas infinitas “mystery boxes”. A parte interessante é o dilema dos “dois mundos”, aparentemente irreconciliável, e também o reflexo disso para quem tem um emprego ordinário, de segunda à sexta, das 8 às 17.
O seriado tem uma casca de novela clássica, com dramalhões românticos e triângulos amorosos. Tem referências claras na novela fictícia que passa na TV, sendo uma versão caricata e esdrúxula do que é feito habitualmente. Mas tem também um esmero na maneira como cada personagem foi criado. Já no primeiro episódio temos uma noção geral de cada um deles, mesmo que tenham aparecido por pouco tempo. A trama avança um tanto, e notamos que existem muitos segredos na pacata cidade. Aí, quando imaginamos já saber mais ou menos o cenário completo, descobrimos outros segredos mais profundos. O mais curioso é notar que o mistério sobre a morte da Lara Palmer é o menos relevante. O mais divertido é ver os personagens apenas existindo. Os detalhes são memoráveis.
Como por exemplo ver a Lucy Moran muito irritada exigindo que alguém saia da delegacia. Mas tomando o cuidado de avisar que a segunda porta pode emperrar um pouco. O próprio protagonista é repleto de pequenas características. É um detetive zen, que tem um juramento quase religioso de seguir o FBI. Aí, vez ou outra, uma trama altamente etérea aparece, e tem relação direta com o mistério do assassinato. Muitas cenas partem para o irreal e o onírico. Até mesmo o fluxo temporal parece perder o sentido, pois Laura Palmer viaja para o futuro (na visão dela) para conversar com o policial na sala vermelha. Já para Dale, é tanto o passado quanto o futuro, pois ele recebe informações para a resolução do caso. Solucione o sonho, solucione o caso.
Dá para notar muitas características do próprio David Lynch em alguns personagens. Todos, por exemplo, amam café. É bem provável que o agente Cooper pratique a meditação transcendental e por aí vai.
Até agora, Twin Peaks foi uma das melhores coisas que o diretor fez. Não é à toa que é uma das mais referenciadas nos vídeos de homenagem ao artista, falecido recentemente.
Os Gerentes agem como seres robóticos, como se fossem figurantes no Show de Truman. Já os funcionários do nível mais baixo atuam como crianças ou pré-adolescentes. Isso ajuda no clima de ver o ambiente de trabalho contemporâneo como sendo uma "creche para adultos imaturos". As "crianças" chegam em horários parecidos, fazem atividades com os "tios", e depois de algumas horas se vão. Só falta a "hora da soneca".
manual corporativo atua como uma religião vazia e falsa. Soa vagamente místico, mas não há uma grande profundidade. O mito do fundador é uma versão moderna do culto ao Ford, com operários em escritórios. Algo na linha "Admirável Mundo Novo", só que mais exagerado. A impressão é que a maior parte das frases são oriundas de discussões de um comitê corporativo, no melhor estilo de planejamento centralizado soviético.
livro é uma auto-ajuda barata, vazia e com frases batidas. Cujo autor é bem egoísta. É uma referência nada discreta ao movimento de auto-ajuda e de livros com palavrão no nome. E também dos "coaches" que brotam nas redes sociais. Faz muito sentido que ele tenha se tornado um sucesso ao ser lido pelas mentes iniciantes dos internos. A gerente passa a impressão de jogar um jogo dentro de um jogo. Tem uma agenda divergente do tal "conselho". Ela parece também querer se libertar, usando seus subordinados. O altar que ela possui indica que ela foi algum tipo de pioneira da ruptura. A impressão dada é que a tal empresa no passado era um culto religioso maluco. A minha teoria (feita no meio da primeira temporada) é que os gerentes também têm outro nível de ruptura.
A série consegue convencer logo no começo. Estabelece o Oz pelas suas motivações (ser amado e reconhecido), e por suas ações (se me desrespeitar, morre). A relação dele com Vic é obviamente destinada a um fim trágico. O caminho mais provável é que Vic se tornará um tipo de "Asa Noturna" gangster, e supere o Pinguim, traindo-o. Ou Vic pode ser um alvo de algum rival, tendo um fim Jason Todd de "soldado caído". O fim mais ameno sentia ele se manter até o final, como um segundo em comando leal no império do Pinguim.
Se for ver bem, a casa do Oz é um tipo de "gaiola"/bunker. Esse episódio mostra que o Batman tem o preparo, e o Pinguim tem o improviso. Estou curioso também para saber como foi o contexto da morte dos irmãos Cobb. Considero que esse episódio está no mesmo nível do primeiro. A diferença para mim é que o primeiro pegou de surpresa, pois as expectativas estavam baixas. Nesse segundo, já estávamos com expectativas mais definidas.
Victor ganhou mais profundidade. Até então ele estava dividido entre a vida "pré-Robin" e sua nova identidade. O momento final do carro foi a sua escolha definitiva. Achei o roteiro genial ao mostrar como o Pinguim vê parte de si mesmo no próprio Victor. Algo na linha das HQs, do Oz se compadecer com "pássaros feridos" igual ele. O Bliss é um cogumelo alucinógeno que controla as pessoas? Imaginei na hora a Hera Venenosa sendo mantida cativa nos porões do Arkham. Mas é difícil imaginar uma versão hiper realista da Pamela.
Esse episódio estabelece a (provável) grande antagonista do Pinguim nesse seriado. A Sofia sofre uma transformação, e tem uma característica forte de "Daddy issues". O tal médico parece uma versão masculina da Dra. Quinzel, no sentido de envolvimento profundo com seus pacientes. O caminho para o topo do crime de Gotham é solitário, hostil e cheio de traições. Qualquer parceria é apenas temporária. O tal gancho final foi incrível. Uma baita reviravolta. Uma vez mais, uma personagem criada por Jeph Loeb é mil vezes melhor trabalhada, em comparação com a sua primeira aparição.
O Oz sempre "resolve" uma situação se jogando em um rolo mais perigoso ainda. Sofia termina a sua transformação, superando os Falcone. O carro queimado representa o desejo do Oz de ser o "pai" da comunidade, onde ele seria amado e respeitado pelo seu poder. A mãe dele representa essa necessidade de aceitação por meio do poder. Existe a chance de Oz entender o motivo do Alberto ter dado risada dessa ideia no começo da série.
O episódio mostra que a punição dos traficantes era perder os dedos e ficar enforcado. A Sofia está com um cortador de charuto. Então tudo se encaminha para que Victor irá perder os dedos e ficará exposto na rua. A questão é se será mantido vivo ou não. Se bobear, o próximo capítulo pode começar já com Oz encontrando Vic, estilo Morte em Família. E sua mãe estará desaparecida. Não acredito que a mãe do Pinguim será atacada, pois a própria Sofia perdeu a mãe. Seria estranho ela fazer isso.
O episódio realmente não superou os anteriores. Mas ainda assim tem boas cenas. O flashback do Pinguim é chocante. Eu sabia que a Sofia tinha plantado explosivos, e não apenas entregado algum cadáver. Aliás o motorista da van foi mais furtivo que o Batman. Fugiu rapidinho. Francis Cobb foi o destaque, na cena com a Sofia. A Gigante notou que propagou o seu próprio trauma para a próxima geração. Estava a ponto de largar toda essa vida. Mas a sede de vingança foi mais forte. Victor pelo visto está formando a Sociedade dos Gangsters, e retornará quando menos esperarmos. O Dr. Rush só está sendo uma mistura de "Arlequino" e Dr. Moon. Que venha a conclusão desse baita seriado.
A origem do Pinguim já dava indícios que era problemática. Mas os flashbacks realmente dão uma situação inteiramente nova. Oz idealiza e objetifica as pessoas. Rex Calabresi e sua própria mãe foram desumanizados e transformados em figuras ideais na mente dele. Isso explica o motivo do Oz ter uma reação tão extrema ao que Alberto fala no primeiro episódio. Sofia tinha um dilema: ou teria a sua liberdade, ou teria a sua vingança. Ela pagou o preço da sua escolha (primeiro vingança, depois liberdade), e acabou não tendo nada. Ela possui algumas simetrias com o Pinguim, e é o que a torna uma boa adversária dele: tipo de família, confiança x traição, e morte dos familiares. A série tinha como objetivo levar o Pinguim ao topo, e isso claramente exigia uma mudança interna. Eu acreditava que a mãe dele morreria, ou fisicamente ou mentalmente. A grande revelação foi que a Francis que Oz ama existe apenas na cabeça dele. O Pinguim sabe que toda parceria no mundo do crime é temporária. Para ele, toda ascensão envolve traição. Vic era visto como alguém que iria traí-lo futuramente. A tal carta planta as sementes para uma trama futura.
Não achei tão legal. A mudança temporal do Loki acontecia conforme a conveniência do roteiro. A Sylvie tá um porre. O uso de magia também foi jogado no ar. Loki consegue usar a magia em algumas vezes, e em outras, não. Ocorre uma escalada de poder sem nenhum tipo de lógica. Apenas por que quiseram. Tinha potencial, vendo pelo começo e pelo fim. Mas a execução não foi boa.
- É impressionante como o Kira roubou a cena depois de ter trocado de corpo. Se tornou um dos maiores vilões de toda a série. - O episódio da Cinderela foi totalmente inesperado. Eu achava que a tal Yukako já teria atingido a função dela como antagonista. Aí do nada ela vira a protagonista. - Rohan certamente tem algo de biográfico do próprio autor. Antes mesmo de ver a série eu já tinha lido o tal "Rohan no Louvre", e achei bem interessante. - Teve 3 gerações de Jojo interagindo. A lenda de que os Joestar vivem pouco não é tão realista assim.
Essa temporada é uma das que tem mais personagens memoráveis. O rolê dos marombas até o Egito foi memorável. A reinterpretação do Tarô e ligação com o Stand foi uma quebra em comparação com a luta da técnica respiratória. Considero que tem a segunda melhor trilha sonora, dentre todas as fases.
Você começa vendo o seriado, aí acha meio bizarro. Até faz sentido, pois está no nome. Aí alguns episódios depois, fica mais bizarro ainda. Nessa temporada em específico
é engraçado ver a visão do criador japonês sobre a Inglaterra do século 19. Mansões vitorianas, honra cavalheiresca, jack the ripper, vampiros. Misturado com tudo isso tem poses extravagantes, uns caras bombados usando cropped e por aí vai.
Serve como um resumo básico da história da DC Comics. Eu fiquei mais interessado na história da era de ouro mesmo, do tal general que foi enxotado da própria empresa.
Curioso como até mesmo os personagens de filmes fracos foram muito bem trabalhados no seriado (Terry Silver e Chozen). Pelo que eu lembro só falta a Julie Pierce, do obscuro Karate Kid IV.
o Kreese. Antes era apenas um "cara mal" padrão de filmes, mas agora pelo menos dá para entender o que o motiva. A relação entre os Johns é uma das pontas que falta ser resolvida na próxima temporada.
Espero que o seriado acabe, pois até agora tem ido muito bem. Se esgotar a fonte, é certeza que as histórias inventadas serão um desastre. A graça do seriado até agora é justamente levar as situações dos filmes anteriores com variações entre os personagens mais jovens.
Episódio 3 Teve uma história mínima, diluída e rasa. Parece que não existem personagens que existam por si só, além da protagonista. Está nível Prequel de Star Wars na parte dos personagens. Até mesmo as participações especiais parecem rascunhos das versões de outros filmes. Não teve tensão no caso da Jan, pois estava claro desde o começo que o Abominável seria solto. Pois o ator tem contrato provavelmente para mais de um filme, e o filme dos Thunderbolts vem aí.
Olhei e pensei: "Puxa, um seriado com uma hora de duração. Pelo visto vão detalhar bem a história". Só depois notei que eram 6 horas de documentário. Cheio de reviravoltas.
Terminei de ver a primeira temporada. A impressão que eu tive é que tentaram deixar tudo mastigado e suavizado em algumas partes. Nas HQs o leitor é meio que jogado na história, e tudo faz sentido apenas depois. As histórias se conectam e se comunicam. Cada decisão é a semente para histórias futuras. Quando anunciaram que a série se passaria nos dias de hoje, surgiu o potencial para a quebra parcial dessa tapeçaria narrativa.
Unity Kincaid e Ethel Cripps por exemplo tem participações tanto em 1916 quanto em 1989. Com relação a Ethel, explicam que ela não envelheceu tanto quanto o esperado por conta da "magia". Nas HQs, ela tinha 90 anos em 1989. Se manter tudo igual, ela teria 123 anos em 2022. Já no caso da Unity, ela tinha 14 anos em 1916 (se não me engano). Nas HQs ela estava com 87 anos. Ela deveria ter hoje 120 anos. O seriado não dá nenhuma desculpa para isso. Ela não lidava com magia de maneira direta. A "doença do sono" das HQs não causava nenhuma diferença no envelhecimento.
E também temos a questão do John Dee. Nas HQs ele nasceu décadas depois que Ethel fugiu. Portanto ele poderia ser um adulto em 1989. No seriado ele nasceu aproximadamente em 1917. Ele então teria hoje uns 107 anos. Por um acaso a mãe dele misturou pó mágico na mamadeira dele?
saga de Lyta Hall. Nas HQs, ela perdeu o marido e estava grávida. Os dois pesadelos fujões criaram uma sub divisão do reino dos sonhos na mente do Jed. Por conta da natureza da dimensão dos sonhos, a gestação de Lyta foi interrompida. tudo foi feito de maneira que não houvesse conexão com o mundo do sonhar normal. No seriado, ela meio que engravida do nada do marido morto. Que, sem explicação aparente, ficou no reino dos sonhos. A única explicação que posso encontrar é que Rose Walker tenha feito isso. Mas ainda assim é de se estranhar um seriado que tenta explicar tudo tenha essa lacuna.
Outra escolha dos responsáveis pelo seriado é de tentar justificar ou atenuar as ações de alguns antagonistas de Sandman. Assim que foi revelado que
tem uma pesadelo que consegue mudar de forma, imediatamente já antevi o cenário. "Ah, irão justificar que ela está na verdade tomando conta do pobre Jed, então ela agiu com boa fé". E foi dito e feito.
Já o protagonista em si está muito mais humano que nas HQs. Na versão original ele era quase uma força da natureza. Agia com impulsividade tal como em uma lenda grega antiga. Algo positivo no seriado foi a expansão que deram para alguns personagens que eram simples demais nas HQs.
Vi o primeiro episódio de Sandman. Estava claro que a série não seria uma adaptação 100% fiel aos quadrinhos. Não gostei de algumas mudanças que foram feitas. Todo seriado padrão costuma ser pensado em termos de temporada. Estabelecem os temas e desafios da primeira temporada, e também mostram o vilão principal.
Aí optaram por incluir os dois primeiros volumes de Sandman na primeira temporada. Nas HQs, as tramas se conectam de maneira inesperada e irregular. Um personagem que parecia apenas secundário na primeira história se mostra quase que fundamental em uma saga posterior. Cada resolução de volume leva aos próximos desafios, em volumes futuros. Como maneira de forçar um encaixe da história para a fórmula do seriado, pegaram um vilão do segundo encadernado (Coríntio) e o costuraram em toda a temporada, como se fosse um tipo de Coringa x Batman. Lembrei na hora do que fizeram em um dos filmes de origem do Wolverine, onde relacionaram Dentes de Sabre e Logan dessa maneira. Os roteiristas terem criado esse vínculo com o Coríntio indica que não há a garantia de mais de uma temporada. Se tivessem, eles fariam o mesmo processo com as três bondosas, que poderiam ser encaixadas forçadamente como grandes antagonistas de toda a série.
humanizar os ocultistas. Me parece que não queriam que, logo no episódio piloto, o protagonista ficasse apenas parado igual uma estátua. Queriam que ele ao menos fizesse gestos. E que todos os outros personagens interagissem com ele, como se ele fosse um tipo de terapeuta. Esse tipo de modificação leva a novas possibilidades de alteração, pois tem histórias onde o Sandman aparece apenas nos 5% finais da história. Será que vão alterar esses contos para que tudo fique mais "palatável"?
punição do Alex, o tal Eterno Despertar, ficou sem o sentido original, justamente pela tentativa de humanizar o personagem. Algumas entidades na saga Sandman simplesmente atuam conforme atuam, sem necessariamente serem "justas", "boas" ou "coerentes". E um grande exemplo disso foi a punição que coube ao Alex, pois ele participou de um ato severo de húbris.
do elmo. Nas HQs, a amante e o assistente fogem. Ele faz um pacto com um demônio em troca de proteção. Pois ele roubou um mago que queria se vingar. Já o seriado humanizou a amante. E o assistente aparentemente se manteve leal. Então considero difícil que uma personagem humanizada faça um paco demoníaco. Teriam de fazer um malabarismo argumentativo para tentar atenuar a situação, e manterem ela humanizada.
Claro que terei a resposta disso quando me animar para ver os outros episódios.
Lord of the Rings: Rings Of Power é basicamente uma fanfic que custou até agora centenas de milhões de dólares. Estimam que pode chegar a custar um bilhão de dólares, se eles realmente fizerem cinco temporadas do seriado. "Can we come up with the novel Tolkien never wrote and do it as the mega-event series that could only happen now?" Quem disse isso foi o co-showrunner Patrick McKay. Junto com John D. Payne, os dois são os responsáveis pelo desenvolvimento do seriado. O currículo de ambos até o momento da contratação era bem magro. Nunca produziram um seriado na vida. O único trabalho deles registrado é no filme Star Trek: Sem Fronteiras, ambos tiveram o seu trabalho como escritor não creditado. A Amazon participa de um processo de aquisição pelas centenas de páginas de APÊNDICES das obras de Tolkien. Paga centenas de milhões de dólares por essa propriedade intelectual consagrada. Aí chama uma dupla que trabalhou com Jar Jar Abrams na Bad Robot. Só com essa decisão a chance de tudo dar errado aumenta muito. Mesmo se fosse alguém com muita experiência poderia não dar certo. Não existe receita para uma obra de grande sucesso. Mas existem fórmulas para que obras fracassem.
Estou com expectativas quase nulas com relação ao seriado.
Uma hora de elogios para todo mundo, e ninguém errou, e todos se esforçaram. Todos os bastidores de produções Disney tem uma barreira de positividade forçada. Fica difícil descobrir como realmente foi o processo. Ainda assim, é possível aprender alguns detalhes da produção. Usam algum cenário para as cenas, então não chega no mesmo nível das Prequels de Star Wars. Não teve ninguém no processo para dar uma polida no roteiro. Foi basicamente o roteirista e o Sam Raimi, e ambos estavam maravilhados com o processo. Por conta da pandemia e dos adiamentos, tiveram muito tempo para algo do tipo. Optaram por refazer o roteiro do zero depois da vinda do Raimi.
Ben largou Luke. E agora largou Leia. Então tá. Owen tinha um plano mais coerente. Beru quer ficar e lutar. Primeiro toda a esquadra do Império vai atrás do Ben. Aí de repente Vader falou que irá sozinho na nave dele. Não entendi a motivação disso. Ben recuperou magicamente a sua confiança. Obviamente lutará com Vader em um planeta genérico, num cenário genérico. Saber que Ben está enterrado ou que o Luke está sendo perseguido não gera tensão alguma. Essa é uma grande desvantagem de se fazer uma prequel com personagens com destino conhecido. Ben sai de sua cova por pensar na Leia. Mesmo à distância ela consegue motiva-lo. Ben teve a chance clara de matar Vader de uma vez por todas. Mas, repetindo Episódio 3, ele apenas o deixa ferido. Ben outra vez sai de Tatooine e vai para Alderan. Para devoler um droide e elogiar Leia. Ben por fim solta um "hello there" para Luke, dá a nave de brinquedo, e vê o Qui-Gon.
É com muito pesar que escrevo essa avaliação. A trágica morte do incrível personagem Wade Resselian ainda me assombra. Morreu de maneira surpreendente no episódio anterior. E isso depois de diversos momentos memoráveis, em tantas aventuras. Espero que um dia a Disney lance um filme adequado para o seu legado. Wade: A Star Wars Story. Reeva não apenas não foi morta. Agora também foi promovida para Grande Inquisidora. E, obviamente, a Reeeva teve de ser elogiada pelo Darth Vader. Pois ele é esse tipo de personagem, de sempre elogiar pelos pequenos progressos do dia a dia. Só que não. Logo de cara deu para notar que o episódio inteiro será uma emboscada. Deveria ser uma situação eletrizante e envolver um tipo de guerra tática entre Império e Rebeldes. Mas é aquela chatice no mesmo estilo da emboscada no final de "O Livro de Boba Fett". Finalmente fizeram um flashback com Anakin e Obi Wan. Obi Wan tem certeza de que Vader iria atacar de maneira impaciente por conta de algo ocorrido dez anos atrás. Então tá. Teve uma grande revelação. Reeeeva era uma das crianças Jedi durante a Ordem 66. Oh, que surpreendente. Ninguém imaginaria isso logo nos primeiros 30 segundos do primeiro episódio. O tal robozinho da Leia em teoria deveria ter apenas uma sonda. Mas pelo visto ele foi completamente reprogramado para ser controlável remotamente. E parece que a Leia também tem um amplo conhecimento sobre droides. Pois removeu a "sonda" com facilidade. Era um pedaço de plástico que estava preso na asa do robô. Era um tipo de chip mágico controlador de dróides e que uma criança de dez anos consegue remover? Os roteiristas precisavam de uma maneira para justificar o próximo episódio. Aí usaram Bail Organa e seu genial holograma. Ele fala algo na linha "eu sei que não devia mandar um holograma, Ben. Mas a história precisa de avançar, então mandei um holograma". Ao menos o sr. Organa lembrou Obi Wan que ele é um merda. Pois abandonou o Luke lá em Tatooine. E Ben ainda fez o favor de esquecer o holograma. Pois sem isso a história não iria avançar. Acredito que os roteiristas não viram os Prequels, mas aí está um trecho relevante. Uma conversa entre Yoda e Obi Wan: "And what of the boy?" "To Tatooine. To his family send him." "I will take the child and watch over him." Fora que Obi Wan já naquela época queria confrontar pessoalmente o Imperador. Yoda falou que ele não estava pronto. Claro que em dez anos ele iria trabalhar para ficar ainda menos preparado. "Eu não preciso de ninguém" - Reeeeeva. Uau. Os diálogos do seriado conseguem ser piores que os das Prequels. Como o seriado está quase acabando, necessitam que o público crie empatia com a "complexa" Reeeeeeva. O Ben com uns 5 segundos de conversa já se tornou quase amigo dela. Tala morreu. E tocou música triste. E o robô mudo morreu junto com ela, meio que sem motivo. Leia também passou o episódio inteiro procurando um botão vermelho. Que abre alguma porta. O Grande Inquisidor tem dois estômagos. Sim, isso mesmo. Essa informação não foi dada no seriado, e sim numa entrevista com o ator no programa do Jimmy Kimmel. Essa foi a maneira de explicar como tomar um golpe de sabre de luz no bucho não te mata mais. No seriado o personagem apenas volta, meio que do nada. Se isso for verdade, então quem sabe Reva não tem dois estômagos também? Aí quem sabe ela sobrevive também a um golpe de sabre de luz no bucho, e consiga sobreviver para ter a sua série própria no Disney+.
Twin Peaks (3ª Temporada)
4.4 623 Assista AgoraEssa temporada funciona quase como uma produção à parte. É uma lição prática de como continuar uma obra sem apelar constantemente para os "memberberrys" e nostalgia barata. O caminho mais fácil seria imaginar que cada personagem se manteve exatamente igual em décadas: mesma profissão, mesmo dilema e até mesmo traje. Nessa continuação,
vemos que diversos personagens seguiram com suas vidas fictícias e estão em uma situação anterior.
Audrey Horne, por exemplo, teve uma espiral descendente, e está quase na exata situação oposta do seu sonho de adolescência. Bobby Briggs também passou por uma mudança moral, deixando de ser um traficante de baixa hierarquia para ser um xerife. Mostrou de que maneira a visão do Major Briggs se realizou. As cenas da personagem Margaret Lanterman são muito significativas quando descobrimos como a atriz estava durante as gravações.
Para cada coisa explicada sobre o "lore" de Twin Peaks, diversas outras dúvidas aparecem. O objetivo dos criadores da série não é finalizar completamente a experiência, pois a vida sempre tem possibilidades. Há uma necessidade de rever tudo, pois assim algumas informações se tornam mais claras.
O Cooper seguiu uma versão reimaginada de "Um Morto Muito Louco", só que com um protagonista altamente Zen, só que ainda não totalmente "desperto". O que começa como uma comédia surreal termina de maneira tenra e "wholesome".
A cena do "Cooper maligno" recusando café é um dos "payoff" mais longos de todos os tempos. Cooper nunca recusa café.
O penúltimo episódio parece ser uma conclusão. Contrasta com o último episódio da segunda temporada, que parece um penúltimo episódio. A conclusão do seriado vai para um caminho completamente inesperado. Tem muitos símbolos, e dá a impressão de ser solucionável, caso se preste mais atenção numa segunda visualização.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 350 Assista AgoraDeram uma “esticada” na trama. Era possível chegar nesse mesmo “status quo” com meia temporada. Me passa a impressão que estão soltando o mistério à conta-gotas, para que renda mais temporadas no total.
Estava meio claro que a trama se
encaminhou para um triângulo amoroso envolvendo “innies” e “outies”. E, mais pra frente, aponta para um caminho de unificação e conciliação. Eu até imaginava que iria ter mais mistérios “mind blowing”, como por exemplo os gerentes terem um tipo especial de ruptura.
Espero que a série não se torne um “Lost moderno”, focado apenas nas infinitas “mystery boxes”. A parte interessante é o dilema dos “dois mundos”, aparentemente irreconciliável, e também o reflexo disso para quem tem um emprego ordinário, de segunda à sexta, das 8 às 17.
Twin Peaks (1ª Temporada)
4.5 549 Assista AgoraO seriado tem uma casca de novela clássica, com dramalhões românticos e triângulos amorosos. Tem referências claras na novela fictícia que passa na TV, sendo uma versão caricata e esdrúxula do que é feito habitualmente. Mas tem também um esmero na maneira como cada personagem foi criado. Já no primeiro episódio temos uma noção geral de cada um deles, mesmo que tenham aparecido por pouco tempo. A trama avança um tanto, e notamos que existem muitos segredos na pacata cidade. Aí, quando imaginamos já saber mais ou menos o cenário completo, descobrimos outros segredos mais profundos. O mais curioso é notar que o mistério sobre a morte da Lara Palmer é o menos relevante. O mais divertido é ver os personagens apenas existindo.
Os detalhes são memoráveis.
Como por exemplo ver a Lucy Moran muito irritada exigindo que alguém saia da delegacia. Mas tomando o cuidado de avisar que a segunda porta pode emperrar um pouco. O próprio protagonista é repleto de pequenas características. É um detetive zen, que tem um juramento quase religioso de seguir o FBI.
Aí, vez ou outra, uma trama altamente etérea aparece, e tem relação direta com o mistério do assassinato. Muitas cenas partem para o irreal e o onírico. Até mesmo o fluxo temporal parece perder o sentido, pois Laura Palmer viaja para o futuro (na visão dela) para conversar com o policial na sala vermelha. Já para Dale, é tanto o passado quanto o futuro, pois ele recebe informações para a resolução do caso. Solucione o sonho, solucione o caso.
Dá para notar muitas características do próprio David Lynch em alguns personagens. Todos, por exemplo, amam café. É bem provável que o agente Cooper pratique a meditação transcendental e por aí vai.
Até agora, Twin Peaks foi uma das melhores coisas que o diretor fez. Não é à toa que é uma das mais referenciadas nos vídeos de homenagem ao artista, falecido recentemente.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 876 Assista AgoraO tema da série parece ser a busca humana pela conexão. Uma alegoria não tão sutil da década atual.
Os Gerentes agem como seres robóticos, como se fossem figurantes no Show de Truman. Já os funcionários do nível mais baixo atuam como crianças ou pré-adolescentes. Isso ajuda no clima de ver o ambiente de trabalho contemporâneo como sendo uma "creche para adultos imaturos". As "crianças" chegam em horários parecidos, fazem atividades com os "tios", e depois de algumas horas se vão. Só falta a "hora da soneca".
O tal
manual corporativo atua como uma religião vazia e falsa. Soa vagamente místico, mas não há uma grande profundidade. O mito do fundador é uma versão moderna do culto ao Ford, com operários em escritórios. Algo na linha "Admirável Mundo Novo", só que mais exagerado. A impressão é que a maior parte das frases são oriundas de discussões de um comitê corporativo, no melhor estilo de planejamento centralizado soviético.
O
livro é uma auto-ajuda barata, vazia e com frases batidas. Cujo autor é bem egoísta. É uma referência nada discreta ao movimento de auto-ajuda e de livros com palavrão no nome. E também dos "coaches" que brotam nas redes sociais. Faz muito sentido que ele tenha se tornado um sucesso ao ser lido pelas mentes iniciantes dos internos.
A gerente passa a impressão de jogar um jogo dentro de um jogo. Tem uma agenda divergente do tal "conselho". Ela parece também querer se libertar, usando seus subordinados. O altar que ela possui indica que ela foi algum tipo de pioneira da ruptura. A impressão dada é que a tal empresa no passado era um culto religioso maluco. A minha teoria (feita no meio da primeira temporada) é que os gerentes também têm outro nível de ruptura.
Pinguim
4.4 292 Assista Agora01x01
A série consegue convencer logo no começo. Estabelece o Oz pelas suas motivações (ser amado e reconhecido), e por suas ações (se me desrespeitar, morre).
A relação dele com Vic é obviamente destinada a um fim trágico. O caminho mais provável é que Vic se tornará um tipo de "Asa Noturna" gangster, e supere o Pinguim, traindo-o. Ou Vic pode ser um alvo de algum rival, tendo um fim Jason Todd de "soldado caído". O fim mais ameno sentia ele se manter até o final, como um segundo em comando leal no império do Pinguim.
01x02
Se for ver bem, a casa do Oz é um tipo de "gaiola"/bunker. Esse episódio mostra que o Batman tem o preparo, e o Pinguim tem o improviso. Estou curioso também para saber como foi o contexto da morte dos irmãos Cobb. Considero que esse episódio está no mesmo nível do primeiro. A diferença para mim é que o primeiro pegou de surpresa, pois as expectativas estavam baixas. Nesse segundo, já estávamos com expectativas mais definidas.
01x03
Victor ganhou mais profundidade. Até então ele estava dividido entre a vida "pré-Robin" e sua nova identidade. O momento final do carro foi a sua escolha definitiva.
Achei o roteiro genial ao mostrar como o Pinguim vê parte de si mesmo no próprio Victor. Algo na linha das HQs, do Oz se compadecer com "pássaros feridos" igual ele.
O Bliss é um cogumelo alucinógeno que controla as pessoas? Imaginei na hora a Hera Venenosa sendo mantida cativa nos porões do Arkham. Mas é difícil imaginar uma versão hiper realista da Pamela.
01x04
Esse episódio estabelece a (provável) grande antagonista do Pinguim nesse seriado. A Sofia sofre uma transformação, e tem uma característica forte de "Daddy issues". O tal médico parece uma versão masculina da Dra. Quinzel, no sentido de envolvimento profundo com seus pacientes.
O caminho para o topo do crime de Gotham é solitário, hostil e cheio de traições. Qualquer parceria é apenas temporária.
O tal gancho final foi incrível. Uma baita reviravolta. Uma vez mais, uma personagem criada por Jeph Loeb é mil vezes melhor trabalhada, em comparação com a sua primeira aparição.
01x05
O Oz sempre "resolve" uma situação se jogando em um rolo mais perigoso ainda.
Sofia termina a sua transformação, superando os Falcone.
O carro queimado representa o desejo do Oz de ser o "pai" da comunidade, onde ele seria amado e respeitado pelo seu poder. A mãe dele representa essa necessidade de aceitação por meio do poder. Existe a chance de Oz entender o motivo do Alberto ter dado risada dessa ideia no começo da série.
01x06
O episódio mostra que a punição dos traficantes era perder os dedos e ficar enforcado. A Sofia está com um cortador de charuto. Então tudo se encaminha para que Victor irá perder os dedos e ficará exposto na rua. A questão é se será mantido vivo ou não.
Se bobear, o próximo capítulo pode começar já com Oz encontrando Vic, estilo Morte em Família. E sua mãe estará desaparecida.
Não acredito que a mãe do Pinguim será atacada, pois a própria Sofia perdeu a mãe. Seria estranho ela fazer isso.
01x07
O episódio realmente não superou os anteriores. Mas ainda assim tem boas cenas.
O flashback do Pinguim é chocante.
Eu sabia que a Sofia tinha plantado explosivos, e não apenas entregado algum cadáver. Aliás o motorista da van foi mais furtivo que o Batman. Fugiu rapidinho.
Francis Cobb foi o destaque, na cena com a Sofia.
A Gigante notou que propagou o seu próprio trauma para a próxima geração. Estava a ponto de largar toda essa vida. Mas a sede de vingança foi mais forte.
Victor pelo visto está formando a Sociedade dos Gangsters, e retornará quando menos esperarmos.
O Dr. Rush só está sendo uma mistura de "Arlequino" e Dr. Moon.
Que venha a conclusão desse baita seriado.
01x08
A origem do Pinguim já dava indícios que era problemática. Mas os flashbacks realmente dão uma situação inteiramente nova. Oz idealiza e objetifica as pessoas. Rex Calabresi e sua própria mãe foram desumanizados e transformados em figuras ideais na mente dele. Isso explica o motivo do Oz ter uma reação tão extrema ao que Alberto fala no primeiro episódio.
Sofia tinha um dilema: ou teria a sua liberdade, ou teria a sua vingança. Ela pagou o preço da sua escolha (primeiro vingança, depois liberdade), e acabou não tendo nada. Ela possui algumas simetrias com o Pinguim, e é o que a torna uma boa adversária dele: tipo de família, confiança x traição, e morte dos familiares.
A série tinha como objetivo levar o Pinguim ao topo, e isso claramente exigia uma mudança interna. Eu acreditava que a mãe dele morreria, ou fisicamente ou mentalmente. A grande revelação foi que a Francis que Oz ama existe apenas na cabeça dele.
O Pinguim sabe que toda parceria no mundo do crime é temporária. Para ele, toda ascensão envolve traição. Vic era visto como alguém que iria traí-lo futuramente.
A tal carta planta as sementes para uma trama futura.
Loki (2ª Temporada)
4.0 219 Assista AgoraNão achei tão legal. A mudança temporal do Loki acontecia conforme a conveniência do roteiro. A Sylvie tá um porre. O uso de magia também foi jogado no ar. Loki consegue usar a magia em algumas vezes, e em outras, não. Ocorre uma escalada de poder sem nenhum tipo de lógica. Apenas por que quiseram.
Tinha potencial, vendo pelo começo e pelo fim. Mas a execução não foi boa.
JoJo's Bizarre Adventure: Stone Ocean (5ª Temporada)
4.1 36 Assista AgoraO final é satisfatório. SE fosse o final de todo a saga Jojo, estaria excelente.
JoJo's Bizarre Adventure: Diamond is Unbreakable (3ª Temporada)
4.3 39Essa fase tem certamente os seus destaques.
- É impressionante como o Kira roubou a cena depois de ter trocado de corpo. Se tornou um dos maiores vilões de toda a série.
- O episódio da Cinderela foi totalmente inesperado. Eu achava que a tal Yukako já teria atingido a função dela como antagonista. Aí do nada ela vira a protagonista.
- Rohan certamente tem algo de biográfico do próprio autor. Antes mesmo de ver a série eu já tinha lido o tal "Rohan no Louvre", e achei bem interessante.
- Teve 3 gerações de Jojo interagindo. A lenda de que os Joestar vivem pouco não é tão realista assim.
JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders (2ª Temporada)
4.3 53Essa temporada é uma das que tem mais personagens memoráveis. O rolê dos marombas até o Egito foi memorável. A reinterpretação do Tarô e ligação com o Stand foi uma quebra em comparação com a luta da técnica respiratória. Considero que tem a segunda melhor trilha sonora, dentre todas as fases.
JoJo's Bizarre Adventure (1ª Temporada)
4.0 76Você começa vendo o seriado, aí acha meio bizarro. Até faz sentido, pois está no nome. Aí alguns episódios depois, fica mais bizarro ainda.
Nessa temporada em específico
é engraçado ver a visão do criador japonês sobre a Inglaterra do século 19. Mansões vitorianas, honra cavalheiresca, jack the ripper, vampiros. Misturado com tudo isso tem poses extravagantes, uns caras bombados usando cropped e por aí vai.
Superpoderosos: A História da DC
3.9 6Serve como um resumo básico da história da DC Comics.
Eu fiquei mais interessado na história da era de ouro mesmo, do tal general que foi enxotado da própria empresa.
Cobra Kai (5ª Temporada)
3.8 190 Assista AgoraDá para notar que as fontes de inspiração (filmes do Karate Kid) estão secando. Se a próxima temporada for a última, será ótimo.
Curioso como até mesmo os personagens de filmes fracos foram muito bem trabalhados no seriado (Terry Silver e Chozen). Pelo que eu lembro só falta a Julie Pierce, do obscuro Karate Kid IV.
Foi incrível também a atenção que deram para
o Kreese. Antes era apenas um "cara mal" padrão de filmes, mas agora pelo menos dá para entender o que o motiva. A relação entre os Johns é uma das pontas que falta ser resolvida na próxima temporada.
Espero que o seriado acabe, pois até agora tem ido muito bem. Se esgotar a fonte, é certeza que as histórias inventadas serão um desastre. A graça do seriado até agora é justamente levar as situações dos filmes anteriores com variações entre os personagens mais jovens.
Mulher-Hulk: Defensora de Heróis
3.1 471 Assista AgoraEpisódio 3
Teve uma história mínima, diluída e rasa. Parece que não existem personagens que existam por si só, além da protagonista. Está nível Prequel de Star Wars na parte dos personagens. Até mesmo as participações especiais parecem rascunhos das versões de outros filmes. Não teve tensão no caso da Jan, pois estava claro desde o começo que o Abominável seria solto. Pois o ator tem contrato provavelmente para mais de um filme, e o filme dos Thunderbolts vem aí.
Wild Wild Country
4.3 268 Assista AgoraOlhei e pensei: "Puxa, um seriado com uma hora de duração. Pelo visto vão detalhar bem a história". Só depois notei que eram 6 horas de documentário. Cheio de reviravoltas.
Mulher-Hulk: Defensora de Heróis
3.1 471 Assista AgoraPrimeiro episódio não empolgou muito. Talvez eu não faça parte do público alvo.
Sandman (1ª Temporada)
4.1 612 Assista AgoraUm Sonho de Mil Gatos é o melhor (meio) episódio até agora.
Já o episódio da Calíope deixa no ar algumas possíveis mudanças nos arcos futuros.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 876 Assista AgoraUma mistura de Lost e 1984.
Eu Sou Groot (1ª Temporada)
3.6 60 Assista Agorapouco para avaliar
Sandman (1ª Temporada)
4.1 612 Assista AgoraTerminei de ver a primeira temporada. A impressão que eu tive é que tentaram deixar tudo mastigado e suavizado em algumas partes. Nas HQs o leitor é meio que jogado na história, e tudo faz sentido apenas depois.
As histórias se conectam e se comunicam. Cada decisão é a semente para histórias futuras. Quando anunciaram que a série se passaria nos dias de hoje, surgiu o potencial para a quebra parcial dessa tapeçaria narrativa.
Unity Kincaid e Ethel Cripps por exemplo tem participações tanto em 1916 quanto em 1989. Com relação a Ethel, explicam que ela não envelheceu tanto quanto o esperado por conta da "magia". Nas HQs, ela tinha 90 anos em 1989. Se manter tudo igual, ela teria 123 anos em 2022.
Já no caso da Unity, ela tinha 14 anos em 1916 (se não me engano). Nas HQs ela estava com 87 anos. Ela deveria ter hoje 120 anos. O seriado não dá nenhuma desculpa para isso. Ela não lidava com magia de maneira direta. A "doença do sono" das HQs não causava nenhuma diferença no envelhecimento.
E também temos a questão do John Dee. Nas HQs ele nasceu décadas depois que Ethel fugiu. Portanto ele poderia ser um adulto em 1989. No seriado ele nasceu aproximadamente em 1917. Ele então teria hoje uns 107 anos. Por um acaso a mãe dele misturou pó mágico na mamadeira dele?
Outro item que ficou diferente foi a
saga de Lyta Hall. Nas HQs, ela perdeu o marido e estava grávida. Os dois pesadelos fujões criaram uma sub divisão do reino dos sonhos na mente do Jed. Por conta da natureza da dimensão dos sonhos, a gestação de Lyta foi interrompida. tudo foi feito de maneira que não houvesse conexão com o mundo do sonhar normal. No seriado, ela meio que engravida do nada do marido morto. Que, sem explicação aparente, ficou no reino dos sonhos. A única explicação que posso encontrar é que Rose Walker tenha feito isso. Mas ainda assim é de se estranhar um seriado que tenta explicar tudo tenha essa lacuna.
Outra escolha dos responsáveis pelo seriado é de tentar justificar ou atenuar as ações de alguns antagonistas de Sandman. Assim que foi revelado que
tem uma pesadelo que consegue mudar de forma, imediatamente já antevi o cenário. "Ah, irão justificar que ela está na verdade tomando conta do pobre Jed, então ela agiu com boa fé". E foi dito e feito.
Já o protagonista em si está muito mais humano que nas HQs. Na versão original ele era quase uma força da natureza. Agia com impulsividade tal como em uma lenda grega antiga.
Algo positivo no seriado foi a expansão que deram para alguns personagens que eram simples demais nas HQs.
Como por exemplo Hal Carter. Nas HQs tem apenas uma fala sobre uma possível visita para os tutores do Jed. Já no seriado mostram a visita em si.
Sandman (1ª Temporada)
4.1 612 Assista AgoraVi o primeiro episódio de Sandman. Estava claro que a série não seria uma adaptação 100% fiel aos quadrinhos. Não gostei de algumas mudanças que foram feitas. Todo seriado padrão costuma ser pensado em termos de temporada. Estabelecem os temas e desafios da primeira temporada, e também mostram o vilão principal.
Aí optaram por incluir os dois primeiros volumes de Sandman na primeira temporada. Nas HQs, as tramas se conectam de maneira inesperada e irregular. Um personagem que parecia apenas secundário na primeira história se mostra quase que fundamental em uma saga posterior. Cada resolução de volume leva aos próximos desafios, em volumes futuros. Como maneira de forçar um encaixe da história para a fórmula do seriado, pegaram um vilão do segundo encadernado (Coríntio) e o costuraram em toda a temporada, como se fosse um tipo de Coringa x Batman. Lembrei na hora do que fizeram em um dos filmes de origem do Wolverine, onde relacionaram Dentes de Sabre e Logan dessa maneira.
Os roteiristas terem criado esse vínculo com o Coríntio indica que não há a garantia de mais de uma temporada. Se tivessem, eles fariam o mesmo processo com as três bondosas, que poderiam ser encaixadas forçadamente como grandes antagonistas de toda a série.
Dá para notar também que tentaram
humanizar os ocultistas. Me parece que não queriam que, logo no episódio piloto, o protagonista ficasse apenas parado igual uma estátua. Queriam que ele ao menos fizesse gestos. E que todos os outros personagens interagissem com ele, como se ele fosse um tipo de terapeuta. Esse tipo de modificação leva a novas possibilidades de alteração, pois tem histórias onde o Sandman aparece apenas nos 5% finais da história. Será que vão alterar esses contos para que tudo fique mais "palatável"?
A tal
punição do Alex, o tal Eterno Despertar, ficou sem o sentido original, justamente pela tentativa de humanizar o personagem. Algumas entidades na saga Sandman simplesmente atuam conforme atuam, sem necessariamente serem "justas", "boas" ou "coerentes". E um grande exemplo disso foi a punição que coube ao Alex, pois ele participou de um ato severo de húbris.
Outra coisa que me deixou curioso foi a situação
do elmo. Nas HQs, a amante e o assistente fogem. Ele faz um pacto com um demônio em troca de proteção. Pois ele roubou um mago que queria se vingar. Já o seriado humanizou a amante. E o assistente aparentemente se manteve leal. Então considero difícil que uma personagem humanizada faça um paco demoníaco. Teriam de fazer um malabarismo argumentativo para tentar atenuar a situação, e manterem ela humanizada.
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (1ª Temporada)
3.9 792 Assista AgoraLord of the Rings: Rings Of Power é basicamente uma fanfic que custou até agora centenas de milhões de dólares. Estimam que pode chegar a custar um bilhão de dólares, se eles realmente fizerem cinco temporadas do seriado.
"Can we come up with the novel Tolkien never wrote and do it as the mega-event series that could only happen now?"
Quem disse isso foi o co-showrunner Patrick McKay.
Junto com John D. Payne, os dois são os responsáveis pelo desenvolvimento do seriado.
O currículo de ambos até o momento da contratação era bem magro. Nunca produziram um seriado na vida. O único trabalho deles registrado é no filme Star Trek: Sem Fronteiras, ambos tiveram o seu trabalho como escritor não creditado.
A Amazon participa de um processo de aquisição pelas centenas de páginas de APÊNDICES das obras de Tolkien. Paga centenas de milhões de dólares por essa propriedade intelectual consagrada.
Aí chama uma dupla que trabalhou com Jar Jar Abrams na Bad Robot.
Só com essa decisão a chance de tudo dar errado aumenta muito. Mesmo se fosse alguém com muita experiência poderia não dar certo. Não existe receita para uma obra de grande sucesso. Mas existem fórmulas para que obras fracassem.
Estou com expectativas quase nulas com relação ao seriado.
Avante: Nos Bastidores de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura
3.8 3Uma hora de elogios para todo mundo, e ninguém errou, e todos se esforçaram. Todos os bastidores de produções Disney tem uma barreira de positividade forçada. Fica difícil descobrir como realmente foi o processo.
Ainda assim, é possível aprender alguns detalhes da produção. Usam algum cenário para as cenas, então não chega no mesmo nível das Prequels de Star Wars. Não teve ninguém no processo para dar uma polida no roteiro. Foi basicamente o roteirista e o Sam Raimi, e ambos estavam maravilhados com o processo. Por conta da pandemia e dos adiamentos, tiveram muito tempo para algo do tipo. Optaram por refazer o roteiro do zero depois da vinda do Raimi.
Star Wars: Obi-Wan Kenobi
3.4 315 Assista AgoraEpisódio final.
Ben largou Luke. E agora largou Leia. Então tá.
Owen tinha um plano mais coerente. Beru quer ficar e lutar.
Primeiro toda a esquadra do Império vai atrás do Ben. Aí de repente Vader falou que irá sozinho na nave dele. Não entendi a motivação disso.
Ben recuperou magicamente a sua confiança. Obviamente lutará com Vader em um planeta genérico, num cenário genérico.
Saber que Ben está enterrado ou que o Luke está sendo perseguido não gera tensão alguma. Essa é uma grande desvantagem de se fazer uma prequel com personagens com destino conhecido.
Ben sai de sua cova por pensar na Leia. Mesmo à distância ela consegue motiva-lo.
Ben teve a chance clara de matar Vader de uma vez por todas. Mas, repetindo Episódio 3, ele apenas o deixa ferido.
Ben outra vez sai de Tatooine e vai para Alderan. Para devoler um droide e elogiar Leia.
Ben por fim solta um "hello there" para Luke, dá a nave de brinquedo, e vê o Qui-Gon.
Star Wars: Obi-Wan Kenobi
3.4 315 Assista AgoraPenúltimo episódio.
É com muito pesar que escrevo essa avaliação. A trágica morte do incrível personagem Wade Resselian ainda me assombra. Morreu de maneira surpreendente no episódio anterior. E isso depois de diversos momentos memoráveis, em tantas aventuras. Espero que um dia a Disney lance um filme adequado para o seu legado. Wade: A Star Wars Story.
Reeva não apenas não foi morta. Agora também foi promovida para Grande Inquisidora.
E, obviamente, a Reeeva teve de ser elogiada pelo Darth Vader. Pois ele é esse tipo de personagem, de sempre elogiar pelos pequenos progressos do dia a dia. Só que não.
Logo de cara deu para notar que o episódio inteiro será uma emboscada. Deveria ser uma situação eletrizante e envolver um tipo de guerra tática entre Império e Rebeldes. Mas é aquela chatice no mesmo estilo da emboscada no final de "O Livro de Boba Fett".
Finalmente fizeram um flashback com Anakin e Obi Wan.
Obi Wan tem certeza de que Vader iria atacar de maneira impaciente por conta de algo ocorrido dez anos atrás. Então tá.
Teve uma grande revelação. Reeeeva era uma das crianças Jedi durante a Ordem 66. Oh, que surpreendente. Ninguém imaginaria isso logo nos primeiros 30 segundos do primeiro episódio.
O tal robozinho da Leia em teoria deveria ter apenas uma sonda. Mas pelo visto ele foi completamente reprogramado para ser controlável remotamente. E parece que a Leia também tem um amplo conhecimento sobre droides. Pois removeu a "sonda" com facilidade. Era um pedaço de plástico que estava preso na asa do robô. Era um tipo de chip mágico controlador de dróides e que uma criança de dez anos consegue remover?
Os roteiristas precisavam de uma maneira para justificar o próximo episódio. Aí usaram Bail Organa e seu genial holograma. Ele fala algo na linha "eu sei que não devia mandar um holograma, Ben. Mas a história precisa de avançar, então mandei um holograma".
Ao menos o sr. Organa lembrou Obi Wan que ele é um merda. Pois abandonou o Luke lá em Tatooine. E Ben ainda fez o favor de esquecer o holograma. Pois sem isso a história não iria avançar.
Acredito que os roteiristas não viram os Prequels, mas aí está um trecho relevante. Uma conversa entre Yoda e Obi Wan:
"And what of the boy?"
"To Tatooine. To his family send him."
"I will take the child and watch over him."
Fora que Obi Wan já naquela época queria confrontar pessoalmente o Imperador. Yoda falou que ele não estava pronto. Claro que em dez anos ele iria trabalhar para ficar ainda menos preparado.
"Eu não preciso de ninguém" - Reeeeeva. Uau. Os diálogos do seriado conseguem ser piores que os das Prequels.
Como o seriado está quase acabando, necessitam que o público crie empatia com a "complexa" Reeeeeeva. O Ben com uns 5 segundos de conversa já se tornou quase amigo dela.
Tala morreu. E tocou música triste. E o robô mudo morreu junto com ela, meio que sem motivo.
Leia também passou o episódio inteiro procurando um botão vermelho. Que abre alguma porta.
O Grande Inquisidor tem dois estômagos. Sim, isso mesmo. Essa informação não foi dada no seriado, e sim numa entrevista com o ator no programa do Jimmy Kimmel. Essa foi a maneira de explicar como tomar um golpe de sabre de luz no bucho não te mata mais. No seriado o personagem apenas volta, meio que do nada.
Se isso for verdade, então quem sabe Reva não tem dois estômagos também? Aí quem sabe ela sobrevive também a um golpe de sabre de luz no bucho, e consiga sobreviver para ter a sua série própria no Disney+.