Lucas
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Últimas opiniões enviadas

Lucas
1 mês atrás

Antes mesmo de conhecer o filme, me chamou muito a atenção a trilha sonora. Apareceu aleatoriamente no YouTube a música “Lost but won” do Hans Zimmer. Após ouvir várias vezes a música, o interesse pelo filme aumentou.
Rush está longe de ser perfeito. Acho um pouco incômodo aqueles cenários fake, que parecem muito telas verdes. É um CGI bem característico do período de 2008 a 2015. A atuação do Chris Hemsworth também está bem triste. Já Daniel Brühl foi muito bem. Insistiu num sotaque bizarro ao meu ver, pois Lauda era austríaco que falava inglês com um sotaque italiano. Aparentemente muitos dos trejeitos e caracterização correspondem ao piloto na vida real.
A história em si foi muito bem desenvolvida. O começo foi meio fraco, mas o meio e o final são muito bons. Tudo gira em torno da rivalidade entre Hunt e Lauda. A torcida acaba sendo para que ambos vencessem, pois ambos os personagens possuem pontos fracos e fortes, com nuances. Involuntariamente eles também atuam num padrão que pode até gerar humor, pois é a dupla entre uma pessoa extremamente metódica, aplicada e séria versus uma pessoa brincalhona, descontraída e leve. Deadpool 2 usou esse artifício no seu segundo filme com o sério Cable.
O roteiro fez vários pulos na linha temporal, em um longo calendário de provas da F1. Mas, no conjunto, a trama parece ser totalmente ficcional. Conta com reviravoltas e corridas determinantes, com acidentes constantes mudando o rumo do campeonato.
O filme confirma o excelente uso da trilha sonora. Hans Zimmer costuma usar um tema musical e o repete com variações nas mesmas faixas. Vemos o tema de “lost but won” aqui e acolá no filme, inclusive ajudando a potencializar uma cena épica de corrida.
O filme dá uma camada adicional para o título da música. Pois é ambígua no sentido de quem exatamente “perdeu, mas ganhou”. Poderia ser do Lauda desistindo da última corrida, mas ganhando uma carreira inteira pela frente com tudo o que mais lhe importa. Poderia ser do Hunt se aposentando logo depois de se tornar campeão. Perdeu uma carreira, mas viveu a vida nos seus termos, sem tentar igualar uma conquista que já obteve. E, por fim, pode refletir também o tema principal do filme, que é a rivalidade que eleva a ambos para níveis jamais sonhados. Ao perder temporariamente para seu adversário digno, você ganhará incentivo e impulso para vencer mais adiante.

Lucas
½
2 meses atrás

Nolan está certamente ficando velho. O tema narrativo que ele enfatizou muito nesse filme foi

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

o fim de uma civilização, a morte da bondade do passado, e a humanidade colapsando. A repetição constante da “Zeus’s Law” seria uma regra essencial e que nos manteria distante de um cenário aterrorizante Hobbesiano. O diretor fez uma referência direta ao Colapso da Era de Bronze. Seria como, se no terceiro filme de Senhor dos Anéis, Peter Jackson fizesse referências às eras posteriores criadas pelo Tolkien, cheias de cenários aterradores. Nolan me pareceu estar tomado por uma “Black Pill”, um niilismo que pode vir depois de algum tempo de vivência. Ter descoberto depois que o diretor supostamente é ateísta faria sentido nesse contexto.
Esse filme também não tenta supor nada: mastiga todas as informações, e as repete para que praticamente qualquer ser vivo que respira consiga acompanhar tudo o que está ocorrendo. Um exemplo marcante disso são as cenas que envolvem o cachorro velho. Logo no começo, fazem um flashback para mostrar o motivo do cachorro ser importante. Aí, bem depois no filme, tem a tão aguardada cena de Odisseu se encontrando com Argus. Aí o filme vê a necessidade de relembrar algumas das cenas (“ei, é aquele cachorro que um dia foi um filhote. Lembra?”). Particularmente eu considero que a cena do cachorro foi mal executada. Bem apressada, onde mostrou basicamente o rabinho de Argus se movendo. Uma tecnologia que deve ter custado dezenas de milhares de dólares para ser feita. Filmes anteriores conseguiram fazer a mesma cena ter um significado mais profundo com um orçamento mais limitado.
Ainda mantendo o foco nas comparações, isso é inevitável. A Odisseia de Nolan acabou se tornando uma obra distante da original. Reinterpreta conceitos antigos com a lente moralista dele. O protagonista se torna alguém atormentado por seu passado, vivendo com remorso do que suas ações inteligentes causaram no passado. Nesse sentido, eu também saí da sala com a impressão de que Nolan refez Oppenheimer, só que em um cenário de fantasia. O terror da era nuclear foi trocado pela ameaça dos povos do mar. A cena da explosão atômica e do auditório foram trocados pelas cenas da queda de Tróia e do barco na tempestade.
A obra de Nolan tem um componente irônico que parece ter vindo de uma profecia do tempo dos Micênicos. Ela me fez querer pesquisar mais sobre a obra original, pois alguns símbolos e alegorias eram muito poderosos. Mas, nesse processo, me fez gostar cada vez mais da adaptação, ao notar como a obra original é coesa e totalmente coerente na sua mensagem. Muitos personagens, muitas viagens, muitas situações. E, incrivelmente, já solta spoilers logo no começo e tem narrativa não linear. Nolan usou pedaços da obra original e a embalou na sua visão de mundo niilista que envolve traumas de guerra, arrependimento e crítica à guerra. Já Homero vai em outra direção. A minha intuição de que Nolan está velho na sua imaginação se reflete em uma observação feita pela internet: há toda uma parte da obra original que retrata jovens, e esse material foi limado. Os principais personagens são velhos. As coadjuvantes são velhas. Um dos poucos personagens jovens é o príncipe de Ítaca, e é um inútil irritante. Hoje em dia sequer cogitaram personagens jovens como Nausicaa.
Uma parte que gerou certa controvérsia é a obsessão de Nolan pelo realismo. Mas agora fez isso em uma obra que lida com literais deuses interagindo diretamente com os personagens. Felizmente ele não foi na direção ainda mais radical do filme Tróia, onde tudo era explicado como fama exagerada ou fatos reais que foram mal interpretados. A Atena de Nolan poderia ser explicada como um tipo de psicóloga que o ajuda a lidar com seu estresse pós-traumático da guerra. Mas, apesar de citar termos como “Era de Bronze” e “Povos do Mar”, Nolan não teve essa preocupação em ter figurinos que, se não fossem historicamente acurados, ao menos fosse decentes. O Agamenon parece o Batman, com aquele capacete feito em uma impressora 3D. O elmo dos soldados de Tróia parece algo que uma pessoa usaria numa festa de Halloween. Tudo genérico para parecer antigo na visão de um leigo. Nada que pudesse ser característico da “Odisseia do Nolan” para um público que não conhece tanto essa era histórica.
Falando sobre o Cavaleiro de Esparta, Agamenon, ele deveria representar tudo o que Nolan abomina. É mostrado de maneira desumanizada, vaga, quase como se fosse um manequim. Isso parece indicar que o diretor não conseguiu definir bem os seus receios. Não conseguiu humanizar o lado que ele mais discorda, que está ligado com uso irrestrito de poder, beligerância e insensibilidade pelo que seria o “bem maior” na visão do diretor. É um espantalho vazio, sem essência, e, portanto, pouco memorável. Com tantos filmes já feitos, dá para notar que Nolan tem um problema ao criar personagens secundários que sejam de algumas maneiras determinadas. Ele consegue resultados melhores ao adaptar o que alguém já fez.


Por sinal, pelo que me lembro, esse filme não teve o roteiro do irmão dele. Parece ter sido tudo feito pelo próprio diretor. A parte visual ficou ótima, e conta com grandes cenas. Nem parece que foram mais de 3 horas de filme. Mas, ainda assim, lamento que não se tornou aquele filme 10/10, se mais do material original pudesse ser liberto da obscuridade numa tela ampla do IMAX.

Lucas
2 meses atrás

Esse filme conseguiu ser uma rara unanimidade em tempos tão polarizados. Bilheteria péssima, crítica morna ou abaixo da média, e opiniões nas redes sociais comentando como essa produção tem poucos aspectos positivos.
Enquanto eu via esse filme no cinema, eu cheguei a olhar até para o teto do cinema, observando o novo estilo após a reforma. Não liguei nem um pouco para o destino da protagonista. Eu particularmente já não gostava da HQ original, e dá para ver que usaram pouca coisa do material original.
O Lobo foi colocado para agradar os fãs, e também para falar que gosta da Supergirl.
A cena final foi pessimamente dirigida. Explosões e bonecos CGI voando.
O filme inteiro está com um estilo escuro e de cor de chão de terra. Um slop que lembra alguns momentos do filme do Flash. Boa parte dos filmes atuais têm o mesmo estilo de visual.
O vilão do filme é bem esquecível. Na verdade, todo o filme é apagado rapidamente da memória em menos de uma hora depois que ele foi visto.

  • Filmow 5 dias atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Alberto Roberto 15 anos atrás

    Houston, we´ve gotta a problem.

  • Debora Senciani 17 anos atrás

    Gran Torino, Duro de matar e ensaio sobre a cegueira matam a pau em lucas!