Eu não tinha esperança nenhuma com o filme, nem sabia de nada a respeito, mas mesmo assim ele conseguiu me decepcionar... O roteiro passa longe de ser mediano: é só uma colcha de retalhos de algumas cenas de "O Exorcista", coladas com um diálogo porco e mal-feito. As atuações são sofríveis, de personagens americanos com sotaque britânico a um ator mirim que é dos piores que já vi nas telas. A direção nem tenta fingir que se inspirou em algo: é mecânica, com jumpscares previsíveis e sem eficiência. O final parece ter sido pensado por uma Inteligência Artificial que analisou filmes de terror dos anos 90 e decidiu que um "twist" vindo de lugar nenhum era o melhor jeito de terminar.
Até 90 minutos de filme eu estava gostando bastante, mas que final horrível... Putz. Apesar de ter uma atmosfera massa e momentos tensos, a história foi toda cagada (e, sinceramente, ofensiva) nas últimas cenas. Não recomendo.
Pelas entrevistas que os atores deram e pelo barulho que a série gerou, achei que finalmente iríamos ter uma obra que tratasse com sinceridade e seriedade o tema de garotos que são abusados por mulheres mais velhas.
infelizmente, os três primeiros episódios mostraram que eu estava muito enganado. O que temos aqui é mais uma fetichização destes relacionamentos, com uma preocupação exaustiva em "humanizar" a abusadora e em culpabilizar a qualquer custo a vítima que "não é tão inocente assim".
Vou continuar assistindo, apesar da decepção, para ver se a série ao menos consegue cumprir o que se propõe a fazer. Mas devo dizer que minhas expectativas já estão lá embaixo.
É muito triste dizer adeus a Room 104. Apesar de esta temporada sem dúvida ter sido a pior delas, ainda assim tivemos grandes episódios e grandes histórias. O último episódio, em especial, foi muito emocionante, bonito e reflexivo (apesar de eu achar que a história poderia ter sido desenvolvida melhor).
Tá aí uma série pouco conhecida, pouco apreciada, mas que vai deixar muitas saudades. Obrigado, Duplass Brothers, pelos momentos que tivemos no Room 104.
Simplesmente incrível. Além do lado histórico (e que história recente, e necessária!), além do elenco forte com atuações marcantes, The Comey Rule é ainda mais relevante pelo seu timing e pela ótica que traz dos personagens. E pensar que queriam adiar para depois das eleições, e cometer o mesmo erro que estão retratando aqui.
Para mim, o mais interessante é como as decisões do James Comey são retratadas na primeira parte. Sim, o roteiro "banca" a visão do próprio Comey, de que suas escolhas foram apolíticas e motivadas por um "senso de justiça". Mas a série deixa bem claro o que já é óbvio para todos: isso pouco importa. A história não se importará com o caráter e com as motivações de Jim Comey, mas sim com o impacto do que ele fez.
Agora só podemos esperar que os americanos não insistam em seu erro...
Uma excelente produção em todos os sentidos técnicos, como já citaram bastante aqui nos comentários. Os efeitos, as trilhas, a fotografia, as atuações: tudo funciona bem. Tirei meia estrela porque a tentativa de ficar mais "apelativo" para o público jovem (como as cenas contadas através de stories de Instagram) são repetitivas e cansativas - dão a impressão de que a série é feita por aquele "tiozão" que quer se misturar com a molecada.
Porém, tirando isso, a trama e suas metáforas são muito interessantes e bem contadas; os personagens são carismáticos e envolventes, e até as descobertas mais previsíveis ainda são feitas de uma forma que nos prende. Espero que tenha uma segunda temporada, nem que seja aprovada graças ao número de pessoas que assistiram só para falar mal de qualquer coisa que seja nacional ou minimamente voltada para o público adolescente.
Uau, que jornada! Este não é um filme sobre a lenda de "Al Capone", mas sobre os últimos dias de Capone, tratado pela família por Fonze, para "afastar" a lembrança de seus dias sombrios. É uma história que não costumamos ver em filmes que lidam com figuras assim, e é contada de um jeito completamente atípico (em especial, duas sequências que lidam com a doença degenerativa do personagem são de tirar o fôlego). Se você espera um típico filme de gângster/máfia, não precisa nem olhar na direção de "Capone". Esta obra é um estudo de personagem, uma reflexão sobre os atos e sobre a ruína de um homem poderosíssimo, e uma experimentação na forma de se lidar com a lucidez ou loucura de um protagonista. Adorei! E que venham mais filmes do Josh Trank sem interferência dos estúdios.
Gostei do início. Apesar de alternar muito a qualidade, as atuações são boas e o tom que não se leva a sério ajudou com o momento em que vivemos. Questionei muitas vezes a personagem da Infinity (que falta de tato com a história da Gypsy Rose, transformá-la em uma coadjuvante engraçadinha sem nem tentar disfarçar que estão usando a história de sua vida como entretenimento), mas acabei aceitando e gostando do que fizeram com o arco dela.
O último episódio da temporada, porém, mudou tudo. É literalmente o PIOR roteiro que eu já vi ser filmado para uma série de televisão: diálogo expositivo amador,
um "timejump" desnecessário após apenas sete episódios de série, uma subtrama nova e apelativa que aparece para apenas para chocar e fazer um gancho com a temporada seguinte, uma tentativa de "história de redenção" que surge de lugar nenhum após três anos,
tudo isso jogado em um episódio que quase seria adequado para uma despedida de uma (boa) série após anos de duração, mas que aqui é ridículo. O season finale não acerta em quase nada e, quando acerta, não é merecido, porque joga suas cartas muito cedo.
Embora tenha gostado de alguns momentos da temporada, o último episódio foi tão revoltante, tão gratuito, tão forçado, tão malicioso e tão mal-feito que eu não tenho o menor interesse em jamais assistir a outro minuto desta série de novo. Desejo boa sorte a quem tiver o estômago para continuar.
Tem muita coisa interessante. A premissa é ótima, e mistura muitos elementos clichês do terror (possessão, alucinações, terrores noturnos, exorcismos, found footage) de uma forma diferente e mais "fresca". A atuação do rapaz que faz o Blake é ótima, e a direção é muito eficiente: o filme não fica arrastado, aproveita bem o ambiente, faz jumpscares mas também faz coisas mais sutis que criam desconforto.
Infelizmente, também tem muita coisa ruim. Em especial, as atuações das duas moças que mais têm destaque - Karla e Alice - são péssimas! E o fato dos diálogos serem bem ruins também não ajuda em nada. O pior de tudo é que o roteiro é cheio de furos e coisas mal-aproveitadas. Alguns exemplos:
- O fato de Karla nem tentar salvar Angela de se enforcar, quando haveria mais do que tempo o suficiente; - Nunca sabemos quem é a quarta pessoa filmando as fitas VHS no passado; - Todos os personagens com treinamento médico/científico jamais se comportam desta forma; - O relacionamento de Karla e Pat é completamente irrelevante para a trama; - A falta de profundidade das outras "cobaias" deixa claro desde o início que elas só estarão lá para serem mortas; - A facilidade dos "exorcismos" chega a ser risível; - Desmembrar mais o demônio faria com que o filme ficasse mais assustador para a audiência, mas foi desperdiçado; - Explorar mais as alucinações de Karla também fariam com que o filme tivesse mais peso; - A claustrofobia também quase não é utilizada; E por aí vai...
No geral, é um filme com muitas falhas, mas bom. O fato de ser o primeiro filme do diretor/roteirista e ser uma produção de baixo orçamento australiana me faz ficar interessado para as próximas obras desta equipe criativa.
As atuações são boas, e eu particularmente até gostei do Kevin James nesse papel. O ritmo do filme é bom, a trilha sonora é MUITO boa, mas o roteiro (apesar de uma cena ou outra terem mais "camadas") é clichêzão demais e não amarra as pontas. É um pouco divertido, mas acaba frustrando mais do que entretendo.
Sem dúvida é uma temporada muito diferente da primeira. Mas para mim, não foi um diferente bom nem ruim; acho que é interessante para a série ter duas temporadas tão diferentes, mas ainda assim instigantes e que "continuam", de certa forma, a história da Geist. Embora muitas das decisões criativas sejam outras aqui, a direção, o ritmo dos episódios e os personagens continuam ótimos. Não sei se há a necessidade (ou a vontade) de uma terceira temporada, mas se tiver, será bem-vinda.
Mais um da série "Eu teria adorado se tivesse visto no cinema". É um filme lento, introspectivo, e por sorte conta com ótimas atuações que passam bem o sentimento dos personagens só com um olhar ou uma entonação diferente em uma fala. O tipo de filme que precisa que se dedique a ele, para que se possa apreciar as nuances. O roteiro é delicado e conciso, e a direção vai de acordo com o que a história precisa. Muito bom e necessário. Infelizmente, *eu* tenho dificuldades de aproveitar tanto um filme como esse em casa. Com certeza é o tipo de obra que foi feita para ser assistida em uma sala escura com tela grande e outras pessoas ao redor. Mas é o que temos para o momento.
De fato, essa temporada titubeou bastante... As tramas e os "mistérios", além de serem mais fracos, pareciam não ter uma ordem para serem resolvidos - algo que veio do final da 3ª temporada para esta. Como já falaram aqui, teria sido melhor resolver os pontos soltos da terceira antes, e deixar esta temporada com o mistério mais interessante, das fitas.
A "morte" do Jughead não poderia ter sido mais mal-feita... Não convenceu nem por um instante, e não foi legal quando foi revelada. Foi tipo o "fantasma" da casa da Cheryl. E a redenção do Mr. Honey, no final, também ficou bem forçada - provavelmente na próxima temporada vão explicar por que ele tem esse histórico "contra" adolescentes, mas a reviravolta à lá Severo Snape não foi nada interessante até agora.
Que decisão estranha de ter um spin-off de High School Musical sobre a personagem que mais ama musicais... sem músicas. Ok, para ser justo, existem três números musicais (todos bem sem graça). Mas duvido que a Sharpay (a personagem) toparia participar de um filme assim sobre a vida dela, rs. É um filminho bem sem graça.
Boa série. Ritmo bem dinâmico, e a edição em episódios do que é praticamente um filme foi muito bem realizada. As atuações são ótimas. Em alguns momentos o roteiro abusa dos clichês ou pede que você acredite em soluções fáceis demais, mas ainda assim há algumas boas surpresas na reta final. O último episódio poderia ter sido dividido em duas partes para ficar ainda mais rápido e ainda assim ter mais história para contar.
As sacadas mais geniais da série são os momentos em que se apropria da cultura pop para fazer algumas reflexões e críticas, como os game shows que aparecem ou a propaganda do xarope de milho. Curiosamente, achei o ritmo um pouco arrastado - os episódios de uma hora parecem durar umas três horas cada -, mas a história compensa.
Engraçado que, para mim, o último episódio foi o melhor: o mais dinâmico, com mais revelações surpreendentes, e que me fizeram AMAR o final. Vendo os comentários aqui, percebi que estou na contramão do pessoal que assistiu. Mas o último episódio me deu a impressão de que tudo que vimos até agora foi uma "história de origem" do Jonah, e que daqui para a frente as coisas serão mais intensas e interessantes.
Deu a impressão de assistir o finalzinho de Batman Begins, em que temos uma história de origem boa e envolvente, mas sabemos que logo depois virá O Cavaleiro das Trevas: uma trama mais chocante, empolgante e interessante, com os personagens que já aprendemos a amar. Que venha a segunda temporada!
QUE FILME, QUE FILME! Fui sem muitas pretensões, mas esperando me divertir bastante, tanto pela temática quanto pelas duas atrizes envolvidas. Mas U-A-U! Late Night é muito melhor do que eu esperava: um roteiro esperto, rápido, e progressivo sem ser piegas. Várias reflexões interessantes, personagens cativantes, piadas realmente engraçadas e uma direção que te envolve. Claro que o destaque fica para Emma Thompson e para Mindy Kaling, mas todo o resto da equipe fez um excelente trabalho com este filme. Recomendo demais.
Não acredito que realmente acabou. O começo desta temporada não pareceu tão bom quanto os demais episódios, mas quantas outras séries podem dizer que só tiveram um pouquinho de queda de qualidade no início de sua 11ª temporada? Por 11 anos, Modern Family foi entretenimento, emoção e reflexão. Uma série "fácil" de digerir, sempre divertida e sempre relevante. Os Pritchetts, os Dunphies, os Delgados e os Tuckers vão deixar saudades.
A única grande vantagem do filme é evitar o clichê de ter só um personagem que vê o sobrenatural e que é taxado de doido pelos amigos. Infelizmente, o motivo para isso é também a maior fraqueza do roteiro: tudo é fácil, previsível e genérico. Todos os clichês estão presentes, desde os sustos até a tábua que é queimada e volta para as mãos do personagem, até a caracterização dos espíritos. Filme muito fraco.
O "plot twist em cima do plot twist" foi um pouco previsível pela maneira como o primeiro filme acabou. A ideia de fazer esse segundo plot twist parecia péssima e desrespeitosa com a ideia do original, e por isso eu estava cético com a primeira parte desta sequência.
Fiquei bem surpreso quando vi que a reviravolta da trama valeu a pena. Não só é bem feita, como traz mais sentido a algumas coisas do filme anterior (não que fossem "pontos soltos", mas a loucura do Bhrams, por exemplo, tem mais respaldo aqui), e ainda traz uns elementos que não eram tão previsíveis assim.
Gostei muito da sequência tratar de alguns temas do primeiro filme (traumas, cuidado parental etc.) de uma maneira diferente com os novos personagens. A protagonista do primeiro filme foi mais bem desenvolvida do que o Jude, por mais que tenhamos visto o que aconteceu com ele (ao contrário da Greta, que apenas conta sua história).
Para mim, o grande problema foi o mesmo do primeiro: a correria no final. Assim como no filme anterior, este revela a verdade em um momento legal e que te deixa ansioso para a resolução do conflito, mas... A resolução vem rápido demais. No primeiro filme, não teve muita emoção; neste, exageraram muito e perderam um pouco da credibilidade e da sutileza. Acho que é o que faz com que muita gente não goste desta série. Ainda assim, gosto bastante dos dois filmes e considero que vale a pena assistir.
Eu tinha grandes expectativas, mas o filme acabou sendo o contrário do que eu esperava. Ao invés de ser um drama sobre um alcoólatra tentando se recuperar que usa o basquete como uma forma de se destacar entre os filmes de drama, este é um filme sobre basquete que usa um alcoólatra tentando se recuperar como uma forma de se destacar entre os filmes de esporte. O que não é um problema - só não é meu tipo de filme.
A grande motivação para assistir ao filme, é claro, é o Ben Affleck, e sua atuação é tão boa como se pode esperar. Embora em nenhum momento o material permita que ele se destaque ao ponto de merecer aclamação e prêmios (como foi o caso em "Gone Girl"), Affleck está sempre convincente e sempre interessante de assistir.
Os filmes de esporte que mais costumam se destacar são aqueles que usam o esporte como uma metáfora para um sentimento universal. "The Way Back", porém, é um filme centrado no esporte, que procura usar o alcoolismo e a perda como as metáforas. Para mim, que não gosto muito do esporte, acaba sendo um exercício cansativo, e a identificação não acontece. Para grandes fãs de basquete, pode ser que seja mais envolvente e divertido.
Deu uma boa melhorada, depois do desastre que foi a terceira temporada. Ainda assim, a série brilha mais quando a história caminha (como aconteceu no primeiro e último episódios desta quarta temporada), e anda a passos de tartaruga quando fica voltando no passado, reavaliando tudo o que já foi mostrado oitenta vezes nos primeiros dois anos da série. No início era um exercício interessante para entender melhor os personagens, mas quando vemos o incêndio que matou o Jack pela quinta vez, passa a ficar cansativo. Espero que na próxima temporada invistam mais na continuidade da história.
Possessão: O Último Estágio
1.8 33 Assista AgoraEu não tinha esperança nenhuma com o filme, nem sabia de nada a respeito, mas mesmo assim ele conseguiu me decepcionar... O roteiro passa longe de ser mediano: é só uma colcha de retalhos de algumas cenas de "O Exorcista", coladas com um diálogo porco e mal-feito. As atuações são sofríveis, de personagens americanos com sotaque britânico a um ator mirim que é dos piores que já vi nas telas. A direção nem tenta fingir que se inspirou em algo: é mecânica, com jumpscares previsíveis e sem eficiência. O final parece ter sido pensado por uma Inteligência Artificial que analisou filmes de terror dos anos 90 e decidiu que um "twist" vindo de lugar nenhum era o melhor jeito de terminar.
Passe longe: este é muito, muito ruim mesmo!
O 3º Andar: Terror na Rua Malasana
3.0 189 Assista AgoraAté 90 minutos de filme eu estava gostando bastante, mas que final horrível... Putz. Apesar de ter uma atmosfera massa e momentos tensos, a história foi toda cagada (e, sinceramente, ofensiva) nas últimas cenas. Não recomendo.
A Teacher
3.3 45Pelas entrevistas que os atores deram e pelo barulho que a série gerou, achei que finalmente iríamos ter uma obra que tratasse com sinceridade e seriedade o tema de garotos que são abusados por mulheres mais velhas.
infelizmente, os três primeiros episódios mostraram que eu estava muito enganado. O que temos aqui é mais uma fetichização destes relacionamentos, com uma preocupação exaustiva em "humanizar" a abusadora e em culpabilizar a qualquer custo a vítima que "não é tão inocente assim".
Vou continuar assistindo, apesar da decepção, para ver se a série ao menos consegue cumprir o que se propõe a fazer. Mas devo dizer que minhas expectativas já estão lá embaixo.
Room 104 (4ª Temporada)
2.9 5É muito triste dizer adeus a Room 104. Apesar de esta temporada sem dúvida ter sido a pior delas, ainda assim tivemos grandes episódios e grandes histórias. O último episódio, em especial, foi muito emocionante, bonito e reflexivo (apesar de eu achar que a história poderia ter sido desenvolvida melhor).
Tá aí uma série pouco conhecida, pouco apreciada, mas que vai deixar muitas saudades. Obrigado, Duplass Brothers, pelos momentos que tivemos no Room 104.
The Comey Rule
3.7 3Simplesmente incrível. Além do lado histórico (e que história recente, e necessária!), além do elenco forte com atuações marcantes, The Comey Rule é ainda mais relevante pelo seu timing e pela ótica que traz dos personagens. E pensar que queriam adiar para depois das eleições, e cometer o mesmo erro que estão retratando aqui.
Para mim, o mais interessante é como as decisões do James Comey são retratadas na primeira parte. Sim, o roteiro "banca" a visão do próprio Comey, de que suas escolhas foram apolíticas e motivadas por um "senso de justiça". Mas a série deixa bem claro o que já é óbvio para todos: isso pouco importa. A história não se importará com o caráter e com as motivações de Jim Comey, mas sim com o impacto do que ele fez.
Agora só podemos esperar que os americanos não insistam em seu erro...
Boca a Boca (1ª Temporada)
3.8 168 Assista AgoraUma excelente produção em todos os sentidos técnicos, como já citaram bastante aqui nos comentários. Os efeitos, as trilhas, a fotografia, as atuações: tudo funciona bem. Tirei meia estrela porque a tentativa de ficar mais "apelativo" para o público jovem (como as cenas contadas através de stories de Instagram) são repetitivas e cansativas - dão a impressão de que a série é feita por aquele "tiozão" que quer se misturar com a molecada.
Porém, tirando isso, a trama e suas metáforas são muito interessantes e bem contadas; os personagens são carismáticos e envolventes, e até as descobertas mais previsíveis ainda são feitas de uma forma que nos prende. Espero que tenha uma segunda temporada, nem que seja aprovada graças ao número de pessoas que assistiram só para falar mal de qualquer coisa que seja nacional ou minimamente voltada para o público adolescente.
Capone
2.5 58Uau, que jornada! Este não é um filme sobre a lenda de "Al Capone", mas sobre os últimos dias de Capone, tratado pela família por Fonze, para "afastar" a lembrança de seus dias sombrios.
É uma história que não costumamos ver em filmes que lidam com figuras assim, e é contada de um jeito completamente atípico (em especial, duas sequências que lidam com a doença degenerativa do personagem são de tirar o fôlego).
Se você espera um típico filme de gângster/máfia, não precisa nem olhar na direção de "Capone". Esta obra é um estudo de personagem, uma reflexão sobre os atos e sobre a ruína de um homem poderosíssimo, e uma experimentação na forma de se lidar com a lucidez ou loucura de um protagonista.
Adorei! E que venham mais filmes do Josh Trank sem interferência dos estúdios.
Artemis Fowl: O Mundo Secreto
2.0 113Pensei em fazer uma crítica completa, mas o filme é tão insignificante e previsível que não é preciso falar muito mais do que isso. Que tristeza.
Só digo uma coisa: se eu fosse o Eoin Colfer, estaria muito triste. Rick Riordan, boa sorte.
The Politician (1ª Temporada)
3.7 115 Assista AgoraGostei do início. Apesar de alternar muito a qualidade, as atuações são boas e o tom que não se leva a sério ajudou com o momento em que vivemos. Questionei muitas vezes a personagem da Infinity (que falta de tato com a história da Gypsy Rose, transformá-la em uma coadjuvante engraçadinha sem nem tentar disfarçar que estão usando a história de sua vida como entretenimento), mas acabei aceitando e gostando do que fizeram com o arco dela.
O último episódio da temporada, porém, mudou tudo. É literalmente o PIOR roteiro que eu já vi ser filmado para uma série de televisão: diálogo expositivo amador,
um "timejump" desnecessário após apenas sete episódios de série, uma subtrama nova e apelativa que aparece para apenas para chocar e fazer um gancho com a temporada seguinte, uma tentativa de "história de redenção" que surge de lugar nenhum após três anos,
Embora tenha gostado de alguns momentos da temporada, o último episódio foi tão revoltante, tão gratuito, tão forçado, tão malicioso e tão mal-feito que eu não tenho o menor interesse em jamais assistir a outro minuto desta série de novo. Desejo boa sorte a quem tiver o estômago para continuar.
Awoken
1.9 8Tem muita coisa interessante. A premissa é ótima, e mistura muitos elementos clichês do terror (possessão, alucinações, terrores noturnos, exorcismos, found footage) de uma forma diferente e mais "fresca". A atuação do rapaz que faz o Blake é ótima, e a direção é muito eficiente: o filme não fica arrastado, aproveita bem o ambiente, faz jumpscares mas também faz coisas mais sutis que criam desconforto.
Infelizmente, também tem muita coisa ruim. Em especial, as atuações das duas moças que mais têm destaque - Karla e Alice - são péssimas! E o fato dos diálogos serem bem ruins também não ajuda em nada. O pior de tudo é que o roteiro é cheio de furos e coisas mal-aproveitadas. Alguns exemplos:
- O fato de Karla nem tentar salvar Angela de se enforcar, quando haveria mais do que tempo o suficiente;
- Nunca sabemos quem é a quarta pessoa filmando as fitas VHS no passado;
- Todos os personagens com treinamento médico/científico jamais se comportam desta forma;
- O relacionamento de Karla e Pat é completamente irrelevante para a trama;
- A falta de profundidade das outras "cobaias" deixa claro desde o início que elas só estarão lá para serem mortas;
- A facilidade dos "exorcismos" chega a ser risível;
- Desmembrar mais o demônio faria com que o filme ficasse mais assustador para a audiência, mas foi desperdiçado;
- Explorar mais as alucinações de Karla também fariam com que o filme tivesse mais peso;
- A claustrofobia também quase não é utilizada;
E por aí vai...
No geral, é um filme com muitas falhas, mas bom. O fato de ser o primeiro filme do diretor/roteirista e ser uma produção de baixo orçamento australiana me faz ficar interessado para as próximas obras desta equipe criativa.
Becky
3.0 182As atuações são boas, e eu particularmente até gostei do Kevin James nesse papel. O ritmo do filme é bom, a trilha sonora é MUITO boa, mas o roteiro (apesar de uma cena ou outra terem mais "camadas") é clichêzão demais e não amarra as pontas. É um pouco divertido, mas acaba frustrando mais do que entretendo.
Homecoming (2ª Temporada)
3.7 43 Assista AgoraSem dúvida é uma temporada muito diferente da primeira. Mas para mim, não foi um diferente bom nem ruim; acho que é interessante para a série ter duas temporadas tão diferentes, mas ainda assim instigantes e que "continuam", de certa forma, a história da Geist. Embora muitas das decisões criativas sejam outras aqui, a direção, o ritmo dos episódios e os personagens continuam ótimos. Não sei se há a necessidade (ou a vontade) de uma terceira temporada, mas se tiver, será bem-vinda.
A Assistente
3.3 208 Assista AgoraMais um da série "Eu teria adorado se tivesse visto no cinema".
É um filme lento, introspectivo, e por sorte conta com ótimas atuações que passam bem o sentimento dos personagens só com um olhar ou uma entonação diferente em uma fala. O tipo de filme que precisa que se dedique a ele, para que se possa apreciar as nuances. O roteiro é delicado e conciso, e a direção vai de acordo com o que a história precisa. Muito bom e necessário.
Infelizmente, *eu* tenho dificuldades de aproveitar tanto um filme como esse em casa. Com certeza é o tipo de obra que foi feita para ser assistida em uma sala escura com tela grande e outras pessoas ao redor. Mas é o que temos para o momento.
Riverdale (4ª Temporada)
3.3 74 Assista AgoraDe fato, essa temporada titubeou bastante... As tramas e os "mistérios", além de serem mais fracos, pareciam não ter uma ordem para serem resolvidos - algo que veio do final da 3ª temporada para esta. Como já falaram aqui, teria sido melhor resolver os pontos soltos da terceira antes, e deixar esta temporada com o mistério mais interessante, das fitas.
A "morte" do Jughead não poderia ter sido mais mal-feita... Não convenceu nem por um instante, e não foi legal quando foi revelada. Foi tipo o "fantasma" da casa da Cheryl. E a redenção do Mr. Honey, no final, também ficou bem forçada - provavelmente na próxima temporada vão explicar por que ele tem esse histórico "contra" adolescentes, mas a reviravolta à lá Severo Snape não foi nada interessante até agora.
A Fabulosa Aventura da Sharpay
2.5 268 Assista AgoraQue decisão estranha de ter um spin-off de High School Musical sobre a personagem que mais ama musicais... sem músicas. Ok, para ser justo, existem três números musicais (todos bem sem graça). Mas duvido que a Sharpay (a personagem) toparia participar de um filme assim sobre a vida dela, rs. É um filminho bem sem graça.
Jogo Perigoso
3.2 117Boa série. Ritmo bem dinâmico, e a edição em episódios do que é praticamente um filme foi muito bem realizada. As atuações são ótimas. Em alguns momentos o roteiro abusa dos clichês ou pede que você acredite em soluções fáceis demais, mas ainda assim há algumas boas surpresas na reta final. O último episódio poderia ter sido dividido em duas partes para ficar ainda mais rápido e ainda assim ter mais história para contar.
When the Street Lights Go On
3.0 7O desenvolvimento é interessante, mas o final é bem ruim e apressado. Decepcionante.
Hunters (1ª Temporada)
3.9 241 Assista AgoraAs sacadas mais geniais da série são os momentos em que se apropria da cultura pop para fazer algumas reflexões e críticas, como os game shows que aparecem ou a propaganda do xarope de milho. Curiosamente, achei o ritmo um pouco arrastado - os episódios de uma hora parecem durar umas três horas cada -, mas a história compensa.
Engraçado que, para mim, o último episódio foi o melhor: o mais dinâmico, com mais revelações surpreendentes, e que me fizeram AMAR o final. Vendo os comentários aqui, percebi que estou na contramão do pessoal que assistiu. Mas o último episódio me deu a impressão de que tudo que vimos até agora foi uma "história de origem" do Jonah, e que daqui para a frente as coisas serão mais intensas e interessantes.
Deu a impressão de assistir o finalzinho de Batman Begins, em que temos uma história de origem boa e envolvente, mas sabemos que logo depois virá O Cavaleiro das Trevas: uma trama mais chocante, empolgante e interessante, com os personagens que já aprendemos a amar. Que venha a segunda temporada!
Talk-Show – Reinventando a Comédia
3.4 58QUE FILME, QUE FILME!
Fui sem muitas pretensões, mas esperando me divertir bastante, tanto pela temática quanto pelas duas atrizes envolvidas. Mas U-A-U! Late Night é muito melhor do que eu esperava: um roteiro esperto, rápido, e progressivo sem ser piegas.
Várias reflexões interessantes, personagens cativantes, piadas realmente engraçadas e uma direção que te envolve. Claro que o destaque fica para Emma Thompson e para Mindy Kaling, mas todo o resto da equipe fez um excelente trabalho com este filme.
Recomendo demais.
Família Moderna (11ª Temporada)
4.3 220 Assista AgoraNão acredito que realmente acabou. O começo desta temporada não pareceu tão bom quanto os demais episódios, mas quantas outras séries podem dizer que só tiveram um pouquinho de queda de qualidade no início de sua 11ª temporada? Por 11 anos, Modern Family foi entretenimento, emoção e reflexão. Uma série "fácil" de digerir, sempre divertida e sempre relevante. Os Pritchetts, os Dunphies, os Delgados e os Tuckers vão deixar saudades.
Ouija: O Jogo dos Espíritos
2.0 986 Assista AgoraA única grande vantagem do filme é evitar o clichê de ter só um personagem que vê o sobrenatural e que é taxado de doido pelos amigos. Infelizmente, o motivo para isso é também a maior fraqueza do roteiro: tudo é fácil, previsível e genérico. Todos os clichês estão presentes, desde os sustos até a tábua que é queimada e volta para as mãos do personagem, até a caracterização dos espíritos. Filme muito fraco.
Brahms: Boneco do Mal II
2.1 222 Assista AgoraO "plot twist em cima do plot twist" foi um pouco previsível pela maneira como o primeiro filme acabou. A ideia de fazer esse segundo plot twist parecia péssima e desrespeitosa com a ideia do original, e por isso eu estava cético com a primeira parte desta sequência.
Fiquei bem surpreso quando vi que a reviravolta da trama valeu a pena. Não só é bem feita, como traz mais sentido a algumas coisas do filme anterior (não que fossem "pontos soltos", mas a loucura do Bhrams, por exemplo, tem mais respaldo aqui), e ainda traz uns elementos que não eram tão previsíveis assim.
Gostei muito da sequência tratar de alguns temas do primeiro filme (traumas, cuidado parental etc.) de uma maneira diferente com os novos personagens. A protagonista do primeiro filme foi mais bem desenvolvida do que o Jude, por mais que tenhamos visto o que aconteceu com ele (ao contrário da Greta, que apenas conta sua história).
Para mim, o grande problema foi o mesmo do primeiro: a correria no final. Assim como no filme anterior, este revela a verdade em um momento legal e que te deixa ansioso para a resolução do conflito, mas... A resolução vem rápido demais. No primeiro filme, não teve muita emoção; neste, exageraram muito e perderam um pouco da credibilidade e da sutileza. Acho que é o que faz com que muita gente não goste desta série. Ainda assim, gosto bastante dos dois filmes e considero que vale a pena assistir.
O Caminho de Volta
3.3 86 Assista AgoraEu tinha grandes expectativas, mas o filme acabou sendo o contrário do que eu esperava. Ao invés de ser um drama sobre um alcoólatra tentando se recuperar que usa o basquete como uma forma de se destacar entre os filmes de drama, este é um filme sobre basquete que usa um alcoólatra tentando se recuperar como uma forma de se destacar entre os filmes de esporte. O que não é um problema - só não é meu tipo de filme.
A grande motivação para assistir ao filme, é claro, é o Ben Affleck, e sua atuação é tão boa como se pode esperar. Embora em nenhum momento o material permita que ele se destaque ao ponto de merecer aclamação e prêmios (como foi o caso em "Gone Girl"), Affleck está sempre convincente e sempre interessante de assistir.
Os filmes de esporte que mais costumam se destacar são aqueles que usam o esporte como uma metáfora para um sentimento universal. "The Way Back", porém, é um filme centrado no esporte, que procura usar o alcoolismo e a perda como as metáforas. Para mim, que não gosto muito do esporte, acaba sendo um exercício cansativo, e a identificação não acontece. Para grandes fãs de basquete, pode ser que seja mais envolvente e divertido.
This Is Us (4ª Temporada)
4.6 276 Assista AgoraDeu uma boa melhorada, depois do desastre que foi a terceira temporada. Ainda assim, a série brilha mais quando a história caminha (como aconteceu no primeiro e último episódios desta quarta temporada), e anda a passos de tartaruga quando fica voltando no passado, reavaliando tudo o que já foi mostrado oitenta vezes nos primeiros dois anos da série. No início era um exercício interessante para entender melhor os personagens, mas quando vemos o incêndio que matou o Jack pela quinta vez, passa a ficar cansativo. Espero que na próxima temporada invistam mais na continuidade da história.