Série espetacular, do início ao fim. Mark e Jeremy são personagens de tamanha completude e sagacidade que fica difícil achar dupla cômica que se equipare. E ser agraciado com a dádiva de ter encontrado tamanha obra prima também possui seus reveses, como a infeliz, porém não exatamente certa (espero), sensação de que esta é a última grande sitcom que carregarei em meu coração até o findar de minha existência, junto de Seinfeld, Arrested Development, It's Always Sunny in Philadelphia e Curb Your Enthusiasm.
Fui rever o piloto só de rôle e foi a temporada inteira. O tanto que essa série é subestimada só se compara ao tanto que ela é bizarra, hilária e desesperadora na mesma medida.
A menos interessante das três temporadas, mas ainda sim bastante acima da média, principalmente se comparamos o que existe na sua volta. Direção e montagem precisas, ainda mantendo a mesma régua de excelência técnica vista nos anos anteriores. Já virou frase pronta, mas o negócio aqui é nível cinematográfico. Me incomoda, porém, The Bear ser considerada comédia. Se isso está certo, Succession também é. Assim como Sopranos, Six Feet Under, Better Call Saul, etc. Essas quatro, inclusive, são muito mais cômicas em suas trajetórias, com momentos de humor extremamente mais memoráveis. O que eu já gargalhei com, sei lá, Paulie de Sopranos, ou primo Greg em Succession, não chega perto de acontecer em The Bear. Ser tratada como uma série de comédia é um ultraje. Respeitem o melhor gênero de todos, seus vagabundos!
O episódio final dessa temporada aqui não existe, tá? O que mais me pegou é o fato de que essa temporada, num geral, é boa, apenas boa, com alguns momentos bem bons, mas nada que extrapolasse veementemente a linha do memorável; diferente deste final. O que foi essa perseguição de carros? Isso aí é cinema absoluto. Sem falar que foi uma delícia ver Elizabeth e Philip em total sintonia durante a sequência da fuga, nos lembrando, mais uma vez, que ambos são os diabos em suas funções originais. Absurdamente empolgante.
Taí uma série que merecia ser eterna. Mesmo que o Larry David viesse a morrer, o nosso, da vida real, ele tinha que deixar uns 20 roteiros escritos previamente, destilando essas maluquices em todos os outros personagens.
A cor voltando na ponta do cigarro e na chama do isqueiro. A comparação de Jimmy com uma barata sendo mais do que justificada. O sorriso sutil, culpado, porém presente, quando cantam seu slogan. A última tragada. Não foi a catarse de Breaking Bad (e nem teria como ser), mas foi o canto do cisne perfeito para um universo que estará pra sempre na história da TV.
O que mais me fascina, para além da direção e roteiro inacreditáveis, e da confiança absurda que a narrativa deposita em seu espectador, é a criação e construção de um leque de personagens tão antológicos que chega a ser ridículo: Michael e sua falsa sensação de superioridade, motivada pela insegurança de pensar que sim, ele é tão Bluth quanto os outros; Gob e seus esquemas (e apresentações), Buster e seus traumas, Lindsay e sua superficialidade, Lucille e sua total falta de tato + alcoolismo, Tobias e sua seja lá o que for que dê para ser resumida em uma frase, George Michael e sua paixão pela prima, Maeby, que é apaixonada por contar mentiras e propagar o caos. E o pior não é nem isso. Seria muito fácil a série se contentar com a gama de complexidades já provinda de seus protagonistas, então ela vai além. O advogado Barry, Kitty, Annyong, o âncora John Beard, o ator Carl Weathers, Lucille "Two", Steve Holt, a advogada "cega" de Julia Louis-Dreyfus, o doutor "literal", Lupe, o narrador: todos ao mesmo tempo hilários e únicos, cada um com sua própria caracterização individual. São figuras que não dependem de seu tempo em tela para se tornarem marcantes. E um trabalho de tamanha excelência é muito, mas muito raro.
Mesmo que as vezes a narrativa não abra espaço para uma sensação de real ameaça, a trama consegue se reinventar ao ponto de não soar repetitiva e alguns personagens esbanjam muito carisma (Mazamette e Irma Vep principalmente). Porém é a direção o verdadeiro primor da obra, já que algumas das cenas são tão inovadoras que assustam - e eu dificilmente esquecerei de Irma Vep girando no ar, enquanto caí de um prédio com uma corda amarrada na cintura.
Eu resolvi rever, pra tentar entender se o hype construído por mim mesmo no passado era de fato real, e ficou claro que era. Succession não apenas exibe uma das melhores uniões de elenco de todos os tempos, como também os espalha em um amontoado caótico de personagens que apesar de verossímeis, destoam da normalidade por sua construção impecável. É quase que paradoxal o negócio: quanto mais irreal e absurdos eles são, mais o espectador compra a realidade desses personagens, já que a construção destes indivíduos foi e está sendo feita ali, diante de nossos olhos.
Ainda pecando pela falta de coesão em algumas de suas tramas, Cheers melhora bastante quando trata seus personagens com um pouco menos de respeito, como por exemplo Sam, que a cada episódio que passa se afunda ainda mais em um poço de burrice. Detalhe para Lilith, que rouba a maioria das cenas em que está presente.
Peep Show (9ª Temporada)
4.4 8 Assista AgoraSérie espetacular, do início ao fim. Mark e Jeremy são personagens de tamanha completude e sagacidade que fica difícil achar dupla cômica que se equipare. E ser agraciado com a dádiva de ter encontrado tamanha obra prima também possui seus reveses, como a infeliz, porém não exatamente certa (espero), sensação de que esta é a última grande sitcom que carregarei em meu coração até o findar de minha existência, junto de Seinfeld, Arrested Development, It's Always Sunny in Philadelphia e Curb Your Enthusiasm.
Peep Show (8ª Temporada)
4.3 2 Assista AgoraO último episódio é de uma preciosidade tão única que desespera só restar mais uma temporada.
Peep Show (7ª Temporada)
4.5 3 Assista AgoraQue temporada espetacular, que série absurda.
Peep Show (4ª Temporada)
4.5 8 Assista AgoraA sequência deles escondidos no casamento é uma das mais engraçadas que eu já vi na minha vida.
Peep Show (1ª Temporada)
4.2 20 Assista AgoraFui rever o piloto só de rôle e foi a temporada inteira. O tanto que essa série é subestimada só se compara ao tanto que ela é bizarra, hilária e desesperadora na mesma medida.
O Estúdio (1ª Temporada)
4.2 106 Assista AgoraUma das melhores coisas que eu já vi na vida.
Adolescência
4.0 613 Assista AgoraO que Stephen Graham realiza aqui poucos atores já alcançaram.
O Urso (3ª Temporada)
3.8 146 Assista AgoraA menos interessante das três temporadas, mas ainda sim bastante acima da média, principalmente se comparamos o que existe na sua volta. Direção e montagem precisas, ainda mantendo a mesma régua de excelência técnica vista nos anos anteriores. Já virou frase pronta, mas o negócio aqui é nível cinematográfico. Me incomoda, porém, The Bear ser considerada comédia. Se isso está certo, Succession também é. Assim como Sopranos, Six Feet Under, Better Call Saul, etc. Essas quatro, inclusive, são muito mais cômicas em suas trajetórias, com momentos de humor extremamente mais memoráveis. O que eu já gargalhei com, sei lá, Paulie de Sopranos, ou primo Greg em Succession, não chega perto de acontecer em The Bear. Ser tratada como uma série de comédia é um ultraje. Respeitem o melhor gênero de todos, seus vagabundos!
The Americans (1ª Temporada)
4.3 134 Assista AgoraO episódio final dessa temporada aqui não existe, tá? O que mais me pegou é o fato de que essa temporada, num geral, é boa, apenas boa, com alguns momentos bem bons, mas nada que extrapolasse veementemente a linha do memorável; diferente deste final. O que foi essa perseguição de carros? Isso aí é cinema absoluto. Sem falar que foi uma delícia ver Elizabeth e Philip em total sintonia durante a sequência da fuga, nos lembrando, mais uma vez, que ambos são os diabos em suas funções originais. Absurdamente empolgante.
Segura a Onda (12ª Temporada)
4.1 9 Assista AgoraNão ter mais nada inédito de Larry David é triste demais.
Seinfeld (7ª Temporada)
4.5 75 Assista AgoraThe Invitations é o episódio mais disruptivo da história das sitcoms.
Seinfeld (5ª Temporada)
4.5 57 Assista AgoraTalvez a melhor temporada de uma sitcom em todos os tempos. Sublime do inicio ao fim.
Segura a Onda (11ª Temporada)
4.1 8Taí uma série que merecia ser eterna. Mesmo que o Larry David viesse a morrer, o nosso, da vida real, ele tinha que deixar uns 20 roteiros escritos previamente, destilando essas maluquices em todos os outros personagens.
Atlanta (4ª Temporada)
4.4 60 Assista AgoraSimplesmente não tem nada na TV atualmente que irá suprir a falta de Atlanta. Nada.
O Ensaio (1ª Temporada)
4.0 66 Assista AgoraCoisa de gênio, simples assim. Definitivamente irei atrás de tudo que Nathan Fielder já fez ou irá fazer em sua vida.
Better Call Saul (6ª Temporada)
4.6 432 Assista AgoraA cor voltando na ponta do cigarro e na chama do isqueiro. A comparação de Jimmy com uma barata sendo mais do que justificada. O sorriso sutil, culpado, porém presente, quando cantam seu slogan. A última tragada. Não foi a catarse de Breaking Bad (e nem teria como ser), mas foi o canto do cisne perfeito para um universo que estará pra sempre na história da TV.
Euphoria (2ª Temporada)
4.0 553Quem diabos liga pra roteiro em 2022? Por mais Euphorias e menos falaçada.
Barry (3ª Temporada)
4.2 79 Assista AgoraBarry e Better Call Saul são as séries que mais se aproximam do cinema atualmente. Bill Hader PRECISA dirigir filmes urgentemente..
Arrested Development (1ª Temporada)
4.3 217 Assista AgoraO que mais me fascina, para além da direção e roteiro inacreditáveis, e da confiança absurda que a narrativa deposita em seu espectador, é a criação e construção de um leque de personagens tão antológicos que chega a ser ridículo: Michael e sua falsa sensação de superioridade, motivada pela insegurança de pensar que sim, ele é tão Bluth quanto os outros; Gob e seus esquemas (e apresentações), Buster e seus traumas, Lindsay e sua superficialidade, Lucille e sua total falta de tato + alcoolismo, Tobias e sua seja lá o que for que dê para ser resumida em uma frase, George Michael e sua paixão pela prima, Maeby, que é apaixonada por contar mentiras e propagar o caos. E o pior não é nem isso. Seria muito fácil a série se contentar com a gama de complexidades já provinda de seus protagonistas, então ela vai além. O advogado Barry, Kitty, Annyong, o âncora John Beard, o ator Carl Weathers, Lucille "Two", Steve Holt, a advogada "cega" de Julia Louis-Dreyfus, o doutor "literal", Lupe, o narrador: todos ao mesmo tempo hilários e únicos, cada um com sua própria caracterização individual. São figuras que não dependem de seu tempo em tela para se tornarem marcantes. E um trabalho de tamanha excelência é muito, mas muito raro.
Os Vampiros
4.0 79Mesmo que as vezes a narrativa não abra espaço para uma sensação de real ameaça, a trama consegue se reinventar ao ponto de não soar repetitiva e alguns personagens esbanjam muito carisma (Mazamette e Irma Vep principalmente). Porém é a direção o verdadeiro primor da obra, já que algumas das cenas são tão inovadoras que assustam - e eu dificilmente esquecerei de Irma Vep girando no ar, enquanto caí de um prédio com uma corda amarrada na cintura.
Succession (1ª Temporada)
4.2 277Eu resolvi rever, pra tentar entender se o hype construído por mim mesmo no passado era de fato real, e ficou claro que era. Succession não apenas exibe uma das melhores uniões de elenco de todos os tempos, como também os espalha em um amontoado caótico de personagens que apesar de verossímeis, destoam da normalidade por sua construção impecável. É quase que paradoxal o negócio: quanto mais irreal e absurdos eles são, mais o espectador compra a realidade desses personagens, já que a construção destes indivíduos foi e está sendo feita ali, diante de nossos olhos.
Fawlty Towers (1ª Temporada)
4.7 13Insana, caótica e hilária: Fawlty Towers é a prova final de que John Cleese merecia ser tombado como patrimônio cômico mundial.
Freaks and Geeks (1ª Temporada)
4.6 553Essa série ter durado tão pouco é inaceitável, é um crime.
Cheers (7ª Temporada)
3.8 1Ainda pecando pela falta de coesão em algumas de suas tramas, Cheers melhora bastante quando trata seus personagens com um pouco menos de respeito, como por exemplo Sam, que a cada episódio que passa se afunda ainda mais em um poço de burrice. Detalhe para Lilith, que rouba a maioria das cenas em que está presente.