A primeira metade do filme conseguiu me tirar o ranço causado antes de assistir pelas "liberdades artísticas" que a diretora tomou em relação ao livro (Heathcliff branco, Catherine loira, trailer sugerindo um soft porn). O filme tem muitos aspectos positivos, especialmente na questão estética: os cenários, figurinos, as tomadas e as músicas modernas casaram perfeitamente com a proposta. A diretora, a safadenha Emerald Fennell, está conseguindo imprimir um estilo muito próprio em seus filmes, mas ela poderia ter feito isso sem deturpar completamente a essência do clássico no qual se inspirou para fazer este filme. <br/>Embora eu estivesse compreendendo as escolhas narrativas do roteiro e as mudanças feitas para se adequar a uma audiência diferente da do livro, meu ranço voltou quando eu percebi que o desespero em chocar o público se resumiu às inúmeras metáforas sobre fluidos genitais, mas tirando o elemento original que era naturalmente chocante no livro: as personalidades e atitudes dos personagens.<br/>Aqui, os protagonistas são meras vítimas de suas realidades e a responsabilidade por seus infortúnios é totalmente terceirizada a outros personagens que seguem uma lógica narrativa de maniqueísmo raso. Embora no livro os personagens também sejam vítimas do contexto social, eles são vítimas principalmente de seus temperamentos e das ações causadas por estes. A pior mudança para mim foi a do Heathcliff. No livro, seu ressentimento é alimentado por uma crueldade já inerente, enquanto no filme, ele se tornou um macho escroto que pede permissão para ser macho escroto.<br/>Em resumo, o filme poderia ter sido uma adaptação muito melhor mesmo abraçando suas divergências; mas infelizmente a diretora tomou a escolha de chocar pelo lado mais superficial possível, criando uma embalagem falsa e apelativa de algo complexo e profundo.
Mais um filme de terror com nota injusta aqui. Apesar de alguns momentos forçados, com uma sonoplastia e atuações exageradas (principalmente no começo), o filme tem suas qualidades e entretém. Uma das maiores qualidades, que é rara nos filmes de terror, é que o filme consegue gerar empatia pelos protagonistas.
Como tantos outros, assisti para poder falar mal com propriedade. Mesmo assim, decidi abrir a cabeça e tomar uma posição objetiva e sem viezes, e terminei o filme concluindo que ele não é TÃO ruim como a internet tá dizendo.
As músicas de fato são PÉSSIMAS, com exceção para duas ou três (em um filme de 2 horas praticamente inteiramente "cantado"). Embora as coreografias sejam boas, as letras são tão porcas que eu senti vergonha alheia várias vezes, principalmente na primeira metade do filme. A partir da segunda metade, não sei se é porque eu me acostumei ou pelo fato das únicas músicas boas estarem nessa parte, mas foi quando o ritmo melhorou e eu consegui acreditar mais na história.
Um dos principais problemas do filme foi a redenção da protagonista, que passou de ser um assassino cruel para uma filantropa empática. Foi raso, superficial e gerou estranhamento. Teria sido pelo menos mais crível se ela continuasse sendo uma bandida. Apesar de problemático por outro lado, ao menos respeitaria uma lógica.
Vi que a Selena Gomez disse em uma entrevista que o filme não é político. Se essa não era a proposta, não faz sentido toda a passagem com a música "Para", cuja cena aliás tem uma confecção muito bonita que poderia ter sido mais marcante caso a abordagem do filme fosse mais sensível e profundo. Trazer apenas como pano de fundo e sem o menor compromisso um tema tão delicado e atual para a sociedade mexicana, soa apenas como oportunismo. Me lembrou um pouco a superficialidade como foi tratado o tema dos desaparecidos na ditadura franquista em "Madres Paralelas" do meu querido Almodóvar.
E por falar em Selena Gómez, vamos falar das atuações, começando pela dela que é a mais fraca de todas. De maneira geral, as atuações de Zoe Saldaña e Adriana Paz estiveram em outro patamar quando colocadas lado a lado com o restante do elenco. É como se as duas estivessem dando tudo por aqueles papeis, enquanto os outros faziam o que podiam. A Karla Sofia Gascón revezava entre momentos muito bons, e outros mais ou menos. Nas cenas mais emotivas e introspectivas, ela se saiu muito bem, assim como na composição inicial do Manitas. Mas na cena do telefonema entre Selena, Karla e Zoe, ficou nítido o desnível entre as duas primeiras e a última. Sobre o espanhol da Selena, não vou nem comentar.
Como eu disse que nem tudo no filme era ruim, achei muito bonito e com química o casal formado entre a Emilia e a Epifanía, apesar da rapidez com que o relacionamento foi construido. Foi mais ou menos a partir dessa altura do filme que eu consegui me conectar melhor com a história.
Finalmente, ao contrário de muitos, eu gostei do final.
A história pedia por um desenlace trágico e a última cena conseguiu ser tocante, embalada por uma das poucas músicas boas do filme. Até aqui eu estava dando uma nota de 2 estrelas e meia, mas o final conseguiu conquistar meia estrela a mais. Preferi abstrair a problemática da santificação da protagonista superficialmente regenerada, porque realmente achei a cena bonita. Inclusive eu acho que a empatia conquistada nos momentos finais pela personagem, somada à música interpretada lindamente pela Adriana e os simbolismos utilizados na cena, foram o que permaneceram na memória dos críticos que enalteceram o filme, fazendo-os abstrairem o início pavoroso e as outras falhas gerais.
Filme desconfortável de assistir. Pelos comentários se vê que muitas pessoas esperavam que o filme fosse um novo "A Serbian Film". Claramente a proposta dele não é chocar pelo gore, mas sim pela quotidianidade da situação que ocorreu.
Acho engraçado como os usuários do Filmow julgam um filmezinho de terror despretensioso com o mesmo crivo de quem está julgando um filme indicado ao Oscar. É óbvio que o filme é superficial, óbvio que não é inventivo... não é essa a intenção dele, mas ele funciona bem naquilo a que se propõe. É por isso que filmes de drama medíocres tem notas altas aqui, e filmes de terror acima da média tem notas medíocres: são 2 pesos e 2 medidas. Se nem o próprio filme se leva a sério, não sou eu quem vou levar. Divertidíssimo!
Não gostei do tom artificial adotado pela direção, mesmo sendo adaptação de uma obra teatral. A história, por mais absurda ou louca que possa parecer, merecia um tom mais naturalista, e dava para ter sido feito assim. Outras adaptações do Nelson Rodrigues para o cinema conseguiram; vide o ótimo "Gêmeas" com a Fernanda Torres. As atuações forçadas e caricatas também não me convenceram, sendo as únicas que se destacaram a de Darlene Glória, que realmente soube imprimir emoção à sua intensa personagem, e do Hugo Carvana, com uma participação curta mas impagável.
Infelizmente a qualidade da série decaiu bastante nesta segunda temporada. Alguns entrechos foram apressados demais, para não dizer forçados; e o roteiro abusou de clichês e frases de efeito para avançar, o que tirou um pouco de profundidade dos assuntos retratados. Ainda assim, continua sendo uma boa série, com questões extremamente pertinentes. Torço pela renovação, pois acredito que a história tem muito potencial; e espero que a terceira temporada seja melhor conduzida. No mais, gostei muito da Larissa Nunes, que foi sabiamente elevada a protagonista nesta temporada. A Mel Lisboa também se destacou muito. Só fico chateado que a Fernanda Vasconcellos não tenha tido mais reconhecimento por sua atuação como Lígia, que para mim foi uma das melhores composições de sua carreira (se não a melhor).
Embora tenha achado a temporada em si meio fraca em comparação com a segunda e a terceira, que foram as melhores, a série fechou com chave de ouro. Terminou no momento certo, quando começava a apresentar um ligeiro desgaste e não havia mais para onde levar a história sem encher linguiça, e o desfecho não decepcionou. Foi coerente com toda a trajetória, fez jus à qualidade geral da série e emocionou.
Achei esta temporada fantástica, elevou o nível consideravelmente em relação à anterior. As metáforas continuam funcionando muito bem e os temas psicológicos foram mais aprofundados. Desta vez nem os números musicais me incomodaram rs e até os episódios "filler" tiveram significância.
O filme mal tinha começado e minha intuição já me deu a certeza de que eu iria adorar. Talvez tenha sido porque a arte impressionante do filme me hipnotizou demais... e ao longo dele, senti que ele tinha uma simbologia importante e mais profunda (que eu tive que pesquisar para entender, porque infelizmente nem sempre intuição e inteligência andam juntas), a qual só me fez gostar ainda mais dele. Vejam.
Realmente esta série consegue ser um pouco mais fiel ao livro do que o filme de 2005, o que tampouco tira o mérito deste último. A medida que eu ia assistindo, fui fazendo uma comparação entre os personagens de ambas adaptações: Eu achei o Matthew Macfadyen como Mr. Darcy muito bom mesmo, mas o Colin Firth foi simplesmente perfeito. Já nas primeiras cenas desta série não coube dúvidas de que ele simplesmente É o Mr. Darcy do livro. Sem mais. O Mr. e a Mrs. Bennett tanto do filme quanto da série são ótimos; mas pra mim, os da série representaram melhor o que eu imaginei ao ler o livro. Eu demorei para me acostumar com a Mrs. Catherine da série, e sinceramente só achei que ela pegou o espírito da personagem na cena final com a Elizabeth. Sem dúvidas achei a do filme melhor, mas também... querer comparar com a Judi Dench me parece covardia. Aquela sim, foi perfeita. Eu demorei uns 3 episódios para ter certeza de qual Elizabeth era a melhor, pois o que sobrava em uma, faltava na outra e vice-versa. Mas depois de me acostumar com a Jennifer Ehle, cheguei à conclusão de que o posto fica com ela. Vi gente reclamando que sua Elizabeth era muito "contida", mas eu sinceramente achei isso muito mais condizente com o livro e com a época da história do que a Lizzie "esfuziante" da Keira Knightley. A Elizabeth aqui é uma mulher à frente de seu tempo e com o temperamento forte, mas de acordo com o que era transgredir as normas na própria época em que a personagem vivia. Consegui sentir nela o espírito da personagem que eu conheci mais do que na Keira; forte, mas sem precisar recorrer a exageros para transmitir isso. Transgressora, mas ainda assim uma donzela do século XIX. Mr. Collins ridículo (assim como na história) em ambas adaptações, mas acho que este aqui conseguiu me irritar mais rsrs não sei se é exatamente o que eu esperava do personagem do livro, mas por mim tudo bem. Sobre as Lídias, tenho uma opinião que talvez seja um pouco polêmica rsrs achei as duas igualmente ótimas, mas para quem assistiu a novela "Orgulho e Paixão", eu sinceramente achei a versão brasileira da Lídia (interpretada pela Bruna Griphão) a mais perfeita... quando peguei o livro para ler, só conseguia enxergar essa. Me julguem. (A Vera Holtz também foi uma "Mrs. Bennet" excelente. Os outros, melhor nem comentar. Mas é novela, são estilos diferentes). Em suma, fico muito satisfeito que a história da Jane Austen, tão rica e tão saborosa, de dar quentinho no coração, tenha tido adaptações tão felizes. Cada uma fiel a seu modo, mantendo o espírito da obra literária e não descaracterizando-a em nada. E esta série leva uma ligeira vantagem sobre isso, por isso foi diretamente para os meus favoritos. P.S: desculpem a Bíblia de comentário, me empolguei demais porque adoro essa história :D
O filme consegue ser bastante fiel ao livro, e os elementos que foram suprimidos ou modificados são perfeitamente justificáveis e até mesmo necessários para fazer a história caber em um filme de 2h de duração. Só achei que faltou um pouco de sutileza em algumas cenas e comportamentos dos personagens, como por exemplo (só para citar alguns) no Mr. e na Miss Bingley. Keira Knightley tá ótima expressando os sentimentos da personagem, mas não sei se concordei 100% com a sua construção; apenas questão de gosto. Ainda assim, é uma personagem adorável e o par com Mr. Darcy, idem. No geral, nada disso compromete muito o resultado final, que é bastante positivo.
uma vovó doida do álcool em gel bem em meio à pandemia de coronavírus que estamos vivendo? Só consegui lembrar disso vendo aquele tanto de álcool em gel na cena do supermercado. A vovó estaria bem empregada agora, fazendo propaganda, além de estar bem protegida rsrs.
Falando do filme, ele é muito simpático. Bem produzido, bem atuado, consegue fazer rir sem ser forçado ou apelar para o besteirol e os protagonistas têm química. Confesso que adoro ver filmes assim meio Disney, que deixam de lado todos os dramas e a tragédia comum a filmes gays. Mas assim, só eu me incomodei um pouco com
o beijo do protagonista na melhor amiga, no final do filme? Tá, digamos que foi um beijo de amigos, mas achei desnecessário. Aliás, taí um clichê que "já deu", o da melhor amiga apaixonada pelo amigo gay.
O filme não é ruim, até que é uma boa animação, bem com a cara dos anos 50. Mesmo assim, eu esperava mais. É claro que nenhuma adaptação de livro será 100% fiel à obra original mas, justamente por se tratar de uma animação, eu imaginei que teria como explorar melhor muitos aspectos do livro.
O filme focou muito na dominação do "povo" através da violência do Estado, mas deixou de lado aprofundar a ignorância, que é um dos alicerces da história. Com isso, o ditador (Napoleão) foi caricaturizado desde o primeiro momento como um vilão odioso, talvez para tornar o filme mais facilmente assimilável para o público infantil. O problema é que essa não é uma história infantil. Não que Napoleão não seja realmente um vilão odioso, mas seu modus operandi através da alienação, com a ajuda do também odioso Squealer, ficou bem superficial e foi pouco mostrado. A supressão de alguns personagens pode até ser compreensível pela duração do filme, mas senti falta da égua Clover, muito importante no livro, e da personalidade original do burro Benjamin, totalmente modificada aqui. E claro, senti muita falta de "Beasts of England" (com letra). Entre outras coisas. Já o final otimista, destoando do livro, foge um pouco da essência orwelliana mas não me incomodou. Dá até um certo alívio rsrs
Lembrando que o livro foi sim, uma crítica do George Orwell ao stalinismo, mas não se limita a isso. A crítica pode ser aplicada aos regimes autoritários de uma maneira geral, podendo se adequar até mesmo a certos contextos atuais. Até mesmo aqui nesta página e na página do youtube onde o filme foi postado, tem comentários de algumas ovelhas (não vou dizer de que político) repetindo "four legs good, two legs baaad"...
Só não gostei mais do filme por causa da chatice do protagonista. Claro que a situação dele é compreensível, mas fica um pouco difícil ter empatia por um cara antipático que se vitimiza o filme todo e trata todo mundo mal gratuitamente. Mas mesmo assim, o casal principal tem muita química (queria eu ter um Cédric... suspiro), e gostei bastante do final: otimista, porém não utópico.
Engraçado as notas aqui no filmow. O live-action tá com a nota mais alta do que a animação, sendo que a nota alta se deve em grande parte por pura nostalgia em relação ao filme original hahaha mas tudo bem, né. Vou fazer um apanhado dos aspectos positivos e negativos do filme na minha humilde opinião.
Pontos positivos: - Alguns clipes das músicas ficaram excelentes, principalmente as cantadas pelo Will Smith. A cena da entrada do "príncipe Ali Ababwa" em Agrabah ficou não apenas fiel à do desenho, como também muito divertida e visualmente espetacular. 'A friend like me' idem. E a entrada, com 'Arabian Nights' também provocou arrepios à semelhança da animação, apesar de eu preferir a voz mais grave do cantor original (não desmerecendo a do Will). Achei muito bem pensado inserir logo na entrada, de maneira breve, a cena do Gazim tentando entrar na Caverna das Maravilhas a mando do Jafar e sendo engolido por esta. - O próprio Will Smith, como já citado por todos. O gênio é um personagem hilário e carismático que merecia um ator à altura. - Cenas que não existiam no original mas que casaram perfeitamente com a proposta do filme, além de abrilhantá-lo. Foram essas: a cena da dança na festa e a Jasmine roubando a lâmpada, engrandecendo a participação da princesa e tornando-a mais ativa. - A Dalia, criada e amiga da Jasmine, que não existia no desenho, mas que foi um ótimo acréscimo ao elenco. Teve momentos genuinamente engraçados e seu romance com o gênio foi muito legal. - A própria Jasmine. Esta é diferente da original, muito mais contida, menos temperamental e sensual, características que eu achava maravilhosas na personagem e que a diferenciavam de outras princesas da Disney. Mas, apesar de não ser a mesma Jasmine, a personagem continuou tendo uma personalidade forte à sua maneira, e a Naomi Scott estava maravilhosa, se mostrando uma escolha acertada. Pontos negativos: - Não achei o Aladdin de todo ruim. Mas faltou aquela male-malemolência hahahaha. No original, foi justamente a malandragem do protagonista que derrotou o Jafar no final. Neste, o personagem era meio bobo e passivo, não foi o herói do filme, parecia estar apenas sendo levado pelas acontecimentos, enquanto se perguntava "o que eu estou fazendo aqui?". Tudo bem se fosse uma nova roupagem (como no caso da Jasmine), mas nesse caso a astúcia com que ele enganou o vilão não ficou muito crível. Não honrou o posto de protagonista. - Por falar em vilão, alguém aí viu o Jafar? Porque eu não. Primeiro que eu não entendi a escolha de um ator tão jovem, mas tudo bem. O problema mesmo é que ele não meteu medo em ninguém, não passou o garbo, a imponência e a loucura que caracterizaram um dos vilões mais marcantes da Disney. Desperdício. - Juro que não é saudosismo, mas achei que a única música inédita do filme ficou sobrando. Não que eu não tenha gostado dela (que é, sim, muito boa e lindamente cantada pela Naomi), mas achei que sei lá... não ornou com o restante da trilha sonora. Sem contar que sua inserção ficou meio forçada... eu sei que elogiei a Jasmine, mas nesta cena em específico ficou muito explícito que as mudanças na personagem foram feitas apenas para preencher a exigência atual de empoderamento feminino. Não estou criticando o empoderamento em si, que eu acho ótimo e necessário, mas isso já existia no desenho (em 1992!) e de maneira muito mais natural. - Finalmente, eu esperava muito mais de 'Um Mundo Ideal'. Esta é a música mais inesquecível de Aladdin e uma das mais inesquecíveis da Disney, mas infelizmente a cena aqui não fez jus. Não foi ruim, mas também não arrepiou. As músicas do gênio cumpriram melhor esse papel. PS: Alguém pode me dizer o que aconteceu com o Rajah no final?? Não lembro de ter visto ele reaparecendo depois da derrota do Jafar... ou eu mosquei nessa parte, ou ele morreu ='(
Ah gente, desculpa pelo comentário enorme, mas Aladdin é um dos meus desenhos preferidos da Disney, então eu me empolgo hahahaha nele tudo funciona: o desenvolvimento da história; a trilha sonora; os personagens carismáticos, incluindo mocinhos, o vilão e todos os coadjuvantes; e a química do casal. No live-action nem tudo isso funcionou, apesar de que no final das contas ele é bem realizado e bastante fiel ao original, mas com mudanças que não o descaracterizam e até o aprimoram.
A Autópsia
3.3 1,1K Assista AgoraTenso. Me caguei todo mais na primeira parte cheia de tensão do que depois quando virou um oba-oba. Mesmo assim o saldo é positivo.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 309 Assista AgoraA primeira metade do filme conseguiu me tirar o ranço causado antes de assistir pelas "liberdades artísticas" que a diretora tomou em relação ao livro (Heathcliff branco, Catherine loira, trailer sugerindo um soft porn). O filme tem muitos aspectos positivos, especialmente na questão estética: os cenários, figurinos, as tomadas e as músicas modernas casaram perfeitamente com a proposta. A diretora, a safadenha Emerald Fennell, está conseguindo imprimir um estilo muito próprio em seus filmes, mas ela poderia ter feito isso sem deturpar completamente a essência do clássico no qual se inspirou para fazer este filme. <br/>Embora eu estivesse compreendendo as escolhas narrativas do roteiro e as mudanças feitas para se adequar a uma audiência diferente da do livro, meu ranço voltou quando eu percebi que o desespero em chocar o público se resumiu às inúmeras metáforas sobre fluidos genitais, mas tirando o elemento original que era naturalmente chocante no livro: as personalidades e atitudes dos personagens.<br/>Aqui, os protagonistas são meras vítimas de suas realidades e a responsabilidade por seus infortúnios é totalmente terceirizada a outros personagens que seguem uma lógica narrativa de maniqueísmo raso. Embora no livro os personagens também sejam vítimas do contexto social, eles são vítimas principalmente de seus temperamentos e das ações causadas por estes. A pior mudança para mim foi a do Heathcliff. No livro, seu ressentimento é alimentado por uma crueldade já inerente, enquanto no filme, ele se tornou um macho escroto que pede permissão para ser macho escroto.<br/>Em resumo, o filme poderia ter sido uma adaptação muito melhor mesmo abraçando suas divergências; mas infelizmente a diretora tomou a escolha de chocar pelo lado mais superficial possível, criando uma embalagem falsa e apelativa de algo complexo e profundo.
A Criada
4.4 1,4K Assista AgoraÉ eita atrás de vish. Tanta reviravolta me deixou até tonto
Quando a Morte Sussurra
2.7 47 Assista AgoraMais um filme de terror com nota injusta aqui. Apesar de alguns momentos forçados, com uma sonoplastia e atuações exageradas (principalmente no começo), o filme tem suas qualidades e entretém. Uma das maiores qualidades, que é rara nos filmes de terror, é que o filme consegue gerar empatia pelos protagonistas.
A História do Som
3.6 49 Assista AgoraJosh O'Connor trabalhando duro ( ͡° ͜ʖ ͡°) para ser um ícone gay. Eu apoio totalmente.
Coerência
4.0 1,4KQuanta audácia, um filme com o orçamento de uma coxinha e um caldo de cana me fazer sentir burro assim.
Emilia Pérez
2.4 484 Assista AgoraComo tantos outros, assisti para poder falar mal com propriedade. Mesmo assim, decidi abrir a cabeça e tomar uma posição objetiva e sem viezes, e terminei o filme concluindo que ele não é TÃO ruim como a internet tá dizendo.
As músicas de fato são PÉSSIMAS, com exceção para duas ou três (em um filme de 2 horas praticamente inteiramente "cantado"). Embora as coreografias sejam boas, as letras são tão porcas que eu senti vergonha alheia várias vezes, principalmente na primeira metade do filme. A partir da segunda metade, não sei se é porque eu me acostumei ou pelo fato das únicas músicas boas estarem nessa parte, mas foi quando o ritmo melhorou e eu consegui acreditar mais na história.
Um dos principais problemas do filme foi a redenção da protagonista, que passou de ser um assassino cruel para uma filantropa empática. Foi raso, superficial e gerou estranhamento. Teria sido pelo menos mais crível se ela continuasse sendo uma bandida. Apesar de problemático por outro lado, ao menos respeitaria uma lógica.
Vi que a Selena Gomez disse em uma entrevista que o filme não é político. Se essa não era a proposta, não faz sentido toda a passagem com a música "Para", cuja cena aliás tem uma confecção muito bonita que poderia ter sido mais marcante caso a abordagem do filme fosse mais sensível e profundo. Trazer apenas como pano de fundo e sem o menor compromisso um tema tão delicado e atual para a sociedade mexicana, soa apenas como oportunismo. Me lembrou um pouco a superficialidade como foi tratado o tema dos desaparecidos na ditadura franquista em "Madres Paralelas" do meu querido Almodóvar.
E por falar em Selena Gómez, vamos falar das atuações, começando pela dela que é a mais fraca de todas. De maneira geral, as atuações de Zoe Saldaña e Adriana Paz estiveram em outro patamar quando colocadas lado a lado com o restante do elenco. É como se as duas estivessem dando tudo por aqueles papeis, enquanto os outros faziam o que podiam. A Karla Sofia Gascón revezava entre momentos muito bons, e outros mais ou menos. Nas cenas mais emotivas e introspectivas, ela se saiu muito bem, assim como na composição inicial do Manitas. Mas na cena do telefonema entre Selena, Karla e Zoe, ficou nítido o desnível entre as duas primeiras e a última. Sobre o espanhol da Selena, não vou nem comentar.
Como eu disse que nem tudo no filme era ruim, achei muito bonito e com química o casal formado entre a Emilia e a Epifanía, apesar da rapidez com que o relacionamento foi construido. Foi mais ou menos a partir dessa altura do filme que eu consegui me conectar melhor com a história.
Finalmente, ao contrário de muitos, eu gostei do final.
A história pedia por um desenlace trágico e a última cena conseguiu ser tocante, embalada por uma das poucas músicas boas do filme. Até aqui eu estava dando uma nota de 2 estrelas e meia, mas o final conseguiu conquistar meia estrela a mais. Preferi abstrair a problemática da santificação da protagonista superficialmente regenerada, porque realmente achei a cena bonita. Inclusive eu acho que a empatia conquistada nos momentos finais pela personagem, somada à música interpretada lindamente pela Adriana e os simbolismos utilizados na cena, foram o que permaneceram na memória dos críticos que enalteceram o filme, fazendo-os abstrairem o início pavoroso e as outras falhas gerais.
A História de Um Bad Boy
2.6 3Filminho mal ajambrado. Atuações e roteiro ruins, sem falar
na relutância em mostrar um beijo gay (poxa, em 1999?!) O que é isso, a novela América?
Mesa Maldita
3.6 173 Assista AgoraFilme desconfortável de assistir. Pelos comentários se vê que muitas pessoas esperavam que o filme fosse um novo "A Serbian Film". Claramente a proposta dele não é chocar pelo gore, mas sim pela quotidianidade da situação que ocorreu.
Dente Canino
3.8 1,2K Assista AgoraFilme estranho com gente esquisita... amei. Só não dou 5 estrelas porque
esperei um final mais resolutivo/catártico.
M3GAN
3.0 893 Assista AgoraAcho engraçado como os usuários do Filmow julgam um filmezinho de terror despretensioso com o mesmo crivo de quem está julgando um filme indicado ao Oscar. É óbvio que o filme é superficial, óbvio que não é inventivo... não é essa a intenção dele, mas ele funciona bem naquilo a que se propõe. É por isso que filmes de drama medíocres tem notas altas aqui, e filmes de terror acima da média tem notas medíocres: são 2 pesos e 2 medidas. Se nem o próprio filme se leva a sério, não sou eu quem vou levar. Divertidíssimo!
Toda Nudez Será Castigada
3.6 127Não gostei do tom artificial adotado pela direção, mesmo sendo adaptação de uma obra teatral. A história, por mais absurda ou louca que possa parecer, merecia um tom mais naturalista, e dava para ter sido feito assim. Outras adaptações do Nelson Rodrigues para o cinema conseguiram; vide o ótimo "Gêmeas" com a Fernanda Torres. As atuações forçadas e caricatas também não me convenceram, sendo as únicas que se destacaram a de Darlene Glória, que realmente soube imprimir emoção à sua intensa personagem, e do Hugo Carvana, com uma participação curta mas impagável.
O Segredo da Cabana
3.0 3,2KMuita informação... às vezes menos é mais.
Coisa Mais Linda (2ª Temporada)
4.1 223Infelizmente a qualidade da série decaiu bastante nesta segunda temporada. Alguns entrechos foram apressados demais, para não dizer forçados; e o roteiro abusou de clichês e frases de efeito para avançar, o que tirou um pouco de profundidade dos assuntos retratados. Ainda assim, continua sendo uma boa série, com questões extremamente pertinentes. Torço pela renovação, pois acredito que a história tem muito potencial; e espero que a terceira temporada seja melhor conduzida. No mais, gostei muito da Larissa Nunes, que foi sabiamente elevada a protagonista nesta temporada. A Mel Lisboa também se destacou muito. Só fico chateado que a Fernanda Vasconcellos não tenha tido mais reconhecimento por sua atuação como Lígia, que para mim foi uma das melhores composições de sua carreira (se não a melhor).
The Good Place (4ª Temporada)
4.3 339 Assista AgoraEmbora tenha achado a temporada em si meio fraca em comparação com a segunda e a terceira, que foram as melhores, a série fechou com chave de ouro. Terminou no momento certo, quando começava a apresentar um ligeiro desgaste e não havia mais para onde levar a história sem encher linguiça, e o desfecho não decepcionou. Foi coerente com toda a trajetória, fez jus à qualidade geral da série e emocionou.
Big Mouth (4ª Temporada)
4.1 64 Assista AgoraAchei esta temporada fantástica, elevou o nível consideravelmente em relação à anterior. As metáforas continuam funcionando muito bem e os temas psicológicos foram mais aprofundados. Desta vez nem os números musicais me incomodaram rs e até os episódios "filler" tiveram significância.
O Castelo Animado
4.4 1,3K Assista AgoraO filme mal tinha começado e minha intuição já me deu a certeza de que eu iria adorar. Talvez tenha sido porque a arte impressionante do filme me hipnotizou demais... e ao longo dele, senti que ele tinha uma simbologia importante e mais profunda (que eu tive que pesquisar para entender, porque infelizmente nem sempre intuição e inteligência andam juntas), a qual só me fez gostar ainda mais dele. Vejam.
Orgulho e Preconceito
4.4 260 Assista AgoraRealmente esta série consegue ser um pouco mais fiel ao livro do que o filme de 2005, o que tampouco tira o mérito deste último. A medida que eu ia assistindo, fui fazendo uma comparação entre os personagens de ambas adaptações:
Eu achei o Matthew Macfadyen como Mr. Darcy muito bom mesmo, mas o Colin Firth foi simplesmente perfeito. Já nas primeiras cenas desta série não coube dúvidas de que ele simplesmente É o Mr. Darcy do livro. Sem mais.
O Mr. e a Mrs. Bennett tanto do filme quanto da série são ótimos; mas pra mim, os da série representaram melhor o que eu imaginei ao ler o livro.
Eu demorei para me acostumar com a Mrs. Catherine da série, e sinceramente só achei que ela pegou o espírito da personagem na cena final com a Elizabeth. Sem dúvidas achei a do filme melhor, mas também... querer comparar com a Judi Dench me parece covardia. Aquela sim, foi perfeita.
Eu demorei uns 3 episódios para ter certeza de qual Elizabeth era a melhor, pois o que sobrava em uma, faltava na outra e vice-versa. Mas depois de me acostumar com a Jennifer Ehle, cheguei à conclusão de que o posto fica com ela. Vi gente reclamando que sua Elizabeth era muito "contida", mas eu sinceramente achei isso muito mais condizente com o livro e com a época da história do que a Lizzie "esfuziante" da Keira Knightley. A Elizabeth aqui é uma mulher à frente de seu tempo e com o temperamento forte, mas de acordo com o que era transgredir as normas na própria época em que a personagem vivia. Consegui sentir nela o espírito da personagem que eu conheci mais do que na Keira; forte, mas sem precisar recorrer a exageros para transmitir isso. Transgressora, mas ainda assim uma donzela do século XIX.
Mr. Collins ridículo (assim como na história) em ambas adaptações, mas acho que este aqui conseguiu me irritar mais rsrs não sei se é exatamente o que eu esperava do personagem do livro, mas por mim tudo bem.
Sobre as Lídias, tenho uma opinião que talvez seja um pouco polêmica rsrs achei as duas igualmente ótimas, mas para quem assistiu a novela "Orgulho e Paixão", eu sinceramente achei a versão brasileira da Lídia (interpretada pela Bruna Griphão) a mais perfeita... quando peguei o livro para ler, só conseguia enxergar essa. Me julguem. (A Vera Holtz também foi uma "Mrs. Bennet" excelente. Os outros, melhor nem comentar. Mas é novela, são estilos diferentes).
Em suma, fico muito satisfeito que a história da Jane Austen, tão rica e tão saborosa, de dar quentinho no coração, tenha tido adaptações tão felizes. Cada uma fiel a seu modo, mantendo o espírito da obra literária e não descaracterizando-a em nada. E esta série leva uma ligeira vantagem sobre isso, por isso foi diretamente para os meus favoritos.
P.S: desculpem a Bíblia de comentário, me empolguei demais porque adoro essa história :D
Orgulho e Preconceito
4.2 2,8K Assista AgoraO filme consegue ser bastante fiel ao livro, e os elementos que foram suprimidos ou modificados são perfeitamente justificáveis e até mesmo necessários para fazer a história caber em um filme de 2h de duração. Só achei que faltou um pouco de sutileza em algumas cenas e comportamentos dos personagens, como por exemplo (só para citar alguns) no Mr. e na Miss Bingley. Keira Knightley tá ótima expressando os sentimentos da personagem, mas não sei se concordei 100% com a sua construção; apenas questão de gosto. Ainda assim, é uma personagem adorável e o par com Mr. Darcy, idem. No geral, nada disso compromete muito o resultado final, que é bastante positivo.
Deixa Pra Lá
3.3 14Coincidência eu ter visto um filme com
uma vovó doida do álcool em gel bem em meio à pandemia de coronavírus que estamos vivendo? Só consegui lembrar disso vendo aquele tanto de álcool em gel na cena do supermercado. A vovó estaria bem empregada agora, fazendo propaganda, além de estar bem protegida rsrs.
Falando do filme, ele é muito simpático. Bem produzido, bem atuado, consegue fazer rir sem ser forçado ou apelar para o besteirol e os protagonistas têm química. Confesso que adoro ver filmes assim meio Disney, que deixam de lado todos os dramas e a tragédia comum a filmes gays. Mas assim, só eu me incomodei um pouco com
o beijo do protagonista na melhor amiga, no final do filme? Tá, digamos que foi um beijo de amigos, mas achei desnecessário. Aliás, taí um clichê que "já deu", o da melhor amiga apaixonada pelo amigo gay.
A Revolução dos Bichos
3.8 117 Assista AgoraO filme não é ruim, até que é uma boa animação, bem com a cara dos anos 50. Mesmo assim, eu esperava mais. É claro que nenhuma adaptação de livro será 100% fiel à obra original mas, justamente por se tratar de uma animação, eu imaginei que teria como explorar melhor muitos aspectos do livro.
O filme focou muito na dominação do "povo" através da violência do Estado, mas deixou de lado aprofundar a ignorância, que é um dos alicerces da história. Com isso, o ditador (Napoleão) foi caricaturizado desde o primeiro momento como um vilão odioso, talvez para tornar o filme mais facilmente assimilável para o público infantil. O problema é que essa não é uma história infantil. Não que Napoleão não seja realmente um vilão odioso, mas seu modus operandi através da alienação, com a ajuda do também odioso Squealer, ficou bem superficial e foi pouco mostrado. A supressão de alguns personagens pode até ser compreensível pela duração do filme, mas senti falta da égua Clover, muito importante no livro, e da personalidade original do burro Benjamin, totalmente modificada aqui. E claro, senti muita falta de "Beasts of England" (com letra). Entre outras coisas. Já o final otimista, destoando do livro, foge um pouco da essência orwelliana mas não me incomodou. Dá até um certo alívio rsrs
Lembrando que o livro foi sim, uma crítica do George Orwell ao stalinismo, mas não se limita a isso. A crítica pode ser aplicada aos regimes autoritários de uma maneira geral, podendo se adequar até mesmo a certos contextos atuais. Até mesmo aqui nesta página e na página do youtube onde o filme foi postado, tem comentários de algumas ovelhas (não vou dizer de que político) repetindo "four legs good, two legs baaad"...
Sociedade dos Poetas Mortos
4.3 2,4K Assista AgoraComo eu chorei com a última cena...
Apenas uma Questão de Amor
3.9 152Só não gostei mais do filme por causa da chatice do protagonista. Claro que a situação dele é compreensível, mas fica um pouco difícil ter empatia por um cara antipático que se vitimiza o filme todo e trata todo mundo mal gratuitamente. Mas mesmo assim, o casal principal tem muita química (queria eu ter um Cédric... suspiro), e gostei bastante do final: otimista, porém não utópico.
Aladdin
3.9 1,3K Assista AgoraEngraçado as notas aqui no filmow. O live-action tá com a nota mais alta do que a animação, sendo que a nota alta se deve em grande parte por pura nostalgia em relação ao filme original hahaha mas tudo bem, né.
Vou fazer um apanhado dos aspectos positivos e negativos do filme na minha humilde opinião.
Pontos positivos:
- Alguns clipes das músicas ficaram excelentes, principalmente as cantadas pelo Will Smith. A cena da entrada do "príncipe Ali Ababwa" em Agrabah ficou não apenas fiel à do desenho, como também muito divertida e visualmente espetacular. 'A friend like me' idem. E a entrada, com 'Arabian Nights' também provocou arrepios à semelhança da animação, apesar de eu preferir a voz mais grave do cantor original (não desmerecendo a do Will). Achei muito bem pensado inserir logo na entrada, de maneira breve, a cena do Gazim tentando entrar na Caverna das Maravilhas a mando do Jafar e sendo engolido por esta.
- O próprio Will Smith, como já citado por todos. O gênio é um personagem hilário e carismático que merecia um ator à altura.
- Cenas que não existiam no original mas que casaram perfeitamente com a proposta do filme, além de abrilhantá-lo. Foram essas: a cena da dança na festa e a Jasmine roubando a lâmpada, engrandecendo a participação da princesa e tornando-a mais ativa.
- A Dalia, criada e amiga da Jasmine, que não existia no desenho, mas que foi um ótimo acréscimo ao elenco. Teve momentos genuinamente engraçados e seu romance com o gênio foi muito legal.
- A própria Jasmine. Esta é diferente da original, muito mais contida, menos temperamental e sensual, características que eu achava maravilhosas na personagem e que a diferenciavam de outras princesas da Disney. Mas, apesar de não ser a mesma Jasmine, a personagem continuou tendo uma personalidade forte à sua maneira, e a Naomi Scott estava maravilhosa, se mostrando uma escolha acertada.
Pontos negativos:
- Não achei o Aladdin de todo ruim. Mas faltou aquela male-malemolência hahahaha. No original, foi justamente a malandragem do protagonista que derrotou o Jafar no final. Neste, o personagem era meio bobo e passivo, não foi o herói do filme, parecia estar apenas sendo levado pelas acontecimentos, enquanto se perguntava "o que eu estou fazendo aqui?". Tudo bem se fosse uma nova roupagem (como no caso da Jasmine), mas nesse caso a astúcia com que ele enganou o vilão não ficou muito crível. Não honrou o posto de protagonista.
- Por falar em vilão, alguém aí viu o Jafar? Porque eu não. Primeiro que eu não entendi a escolha de um ator tão jovem, mas tudo bem. O problema mesmo é que ele não meteu medo em ninguém, não passou o garbo, a imponência e a loucura que caracterizaram um dos vilões mais marcantes da Disney. Desperdício.
- Juro que não é saudosismo, mas achei que a única música inédita do filme ficou sobrando. Não que eu não tenha gostado dela (que é, sim, muito boa e lindamente cantada pela Naomi), mas achei que sei lá... não ornou com o restante da trilha sonora. Sem contar que sua inserção ficou meio forçada... eu sei que elogiei a Jasmine, mas nesta cena em específico ficou muito explícito que as mudanças na personagem foram feitas apenas para preencher a exigência atual de empoderamento feminino. Não estou criticando o empoderamento em si, que eu acho ótimo e necessário, mas isso já existia no desenho (em 1992!) e de maneira muito mais natural.
- Finalmente, eu esperava muito mais de 'Um Mundo Ideal'. Esta é a música mais inesquecível de Aladdin e uma das mais inesquecíveis da Disney, mas infelizmente a cena aqui não fez jus. Não foi ruim, mas também não arrepiou. As músicas do gênio cumpriram melhor esse papel.
PS: Alguém pode me dizer o que aconteceu com o Rajah no final?? Não lembro de ter visto ele reaparecendo depois da derrota do Jafar... ou eu mosquei nessa parte, ou ele morreu ='(
Ah gente, desculpa pelo comentário enorme, mas Aladdin é um dos meus desenhos preferidos da Disney, então eu me empolgo hahahaha nele tudo funciona: o desenvolvimento da história; a trilha sonora; os personagens carismáticos, incluindo mocinhos, o vilão e todos os coadjuvantes; e a química do casal. No live-action nem tudo isso funcionou, apesar de que no final das contas ele é bem realizado e bastante fiel ao original, mas com mudanças que não o descaracterizam e até o aprimoram.