Costumo conseguir vestir minha capa infanto-juvenil e curtir uma história que não seja "adulta", sou fã de animações, vejo qualidades nessas obras e não acredito que elas possam se valer de simplicidades ou subestimar o espectador, o que infelizmente acontece aqui... Não gostei muito da primeira temporada dessa série e avancei penosamente; talvez pelas escolhas da direção, talvez pelas atuações, ou talvez simplesmente por não me interessar mais tanto pelas histórias do Rick Riordan. Não sei... só sei que não consegui mais avançar na segunda temporada após alguns episódios, e não quero assistir nada por obrigação. Percy Jackson, principalmente o primeiro livro, foi importante para o eu-criança, mas paro por aqui. Melhor deixar algumas memórias intactas.
Apesar de totalmente coerente com o cânone desse universo, o final é bem amargo, no melhor dos sentidos. Isso porque vemos apenas o começo da desestruturação dessa família no pós-morte do George. Sabemos que a partir dali não vai ser nada fácil, com Mary se tornando mais fanática, Connie mais frágil, Missy mais rebelde, Georgie assumindo as responsabilidades de chefe da família e Sheldon mais isolado. É o marco final não só da série, mas também de uma parte da vida de todos ali. Chorei bastante, como sabia que aconteceria, e percebi que vou sentir bastante falta dessas personagens. Série leve, cativante, bem escrita e especial demais <3
As últimas duas foram as melhores temporadas da série! Não acho Sheldon tão irritante quanto aparentemente a maioria dos expectadores, mas não dá para negar que todas as tramas paralelas dos últimos dois anos foram incrivelmente bem construídas, prenderam a atenção e ofuscaram o protagonista. Curto quando uma série reinventa suas narrativas e muda sua dinâmica, o que a 5ª e a 6ª fizeram muito bem! A próxima é a última, menor e provavelmente com um acontecimento que todos nós sabíamos que chegaria. =(
Essa temporada tinha tudo para ser melhor, depois de algumas bem medianas. A chegada do Jeremiah foi muito acertada, ele trouxe uma pessoalidade para o programa que, na minha opinião, Bobby nunca tinha conseguido e que os outros quatro já faziam. Apesar disso, talvez a nona temporada tenha os piores participantes, com exceção de 2 (?). Enfim, fica claro o desgaste da série e fico feliz que a próxima seja a última.
Hmm, não sei se tenho muito o que comentar. Acredito que a primeira temporada tenha sido a melhor para mim, explorando o luto da Carrie e o depois do "felizes para sempre". Achei muito corajoso colocar a protagonista como recém-viúva, mas a volta do Aiden, que poderia ter sido tão melhor, foi extremamente mal aproveitada. Dos enredos paralelos, Charlotte continua fenomenal e é a personagem que segue mais coerente, com um desenvolvimento claro e arcos que compensam o expectador. As "novas amigas" passaram três temporadas perdidas, sem rumo, sem uma história clara, sem se integrar completamente, sem carisma... Além disso, a representatividade soou artificial, forçada e, associando isso às coadjuvantes fracas, temos a pior fatia do bolo. Enfim, uma série bem irregular e com muitos altos e baixos.
Assisti em 2016 no lançamento e fiz um comentário aqui na época, em que enalteço bastante a temporada. Desde então ela sempre esteve no meu top 3 de American Horror Story, atrás de Murder House e Asylum, a minha favorita. Sempre pensei que esse ranking poderia mudar se eu reassistisse a série, porque considerava muito do meu aproveitamento o incrível marketing que essa temporada teve.
Lembro muito bem de acompanhar cada trailer e notícia da série desde 2011, aguardando o nome oficial da temporada, o elenco, o tema, etc. Com Roanoke, não tínhamos NADA, a divulgação era em torno do mistério, os teasers eram inespecíficos, o nome era literalmente "?" até o famigerado dia do lançamento, em que sentei para assistir ao primeiro episódio sem saber o que esperar.
Essa sensação de inovação, mistério e surpresa se manteve quando a série, em sua metade, muda totalmente o ritmo, o foco e se torna um reality show dos horrores... fenomenal...
Sendo assim, sempre pensei que talvez o contexto do lançamento importasse nesse resultado final. E, por mais que realmente tenha sido uma das melhores experiências de AHS na época, após a revisita a temporada se mantém minha terceira favorita pelo ineditismo, criatividade, atuação e, mais que tudo talvez, a metalinguagem. Já disse em diversos outros comentários que eu sou totalmente parcial quando um filme usa esse artifício de forma criativa, e aqui isso é feito magistralmente. Confesso que o roteiro da segunda parte poderia ser lapidado um pouco, mas não consigo fechar os olhos para as qualidades desse que foi, na minha opinião, o último grande momento de American Horror Story.
1ª temporada reassistida pela terceira vez e, depois de 15 anos, fica cada vez mais claro que a série está envelhecendo como vinho. A escrita é afiadíssima, um anti-High-School-Musical despretensioso que tem como maior acerto rir de si mesmo e de suas personagens com muito mais defeitos que qualidades, rs.
Definitivamente é bem superior ao ano anterior. Aqui, todos os episódios parecem pertencer à Black Mirror, o que não pode ser dito sobre a sexta temporada, por exemplo. Ainda assim, mesmo existindo episódios com grande qualidade (Eulogy foi o meu favorito, entretanto Common People, Plaything e Bête Noire me agradaram bastante também) há outros com nem tanto, e justamente os mais fracos, na minha opinião, são os de mais de uma hora de duração. Sinto que a sétima temporada foi um passo satisfatório para a série poder retornar às glórias de outrora.
Nem os incríveis Sam Waterston e June Diane Raphael conseguem despertar interesse no expectador para as enfadonhas tramas paralelas. O que salva o sétimo ano é a dinâmica das protagonistas, a qual continua fenomenal. Grace and Frankie se despede em sua pior temporada, ao meu ver, apesar de Fonda e Tomlin brilharem a todo momento. =)
Não sou antipático quanto a não linearidade, muito pelo contrário, porém acredito que uma narrativa cadenciada casaria melhor com a história proposta por essa segunda temporada de Feud. Ao invés de vermos a publicação da revista e seus desdobramentos diretos, primeiro testemunhamos suas consequências à longo prazo (Capote já completamente tomado pela bebida) para só depois acompanharmos os efeitos imediatos (sua tentativa de suicídio logo na manhã da publicação, por exemplo), e então novamente um salto à longo prazo, depois uma nova recuada, etc. Apesar de essa fragmentação e dilatação do enredo ser estilística e funcionar em diversos casos, penso que as progressões e regressões na cronologia não só deram uma sensação de patinação e falta de ritmo à série, como também suspenderam nosso entendimento e, por conseguinte, tendenciaram nossas simpatias.
Se tivéssemos acompanhado de forma linear os feitos de Truman, poderíamos ter uma imagem mais bem definida da situação e as cenas de seus castigos soariam mais amargas e surtiriam melhor dramatização, por exemplo. Da forma como a produção foi montada, entretanto, muitas vezes concordarmos fielmente com um lado da história e nosso julgamento só termina e se completa – se é que uma romantização de pessoas reais possa possibilitar tal feito – quando terminamos os oito episódios. E não digo que não possamos tomar partido, todavia acredito que uma série desse tipo se beneficia não deixando margens para favoritismos – todos estão errados, a humanidade é complexa e não é passível de simplificações – apesar de justamente ter deixado essas margens pelos motivos já citados. Também não acho que seja uma má opção montar o quebra-cabeça aos poucos e entender as nuances conforme os capítulos passam, no entanto acredito que esse roteiro em específico pedia algo diferente.
Dito tudo isso, não posso fechar os olhos para os fatos: a série me prendeu do começo ao fim; o ritmo engessado não me repeliu nem um pouco (além das reservas já apresentadas); as atuações estão fenomenais; a atmosfera nova-iorquina dessa época me causa adoração; a direção de arte está impecável; etc etc. Creio que essa segunda temporada, ainda que não irretocável como a anterior, tem muito mais méritos que defeitos, e o resultado é mais um grande acerto – cada vez mais raro – na carreira de Murphy. Na minha opinião, é claro...
Espetáculo técnico e narrativo. Entendo as críticas ao ritmo da série, mas acho que isso se dá mais às frustrações de quem foi assistir esperando uma história policial. Não é. Stephen Graham e Owen Cooper entregam neste drama familiar atuações fenomenais que se tornam ainda mais impactantes quando nos lembramos que foi tudo um plano-sequência. A obra é um exemplo ímpar de como "o que é contado" e "como é contado" se fundem e se apoiam para contar uma história – se existisse outra trama nessa fôrma ou outra técnica nesse roteiro, acredito que o sucesso da série teria sido bem inferior. Topamos a lentidão porque sabemos que é necessário no plano único proposto, e topamos essa técnica porque nos intrigamos, e nos intrigamos porque o roteiro é poderoso. Tudo funciona aqui em um equilíbrio que justifica sua existência. Enfim, um acerto sem arestas da Netflix.
Eu estava muito impressionado com o quanto a Zoe Perry realmente estava fazendo um ótimo trabalho para se parecer com uma jovem Mae Roth até no jeito de falar, e aí depois descobri que são mãe e filha na vida real. Muito bom =D
Li quase todas as obras da Alice Oseman e acredito 100% que a série seja mais completa e melhor desenvolvida que as HQs justamente porque a autora está presente como roteirista e diretamente envolvida com a produção (e também talvez por ser uma mídia que a permita desenvolver melhor a sua variada gama de personagens).
Comecei a temporada achando que essa história já estava "muito doce" para o meu gosto, mesmo que apreciando bastante sua existência como uma ótima mídia para os adolescentes queer de hoje em dia. Eu sabia para onde o roteiro me levaria por já ter lido o material de base, mas mesmo assim me surpreendi em como tudo foi adaptado, me emocionei com algumas cenas e me envolvi ainda mais nesse universo proposto. Heartstopper encontra em seu terceiro ano a sua melhor temporada. =D
Não tenho como dar uma nota abaixo de 5 estrelas para esta obra-prima. Os episódios 6, 7 e 9 foram os melhores na minha opinião, sendo o nono uma das coisas mais pesadas sobre a Segunda Guerra que eu já vi – chorei copiosamente… Nem tem muito o que comentar, com certeza é uma série que revisitarei outras vezes, degustando aos poucos não só pelo seu tema difícil, mas também pela inegável qualidade. Um espetáculo técnico, narrativo e artístico.
Esta sexta temporada nos evidencia ainda mais todas as mudanças que a série sofreu depois que foi vendida para a Netflix. Os últimos dois episódios não são nem remotamente conectados com o fio narrativo que, mesmo sendo antológica, essa obra se propunha. Entretanto, devo comentar que curti em certas medidas os três primeiros episódios – mesmo sendo fracos para os altos padrões que Black Mirror um dia já cultivou.
Me interessei nesta série quando li uma manchete mais ou menos assim: "Nicole Kidman encarna vilã estilo Carminha em nova série da Netflix". Claramente uma ofensa a Carminha, a Adriana Esteves, a Avenida Brasil e as novelas em geral.
Consegui curtir – relativamente – apenas o primeiro episódio. O estabelecimento das personagens e dos mistérios, apesar de imensamente clichê, é até interessante. Temos uma casa paradisíaca palco de um assassinato; temos diversos suspeitos com seus inúmeros segredos; temos milionários excêntricos e seus vícios; temos uma família disfuncional que vive de aparências; temos infidelidades em abundância; temos a "mordoma" e a personagem estrangeira; ou seja, temos tudo o que faz o gênero um potencial sucesso. Uma pena que a série fique apenas em sua potência.
Acredito que o que mais me incomodou foi o roteiro. O mistério whodunnit é extremamente mal desenvolvido, porém pior ainda são as tramas paralelas que classicamente servem para despistar os expectadores. Só darei um exemplo, que é o que mais impacta a narrativa.
Sabemos que a personagem da Nicole durante toda a série carrega um segredo acerca de um personagem misterioso chamado Graham. Então, no último episódio, ela revela este segredo sem motivo aparente para toda a família depois de ser interrogada. O roteiro quer realmente me fazer acreditar que um interrogatório de poucas cenas sem nenhum impacto emocional na vida da mulher a fez mudar radicalmente sua visão de mundo e revelar para toda a família não só que possui um irmão desconhecido por todos, mas também que era uma prostituta e seu marido um ex-cliente? E para piorar, tudo isso é feito em uma cena porca com um monólogo completamente sem graça e batido do "que alívio contar tudo isso e não viver mais uma farsa", com as outras personagens no sofá ouvindo e gravando com o celular. Depois, nada mais é aprofundado sobre.
Além disso, os alívios cômicos são piegas e não vou nem falar daquela abertura tenebrosa. Não consegui comprar nenhum drama, não senti um pingo de simpatia por nenhuma personagem (ok, talvez pela detetive), não senti o menor envolvimento com nenhuma linha narrativa.
A grande maioria das atuações são constrangedoras (muito por conta do roteiro) e nem mesmo Kidman está bem neste papel. Acredito que a exceção é a Dakota Fanning e Donna Lynne Champlin, que ficam com a melhor fatia do texto, a meu ver. Não conheço outros trabalhos da Eve Hewson para opinar, mas a achei péssima aqui. Ela é nossa protagonista, então devíamos querer acompanhá-la e nos solidarizar, certo? Bom, difícil se solidarizar com alguém que faz as piores escolhas, não passa nenhuma emoção nem toma alguma atitude em relação ao seu entorno. Garota, pega sua trouxinha, sua dignidade e seus pais e vaza dessa casa!
Enfim, uma bomba daquelas que é gostosa de criticar somente porque tem a incrível Kidman. Até a próxima, Nicole! :)
Finalizando a franquia Carros com esta série irregular que me agradou em alguns episódios, principalmente suas referências e alguns momentos de comédia (fico em dúvida se 2.5 ou 3 estrelas). Já escrevi sobre o meu desagrado pessoal com esses filmes e personagens, então vou parar por aqui. Para quem curte, acho que vale mais à pena!
E, com esta série, eu finalmente conclui meu projeto e zerei a Pixar (pelo menos até agora, rs). Segue a lista: https://filmow.com/listas/pixar-lista-completa-l242236/
Devido a variada gama de episódios existente em séries do tipo, era esperado alguma irregularidade, entretanto o pior momento da série ainda se faz interessante. Muito legal para quem curte saber dos bastidores e do processo criativo envolvido na criação dessas animações blockbusters.
Me surpreendi. Super despretensiosa, tem um roteiro simples que funciona, deixa um sorriso no rosto, e até mesmo aprofunda as relações apresentadas em Up. Gostei =)
Inocente e despretensiosa, mas com episódios muito curtos e... como dizer isso... insuficientes? Às vezes o prazer em ver essas personagens clássicas não basta. A qualidade sempre deve vir antes da quantidade...
Bem irregular, achei alguns episódios bons e outros, honestamente, chatos. Em alguns fica bem claro que a "pegadinha" foi combinada com o expectador, o que a torna ainda mais fraca. No geral, é divertida no que se propõe.
A primeira temporada de Monstros ao Trabalho não é uma continuação de Monstros S.A., na verdade ela se passa antes das últimas cenas do filme (sendo que o último momento do show é logo anterior ao do Sully reencontrando a Boo). Aqui os produtores tomam uma decisão controversa (para dizer o mínimo): a mudança de público alvo, visando agora crianças mais jovens do que o acostumado pela Pixar. Porém, para além disso, eles infelizmente fazem uma coisa que o estúdio era tão conhecido e aclamado por NÃO fazer: subestimam o expectador.
Assim, há uma quebra de expectativa quanto ao roteiro apresentado, muito mais pela qualidade do texto do que pelo enfoque mais infantil. Esta temporada desdenha dos problemas e das soluções apresentadas, com histórias simples e até mesmo repetitivas. Por exemplo:
1) os pais humanos acreditarem que aquilo no berço era seu bebê é simplesmente escrita preguiçosa, a Pixar dificilmente antes apresentou esse padrão de qualidade; 2) as inúmeras e recorrentes cenas de perseguição de algum objeto/personagem que se perde nas tubulações e corredores da companhia, concluindo com alguém sempre tropeçando/derrubando algo/espatifando coisas; 3) a falta de coerência no sistema de trituração das portas (no filme é de um jeito, na série de outro); 4) a forma simplista e sem verossimilhança na representação do funcionamento de uma empresa, que poderia ter sido levada de forma mais realista (sob a óptica fantasiosa da Pixar, é claro), como Monstros S.A. fez.
Apesar disso, a série apresenta personagens novas carismáticas e mantém a coesão das antigas, o que a faz ser gostosa de assistir. Ademais, a animação tem claramente um orçamento menor do que os padrões atuais do estúdio, no entanto não deixa de ser extremamente atenta aos detalhes. Gostei também da resolução do plot do Abominável.
No mais, só posso desejar que a segunda temporada siga um rumo diferente, agora com a empresa nos eixos. Espero que trabalhem melhor o roteiro e valorizem seu público-alvo, mesmo que mais infantil do que estamos acostumados. Ainda na dúvida se 2.5 ou 3 estrelas.
A pior desde a 13ª. É impressionante como deu para sentir o impacto da participação irregular da protagonista, que segurava todo o elenco e as tramas unidas. Uma história engaja o expectador quando nos importamos com os obstáculos criados por ela até vermos seus desfechos, com novos obstáculos e novas soluções. Sem uma boa problemática não há uma boa história a ser fomentada. E a questão é justamente essa, os dramas criados pelos roteiristas estão repetitivos, cansativos e mal-ajambrados.
Amelia e Kai, Meredith e Nick, Maggie e Winston.... os três casais têm a MESMA história e o MESMO desfecho, quase simultaneamente. Um deles precisa se mudar por conta da carreira, o outro sofre e não sabe lidar com seus sentimentos.... que falta do que escrever, não é? Por falar em Amelia, gosto da realista e constante luta pela sua sobriedade (incluo também o Richard), mas não podemos negar que a certa altura até isso satura... Já os casais Owen/Teddy e Maggie/Winston... sejamos bem sinceros... alguém ainda se importa? Alguém ainda "shippa"? Maggie é uma das personagens mais malquistas pelo fandom (compartilho da irritação geral), e não precisamos nem falar sobre Owen... As discussões incessantes entre Maggie e Winston criam mais antipatia pela personagem e definitivamente não anima para torcermos pelo casal. Já Teddy e Owen têm o mesmo problema de qualquer outra relação em que Owen tenha participado. Mas, para ser sincero, gosto da Teddy e acho que ela é uma das únicas que curto ver em cena. Além disso tudo, vemos mais uma montanha-russa Link e Jo, o que ironicamente é uma das surpresas positivas em meio a toda essa bagunça. O casal funciona e soa como um refresco até. Link e Amelia tinham uma torcida grande (inclusiva a minha), um casal que empolgou e teve química, mas depois da saída do Karev tiveram que reestruturar toda as subtramas da Jo, colocando ela em uma nova carreira, com uma nova filha, e com um novo interesse amoroso (e então bye bye Amelia). Outro ponto positivo talvez tenha sido a abordagem da saúde reprodutiva feminina nos EUA, que passa por maus bocados, no entanto colocar Bailey recebendo o prêmio Catherine Fox daquela maneira soou apressado e sem dar o devido valor a uma das personagens mais queridas da série, na minha opinião. Os internos novos trazem um respiro capenga para a temporada, até a situação de um novo interno ignorando uma DNR já soa mais do mesmo, para falar a verdade.
Enfim, eu poderia ficar mais alguns parágrafos escrevendo sobre, mas vou parar por aqui. Grey's precisa planejar o seu fim, isso fica mais claro a cada ano que passa, enquanto perdemos o interesse pelas personagens cada vez mais caricatas em suas tramas já desgastadas e repetitivas. =/
Curti bastante as primeiras duas temporadas de Bridgerton, então me animei com essa aqui (que até levanta a questão se supera seu material de origem). Despretensiosa e carismática, recomendo guardar para assistir quando estiver na vibe romance. Achei a série bem bonita, com um romance que convence, atuações que se sustentam e uma direção de arte competente. A cena final é de chorar... <3
Percy Jackson e os Olimpianos (2ª Temporada)
3.5 27 Assista AgoraCostumo conseguir vestir minha capa infanto-juvenil e curtir uma história que não seja "adulta", sou fã de animações, vejo qualidades nessas obras e não acredito que elas possam se valer de simplicidades ou subestimar o espectador, o que infelizmente acontece aqui... Não gostei muito da primeira temporada dessa série e avancei penosamente; talvez pelas escolhas da direção, talvez pelas atuações, ou talvez simplesmente por não me interessar mais tanto pelas histórias do Rick Riordan. Não sei... só sei que não consegui mais avançar na segunda temporada após alguns episódios, e não quero assistir nada por obrigação. Percy Jackson, principalmente o primeiro livro, foi importante para o eu-criança, mas paro por aqui. Melhor deixar algumas memórias intactas.
Jovem Sheldon (7ª Temporada)
4.3 67 Assista AgoraApesar de totalmente coerente com o cânone desse universo, o final é bem amargo, no melhor dos sentidos. Isso porque vemos apenas o começo da desestruturação dessa família no pós-morte do George. Sabemos que a partir dali não vai ser nada fácil, com Mary se tornando mais fanática, Connie mais frágil, Missy mais rebelde, Georgie assumindo as responsabilidades de chefe da família e Sheldon mais isolado. É o marco final não só da série, mas também de uma parte da vida de todos ali. Chorei bastante, como sabia que aconteceria, e percebi que vou sentir bastante falta dessas personagens. Série leve, cativante, bem escrita e especial demais <3
Jovem Sheldon (6ª Temporada)
4.1 31 Assista AgoraAs últimas duas foram as melhores temporadas da série! Não acho Sheldon tão irritante quanto aparentemente a maioria dos expectadores, mas não dá para negar que todas as tramas paralelas dos últimos dois anos foram incrivelmente bem construídas, prenderam a atenção e ofuscaram o protagonista. Curto quando uma série reinventa suas narrativas e muda sua dinâmica, o que a 5ª e a 6ª fizeram muito bem! A próxima é a última, menor e provavelmente com um acontecimento que todos nós sabíamos que chegaria. =(
Queer Eye: Mais Que um Makeover (9ª Temporada)
4.2 14Essa temporada tinha tudo para ser melhor, depois de algumas bem medianas. A chegada do Jeremiah foi muito acertada, ele trouxe uma pessoalidade para o programa que, na minha opinião, Bobby nunca tinha conseguido e que os outros quatro já faziam. Apesar disso, talvez a nona temporada tenha os piores participantes, com exceção de 2 (?). Enfim, fica claro o desgaste da série e fico feliz que a próxima seja a última.
And Just Like That... (3ª Temporada)
3.1 32Hmm, não sei se tenho muito o que comentar. Acredito que a primeira temporada tenha sido a melhor para mim, explorando o luto da Carrie e o depois do "felizes para sempre". Achei muito corajoso colocar a protagonista como recém-viúva, mas a volta do Aiden, que poderia ter sido tão melhor, foi extremamente mal aproveitada. Dos enredos paralelos, Charlotte continua fenomenal e é a personagem que segue mais coerente, com um desenvolvimento claro e arcos que compensam o expectador. As "novas amigas" passaram três temporadas perdidas, sem rumo, sem uma história clara, sem se integrar completamente, sem carisma... Além disso, a representatividade soou artificial, forçada e, associando isso às coadjuvantes fracas, temos a pior fatia do bolo. Enfim, uma série bem irregular e com muitos altos e baixos.
American Horror Story: Roanoke (6ª Temporada)
3.8 722 Assista AgoraAssisti em 2016 no lançamento e fiz um comentário aqui na época, em que enalteço bastante a temporada. Desde então ela sempre esteve no meu top 3 de American Horror Story, atrás de Murder House e Asylum, a minha favorita. Sempre pensei que esse ranking poderia mudar se eu reassistisse a série, porque considerava muito do meu aproveitamento o incrível marketing que essa temporada teve.
Lembro muito bem de acompanhar cada trailer e notícia da série desde 2011, aguardando o nome oficial da temporada, o elenco, o tema, etc. Com Roanoke, não tínhamos NADA, a divulgação era em torno do mistério, os teasers eram inespecíficos, o nome era literalmente "?" até o famigerado dia do lançamento, em que sentei para assistir ao primeiro episódio sem saber o que esperar.
Essa sensação de inovação, mistério e surpresa se manteve quando a série, em sua metade, muda totalmente o ritmo, o foco e se torna um reality show dos horrores... fenomenal...
Sendo assim, sempre pensei que talvez o contexto do lançamento importasse nesse resultado final. E, por mais que realmente tenha sido uma das melhores experiências de AHS na época, após a revisita a temporada se mantém minha terceira favorita pelo ineditismo, criatividade, atuação e, mais que tudo talvez, a metalinguagem. Já disse em diversos outros comentários que eu sou totalmente parcial quando um filme usa esse artifício de forma criativa, e aqui isso é feito magistralmente. Confesso que o roteiro da segunda parte poderia ser lapidado um pouco, mas não consigo fechar os olhos para as qualidades desse que foi, na minha opinião, o último grande momento de American Horror Story.
Glee (1ª Temporada)
4.1 795 Assista Agora1ª temporada reassistida pela terceira vez e, depois de 15 anos, fica cada vez mais claro que a série está envelhecendo como vinho. A escrita é afiadíssima, um anti-High-School-Musical despretensioso que tem como maior acerto rir de si mesmo e de suas personagens com muito mais defeitos que qualidades, rs.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraDefinitivamente é bem superior ao ano anterior. Aqui, todos os episódios parecem pertencer à Black Mirror, o que não pode ser dito sobre a sexta temporada, por exemplo. Ainda assim, mesmo existindo episódios com grande qualidade (Eulogy foi o meu favorito, entretanto Common People, Plaything e Bête Noire me agradaram bastante também) há outros com nem tanto, e justamente os mais fracos, na minha opinião, são os de mais de uma hora de duração. Sinto que a sétima temporada foi um passo satisfatório para a série poder retornar às glórias de outrora.
Grace And Frankie (7ª Temporada)
4.1 68Nem os incríveis Sam Waterston e June Diane Raphael conseguem despertar interesse no expectador para as enfadonhas tramas paralelas. O que salva o sétimo ano é a dinâmica das protagonistas, a qual continua fenomenal. Grace and Frankie se despede em sua pior temporada, ao meu ver, apesar de Fonda e Tomlin brilharem a todo momento. =)
Feud: Capote vs. The Swans (2ª Temporada)
3.5 17 Assista AgoraNão sou antipático quanto a não linearidade, muito pelo contrário, porém acredito que uma narrativa cadenciada casaria melhor com a história proposta por essa segunda temporada de Feud. Ao invés de vermos a publicação da revista e seus desdobramentos diretos, primeiro testemunhamos suas consequências à longo prazo (Capote já completamente tomado pela bebida) para só depois acompanharmos os efeitos imediatos (sua tentativa de suicídio logo na manhã da publicação, por exemplo), e então novamente um salto à longo prazo, depois uma nova recuada, etc. Apesar de essa fragmentação e dilatação do enredo ser estilística e funcionar em diversos casos, penso que as progressões e regressões na cronologia não só deram uma sensação de patinação e falta de ritmo à série, como também suspenderam nosso entendimento e, por conseguinte, tendenciaram nossas simpatias.
Se tivéssemos acompanhado de forma linear os feitos de Truman, poderíamos ter uma imagem mais bem definida da situação e as cenas de seus castigos soariam mais amargas e surtiriam melhor dramatização, por exemplo. Da forma como a produção foi montada, entretanto, muitas vezes concordarmos fielmente com um lado da história e nosso julgamento só termina e se completa – se é que uma romantização de pessoas reais possa possibilitar tal feito – quando terminamos os oito episódios. E não digo que não possamos tomar partido, todavia acredito que uma série desse tipo se beneficia não deixando margens para favoritismos – todos estão errados, a humanidade é complexa e não é passível de simplificações – apesar de justamente ter deixado essas margens pelos motivos já citados. Também não acho que seja uma má opção montar o quebra-cabeça aos poucos e entender as nuances conforme os capítulos passam, no entanto acredito que esse roteiro em específico pedia algo diferente.
Dito tudo isso, não posso fechar os olhos para os fatos: a série me prendeu do começo ao fim; o ritmo engessado não me repeliu nem um pouco (além das reservas já apresentadas); as atuações estão fenomenais; a atmosfera nova-iorquina dessa época me causa adoração; a direção de arte está impecável; etc etc. Creio que essa segunda temporada, ainda que não irretocável como a anterior, tem muito mais méritos que defeitos, e o resultado é mais um grande acerto – cada vez mais raro – na carreira de Murphy. Na minha opinião, é claro...
Adolescência
4.0 613 Assista AgoraEspetáculo técnico e narrativo. Entendo as críticas ao ritmo da série, mas acho que isso se dá mais às frustrações de quem foi assistir esperando uma história policial. Não é. Stephen Graham e Owen Cooper entregam neste drama familiar atuações fenomenais que se tornam ainda mais impactantes quando nos lembramos que foi tudo um plano-sequência. A obra é um exemplo ímpar de como "o que é contado" e "como é contado" se fundem e se apoiam para contar uma história – se existisse outra trama nessa fôrma ou outra técnica nesse roteiro, acredito que o sucesso da série teria sido bem inferior. Topamos a lentidão porque sabemos que é necessário no plano único proposto, e topamos essa técnica porque nos intrigamos, e nos intrigamos porque o roteiro é poderoso. Tudo funciona aqui em um equilíbrio que justifica sua existência. Enfim, um acerto sem arestas da Netflix.
Jovem Sheldon (1ª Temporada)
4.2 165 Assista AgoraEu estava muito impressionado com o quanto a Zoe Perry realmente estava fazendo um ótimo trabalho para se parecer com uma jovem Mae Roth até no jeito de falar, e aí depois descobri que são mãe e filha na vida real. Muito bom =D
Heartstopper (3ª Temporada)
4.0 83 Assista AgoraLi quase todas as obras da Alice Oseman e acredito 100% que a série seja mais completa e melhor desenvolvida que as HQs justamente porque a autora está presente como roteirista e diretamente envolvida com a produção (e também talvez por ser uma mídia que a permita desenvolver melhor a sua variada gama de personagens).
Comecei a temporada achando que essa história já estava "muito doce" para o meu gosto, mesmo que apreciando bastante sua existência como uma ótima mídia para os adolescentes queer de hoje em dia. Eu sabia para onde o roteiro me levaria por já ter lido o material de base, mas mesmo assim me surpreendi em como tudo foi adaptado, me emocionei com algumas cenas e me envolvi ainda mais nesse universo proposto. Heartstopper encontra em seu terceiro ano a sua melhor temporada. =D
Irmãos de Guerra
4.7 639 Assista AgoraNão tenho como dar uma nota abaixo de 5 estrelas para esta obra-prima. Os episódios 6, 7 e 9 foram os melhores na minha opinião, sendo o nono uma das coisas mais pesadas sobre a Segunda Guerra que eu já vi – chorei copiosamente… Nem tem muito o que comentar, com certeza é uma série que revisitarei outras vezes, degustando aos poucos não só pelo seu tema difícil, mas também pela inegável qualidade. Um espetáculo técnico, narrativo e artístico.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraEsta sexta temporada nos evidencia ainda mais todas as mudanças que a série sofreu depois que foi vendida para a Netflix. Os últimos dois episódios não são nem remotamente conectados com o fio narrativo que, mesmo sendo antológica, essa obra se propunha. Entretanto, devo comentar que curti em certas medidas os três primeiros episódios – mesmo sendo fracos para os altos padrões que Black Mirror um dia já cultivou.
O Casal Perfeito
3.1 121Me interessei nesta série quando li uma manchete mais ou menos assim: "Nicole Kidman encarna vilã estilo Carminha em nova série da Netflix". Claramente uma ofensa a Carminha, a Adriana Esteves, a Avenida Brasil e as novelas em geral.
Consegui curtir – relativamente – apenas o primeiro episódio. O estabelecimento das personagens e dos mistérios, apesar de imensamente clichê, é até interessante. Temos uma casa paradisíaca palco de um assassinato; temos diversos suspeitos com seus inúmeros segredos; temos milionários excêntricos e seus vícios; temos uma família disfuncional que vive de aparências; temos infidelidades em abundância; temos a "mordoma" e a personagem estrangeira; ou seja, temos tudo o que faz o gênero um potencial sucesso. Uma pena que a série fique apenas em sua potência.
Acredito que o que mais me incomodou foi o roteiro. O mistério whodunnit é extremamente mal desenvolvido, porém pior ainda são as tramas paralelas que classicamente servem para despistar os expectadores. Só darei um exemplo, que é o que mais impacta a narrativa.
Sabemos que a personagem da Nicole durante toda a série carrega um segredo acerca de um personagem misterioso chamado Graham. Então, no último episódio, ela revela este segredo sem motivo aparente para toda a família depois de ser interrogada. O roteiro quer realmente me fazer acreditar que um interrogatório de poucas cenas sem nenhum impacto emocional na vida da mulher a fez mudar radicalmente sua visão de mundo e revelar para toda a família não só que possui um irmão desconhecido por todos, mas também que era uma prostituta e seu marido um ex-cliente? E para piorar, tudo isso é feito em uma cena porca com um monólogo completamente sem graça e batido do "que alívio contar tudo isso e não viver mais uma farsa", com as outras personagens no sofá ouvindo e gravando com o celular. Depois, nada mais é aprofundado sobre.
Além disso, os alívios cômicos são piegas e não vou nem falar daquela abertura tenebrosa. Não consegui comprar nenhum drama, não senti um pingo de simpatia por nenhuma personagem (ok, talvez pela detetive), não senti o menor envolvimento com nenhuma linha narrativa.
A grande maioria das atuações são constrangedoras (muito por conta do roteiro) e nem mesmo Kidman está bem neste papel. Acredito que a exceção é a Dakota Fanning e Donna Lynne Champlin, que ficam com a melhor fatia do texto, a meu ver. Não conheço outros trabalhos da Eve Hewson para opinar, mas a achei péssima aqui. Ela é nossa protagonista, então devíamos querer acompanhá-la e nos solidarizar, certo? Bom, difícil se solidarizar com alguém que faz as piores escolhas, não passa nenhuma emoção nem toma alguma atitude em relação ao seu entorno. Garota, pega sua trouxinha, sua dignidade e seus pais e vaza dessa casa!
Enfim, uma bomba daquelas que é gostosa de criticar somente porque tem a incrível Kidman. Até a próxima, Nicole! :)
Carros na Estrada
3.2 16Finalizando a franquia Carros com esta série irregular que me agradou em alguns episódios, principalmente suas referências e alguns momentos de comédia (fico em dúvida se 2.5 ou 3 estrelas). Já escrevi sobre o meu desagrado pessoal com esses filmes e personagens, então vou parar por aqui. Para quem curte, acho que vale mais à pena!
E, com esta série, eu finalmente conclui meu projeto e zerei a Pixar (pelo menos até agora, rs). Segue a lista: https://filmow.com/listas/pixar-lista-completa-l242236/
Por Dentro da Pixar (1ª Temporada)
4.1 10 Assista AgoraDevido a variada gama de episódios existente em séries do tipo, era esperado alguma irregularidade, entretanto o pior momento da série ainda se faz interessante. Muito legal para quem curte saber dos bastidores e do processo criativo envolvido na criação dessas animações blockbusters.
A Vida de Dug (1ª Temporada)
4.1 16 Assista AgoraMe surpreendi. Super despretensiosa, tem um roteiro simples que funciona, deixa um sorriso no rosto, e até mesmo aprofunda as relações apresentadas em Up. Gostei =)
Sessão Pipoca com a Pixar (1ª Temporada)
3.6 14 Assista AgoraInocente e despretensiosa, mas com episódios muito curtos e... como dizer isso... insuficientes? Às vezes o prazer em ver essas personagens clássicas não basta. A qualidade sempre deve vir antes da quantidade...
Pixar na Vida Real (1ª Temporada)
3.3 6Bem irregular, achei alguns episódios bons e outros, honestamente, chatos. Em alguns fica bem claro que a "pegadinha" foi combinada com o expectador, o que a torna ainda mais fraca. No geral, é divertida no que se propõe.
Monstros no Trabalho (1ª Temporada)
3.6 31A primeira temporada de Monstros ao Trabalho não é uma continuação de Monstros S.A., na verdade ela se passa antes das últimas cenas do filme (sendo que o último momento do show é logo anterior ao do Sully reencontrando a Boo). Aqui os produtores tomam uma decisão controversa (para dizer o mínimo): a mudança de público alvo, visando agora crianças mais jovens do que o acostumado pela Pixar. Porém, para além disso, eles infelizmente fazem uma coisa que o estúdio era tão conhecido e aclamado por NÃO fazer: subestimam o expectador.
Assim, há uma quebra de expectativa quanto ao roteiro apresentado, muito mais pela qualidade do texto do que pelo enfoque mais infantil. Esta temporada desdenha dos problemas e das soluções apresentadas, com histórias simples e até mesmo repetitivas. Por exemplo:
1) os pais humanos acreditarem que aquilo no berço era seu bebê é simplesmente escrita preguiçosa, a Pixar dificilmente antes apresentou esse padrão de qualidade;
2) as inúmeras e recorrentes cenas de perseguição de algum objeto/personagem que se perde nas tubulações e corredores da companhia, concluindo com alguém sempre tropeçando/derrubando algo/espatifando coisas;
3) a falta de coerência no sistema de trituração das portas (no filme é de um jeito, na série de outro);
4) a forma simplista e sem verossimilhança na representação do funcionamento de uma empresa, que poderia ter sido levada de forma mais realista (sob a óptica fantasiosa da Pixar, é claro), como Monstros S.A. fez.
Apesar disso, a série apresenta personagens novas carismáticas e mantém a coesão das antigas, o que a faz ser gostosa de assistir. Ademais, a animação tem claramente um orçamento menor do que os padrões atuais do estúdio, no entanto não deixa de ser extremamente atenta aos detalhes. Gostei também da resolução do plot do Abominável.
No mais, só posso desejar que a segunda temporada siga um rumo diferente, agora com a empresa nos eixos. Espero que trabalhem melhor o roteiro e valorizem seu público-alvo, mesmo que mais infantil do que estamos acostumados. Ainda na dúvida se 2.5 ou 3 estrelas.
(E, sim, talvez eu esteja analisando demais.)
A Anatomia de Grey (19ª Temporada)
3.7 26 Assista AgoraA pior desde a 13ª. É impressionante como deu para sentir o impacto da participação irregular da protagonista, que segurava todo o elenco e as tramas unidas.
Uma história engaja o expectador quando nos importamos com os obstáculos criados por ela até vermos seus desfechos, com novos obstáculos e novas soluções. Sem uma boa problemática não há uma boa história a ser fomentada. E a questão é justamente essa, os dramas criados pelos roteiristas estão repetitivos, cansativos e mal-ajambrados.
Amelia e Kai, Meredith e Nick, Maggie e Winston.... os três casais têm a MESMA história e o MESMO desfecho, quase simultaneamente. Um deles precisa se mudar por conta da carreira, o outro sofre e não sabe lidar com seus sentimentos.... que falta do que escrever, não é?
Por falar em Amelia, gosto da realista e constante luta pela sua sobriedade (incluo também o Richard), mas não podemos negar que a certa altura até isso satura...
Já os casais Owen/Teddy e Maggie/Winston... sejamos bem sinceros... alguém ainda se importa? Alguém ainda "shippa"? Maggie é uma das personagens mais malquistas pelo fandom (compartilho da irritação geral), e não precisamos nem falar sobre Owen... As discussões incessantes entre Maggie e Winston criam mais antipatia pela personagem e definitivamente não anima para torcermos pelo casal. Já Teddy e Owen têm o mesmo problema de qualquer outra relação em que Owen tenha participado. Mas, para ser sincero, gosto da Teddy e acho que ela é uma das únicas que curto ver em cena.
Além disso tudo, vemos mais uma montanha-russa Link e Jo, o que ironicamente é uma das surpresas positivas em meio a toda essa bagunça. O casal funciona e soa como um refresco até. Link e Amelia tinham uma torcida grande (inclusiva a minha), um casal que empolgou e teve química, mas depois da saída do Karev tiveram que reestruturar toda as subtramas da Jo, colocando ela em uma nova carreira, com uma nova filha, e com um novo interesse amoroso (e então bye bye Amelia).
Outro ponto positivo talvez tenha sido a abordagem da saúde reprodutiva feminina nos EUA, que passa por maus bocados, no entanto colocar Bailey recebendo o prêmio Catherine Fox daquela maneira soou apressado e sem dar o devido valor a uma das personagens mais queridas da série, na minha opinião.
Os internos novos trazem um respiro capenga para a temporada, até a situação de um novo interno ignorando uma DNR já soa mais do mesmo, para falar a verdade.
Enfim, eu poderia ficar mais alguns parágrafos escrevendo sobre, mas vou parar por aqui. Grey's precisa planejar o seu fim, isso fica mais claro a cada ano que passa, enquanto perdemos o interesse pelas personagens cada vez mais caricatas em suas tramas já desgastadas e repetitivas. =/
Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton
4.2 136 Assista AgoraCurti bastante as primeiras duas temporadas de Bridgerton, então me animei com essa aqui (que até levanta a questão se supera seu material de origem). Despretensiosa e carismática, recomendo guardar para assistir quando estiver na vibe romance.
Achei a série bem bonita, com um romance que convence, atuações que se sustentam e uma direção de arte competente. A cena final é de chorar... <3