A monotonia continua, com o ritmo maçante e os seus enquadramentos precisos; e não digo isso de forma pejorativa, pois o que engrandece a série é exatamente isso, transmitir um local de trabalho totalmente exaustivo e sem sentido, cafona, chato. Sabe aquele meme do cara que recebe um bombom por ter batido uma meta de milhões? Pois bem, esse meme descreve muito bem a série. Dessa vez ela se expande além das paredes brancas do escritório, entregando mais cenas externas e mais mistérios. Não acho que o desfecho tenha atingido o mesmo nível do desfecho da primeira temporada, mas sim, consegue nos deixar curiosos pra saber o que acontece a partir dali. Teve seus pontos baixos, mas continua excelente. • AppleTV
Minha avaliação é apenas em relação ao que vi na tela, sem nenhum tipo de comparação com o jogo, que eu nunca joguei. Gostei bastante da primeira temporada, do primeiro ao último episódio, enquanto que, nessa segunda parte, ao fim do excelente segundo episódio, eu achei que as coisas iam melhorar ainda mais. Tem lá seus momentos, mas do terceiro ao último episódio achei bem arrastado, e só fui até o fim porque não gosto de largar as coisas pela metade. O romance entre as duas personagens até que é legal, mas é muito repetitivo; faltou mais emoção e tensão. • MAX
Achei um pouco inferior à primeira temporada, mas somando todos os episódios, merece uma boa avaliação, ainda mais por trazer questões que rendem um bom debate, tanto sobre os episódios como os temas abordados. Temas como o luto e a substituição artificial de quem amamos é o foco do primeiro episódio; passando para o segundo, o mais frenético e intrigante, onde uma mulher foge de pessoas que a querem morta enquanto pessoas na rua filmam tudo pelo celular; uma boa entrada com um desfecho péssimo. O terceiro episódio é o mais fraco, sobre um ser animado concorrendo a eleição. • Netflix
Assim que a minissérie foi lançada, pessoas rasgavam elogios, mais tarde, boa parte das criticas eram negativas, indicando que a produção não era lá essa coisa toda. Longe de ser uma obra-prima, mas também bem distante de ser ruim - como muitos dizem - esse é um trabalho necessário, principalmente para quem tem filhos adolescentes, esfregando em nossa cara que não conhecemos de fato nossos próprios filhos. São quatro episódios, todos eles filmado em plano-sequência, sendo o primeiro o meu favorito, que te coloca na pele de todos os personagens, seja o pai, o filho, a mãe, a irmã ou policial, todos eles, envoltos na dúvida sobre um assassinato; uma situação que poderia ocorrer com qualquer um de nós, ansiosos em uma delegacia sem saber ao certo o que está acontecendo. Alterna entre momentos impactantes e outros maçantes, mas no geral rende uma sessão muito importante e reflexiva. • Netflix
A primeira temporada foi interessante, tanto que vi a segunda temporada assim que lançou, sendo essa segunda bem inferior a primeira, o que me fez querer parar por ali. Como eu comecei a série com minha esposa, ela quis ver essa terceira temporada e decidi acompanhar junto dela, e dessa vez, até ela achou um porre. Começa bem, contando com uma cena angustiante, e traz algumas respostas, como a misteriosa corda da primeira temporada, de resto, é uma enrolação sem tamanho, os próprios personagens parecem estarem de saco cheio, e o mais interessante de tudo, que são as criaturas da noite, nesses 10 episódios se elas apareceram três vezes foi muito. A série encerra bem, assim como encerrou a segunda temporada, pra nos deixar curiosos com o que vai acontecer, mas, enfrentar mais 10 episódios maçantes caso venha a quarta temporada, prefiro não arriscar. — GloboPlay/PrimeVideo
Composta por 8 episódios curtos e frenéticos, cerca de 30 minutos cada, a série gira em torno de um chef tentando levantar e organizar um restaurante com muitos problemas. Gritaria, confusão, desordem e intrigas, esses são um dos temperos da série, com leves toques de humor e um sentimento de luto pela perda de um ente querido. Cada personagem foi bem construído, mas a curta duração da temporada não deixa espaço para se aprofundar em todos eles, mantendo o foco em seu protagonista. A série é ótima, mas faltou algo pra eu achar excelente; talvez eu tenha assistido com a expectativa muito alta, devido aos elogios que já li por aí. Vale muito a conferida, especialmente pra quem busca algo rápido e sem muita enrolação. — Disney+
Já vi diversos episódios da série, desde pequeno, quando passava na TV aberta e mais tarde na internet, mas essa é a primeira vez que pego pra assistir na ordem cronológica. Formada por 6 episódios, a primeira temporada apresenta histórias curtas e sangrentas, nenhuma com tom sobrenatural, somente pessoas perturbadas matando geral. Alterna entre bons episódios e outros regulares, mas nenhum deles chega a ser ruim; mas o destaque mesmo vai para o Guardião da Cripta, o ser cadavérico que apresenta o programa e é dez vezes mais interessante do que qualquer uma das histórias contadas. Pura nostalgia rever isso. Meu episódio favorito é o que se passa na época natalina, mesmo com seu desfecho horrível.
Quase desisti na metade do primeiro episódio. A série é como um falso documentário, mostrando o dia a dia dentro de um escritório chato, de estética maçante, com seus funcionários aparentemente cansados, com cara de que ganham pouco e fazem um trabalho tão monótono a ponto de dar sono. É como se alguém chegasse nesse escritório dizendo: "Podemos filmar o dia de vocês enquanto trabalham?" - e foi quando eu realmente entendi isso que a série começou a fazer sentido. Não é um programa de humor com piadas bem escritas para te fazer rir; mas acabei rindo, de constrangimento e vergonha alheia. O humor surge principalmente pelo chefe do escritório, que tenta ser - na frente da câmera, já que ele está sendo filmado num "documentário" - um sujeito descolado, bondozo e engraçado, falhando miseravelmente. É uma forçação de barra sem tamanho, com olhares direto para a câmera com aquele ar de "vou demonstrar ser esse chefe mesmo que eu não seja". Muitas pessoas passam a gostar a partir do segundo episódio, chamado DIA DA DIVERSIDADE; um episódio totalmente imoral, capaz de ofender muita gente, dotado de um humor tão ácido que você sente que não deveria estar rindo daquilo, e ele é, sem dúvidas, o melhor da temporada. Estou curioso em saber como será o destino da série, se melhora cada vez mais ou se vai perdendo a graça, já que ela aparenta ser sem graça (só aparenta). — Disponível na Netflix/Max
Assisto isso desde criança, e apesar de já ter visto diversos episódios, eu nunca peguei pra assistir na sequência correta. Sem dúvidas, é uma das minhas animações favoritas; funcionou na infância, na adolescência e continua me cativando até os dias de hoje. A primeira temporada não chega a ser tão engraçada e insana como as seguintes, mas ainda assim, funciona muito bem e rende ótimas piadas e situações imorais. Homer não é tão tapado como é nas temporadas seguintes; Lisa é menos CDF e um pouco arteira como seu irmão; Bart é o mesmo, com a diferença de que a dublagem dessa temporada é horrível, cheio de gírias de maloqueiro que não acrescenta em nada, só atrapalha; já Marge e Maggie são as únicas que parecem não ter mudado conforme as novas temporadas foram surgindo. — Disponível no Disney+
Finalmente vi a série considerada uma das melhores já feitas. Filmes de guerra já são bons, o que dizer de 10 episódios de 1h cada um? Um espetáculo! O Ep 01 é focado no treinamento dos paraquedistas que saltariam em breve na madrugada do Dia D, a partir do segundo episódio a destruição toma conta da tela, nos colocando no centro da guerra, com diversas cenas de combates muito bem feitas, repletas de detalhes marcantes; mas não só isso, em meio a tantas explosões e carnificina, sobra tempo para nos conectarmos com cada um dos personagens, nos fazendo sentir quando cada um deles morre. O trabalho é quase documental, por colocar os verdadeiros soldados falando antes de cada episódio começar, e pela câmera que se move como se um cinegrafista estivesse filmando a guerra em tempo real. Uma aula de direção, maquiagem, enredo, construção de personagens, liderança e coragem, que emociona, diverte, nos entristece e gera repulsa. Pra lista de séries favoritas. — Netflix / HBO
Só de pensar no que uma série poderia entregar, aproveitando o universo de JOHN WICK, é de deixar qualquer fã ansioso. São apenas 3 episódios, com duração em média de 90 minutos cada. Começa bem, com um plano-sequência numa escadaria de um edifício, com muito tiro e porrada; depois alguns personagens interessantes são apresentados, mas a série acaba sendo exaustiva, principalmente no esquecível segundo episódio, e quando o desfecho chega, com boas cenas de ação, você já está cansado demais para se empolgar com as coreografias. Criei expectativa demais. Assista no PrimeVideo.
Algumas pessoas já apontam essa série como o melhor trabalho do Flanagan; eu ainda considero MISSA DA MEIA-NOITE sua obra-prima. Posso ter criado expectativas demais, esperado muita coisa, já que adorei as séries anteriores (só não vi CLUBE DA MEIA-NOITE), e o que temos aqui é a mesma formula que Flanagan utiliza sempre: Um ar sombrio em uma trama que não tem pressa, pra ser degustada mesmo, aos poucos, aproveitando todos os elementos macabros que a série proporciona. Flanagan sabe como usar Jumpscares sem soar irritantes ou excessivos, alguns deles realmente te fazem pular da cadeira, e como de costume, alguns - infelizmente, alguns - momentos são bem assustadores. Gosto de como Flanagan encaixa vários contos de Poe à história, trazendo o horror do escritor para os dias atuais, acompanhados de uma ótima trilha, boas atuações, tramas envolvendo criticas à ganância e poder e cenários que vão do clássico, passando pelo sombrio e o moderno. Se gosta de Poe e do trabalho do diretor, é certeza que vai aproveitar os 8 episódios, mas, se ainda não conhece nada do Flanagan, não recomendo começar por essa série. Ainda estou digerindo, mas ao fim de tudo, sinto que faltou um toque especial que aparentemente o diretor esqueceu nas séries anteriores. Lembrando que esse é o último trabalho dele com a Netflix.
De início, achei que iria me desapontar e achar que não era pra mim, mas depois de uns 3 episódios ficava cada vez mais ansioso pelo próximo. Ver 4 amigas curtindo a noite, em bares e festas, bebendo muito, saindo com muitos homens, se metendo em situações complicadas e engraçadas, dialogando sobre temas sérios mas também conversando sobre coisas idiotas, não é diferente de ver uma série sobre 4 homens em situações muito parecidas. O programa ainda traz à tona temas que lá no fim dos anos 90 não era tão comum assim, e faz isso de forma muito natural - já ganha muitos pontos positivos por isso; e os temas são diversos: sexualidade, empoderamento, fetiches, inseguranças, ciúme, casamento, solidão, consumismo, preconceito, machismo, religião, ménage, vibradores, bdsm e tantas outras coisas que só de escrever posso tomar um block dessa rede social. Favoritei, com certeza, e fico no aguardo de que as próximas temporadas sejam tão boas, leves, engraçadas e picantes como essa foi. Assista na HBO
O Primeiro episódio já é suficiente para nos prender, nos entregando praticamente tudo que precisamos saber dos diversos personagens, um pouco de seus passados, suas dores, traumas, objetivos e, ao fim desse primeiro episódio, uma pancada inesperada, e é aí que a série começa com seu objetivo principal, desvendar um mistério. Como de costume, em trabalhos assim, você desconfia de todos ao redor, mas a série se sai bem em entregar algumas surpresas, mesmo que você já tenha decifrado o enigma, vai ter surpresas mesmo assim. Todos os personagens são bem desenvolvidos, mas, Kate Winslet é A SÉRIE, entregando uma atuação de respeito e que me lembrou bastante de outra atuação que ela fez em AMMONITE. Uma série que é capaz de te conectar com pelo menos um dos personagens, já que temas diversos são abordados, e mais, para os apreciadores de cerveja, a série vai dar água na boca, pois a protagonista está sempre apreciando uma garrafa. Assista na HBOmax
Com as novas notícias de que a nova série do Flanagan está chegando, fui atrás de ver logo essa aqui que eu estava devendo. Diferente da anterior, RESIDÊNCIA HILL, A Mansão Bly foca menos nos sustos e nas aparições de fantasmas - claro que aqui tem tudo isso, só que bem menos que a série anterior. O primeiro episódio me prendeu imediatamente, as atuações, principalmente das crianças, são de se admirar, e a estética é um primor, nos levando realmente a uma época mais antiga. Até hoje não li A VOLTA DO PARAFUSO, mas vi os filmes que se inspiraram no livro, e julgando pelos filmes que vi, a série parece ter acertado. Depois de uns 3 EP o ritmo cai bastante, mas ainda assim não pude desgostar do que estava vendo em nenhum momento. Como a própria personagem da série diz, não é uma história de fantasmas, e sim, uma história de amor, e eu ainda acrescentaria que é sobre os amores mortos, a dor do luto, pois o clima melancólico se faz presente durante os 9 episódios. Assista na Netflix
Uma quarta temporada, sendo ela a última para encerrar de vez a série, se elevar à um nível que não estamos acostumados a ver, já que muitas delas perdem a força a cada nova temporada, é de aplaudir em pé. Muitos estão considerando essa a melhor temporada, já eu, não consigo escolher qual das quatro é a melhor de tão arrebatadora que, não só cada temporada é, mas cada episódio é. Não é à toa que esteja recebendo tantos prêmios, e é o nome mais forte para vencer o Emmy 2023, com 27 indicações. Sinto-me extremamente satisfeito por ter maratonado, durante 4 semanas, essa obra de arte, e agora, com o fim dela, já começo a sentir falta daquelas rostos, das tramas, e até de torcer por um deles, mesmo que inconscientemente, já que eu queria mesmo é todos ali explodissem, mas o roteiro é tão bom que quando você percebe já se tornou "amigo" dos personagens. Assista na HBO MAX Brasil
O último episódio da segunda temporada encerra de forma genial, fazendo com que a terceira temporada se inicie de forma frenética, exatamente de onde a temporada anterior tinha parado; correria pra todo lado. E aqui, o foco se mantém no embate entre pai e filho, e é especialmente nessa temporada que tomamos conta do enorme poder que o patriarca tem, inclusive, até no envolvimento com a politica e o presidente; um velho difícil de derrubar. Essa temporada vem mais recheada de diálogos potentes e muitos palavrões, que excedem os das temporadas anteriores. Mais uma obra de arte, repugnante, mostrando a cada episódio que não é possível ter empatia por nenhum desses personagens. O último episódio inicia-se de forma leve, repleto de piadinhas entre os irmãos, o que acaba divertindo muito, mas o seu desfecho, com o Kendall desabando no choro e dizendo que está destruído, com um enorme vazio por dentro, é de arrepiar, só quem já passou por algo parecido pode, de fato, sentir o peso dessa cena e entender o quanto a atuação "simples" e realista do ator é capaz de transmitir realmente como é sentir que nada faz sentido. Assista na HBO MAX Brasil
Tão boa quanto a primeira temporada, a série tem agora como foco mostrar o íntimo de cada personagem, se antes o foco era nos mostrar a família e como toda aquela relação perturbada funcionava, agora é a vez de enxergamos cada um deles, cada podre, cada passado e cada bizarrice de uma a um; e o que vemos é muita falta de empatia, preconceitos, a falta de importância por sentimentos alheios, manipulação, corrupção e, se tratando do caçula, transtornos sexuais que entregam um dos momentos mais insanos da série. Se na temporada anterior o patriarca passava boa parte acamado, recuperando sua saúde, aqui ele já está mais saudável, forte, e, se já achávamos que ele era um servo de Satã, nessa segunda temporada damos conta de que ele é o próprio rei do inferno. Baita série, baitas atuações, baita direção! Assista na HBO MAX Brasil
Como eu já havia dito antes, dediquei 2023 para ver algumas séries, pelo menos, uma temporada de cada uma das mais relevantes e das mais clássicas; eis que encontro essa série e, enquanto escrevo esse texto, já estou iniciando a terceira temporada. Direto pra minha lista de séries favoritas, daquelas para rever e pegar qualquer detalhe que passou despercebido. A série é sobre uma família bilionária, onde todos - TODOS - os personagens são problemáticos. Parece que a série foi criada com um único propósito: nos fazer odiar cada uma daquelas pessoas, especialmente o patriarca, que te deixa com vontade de voar no pescoço dele a cada cena! Quando parece que você se acostuma com eles, como se começasse a ter uma certa "empatia", um novo escândalo surge, nada diferente do que vemos no mundo real, com ricaços se esquivando de tudo graças ao dinheiro e o poder. O ponto forte é que não ficamos presos á escritórios e diálogos difíceis de compreender, a série vai além, cada episódio tem um ambiente próprio, fazendo com que nenhum episódio seja monótono, inclusive, um deles é em uma boate secreta, divertido demais, onde o nível se rebaixa tanto a ponto de parecer um besteirol estilo AMERICAN PIE. Uma das melhores coisas que vi esse ano; coisa fina! Assista na HBO MAX Brasil
Eu já achava que a primeira temporada se estendeu demais por 10 episódios, sem necessidade; aqui, repetem o mesmo erro; 10 episódios onde um é praticamente parecido com o outro, entregando um ou outro detalhe que não precisaria de um longo e exaustivo segmento de 50 minutos. Dois desses episódios (o 4 e o 5 se não me engano) não acontece absolutamente nada. E a série caminha assim, repetindo as mesmas coisas, enrolando, e percebe-se uma carência de entusiasmo por parte do elenco, parece que estão ali, forçando e torcendo pra que as gravações acabe logo. Novos personagens surgem, alguns pra nada, outros só pra irritar mesmo, e os mistérios se ampliam, mas não de forma genial, como TWIN PEAKS, por exemplo, que é uma loucura sem sentido mas que faz bem feito; aqui não, é só confuso mesmo. Passo longe da terceira temporada, isso se tiver. Assista no Globoplay.
Aproveitei a semana que se comemora o Dia do Cinema Nacional pra ver essa série. Melhora em alguns pontos, em comparação à primeira temporada, mas em outros é bem inferior, chegando a se parecer com uma novela. Tem seus personagens interessantes, principalmente os indígenas, mas boa parte do elenco parece apagado, sem falar que tem muitos momentos que não convencem nenhum pouco, como se não houvesse um entusiasmo por parte de toda a equipe. Infelizmente, não desceu pra mim, queria muito poder dizer o contrário, pois adoro o nosso folclore. Assista na Netflix.
Série baseada nos escritos de Bruce Lee, que foi meu principal interesse em assistir, além do nome de Joe Taslim no elenco, um dos meus atores favoritos dessa nova leva de filmes pancadaria. Encontrei mais do que eu esperava; além das boas brigas, que envolve artes marciais, gangues com machados, irlandeses brutamontes e chineses com aquelas longas tranças, a série tem boas tramas que se sustentam e não estão ali só pra preencher o vazio entre uma pancadaria e outra. Corrupção, politica, traição, servidão, prostituição, são só um dos temas, sem falar no alto nível de xenofobia durante o século XIX, onde você vai ver pessoas que são contra a escravidão sendo preconseituosas com os chineses, ou, "os amarelos que transmitem doenças", nas palavras dos personagens; são muitas reflexões. As lutas são bem coreografadas, mas me incomodaram de inicio, por serem muita escuras, como se tivessem sido filmadas por iluminação natural, pois boa parte das cenas são noturnas; acabei me acostumando e curti a experiência, como se a pancadaria ocorresse dentro de uma pintura Barroca. Um dos episódios é totalmente Western, envolve um bar, foras da lei e dinheiro escondido dentro de um cadáver no caixão. Falando em Western, a trilha de abertura é memorável, um espécie de Morricone com influências oriental. A série deixa a desejar ao entregar muitos personagens fodas, mas nenhum embate 100% de respeito, e eu acredito que é proposital, como se essa temporada fosse um preparativo, uma amostra do que está por vir nas próximas (espero que sim!).
O pessoal de LOST são os responsáveis por essa série que aos poucos vem sendo comentada. Os cinco minutos iniciais são suficientes para prender boa parte do telespectador: Um xerife caminha pela rua ao entardecer, tocando um sino como toque de recolher, todos correm para suas casas, fecham as portas e as janelas e, ao anoitecer, criaturas rodeiam a vila, sedentas por sangue. Claro que alguém vai abrir a janela para vermos o estrago e do que a série se trata. As mortes são sempre em offscreen, mas, tudo é compensado depois, ao mostrar o estrago dos corpos destroçados num ótimo trabalho de maquiagem, não perdoando nem as crianças. A série é sobre isso, um lugar onde misteriosamente ninguém consegue sair, e à noite, criaturas surgem. Acho que os 10 episódios poderiam se resumir em 07, pois tem momentos que se estendem e se repetem muito, como se os 50 minutos de um ou outro episódio existisse apenas para um único acontecimento importante. Gostei da experiência, apesar de achar seu encerramento regular, mesmo com novos mistérios e acontecimentos, o último episódio se encerra mais com clima de fechamento de episódio para começar o próximo, do que um fechamento digno de uma temporada para outra.
Nunca joguei o jogo, e pouco conheço sobre a história, mas se tratando do que vi em tela, independente se está fiel ou não ao game, eu curti o resultado, apesar de, "Os infectados estão de férias na série", nas palavras de algumas pessoas, isso não me incomodou, já que todo o resto que conduz a série funciona muito bem. Queria, sim, mais cenas com infectados, mas fiquei feliz com as poucas cenas que tem, que trazem uma tensão extrema em meio a toda a "calmaria" em que a série se encontra. A garota protagonista é daquelas que irritam no primeiro momento, mas logo você começa a simpatizar com ela, e a relação entre ela e o protagonista é tão boa que parece que são pai e filha. Dois dos momentos que mais gostei foram
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraA monotonia continua, com o ritmo maçante e os seus enquadramentos precisos; e não digo isso de forma pejorativa, pois o que engrandece a série é exatamente isso, transmitir um local de trabalho totalmente exaustivo e sem sentido, cafona, chato. Sabe aquele meme do cara que recebe um bombom por ter batido uma meta de milhões? Pois bem, esse meme descreve muito bem a série. Dessa vez ela se expande além das paredes brancas do escritório, entregando mais cenas externas e mais mistérios. Não acho que o desfecho tenha atingido o mesmo nível do desfecho da primeira temporada, mas sim, consegue nos deixar curiosos pra saber o que acontece a partir dali. Teve seus pontos baixos, mas continua excelente.
• AppleTV
*Dica: The Office (2005)
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraMinha avaliação é apenas em relação ao que vi na tela, sem nenhum tipo de comparação com o jogo, que eu nunca joguei. Gostei bastante da primeira temporada, do primeiro ao último episódio, enquanto que, nessa segunda parte, ao fim do excelente segundo episódio, eu achei que as coisas iam melhorar ainda mais. Tem lá seus momentos, mas do terceiro ao último episódio achei bem arrastado, e só fui até o fim porque não gosto de largar as coisas pela metade. O romance entre as duas personagens até que é legal, mas é muito repetitivo; faltou mais emoção e tensão.
• MAX
*Dica: A Noite do Cometa (1984)
Black Mirror (2ª Temporada)
4.4 763 Assista AgoraAchei um pouco inferior à primeira temporada, mas somando todos os episódios, merece uma boa avaliação, ainda mais por trazer questões que rendem um bom debate, tanto sobre os episódios como os temas abordados. Temas como o luto e a substituição artificial de quem amamos é o foco do primeiro episódio; passando para o segundo, o mais frenético e intrigante, onde uma mulher foge de pessoas que a querem morta enquanto pessoas na rua filmam tudo pelo celular; uma boa entrada com um desfecho péssimo. O terceiro episódio é o mais fraco, sobre um ser animado concorrendo a eleição.
• Netflix
*Dica: Ela (2013)
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraAssim que a minissérie foi lançada, pessoas rasgavam elogios, mais tarde, boa parte das criticas eram negativas, indicando que a produção não era lá essa coisa toda. Longe de ser uma obra-prima, mas também bem distante de ser ruim - como muitos dizem - esse é um trabalho necessário, principalmente para quem tem filhos adolescentes, esfregando em nossa cara que não conhecemos de fato nossos próprios filhos. São quatro episódios, todos eles filmado em plano-sequência, sendo o primeiro o meu favorito, que te coloca na pele de todos os personagens, seja o pai, o filho, a mãe, a irmã ou policial, todos eles, envoltos na dúvida sobre um assassinato; uma situação que poderia ocorrer com qualquer um de nós, ansiosos em uma delegacia sem saber ao certo o que está acontecendo. Alterna entre momentos impactantes e outros maçantes, mas no geral rende uma sessão muito importante e reflexiva.
• Netflix
*Dica: Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011)
Origem (3ª Temporada)
3.6 161A primeira temporada foi interessante, tanto que vi a segunda temporada assim que lançou, sendo essa segunda bem inferior a primeira, o que me fez querer parar por ali. Como eu comecei a série com minha esposa, ela quis ver essa terceira temporada e decidi acompanhar junto dela, e dessa vez, até ela achou um porre. Começa bem, contando com uma cena angustiante, e traz algumas respostas, como a misteriosa corda da primeira temporada, de resto, é uma enrolação sem tamanho, os próprios personagens parecem estarem de saco cheio, e o mais interessante de tudo, que são as criaturas da noite, nesses 10 episódios se elas apareceram três vezes foi muito. A série encerra bem, assim como encerrou a segunda temporada, pra nos deixar curiosos com o que vai acontecer, mas, enfrentar mais 10 episódios maçantes caso venha a quarta temporada, prefiro não arriscar.
— GloboPlay/PrimeVideo
*Dica: Lost (2004)
O Urso (1ª Temporada)
4.3 474 Assista AgoraComposta por 8 episódios curtos e frenéticos, cerca de 30 minutos cada, a série gira em torno de um chef tentando levantar e organizar um restaurante com muitos problemas. Gritaria, confusão, desordem e intrigas, esses são um dos temperos da série, com leves toques de humor e um sentimento de luto pela perda de um ente querido. Cada personagem foi bem construído, mas a curta duração da temporada não deixa espaço para se aprofundar em todos eles, mantendo o foco em seu protagonista. A série é ótima, mas faltou algo pra eu achar excelente; talvez eu tenha assistido com a expectativa muito alta, devido aos elogios que já li por aí. Vale muito a conferida, especialmente pra quem busca algo rápido e sem muita enrolação.
— Disney+
*Dica: Boiling Point (2021
Contos da Cripta (1ª Temporada)
4.1 98Já vi diversos episódios da série, desde pequeno, quando passava na TV aberta e mais tarde na internet, mas essa é a primeira vez que pego pra assistir na ordem cronológica. Formada por 6 episódios, a primeira temporada apresenta histórias curtas e sangrentas, nenhuma com tom sobrenatural, somente pessoas perturbadas matando geral. Alterna entre bons episódios e outros regulares, mas nenhum deles chega a ser ruim; mas o destaque mesmo vai para o Guardião da Cripta, o ser cadavérico que apresenta o programa e é dez vezes mais interessante do que qualquer uma das histórias contadas. Pura nostalgia rever isso. Meu episódio favorito é o que se passa na época natalina, mesmo com seu desfecho horrível.
*Dica: Os Demônios da Noite (1996)
The Office (1ª Temporada)
4.1 586Quase desisti na metade do primeiro episódio. A série é como um falso documentário, mostrando o dia a dia dentro de um escritório chato, de estética maçante, com seus funcionários aparentemente cansados, com cara de que ganham pouco e fazem um trabalho tão monótono a ponto de dar sono. É como se alguém chegasse nesse escritório dizendo: "Podemos filmar o dia de vocês enquanto trabalham?" - e foi quando eu realmente entendi isso que a série começou a fazer sentido. Não é um programa de humor com piadas bem escritas para te fazer rir; mas acabei rindo, de constrangimento e vergonha alheia. O humor surge principalmente pelo chefe do escritório, que tenta ser - na frente da câmera, já que ele está sendo filmado num "documentário" - um sujeito descolado, bondozo e engraçado, falhando miseravelmente. É uma forçação de barra sem tamanho, com olhares direto para a câmera com aquele ar de "vou demonstrar ser esse chefe mesmo que eu não seja". Muitas pessoas passam a gostar a partir do segundo episódio, chamado DIA DA DIVERSIDADE; um episódio totalmente imoral, capaz de ofender muita gente, dotado de um humor tão ácido que você sente que não deveria estar rindo daquilo, e ele é, sem dúvidas, o melhor da temporada. Estou curioso em saber como será o destino da série, se melhora cada vez mais ou se vai perdendo a graça, já que ela aparenta ser sem graça (só aparenta).
— Disponível na Netflix/Max
*Dica: Borat (2006)
Os Simpsons (1ª Temporada)
4.4 127 Assista AgoraAssisto isso desde criança, e apesar de já ter visto diversos episódios, eu nunca peguei pra assistir na sequência correta. Sem dúvidas, é uma das minhas animações favoritas; funcionou na infância, na adolescência e continua me cativando até os dias de hoje. A primeira temporada não chega a ser tão engraçada e insana como as seguintes, mas ainda assim, funciona muito bem e rende ótimas piadas e situações imorais. Homer não é tão tapado como é nas temporadas seguintes; Lisa é menos CDF e um pouco arteira como seu irmão; Bart é o mesmo, com a diferença de que a dublagem dessa temporada é horrível, cheio de gírias de maloqueiro que não acrescenta em nada, só atrapalha; já Marge e Maggie são as únicas que parecem não ter mudado conforme as novas temporadas foram surgindo.
— Disponível no Disney+
*Dica: South Park (1997)
Irmãos de Guerra
4.7 638 Assista AgoraFinalmente vi a série considerada uma das melhores já feitas. Filmes de guerra já são bons, o que dizer de 10 episódios de 1h cada um? Um espetáculo! O Ep 01 é focado no treinamento dos paraquedistas que saltariam em breve na madrugada do Dia D, a partir do segundo episódio a destruição toma conta da tela, nos colocando no centro da guerra, com diversas cenas de combates muito bem feitas, repletas de detalhes marcantes; mas não só isso, em meio a tantas explosões e carnificina, sobra tempo para nos conectarmos com cada um dos personagens, nos fazendo sentir quando cada um deles morre. O trabalho é quase documental, por colocar os verdadeiros soldados falando antes de cada episódio começar, e pela câmera que se move como se um cinegrafista estivesse filmando a guerra em tempo real. Uma aula de direção, maquiagem, enredo, construção de personagens, liderança e coragem, que emociona, diverte, nos entristece e gera repulsa. Pra lista de séries favoritas.
— Netflix / HBO
*Dica: O Resgate do Soldado Ryan (1998)
O Continental: Do Mundo de John Wick
3.4 97 Assista AgoraSó de pensar no que uma série poderia entregar, aproveitando o universo de JOHN WICK, é de deixar qualquer fã ansioso. São apenas 3 episódios, com duração em média de 90 minutos cada. Começa bem, com um plano-sequência numa escadaria de um edifício, com muito tiro e porrada; depois alguns personagens interessantes são apresentados, mas a série acaba sendo exaustiva, principalmente no esquecível segundo episódio, e quando o desfecho chega, com boas cenas de ação, você já está cansado demais para se empolgar com as coreografias. Criei expectativa demais.
Assista no PrimeVideo.
*Dica: Hunters (2020)
A Queda da Casa de Usher
3.9 307 Assista AgoraAlgumas pessoas já apontam essa série como o melhor trabalho do Flanagan; eu ainda considero MISSA DA MEIA-NOITE sua obra-prima. Posso ter criado expectativas demais, esperado muita coisa, já que adorei as séries anteriores (só não vi CLUBE DA MEIA-NOITE), e o que temos aqui é a mesma formula que Flanagan utiliza sempre: Um ar sombrio em uma trama que não tem pressa, pra ser degustada mesmo, aos poucos, aproveitando todos os elementos macabros que a série proporciona. Flanagan sabe como usar Jumpscares sem soar irritantes ou excessivos, alguns deles realmente te fazem pular da cadeira, e como de costume, alguns - infelizmente, alguns - momentos são bem assustadores. Gosto de como Flanagan encaixa vários contos de Poe à história, trazendo o horror do escritor para os dias atuais, acompanhados de uma ótima trilha, boas atuações, tramas envolvendo criticas à ganância e poder e cenários que vão do clássico, passando pelo sombrio e o moderno. Se gosta de Poe e do trabalho do diretor, é certeza que vai aproveitar os 8 episódios, mas, se ainda não conhece nada do Flanagan, não recomendo começar por essa série. Ainda estou digerindo, mas ao fim de tudo, sinto que faltou um toque especial que aparentemente o diretor esqueceu nas séries anteriores. Lembrando que esse é o último trabalho dele com a Netflix.
*Dica: A Mansão do Terror (1961)
Sex and the City (1ª Temporada)
4.2 223 Assista AgoraDe início, achei que iria me desapontar e achar que não era pra mim, mas depois de uns 3 episódios ficava cada vez mais ansioso pelo próximo. Ver 4 amigas curtindo a noite, em bares e festas, bebendo muito, saindo com muitos homens, se metendo em situações complicadas e engraçadas, dialogando sobre temas sérios mas também conversando sobre coisas idiotas, não é diferente de ver uma série sobre 4 homens em situações muito parecidas. O programa ainda traz à tona temas que lá no fim dos anos 90 não era tão comum assim, e faz isso de forma muito natural - já ganha muitos pontos positivos por isso; e os temas são diversos: sexualidade, empoderamento, fetiches, inseguranças, ciúme, casamento, solidão, consumismo, preconceito, machismo, religião, ménage, vibradores, bdsm e tantas outras coisas que só de escrever posso tomar um block dessa rede social. Favoritei, com certeza, e fico no aguardo de que as próximas temporadas sejam tão boas, leves, engraçadas e picantes como essa foi. Assista na HBO
Mare of Easttown
4.4 692 Assista AgoraO Primeiro episódio já é suficiente para nos prender, nos entregando praticamente tudo que precisamos saber dos diversos personagens, um pouco de seus passados, suas dores, traumas, objetivos e, ao fim desse primeiro episódio, uma pancada inesperada, e é aí que a série começa com seu objetivo principal, desvendar um mistério. Como de costume, em trabalhos assim, você desconfia de todos ao redor, mas a série se sai bem em entregar algumas surpresas, mesmo que você já tenha decifrado o enigma, vai ter surpresas mesmo assim. Todos os personagens são bem desenvolvidos, mas, Kate Winslet é A SÉRIE, entregando uma atuação de respeito e que me lembrou bastante de outra atuação que ela fez em AMMONITE. Uma série que é capaz de te conectar com pelo menos um dos personagens, já que temas diversos são abordados, e mais, para os apreciadores de cerveja, a série vai dar água na boca, pois a protagonista está sempre apreciando uma garrafa.
Assista na HBOmax
*Dica: True Detective (2014)
A Maldição da Mansão Bly
3.9 931 Assista AgoraCom as novas notícias de que a nova série do Flanagan está chegando, fui atrás de ver logo essa aqui que eu estava devendo. Diferente da anterior, RESIDÊNCIA HILL, A Mansão Bly foca menos nos sustos e nas aparições de fantasmas - claro que aqui tem tudo isso, só que bem menos que a série anterior. O primeiro episódio me prendeu imediatamente, as atuações, principalmente das crianças, são de se admirar, e a estética é um primor, nos levando realmente a uma época mais antiga. Até hoje não li A VOLTA DO PARAFUSO, mas vi os filmes que se inspiraram no livro, e julgando pelos filmes que vi, a série parece ter acertado. Depois de uns 3 EP o ritmo cai bastante, mas ainda assim não pude desgostar do que estava vendo em nenhum momento. Como a própria personagem da série diz, não é uma história de fantasmas, e sim, uma história de amor, e eu ainda acrescentaria que é sobre os amores mortos, a dor do luto, pois o clima melancólico se faz presente durante os 9 episódios.
Assista na Netflix
*Dica: A Maldição da Residência Hill (2018)
Succession (4ª Temporada)
4.5 251 Assista AgoraUma quarta temporada, sendo ela a última para encerrar de vez a série, se elevar à um nível que não estamos acostumados a ver, já que muitas delas perdem a força a cada nova temporada, é de aplaudir em pé. Muitos estão considerando essa a melhor temporada, já eu, não consigo escolher qual das quatro é a melhor de tão arrebatadora que, não só cada temporada é, mas cada episódio é. Não é à toa que esteja recebendo tantos prêmios, e é o nome mais forte para vencer o Emmy 2023, com 27 indicações. Sinto-me extremamente satisfeito por ter maratonado, durante 4 semanas, essa obra de arte, e agora, com o fim dela, já começo a sentir falta daquelas rostos, das tramas, e até de torcer por um deles, mesmo que inconscientemente, já que eu queria mesmo é todos ali explodissem, mas o roteiro é tão bom que quando você percebe já se tornou "amigo" dos personagens. Assista na HBO MAX Brasil
Succession (3ª Temporada)
4.4 201 Assista AgoraO último episódio da segunda temporada encerra de forma genial, fazendo com que a terceira temporada se inicie de forma frenética, exatamente de onde a temporada anterior tinha parado; correria pra todo lado. E aqui, o foco se mantém no embate entre pai e filho, e é especialmente nessa temporada que tomamos conta do enorme poder que o patriarca tem, inclusive, até no envolvimento com a politica e o presidente; um velho difícil de derrubar. Essa temporada vem mais recheada de diálogos potentes e muitos palavrões, que excedem os das temporadas anteriores. Mais uma obra de arte, repugnante, mostrando a cada episódio que não é possível ter empatia por nenhum desses personagens. O último episódio inicia-se de forma leve, repleto de piadinhas entre os irmãos, o que acaba divertindo muito, mas o seu desfecho, com o Kendall desabando no choro e dizendo que está destruído, com um enorme vazio por dentro, é de arrepiar, só quem já passou por algo parecido pode, de fato, sentir o peso dessa cena e entender o quanto a atuação "simples" e realista do ator é capaz de transmitir realmente como é sentir que nada faz sentido.
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Succession (2ª Temporada)
4.5 240 Assista AgoraTão boa quanto a primeira temporada, a série tem agora como foco mostrar o íntimo de cada personagem, se antes o foco era nos mostrar a família e como toda aquela relação perturbada funcionava, agora é a vez de enxergamos cada um deles, cada podre, cada passado e cada bizarrice de uma a um; e o que vemos é muita falta de empatia, preconceitos, a falta de importância por sentimentos alheios, manipulação, corrupção e, se tratando do caçula, transtornos sexuais que entregam um dos momentos mais insanos da série. Se na temporada anterior o patriarca passava boa parte acamado, recuperando sua saúde, aqui ele já está mais saudável, forte, e, se já achávamos que ele era um servo de Satã, nessa segunda temporada damos conta de que ele é o próprio rei do inferno. Baita série, baitas atuações, baita direção!
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🎬 Dica: Mad Men (2007)
Succession (1ª Temporada)
4.2 277Como eu já havia dito antes, dediquei 2023 para ver algumas séries, pelo menos, uma temporada de cada uma das mais relevantes e das mais clássicas; eis que encontro essa série e, enquanto escrevo esse texto, já estou iniciando a terceira temporada. Direto pra minha lista de séries favoritas, daquelas para rever e pegar qualquer detalhe que passou despercebido. A série é sobre uma família bilionária, onde todos - TODOS - os personagens são problemáticos. Parece que a série foi criada com um único propósito: nos fazer odiar cada uma daquelas pessoas, especialmente o patriarca, que te deixa com vontade de voar no pescoço dele a cada cena! Quando parece que você se acostuma com eles, como se começasse a ter uma certa "empatia", um novo escândalo surge, nada diferente do que vemos no mundo real, com ricaços se esquivando de tudo graças ao dinheiro e o poder. O ponto forte é que não ficamos presos á escritórios e diálogos difíceis de compreender, a série vai além, cada episódio tem um ambiente próprio, fazendo com que nenhum episódio seja monótono, inclusive, um deles é em uma boate secreta, divertido demais, onde o nível se rebaixa tanto a ponto de parecer um besteirol estilo AMERICAN PIE. Uma das melhores coisas que vi esse ano; coisa fina!
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*Dica: Suits (2011
Origem (2ª Temporada)
3.7 213Eu já achava que a primeira temporada se estendeu demais por 10 episódios, sem necessidade; aqui, repetem o mesmo erro; 10 episódios onde um é praticamente parecido com o outro, entregando um ou outro detalhe que não precisaria de um longo e exaustivo segmento de 50 minutos. Dois desses episódios (o 4 e o 5 se não me engano) não acontece absolutamente nada. E a série caminha assim, repetindo as mesmas coisas, enrolando, e percebe-se uma carência de entusiasmo por parte do elenco, parece que estão ali, forçando e torcendo pra que as gravações acabe logo. Novos personagens surgem, alguns pra nada, outros só pra irritar mesmo, e os mistérios se ampliam, mas não de forma genial, como TWIN PEAKS, por exemplo, que é uma loucura sem sentido mas que faz bem feito; aqui não, é só confuso mesmo. Passo longe da terceira temporada, isso se tiver. Assista no Globoplay.
*Dica: Twin Peaks (1990)
Cidade Invisível (2ª Temporada)
3.4 190 Assista AgoraAproveitei a semana que se comemora o Dia do Cinema Nacional pra ver essa série. Melhora em alguns pontos, em comparação à primeira temporada, mas em outros é bem inferior, chegando a se parecer com uma novela. Tem seus personagens interessantes, principalmente os indígenas, mas boa parte do elenco parece apagado, sem falar que tem muitos momentos que não convencem nenhum pouco, como se não houvesse um entusiasmo por parte de toda a equipe. Infelizmente, não desceu pra mim, queria muito poder dizer o contrário, pois adoro o nosso folclore. Assista na Netflix.
*Dica: Mar Negro (2013)
Warrior (1ª Temporada)
4.1 53 Assista AgoraSérie baseada nos escritos de Bruce Lee, que foi meu principal interesse em assistir, além do nome de Joe Taslim no elenco, um dos meus atores favoritos dessa nova leva de filmes pancadaria. Encontrei mais do que eu esperava; além das boas brigas, que envolve artes marciais, gangues com machados, irlandeses brutamontes e chineses com aquelas longas tranças, a série tem boas tramas que se sustentam e não estão ali só pra preencher o vazio entre uma pancadaria e outra. Corrupção, politica, traição, servidão, prostituição, são só um dos temas, sem falar no alto nível de xenofobia durante o século XIX, onde você vai ver pessoas que são contra a escravidão sendo preconseituosas com os chineses, ou, "os amarelos que transmitem doenças", nas palavras dos personagens; são muitas reflexões. As lutas são bem coreografadas, mas me incomodaram de inicio, por serem muita escuras, como se tivessem sido filmadas por iluminação natural, pois boa parte das cenas são noturnas; acabei me acostumando e curti a experiência, como se a pancadaria ocorresse dentro de uma pintura Barroca. Um dos episódios é totalmente Western, envolve um bar, foras da lei e dinheiro escondido dentro de um cadáver no caixão. Falando em Western, a trilha de abertura é memorável, um espécie de Morricone com influências oriental. A série deixa a desejar ao entregar muitos personagens fodas, mas nenhum embate 100% de respeito, e eu acredito que é proposital, como se essa temporada fosse um preparativo, uma amostra do que está por vir nas próximas (espero que sim!).
Origem (1ª Temporada)
3.9 273O pessoal de LOST são os responsáveis por essa série que aos poucos vem sendo comentada. Os cinco minutos iniciais são suficientes para prender boa parte do telespectador: Um xerife caminha pela rua ao entardecer, tocando um sino como toque de recolher, todos correm para suas casas, fecham as portas e as janelas e, ao anoitecer, criaturas rodeiam a vila, sedentas por sangue. Claro que alguém vai abrir a janela para vermos o estrago e do que a série se trata. As mortes são sempre em offscreen, mas, tudo é compensado depois, ao mostrar o estrago dos corpos destroçados num ótimo trabalho de maquiagem, não perdoando nem as crianças. A série é sobre isso, um lugar onde misteriosamente ninguém consegue sair, e à noite, criaturas surgem. Acho que os 10 episódios poderiam se resumir em 07, pois tem momentos que se estendem e se repetem muito, como se os 50 minutos de um ou outro episódio existisse apenas para um único acontecimento importante. Gostei da experiência, apesar de achar seu encerramento regular, mesmo com novos mistérios e acontecimentos, o último episódio se encerra mais com clima de fechamento de episódio para começar o próximo, do que um fechamento digno de uma temporada para outra.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraNunca joguei o jogo, e pouco conheço sobre a história, mas se tratando do que vi em tela, independente se está fiel ou não ao game, eu curti o resultado, apesar de, "Os infectados estão de férias na série", nas palavras de algumas pessoas, isso não me incomodou, já que todo o resto que conduz a série funciona muito bem. Queria, sim, mais cenas com infectados, mas fiquei feliz com as poucas cenas que tem, que trazem uma tensão extrema em meio a toda a "calmaria" em que a série se encontra. A garota protagonista é daquelas que irritam no primeiro momento, mas logo você começa a simpatizar com ela, e a relação entre ela e o protagonista é tão boa que parece que são pai e filha. Dois dos momentos que mais gostei foram
o surgimento de alguns infectados saindo aos montes de um buraco, e o do pessoal religioso.