Já é o terceiro filme consecutivo do Wes Anderson que eu saio com um tédio e um sono profundo ao terminar. As partes técnicas continuam como sempre impecáveis e exuberante, apesar desse não ser tão bonito quanto Asteroid City. No início eu ate fiz força pra me empolgar com a história, parecia que ia engrenar, mas não, ela cai naquele malabarismo retórico e se mostra mais uma história entediante, focada muito no humor ácido fraco, nem de longe lembra o drama de Moonrise Kingdom e o drama/suspense de Grande Hotel Budapest. Já passou da hora do Wes Anderson repensar essa fórmula e se reinventar.
O bom de filmes antigos é que os roteiros são primorosos, e esse filme não fica atrás, roteiro e narrativa espetaculares junto com seus plots no meio do filme. Fora as várias camadas que ele tem e são atuais até hoje, principalmente como o mundo corporativo é nojento, ainda mais se falando de EUA no auge do seu capitalismo, e outra...
Esse filme no início te faz cair naquela sensação de impotência junto com a personagem idosa e vai se desenvolvendo num suspense se transformando num thriller levinho quase virando um filme de herói no final. Só que a dose de ''mentiras'' que acontecem no filme passam do limite da licença poética, mas mesmo assim dá pra divertir e não levar muito a sério.
Esse filme mostra lá em 1965 de uma forma inovadora eu acredito de como a sociedade passa pano para atitudes lixo dos homens inconsequentes e machistas. E depois do plot do filme eu pensei que o filme iria explorar o remorso, mas parece que aconteceu o que ele queria.
PTA volta com um filme brilhantes depois de muito tempo! O filme tem um cenário político como força motriz da narrativa, totalmente atual. Depois desembola numa perseguição ''familiar'', me lembrou um pouco ''Filhos da Esperança''. Sua narrativa te deixa instigado o filme inteiro, e só melhora, apesar de alguns clichês de roteiro, as 2:40 de filme não cansam, interessante que alguns filmes do PTA são bons, porém cansativos e esse não. Sean Penn é um monstro de atuação, combina muito com ele esse tipo de personagem, faz referencias a vários perfis da sociedade atual (reacionário, supremacista, racista, xenofóbico, eugenista), creio que concorra bem nas premiações.
Minhas considerações são de quem não leu livro. Pra começar uma direção de arte de cair o queixo e deixar qualquer encantado, Guillermo del Toro não ia fazer pouca coisa nessa aqui. O roteiro tem paciência de contar a historia completa do Victor, bem diferente da versão da Hammer bem mais direta que eu já vi. A criatura é a melhor coisa desse filme, eu que sou morto por dentro fique tocado pela sua pureza e sofrimento. Tirando o fato de todo o filme do Del Toro que quer mostrar que o ser humano ''normal'' é o monstro, mas da pra relevar...
Eu entendi as camadas e propostas, mas não funcionou comigo, pelo menos agora, quem sabe num futuro próximo. A atuação da Isabelle Adjani está espetacular e a cena do metro é surto, histeria no mais alto grau.
Um retrato de uma família tentando se sustentar em várias situações complicadas: problemas financeiros, fim de relacionamento, cuidar da mãe doente, compulsão alimentar, carreira frustrada, depressão... Apesar de aparentar ser uma reunião feliz, há um incômodo, um desconforto no subtexto, não há ninguém feliz ali. Acredito que a cena assustadora no final seja uma metáfora para uma crise de ansiedade do patriarca. Por isso o terror psicológico esta tão em alta, o que assusta nossa geração não são mais monstros de borrachas, assassinos em serie ou possessões demoníacas, e sim os sintomas de uma sociedade doente, cada vez mais afundada num sistema que nos corrói.
Lembro da minha professora de geografia falando que ia passar esse filme pra sala assistir, lá em 2006, na 7ª serie. Desde lá nunca esqueci o nome desse filme, e agora fui assistir, e que filme! Revoltante, só isso que tenho a dizer, revoltante! E que MONSTRO da atuação era o Gene Hackman!
A narração inicial tirou totalmente o clima que eles introduziram depois. Tirando isso, você vai emergindo numa história bem intrigante, e a edição, contando a história em perspectiva de cada personagem é excelente e é talvez uma das coisas mais interessantes do filme. A Gladys se torna uma vilã com personalidade, e dá vontade de ver/saber mais sobre ela. O final é engraçado, alias o filme tem uns momentos cômicos que não atrapalham na minha opinião. Não é tão pesado quanto ''Tragam ela de volta'', mas me entreteve muito mais.
Um retrato global de como nossa sociedade está rachada, e uma amostra do caos que foi a pandemia. Dá pra ver a assinatura do Aster na primeira metade em que o filme vai te deixando ansioso pelos acontecimentos, preparando terreno para a loucura final. Os estereótipos estão ai, é só montar de acordo com o seu país. Aster migra pro drama e psicológico de vez, eu esperava algo mais insano, mas acredito ser uma recuperação segura (com os pés no chão) em vista da pretensão em que foi ''Beau is Afraid''. E sim, eu gostaria de vê-lo voltar ao terror.
Faroeste a lá América Latina, mostrando como esses porcos europeus se apropriaram dessas terras e a banharam de sangue. Eu so achei que o filme poderia ser ainda mais brutal! Mas mesmo assim, filmaço!
A diferença do mundo do crime de lá pra cá é brutal, mas é sempre bom ver como o europeu mostra a crueza do submundo no cinema, dava pra ser mais agressivo ainda, mas me interessou a ver os outros dois da trilogia.
Tarantino conseguiu deixar a rotina daquela Los Angeles/Hollywood do fim dos anos 60 num filme vibrante, vivo e cheio de referências para captar. Com diálogos sempre memoráveis e personagens marcantes. A intenção foi mostrar Rick Dalton, mas Cliff Booth o ofusca totalmente, roubando a cena do filme e se tornando um dos melhores personagens de Tarantino (não atoa teremos uma série so dele), Brad Pitt mandou muito bem. E o desfecho é um deleite Tarantinesco, reparador que faz o que todos gostariam que tivesse acontecido. Tarantino, não pare, por favor.
Uma releitura de muita personalidade, querendo mostrar quão o ser humano pode ser podre para alcançar seus objetivos, e tá tudo bem, o mundo é assim. Aqui não se romantiza nem a Cinderella, é um bom antídoto de Hollywood (boa parte dela). O filme é uma mistura da estética do Lanthimos com pitadas de Cronenberg. Uma crítica totalmente atual, para o nosso tempo mesmo, excelente!
Dente Canino
3.8 1,2K Assista AgoraGrego maluco
Grego maluco
Grego maluco
O Sétimo Continente
4.0 181Minha vida é monótona e repetitiva iguale, devo matar a mim e toda minha família também
Marty Supreme
3.7 315 Assista AgoraTutorial de como ser um cuzão, inconsequente e trambiqueiro.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 409 Assista AgoraViver é sofrer! E no passado devia ser muito pior.
O Esquema Fenício
3.1 85 Assista AgoraJá é o terceiro filme consecutivo do Wes Anderson que eu saio com um tédio e um sono profundo ao terminar.
As partes técnicas continuam como sempre impecáveis e exuberante, apesar desse não ser tão bonito quanto Asteroid City.
No início eu ate fiz força pra me empolgar com a história, parecia que ia engrenar, mas não, ela cai naquele malabarismo retórico e se mostra mais uma história entediante, focada muito no humor ácido fraco, nem de longe lembra o drama de Moonrise Kingdom e o drama/suspense de Grande Hotel Budapest. Já passou da hora do Wes Anderson repensar essa fórmula e se reinventar.
Se Meu Apartamento Falasse
4.3 448 Assista AgoraO bom de filmes antigos é que os roteiros são primorosos, e esse filme não fica atrás, roteiro e narrativa espetaculares junto com seus plots no meio do filme.
Fora as várias camadas que ele tem e são atuais até hoje, principalmente como o mundo corporativo é nojento, ainda mais se falando de EUA no auge do seu capitalismo, e outra...
Que diabo é isso de tanto executivo rico que não tinha dinheiro para pagar um hotel?motel?
Eu Me Importo
3.3 1,2KEsse filme no início te faz cair naquela sensação de impotência junto com a personagem idosa e vai se desenvolvendo num suspense se transformando num thriller levinho quase virando um filme de herói no final. Só que a dose de ''mentiras'' que acontecem no filme passam do limite da licença poética, mas mesmo assim dá pra divertir e não levar muito a sério.
Titanic
4.0 4,6K Assista AgoraUm filmaço, clássico, porém contra a maioria das opiniões, o que estraga é essa musica INSUPORTÁVEL da Celine Dion.
As Duas Faces Da Felicidade
4.0 134 Assista AgoraEsse filme mostra lá em 1965 de uma forma inovadora eu acredito de como a sociedade passa pano para atitudes lixo dos homens inconsequentes e machistas.
E depois do plot do filme eu pensei que o filme iria explorar o remorso, mas parece que aconteceu o que ele queria.
Five Nights at Freddy's 2
2.2 52Bobinho demais.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 652 Assista AgoraPTA volta com um filme brilhantes depois de muito tempo!
O filme tem um cenário político como força motriz da narrativa, totalmente atual. Depois desembola numa perseguição ''familiar'', me lembrou um pouco ''Filhos da Esperança''.
Sua narrativa te deixa instigado o filme inteiro, e só melhora, apesar de alguns clichês de roteiro, as 2:40 de filme não cansam, interessante que alguns filmes do PTA são bons, porém cansativos e esse não.
Sean Penn é um monstro de atuação, combina muito com ele esse tipo de personagem, faz referencias a vários perfis da sociedade atual (reacionário, supremacista, racista, xenofóbico, eugenista), creio que concorra bem nas premiações.
Frankenstein
3.7 596 Assista AgoraMinhas considerações são de quem não leu livro.
Pra começar uma direção de arte de cair o queixo e deixar qualquer encantado, Guillermo del Toro não ia fazer pouca coisa nessa aqui.
O roteiro tem paciência de contar a historia completa do Victor, bem diferente da versão da Hammer bem mais direta que eu já vi.
A criatura é a melhor coisa desse filme, eu que sou morto por dentro fique tocado pela sua pureza e sofrimento. Tirando o fato de todo o filme do Del Toro que quer mostrar que o ser humano ''normal'' é o monstro, mas da pra relevar...
Possessão
3.9 644Eu entendi as camadas e propostas, mas não funcionou comigo, pelo menos agora, quem sabe num futuro próximo.
A atuação da Isabelle Adjani está espetacular e a cena do metro é surto, histeria no mais alto grau.
Um Homem Diferente
3.5 171 Assista AgoraA história é instigante. E o mais importante do filme é a mensagem de aceitação de como as coisas são e de dar valor ao que a gente tem agora.
Guy/Edward se deu conta que a vida que ele tinha antes era suficiente para ele ser feliz, e ele não sabia disso, mas tudo bem, ninguém sabe
Na vida estamos sempre querendo mais e mais, e acabamos esquecendo de ser feliz (papo clichê), mas o que é ser feliz?
The Humans
3.4 49 Assista AgoraUm retrato de uma família tentando se sustentar em várias situações complicadas:
problemas financeiros, fim de relacionamento, cuidar da mãe doente, compulsão alimentar, carreira frustrada, depressão...
Apesar de aparentar ser uma reunião feliz, há um incômodo, um desconforto no subtexto, não há ninguém feliz ali.
Acredito que a cena assustadora no final seja uma metáfora para uma crise de ansiedade do patriarca.
Por isso o terror psicológico esta tão em alta, o que assusta nossa geração não são mais monstros de borrachas, assassinos em serie ou possessões demoníacas, e sim os sintomas de uma sociedade doente, cada vez mais afundada num sistema que nos corrói.
Medusa Deluxe
3.2 23 Assista AgoraFraquíssimo.
Mississipi em Chamas
4.2 360 Assista AgoraLembro da minha professora de geografia falando que ia passar esse filme pra sala assistir, lá em 2006, na 7ª serie. Desde lá nunca esqueci o nome desse filme, e agora fui assistir, e que filme!
Revoltante, só isso que tenho a dizer, revoltante!
E que MONSTRO da atuação era o Gene Hackman!
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraA narração inicial tirou totalmente o clima que eles introduziram depois.
Tirando isso, você vai emergindo numa história bem intrigante, e a edição, contando a história em perspectiva de cada personagem é excelente e é talvez uma das coisas mais interessantes do filme.
A Gladys se torna uma vilã com personalidade, e dá vontade de ver/saber mais sobre ela.
O final é engraçado, alias o filme tem uns momentos cômicos que não atrapalham na minha opinião.
Não é tão pesado quanto ''Tragam ela de volta'', mas me entreteve muito mais.
Eddington
3.1 107Um retrato global de como nossa sociedade está rachada, e uma amostra do caos que foi a pandemia. Dá pra ver a assinatura do Aster na primeira metade em que o filme vai te deixando ansioso pelos acontecimentos, preparando terreno para a loucura final.
Os estereótipos estão ai, é só montar de acordo com o seu país.
Aster migra pro drama e psicológico de vez, eu esperava algo mais insano, mas acredito ser uma recuperação segura (com os pés no chão) em vista da pretensão em que foi ''Beau is Afraid''.
E sim, eu gostaria de vê-lo voltar ao terror.
Os Colonos
3.8 49 Assista AgoraFaroeste a lá América Latina, mostrando como esses porcos europeus se apropriaram dessas terras e a banharam de sangue.
Eu so achei que o filme poderia ser ainda mais brutal! Mas mesmo assim, filmaço!
Foi bom demais ver comendo o rabo daquele britânico nojento!
Pusher
3.5 73A diferença do mundo do crime de lá pra cá é brutal, mas é sempre bom ver como o europeu mostra a crueza do submundo no cinema, dava pra ser mais agressivo ainda, mas me interessou a ver os outros dois da trilogia.
Eddington
3.1 107Ninguém viu essa porra não?
Era Uma Vez em... Hollywood
3.8 2,3K Assista AgoraTarantino conseguiu deixar a rotina daquela Los Angeles/Hollywood do fim dos anos 60 num filme vibrante, vivo e cheio de referências para captar. Com diálogos sempre memoráveis e personagens marcantes.
A intenção foi mostrar Rick Dalton, mas Cliff Booth o ofusca totalmente, roubando a cena do filme e se tornando um dos melhores personagens de Tarantino (não atoa teremos uma série so dele), Brad Pitt mandou muito bem.
E o desfecho é um deleite Tarantinesco, reparador que faz o que todos gostariam que tivesse acontecido.
Tarantino, não pare, por favor.
Reassistido 6 anos depois.
A Meia-Irmã Feia
3.8 427 Assista AgoraUma releitura de muita personalidade, querendo mostrar quão o ser humano pode ser podre para alcançar seus objetivos, e tá tudo bem, o mundo é assim.
Aqui não se romantiza nem a Cinderella, é um bom antídoto de Hollywood (boa parte dela).
O filme é uma mistura da estética do Lanthimos com pitadas de Cronenberg. Uma crítica totalmente atual, para o nosso tempo mesmo, excelente!