Ele cria um clima indie agradável, ao mesmo tempo melancólico e leve, que mistura o gótico sutil com um toque de cotidianidade quebequense. A direção de Ariane Louis-Seize constrói um universo visual estilizado, com iluminação baixa, sombras aconchegantes, cores profundas (vermelhos, azuis e laranjas vibrantes) e uma fotografia que parece saída de um conto moderno. É aquela vibe arthouse europeia charmosa, com um ar de Amélie gótica misturada com humor seco e ternura estranha — tudo parece existir num mundinho próprio, meio sonhador e introspectivo. A trilha sonora moody e atmosférica completa a imersão, tornando as cenas de solidão e conexão ainda mais poéticas e acolhedoras, mesmo falando de temas pesados como suicídio e vampirismo. No final, o filme consegue ser dark sem ser opressivo, doce sem ser meloso, e cria uma atmosfera única que fica com você muito depois dos créditos. Um dos pontos altos da produção, sem dúvida!
Claro, o filme também traz Sara Montpetit que lembrou muito minha namorada nessa época coincidentemente. Esteja bem.....
A Caçada (The Hunt, 2020), com Betty Gilpin, Hilary Swank, Ike Barinholtz e Emma Roberts, até tenta vender sua premissa como uma sátira política moderna, mas no fundo recicla uma estrutura já muito explorada - especialmente em Sobrevivendo ao Jogo (Surviving the Game, 1994), com Ice-T, Rutger Hauer, Gary Busey, F. Murray Abraham, Charles S. Dutton e John C. McGinley.
A diferença é que Sobrevivendo ao Jogo tinha uma brutalidade mais direta: um homem vulnerável sendo usado como presa por uma elite sádica, numa crítica social mais crua e física. Já A Caçada pega a mesma ideia -pessoas caçadas como esporte - e coloca uma camada de ironia, polarização política e humor ácido. O problema é que, apesar da boa presença de Betty Gilpin, o filme às vezes parece mais interessado em ser esperto do que realmente perturbador.
No fim, A Caçada funciona como entretenimento violento e debochado, mas carrega uma dívida evidente com Sobrevivendo ao Jogo: muda o figurino, atualiza o discurso, troca a selva moral dos anos 90 pela paranoia política contemporânea, mas mantém quase intacta a velha fantasia cruel dos ricos caçando seres humanos como se fossem animais.
Descobri essa série por um reel no Instagram e tô amando! A 2ª temporada mantém o ritmo bom, mistério envolvente e a Alice Pagani é uma atriz incrível por sinal.
Até que essa série é interessante e possui um clima e charme gostoso e agradável de acompanhar. Pensei que não iria gostar ou continuar acompahando após o primeiro episódio mas não.
A direção de arte, as cores saturadas (aqueles quartos de motel em tons de rosa e xadrez), o figurino e a trilha sonora criam um universo visual marcante, quase pop-surreal, que captura o vazio e a alienação da juventude dos anos 90. Araki transforma a América suburbana em um inferno kitsch e caótico de conveniências, motéis e psicopatas. Rose McGowan entrega uma Amy Blue icônica - cínica, sexy, vulnerável e feroz ao mesmo tempo. O trio central (com James Duval e Johnathon Schaech) tem uma química forte, especialmente nas cenas de tensão sexual e no triângulo amoroso que explode em um desejo fluido. O filme é declaradamente "um filme heterossexual de Gregg Araki" no crédito de abertura, mas é expressamente queer na prática: explora bissexualidade, homoerotismo e fluidez de forma provocativa e sem pudor Ele funciona muito bem como sátira e provocação. É uma crítica feroz à sociedade americana conservadora, ao consumismo vazio, à homofobia, misoginia e à violência endêmica. O excesso (decapitações, sangue jorrando, sexo gráfico) é intencional: Araki quer chocar e confrontar o espectador. Para quem curte cinema transgressivo (Godard, Waters, Tarantino, early Harmony Korine), tem um charme cult irresistível. Recentemente ,inclusive , ganhou restauração e voltou a ser celebrado por novas gerações
Um lado negativo fica por conta da repetição e superficialidade. Depois de um começo explosivo, vira basicamente "dirigimos, paramos, alguém morre de forma grotesca, transamos, repetimos". A violência gratuita e o nihilismo podem soar como pose adolescente depois de um tempo — choque pelo choque. Roger Ebert deu zero estrelas na época, acusando Araki de querer distância irônica do material (fazer um filme sangrento e amoral, mas se proteger atrás de estilo e referências pop). Essa crítica ainda faz sentido para muitos Assim, temos um filme culto imperfeito, mas autêntico. Não é para todo mundo: é barulhento, vulgar, excessivo e politicamente incorreto (mesmo sendo queer). Mas para quem conecta com sua energia de fim de milênio - raiva, desejo, alienação e rebeldia sem causa clara - , é uma experiência marcante e revigorante
Gostei O filme Birdman vai muito além da história de um ator tentando recuperar sua carreira; ele revela uma crise existencial em que a identidade se fragmenta entre aquilo que se é e aquilo que se precisa parecer ser. Riggan vive aprisionado pelo próprio ego, dividido entre o passado como ícone comercial e o desejo de ser reconhecido como um artista legítimo. O teatro surge, então, como uma tentativa de redenção, quase como um espaço sagrado onde ele acredita poder provar seu valor, mas o filme questiona se essa busca é realmente autêntica ou apenas uma forma mais sofisticada de vaidade. Ao longo da narrativa, a voz do Birdman invade sua mente, borrando os limites entre realidade e delírio, sugerindo que os personagens que interpretamos nunca nos abandonam completamente. Nesse sentido, a obra propõe uma reflexão incômoda: talvez não exista um “eu verdadeiro” por trás das máscaras, mas apenas camadas de atuação que se sobrepõem. Assim, palco e vida deixam de ser opostos e passam a se confundir, transformando a existência em uma performance contínua, onde o desejo de ser visto pode ser mais forte do que o desejo de simplesmente ser.
O suicídio dela pode ser interpretado como resultado de trauma grave não resolvido, transtorno de estresse pós-traumático, depressão profunda, culpa intensa e colapso emocional após consumar a vingança. Quando a identidade da pessoa fica presa à dor, após cumprir o objetivo resta vazio psíquico e autodestruição.
Inacreditável pode ser compreendida articulando Jacques Lacan e Carl Gustav Jung. Para Lacan, o trauma aparece como encontro com o Real, algo que excede a linguagem e retorna em falhas, silêncios e narrativa fragmentada. Por isso, a dificuldade da protagonista em contar o ocorrido não revela mentira, mas o limite de simbolizar a dor. Quando as instituições recusam sua palavra, produzem nova violência: o sujeito perde lugar no campo do Outro e passa a duvidar da própria verdade.
Por Jung, o mesmo trauma pode ser visto como cisão interna. Uma parte da personalidade tenta seguir vivendo, enquanto outra permanece presa ao medo, à vergonha e à impotência. Esses afetos são lançados à sombra, retornando como sofrimento psíquico e confusão identitária.
A série mostra que o dano maior não está apenas no crime, mas no abandono posterior. Sem escuta, o trauma fragmenta; com reconhecimento, começa a integração. Em Lacan, a palavra recupera valor simbólico; em Jung, o self inicia recomposição. Assim, Inacreditável revela que curar-se é tanto voltar a ser ouvido quanto voltar a ser inteiro.
Caçadores de Mentes
3.6 487 Assista AgoraA trilha sonora é tensa e contribui muito com a história e está por sua vez não deixa nada a desejar em termos de produção.
Filme muito bomm
Meu Querido Assassino
3.3 8 Assista AgoraHIstória muito apelativa para violência e sangue. Não tem muito propósito, enredo e objetividade
História fraca
Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário
3.5 66 Assista AgoraAmo esse filme
Ele cria um clima indie agradável, ao mesmo tempo melancólico e leve, que mistura o gótico sutil com um toque de cotidianidade quebequense. A direção de Ariane Louis-Seize constrói um universo visual estilizado, com iluminação baixa, sombras aconchegantes, cores profundas (vermelhos, azuis e laranjas vibrantes) e uma fotografia que parece saída de um conto moderno.
É aquela vibe arthouse europeia charmosa, com um ar de Amélie gótica misturada com humor seco e ternura estranha — tudo parece existir num mundinho próprio, meio sonhador e introspectivo. A trilha sonora moody e atmosférica completa a imersão, tornando as cenas de solidão e conexão ainda mais poéticas e acolhedoras, mesmo falando de temas pesados como suicídio e vampirismo.
No final, o filme consegue ser dark sem ser opressivo, doce sem ser meloso, e cria uma atmosfera única que fica com você muito depois dos créditos. Um dos pontos altos da produção, sem dúvida!
Claro, o filme também traz Sara Montpetit que lembrou muito minha namorada nessa época coincidentemente. Esteja bem.....
Baby (3ª Temporada)
3.6 42Embora as duas primeiras temporadas tenham sido excelentes, a terceira de Baby desponta como a mais fraca da produção
A Caçada
3.2 672 Assista AgoraA Caçada (The Hunt, 2020), com Betty Gilpin, Hilary Swank, Ike Barinholtz e Emma Roberts, até tenta vender sua premissa como uma sátira política moderna, mas no fundo recicla uma estrutura já muito explorada - especialmente em Sobrevivendo ao Jogo (Surviving the Game, 1994), com Ice-T, Rutger Hauer, Gary Busey, F. Murray Abraham, Charles S. Dutton e John C. McGinley.
A diferença é que Sobrevivendo ao Jogo tinha uma brutalidade mais direta: um homem vulnerável sendo usado como presa por uma elite sádica, numa crítica social mais crua e física. Já A Caçada pega a mesma ideia -pessoas caçadas como esporte - e coloca uma camada de ironia, polarização política e humor ácido. O problema é que, apesar da boa presença de Betty Gilpin, o filme às vezes parece mais interessado em ser esperto do que realmente perturbador.
No fim, A Caçada funciona como entretenimento violento e debochado, mas carrega uma dívida evidente com Sobrevivendo ao Jogo: muda o figurino, atualiza o discurso, troca a selva moral dos anos 90 pela paranoia política contemporânea, mas mantém quase intacta a velha fantasia cruel dos ricos caçando seres humanos como se fossem animais.
Baby (2ª Temporada)
3.4 41Descobri essa série por um reel no Instagram e tô amando! A 2ª temporada mantém o ritmo bom, mistério envolvente e a Alice Pagani é uma atriz incrível por sinal.
Baby (1ª Temporada)
3.3 130Até que essa série é interessante e possui um clima e charme gostoso e agradável de acompanhar. Pensei que não iria gostar ou continuar acompahando após o primeiro episódio mas não.
Geração Maldita
3.6 129Uma experiência sensorial e estética. Vamos lá
A direção de arte, as cores saturadas (aqueles quartos de motel em tons de rosa e xadrez), o figurino e a trilha sonora criam um universo visual marcante, quase pop-surreal, que captura o vazio e a alienação da juventude dos anos 90. Araki transforma a América suburbana em um inferno kitsch e caótico de conveniências, motéis e psicopatas.
Rose McGowan entrega uma Amy Blue icônica - cínica, sexy, vulnerável e feroz ao mesmo tempo. O trio central (com James Duval e Johnathon Schaech) tem uma química forte, especialmente nas cenas de tensão sexual e no triângulo amoroso que explode em um desejo fluido. O filme é declaradamente "um filme heterossexual de Gregg Araki" no crédito de abertura, mas é expressamente queer na prática: explora bissexualidade, homoerotismo e fluidez de forma provocativa e sem pudor Ele funciona muito bem como sátira e provocação. É uma crítica feroz à sociedade americana conservadora, ao consumismo vazio, à homofobia, misoginia e à violência endêmica. O excesso (decapitações, sangue jorrando, sexo gráfico) é intencional: Araki quer chocar e confrontar o espectador. Para quem curte cinema transgressivo (Godard, Waters, Tarantino, early Harmony Korine), tem um charme cult irresistível. Recentemente ,inclusive , ganhou restauração e voltou a ser celebrado por novas gerações
Um lado negativo fica por conta da repetição e superficialidade. Depois de um começo explosivo, vira basicamente "dirigimos, paramos, alguém morre de forma grotesca, transamos, repetimos". A violência gratuita e o nihilismo podem soar como pose adolescente depois de um tempo — choque pelo choque. Roger Ebert deu zero estrelas na época, acusando Araki de querer distância irônica do material (fazer um filme sangrento e amoral, mas se proteger atrás de estilo e referências pop). Essa crítica ainda faz sentido para muitos
Assim, temos um filme culto imperfeito, mas autêntico. Não é para todo mundo: é barulhento, vulgar, excessivo e politicamente incorreto (mesmo sendo queer). Mas para quem conecta com sua energia de fim de milênio - raiva, desejo, alienação e rebeldia sem causa clara - , é uma experiência marcante e revigorante
A Esquiva
3.4 15Gostei
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista AgoraGostei
O filme Birdman vai muito além da história de um ator tentando recuperar sua carreira; ele revela uma crise existencial em que a identidade se fragmenta entre aquilo que se é e aquilo que se precisa parecer ser. Riggan vive aprisionado pelo próprio ego, dividido entre o passado como ícone comercial e o desejo de ser reconhecido como um artista legítimo. O teatro surge, então, como uma tentativa de redenção, quase como um espaço sagrado onde ele acredita poder provar seu valor, mas o filme questiona se essa busca é realmente autêntica ou apenas uma forma mais sofisticada de vaidade. Ao longo da narrativa, a voz do Birdman invade sua mente, borrando os limites entre realidade e delírio, sugerindo que os personagens que interpretamos nunca nos abandonam completamente. Nesse sentido, a obra propõe uma reflexão incômoda: talvez não exista um “eu verdadeiro” por trás das máscaras, mas apenas camadas de atuação que se sobrepõem. Assim, palco e vida deixam de ser opostos e passam a se confundir, transformando a existência em uma performance contínua, onde o desejo de ser visto pode ser mais forte do que o desejo de simplesmente ser.
Sobrenatural: A Origem
3.1 732 Assista AgoraO medo não vem do outro lado — ele nasce dentro, e encontra no sobrenatural apenas um reflexo para se manifestar.
Atos de Violência
2.6 56 Assista Agoraquando a justiça falha, a dor se transforma em vingança — e cada escolha cobra um preço irreversível.
Estrada Maldita
2.6 217 Assista Agoraquando o caminho é encurtado, não é o destino que se aproxima — são os erros invisíveis que sempre estiveram à espera.
A Boneca do Mal
1.9 110 Assista AgoraUma Cópia de Child´s play mas dá para passar o tempo
Lupin (Parte 1)
4.0 334 Assista AgoraCriatividade e bom desenvolvimento.Gostei da mini série
Caça Invisível
2.1 169 Assista AgoraO suicídio dela pode ser interpretado como resultado de trauma grave não resolvido, transtorno de estresse pós-traumático, depressão profunda, culpa intensa e colapso emocional após consumar a vingança. Quando a identidade da pessoa fica presa à dor, após cumprir o objetivo resta vazio psíquico e autodestruição.
O Jogo do Predador
2.8 154 Assista AgoraA proposta é bacana criativo até eu diria em certos momentos.
Sombras da Noite
3.1 4,0K Assista AgoraAssisto pela estranheza do Johnny Depp na atuação mas independente disso o filme é interessante.Gostei
Confiança
1.6 44Filme mediano
Sorria 2
3.3 606 Assista AgoraInsano esse filme.
Inacreditável
4.4 436 Assista AgoraInacreditável pode ser compreendida articulando Jacques Lacan e Carl Gustav Jung. Para Lacan, o trauma aparece como encontro com o Real, algo que excede a linguagem e retorna em falhas, silêncios e narrativa fragmentada. Por isso, a dificuldade da protagonista em contar o ocorrido não revela mentira, mas o limite de simbolizar a dor. Quando as instituições recusam sua palavra, produzem nova violência: o sujeito perde lugar no campo do Outro e passa a duvidar da própria verdade.
Por Jung, o mesmo trauma pode ser visto como cisão interna. Uma parte da personalidade tenta seguir vivendo, enquanto outra permanece presa ao medo, à vergonha e à impotência. Esses afetos são lançados à sombra, retornando como sofrimento psíquico e confusão identitária.
A série mostra que o dano maior não está apenas no crime, mas no abandono posterior. Sem escuta, o trauma fragmenta; com reconhecimento, começa a integração. Em Lacan, a palavra recupera valor simbólico; em Jung, o self inicia recomposição. Assim, Inacreditável revela que curar-se é tanto voltar a ser ouvido quanto voltar a ser inteiro.
A Casa de Vidro
2.9 587 Assista AgoraNão gostei
99 Casas
3.4 170Muito bom o filme mas o final prejudicou o enredo todo
Deu a Louca nos Monstros
3.5 247 Assista AgoraGostei de rever