Os Orions sempre tiveram medo de Shaulas que brilham, sejam elas Rigel, sejam elas betelgeuse. ____________________________________
Acho que foi uma temporada meio a meio. Ela começou bem e terminou bem, mas o miolo disso foi meio cansativo de acompanhar.
Acredito que o problema não foi nem a temporada em si, mas o fato de que eu fui me distanciando muito desse anime com o tempo, principalmente depois da 2ª e 3ª temporada, tanto pelo tempo que levaram pra serem feitas quanto pelo conteúdo entregue.
Nesse sentido, não é algo que me prende mais e me motiva a ficar fazendo teorias. ____________________________________
O anime teve uma boa reta final, com a apresentação de bastante respostas do que nos trouxe até esse momento e deixando muitas perguntas para temporadas futuras.
Mas esse anime se tornou apenas algo que acompanho porque já iniciei e só sigo até que acabe ou seja cancelada, sem uma entrega mais intensa. ____________________________________
Gostei muito desse anime, mas sinto que me desconectei um pouco nessa temporada. ____________________________________
Gosto de como esse anime foca nos personagens secundários, porque você acaba sabendo o que acontece ao redor dos protagonistas e não tornam eles apenas adereços narrativos.
Porém, mesmo gostando deles, achei que a temporada deu uma derrapada na forma como contou a história deles, principalmente a do Taira, porque surraram um monte os dois pra nada. ____________________________________
Uma das coisas que mais gosto desse anime é a sensação de progressão no universo. Você realmente sente que o tempo está passando e lembra como tudo começou, mas não como algo que não teve desenvolvimento, você realmente consegue sentir que faz muito tempo que a Myne renasceu e foi iniciar sua jornada.
Mas no geral, sinto que essa temporada foi um pouco mais picotada e acelerada nos acontecimentos, não deu pra vivenciar as coisas de um forma que te faz sentir o desenvolvimento e entender os acontecimentos. _____________________________
Mas sinto que o maior problema dessa temporada foi a falta de um direcionamento claro na história e desenvolvimento da Myne, porque não parece ter um lugar para chegarmos durante os acontecimentos dessa temporada.
E mesmo o final tendo sido interessante, como um bom gancho para a próxima season, ainda não parece que a temporada se encaminhou para ele. _____________________________
Também acredito que a falta de evolução na personagem principal acaba prejudicando o desenvolvimento da história. A Myne se colocada de uma forma muito ingênua, como se estivesse em um conto de fadas, algo que ela já viu que não é.
Outra coisa que me incomoda nessa falta de desenvolvimento, é a falta de crescimento da personagem. Entendo a proposta de retardar o crescimento da Myne, mas acredito que poderiam já ter ajustado, mesmo que pouco, porque ver todo mundo crescendo e ela sempre na mesma acaba incomodando, principalmente com as questões levantadas nessa temporada. Além disso, o que houve nessa temporada também poderia ser ajudado no processo de crescimento dela.
Ela é, em vários momentos, bem inútil, mesmo sendo uma pessoa bem poderosa. Acredito que levaram tempo de mais pra desenvolver a personagem, principalmente porque não tivemos grandes coisas acontecendo nos últimos 34 episódios. _____________________________
Gosto do anime e dos personagens e sinto que deu um gás nesse final com a ponte para a próxima season, mas ainda acredito que falta MUITO, mas MUITO desenvolvimento para a Myne.
É um anime que segue o padrão shounenzão genérico, tem bons personagens, uma ambientação legal, boas cenas de luta, mas a história é bem qualquer coisa.
Sinto que a temporada deu um pouco de compreensão da história geral do anime, mas foi um pouco "o dia da motivação maluca". ____________________________________
Dois anos para fazer um arroz e fritar peixe? isso não existe. ______________________________
Eu gosto bastante de Elusive Samurai, mas sinto que a narrativa não anda, parece que você fica andando em círculos o tempo todo e nada muito grande realmente acontece.
Sinto que as poucas coisas que acontecem, não trazem a sensação de progressão, porque você não tem relação direta com aquilo e/ou são apenas lutas avulsas. ______________________________
Além disso, também me incomoda o fato de ficarem anexando e apresentando personagem em uma season 2 quando você não tem nenhum mísero desenvolvimento narrativo, porque fica aquele excesso de coisas que nunca chega em lugar nenhum, aí resolvem o problema nos dois episódios finais do anime.
Sinto que esse anime perde um pouco o timing das coisas, é tanta preparação que parece que o negócio nunca anda. E por isso que essa foi uma temporada que ficou sempre no 'e la vamos nós'. Não aconteceu nada de concreto e quando a história ia realmente progredir, acabou a temporada. ______________________________
Não é um anime ruim, tem uma ótima proposta, bons personagens e uma ambientação bem legal, mas não progride nunca e o excesso de bobeira tira a seriedade do anime.
O anime não é ruim, mas parecia melhor lá em 2017.
Quase 10 anos entre a primeira e a segunda temporada é muito tempo para uma obra. _______________________________________
A produção parece que não tem um rumo para um desenvolvimento, os diálogos são sempre os mesmos e parece que tudo anda em círculos, você não consegue ver um direcionamento narrativo para o desenvolvimento das coisas.
Sim, eles estão em guerra e o papo é vencer, mas em uma guerra todos querem vencer. Se tirar a vitória, o que se espera com tudo isso? quais as subtramas? não existe algo que sustente a narrativa de forma clara e interessante.
O anime fica navegando entre a guerra sanguinária e o besteirol e aí do nada algo grande acontece e é isso. _______________________________________
As cenas de luta são bem legais, isso é inegável.
Mas parece que as coisas boas ficam só aí.
Os papos são sempre de reclamações sobre a qualidade e falta de comida, o fato de que vão perder a guerra e que o império não pode recuar e como os figurões são burros por não terem um plano.
Entendo que estão em guerra e existe uma centralidade no assunto, mas é importante entender que isso é uma produção audiovisual e precisa ser dinâmica, porque se não a história fica sem algo que a sustente e ela se perde no que ta tentando contar.
Se eu quisesse analisar algo real, papos centralizados e engessados, eu assistia um documentário. _______________________________________
O que acontece é que o anime, devido a essa escassez de história, se torna basicamente um "somos muito fortes e estamos lutando contra todo mundo", mas não existe subtramas que estão sendo trabalhadas enquanto tudo acontece, apenas um besteirol pra tentar suavizar a temática.
Ok que tivemos uma situação específica no final da temporada, mas vale ressaltar que são 24 episódios para 1 direcionado a subtrama. _______________________________________
Sei que essa sempre foi a proposta do anime e é aí que eu digo "dez anos é muito tempo, tem coisas que ficam melhor na sua época".
Esse é o típico anime que tem uma proposta incrível, mas é uma ladeira a cada episódio. ___________________________________
Ele tem uma proposta incrível e um ótimo início de temporada, mas não me desce de forma nenhuma o direcionamento desse anime.
Os personagens são chatos, sem carisma e apelo. A narrativa é genérica e desinteressante e foca mais em dramas bobos do que naquilo que o anime tenta se vender, que é a eletricidade.
Quando o anime foca na eletricidade, descoberta e produção das coisas, é realmente muito bom. Mas quando ele direciona aos dramas chatos do Kihachi e chatice em relação ao irmão, aí o negócio fica chato, mas fica insuportável quando o Yousuke aparece, o anime decai em níveis alarmantes.
Nesse sentido, podiam só focar na eletricidade mesmo, porque o resto não é interessante. ___________________________________
Faço uma menção ao vilão da trama, porque ele é PÉSSIMO.
O Yousuke é um personagem muito chato de acompanhar. Qualquer personagem que ande desgovernado pela história sem ter o mínimo de limites, principalmente dados pelo protagonista, é irritante e satura muito a história.
Essa falta de limites do vilão torna a narrativa insuportável. Mas o problema maior é que nada disso agrega no desenvolvimento da história, o que torna exaustivo de acompanhar. ___________________________________
Aí quando chegamos no final, parecendo que não tem como piorar, eles dobram a aposta.
O Yousuke ficou 11 episódios perseguindo o Kihachi para conseguir a merda do catálogo, algo que foi deixado pelo irmão dele para ele. Não mediu esforços para conseguir o que queria, para DO NADA os dois começarem a trabalhar juntos no episódio 12 porque o cara não sabe o que fazer com ele?
O cara que pisou em todas as memórias e existências possíveis, chantageou a família da Inako para conseguir o catálogo. Mas o imbecil do protagonista não vai imaginar que ele vai fazer alguma merda.
Aí ele constrói a merda do cérebro elétrico sabendo as motivações do Yousuke e com o discurso de que ele "não vai deixar isso acontecer", sendo que ficou 11 episódios sem conseguir fazer NADA contra o cara.
É simplesmente bizarro, irritante e revoltante o quão ruim essa história é. ___________________________________
As vezes dá a sensação de que tudo que está relacionado ao desenvolvimento elétrico não tem relação com algo real dos protagonistas, mas como um mero adereço narrativo...
Como a criação do avião, que tem relação com salvar o Yousuke, tirando todo o potencial dramático e performático que isso poderia causar.
___________________________________
E me revolta saber que poderíamos ter terminado o anime com a morte do Yousuke, mas os caras preferiram seguir a linha shounem abestalhado com o Kihachi (O santo do bom coração) salvando o cara.
O anime tinha um potencial gigantesco para ser memorável. A proposta é ótima, com algo bem diferente do convencional. Além de uma animação muito bonita.
Mas o pouco foco no desenvolvimento elétrico e o excessivo direcionamento nessa perseguição merda do Yousuke e esse catálogo, estragaram o anime. ___________________________________
Esse anime começa bem e vai desandando, perde completamente o rumo. No geral, é uma merda.
Muito bonito, diga-se de passagem, mas uma merda bonita. ___________________________________
Esse é aquele famoso tipo de anime "festival de promessas". ________________________________
Não é um anime ruim, mas está longe de ser interessante. Ele promete muita coisa, mas não entrega quase nada durante 24 exaustivos episódios.
Ele acaba agradando as massas por ser um shounem super genérico e com zilhões de lutas cheios de efeitos e coreografias, porque quando você olha para o que foi realmente contado, aí fica devendo bastante, tanto na quantidade quanto na qualidade.
O anime é um eterno meme do pica-pau 'e la vamos nós', mas nunca vai. ________________________________
O anime parece dinâmico pela aceleração dos acontecimentos, mas muitos deles não possuem significado relevante e/ou acrescentam algo na história. O anime passa muito tempo apresentando uma cacetada de personagens e tsugais e esquece de mostrar a que veio.
Me incomoda muito produções que possuem vários pontos de vista e todos os personagens ficam nesse joguinho de quem é o bonzinho da história e uma forçação de barra em querer que um dos lados aceite tudo de boa sem explicações. E isso fica ainda mais chato quando eles incluem o público.
O anime tem boas cenas de luta, uma ambientação bem interessante, mas falta história e explicações, você é jogado em um zilhão de informações só pra ficar tentando criar questionamentos, o que acaba cansando conforme o anime avança, porque fica só nisso. ________________________________
O anime nem é tão ruim de assistir, mas as vezes parece um amontoado matança e não sai disso. Esse anime parece um grande fight Simulator.
Acaba que o anime se torna fraco porque a história não é bem contada e o desenvolvimento de tudo é péssimo. ________________________________
Porque além de ficarem só empurrando coisa e anexando personagens, os poucos que tem acabam não tendo um direcionamento.
Isso de ficar reciclando vilão me incomoda bastante, os caras sempre fugindo de situações que não deveriam fugir, não morrendo em situações que deveriam morrer. É cansativo de acompanhar
No fim, parece que toda situação não serve de nada, porque nada relevante nunca acontece, fica apenas andando em círculos em situações repetidas. ________________________________
É um anime é ruim? não, só é pouco simpático, os personagens não tem muito carisma, são genéricos em uma história genérica.
Além disso, parece que o anime não vai pra lugar algum e nem ta tentando ir. ________________________________
Foi uma boa temporada, principalmente se levarmos em consideração que já é a 4ª e cada uma tem 24 episódios, estamos com quase 100 episódios e tivemos um bom avanço. ______________________________
Gosto do direcionamento dessa temporada, principalmente na resolução de situações tão antigas quanto a da Shizue.
Mas me incomodou bastante os vilões dessa temporada, porque foi tudo muito 'expectativa x realidade'. _______________________________
Por mais que a gente saiba que NENHUM vilão é muito poderoso em Tensei Shitara e que eles não conseguem criar a ideia de que o Rimuru está passando dificuldades reais.
Sinto que aqui a coisa desandou um pouco, porque os dois personagens são muito ruins, tanto a Maricota quanto o Granvelho. Os dois personagens criaram uma temporada extremamente centrada neles para não conseguir corresponder em NADA.
No mais, a reta final foi legal, o desenvolvimento da história também, mas as lutas eu achei bem ruins.
O Yuuki e os subordinados indo embora de boa e do nada é um pouco irritante, é aquele personagem que querem que seja o boss final e ficam arrastando o máximo que dá.
A Chronoa acordou, se transformou, foi andando até o local onde Rimuru estava só pra lutar contra ele, mas não atacou o Yuuki e os subordinados (Só mais pra frente pra dizer que ela era "descontrolada").
No episódio final é explicado que a Chronoa é uma versão surtada pós-morte do Rimuru. Nesse sentido, se o Rimuru está vivo e na frente dela, qual o sentido dela não voltar ao normal e/ou atacar ele? Porque nas memórias ficou claro que ela conhecia até a forma humana dele.
Além disso, acho que falta a sensação de que algo realmente pode acontecer, porque nunca existem baixas no lado do bem. Os caras trouxeram até a Shizue dos confins da temporada 1 e ressuscitaram a Hinata, sendo que poderiam muito bem ter deixado a Hinata morrer nessa temporada, seria uma boa morte para o momento.
Compreendi que consideraram apenas a "alma" como a de uma única pessoa, mas ainda acho que a separação das personagens e a existencia dos corpos ficou mal explicada, principalmente pela explicação que deram no final sobre a Chronoa existir como um "surto" da Chloe pela morte do Rimuru.
_______________________________
Foi uma boa temporada, com uma reta final boa, mas um episódio final bem esquecível com essa forçação de barra em cima do Granvelho.
Estou profundamente decepcionado com esse filme. Uma história tão bonita não deveria ter um final tão ruim quanto esse. _____________________________________
Heartstopper é uma série que eu aprendi a gostar e sempre a defenderei. Mesmo tento minhas críticas, acredito que é uma ótima produção e feita com muito amor.
Mas esse filme pareceu um 'adeus' feito por obrigação. Ao assisti-lo, sinto como se ninguém mais quisesse fazer parte dessa obra, mas devido ao apelo dos fãs, resolveram correr e fazer algo pra dizer que finalizaram direitinho.
O filme não parece ter tido o cuidado, carinho e amor depositado nas 3 temporadas. _____________________________________
A história em si nem é ruim, mas é batida e segue um drama bobo e que não acrescenta em nada no geral, principalmente quando analisamos que esse seria o FIM de tudo.
Talvez se fosse uma 4ª temporada da séria, essa parte da história fizesse um pouco mais de sentido, mas como um filme que fecha a história? aí não me convenceu, ficou bobo, meio corrido e cansativo.
Eles passaram por tanta coisa para terminar dessa forma que não parece muito crível. Sinto como se os dramas desse filme tivessem feito o casal retroceder um pouco de todo o desenvolvimento das temporadas anteriores.
_____________________________________
A série começa com uma estática própria e uma construção bem específica, mas sinto que esse filme meio que deixou isso de lado.
Sinto que ignoraram muito do diálogo e da realidade da transexualidade durante toda a série para vir com o diálogo da Elle nessa altura do campeonato.
Além disso, as interações do Nick e do Charlie sempre foram bem menos sexuais, parece que tudo o que foi construído até aqui foi esquecido. Nesse filme era falar sobre transar e transar o tempo inteiro.
"AAh! mas essa é a realidade em um relacionamento na adolescência, as pessoas são assim e bla bla bla".
Compreendo, mas não é como se essa série imprimisse a realidade como ela realmente é. Como não imprimiu nas três temporadas anteriores.
Sinto que esse filme descaracterizou um pouco dos personagens que foram construídos até agora. _____________________________________
Senti muita falta dos personagens secundários, que foram obliterados nesse filme.
Elle e Tao, além de não terem tido um desenvolvimento legal nesse filme, terminaram. É de cair o cu da bunda mesmo. _____________________________________
O final de Heartstopper deveria ter feito com que acompanhássemos o crescimento deles, a busca por um futuro e a construção de uma nova realidade (pós-escola), mas ficamos centralizados em um drama bobo, que não teve desenvolvimento e que acabou quando era conveniente para o roteiro.
"Aah! mas eles fizeram esse desenvolvimento durante esse filme".
É justamente isso, eles colocaram os elementos, mas não desenvolveram eles porque não havia tempo pra isso.
Além disso, algumas passagens do filme trazem um conceito, mas a mensagem fica só no imaginário mesmo, como no grupinho de apoio aos LGBTs do Charlie. É uma passagem legal, que poderia ter um desenvolvimento interessante, mas ficou naquela vibe de "quero criar um grupo - não vem ninguém omg - encheu".
Digo isso porque essa situação merecia um destaque com desenvolvimento, não apenas uns cupcakes e fim. _____________________________________
Inclusive, seria legal ter acompanhado o Nick e o Charlie estudando para o Nick entrar na faculdade, eles conhecendo apartamentos e dialogando sobre esses medos do futuro durante o processo, sem draminha bobo, sem finalização de relacionamento e sem festas intermináveis.
Como mencionei anteriormente.
Como série, acompanhando episódio por episódio e seguindo uma progressão mais lenta, talvez funcionasse melhor. Como filme, com a urgência e o ponto mais direto que ele precisa, talvez ficou meio vago. _____________________________________
O epílogo é algo que eu esperaria desse filme. Trazendo a sensação de crescimento, com novas realidades, novas vidas, etc.
Enfim, gosto de Heartstopper e curti as 3 temporadas que foram produzidas. Do filme eu realmente não gostei.
Mas uma coisa é certa, não me senti assistindo ao final de uma história.
Ser assim no aranhaverso é muito perigoso, Miles, porque ninguém acredita em você. ‘Como é possível uma pessoa ser assim hoje em dia? Tudo é canônico e ele vem querer mudar o curso, alterar a história. Isso não existe mais, não é possível. Ele está mentindo para mim. Ele é falso, vamos prender ele’. Era o exato oposto disso. Era tudo verdade.
Mas a verdade também, Miles, é que você nunca esteve sozinho, em nenhum momento. E você nunca mais vai se sentir sozinho na sua vida. Isso quem está dizendo não sou eu, são os quase 1,1 bilhão em bilheteria ao redor do mundo. Miles Morales, você é um fenômeno. No palco montado pelo público, você nunca saiu do primeiro lugar. Você é o campão do aranhaverso, MILES! ___________________________________
Mesmo não acertando em tudo, 'Através do Aranhaverso' é uma ótima continuação dessa história. ____________________________
A produção da uma patinada no início, com uma história bem clichêzona desse confronto familiar, que ocorre em todos os personagens adolescentes heroicos de qualquer universo. O que foi consideravelmente cansativo.
Mas quando o aranhaverso começa a se desenvolver, é aí que a história brilha. ____________________________
Gosto muito do Miles Morales como homem aranha. Ele tem um carisma que transborda na tela, além de ter umas sacadas muito boas, que destoam um pouco daquele heroísmo tóxico de muitos heróis.
Também me agradou bastante a entrada das novas aranhas. Além disso, foi muito legal a forma como eles usam animações diferentes para aranhas de tipos diferentes de mundo, ficou realmente sensacional.
Depois desse filme, se eu fosse o Miles nunca mais olharia na cara da Gwen e do Peter. Eles foram muito traíras com ele. E a Gwen só "voltou atrás" porque foi chutada do clubinho, porque se tivessem continuado com ela lá, não tenho certeza de que ela iria ajudá-lo. FALSOS.
____________________________
A animação desse filme é SURREAL de linda. Mas a trilha sonora eu sinto que deu uma caída em relação ao primeiro filme.
No geral, é um ótimo filme, peca nesse início meio clichêzão, mas engata muito do meio em diante e deixa um ótimo gancho para o próximo filme.
É um filme que surpreendeu positivamente, porque eu fui esperando o pior dos mundos e ele conseguiu me apresentar algumas coisas interessantes.
Mas é importante mencionar que não significa que eu tenha gostado do filme. ______________________________________
A longa marcha é um filme pretencioso, levando em consideração que busca se sustentar apenas com a marcha de um punhado de jovens.
O filme, ao meu ver, não consegue bancar as quase 1h50min, mas consegue pegar tração a partir da primeira 1h, quando as coisas começam a ficar mais desesperadoras. Mas ainda assim, sinto que o filme peca em algo muito simples, que seria facilmente ajeitável e que talvez mudaria totalmente o rumo das coisas. ______________________________________
Um dos meus pontos principais de crítica é a falta de contexto.
Eu adoro produções sobre distopias, mas não consegui me afeiçoar a esse elemento durante o filme porque me faltou informações para compreender esse universo que estávamos acompanhando. E essa falta de informações também limitou bastante a minha empatia com os personagens concorrentes.
Quando analisamos uma obra que parte de uma ideia similar, Jogos Vorazes, temos uma boa parte do início do primeiro filme direcionada a Katness, apresentando a personagem e o ambiente em que ela está inserida, com informações sobre tudo, até que a colheita de fato comece.
Em 'A Longa Marcha' eu sinto que falta justamente isso, algo que me faça compreender o universo, os personagens e os motivos que os levaram até lá. Mesmo que isso seja falado durante o filme, mais precisamente na reta final, já não existe mais tempo para criar a empatia e a afeição.
Com isso, você é jogado em uma história de um besta que vai para um lugar cheio de bestas fazer bestice. ______________________________________
Mesmo compreendendo que ambientes tensos podem proporcionar uma aproximação mais fácil e/ou intensa, não me parecia muito crível a forma como eles interagiam desde o início da marcha, visto que TODOS estavam ali com pura consciência, sabiam que apenas um iria vencer e que não existiam regras específicas contra alguma forma de sabotagem a um concorrente.
Essa amizade me parece ainda mais fora da realidade quando analisamos que o filme se passa em um mundo distópico, pós-guerra e com vidas em extrema vulnerabilidade. Ambiente propício para o crescimento do egoísmo e, consequentemente, da falta de empatia.
Talvez isso seria aceitável, na minha perspectiva, se tivesse tido algum tipo de prévia sobre os personagens e o mundo, compreendendo exatamente o que os levaria a tal irmandade. ______________________________________
Acredito que o fato deles saberem de tudo acaba tirando um pouco do peso das consequências, já que eles escolheram estar ali.
Talvez se eles não soubessem das mortes, aí poderia ser mais fácil de sentir empatia, chorar pelas mortes e criar laços.
Mas da forma como foi, sendo sincero? não me importei menos com cada uma das mortes. ______________________________________
No geral, era óbvio qual seria o "top 10" e quem chegaria na final.
Não curti muito a morte dos 7 principais. Achei que alguns tiveram uns dramas bem forçados para tentar impactar o público, como o Jacob de Crepúsculo, o Hank e o Gary.
No geral, as mortes dos 7 cavaleiros do apocalipse não foram nenhum pouco interessante e perderam completamente a força conforma a narrativa se estendia.
______________________________________
Como mencionei, os personagens também eram chatos, pouco atrativos e muito cansativos de acompanhar.
O Kit Connor da Shopee é um ótimo ator, mas o personagem era chato de mais. Nos presenteou com aquele heroísmo e coleguismo que só personagem masculino de obras como essa podem nos proporcionar.
O Pantera Negra também é um ótimo ator, mas é outro personagem chato. O cara ficou falando a caminhada inteira, não calava a porra da boca em nenhum momento.
Era óbvio que seriam os dois os finalistas e que o Kit Connor venceria, mas para tentar gerar um plot twist o diretor mudou o vencedor, mas não o final.
Vi relatos de que aparentemente o Pantera Negra se apaixona pelo Kit Connor no livro, algo que justificaria algumas coisas no filme se fosse abordado, mas é óbvio que deixariam de lado.
O final eu acredito que ele matou o major e foi morto pelo exército. Ele andando e indo embora simboliza a partida dele, referência a fala de "eu estou andando a vida toda".
______________________________________
"Aah, mas o filme critica isso, aquilo, porque quando o fulano escreveu e bla bla bla...."
Compreendo os motivos que levaram o Stephen King a escrever o livro e entendo algumas questões, mas sendo sincero? parece que o filme foi feito para quem conhece as obras dele e, principalmente, o livro em questão.
É como se não conhecer o universo do Stephen te tornasse um intruso. ______________________________________
Existem obras que ficam melhores em um tipo específico de mídia, esse aqui deve ser um ótimo livro, mas como filme ele fica devendo.
Que animação linda a desse filme, me lembrou muito o anime 'To Be Hero X'. _________________________________
Estou na saga Homem-Aranha e resolvi conhecer essa parte da franquia e confesso ter ficado muito contente com essa decisão.
Como no Homem aranha do Tom Holand, o Miles Morales entrega aquilo que me agrada em um super herói e justificada muito da característica e do comportamento deles, a juventude e adolescência.
Sempre faço críticas aos heróis porque é irritante e até meio vergonha alheia a forma como alguns deles são retratados, com aquela moral que inunda a personalidade deles como um tsunami e é despejada em todo mundo, uma ansiedade em ser um herói e, em geral, uma ingenuidade e bobeira que beiram a toxicidade.
Mas quando o super herói é um jovem adolescente, todas essas características, na minha perspectiva, se tornam aceitáveis, visto que são atitudes de alguém jovem, sem experiência e impulsivo. _________________________________
A história é meio mais do mesmo com o hiperfoco da Marvel em universo paralelo. Não curto alguns dramas da história e nem a forma como algumas coisas são apresentadas, mas no geral é muito bem contada.
Mas é inegável a forma INCRÍVEL com que eles construíram essa animação, é de uma beleza SURREAL.
Além disso, a trilha sonora é absurda e muito bem aproveitada no filme. _________________________________
Gosto do Miles Morales, acho que ele é um personagem bem cativante e que nos presenteou com um filme muito simpático.
Não esperava quase nada, mas me surpreendi, negativamente, com o que foi entregue. ____________________________________
Eu nem sei exatamente o que falar desse filme, porque ele é muito ruim em tudo o que se propõe. Acredito que esse é o problema de colocar um diretor sem experiência em um filme como esse, visto que o Travis Knight é basicamente diretor de animação e só dirigiu Bumblebee de live-action.
Entendo a dificuldade de conseguir imprimir um universo místico em algo mais real, mas existem vários filmes por aí que são bons exemplos disso. Masters of the Universe é um filme que grita CGI e, para mim, distancia o telespectador de algo real e de uma animação, ele fica no meio termo, aquela maçaroca que incomoda ao assistir. ____________________________________
O filme poderia ter sido algo brilhante e o diretor resolveu transformar em uma grande aventura dos trapalhões.
O He-man ter se transformado em um bobão é uma das maiores atrocidades desse filme. O personagem não tem profundidade e acaba distanciando o público dele, inclusive nos momentos mais tristes.
E também me irritou muito eles tentarem vender a ideia de que o Nicholas é um menininho magrelo e fraquinho, como aparece na primeira vez que ele se transforma e durante algumas várias cenas dele falando sobre força, supino, etc. Sendo que esse homem é um armário de tão grande.
Além disso, fica nítido durante o filme todo, tanto pelos braços quanto pelas coxas dele explodindo nas roupas... ME POUPE.
Poderiam ter usado um CGI, colocado a cabeça dele em alguém mais magro, tipo o Capitão América. ____________________________________
Além disso, o filme apresenta um excesso de piadas irritante. Você é entulhado de passagens "cômicas" que te sufocam e acabam suprimindo a narrativa, deixando ela chata e exaustiva.
Soma o personagem bobão com uma narrativa entupida de piadinhas bobas, tanto faladas quanto em situações, que nós temos um Loucademia de Polícia ou um Zorra Total. ____________________________________
Tudo nesse filme soa sintético, mal desenvolvido e mal trabalhado. É um amontoado de quase que não vira coisa alguma.
"Ai, porque o filme é pra alimentar a nostalgia"... Nem a animação era tão bobinha e infantolóide quanto esse filme.
Parece que essa produção foi feita apenas para mostrar o Nicholas Galitzine de tanguinha, porque você não consegue entender o propósito da existência dela.
OBS:. E o fato de que o filme flopou e não conseguiu nem se pagar é um grande exemplo disso. ____________________________________
A nota vai em respeito aos funcionários que fizeram apenas o que aquele paspalhão do diretor mandou.
Gostei em como esse universo novo do homem aranha tirou aquela sensação de filme adolescente de sessão da tarde, mesmo o Tom sendo o mais novo a interpretar o herói. ___________________________
Não tenho essa fixação pelo homem aranha e nem pelos anteriores, o que tira toda essa pompa em cima da aparição dos outros 2. Mas é inegável que conseguiram construir a história de uma forma que fizesse sentido eles estarem lá e que ficasse realmente legal assisti-los. ___________________________
Tenho minhas críticas a forma como constroem os heróis e essa moral cega deles, sendo isso algo que me distancia de mais desses filmes.
Algo que fica bem claro em guerra civil: Se você não concorda comigo, você é meu inimigo. Novamente isso acontece entre o Doutor Estranho e o Homem Aranha. ___________________________
Além disso, me incomoda de mais o que fizeram com o Peter nesse filme, porque mesmo sabendo que foi uma ideia de desenvolvê-lo, achei muito injusto jogar a culpa toda nele por tudo que aconteceu.
Quem deu a ideia de fazer a magia foi o Doutor Estranho, que parece não ter levado em consideração as problemáticas dela. Além disso, foi a tia May que fez o Peter não mandar os vilões embora, o que ocasionou todo o caos, incluindo a situação dela.
E é importante mencionar aqui, o único adolescente dessa situação toda era o Peter, sendo esse também o que teve que sustentar todo o B.O. sozinho.
Não tenho pena da morte da tia May, inclusive, merecido. Pena eu tenho do Peter que ficará traumatizado o resto da vida por conta de dois marmanjos inconsequentes.
___________________________
A sacada dos vilões e do clube da aranha é muito legal, mas a forma como tudo aconteceu pareceu forçada para gerar o caos que gerou, não houve um desenvolvimento condizente com tudo, foi basicamente um...
"EU SOU DO MAL - AGORA SOU DO BEM - VIREI DO MAL DE NOVO".
Não é um filme ruim, mas faltou um pouco de carinho no roteiro, que se agarra inteiramente na nostalgia e esquece de avançar para algo mais interessante.
Esse filme é ruim com muita, mas muita força. _____________________________
Esse é aquele caso do filme 1 ter feito sucesso e forçaram um 2 pra tentar ganhar dinheiro.
O filme tem uma crítica interessante, mas tudo em volta disso é péssimo. _____________________________
Acredito que um dos pontos negativos desse filme é a protagonista ser excessivamente sonsa, algo que faz sentido no filme 1, visto que ela era uma menina rica que foi jogada aos leões de Harvard.
Mas no filme 2 ela já é uma advogada formada e que aparentemente trabalha faz um tempo nesse meio, já deveria ter tido um pouco de lucidez.
O que da a entender é que tentaram seguir a mesma fórmula do primeiro filme, só que em um espaço diferente. _____________________________
Essa pegada da personagem já me irritou um pouco no primeiro, mas compreendo os motivos. Mas ficou exagerado no filme 2.
Eles queriam quebrar o estereótipo de loira burra, mas fazem ela 150% bobinha e sonsa como uma forma de vender quase a mesma ideia. _____________________________
Acredito que uma das poucas coisas boas desse filme foi terem deixado TODOS os personagens "principais" do filme 1, algo que muitas vezes não acontece em continuações, tendo personagem casado que volta com outro(a) marido/esposa, um novo melhor amigo, etc.
Não diria que é bom nem ruim, é um filme simpático. ______________________________
Esse é aquele tipo de filme que faz sentido para a sua época, porque atualmente não funcionaria em absolutamente nada.
Legalmente Loira é interessante na proposta, mas peca bastante na execução. ______________________________
Minha principal crítica está na forma como tudo é apresentado, que mesmo sendo uma óbvia crítica, ainda nada dentro de estereótipos e não foge do superficial.
Tentam vender a ideia de que a personagem é inteligente e que pode fazer o que quiser, mas não é leva a sério nem pelo próprio roteiro, que mergulha em uma realidade bobinha para sustentar as cena.
Como no momento em que ela descobre que o rapaz está mentindo no tribunal porque ele sabe a marca do sapato dela. E quando ela vence o processo por conta de uma progressiva (?).
Entendo a proposta e não estou nem questionando a verossimilidade do que é apresentado os processos, mas a condução deles em relação a provável crítica que tentaram fazer com o filme. ______________________________
Como mencionei, se analisar o filme a partir de 2001, é assistível.
Confesso que queria ter gostado mais do filme, mas não veio aí.
Acredito que para a proposta que a Greta Gerwig tinha, ela fez um ótimo trabalho, mas está longe de ser um estilo de produção que me agrade. _____________________________
A história contada nesse filme não me agrada tanto, achei tudo meio bobo, infantil e excesso de palhaçada, quase como um verdadeiro besteirol estadunidense.
Quando o Ken assume o patriarcado com cavalos e toma a Barbieland, eu achei um saco, bem vergonha alheia em várias cenas.
Mas a crítica que ela apresenta é realmente MUITO boa e feita de uma forma sensacional, adoro como ela praticamente "desenha" as coisas em um tom de deboche tão certeiro, que não tem como as pessoas não entenderem do que o filme se trata. _____________________________
Além disso, a base sintética do filme foi interessante na primeira meia hora, mas conforme ele foi passando, tudo foi se tornando meio exaustivo de acompanhar, o universo da barbie, o excesso de cor, as palhaçadinhas dos personagens, etc. Foi se tornando cansativo de assistir.
É aquilo, não acho que seja um filme ruim, ele só não é um perfil de filme que me agrade, mas para o público alvo, acredito que deva ser uma experiência incrível.
Levei um tempo para assistir porque não gosto de ver nada que esteja no hype para não influenciar minha opinião. _______________________________
Faz anos que assisti o primeiro filme e ele nunca foi um marco na minha vida, o que me faz chegar aqui sem grandes expectativas ou sentimentos nostálgicos.
O filme sustenta bem a primeira hora, consegui trazer aquele sentimento de familiaridade enquanto você sente que é algo novo. Mas a partir da segunda hora, aí o negócio desanda de mais, é arrastado, sem emoção, genérico e completamente esquecível _______________________________
Meryl Streep faz um ótimo trabalho com uma Miranda que foi OBRIGADA a evoluir com o tempo, algo que esqueceram de fazer com a Andy, que segue uma cartilha chata de protagonistas intrometidas e heroínas dos anos 2000.
A história é fraca, pouco atrativa e sem um desenvolvimento interessante. _______________________________
Não o vejo como um filme ruim, ele é mais um filme esquecível mesmo. Não vejo um propósito para a sua existência além de apelar para o nostálgico devido a falta de criatividade que anda tendo em Hollywood.
É até bonitinha algumas cenas que tentam fazer associação com o primeiro filme, mas se tirar isso acaba não sobrando quase nada.
Eu já nunca fui muito fã da franquia 'A Quiet Place', mas esse filme foi consideravelmente abaixo até dos outros dois. _______________________________________
Acredito que por ter se direcionado ao "dia um", esperei algo mais 'majestoso', mas o filme acaba se agarrando na mesmice dos dois primeiros e não entrega um início com a perspectiva que merecia.
O ponto alto desse filme é, indiscutivelmente, a atuação da Lupita e do Joseph Quinn, que mesmo tendo personagens não tão atrativos, sustentam cada cena com um brilhantismo quase impecável. _______________________________________
Meu ponto aqui não é nem a crítica a "falta" de terror e a exploração do drama, visto que gosto mais de drama e não considero essa franquia muito terror. A questão aqui é, o drama até pode soar interessante no papel, mas aqui ele se perde diante de todas as situações que são propostas.
Sinto que existe uma forçação em relação a certos acontecimentos e construção de cena, que parecem uma mera colagem dos filmes anteriores para tentar replicar um molde que funcionou, mas aqui, devido a falta dessa trama mais tensa, ao meu ver, não sustenta.
Além disso, me incomodou muito a barulheira nesse filme, que parece ter esquecido o "A Quiet Place". Em vários momentos do filme parece que o silêncio não é mais o motor condutor do drama narrativo, o que, na minha opinião, acaba deixando a essência do filme de lado. _______________________________________
Algumas cenas são propositalmente tensas, o que tira toda a tensão da cena. Em vários momentos você acompanha os alienígenas entrarem em lugares "silenciosos" apenas porque era preciso construir aquela cena de perseguição no escuro e com lanterna.
Enquanto em momentos de barulho, como quando eles correm pela cidade ou quando o gato pula no balcão, não aparece um mísero bicho, mesmo tendo vários na redondeza. _______________________________________
A questão é, o filme não é ruim, apenas apático. Ele busca surfar no molde que deu certo e esquece de construir uma personalidade própria.
A Quiet Place: Day One é um filme que parece apenas mais um lançamento nesse universo para não esquecerem dele, porque a continuação real está vindo em 2027.
~Pode conter pequenos spoilers ao decorrer do texto~
Assisti a esse filme em 2013 e novamente agora em 2026 depois de tê-lo indicado em um clube de cinema que participo.
A ideia era que conhecessem essa obra e também para que eu analisasse ela a partir de uma ótica 13 anos depois. _______________________________________
Algumas coisas eu não me lembrava, outras eu lembrava de uma forma diferente, mas a essência do filme me era bem vívida.
Continuo gostando do filme e achando a sacada muito interessante, sendo um filme de vingança muito bom, mas é inegável que a forma como compreendo esse filme hoje é um pouco diferente de 2013. _______________________________________
O desenrolar da vingança criada pela profª Moriguchi é sensacional, porque ela não trabalha de forma sanguinária, ela busca ir deteriorando o psicológico de cada um dos envolvidos até o ápice da vingança, utilizando isso como uma forma de torturá-los.
É interessante ver como os dois personagens são diferentes e recebem cada informação e ação da professora de forma diferente, trazendo uma profundidade ao universo que é muito bem colocada e trabalhada.
É muito legal ver que a própria vingança da profª foi um processo e a forma "fria" com a qual ela lida com tudo também foi construída ao decorrer das situações. Algo que fica claro nos momentos em que ela aparece tirando o sangue do marido, mostrando que ela realmente queria fazer o que disse ter feito, mas que acabou não conseguindo e o caminho da vingança foi se modificando.
Gosto de como as coisas vão se encaixando ao decorrer do filme e sendo explicadas pouco a pouco, mostrando que cada ação da Moriguchi foi pensada para atingi-los depois de uma longa análise sobre o perfil de cada um dos dois assassinos. _______________________________________
Minhas principais críticas ficam para a cronologia, que fica consideravelmente confusa em vários momentos, precisando esperar o filme avançar um pouco pra compreender em que tempo estamos.
Também não gosto muito de algumas cenas em câmera lenta e a forma como alguns momentos foram gravados, com fundo preto e uma sensação de que foi feito dentro de uma caixa, tirando a profundidade da cena.
Outra questão que me incomodou um pouco foi a forma como a narrativa se desenrolou. A apresentação de pontos de vista é interessante, mas confesso que a única parte que realmente me interessou foi a da professora, a perspectiva dos outros personagens serve para fechar o fio, mas não para me entreter.
Também me incomodou a parte final do filme com a profª aparecendo na escola e se expondo depois de tudo que aconteceu, acharia mais interessante ela fazendo tudo isso das sombras, porque não é muito crível que ela sairia impune nessa situação.
Sendo algo que me questionei um pouco, saber o final de cada uma das pessoas envolvidas, pois, como mencionado por ela, crianças não sofrem com as leis e não podem ser julgadas por assassinato, então o que aconteceria com o Watanabe depois que achassem o corpo da menina? o que aconteceu com a profª? o que aconteceu com o Shimomura depois da morte da mãe? _______________________________________
Obviamente que esses questionamentos não tiram o brilhantismo da obra, mas diminuem consideravelmente o impacto.
No geral, é realmente um ótimo filme e sigo com o pensamento similar ao de 2013.
Acredito que se eu tivesse assistido esse filme em minha infância, teria tido outros pensamentos pensantes sobre ele. Existem coisas que tem que ficar no seu tempo mesmo. _____________________________
O filme está longe de ser ruim, essa não é a questão, porém, sinto que segue uma narrativa bem saturada e levemente picotada, sem muitas explicações, contextos, apenas coisas sendo jogadas no meio de tudo.
Esse não é nem de longe o meu filme preferido da Barbie, mas também não acredito ser o pior (inclusive tenho que assistir 'a princesa e a plebeia' de novo porque achei injusta a nota que dei, mas não lembro o motivo). _____________________________
Gosto de como constroem a personagem da Barbie como alguém que sempre quebra as regras e busca a sua liberdade, conquistada por suas próprias mãos.
Nesse filme, sinto que a situação acaba deixando um pouco a desejar pela falta de cuidado com a história e a forma como se constrói o direcionamento dela. _____________________________
Quando a Barbie menciona que precisa se desculpar com os pais por "desobedecer" as ordens de ficar presa no palácio, acredito que seja uma passagem complicada, visto que eles estavam errados, tanto em prendê-la, quanto em não contar os motivos.
Entre outras coisas... _____________________________
Achei a animação consideravelmente ruim, com alguns traços bem estranhos, como aquele ogro que estava longe de parecer um.
E a história meio superficial, mas levando em consideração a época e ser uma franquia da Barbie, talvez seja compreensível. _____________________________
No geral, é um filme perfeito para a idade que ele se propõe a entreter e um passatempo qualquer para um adulto, nada muito relevante, mas também não é ruim.
Com o lançamento dos outros dois filmes, resolvi revisitar esse, porque mesmo lembrando de muita coisa, alguns pontos foram esquecidos. _______________________________________
O filme é melhor do que eu lembrava dele na época, mas a história é mais clichê do que eu me recordava.
É uma produção que te ganha mais pela qualidade visual do que pelo que tem a contar, o que é uma pena, visto que merecia uma história mais interessante. _______________________________________
Gosto do universo que criaram, mas sinto que exploraram pouco a complexidade que ele tinha a oferecer, o filme soa mais como um episódio do "globo repórter especial: conhecendo a vida em pandora", uma eterna amostra do ambiente e pouca exploração real dele.
Como mencionei, a história é clássica do gênero, o que tira boa parte do brilho da produção, porque é básico e sem muita personalidade.
Nesse sentido, não entendi muito o motivo de tantos filmes do Avatar, porque não parece ter tanta coisa pra contar. _______________________________________
No mais, é um belo filme, visualmente magnífico, mas peca de mais quando se analisa separando do conteúdo visual.
~Tem uns spoilers pelo meio, mas como fui escrevendo sem focar nos spoilers, tá por aí, tome cuidado~ ___________________________________________
Foi um filme interessante de assistir, porque quebrou totalmente o sentimento que tive antes de começar "ai, lá vem mais um filme de máfia", que no fim se tornou uma critica interessante sobre poder, família, moralidade e como as pessoas mudam a partir das suas estruturas sociais. ___________________________________________
Acho muito interessante a construção que o Copolla dá para a família Corleone, buscando apresentar uma 'aparência' moral que é inexistente na prática. E isso vai sendo apresentado através da forma como a narrativa constrói o Michael.
A mentira funciona quase como uma identidade da família Corleone e parece que eles acreditam no que falam, não apenas como palavras levianas sendo proferidas. E isso fica bem explicito em dois pontos no filme, que são os paralelos que ligam os "DONs".
Em uma das primeiras cenas do filme, o Don Corleone pai, durante o casamento, menciona em uma das conversas, que a família Corleone "não é uma família que mata, como outras pessoas dizem". Já no final do filme, a fala final do Michael para a Kay sobre ter ou não matado o Carlo, o Don Corleone filho afirma que não. Nesse momento fica explícito que ele se tornou o DON.
Nessa situação parece como se eles tivessem criado uma "ideia própria sobre o que é moral" ou a "moralidade da família Corleone", ou seja, as ações não seriam entendidas por eles como um mero assassinato, mas como um problema empresarial da família, deslocando completamente o significado da ação. ___________________________________________
Um ponto que achei muito interessante, é a forma como a narrativa nos é apresentada.
Quando o Don Corleone pai fica incapacitado e o Sonny toma o controle da família, não somente a família muda, mas toda a dinâmica narrativa se altera. Sonny é apresentado como uma pessoa impulsiva, reativa e violenta, enquanto o Vito nos é apresentado como alguém frio, calculista e organizado.
Nesse sentido, enquanto o Corleone pai está no poder, seguimos uma narrativa mais "camuflada", com muitas cenas de família, festas, conversas e reuniões.
Quando o Sonny toma o controle da família, devido ao seu caráter impulsivo, a narrativa do filme se torna instável e acelerada, pois o centro organizador da família não está mais lá.
As coisas só começam a voltar ao normal quando o Michael se torna o líder da família, se apropriando das características mais próximas das que o Vito tinha, mas com características pessoais também. A partir desse momento, a narrativa dá uma esfriada, se torna mais alinhada e com um rumo a seguir, que é a busca pelo poder. ___________________________________________
Se eu pudesse definir as lideranças Corleone, eu diria que:
Vito foi um líder 'performático': Buscava vender a ideia de que sua família era a essência da moral, em que existia um direcionamento muito forte na imagem e presença da família.
Sonny foi um líder 'impulsivo e violento': Não tinha foco e achava que resolveria tudo na bala, tinha interações com a família, mas eram caóticas, tinha interações com os colegas, mas eram com traições, tinha interações com os inimigos, morreu.
Michael se tornou um líder 'diretor': Passou a controlar a narrativa para o que ele queria que acontecesse. O personagem juntou as características do pai e aperfeiçoou-as. Além de aprender com o Sonny sobre o que e como não fazer algo. Transformou a 'demonstração de poder' do Sonny em um 'saber social', ou seja, ele não demonstra que é poderoso, as pessoas agem porque sabem que ele é poderoso.
Não sei se essa é a ideia do filme, mas me pareceu que a narrativa do filme segue a liderança da família Corleone, tornando-se uma linguagem própria do filme. ___________________________________________
Acho interessante como a mudança do Michael é mostrada em vários momentos e de várias formas, você acompanha a jornada do herói que se transforma em Don. Algo que foi muito bem feito pelo Copolla, diga-se de passagem.
Considero que um dos momentos cruciais para a mudança do personagem ocorre com a morte de Apollonia. Toda a situação pré e pós morte me geram sensação de que o Michael estava buscando naquela situação na Sicília o resquício da sua identidade do "eu-herói" de antes de ter matado o Sollozzo e o McCluskey. Mas com a morte da atual esposa, soa como se o "sonho do Michael" tivesse acabado e a realidade parece ter aparecido de uma forma bem cruel.
"Depois do que fiz, não tem mais como voltar a ser o que era antes".
Nesse momento é como se o Michael entendesse que quando matou o Sollozo e o McCluskey, ele também matou o herói. ___________________________________________
Algo que eu gostei muito foi a cena inicial do filme, ali você compreende muito da dinâmica que vai rolar. Aquela cena é apresentada de uma forma 'caótico-organizado', em que muita coisa acontece, mas em uma progressão que você entende que existe o palco e os bastidores.
Nesse sentido, eu mudaria um pouco essa cena inicial.
Com toda a dinâmica dos bastidores da família Corleone, acredito que teria ficado ÉPICO se tivessem gravado essa cena em um plano sequência, seguindo o Don Corleone pai em cada ambiente e situação de forma ininterrupta. Em que você vai descobrindo esse sistema a medida que ele vai recebendo as pessoas.
Minha mudança se enquadra a forma como compreendi a narrativa. Seguindo a perspectiva do Vito, compreenderíamos ele como o eixo ao qual a família gira, tornando ele o cetro desse sistema familiar e dando potencia a essa narrativa-líder.
Acredito que teria sido uma das cenas mais emblemáticas do cinema. ___________________________________________
Enfim, não é um filme que estaria na minha lista de filme que eu mais gosto e/ou amei assistir, mas é inegável que foi um filme muito bem feito, principalmente depois que comecei a refletir para escrever esse texto.
Se fosse baseado no meu gosto pessoal sobre o filme, daria 3,5 estrelas, mas levando em consideração as questões técnicas e a forma como compreendi a narrativa, vale fácil um 4,5.
Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu (4ª Temporada)
4.0 2Os Orions sempre tiveram medo de Shaulas que brilham, sejam elas Rigel, sejam elas betelgeuse.
____________________________________
Acho que foi uma temporada meio a meio. Ela começou bem e terminou bem, mas o miolo disso foi meio cansativo de acompanhar.
Acredito que o problema não foi nem a temporada em si, mas o fato de que eu fui me distanciando muito desse anime com o tempo, principalmente depois da 2ª e 3ª temporada, tanto pelo tempo que levaram pra serem feitas quanto pelo conteúdo entregue.
Nesse sentido, não é algo que me prende mais e me motiva a ficar fazendo teorias.
____________________________________
O anime teve uma boa reta final, com a apresentação de bastante respostas do que nos trouxe até esse momento e deixando muitas perguntas para temporadas futuras.
Mas esse anime se tornou apenas algo que acompanho porque já iniciei e só sigo até que acabe ou seja cancelada, sem uma entrega mais intensa.
____________________________________
Nota: 6.5/10
You and I Are Polar Opposites (2ª temporada)
4.2 4 Assista AgoraGostei muito desse anime, mas sinto que me desconectei um pouco nessa temporada.
____________________________________
Gosto de como esse anime foca nos personagens secundários, porque você acaba sabendo o que acontece ao redor dos protagonistas e não tornam eles apenas adereços narrativos.
Porém, mesmo gostando deles, achei que a temporada deu uma derrapada na forma como contou a história deles, principalmente a do Taira, porque surraram um monte os dois pra nada.
____________________________________
É um bom anime de acompanhar.
Nota: 7.0/10
Ascendance of a Bookworm (4ª Temporada)
4.0 1Uma das coisas que mais gosto desse anime é a sensação de progressão no universo. Você realmente sente que o tempo está passando e lembra como tudo começou, mas não como algo que não teve desenvolvimento, você realmente consegue sentir que faz muito tempo que a Myne renasceu e foi iniciar sua jornada.
Mas no geral, sinto que essa temporada foi um pouco mais picotada e acelerada nos acontecimentos, não deu pra vivenciar as coisas de um forma que te faz sentir o desenvolvimento e entender os acontecimentos.
_____________________________
Mas sinto que o maior problema dessa temporada foi a falta de um direcionamento claro na história e desenvolvimento da Myne, porque não parece ter um lugar para chegarmos durante os acontecimentos dessa temporada.
E mesmo o final tendo sido interessante, como um bom gancho para a próxima season, ainda não parece que a temporada se encaminhou para ele.
_____________________________
Também acredito que a falta de evolução na personagem principal acaba prejudicando o desenvolvimento da história. A Myne se colocada de uma forma muito ingênua, como se estivesse em um conto de fadas, algo que ela já viu que não é.
Outra coisa que me incomoda nessa falta de desenvolvimento, é a falta de crescimento da personagem. Entendo a proposta de retardar o crescimento da Myne, mas acredito que poderiam já ter ajustado, mesmo que pouco, porque ver todo mundo crescendo e ela sempre na mesma acaba incomodando, principalmente com as questões levantadas nessa temporada. Além disso, o que houve nessa temporada também poderia ser ajudado no processo de crescimento dela.
Ela é, em vários momentos, bem inútil, mesmo sendo uma pessoa bem poderosa. Acredito que levaram tempo de mais pra desenvolver a personagem, principalmente porque não tivemos grandes coisas acontecendo nos últimos 34 episódios.
_____________________________
Gosto do anime e dos personagens e sinto que deu um gás nesse final com a ponte para a próxima season, mas ainda acredito que falta MUITO, mas MUITO desenvolvimento para a Myne.
Nota: 6.6/10
Clevatess: Majuu no Ou to Akago to Shikabane no Yuusha …
3.4 1É um anime que segue o padrão shounenzão genérico, tem bons personagens, uma ambientação legal, boas cenas de luta, mas a história é bem qualquer coisa.
Sinto que a temporada deu um pouco de compreensão da história geral do anime, mas foi um pouco "o dia da motivação maluca".
____________________________________
Nota: 6.0/10
Nige Jouzu no Wakagimi (2ª Temporada)
3.8 2Dois anos para fazer um arroz e fritar peixe? isso não existe.
______________________________
Eu gosto bastante de Elusive Samurai, mas sinto que a narrativa não anda, parece que você fica andando em círculos o tempo todo e nada muito grande realmente acontece.
Sinto que as poucas coisas que acontecem, não trazem a sensação de progressão, porque você não tem relação direta com aquilo e/ou são apenas lutas avulsas.
______________________________
Além disso, também me incomoda o fato de ficarem anexando e apresentando personagem em uma season 2 quando você não tem nenhum mísero desenvolvimento narrativo, porque fica aquele excesso de coisas que nunca chega em lugar nenhum, aí resolvem o problema nos dois episódios finais do anime.
Sinto que esse anime perde um pouco o timing das coisas, é tanta preparação que parece que o negócio nunca anda. E por isso que essa foi uma temporada que ficou sempre no 'e la vamos nós'. Não aconteceu nada de concreto e quando a história ia realmente progredir, acabou a temporada.
______________________________
Não é um anime ruim, tem uma ótima proposta, bons personagens e uma ambientação bem legal, mas não progride nunca e o excesso de bobeira tira a seriedade do anime.
Temporada termina com saldo negativo.
Nota: 6.2/10
Youjo Senki (2ª Temporada)
3.9 4 Assista AgoraO anime não é ruim, mas parecia melhor lá em 2017.
Quase 10 anos entre a primeira e a segunda temporada é muito tempo para uma obra.
_______________________________________
A produção parece que não tem um rumo para um desenvolvimento, os diálogos são sempre os mesmos e parece que tudo anda em círculos, você não consegue ver um direcionamento narrativo para o desenvolvimento das coisas.
Sim, eles estão em guerra e o papo é vencer, mas em uma guerra todos querem vencer. Se tirar a vitória, o que se espera com tudo isso? quais as subtramas? não existe algo que sustente a narrativa de forma clara e interessante.
O anime fica navegando entre a guerra sanguinária e o besteirol e aí do nada algo grande acontece e é isso.
_______________________________________
As cenas de luta são bem legais, isso é inegável.
Mas parece que as coisas boas ficam só aí.
Os papos são sempre de reclamações sobre a qualidade e falta de comida, o fato de que vão perder a guerra e que o império não pode recuar e como os figurões são burros por não terem um plano.
Entendo que estão em guerra e existe uma centralidade no assunto, mas é importante entender que isso é uma produção audiovisual e precisa ser dinâmica, porque se não a história fica sem algo que a sustente e ela se perde no que ta tentando contar.
Se eu quisesse analisar algo real, papos centralizados e engessados, eu assistia um documentário.
_______________________________________
O que acontece é que o anime, devido a essa escassez de história, se torna basicamente um "somos muito fortes e estamos lutando contra todo mundo", mas não existe subtramas que estão sendo trabalhadas enquanto tudo acontece, apenas um besteirol pra tentar suavizar a temática.
Ok que tivemos uma situação específica no final da temporada, mas vale ressaltar que são 24 episódios para 1 direcionado a subtrama.
_______________________________________
Sei que essa sempre foi a proposta do anime e é aí que eu digo "dez anos é muito tempo, tem coisas que ficam melhor na sua época".
Nota: 5.8/10
A Luz do Futuro
3.7 2 Assista AgoraEsse é o típico anime que tem uma proposta incrível, mas é uma ladeira a cada episódio.
___________________________________
Ele tem uma proposta incrível e um ótimo início de temporada, mas não me desce de forma nenhuma o direcionamento desse anime.
Os personagens são chatos, sem carisma e apelo. A narrativa é genérica e desinteressante e foca mais em dramas bobos do que naquilo que o anime tenta se vender, que é a eletricidade.
Quando o anime foca na eletricidade, descoberta e produção das coisas, é realmente muito bom. Mas quando ele direciona aos dramas chatos do Kihachi e chatice em relação ao irmão, aí o negócio fica chato, mas fica insuportável quando o Yousuke aparece, o anime decai em níveis alarmantes.
Nesse sentido, podiam só focar na eletricidade mesmo, porque o resto não é interessante.
___________________________________
Faço uma menção ao vilão da trama, porque ele é PÉSSIMO.
O Yousuke é um personagem muito chato de acompanhar. Qualquer personagem que ande desgovernado pela história sem ter o mínimo de limites, principalmente dados pelo protagonista, é irritante e satura muito a história.
Essa falta de limites do vilão torna a narrativa insuportável. Mas o problema maior é que nada disso agrega no desenvolvimento da história, o que torna exaustivo de acompanhar.
___________________________________
Aí quando chegamos no final, parecendo que não tem como piorar, eles dobram a aposta.
O Yousuke ficou 11 episódios perseguindo o Kihachi para conseguir a merda do catálogo, algo que foi deixado pelo irmão dele para ele. Não mediu esforços para conseguir o que queria, para DO NADA os dois começarem a trabalhar juntos no episódio 12 porque o cara não sabe o que fazer com ele?
O cara que pisou em todas as memórias e existências possíveis, chantageou a família da Inako para conseguir o catálogo. Mas o imbecil do protagonista não vai imaginar que ele vai fazer alguma merda.
Aí ele constrói a merda do cérebro elétrico sabendo as motivações do Yousuke e com o discurso de que ele "não vai deixar isso acontecer", sendo que ficou 11 episódios sem conseguir fazer NADA contra o cara.
É simplesmente bizarro, irritante e revoltante o quão ruim essa história é.
___________________________________
As vezes dá a sensação de que tudo que está relacionado ao desenvolvimento elétrico não tem relação com algo real dos protagonistas, mas como um mero adereço narrativo...
Como a criação do avião, que tem relação com salvar o Yousuke, tirando todo o potencial dramático e performático que isso poderia causar.
___________________________________
E me revolta saber que poderíamos ter terminado o anime com a morte do Yousuke, mas os caras preferiram seguir a linha shounem abestalhado com o Kihachi (O santo do bom coração) salvando o cara.
O anime tinha um potencial gigantesco para ser memorável. A proposta é ótima, com algo bem diferente do convencional. Além de uma animação muito bonita.
Mas o pouco foco no desenvolvimento elétrico e o excessivo direcionamento nessa perseguição merda do Yousuke e esse catálogo, estragaram o anime.
___________________________________
Esse anime começa bem e vai desandando, perde completamente o rumo. No geral, é uma merda.
Muito bonito, diga-se de passagem, mas uma merda bonita.
___________________________________
Nota: 5.8/10
Daemons do Reino das Sombras
3.8 10 Assista AgoraEsse é aquele famoso tipo de anime "festival de promessas".
________________________________
Não é um anime ruim, mas está longe de ser interessante. Ele promete muita coisa, mas não entrega quase nada durante 24 exaustivos episódios.
Ele acaba agradando as massas por ser um shounem super genérico e com zilhões de lutas cheios de efeitos e coreografias, porque quando você olha para o que foi realmente contado, aí fica devendo bastante, tanto na quantidade quanto na qualidade.
O anime é um eterno meme do pica-pau 'e la vamos nós', mas nunca vai.
________________________________
O anime parece dinâmico pela aceleração dos acontecimentos, mas muitos deles não possuem significado relevante e/ou acrescentam algo na história. O anime passa muito tempo apresentando uma cacetada de personagens e tsugais e esquece de mostrar a que veio.
Me incomoda muito produções que possuem vários pontos de vista e todos os personagens ficam nesse joguinho de quem é o bonzinho da história e uma forçação de barra em querer que um dos lados aceite tudo de boa sem explicações. E isso fica ainda mais chato quando eles incluem o público.
O anime tem boas cenas de luta, uma ambientação bem interessante, mas falta história e explicações, você é jogado em um zilhão de informações só pra ficar tentando criar questionamentos, o que acaba cansando conforme o anime avança, porque fica só nisso.
________________________________
O anime nem é tão ruim de assistir, mas as vezes parece um amontoado matança e não sai disso. Esse anime parece um grande fight Simulator.
Acaba que o anime se torna fraco porque a história não é bem contada e o desenvolvimento de tudo é péssimo.
________________________________
Porque além de ficarem só empurrando coisa e anexando personagens, os poucos que tem acabam não tendo um direcionamento.
Isso de ficar reciclando vilão me incomoda bastante, os caras sempre fugindo de situações que não deveriam fugir, não morrendo em situações que deveriam morrer. É cansativo de acompanhar
No fim, parece que toda situação não serve de nada, porque nada relevante nunca acontece, fica apenas andando em círculos em situações repetidas.
________________________________
É um anime é ruim? não, só é pouco simpático, os personagens não tem muito carisma, são genéricos em uma história genérica.
Além disso, parece que o anime não vai pra lugar algum e nem ta tentando ir.
________________________________
Nota: 6.4/10
Tensei shitara Slime Datta Ken (4ª Temporada)
3.8 2 Assista AgoraFoi uma boa temporada, principalmente se levarmos em consideração que já é a 4ª e cada uma tem 24 episódios, estamos com quase 100 episódios e tivemos um bom avanço.
______________________________
Gosto do direcionamento dessa temporada, principalmente na resolução de situações tão antigas quanto a da Shizue.
Mas me incomodou bastante os vilões dessa temporada, porque foi tudo muito 'expectativa x realidade'.
_______________________________
Por mais que a gente saiba que NENHUM vilão é muito poderoso em Tensei Shitara e que eles não conseguem criar a ideia de que o Rimuru está passando dificuldades reais.
Sinto que aqui a coisa desandou um pouco, porque os dois personagens são muito ruins, tanto a Maricota quanto o Granvelho. Os dois personagens criaram uma temporada extremamente centrada neles para não conseguir corresponder em NADA.
No mais, a reta final foi legal, o desenvolvimento da história também, mas as lutas eu achei bem ruins.
Maricota e Granvelho simplesmente não serviram pra nada.
O Yuuki e os subordinados indo embora de boa e do nada é um pouco irritante, é aquele personagem que querem que seja o boss final e ficam arrastando o máximo que dá.
A Chronoa acordou, se transformou, foi andando até o local onde Rimuru estava só pra lutar contra ele, mas não atacou o Yuuki e os subordinados (Só mais pra frente pra dizer que ela era "descontrolada").
No episódio final é explicado que a Chronoa é uma versão surtada pós-morte do Rimuru. Nesse sentido, se o Rimuru está vivo e na frente dela, qual o sentido dela não voltar ao normal e/ou atacar ele? Porque nas memórias ficou claro que ela conhecia até a forma humana dele.
Além disso, acho que falta a sensação de que algo realmente pode acontecer, porque nunca existem baixas no lado do bem. Os caras trouxeram até a Shizue dos confins da temporada 1 e ressuscitaram a Hinata, sendo que poderiam muito bem ter deixado a Hinata morrer nessa temporada, seria uma boa morte para o momento.
_______________________________
Queria entender um pouco melhor a questão da linha temporal apresentada na história da Shizue/Chloe/Chronoa.
Compreendi que consideraram apenas a "alma" como a de uma única pessoa, mas ainda acho que a separação das personagens e a existencia dos corpos ficou mal explicada, principalmente pela explicação que deram no final sobre a Chronoa existir como um "surto" da Chloe pela morte do Rimuru.
_______________________________
Foi uma boa temporada, com uma reta final boa, mas um episódio final bem esquecível com essa forçação de barra em cima do Granvelho.
Nota: 7.0/10
Heartstopper Para Sempre
3.5 64 Assista AgoraEstou profundamente decepcionado com esse filme. Uma história tão bonita não deveria ter um final tão ruim quanto esse.
_____________________________________
Heartstopper é uma série que eu aprendi a gostar e sempre a defenderei. Mesmo tento minhas críticas, acredito que é uma ótima produção e feita com muito amor.
Mas esse filme pareceu um 'adeus' feito por obrigação. Ao assisti-lo, sinto como se ninguém mais quisesse fazer parte dessa obra, mas devido ao apelo dos fãs, resolveram correr e fazer algo pra dizer que finalizaram direitinho.
O filme não parece ter tido o cuidado, carinho e amor depositado nas 3 temporadas.
_____________________________________
A história em si nem é ruim, mas é batida e segue um drama bobo e que não acrescenta em nada no geral, principalmente quando analisamos que esse seria o FIM de tudo.
Talvez se fosse uma 4ª temporada da séria, essa parte da história fizesse um pouco mais de sentido, mas como um filme que fecha a história? aí não me convenceu, ficou bobo, meio corrido e cansativo.
Eles passaram por tanta coisa para terminar dessa forma que não parece muito crível. Sinto como se os dramas desse filme tivessem feito o casal retroceder um pouco de todo o desenvolvimento das temporadas anteriores.
_____________________________________
A série começa com uma estática própria e uma construção bem específica, mas sinto que esse filme meio que deixou isso de lado.
Sinto que ignoraram muito do diálogo e da realidade da transexualidade durante toda a série para vir com o diálogo da Elle nessa altura do campeonato.
Além disso, as interações do Nick e do Charlie sempre foram bem menos sexuais, parece que tudo o que foi construído até aqui foi esquecido. Nesse filme era falar sobre transar e transar o tempo inteiro.
"AAh! mas essa é a realidade em um relacionamento na adolescência, as pessoas são assim e bla bla bla".
Compreendo, mas não é como se essa série imprimisse a realidade como ela realmente é. Como não imprimiu nas três temporadas anteriores.
Sinto que esse filme descaracterizou um pouco dos personagens que foram construídos até agora.
_____________________________________
Senti muita falta dos personagens secundários, que foram obliterados nesse filme.
Elle e Tao, além de não terem tido um desenvolvimento legal nesse filme, terminaram. É de cair o cu da bunda mesmo.
_____________________________________
O final de Heartstopper deveria ter feito com que acompanhássemos o crescimento deles, a busca por um futuro e a construção de uma nova realidade (pós-escola), mas ficamos centralizados em um drama bobo, que não teve desenvolvimento e que acabou quando era conveniente para o roteiro.
"Aah! mas eles fizeram esse desenvolvimento durante esse filme".
É justamente isso, eles colocaram os elementos, mas não desenvolveram eles porque não havia tempo pra isso.
Além disso, algumas passagens do filme trazem um conceito, mas a mensagem fica só no imaginário mesmo, como no grupinho de apoio aos LGBTs do Charlie. É uma passagem legal, que poderia ter um desenvolvimento interessante, mas ficou naquela vibe de "quero criar um grupo - não vem ninguém omg - encheu".
Digo isso porque essa situação merecia um destaque com desenvolvimento, não apenas uns cupcakes e fim.
_____________________________________
Inclusive, seria legal ter acompanhado o Nick e o Charlie estudando para o Nick entrar na faculdade, eles conhecendo apartamentos e dialogando sobre esses medos do futuro durante o processo, sem draminha bobo, sem finalização de relacionamento e sem festas intermináveis.
Como mencionei anteriormente.
Como série, acompanhando episódio por episódio e seguindo uma progressão mais lenta, talvez funcionasse melhor. Como filme, com a urgência e o ponto mais direto que ele precisa, talvez ficou meio vago.
_____________________________________
O epílogo é algo que eu esperaria desse filme. Trazendo a sensação de crescimento, com novas realidades, novas vidas, etc.
Enfim, gosto de Heartstopper e curti as 3 temporadas que foram produzidas. Do filme eu realmente não gostei.
Mas uma coisa é certa, não me senti assistindo ao final de uma história.
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
4.3 565 Assista AgoraSer assim no aranhaverso é muito perigoso, Miles, porque ninguém acredita em você. ‘Como é possível uma pessoa ser assim hoje em dia? Tudo é canônico e ele vem querer mudar o curso, alterar a história. Isso não existe mais, não é possível. Ele está mentindo para mim. Ele é falso, vamos prender ele’. Era o exato oposto disso. Era tudo verdade.
Mas a verdade também, Miles, é que você nunca esteve sozinho, em nenhum momento. E você nunca mais vai se sentir sozinho na sua vida. Isso quem está dizendo não sou eu, são os quase 1,1 bilhão em bilheteria ao redor do mundo. Miles Morales, você é um fenômeno. No palco montado pelo público, você nunca saiu do primeiro lugar. Você é o campão do aranhaverso, MILES!
___________________________________
Mesmo não acertando em tudo, 'Através do Aranhaverso' é uma ótima continuação dessa história.
____________________________
A produção da uma patinada no início, com uma história bem clichêzona desse confronto familiar, que ocorre em todos os personagens adolescentes heroicos de qualquer universo. O que foi consideravelmente cansativo.
Mas quando o aranhaverso começa a se desenvolver, é aí que a história brilha.
____________________________
Gosto muito do Miles Morales como homem aranha. Ele tem um carisma que transborda na tela, além de ter umas sacadas muito boas, que destoam um pouco daquele heroísmo tóxico de muitos heróis.
Também me agradou bastante a entrada das novas aranhas. Além disso, foi muito legal a forma como eles usam animações diferentes para aranhas de tipos diferentes de mundo, ficou realmente sensacional.
Depois desse filme, se eu fosse o Miles nunca mais olharia na cara da Gwen e do Peter. Eles foram muito traíras com ele. E a Gwen só "voltou atrás" porque foi chutada do clubinho, porque se tivessem continuado com ela lá, não tenho certeza de que ela iria ajudá-lo. FALSOS.
____________________________
A animação desse filme é SURREAL de linda. Mas a trilha sonora eu sinto que deu uma caída em relação ao primeiro filme.
No geral, é um ótimo filme, peca nesse início meio clichêzão, mas engata muito do meio em diante e deixa um ótimo gancho para o próximo filme.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 379 Assista AgoraÉ um filme que surpreendeu positivamente, porque eu fui esperando o pior dos mundos e ele conseguiu me apresentar algumas coisas interessantes.
Mas é importante mencionar que não significa que eu tenha gostado do filme.
______________________________________
A longa marcha é um filme pretencioso, levando em consideração que busca se sustentar apenas com a marcha de um punhado de jovens.
O filme, ao meu ver, não consegue bancar as quase 1h50min, mas consegue pegar tração a partir da primeira 1h, quando as coisas começam a ficar mais desesperadoras. Mas ainda assim, sinto que o filme peca em algo muito simples, que seria facilmente ajeitável e que talvez mudaria totalmente o rumo das coisas.
______________________________________
Um dos meus pontos principais de crítica é a falta de contexto.
Eu adoro produções sobre distopias, mas não consegui me afeiçoar a esse elemento durante o filme porque me faltou informações para compreender esse universo que estávamos acompanhando. E essa falta de informações também limitou bastante a minha empatia com os personagens concorrentes.
Quando analisamos uma obra que parte de uma ideia similar, Jogos Vorazes, temos uma boa parte do início do primeiro filme direcionada a Katness, apresentando a personagem e o ambiente em que ela está inserida, com informações sobre tudo, até que a colheita de fato comece.
Em 'A Longa Marcha' eu sinto que falta justamente isso, algo que me faça compreender o universo, os personagens e os motivos que os levaram até lá. Mesmo que isso seja falado durante o filme, mais precisamente na reta final, já não existe mais tempo para criar a empatia e a afeição.
Com isso, você é jogado em uma história de um besta que vai para um lugar cheio de bestas fazer bestice.
______________________________________
Mesmo compreendendo que ambientes tensos podem proporcionar uma aproximação mais fácil e/ou intensa, não me parecia muito crível a forma como eles interagiam desde o início da marcha, visto que TODOS estavam ali com pura consciência, sabiam que apenas um iria vencer e que não existiam regras específicas contra alguma forma de sabotagem a um concorrente.
Essa amizade me parece ainda mais fora da realidade quando analisamos que o filme se passa em um mundo distópico, pós-guerra e com vidas em extrema vulnerabilidade. Ambiente propício para o crescimento do egoísmo e, consequentemente, da falta de empatia.
Talvez isso seria aceitável, na minha perspectiva, se tivesse tido algum tipo de prévia sobre os personagens e o mundo, compreendendo exatamente o que os levaria a tal irmandade.
______________________________________
Acredito que o fato deles saberem de tudo acaba tirando um pouco do peso das consequências, já que eles escolheram estar ali.
Talvez se eles não soubessem das mortes, aí poderia ser mais fácil de sentir empatia, chorar pelas mortes e criar laços.
Mas da forma como foi, sendo sincero? não me importei menos com cada uma das mortes.
______________________________________
No geral, era óbvio qual seria o "top 10" e quem chegaria na final.
Não curti muito a morte dos 7 principais. Achei que alguns tiveram uns dramas bem forçados para tentar impactar o público, como o Jacob de Crepúsculo, o Hank e o Gary.
O único com um drama interessante foi o Billy.
No geral, as mortes dos 7 cavaleiros do apocalipse não foram nenhum pouco interessante e perderam completamente a força conforma a narrativa se estendia.
______________________________________
Como mencionei, os personagens também eram chatos, pouco atrativos e muito cansativos de acompanhar.
O Kit Connor da Shopee é um ótimo ator, mas o personagem era chato de mais. Nos presenteou com aquele heroísmo e coleguismo que só personagem masculino de obras como essa podem nos proporcionar.
O Pantera Negra também é um ótimo ator, mas é outro personagem chato. O cara ficou falando a caminhada inteira, não calava a porra da boca em nenhum momento.
Era óbvio que seriam os dois os finalistas e que o Kit Connor venceria, mas para tentar gerar um plot twist o diretor mudou o vencedor, mas não o final.
Vi relatos de que aparentemente o Pantera Negra se apaixona pelo Kit Connor no livro, algo que justificaria algumas coisas no filme se fosse abordado, mas é óbvio que deixariam de lado.
O final eu acredito que ele matou o major e foi morto pelo exército. Ele andando e indo embora simboliza a partida dele, referência a fala de "eu estou andando a vida toda".
______________________________________
"Aah, mas o filme critica isso, aquilo, porque quando o fulano escreveu e bla bla bla...."
Compreendo os motivos que levaram o Stephen King a escrever o livro e entendo algumas questões, mas sendo sincero? parece que o filme foi feito para quem conhece as obras dele e, principalmente, o livro em questão.
É como se não conhecer o universo do Stephen te tornasse um intruso.
______________________________________
Existem obras que ficam melhores em um tipo específico de mídia, esse aqui deve ser um ótimo livro, mas como filme ele fica devendo.
Homem-Aranha: No Aranhaverso
4.4 1,5K Assista AgoraQue animação linda a desse filme, me lembrou muito o anime 'To Be Hero X'.
_________________________________
Estou na saga Homem-Aranha e resolvi conhecer essa parte da franquia e confesso ter ficado muito contente com essa decisão.
Como no Homem aranha do Tom Holand, o Miles Morales entrega aquilo que me agrada em um super herói e justificada muito da característica e do comportamento deles, a juventude e adolescência.
Sempre faço críticas aos heróis porque é irritante e até meio vergonha alheia a forma como alguns deles são retratados, com aquela moral que inunda a personalidade deles como um tsunami e é despejada em todo mundo, uma ansiedade em ser um herói e, em geral, uma ingenuidade e bobeira que beiram a toxicidade.
Mas quando o super herói é um jovem adolescente, todas essas características, na minha perspectiva, se tornam aceitáveis, visto que são atitudes de alguém jovem, sem experiência e impulsivo.
_________________________________
A história é meio mais do mesmo com o hiperfoco da Marvel em universo paralelo. Não curto alguns dramas da história e nem a forma como algumas coisas são apresentadas, mas no geral é muito bem contada.
Mas é inegável a forma INCRÍVEL com que eles construíram essa animação, é de uma beleza SURREAL.
Além disso, a trilha sonora é absurda e muito bem aproveitada no filme.
_________________________________
Gosto do Miles Morales, acho que ele é um personagem bem cativante e que nos presenteou com um filme muito simpático.
Mestres do Universo
3.2 470 Assista AgoraNão esperava quase nada, mas me surpreendi, negativamente, com o que foi entregue.
____________________________________
Eu nem sei exatamente o que falar desse filme, porque ele é muito ruim em tudo o que se propõe. Acredito que esse é o problema de colocar um diretor sem experiência em um filme como esse, visto que o Travis Knight é basicamente diretor de animação e só dirigiu Bumblebee de live-action.
Entendo a dificuldade de conseguir imprimir um universo místico em algo mais real, mas existem vários filmes por aí que são bons exemplos disso. Masters of the Universe é um filme que grita CGI e, para mim, distancia o telespectador de algo real e de uma animação, ele fica no meio termo, aquela maçaroca que incomoda ao assistir.
____________________________________
O filme poderia ter sido algo brilhante e o diretor resolveu transformar em uma grande aventura dos trapalhões.
O He-man ter se transformado em um bobão é uma das maiores atrocidades desse filme. O personagem não tem profundidade e acaba distanciando o público dele, inclusive nos momentos mais tristes.
E também me irritou muito eles tentarem vender a ideia de que o Nicholas é um menininho magrelo e fraquinho, como aparece na primeira vez que ele se transforma e durante algumas várias cenas dele falando sobre força, supino, etc. Sendo que esse homem é um armário de tão grande.
Além disso, fica nítido durante o filme todo, tanto pelos braços quanto pelas coxas dele explodindo nas roupas... ME POUPE.
Poderiam ter usado um CGI, colocado a cabeça dele em alguém mais magro, tipo o Capitão América.
____________________________________
Além disso, o filme apresenta um excesso de piadas irritante. Você é entulhado de passagens "cômicas" que te sufocam e acabam suprimindo a narrativa, deixando ela chata e exaustiva.
Soma o personagem bobão com uma narrativa entupida de piadinhas bobas, tanto faladas quanto em situações, que nós temos um Loucademia de Polícia ou um Zorra Total.
____________________________________
Tudo nesse filme soa sintético, mal desenvolvido e mal trabalhado. É um amontoado de quase que não vira coisa alguma.
"Ai, porque o filme é pra alimentar a nostalgia"... Nem a animação era tão bobinha e infantolóide quanto esse filme.
Parece que essa produção foi feita apenas para mostrar o Nicholas Galitzine de tanguinha, porque você não consegue entender o propósito da existência dela.
OBS:. E o fato de que o filme flopou e não conseguiu nem se pagar é um grande exemplo disso.
____________________________________
A nota vai em respeito aos funcionários que fizeram apenas o que aquele paspalhão do diretor mandou.
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa
4.2 1,8K Assista AgoraGostei em como esse universo novo do homem aranha tirou aquela sensação de filme adolescente de sessão da tarde, mesmo o Tom sendo o mais novo a interpretar o herói.
___________________________
Não tenho essa fixação pelo homem aranha e nem pelos anteriores, o que tira toda essa pompa em cima da aparição dos outros 2. Mas é inegável que conseguiram construir a história de uma forma que fizesse sentido eles estarem lá e que ficasse realmente legal assisti-los.
___________________________
Tenho minhas críticas a forma como constroem os heróis e essa moral cega deles, sendo isso algo que me distancia de mais desses filmes.
Algo que fica bem claro em guerra civil: Se você não concorda comigo, você é meu inimigo. Novamente isso acontece entre o Doutor Estranho e o Homem Aranha.
___________________________
Além disso, me incomoda de mais o que fizeram com o Peter nesse filme, porque mesmo sabendo que foi uma ideia de desenvolvê-lo, achei muito injusto jogar a culpa toda nele por tudo que aconteceu.
Quem deu a ideia de fazer a magia foi o Doutor Estranho, que parece não ter levado em consideração as problemáticas dela. Além disso, foi a tia May que fez o Peter não mandar os vilões embora, o que ocasionou todo o caos, incluindo a situação dela.
E é importante mencionar aqui, o único adolescente dessa situação toda era o Peter, sendo esse também o que teve que sustentar todo o B.O. sozinho.
Não tenho pena da morte da tia May, inclusive, merecido. Pena eu tenho do Peter que ficará traumatizado o resto da vida por conta de dois marmanjos inconsequentes.
___________________________
A sacada dos vilões e do clube da aranha é muito legal, mas a forma como tudo aconteceu pareceu forçada para gerar o caos que gerou, não houve um desenvolvimento condizente com tudo, foi basicamente um...
"EU SOU DO MAL - AGORA SOU DO BEM - VIREI DO MAL DE NOVO".
Não é um filme ruim, mas faltou um pouco de carinho no roteiro, que se agarra inteiramente na nostalgia e esquece de avançar para algo mais interessante.
Legalmente Loira 2
2.7 347 Assista AgoraEsse filme é ruim com muita, mas muita força.
_____________________________
Esse é aquele caso do filme 1 ter feito sucesso e forçaram um 2 pra tentar ganhar dinheiro.
O filme tem uma crítica interessante, mas tudo em volta disso é péssimo.
_____________________________
Acredito que um dos pontos negativos desse filme é a protagonista ser excessivamente sonsa, algo que faz sentido no filme 1, visto que ela era uma menina rica que foi jogada aos leões de Harvard.
Mas no filme 2 ela já é uma advogada formada e que aparentemente trabalha faz um tempo nesse meio, já deveria ter tido um pouco de lucidez.
O que da a entender é que tentaram seguir a mesma fórmula do primeiro filme, só que em um espaço diferente.
_____________________________
Essa pegada da personagem já me irritou um pouco no primeiro, mas compreendo os motivos. Mas ficou exagerado no filme 2.
Eles queriam quebrar o estereótipo de loira burra, mas fazem ela 150% bobinha e sonsa como uma forma de vender quase a mesma ideia.
_____________________________
Acredito que uma das poucas coisas boas desse filme foi terem deixado TODOS os personagens "principais" do filme 1, algo que muitas vezes não acontece em continuações, tendo personagem casado que volta com outro(a) marido/esposa, um novo melhor amigo, etc.
Enfim, é ruim, muito, mas muito ruim.
Legalmente Loira
3.1 806 Assista AgoraNão diria que é bom nem ruim, é um filme simpático.
______________________________
Esse é aquele tipo de filme que faz sentido para a sua época, porque atualmente não funcionaria em absolutamente nada.
Legalmente Loira é interessante na proposta, mas peca bastante na execução.
______________________________
Minha principal crítica está na forma como tudo é apresentado, que mesmo sendo uma óbvia crítica, ainda nada dentro de estereótipos e não foge do superficial.
Tentam vender a ideia de que a personagem é inteligente e que pode fazer o que quiser, mas não é leva a sério nem pelo próprio roteiro, que mergulha em uma realidade bobinha para sustentar as cena.
Como no momento em que ela descobre que o rapaz está mentindo no tribunal porque ele sabe a marca do sapato dela. E quando ela vence o processo por conta de uma progressiva (?).
Entendo a proposta e não estou nem questionando a verossimilidade do que é apresentado os processos, mas a condução deles em relação a provável crítica que tentaram fazer com o filme.
______________________________
Como mencionei, se analisar o filme a partir de 2001, é assistível.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraConfesso que queria ter gostado mais do filme, mas não veio aí.
Acredito que para a proposta que a Greta Gerwig tinha, ela fez um ótimo trabalho, mas está longe de ser um estilo de produção que me agrade.
_____________________________
A história contada nesse filme não me agrada tanto, achei tudo meio bobo, infantil e excesso de palhaçada, quase como um verdadeiro besteirol estadunidense.
A parte do Ken...
Quando o Ken assume o patriarcado com cavalos e toma a Barbieland, eu achei um saco, bem vergonha alheia em várias cenas.
Mas a crítica que ela apresenta é realmente MUITO boa e feita de uma forma sensacional, adoro como ela praticamente "desenha" as coisas em um tom de deboche tão certeiro, que não tem como as pessoas não entenderem do que o filme se trata.
_____________________________
Além disso, a base sintética do filme foi interessante na primeira meia hora, mas conforme ele foi passando, tudo foi se tornando meio exaustivo de acompanhar, o universo da barbie, o excesso de cor, as palhaçadinhas dos personagens, etc. Foi se tornando cansativo de assistir.
É aquilo, não acho que seja um filme ruim, ele só não é um perfil de filme que me agrade, mas para o público alvo, acredito que deva ser uma experiência incrível.
O Diabo Veste Prada 2
3.3 445 Assista AgoraLevei um tempo para assistir porque não gosto de ver nada que esteja no hype para não influenciar minha opinião.
_______________________________
Faz anos que assisti o primeiro filme e ele nunca foi um marco na minha vida, o que me faz chegar aqui sem grandes expectativas ou sentimentos nostálgicos.
O filme sustenta bem a primeira hora, consegui trazer aquele sentimento de familiaridade enquanto você sente que é algo novo. Mas a partir da segunda hora, aí o negócio desanda de mais, é arrastado, sem emoção, genérico e completamente esquecível
_______________________________
Meryl Streep faz um ótimo trabalho com uma Miranda que foi OBRIGADA a evoluir com o tempo, algo que esqueceram de fazer com a Andy, que segue uma cartilha chata de protagonistas intrometidas e heroínas dos anos 2000.
A história é fraca, pouco atrativa e sem um desenvolvimento interessante.
_______________________________
Não o vejo como um filme ruim, ele é mais um filme esquecível mesmo. Não vejo um propósito para a sua existência além de apelar para o nostálgico devido a falta de criatividade que anda tendo em Hollywood.
É até bonitinha algumas cenas que tentam fazer associação com o primeiro filme, mas se tirar isso acaba não sobrando quase nada.
Um Lugar Silencioso: Dia Um
3.3 812 Assista AgoraEu já nunca fui muito fã da franquia 'A Quiet Place', mas esse filme foi consideravelmente abaixo até dos outros dois.
_______________________________________
Acredito que por ter se direcionado ao "dia um", esperei algo mais 'majestoso', mas o filme acaba se agarrando na mesmice dos dois primeiros e não entrega um início com a perspectiva que merecia.
O ponto alto desse filme é, indiscutivelmente, a atuação da Lupita e do Joseph Quinn, que mesmo tendo personagens não tão atrativos, sustentam cada cena com um brilhantismo quase impecável.
_______________________________________
Meu ponto aqui não é nem a crítica a "falta" de terror e a exploração do drama, visto que gosto mais de drama e não considero essa franquia muito terror. A questão aqui é, o drama até pode soar interessante no papel, mas aqui ele se perde diante de todas as situações que são propostas.
Sinto que existe uma forçação em relação a certos acontecimentos e construção de cena, que parecem uma mera colagem dos filmes anteriores para tentar replicar um molde que funcionou, mas aqui, devido a falta dessa trama mais tensa, ao meu ver, não sustenta.
Além disso, me incomodou muito a barulheira nesse filme, que parece ter esquecido o "A Quiet Place". Em vários momentos do filme parece que o silêncio não é mais o motor condutor do drama narrativo, o que, na minha opinião, acaba deixando a essência do filme de lado.
_______________________________________
Algumas cenas são propositalmente tensas, o que tira toda a tensão da cena. Em vários momentos você acompanha os alienígenas entrarem em lugares "silenciosos" apenas porque era preciso construir aquela cena de perseguição no escuro e com lanterna.
Enquanto em momentos de barulho, como quando eles correm pela cidade ou quando o gato pula no balcão, não aparece um mísero bicho, mesmo tendo vários na redondeza.
_______________________________________
A questão é, o filme não é ruim, apenas apático. Ele busca surfar no molde que deu certo e esquece de construir uma personalidade própria.
A Quiet Place: Day One é um filme que parece apenas mais um lançamento nesse universo para não esquecerem dele, porque a continuação real está vindo em 2027.
Confissões
4.2 870~Pode conter pequenos spoilers ao decorrer do texto~
Assisti a esse filme em 2013 e novamente agora em 2026 depois de tê-lo indicado em um clube de cinema que participo.
A ideia era que conhecessem essa obra e também para que eu analisasse ela a partir de uma ótica 13 anos depois.
_______________________________________
Algumas coisas eu não me lembrava, outras eu lembrava de uma forma diferente, mas a essência do filme me era bem vívida.
Continuo gostando do filme e achando a sacada muito interessante, sendo um filme de vingança muito bom, mas é inegável que a forma como compreendo esse filme hoje é um pouco diferente de 2013.
_______________________________________
O desenrolar da vingança criada pela profª Moriguchi é sensacional, porque ela não trabalha de forma sanguinária, ela busca ir deteriorando o psicológico de cada um dos envolvidos até o ápice da vingança, utilizando isso como uma forma de torturá-los.
É interessante ver como os dois personagens são diferentes e recebem cada informação e ação da professora de forma diferente, trazendo uma profundidade ao universo que é muito bem colocada e trabalhada.
É muito legal ver que a própria vingança da profª foi um processo e a forma "fria" com a qual ela lida com tudo também foi construída ao decorrer das situações. Algo que fica claro nos momentos em que ela aparece tirando o sangue do marido, mostrando que ela realmente queria fazer o que disse ter feito, mas que acabou não conseguindo e o caminho da vingança foi se modificando.
Gosto de como as coisas vão se encaixando ao decorrer do filme e sendo explicadas pouco a pouco, mostrando que cada ação da Moriguchi foi pensada para atingi-los depois de uma longa análise sobre o perfil de cada um dos dois assassinos.
_______________________________________
Minhas principais críticas ficam para a cronologia, que fica consideravelmente confusa em vários momentos, precisando esperar o filme avançar um pouco pra compreender em que tempo estamos.
Também não gosto muito de algumas cenas em câmera lenta e a forma como alguns momentos foram gravados, com fundo preto e uma sensação de que foi feito dentro de uma caixa, tirando a profundidade da cena.
Outra questão que me incomodou um pouco foi a forma como a narrativa se desenrolou. A apresentação de pontos de vista é interessante, mas confesso que a única parte que realmente me interessou foi a da professora, a perspectiva dos outros personagens serve para fechar o fio, mas não para me entreter.
Também me incomodou a parte final do filme com a profª aparecendo na escola e se expondo depois de tudo que aconteceu, acharia mais interessante ela fazendo tudo isso das sombras, porque não é muito crível que ela sairia impune nessa situação.
Sendo algo que me questionei um pouco, saber o final de cada uma das pessoas envolvidas, pois, como mencionado por ela, crianças não sofrem com as leis e não podem ser julgadas por assassinato, então o que aconteceria com o Watanabe depois que achassem o corpo da menina? o que aconteceu com a profª? o que aconteceu com o Shimomura depois da morte da mãe?
_______________________________________
Obviamente que esses questionamentos não tiram o brilhantismo da obra, mas diminuem consideravelmente o impacto.
No geral, é realmente um ótimo filme e sigo com o pensamento similar ao de 2013.
Barbie e a Magia de Aladus
3.2 88 Assista AgoraAcredito que se eu tivesse assistido esse filme em minha infância, teria tido outros pensamentos pensantes sobre ele. Existem coisas que tem que ficar no seu tempo mesmo.
_____________________________
O filme está longe de ser ruim, essa não é a questão, porém, sinto que segue uma narrativa bem saturada e levemente picotada, sem muitas explicações, contextos, apenas coisas sendo jogadas no meio de tudo.
Esse não é nem de longe o meu filme preferido da Barbie, mas também não acredito ser o pior (inclusive tenho que assistir 'a princesa e a plebeia' de novo porque achei injusta a nota que dei, mas não lembro o motivo).
_____________________________
Gosto de como constroem a personagem da Barbie como alguém que sempre quebra as regras e busca a sua liberdade, conquistada por suas próprias mãos.
Nesse filme, sinto que a situação acaba deixando um pouco a desejar pela falta de cuidado com a história e a forma como se constrói o direcionamento dela.
_____________________________
A história do Wenlock não foi nem cogitado contar, o personagem simplesmente apareceu com um cajado bolado e é isso.
Quando a Barbie menciona que precisa se desculpar com os pais por "desobedecer" as ordens de ficar presa no palácio, acredito que seja uma passagem complicada, visto que eles estavam errados, tanto em prendê-la, quanto em não contar os motivos.
Entre outras coisas...
_____________________________
Achei a animação consideravelmente ruim, com alguns traços bem estranhos, como aquele ogro que estava longe de parecer um.
E a história meio superficial, mas levando em consideração a época e ser uma franquia da Barbie, talvez seja compreensível.
_____________________________
No geral, é um filme perfeito para a idade que ele se propõe a entreter e um passatempo qualquer para um adulto, nada muito relevante, mas também não é ruim.
Avatar
3.6 4,5K Assista AgoraCom o lançamento dos outros dois filmes, resolvi revisitar esse, porque mesmo lembrando de muita coisa, alguns pontos foram esquecidos.
_______________________________________
O filme é melhor do que eu lembrava dele na época, mas a história é mais clichê do que eu me recordava.
É uma produção que te ganha mais pela qualidade visual do que pelo que tem a contar, o que é uma pena, visto que merecia uma história mais interessante.
_______________________________________
Gosto do universo que criaram, mas sinto que exploraram pouco a complexidade que ele tinha a oferecer, o filme soa mais como um episódio do "globo repórter especial: conhecendo a vida em pandora", uma eterna amostra do ambiente e pouca exploração real dele.
Como mencionei, a história é clássica do gênero, o que tira boa parte do brilho da produção, porque é básico e sem muita personalidade.
Nesse sentido, não entendi muito o motivo de tantos filmes do Avatar, porque não parece ter tanta coisa pra contar.
_______________________________________
No mais, é um belo filme, visualmente magnífico, mas peca de mais quando se analisa separando do conteúdo visual.
baixei 0,5.
O Poderoso Chefão
4.7 3,0K Assista Agora~Tem uns spoilers pelo meio, mas como fui escrevendo sem focar nos spoilers, tá por aí, tome cuidado~
___________________________________________
Foi um filme interessante de assistir, porque quebrou totalmente o sentimento que tive antes de começar "ai, lá vem mais um filme de máfia", que no fim se tornou uma critica interessante sobre poder, família, moralidade e como as pessoas mudam a partir das suas estruturas sociais.
___________________________________________
Acho muito interessante a construção que o Copolla dá para a família Corleone, buscando apresentar uma 'aparência' moral que é inexistente na prática. E isso vai sendo apresentado através da forma como a narrativa constrói o Michael.
A mentira funciona quase como uma identidade da família Corleone e parece que eles acreditam no que falam, não apenas como palavras levianas sendo proferidas. E isso fica bem explicito em dois pontos no filme, que são os paralelos que ligam os "DONs".
Em uma das primeiras cenas do filme, o Don Corleone pai, durante o casamento, menciona em uma das conversas, que a família Corleone "não é uma família que mata, como outras pessoas dizem". Já no final do filme, a fala final do Michael para a Kay sobre ter ou não matado o Carlo, o Don Corleone filho afirma que não. Nesse momento fica explícito que ele se tornou o DON.
Nessa situação parece como se eles tivessem criado uma "ideia própria sobre o que é moral" ou a "moralidade da família Corleone", ou seja, as ações não seriam entendidas por eles como um mero assassinato, mas como um problema empresarial da família, deslocando completamente o significado da ação.
___________________________________________
Um ponto que achei muito interessante, é a forma como a narrativa nos é apresentada.
Quando o Don Corleone pai fica incapacitado e o Sonny toma o controle da família, não somente a família muda, mas toda a dinâmica narrativa se altera. Sonny é apresentado como uma pessoa impulsiva, reativa e violenta, enquanto o Vito nos é apresentado como alguém frio, calculista e organizado.
Nesse sentido, enquanto o Corleone pai está no poder, seguimos uma narrativa mais "camuflada", com muitas cenas de família, festas, conversas e reuniões.
Quando o Sonny toma o controle da família, devido ao seu caráter impulsivo, a narrativa do filme se torna instável e acelerada, pois o centro organizador da família não está mais lá.
As coisas só começam a voltar ao normal quando o Michael se torna o líder da família, se apropriando das características mais próximas das que o Vito tinha, mas com características pessoais também. A partir desse momento, a narrativa dá uma esfriada, se torna mais alinhada e com um rumo a seguir, que é a busca pelo poder.
___________________________________________
Se eu pudesse definir as lideranças Corleone, eu diria que:
Vito foi um líder 'performático': Buscava vender a ideia de que sua família era a essência da moral, em que existia um direcionamento muito forte na imagem e presença da família.
Sonny foi um líder 'impulsivo e violento': Não tinha foco e achava que resolveria tudo na bala, tinha interações com a família, mas eram caóticas, tinha interações com os colegas, mas eram com traições, tinha interações com os inimigos, morreu.
Michael se tornou um líder 'diretor': Passou a controlar a narrativa para o que ele queria que acontecesse. O personagem juntou as características do pai e aperfeiçoou-as. Além de aprender com o Sonny sobre o que e como não fazer algo. Transformou a 'demonstração de poder' do Sonny em um 'saber social', ou seja, ele não demonstra que é poderoso, as pessoas agem porque sabem que ele é poderoso.
Não sei se essa é a ideia do filme, mas me pareceu que a narrativa do filme segue a liderança da família Corleone, tornando-se uma linguagem própria do filme.
___________________________________________
Acho interessante como a mudança do Michael é mostrada em vários momentos e de várias formas, você acompanha a jornada do herói que se transforma em Don. Algo que foi muito bem feito pelo Copolla, diga-se de passagem.
Considero que um dos momentos cruciais para a mudança do personagem ocorre com a morte de Apollonia. Toda a situação pré e pós morte me geram sensação de que o Michael estava buscando naquela situação na Sicília o resquício da sua identidade do "eu-herói" de antes de ter matado o Sollozzo e o McCluskey. Mas com a morte da atual esposa, soa como se o "sonho do Michael" tivesse acabado e a realidade parece ter aparecido de uma forma bem cruel.
"Depois do que fiz, não tem mais como voltar a ser o que era antes".
Nesse momento é como se o Michael entendesse que quando matou o Sollozo e o McCluskey, ele também matou o herói.
___________________________________________
Algo que eu gostei muito foi a cena inicial do filme, ali você compreende muito da dinâmica que vai rolar. Aquela cena é apresentada de uma forma 'caótico-organizado', em que muita coisa acontece, mas em uma progressão que você entende que existe o palco e os bastidores.
Nesse sentido, eu mudaria um pouco essa cena inicial.
Com toda a dinâmica dos bastidores da família Corleone, acredito que teria ficado ÉPICO se tivessem gravado essa cena em um plano sequência, seguindo o Don Corleone pai em cada ambiente e situação de forma ininterrupta. Em que você vai descobrindo esse sistema a medida que ele vai recebendo as pessoas.
Minha mudança se enquadra a forma como compreendi a narrativa. Seguindo a perspectiva do Vito, compreenderíamos ele como o eixo ao qual a família gira, tornando ele o cetro desse sistema familiar e dando potencia a essa narrativa-líder.
Acredito que teria sido uma das cenas mais emblemáticas do cinema.
___________________________________________
Enfim, não é um filme que estaria na minha lista de filme que eu mais gosto e/ou amei assistir, mas é inegável que foi um filme muito bem feito, principalmente depois que comecei a refletir para escrever esse texto.
Se fosse baseado no meu gosto pessoal sobre o filme, daria 3,5 estrelas, mas levando em consideração as questões técnicas e a forma como compreendi a narrativa, vale fácil um 4,5.