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Conscienciólogo Humanista, escritor de jornadas e Mediador em Experiências de Aprendizagem, dedicado a promover o pleno desenvolvimento de pessoas e organizações humanas.

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Últimas opiniões enviadas

  • Rafael Giuliano

    Sobre as belezas ocultas!

    Gosto de filmes que me fazem pensar… E adoro ainda mais aqueles cujas reflexões revelam mais sobre as belezas ocultas aos olhos desatentos do cotidiano. Assim foi para mim a experiência de assistir (e sentir) Collateral Beauty.

    Logo na primeira cena, a perspectiva sobre as três abstrações, abordando a relação entre o amor, o tempo e a morte pode até parecer revelar toda a trama do filme, mas a graça está em descobrir o real significado de cada uma dessas dimensões da vida humana. Pois certamente são elas que, de uma maneira ou de outra, definem nossa humanidade.

    O roteiro fala sobre como desejamos o amor, ansiamos por ter mais tempo e tememos a morte. Parece tudo muito simples, até que as experiências vividas por cada um dos personagens nos mostram novas formas de ver e viver cada uma dessas dimensões, potencializando nossa existência.

    Sobre o amor, me marcou a fala da personagem Aimee Moore, interpretada por Keira Knightley, quando ela diz que o amor estava presente tanto na alegria dos momentos juntos quanto no sentimento da dor provocado pela ausência. Afinal, idealizamos de tal forma o conceito de amor que mal o reconhecemos nas suas diversas manifestações. E é extraordinário perceber o quanto nos é possível amar…

    A ideia do tempo como um presente que não pode ser desperdiçado me fez pensar na maneira como vivo e compartilho minhas próprias experiências. Mesmo durante o filme me fez questionar se eu estava plenamente presente naquele momento, afinal aquela era uma chance única de ver o filme pela primeira vez.

    E a mensagem sobre a morte, por mais dura que possa parecer é ainda tão bela quanto as outras duas, pois sua existência é o que nos faz buscar incessantemente por um significado para a vida. Talvez devêssemos agradecer, de fato, pela certeza da morte.

    Ok, reflexões filosóficas à parte, a maneira como o roteiro é construindo, revelando as conexões entre os personagens, suas histórias e lições é absolutamente simples e, por esse exato motivo, torna o filme ainda mais fantástico.

    Assistir Collateral Beauty é como ler uma boa crônica, pois ali se registra a vida, com o lirismo que viver merece ter!

    Rafael Giuliano,
    
buscando viver da mais mais intensa e intencional, todos os dias!!!

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  • Rafael Giuliano

    O que dizer!?

    Para além dos "gostos", este é um filme leve, divertido e sem (tantos) clichês, que explora muito bem cada um dos múltiplos protagonistas, mostrando que há toda um universo de pessoas e histórias ao redor da pessoa que requer cuidados.
    O incrível foi perceber que não há "surpresas", nem "super-dramas", apenas a jornada de diferentes pessoas que se cruzam pela vida, trazendo lições muito sutis, sem moralismo.
    Compreendo bem alguns comentários de alguns que esperavam mais. Entretanto, ao apreciar cada uma das personagens e suas tramas individuais até o momento do encontro, e a partir daí a jornada compartilhada, percebe-se que a história que nos é apresentada não tem exageros, nem afetações, "apenas" o que narrativa de descobertas simples, como poderiam (ou deveriam) ser todos os dias de nossas vidas... simples assim.
    Só posso dizer que ri... diverti-me como falas simples, carregadas de significado e muito bem interpretadas, cuja marca era a naturalidade das emoções humanas. Vi mesmo um jovem de 18 anos com uma doença terminal (como eu mesmo já fui...), seu humor negro, sua forma, ora consciente ora não, de distorcer a realidade, tudo para manter vivo seu próprio espírito.
    Vi mesmo alguém que perdera algo importante na sua vida, redescobrindo sua própria redenção, não através de discursos homéricos ou feitos heróicos, mas através de feitos simples (tudo bem que ajudar a dar à luz a uma criança seja quase heróico! - rs).
    Quem conhece um pouco da vida... quem já teve uma jornada um pouco mais longa ou intensa, poderá perceber que todas as pessoas retratadas no filme são tão humanamente prováveis quanto eu, você ou o vizinho cuja história você ignora. E isso foi o que me apaixonou no filme... ele é provável e humano!
    Uma história que vale à pena ser assistida, sem tantas expectativas, talvez para que possamos apreciar ainda mais as histórias sem clichês ou "super-dramas" que nos cercam todos os dias!
    Eu me vi e esperanço que outros se vejam, seja no jovem, no cuidador, na mãe ou mesmo no pai idiota, tudo para que despertem para a consciências de suas próprias histórias!

    Uma excelente jornada a todos nós!
    RG

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  • Rafael Giuliano

    Quatro “retratos” possíveis...

    Sempre acreditei que houvessem três tipos de filmes: os que nos ensinam algo, aqueles que servem ao mero entretenimento e outros que nos provocam (quase enojam, de uma forma positiva e reflexiva). Entretanto, “Cuatro Lunas” me fez perceber um quarto tipo, o filme de “retratos possíveis”...

    O roteirista e diretor Sergio Tovar Velarde nos presenteia com quatro histórias possíveis, retratos tão reais, confesso, quanto as pessoas que conheci e conheço em minha vida. São personagens, diálogos, ações e motivações críveis, sem afetações ou excessos de “liberdade poética”, pois a poesia está na simplicidade de cada uma das narrativas, algo que na literatura seria pode ser chamado de romance memorialista.

    Mesmo nas cenas em que são retratadas as idiossincrasias de determinados grupos, a naturalidade confere ao filme um tom de sobriedade, um olhar crítico, mas sem julgamento, permitindo ao expectador apreciar com seus próprios valores o comportamento de cada personagem, identificando-se, sugerindo uma empatia que poucos filmes nos conferem.

    O fim de cada uma das histórias é apresentado como a própria vida, apenas como a virada de mais uma página...

    Um filme belo, honesto, quatro retrato possíveis da humanidade!

    RG - #conscienciologiahumanista #cinemacabeca

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