Após a polêmica do vazamento que enfraqueceu a força que o filme poderia ter tido em comentários e talvez até uma chegada ao cinema, vide a força do universo com os desenhos, finalmente assisti.
A trama resgata alguns traumas do Ang já contados e debatidos na animação original. Mas agora ele é um avatar estabelecido e "reina" trazendo tempos de paz ao mundo. A essência da animação está presente e o carisma dos personagens é trazido de volta também.
O enredo não chega no nível da série. O terceiro ato, principalmente, é o que considero o mais fraco e as reviravoltas que acontecem são bem óbvias. De toda forma, foi ótimo adentrar novamente no universo do avatar numa animação 2D que está deslumbrante.
Desde que vi os primeiros materiais promocionais do filme ficou claro que ele utilizaria de The Thing para construir não apenas a atmosfera, com seus cenários brancos de neve e inóspitos desoladores, como na paranoia de onde o monstro está escondido. E diferente de algumas primeiras opiniões que vi, não achei o filme essencialmente ruim. De fato, há uma tentativa de remeter a obra prima do John Carpenter, como já imagiva. A cena inicial é bem semelhante com o plano aberto sendo filmado de cima com um personagem percorrendo a neve numa moto de neve me transportou diretamente a perseguição ao cachorro no filme dos anos 80.
Mas aqui a ameaça não é alienígena, e sim um ser humano, mais precisamente um homem. Após após uma noite de festa, na base militar da Marinha, composta também por cientistas, no deserto da Antártida, a personagem Inês, vivida por Marina Ruy Barbosa (como é bonita e com ela faz caras e bocas, rsrs) é encontrada desacordada e violentada. Sendo agora papel da Subcomandante da unidade, a Capitã Elisabeth (Andréa Beltrão) descobrir quem é o agressor.
A pressia whodunit é boa, e se utilizar da referência de The Thing podia render algo muito melhor do que foi executado. Beltrão manda muito bem no papel. Sua personagem tem uma força e um passado que é revivido contribuindo para alcançar mais contexto a sua revolta quando o crime vem a tona. Mas o texto é deveras limitado em explorar essa paranoia e o poder opressor do isolamento em cantos desérticos, frios e sem a luz do sol. Tudo é maniqueísta demais quando as cartas são dadas no início da aposta. Existe também o fato de outra subtramas dividirem espaço com o foco do filme. Umas um tanto que desnecessárias.
Antártida, para seus realizadores, os estúdios Globo, é também um marco. O filme usa e abusa da tecnologia de fundo para trazer veracidade a sua história filmada em estúdios no calor do Rio de Janeiro. E sim, funciona. O filme consegue fazer você “sentir frio e isolado”. Dá para acreditar na Estação brasileira coberta de neve e agora com um crime por resolver. Por mais que não seja perfeito, ainda mais que eu havia acabado de sair da sessão de Resident Evil, que também conta com muitas cenas na neve, e exista um excesso do uso. A Globo aqui parecia uma criança quando ganha um brinquedo novo e quer usar e mostrar como sabe mexer rsrs.
Gostei do filme. Zach Cregger é um respiro para o gênero. Aqui o diretor se propõe a apresentar uma grandiosa e bem realizada gameplay de um bom jogo, divertida e com momentos de tensão e frenesi. Austin Abrams enriquece a proposta do filme ao criar um protagonista engraçado (bem semelhante a seu personagem em A Hora do Mal), carismático e claramente referência ao modo que jogamos, principalmente um jogo survivor horror. Com progressão de adversidades, recursos limitados e melhoria nas habilidades.
Zach Cregger mostra que seu terror de fato é acessível, ele brinca com o bizarro sempre utilizando um ritmo jocoso para amenizar. E isso vem funcionando para mim e aqui achei até mais natural e encaixado que no filme anterior dele, que pelo visto vai permanecer sendo mais aclamado
Não acho que é o filme que os fãs do jogo esperavam, mas para mim que não conheço nada além dos filmes funcionou demais. Talvez o melhor filme da série? (Dos outros lembro com carinho apenas dos dois primeiros). Fazendo sucesso com certeza vai ter continuação.
Visualmente é uma animação espetacular, nota 10/10. A Dreamworks desde Gato de Botas 2 (dos mesmos diretores) tá entregando muito no trabalho artístico de suas animações. Tudo explode em cores e sinergia na tela, alternando extravagâncias que encontram até nos animes uma forma de construir as emoções e narrativas da história.
O filme é muito carismático e tem uma ótima discussão sobre memórias que importam e amizade. As duas protagonistas são ótimas e funcionam tão bem junta, quanto separadas. Tudo isso embalado por uma trilha de músicas clássicas que fazem a gente cantar junto.
A cultura filipina é trazida e bem explorada no filme, há muito carinho envolvido em tudo. Se não fosse um pouquinho de barriga no meio do filme e uma correria desenfreada para explicar algumas coisas, a nota poderia ser ainda maior.
Talvez o fator cinema cheio de gente rindo a cada palhaçada do filme, além de estar com várias pessoas da minha família que adoraram, tenha exaltado a avaliação.
Embora o filme tenha aquela carinha de produção da Globo, feita em estúdio, com atuações duvidosas do elenco de apoio, o carisma das protagonistas e a química quase espiritual entre as duas fazem o filme ganhar pontos.
A trama em si é qualquer coisa sobre uma viagem de amigas se perdendo e se encontrando pela Europa. Gastando muito, inclusive. Mas as discussões sobre coisas importantes e sobre conscientização feminina, principalmente no início da terceira idade, são bem valorosas.
Minha Melhor Amiga, no fim, é um bom entretenimento e certamente será um sucesso que pode ganhar continuações num futuro próximo.
Se utilizando da mitologia grega, tão em alta com A Odisséia, o filme brinca com a trágica história de Sísifo, porém se aproveitando de sua releitura mais recente, mais otimista. Toda a construção da metáfora "mais adulta" do filme é sobre propósitos, principalmente sobre como são necessários. Contrários a apatia da acomodação. Esse dilema é bem trabalhado entre o coyote e o advogado porta de cadeia que pega seu caso (uma cópia incrivelmente boa e bem vinda do Saul Goodman de Breaking Bad, até comerciais e placas de Outdoors ele tem. E claro, tudo se passa em Albuquerque).
Há ainda espaço para arranhar com críticas como as grandes corporações não tem escrúpulos de usar quem quer que seja para seus desejos mais sórdidos. Chega a ser bizarro que esse filme quase não existiu simplesmente porque a sua produtora queria economizar dinheiro.
Tudo isso é bem estruturado na história base e anárquica de um mundo onde coexistem os looney tunes e seres humanos. Com várias cenas hilárias que homemageam os desenhos clássicos; uma parte técnica que dispensa comentários e uma bem sucedida apresentação noir, Coyote vs Acme é um dos melhores desse gênero misto desde o clássico Roger Rabbit.
Pacino tentando se manter contido enquanto o velho mundo o quer arrebatado de todas as maneiras de volta para ele. Sean Pean irreconhecível (literalmente) como um vigarista. Um filme que possui uma efervescência desde a primeira cena até os minutos finais. Completamente envolvente com diversos segmentos fortes que vão da sensualidade a violência.
É bem o terceiro ou quarto filme do De Palma que acaba ou possui com cenas de suspense foda em uma estação de trem. Um clássico meio esquecido dos anos 90 e não tão citado quanto outros de um dos grandes mestres do cinema.
A exploração angustiante de um personagem adoecido frente a uma sociedade não tão diferente dele. A extravagância de uma narrativa focada em um única figura reforçada pela pujança de cenas bem filmadas numa Nova York suja e escura, com tática de guerrilha, e de uma trilha aterradora. De Niro brilha demais como Travis Bickle.
Filme extremamente desconfortável. Martin Sheen fazendo um vilão deveras ameaçador. Jodie Foster num papel grandioso comanda o filme sobre uma menina triste, cheia de mistérios e fria vivendo numa comunidade conservadora e metida, sempre querendo saber mais da vida dos outros. A cinematografia de filme dos anos 70 engrandece demais a atmosfera de suspense. A música também melhora muitas cenas. Tem algumas reviravoltas previsíveis, acho que a bagagem de filmes atrapalha. Ainda assim o desfecho é bem agridoce.
Nunca tinha assistido embora conhecesse diversas cenas famosas. A atuação de Christian Bale é ótima. Mas achei, em que pese o estilo tão agradável de filmes dos anos 90, tudo caricato e surtado demais. A crítica e o "plot twist" final fazem o filme crescer, pelo menos.
É um ótimo título alegórico para um filme que se propõe a debater não só IA e tecnologia na nossa sociedade como o poder de nos transformar em coisas apáticos por consequência do seu uso em demasia. O rolar de tela se torna um exercício mais bem vindo que enxergar o nascer do sol ou abrir um livro antigo.
Sam Rockwell brilha desde o primeiro minuto de projeção fazendo um maluco conspiracionista vindo do futuro a lá 12 Macacos que convece um grupo de pessoas para tentar pela 137 vez salvar um mundo já distópico de um Apocalipse provocado por uma IA.
Toda a maluquice do filme, trazida de mais contexto com os longos flashbacks contextualizando mais do elenco de apoio, como a história da boa atriz Haley Lu Richardson que vive uma mulher alérgica (literalmente, ela sangra perto de celulares) a tecnologias, reforça que o problema já está escancarando na nossa frente.
O sabor agridoce da aventura lisérgica do filme independente de Gore Verbinski é um respiro de como fazer um bom filme atrativo e com ares de blockbuster mesmo sem um grande orçamento.
Lembra demais um videogame. E isso é bom. Não há muito espaço para trama, nem apego a personagens. Os únicos desenvolvimentos emocionais são os da Kitana e do Jonhy Cage. Esse primeiro é o que conduz a linha narrativa principal do filme, por mais que o outro quem seja o grande protagonista, numa versão mais comedida de Billy Bruto de The Boys.
De memória, acho que gostei mais desse do que do filme de 2021. Justamente por apelar mais para batalhas gráficas e viscerais sem muita explicações e inserções de personagens. É de fato um videogame live action. Até os cenários lembram os jogos. O coitado do protagonista do anterior foi totalmente escanteado rsrs.
No fim é uma confusão de histórias que pouco importam e há uma diminuição do peso de acontecimentos para manter a possibilidade de uma continuação. Ainda fico com o filme de 1995 como mais divertido, talvez por nostalgia, mas esse manda bem até.
Tem muitas referências boas ao desenho antigo, para quem é muito fã talvez funcione até mais. Mas o filme se sustenta sem esse aspecto de nostalgia, que aparece em pequenos momentos. A ação meio maluca e galhofa pode ser comparada ao Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, mas sem o mesmo sucesso no todo. O filme é bom, tem carisma, cor e mesmo o CGI “aparecendo” não afeta em nada. Há, contudo, uma sensação de vazio nele e senti que demorou um pouquinho mais que precisava. Mas no fim ele cumpre seu papel de filme pipoca divertido. Talvez não para arrecadar o que a Amazon esperava.
Ahh o Travis Knight é melhor com as animações mesmo. Sorte que veremos mais um filme dele esse ano.
Intimista e sutil, é um filme lento com uma base sensorial diferente. Como o próprio filme brinca, coisas sem tempero podem também funcionar e serem lembradas por um tempo. A abordagem do filme deseja e cumpre bem uma apresentação mais genuína, sem grandes reviravoltas e catarses, das relações interpessoais. Traumas, receios e principalmente o amor à cidade e suas construções são discutidos. Como tudo que é erguido, independente de ter beleza ou não, possui uma história do antes, do agora e certamente para um vindouro depois. Último destaque fica pra atuação da Haley Lu Richardson, minha xará rsrs, que consegue carregar ironia, paixão e as principais cenas de emoção do filme.
Um conjunto de diversos curtas, com diversos rostos conhecidos, onde a maioria não possui conexão, a não ser pelo fato de se passarem em Nova York. Há um charme na forma como eles simplesmente acontecem, começam e terminam. A força do filme é apresentar o cotidiano de diversas vidas. NY é só o capricho, o plus. A maneira como filmam a cidade fortalece essa aura de paixão que muitas vezes vemos associada a Nova York. Há também um exercício de metalinguagem bacaninha. Me lembrou a série Modern Love.
Um homem que ajuda pessoas que descobrem informações confidenciais de grandes empresas a negociar subornos e liberdade. Seu método para se manter no anonimato é usar o Relay Service (um serviço de retransmissão de chamadas para pessoas com deficiência auditiva).
Instigante e competente, cheio de detalhes que não podem ser perdidos para que o filme funcione. Um thriller super divertido, frenético e que fisga fácil.
Há uma discussão legal sobre os limites que as pessoas estão dispostas em ultrapassar em seus deveres éticos e morais quando se deparam com coisas que outros querem manter escondidas. Mesmo quando se veem ameaçadas e amassadas pelas grandes companhias que cada vez mais parecem onipresentes e onipotentes no nosso mundo real. Superando até a força da mídia e do estado.
É apenas o segundo filme que vi do Diretor, só tinha visto Hell or High Watter, que gosto demais. Esse segundo fez eu me animar para conhecer mais da filmografia dele. Tem uns com premissas legais e avaliações boas.
Adorei o filme. Como vários outros do ótimo e marcante diretor John Carpenter, com sua coleção de filmes charmosos, únicos e encantadores, Starman é cativante e misterioso desde o início. E é também muito bonito esteticamente.
Dessa vez o diretor opta por não fazer dos aliens uma ameaça letal aos seres humanos. O personagem vivido de forma elogiosa por Jeff Bridges é ingênuo, puro e não tem amarras (nem trejeitos) dos seres humanos. Uma espécie de ET mais adulto, num ser extraterrestre em busca de retornar para sua casa. Numa pegada mais road movie sempre tão bem vinda.
A ironia do filme é justamente como os humanos enxergam tudo, sempre com um cinismo e precaução. Em detrimento disso, o ser, que nos acusa de ser primitivo, consegue ver muitos triunfos nos nossos comportamentos. O fazendo cada vez mais próximo de um de nós, repetindo beijos, abraços e paixão.
Só faltou tocar a música do bowie para ser perfeito, rsrsrs.
Podia ser apenas mais um filme sobre o dia da marmota, mas a química inacreditável entre Andy Samberg e Cristin Milioti conquista a cada 9 de novembro que se repete. O filme não promete grandes explicações, muito menos reviravoltas espalhafatosas.
A aposta aqui é sempre utilizar da premissa para trabalhar os personagens, os tornando carismáticos e, mais que tudo, humanos.
Na revisão ele se manteve ainda muito competente e divertido. Curtinho. Ótimo para assistir e com capacidade para um replay.
Melhora significativa na revisão. Cronenberg com certeza é um marco do cinema de terror mas também de senso estético e de atmosfera. A ideia de levar a loucura e a alucinação o vício em televisão e na falta de capacidade de filtrar conteúdo, e quão ameaçador isso pode ser, ainda cabe hoje em dia. Com certas atualizações, é claro.
As cenas de horror corporal envelheceram bem e o elenco consegue se aproveitar disso. Destaque para a participação da Debbie Harry, do Blondie, no auge da beleza fazendo um papel bem forte.
Filmaço sensacional. Leonardo Villar numa atuação assustadora. Uma força espiritual. Uma história de redenção e vingança brandida pelo orgulho e sofrimento. O charme do texto, principalmente com os diálogos do texto de Guimarães são um charme a mais. As paisagens desérticas do sertão e esquecidas, com o ruído do vento e o preto e branco completam a atmosfera arrebatadora. Mas para melhorar ainda mais tem a trilha sonora de Geraldo Vandré, muito poderosa.
Tinha visto alguns anos atrás a atuação de Vilar em O Pagador de Promessas. O bicho era bom ator demais.
Tem elementos de road movie alternando quase com um documentário. Talvez dê para chamar de "Neo Cinema Novo". É quase uma denúncia, infelizmente ainda atual, de como o estado esconde mazelas do país, como pobreza, falta de acesso a educação e prostituição, ou tenta resolvê-las da forma mais fácil e incorreta, como é a obra faraônica da transamazonica, "presente" da ditadura.
Baita filme. Você passa grande parte dele com pena das figuras retratadas. Acredito que a maioria nem atores eram. Lembra também aquele Nomadland, maaaas o brasileiro é bem superior.
Eu tinha visto de forma toda fragmentada na infância e nunca revisitei, muito por preconceito. Desde novo, já achava que seria um filme muito bobinho. E talvez, comparado a outros filmes da Pixar, ele realmente fique atrás. Mas é um filme muito criativo na construção da lore do seu universo. É engraçado perceber como os "carros vivos" reproduzem praticamente tudo do modo de viver humano, inclusive o consumismo.
A aventura em si é boa, e percebo que o tema de estar "perdido para se encontrar consigo mesmo" é utilizado várias vezes pela Pixar. Mas o tema mais profundo, de valorizar o passado, aproveitar a vida de forma mais lenta e conhecer melhor os cantos da jornada, em vez de pensar apenas no destino, é muito bom.
É mais interessante do que eu esperava. E tem personagens bem marcantes: o protagonista, o Relâmpago McQueene e o velho caminhão de reboque, Mate, principalmente.
Mas tirandk a piada pronta, é um filme bem mais simples que outros do estúdio, inclusive na animação usada. Não tem tanta substância no roteiro como outros possuem. E isso pesou para eu me conectar mais com a história. Por mais que exista uma curiosidade e até empatia em como coisinhas tão pequenas olham para nosso lugar comum como um universo infinito, como sobrevivem dentro desse lugar tão deslocado para eles. Como qualquer coisa, até um simples inseto pode ser uma ameaça às suas vidas.
E isso, para o público infantil pode ser o suficiente. Ainda assim há aquele poder dos filmes Ghibli de remeter a um sentimento de paz e conforto. Onde lições simplórias como um cubo de açúcar qualquer pode valer ouro para outras pessoas.
Com facilidade, é muito melhor que os últimos filmes da franquia Jurassic Park. Divertido, descompromissado, gera tensão e faz você ri com muita facilidade enquanto discute temas como relacionamento conjugal e sonho americano. Tem uma ambientação incrível de um subúrbio qualquer americano nos anos 80. O diretor, que já fez terror e surrealista se prova muito versátil entregando uma aventura familiar farofa.
Anne Hathaway bem demais como dona e protetora da família. Ewan McGregor faz um pai lerdão. E Christian Convery, o Sweet Tooth (como tá grande) é um merdeiro de primeiríssima qualidade. Rendendo boas cenas hilárias e também de revolta. Valeu a ida ao cinema.
Avatar Aang: O Último Mestre do Ar
4.1 65 Assista AgoraAvatar: O Último Mestre do Ar 7,5/10
Após a polêmica do vazamento que enfraqueceu a força que o filme poderia ter tido em comentários e talvez até uma chegada ao cinema, vide a força do universo com os desenhos, finalmente assisti.
A trama resgata alguns traumas do Ang já contados e debatidos na animação original. Mas agora ele é um avatar estabelecido e "reina" trazendo tempos de paz ao mundo. A essência da animação está presente e o carisma dos personagens é trazido de volta também.
O enredo não chega no nível da série. O terceiro ato, principalmente, é o que considero o mais fraco e as reviravoltas que acontecem são bem óbvias. De toda forma, foi ótimo adentrar novamente no universo do avatar numa animação 2D que está deslumbrante.
Antártida
2.3 6Antártida 6,5/10
Desde que vi os primeiros materiais promocionais do filme ficou claro que ele utilizaria de The Thing para construir não apenas a atmosfera, com seus cenários brancos de neve e inóspitos desoladores, como na paranoia de onde o monstro está escondido. E diferente de algumas primeiras opiniões que vi, não achei o filme essencialmente ruim. De fato, há uma tentativa de remeter a obra prima do John Carpenter, como já imagiva. A cena inicial é bem semelhante com o plano aberto sendo filmado de cima com um personagem percorrendo a neve numa moto de neve me transportou diretamente a perseguição ao cachorro no filme dos anos 80.
Mas aqui a ameaça não é alienígena, e sim um ser humano, mais precisamente um homem. Após após uma noite de festa, na base militar da Marinha, composta também por cientistas, no deserto da Antártida, a personagem Inês, vivida por Marina Ruy Barbosa (como é bonita e com ela faz caras e bocas, rsrs) é encontrada desacordada e violentada. Sendo agora papel da Subcomandante da unidade, a Capitã Elisabeth (Andréa Beltrão) descobrir quem é o agressor.
A pressia whodunit é boa, e se utilizar da referência de The Thing podia render algo muito melhor do que foi executado. Beltrão manda muito bem no papel. Sua personagem tem uma força e um passado que é revivido contribuindo para alcançar mais contexto a sua revolta quando o crime vem a tona. Mas o texto é deveras limitado em explorar essa paranoia e o poder opressor do isolamento em cantos desérticos, frios e sem a luz do sol. Tudo é maniqueísta demais quando as cartas são dadas no início da aposta. Existe também o fato de outra subtramas dividirem espaço com o foco do filme. Umas um tanto que desnecessárias.
Antártida, para seus realizadores, os estúdios Globo, é também um marco. O filme usa e abusa da tecnologia de fundo para trazer veracidade a sua história filmada em estúdios no calor do Rio de Janeiro. E sim, funciona. O filme consegue fazer você “sentir frio e isolado”. Dá para acreditar na Estação brasileira coberta de neve e agora com um crime por resolver. Por mais que não seja perfeito, ainda mais que eu havia acabado de sair da sessão de Resident Evil, que também conta com muitas cenas na neve, e exista um excesso do uso. A Globo aqui parecia uma criança quando ganha um brinquedo novo e quer usar e mostrar como sabe mexer rsrs.
Resident Evil
3.7 121Resident Evil 8,5/10
Gostei do filme. Zach Cregger é um respiro para o gênero. Aqui o diretor se propõe a apresentar uma grandiosa e bem realizada gameplay de um bom jogo, divertida e com momentos de tensão e frenesi. Austin Abrams enriquece a proposta do filme ao criar um protagonista engraçado (bem semelhante a seu personagem em A Hora do Mal), carismático e claramente referência ao modo que jogamos, principalmente um jogo survivor horror. Com progressão de adversidades, recursos limitados e melhoria nas habilidades.
Zach Cregger mostra que seu terror de fato é acessível, ele brinca com o bizarro sempre utilizando um ritmo jocoso para amenizar. E isso vem funcionando para mim e aqui achei até mais natural e encaixado que no filme anterior dele, que pelo visto vai permanecer sendo mais aclamado
Não acho que é o filme que os fãs do jogo esperavam, mas para mim que não conheço nada além dos filmes funcionou demais. Talvez o melhor filme da série? (Dos outros lembro com carinho apenas dos dois primeiros). Fazendo sucesso com certeza vai ter continuação.
Ahh Valorizem a profissão de entregador.
A Ilha Esquecida
4.0 4A Ilha Esquecida 7.5/10
Visualmente é uma animação espetacular, nota 10/10. A Dreamworks desde Gato de Botas 2 (dos mesmos diretores) tá entregando muito no trabalho artístico de suas animações. Tudo explode em cores e sinergia na tela, alternando extravagâncias que encontram até nos animes uma forma de construir as emoções e narrativas da história.
O filme é muito carismático e tem uma ótima discussão sobre memórias que importam e amizade. As duas protagonistas são ótimas e funcionam tão bem junta, quanto separadas. Tudo isso embalado por uma trilha de músicas clássicas que fazem a gente cantar junto.
A cultura filipina é trazida e bem explorada no filme, há muito carinho envolvido em tudo. Se não fosse um pouquinho de barriga no meio do filme e uma correria desenfreada para explicar algumas coisas, a nota poderia ser ainda maior.
Minha Melhor Amiga
3.6 63Minha Melhor Amiga 7/10
Talvez o fator cinema cheio de gente rindo a cada palhaçada do filme, além de estar com várias pessoas da minha família que adoraram, tenha exaltado a avaliação.
Embora o filme tenha aquela carinha de produção da Globo, feita em estúdio, com atuações duvidosas do elenco de apoio, o carisma das protagonistas e a química quase espiritual entre as duas fazem o filme ganhar pontos.
A trama em si é qualquer coisa sobre uma viagem de amigas se perdendo e se encontrando pela Europa. Gastando muito, inclusive. Mas as discussões sobre coisas importantes e sobre conscientização feminina, principalmente no início da terceira idade, são bem valorosas.
Minha Melhor Amiga, no fim, é um bom entretenimento e certamente será um sucesso que pode ganhar continuações num futuro próximo.
Coyote vs. Acme
3.8 77Coyote vs Acme 8.5/10
Se utilizando da mitologia grega, tão em alta com A Odisséia, o filme brinca com a trágica história de Sísifo, porém se aproveitando de sua releitura mais recente, mais otimista. Toda a construção da metáfora "mais adulta" do filme é sobre propósitos, principalmente sobre como são necessários. Contrários a apatia da acomodação. Esse dilema é bem trabalhado entre o coyote e o advogado porta de cadeia que pega seu caso (uma cópia incrivelmente boa e bem vinda do Saul Goodman de Breaking Bad, até comerciais e placas de Outdoors ele tem. E claro, tudo se passa em Albuquerque).
Há ainda espaço para arranhar com críticas como as grandes corporações não tem escrúpulos de usar quem quer que seja para seus desejos mais sórdidos. Chega a ser bizarro que esse filme quase não existiu simplesmente porque a sua produtora queria economizar dinheiro.
Tudo isso é bem estruturado na história base e anárquica de um mundo onde coexistem os looney tunes e seres humanos. Com várias cenas hilárias que homemageam os desenhos clássicos; uma parte técnica que dispensa comentários e uma bem sucedida apresentação noir, Coyote vs Acme é um dos melhores desse gênero misto desde o clássico Roger Rabbit.
O Pagamento Final
4.2 395 Assista AgoraO Pagamento Final 9.5/10
Pacino tentando se manter contido enquanto o velho mundo o quer arrebatado de todas as maneiras de volta para ele. Sean Pean irreconhecível (literalmente) como um vigarista. Um filme que possui uma efervescência desde a primeira cena até os minutos finais. Completamente envolvente com diversos segmentos fortes que vão da sensualidade a violência.
É bem o terceiro ou quarto filme do De Palma que acaba ou possui com cenas de suspense foda em uma estação de trem. Um clássico meio esquecido dos anos 90 e não tão citado quanto outros de um dos grandes mestres do cinema.
Taxi Driver
4.2 2,6K Assista AgoraTaxi Driver 10/10
A exploração angustiante de um personagem adoecido frente a uma sociedade não tão diferente dele. A extravagância de uma narrativa focada em um única figura reforçada pela pujança de cenas bem filmadas numa Nova York suja e escura, com tática de guerrilha, e de uma trilha aterradora. De Niro brilha demais como Travis Bickle.
A Menina do Outro Lado da Rua
3.7 186 Assista AgoraA Menina do Fim da Rua 8.5/10
Filme extremamente desconfortável. Martin Sheen fazendo um vilão deveras ameaçador. Jodie Foster num papel grandioso comanda o filme sobre uma menina triste, cheia de mistérios e fria vivendo numa comunidade conservadora e metida, sempre querendo saber mais da vida dos outros. A cinematografia de filme dos anos 70 engrandece demais a atmosfera de suspense. A música também melhora muitas cenas. Tem algumas reviravoltas previsíveis, acho que a bagagem de filmes atrapalha. Ainda assim o desfecho é bem agridoce.
Psicopata Americano
3.7 2,0K Assista AgoraPsicopata Americano 6.5/10
Nunca tinha assistido embora conhecesse diversas cenas famosas. A atuação de Christian Bale é ótima. Mas achei, em que pese o estilo tão agradável de filmes dos anos 90, tudo caricato e surtado demais. A crítica e o "plot twist" final fazem o filme crescer, pelo menos.
Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra
3.2 83Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra 7.5
É um ótimo título alegórico para um filme que se propõe a debater não só IA e tecnologia na nossa sociedade como o poder de nos transformar em coisas apáticos por consequência do seu uso em demasia. O rolar de tela se torna um exercício mais bem vindo que enxergar o nascer do sol ou abrir um livro antigo.
Sam Rockwell brilha desde o primeiro minuto de projeção fazendo um maluco conspiracionista vindo do futuro a lá 12 Macacos que convece um grupo de pessoas para tentar pela 137 vez salvar um mundo já distópico de um Apocalipse provocado por uma IA.
Toda a maluquice do filme, trazida de mais contexto com os longos flashbacks contextualizando mais do elenco de apoio, como a história da boa atriz Haley Lu Richardson que vive uma mulher alérgica (literalmente, ela sangra perto de celulares) a tecnologias, reforça que o problema já está escancarando na nossa frente.
O sabor agridoce da aventura lisérgica do filme independente de Gore Verbinski é um respiro de como fazer um bom filme atrativo e com ares de blockbuster mesmo sem um grande orçamento.
Mortal Kombat 2
3.2 344 Assista AgoraMortal Kombat II 6.5/10
Lembra demais um videogame. E isso é bom. Não há muito espaço para trama, nem apego a personagens. Os únicos desenvolvimentos emocionais são os da Kitana e do Jonhy Cage. Esse primeiro é o que conduz a linha narrativa principal do filme, por mais que o outro quem seja o grande protagonista, numa versão mais comedida de Billy Bruto de The Boys.
De memória, acho que gostei mais desse do que do filme de 2021. Justamente por apelar mais para batalhas gráficas e viscerais sem muita explicações e inserções de personagens. É de fato um videogame live action. Até os cenários lembram os jogos. O coitado do protagonista do anterior foi totalmente escanteado rsrs.
No fim é uma confusão de histórias que pouco importam e há uma diminuição do peso de acontecimentos para manter a possibilidade de uma continuação. Ainda fico com o filme de 1995 como mais divertido, talvez por nostalgia, mas esse manda bem até.
Mestres do Universo
3.2 460 Assista AgoraMestres do Universo 6.5/10
Tem muitas referências boas ao desenho antigo, para quem é muito fã talvez funcione até mais. Mas o filme se sustenta sem esse aspecto de nostalgia, que aparece em pequenos momentos. A ação meio maluca e galhofa pode ser comparada ao Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, mas sem o mesmo sucesso no todo. O filme é bom, tem carisma, cor e mesmo o CGI “aparecendo” não afeta em nada. Há, contudo, uma sensação de vazio nele e senti que demorou um pouquinho mais que precisava. Mas no fim ele cumpre seu papel de filme pipoca divertido. Talvez não para arrecadar o que a Amazon esperava.
Ahh o Travis Knight é melhor com as animações mesmo. Sorte que veremos mais um filme dele esse ano.
Columbus
3.7 139Columbus 7/10
Intimista e sutil, é um filme lento com uma base sensorial diferente. Como o próprio filme brinca, coisas sem tempero podem também funcionar e serem lembradas por um tempo. A abordagem do filme deseja e cumpre bem uma apresentação mais genuína, sem grandes reviravoltas e catarses, das relações interpessoais. Traumas, receios e principalmente o amor à cidade e suas construções são discutidos. Como tudo que é erguido, independente de ter beleza ou não, possui uma história do antes, do agora e certamente para um vindouro depois. Último destaque fica pra atuação da Haley Lu Richardson, minha xará rsrs, que consegue carregar ironia, paixão e as principais cenas de emoção do filme.
Nova York, Eu Te Amo
3.2 610 Assista AgoraNova York 6.5/10
Um conjunto de diversos curtas, com diversos rostos conhecidos, onde a maioria não possui conexão, a não ser pelo fato de se passarem em Nova York. Há um charme na forma como eles simplesmente acontecem, começam e terminam. A força do filme é apresentar o cotidiano de diversas vidas. NY é só o capricho, o plus. A maneira como filmam a cidade fortalece essa aura de paixão que muitas vezes vemos associada a Nova York. Há também um exercício de metalinguagem bacaninha. Me lembrou a série Modern Love.
Relay: Contrato Perigoso
3.5 57 Assista AgoraRelay 8.5/10
Um homem que ajuda pessoas que descobrem informações confidenciais de grandes empresas a negociar subornos e liberdade. Seu método para se manter no anonimato é usar o Relay Service (um serviço de retransmissão de chamadas para pessoas com deficiência auditiva).
Instigante e competente, cheio de detalhes que não podem ser perdidos para que o filme funcione. Um thriller super divertido, frenético e que fisga fácil.
Há uma discussão legal sobre os limites que as pessoas estão dispostas em ultrapassar em seus deveres éticos e morais quando se deparam com coisas que outros querem manter escondidas. Mesmo quando se veem ameaçadas e amassadas pelas grandes companhias que cada vez mais parecem onipresentes e onipotentes no nosso mundo real. Superando até a força da mídia e do estado.
É apenas o segundo filme que vi do Diretor, só tinha visto Hell or High Watter, que gosto demais. Esse segundo fez eu me animar para conhecer mais da filmografia dele. Tem uns com premissas legais e avaliações boas.
Starman: O Homem das Estrelas
3.4 119 Assista AgoraStarman 8/10
Adorei o filme. Como vários outros do ótimo e marcante diretor John Carpenter, com sua coleção de filmes charmosos, únicos e encantadores, Starman é cativante e misterioso desde o início. E é também muito bonito esteticamente.
Dessa vez o diretor opta por não fazer dos aliens uma ameaça letal aos seres humanos. O personagem vivido de forma elogiosa por Jeff Bridges é ingênuo, puro e não tem amarras (nem trejeitos) dos seres humanos. Uma espécie de ET mais adulto, num ser extraterrestre em busca de retornar para sua casa. Numa pegada mais road movie sempre tão bem vinda.
A ironia do filme é justamente como os humanos enxergam tudo, sempre com um cinismo e precaução. Em detrimento disso, o ser, que nos acusa de ser primitivo, consegue ver muitos triunfos nos nossos comportamentos. O fazendo cada vez mais próximo de um de nós, repetindo beijos, abraços e paixão.
Só faltou tocar a música do bowie para ser perfeito, rsrsrs.
Palm Springs
3.7 497 Assista AgoraPalm Springs 8/10
Podia ser apenas mais um filme sobre o dia da marmota, mas a química inacreditável entre Andy Samberg e Cristin Milioti conquista a cada 9 de novembro que se repete. O filme não promete grandes explicações, muito menos reviravoltas espalhafatosas.
A aposta aqui é sempre utilizar da premissa para trabalhar os personagens, os tornando carismáticos e, mais que tudo, humanos.
Na revisão ele se manteve ainda muito competente e divertido. Curtinho. Ótimo para assistir e com capacidade para um replay.
Videodrome: A Síndrome do Vídeo
3.7 578Videodrome 7.5/10
Melhora significativa na revisão. Cronenberg com certeza é um marco do cinema de terror mas também de senso estético e de atmosfera. A ideia de levar a loucura e a alucinação o vício em televisão e na falta de capacidade de filtrar conteúdo, e quão ameaçador isso pode ser, ainda cabe hoje em dia. Com certas atualizações, é claro.
As cenas de horror corporal envelheceram bem e o elenco consegue se aproveitar disso. Destaque para a participação da Debbie Harry, do Blondie, no auge da beleza fazendo um papel bem forte.
A Hora e a Vez de Augusto Matraga
4.0 34 Assista AgoraA Hora E A Vez De Augusto Matraga 9/10
Filmaço sensacional. Leonardo Villar numa atuação assustadora. Uma força espiritual. Uma história de redenção e vingança brandida pelo orgulho e sofrimento. O charme do texto, principalmente com os diálogos do texto de Guimarães são um charme a mais. As paisagens desérticas do sertão e esquecidas, com o ruído do vento e o preto e branco completam a atmosfera arrebatadora. Mas para melhorar ainda mais tem a trilha sonora de Geraldo Vandré, muito poderosa.
Tinha visto alguns anos atrás a atuação de Vilar em O Pagador de Promessas. O bicho era bom ator demais.
Iracema - Uma Transa Amazônica
3.9 87Iracema - Uma Transa Amazônica 8.5/10
Tem elementos de road movie alternando quase com um documentário. Talvez dê para chamar de "Neo Cinema Novo". É quase uma denúncia, infelizmente ainda atual, de como o estado esconde mazelas do país, como pobreza, falta de acesso a educação e prostituição, ou tenta resolvê-las da forma mais fácil e incorreta, como é a obra faraônica da transamazonica, "presente" da ditadura.
Baita filme. Você passa grande parte dele com pena das figuras retratadas. Acredito que a maioria nem atores eram. Lembra também aquele Nomadland, maaaas o brasileiro é bem superior.
Carros
3.4 740 Assista AgoraCarros 8/10
Eu tinha visto de forma toda fragmentada na infância e nunca revisitei, muito por preconceito. Desde novo, já achava que seria um filme muito bobinho. E talvez, comparado a outros filmes da Pixar, ele realmente fique atrás. Mas é um filme muito criativo na construção da lore do seu universo. É engraçado perceber como os "carros vivos" reproduzem praticamente tudo do modo de viver humano, inclusive o consumismo.
A aventura em si é boa, e percebo que o tema de estar "perdido para se encontrar consigo mesmo" é utilizado várias vezes pela Pixar. Mas o tema mais profundo, de valorizar o passado, aproveitar a vida de forma mais lenta e conhecer melhor os cantos da jornada, em vez de pensar apenas no destino, é muito bom.
É mais interessante do que eu esperava. E tem personagens bem marcantes:
o protagonista, o Relâmpago McQueene e o velho caminhão de reboque, Mate, principalmente.
O Mundo dos Pequeninos
4.2 669 Assista AgoraO Mundo dos Pequeninos 7/10
É um Ghibli Menor, badum tsus...
Mas tirandk a piada pronta, é um filme bem mais simples que outros do estúdio, inclusive na animação usada. Não tem tanta substância no roteiro como outros possuem. E isso pesou para eu me conectar mais com a história. Por mais que exista uma curiosidade e até empatia em como coisinhas tão pequenas olham para nosso lugar comum como um universo infinito, como sobrevivem dentro desse lugar tão deslocado para eles. Como qualquer coisa, até um simples inseto pode ser uma ameaça às suas vidas.
E isso, para o público infantil pode ser o suficiente. Ainda assim há aquele poder dos filmes Ghibli de remeter a um sentimento de paz e conforto. Onde lições simplórias como um cubo de açúcar qualquer pode valer ouro para outras pessoas.
O Fim da Rua
3.1 217O Fim da Rua 7,5/10
Com facilidade, é muito melhor que os últimos filmes da franquia Jurassic Park. Divertido, descompromissado, gera tensão e faz você ri com muita facilidade enquanto discute temas como relacionamento conjugal e sonho americano. Tem uma ambientação incrível de um subúrbio qualquer americano nos anos 80. O diretor, que já fez terror e surrealista se prova muito versátil entregando uma aventura familiar farofa.
Anne Hathaway bem demais como dona e protetora da família. Ewan McGregor faz um pai lerdão. E Christian Convery, o Sweet Tooth (como tá grande) é um merdeiro de primeiríssima qualidade. Rendendo boas cenas hilárias e também de revolta. Valeu a ida ao cinema.