É muito ver uma ideia original combinada com um orçamento tão pequeno de 750 mil dólares frente a filmes que gastam mais de 100 vezes do que isso, soar tão original, criativo e assim ganhar tração de popularidade de forma orgânica.
Obsessão tem as melhores características que marcam o que mais vem dando certo quando se trata de filmes de horror, o constrangimento e a sensação de claustrofobia para fugir de situações bizarras mantendo a sanidade. Isso quando bem executado pode se lançar num humor mórbido que funciona tão bem quanto sustos. Um sentimento de angústia lacinante e dúvida.
Em Obsessão temos pouquíssimos jump scare, algo pontual, o gore vem na medida certa e ambientação é um capricho. Tudo conduz para quebrar paradigmas de histórias muitas vezes executadas, principalmente na comédia romântica, sobre um cara apaixonado pela amiga e a cruel dúvida de arriscar levar esse relacionamento para onde ele realmente quer.
Com isso, o filme vai discutir no seu subtexto relações abusivas e desejo de posse sobre outra pessoa. Discutir também como o amor e a paixão podem ser equivocados quando vêm de uma idealização que transcende o comportamento racional. A perda do poder da escolha. E isso vai além dos elementos sobrenaturais e fantasiosos que o filme apresenta.
Por falar em fantasia, é muito bem feito a nova leitura que o autor Curry Barker faz da famosa história da Pata do Macaco, tão repassada através do ditado, "cuidado com o que você pede".
Por último, é muito legal ver um youtuber e estudante de cinema tão jovem mostrar com tão pouco o seu potencial. Mostrar que fazer cinema ainda é sobre esses pequenos filmes, verdadeiras pepitas de ouro. Destaco também a atuação absurda da Inde Navarrette, seu jogo de caras e bocas, alterações corporais, gritos, doçuca, insanidade e fragilidade vão deixar qualquer um em alerta durante os 100 minutos de duração.
Acredito que esse filme é um caso curioso do mundo atual do entretenimento, onde tudo pode depender da expectativas impostas por quem vai vê-lo. Você pode ser: Fã casual de Star Wars; Um Crítico de cinema mais audaz (que pode ou não conhecer/gostar da franquia e particularmente da obra); público completamente casual do cinema (acho difícil que esses vão se interessar pelo filme) e quem simplesmente gosta da proposta de aventura da série que não lhe pretende levar para nenhum lugar grandioso, que ainda pode ser dividido entre os que conhecem as expansões feitas pelas animações ou não.
Vejo que me encaixo mais no último grupo. E esse ajuste de expectativas que os próprios trailers prometiam se cumprem e para mim não houve nenhum problema no que vi. The Mandalorian & Grogu é isso, uma aventura de dois personagens que muitos aprenderam a gostar dentro de um universo vasto de ideias que Star Wars pode lhe fornecer. O filme possui toda a aura dos episódios, dos melhores da série. E é isso, basicamente.
A sensação que passa é essa mesmo, um filme episódico, dois capítulos condensados e com o objetivo de contar a mesma história. É bem notável onde o primeiro termina e o segundo se inicia. Óbvio que, por mais que a série seja bem produzida, ela é uma coisa de televisão e ainda se percebe a enorme diferença que o cinema é frente a seu “rival”. Então aqui, o grande orçamento é perceptível na grande escala das coisas que vão se desenrolar. O filme é bonito, o CGI é bom, os cenários e cenas de batalha e perseguição, sejam áereas, no urbano ou até debaixo d'água são contagiantes e frenéticas.
O Filme carrega algumas pequenas referências e apresentações de personagens consagrados na lore das animações. Um deles influencia diretamente toda a trama principal, mas reforço, quem não conhece, não vai se sentir confuso nem atrapalhar a experiência ou coisa do tipo.
A trilha do Ludwig Göransson é requentada aqui, mas que bom que é isso mesmo. Sua criação do tema do Mandalorian para a série é muito marcante e não conseguiria ver novas músicas sendo utilizadas no lugar dela. Acho inclusive que podiam repeti-la até mais.
A evolução dos personagens é bem realizada e funcional até para quem tem pouco contexto e quer ver o filme. Vamos ver como Grugu e Mando estão cada vez mais unidos como família e sempre prontos para agirem com moral e honra mesmo que se vendam de modo diferente na história. Eles agora são "funcionários temporários" contratados pela nova e ainda languida e caótica Nova República. Sendo a principal missão do filme algo de interesse claro desses. Mas, como disse, não há nenhuma expansão do universo a mais que isso. Ele é totalmente desconectado da mitologia maior, digamos.
No fim, Mandalorian & Grogu é uma incógnita (acho que sempre foi), será que vai se pagar? Para onde vai essa história? A série vai ser retomada? o que seria um downgrade, talvez. Mando e Grogu irão se juntar a um grande novo universo em um projeto de desejo, que vem sendo desenvolvido timidamente, por um dos seus criadores que parece cada vez mais distante?
IS THIS THE WAY? Não sabemos.
Enfim, fica no ar. Sei que isoladamente o filme reúne o melhor de Star Wars para mim, uma aventura de western espacial, cheio de carisma e coração. Um filme conforto para uma tarde cinzenta. Foi bom rever os amigos na tela do cinema.
Antes que eu esqueça, a cena inicial onde vemos o título, diretor e principais atores sendo apresentados, em um pôr do sol laranja em naves próximas ao horizonte do mar, me lembrou as introduções de Top Gun. Me pareceu uma referência.
Terminei minha lista de filmes atual com dois filmaços (literalmente), o corte do diretor de Até o Fim do Mundo (1991) e Portal do Paraíso também em sua versão estendida. Respectivamente os filmes têm durações de 4:47 e 3:37.
Na resenha desse último eu cito como um grande e audacioso projeto fracassou e até fechou portas para um autor que tinha um potencial imenso. O filme do Wenders tem muito disso, quando saiu nos cinemas, após um gssto de 20 milhões (muito dinheiro a época), como é descrito no início da versão que vi, o filme foi um fracasso retumbante. Sorte que o Wenders permaneceu fazendo seus projetos em alto nível, diferente do Cimino.
As quase 5 horas de filme não chegam a passar voando, seria exagero dizer isso. Mas o filme nunca chega se tornar cansativo, pelo contrário. Por se tratar de um filme de ficção científica que tenta imaginar um mundo 10 anos a frente do seu tempo, em cenários retro futuristas bem caprichados e excêntricos, por ser por essência um road movie percorrendo a França, Alemanha, Portugal, EUA, China, Japão e por último Austrália, você está sempre sendo encatado com a visão criativa dos autor.
Toda a cinematografia rende frames hipnóticos e realmente marcantes. Toda a montagem compõe uma história marcada para vencer a premissa base, tão comum no cinema padrão de Hollywood.
A diversão de ver um jogo de gato e rato na primeira parte, uma história clássica de detetive ambientada em neon cyber punk, mas numa ótica mais otimista é abandonada na segunda parte do filme, quando chegamos a Austrália e ali todo um novo desenrolar irá acontecer. Como disse, dá pra dividir o filme em duas partes, a primeira (uma versão do Wender de a volta ao mundo em 80 dias) consumindo umas 3 horas de projeção, e o restante onde iremos se fixar no clima árido e se aprofundas na cultura aborígene e em imaginações tecnológicas que eu considero certeiras, principalmente sua versão pessimista sobre como a tecnologia, as pequenas telas podem nos viciar, nos tirando da realidade.
O fild conta com um elenco poderosíssimo, com Sam Neill (maior corno manso da história rsrs), William Hurt, Peter Przygodda, o grandioso Max von Sydow e até pelo marcante David Gulpilil, de A Longa Caminhada (Walkabout 1971), além de outros, todos os coadjuvantes ajudam a construir uma história sinérgica e única. Mas nada seria tão perfeito sem a presença da estonteante musa do Wenders, Solveig Dommartin (como ela tem sex appeal aqui), que domina o filme desde o primeiro minuto e vai nos conduzir com paixão, empatia e carisma durante todo o filme. Mais do que nunca, ela é OS OLHOS DA NOSSA HISTÓRIA. Mas também o coração.
A trilha sonora também é um capricho a parte. Todas as músicas inseridas parecem perfeitas para as cenas que acompanhamos.
Detalhes e mais detalhes que ajudam a construir uma obra vale ser vista pelo seu magnetismo, poesia e criatividade ímpares.
A versão original, lançada nos cinemas na época, conta apenas com 2:30 de duração. Indico ver a original mesmo. Não consigo imaginar esse filme que vi tão encurtado dessa maneira.
Terminei minha lista de filmes atual com dois filmaços (literalmente), o corte do diretor de Até o Fim do Mundo (1991) e Portal do Paraíso também em sua versão estendida. Respectivamente os filmes têm durações de 4:47 e 3:37.
Falei na resenha do outro e também destacarei aqui, ver um filme longo é uma experiência diferente e que sempre funciona para mim como cinéfilo. Com Portal do Paraíso não foi diferente, todas as tomadas que parecem ser sem sentidos ou pelos menos muito longas, que talvez muita gente ache desnecessárias, como a cena inicial aqui, numa formatura dos alunos de Harvard em 1870, eu tento justificar que elas são extretamente necessárias.
Gostei muito de O Portal do Paraíso. É sem dúvidas um épico grandioso, deveras subestimado. Que acaba sendo mais lembrado por motivos negativos (falência de um estúdio, fim da força do cinema de autor, o principal culpado pelo fim do movimento da Nova Hollywood).
Ele é um pouco confuso, o personagens entram e somem sem muito desenvolvimento às vezes. E isso é incrível de dizer em um filme longo, onde dá pra afirmar que quase todos têm bastante tempo tela. Ainda assim, não atrapalha.
Kris Kristofferson parece perfeito no papel do intelectual tentando administrar uma comunidade de imigrantes pobres. Christopher Walken fazendo um anti herói que no fim você consegue entender. Isabelle Hupert está lindíssima em um papel poderoso onde suas escolhas e sua influência vai repercutir diretamente em grandes acontecimentos durante o filme. Jeff Bridges achei um pouco mais apagado. John Hurt num nilismo absurdo, talvez pudesse ter mais espaço.
Minha esposa passou algumas vezes pela sala enquanto eu assistia e ficou impressionada o quão bonito e bem filmado é esse filme. Custou uma fortuna e ninguém foi ver, Infelizmente. Para encerrar, eu consigo traçar um paralelo entre ele e Bonnie Clyde. É meio poético parar para pensar que um seja a abertura do movimento e outro o seu fim.
É o mais fraco da franquia. Mais uma vez é bem episódico (ainda que traga mais elementos da trilogia original em relação ao quarto filme) e repete os excessos do Depp como Jack Sparrow. Se tiver mais um filme ele não vai conseguir mais atuar em pé, toda hora o bicho tá cambaleando de cana rsrsrs. O humor desse filme é o mais fraquinho também, muitas cenas de ação são genéricas. O vilão também é o mais apático e desprovido de propósitos, fora a justificativa para liberta-lo da sua prisão, durante o filme.
Ainda assim, tem coisas legais que fazem do filme um exemplar minimamente divertido. Gosto da química da personagem nova, da kaya Scodelario e do menino lá da Série Titãs, que faz o filho de Will e Elizabeth. Sem contar no desfecho legal que dão para o segundo personagem mais icônico da franquia, o Barbosa.
Ahh...esse filme tudo é claro e tem aquele CGI destacável até o talo. Eu ia dar um 3/5. Mas tem tanto furo em relação a própria franquia, você vendo todos juntos isso fica muito evidente, que vou fechar com 0,5 a menos.
Piratas do Caribe Navegando em Águas Misteriosas - 7/10
Bem episódico. É um soft rebot da franquia. A escala diminui bastante, principalmente comparando com o megalomaníaco 3° filme. A inclusão de novos personagens, na balança não atinge o carisma dos anteriores, por mais que Penélope Cruz seja mui bem-vinda ao universo. É um filme escuro e a direção não é caprichada como a do Gore Verbinski. Ainda assim, eu achei bem mais divertido que o terceiro.
Como eu já previa a franquia vai decrescendo em qualidade. O terceiro capítulo é um emaranhado de situações espalhafatosas forçando o humor e Jack Sparrow ainda mais “marvelizado” antes da Marvel sequer existir. Um monte de situações que não fazem sentido algum num filme longo que acaba se tornando cansativo. Ainda assim, os vilões e a aventura têm seus momentos de brilho que conseguem resgatar um pouco da essência do filmes anteriores, principalmente o primeiro.
Ahh, os efeitos e a produção estão estupendas. Envelheceram muito bem para um filme de quase 20 anos atrás. Bota muita coisa recente no chinelo.
Repete a fórmula do primeiro filme com algumas coisas que o tornaram tão bom funcionando menos, talvez. O ineditismo da aventura; os personagem do Will e da Elizabeth mais cínicos e mais piratas (os afastando de serem o olhar do público), e o personagem do Jack Sparrow começando a ficar mais afetado, quase um herói Marvel (é muito parecido mesmo, pqp).
Eu tinha uma recordação que isso piorava de filme a filme. Mas já senti isso nessa primeira sequência.
Por mais que seja mais longo e mais confuso que o original, ainda é uma aventura bem boa para passatempo. Efeitos não envelheceram nada. O vilão do primeiro, o Barbosa, é mais foda. Mas o Bill Nighy como Davy Jones manda bem demais também.
Piratas do Caribe A Maldição do Pérola Negra - 9/10
Essa é a nota que estava no meu Filmow. Essa revisão, embora eu ainda ache o filme muito divertido, com toda a construção de mundo e personagens muito fluída e ímpar em carisma, fez eu pensar em baixar para um 4. Contudo o filme tem um aspecto tão mágico das produções do início dos anos 2000, algo que parece ter se perdido nos últimos anos que mantive a nota.
Eu estou fazendo essa maratona de todos os vencedores do Oscar de melhor filme de forma bem cadenciada. Ouvia falar que esse era um dos piores vencedores, eu já vi uns bem mais fracos. Farei um ranking depois.
Talvez mais longo que o necessário, mas não cansativo, talvez um pouco datado e bobinho, mas ainda assim divertido. É um filme que reproduz muitos preconceitos da sua época, estereótipos e diálogos toscos. Há um humor e uma aventura que ainda dá para resgatar bons momentos de diversão e exaltar a criatividade e potência do cinema na Era de Ouro. Muitos cenários suntuosos, a escala de figurantes é enorme e bem elaborada num filme que adapta bem o clássico do Júlio Verne.
Quem também tá no filme é a Shirley MacLaine, bem novinha. Ela forma um casal com o protagonista, bem sem sal. Em compensação Cantinflas como Passepartout brilha, ele é uma mistura de Chaplin com Mazaropi. O filme é dele em grande parte, e quando não tá em cena perde a graça. Acho que valeu ver.
Um dos marcos dos anos 2000 que a cada vez que revejo se justifica mais ainda como tal. A dinâmica do quarteto principal é incrível. Toda a magia da moda, do glamour, de Paris e do Nova York estão presentes nesse filme. Meryl Streep como uma megera impiedosa é um verdadeiro clássico na sua carreira.
Todo o conflito das relações interpessoais da Andy com o seu trabalho podem render discussões sociológicas e políticas. Quão correto é "esquecer da vida" para vencer? Os amigos podiam apoiá-la mais? Como a Anne Hathaway tá bonita aqui..."That's all".
Esse perdeu créditos na revisão. O filme tem muitas qualidades na forma de contar sua história. Eu gosto como tudo é fragmentado no passo a passo da apresentação dos personagens, revisitar situações e tal. Mas dessa vez me vi apegado aos furos que existem no roteiro. A falta de ênfase maior numa investigação na casa do Alex. As câmeras da escola não o viram andando sozinho pelos corredores? E a própria polícia não conseguiu se atentar pelas gravações para onde as crianças estavam indo? Traçar uma rota como o personagem do Josh Brolin fez. Além disso, acho que o filme tem um humor a mais que me desanimou um pouco dessa vez. Acho que queria uma história mais densa, uma investigação a lá Prisoners sla (Mas aqui é puramente questão de gosto.)
Acredito que é um dos filmes que vi que mais é enriquecido com uma nova versão. Engraçado que mais uma vez o Ridley Scott tá envolvido nesse tipo de situação. Há todo um novo arco e um personagem importante que amarra várias pontas e fortalece ações tomadas durante a história. O filme não é tão fidedigno a história e nem precisa.
Ainda assim, o arco inicial até a história caminhar para Jerusalém é meio perdida, eu esperava que essa versão melhorasse isso, mas não é aqui que as novas cenas aparecem. Pena que Liam Neeson poderia ter mais tempo de tela em detrimento de Orlando Bloom, um protagonista que precisa está constantemente sendo elevado e principalmente descrito pela sua falta de carisma para fazer jus ao papel de principal. A ascensão dele é fantasiosa, algo minimamente semelhante ocorre em Barry Lyndon. Mas nesse último há todo um cinismo de "trancos e barrancos", desvio de caráter, que levam o protagonista a isso. Em Cruzada não.
Os coadjuvantes são bons, contudo. Edward Norton, aqui sempre de máscara vivendo Balduíno IV, transmite uma grandeza de serenidade e poder. O ator que faz o Saladino e seu ajudante também estão muito bem, assim como Jeremy Irons. Porém, Eva Green é quem mais se beneficia dessa nova versão, grande parte das cenas novas têm relação com sua personagem.
As cenas de batalha e de cavalgadas são muito iradas. A fotografia, alternando o azul da frieza europeia com um laranja do Oriente médio climatiza demais o filme. Scott é o cara para filmar esses épicos.
Cruzada não é perfeito, mas em tempos de extremismo e fanatismo religioso ainda mais exacerbados é uma ótima lembrança e crítica. Interessante como o filme é religioso, eu diria, manifesta a fé na existência de um Deus (principalmente por acreditar na humanidade), ao mesmo tempo que bate na ganância desses e nas suas atitudes sempre justificadas pelo nome de Deus e pela fé.
Uma curiosidade é que o personagem do Orlando Blom, o Balian de Ibelin, sempre viveu em Jerusalém. Ele não é francês como é posto no filme.
É melhor e mais bem resolvido que o filme de 2025. Mas não só isso, ele faz o capítulo anterior melhorar na memória. O vilão do Jack O’Connell (lá de Pecadores) é foda. Sadismo puro. Eu não conhecia essa alcunha de Satã como "Old Nick". Fico feliz de ver esse maluco lá da série Skins surtando em papéis maiores e explorando seu lado vilanesco que existia desde sempre.
Gostei também da nova percepção dada aos "zumbis". E o desenvolvimento do Ralph Fiennes é irado. A cena dele dançando ao som de Iron Maiden é extremamente divertida e lúdica, CINEMA!
Tomara que não deixem de fazer a parte 3 pelos resultados pífios na bilheteria. Seria legal ver o encerramento da história, principalmente depois do que vemos no final.
Que filme bom, meus amigos! Uma reflexão introspectiva sobre a vida, sobre escolhas e principalmente arrependimentos e solidão. O filme é emotivo mas não é apelativo para buscar o choro ou coisa do tipo. Brendan Fraser bem num papel difícil, sempre contido. Um lançamento do final do ano passado que chegou no mercado brasileiro na primeira semana de janeiro e que muita gente infelizmente vai deixar passar batido.
Filme com carinha de filme B, principalmente nos efeitos, que tenta misturar Stranger Things e The Last of Us, sendo mais sarcástico que ambos. É divertido porque não se leva a sério. Os atores são minimamente carismáticos.
É bem bobinho, várias cenas nonsense forçando para serem engraçadas. Ainda assim, por ser curto, dá pra assistir e encontrar algo minimamente divertido. Principalmente pelas brincadeiras e referências da rivalidade latente entre Star Wars e Star Trek.
Road movie bem bacaninha, engraçadinho. É um filme que se passa nos anos 80 e parece ser aqueles filmes do John Hughes, mas com um tempero dos anos 2000. Juno Temple bem novinha como a persongem principal vivendo a filha da Milla Jovovich.
Esse remake de 2003 começa melhor (até porque inicia com Sweet Home Alabama, com o grupinho indo em direção a um show do Lynyrd Skynyrd) que termina. A parte final é mais demorada que o necessário, e me perdeu um pouco. Embora seja boa, a ambientação do terror não atinge o nível diabólico do original que você fica apavorado com os gritos de cada um dos personagens.
Acho que o extremismo no gore e nas cenas cada vez mais pesadas de tortura são bem realizadas. Eu me senti incomodado e puto vendo aquilo. Isso é um trunfo e certamente é por isso que esse filme é muito lembrado. Mas a grande discussão existencial do filme é paupérrima na minha opinião, pouco desenvolvida e jogada através de um Deus ex machina reverso. Os twists também não são nada demais, principalmente o primeiro. E por último, eu odeio ver filme de suspense e terror que o protagonista faz questão de ser a pessoa mais burra da face da terra, por pura conveniência do roteiro. Mas aqui isso foi levado a outro nível.
Umas das melhores animações da DC que vi, vi uns 80% já. É bem curta, sem enrolação, com uma ótima construção de universo e dos personagens. Valoriza as ações e a aura da heroína.
Foi fácil gostar dessa animação ainda mais nessa revisão. É um filme onde os elementos antibélicos do Miyazaki se misturam com a magia, rancor e paixão. Mas nada vai tomar um rumo que estamos acostumados. Todo o filme é uma surpresa de acontecimentos e de situações singelas que no fim podem deixar uma mensagem confusa mas ainda assim de extremo conforto.
Um dos maiores trunfos do filme é não limitar a sequencia tardia a nostalgia, frases e cenas consagradas. Os 4 personagens (todos os atores mandam bem demais no retorno) têm atualizações de maturidade e conflitos.
Acho a premissa desse filme mais séria, mais importante, muito atual, e mais próxima de mim (acho que de todo mundo).
O dilema ético e o enfraquecimento do material e da valorização do trabalho frente aos avanços tecnológicos e do capitalismo cada vez mais vorazes e nocivos é bem apresentado. O roteiro tem algumas armas para resolver situações de forma mais fácil, talvez inverossímeis e fantasiosas, mas que não atrapalham a diversão.
A Miranda ainda é uma megera desgraçada, mas até ela tem que descer do salto para sobreviver ou pelo menos questionar se aquele mundo ainda necessita dela. No mais foi muito bom retornar a magia que o primeiro filme tem, ao mundo da moda e do glamour que eu não entendo nada rsrsrs.
O filme por alguns momentos, em certos acontecimentos, me fez lembrar de Succession!
Obsessão
4.0 209Obsessão 9/10
É muito ver uma ideia original combinada com um orçamento tão pequeno de 750 mil dólares frente a filmes que gastam mais de 100 vezes do que isso, soar tão original, criativo e assim ganhar tração de popularidade de forma orgânica.
Obsessão tem as melhores características que marcam o que mais vem dando certo quando se trata de filmes de horror, o constrangimento e a sensação de claustrofobia para fugir de situações bizarras mantendo a sanidade. Isso quando bem executado pode se lançar num humor mórbido que funciona tão bem quanto sustos. Um sentimento de angústia lacinante e dúvida.
Em Obsessão temos pouquíssimos jump scare, algo pontual, o gore vem na medida certa e ambientação é um capricho. Tudo conduz para quebrar paradigmas de histórias muitas vezes executadas, principalmente na comédia romântica, sobre um cara apaixonado pela amiga e a cruel dúvida de arriscar levar esse relacionamento para onde ele realmente quer.
Com isso, o filme vai discutir no seu subtexto relações abusivas e desejo de posse sobre outra pessoa. Discutir também como o amor e a paixão podem ser equivocados quando vêm de uma idealização que transcende o comportamento racional. A perda do poder da escolha. E isso vai além dos elementos sobrenaturais e fantasiosos que o filme apresenta.
Por falar em fantasia, é muito bem feito a nova leitura que o autor Curry Barker faz da famosa história da Pata do Macaco, tão repassada através do ditado, "cuidado com o que você pede".
Por último, é muito legal ver um youtuber e estudante de cinema tão jovem mostrar com tão pouco o seu potencial. Mostrar que fazer cinema ainda é sobre esses pequenos filmes, verdadeiras pepitas de ouro. Destaco também a atuação absurda da Inde Navarrette, seu jogo de caras e bocas, alterações corporais, gritos, doçuca, insanidade e fragilidade vão deixar qualquer um em alerta durante os 100 minutos de duração.
Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
3.6 41Star Wars: The Mandalorian & Grogu 8/10
Acredito que esse filme é um caso curioso do mundo atual do entretenimento, onde tudo pode depender da expectativas impostas por quem vai vê-lo. Você pode ser: Fã casual de Star Wars; Um Crítico de cinema mais audaz (que pode ou não conhecer/gostar da franquia e particularmente da obra); público completamente casual do cinema (acho difícil que esses vão se interessar pelo filme) e quem simplesmente gosta da proposta de aventura da série que não lhe pretende levar para nenhum lugar grandioso, que ainda pode ser dividido entre os que conhecem as expansões feitas pelas animações ou não.
Vejo que me encaixo mais no último grupo. E esse ajuste de expectativas que os próprios trailers prometiam se cumprem e para mim não houve nenhum problema no que vi. The Mandalorian & Grogu é isso, uma aventura de dois personagens que muitos aprenderam a gostar dentro de um universo vasto de ideias que Star Wars pode lhe fornecer. O filme possui toda a aura dos episódios, dos melhores da série. E é isso, basicamente.
A sensação que passa é essa mesmo, um filme episódico, dois capítulos condensados e com o objetivo de contar a mesma história. É bem notável onde o primeiro termina e o segundo se inicia. Óbvio que, por mais que a série seja bem produzida, ela é uma coisa de televisão e ainda se percebe a enorme diferença que o cinema é frente a seu “rival”. Então aqui, o grande orçamento é perceptível na grande escala das coisas que vão se desenrolar. O filme é bonito, o CGI é bom, os cenários e cenas de batalha e perseguição, sejam áereas, no urbano ou até debaixo d'água são contagiantes e frenéticas.
O Filme carrega algumas pequenas referências e apresentações de personagens consagrados na lore das animações. Um deles influencia diretamente toda a trama principal, mas reforço, quem não conhece, não vai se sentir confuso nem atrapalhar a experiência ou coisa do tipo.
A trilha do Ludwig Göransson é requentada aqui, mas que bom que é isso mesmo. Sua criação do tema do Mandalorian para a série é muito marcante e não conseguiria ver novas músicas sendo utilizadas no lugar dela. Acho inclusive que podiam repeti-la até mais.
A evolução dos personagens é bem realizada e funcional até para quem tem pouco contexto e quer ver o filme. Vamos ver como Grugu e Mando estão cada vez mais unidos como família e sempre prontos para agirem com moral e honra mesmo que se vendam de modo diferente na história. Eles agora são "funcionários temporários" contratados pela nova e ainda languida e caótica Nova República. Sendo a principal missão do filme algo de interesse claro desses. Mas, como disse, não há nenhuma expansão do universo a mais que isso. Ele é totalmente desconectado da mitologia maior, digamos.
No fim, Mandalorian & Grogu é uma incógnita (acho que sempre foi), será que vai se pagar? Para onde vai essa história? A série vai ser retomada? o que seria um downgrade, talvez. Mando e Grogu irão se juntar a um grande novo universo em um projeto de desejo, que vem sendo desenvolvido timidamente, por um dos seus criadores que parece cada vez mais distante?
IS THIS THE WAY? Não sabemos.
Enfim, fica no ar. Sei que isoladamente o filme reúne o melhor de Star Wars para mim, uma aventura de western espacial, cheio de carisma e coração. Um filme conforto para uma tarde cinzenta. Foi bom rever os amigos na tela do cinema.
Antes que eu esqueça, a cena inicial onde vemos o título, diretor e principais atores sendo apresentados, em um pôr do sol laranja em naves próximas ao horizonte do mar, me lembrou as introduções de Top Gun. Me pareceu uma referência.
Até o Fim do Mundo
3.8 15Até o Fim do Mundo - 9/10
Terminei minha lista de filmes atual com dois filmaços (literalmente), o corte do diretor de Até o Fim do Mundo (1991) e Portal do Paraíso também em sua versão estendida. Respectivamente os filmes têm durações de 4:47 e 3:37.
Na resenha desse último eu cito como um grande e audacioso projeto fracassou e até fechou portas para um autor que tinha um potencial imenso. O filme do Wenders tem muito disso, quando saiu nos cinemas, após um gssto de 20 milhões (muito dinheiro a época), como é descrito no início da versão que vi, o filme foi um fracasso retumbante. Sorte que o Wenders permaneceu fazendo seus projetos em alto nível, diferente do Cimino.
As quase 5 horas de filme não chegam a passar voando, seria exagero dizer isso. Mas o filme nunca chega se tornar cansativo, pelo contrário. Por se tratar de um filme de ficção científica que tenta imaginar um mundo 10 anos a frente do seu tempo, em cenários retro futuristas bem caprichados e excêntricos, por ser por essência um road movie percorrendo a França, Alemanha, Portugal, EUA, China, Japão e por último Austrália, você está sempre sendo encatado com a visão criativa dos autor.
Toda a cinematografia rende frames hipnóticos e realmente marcantes. Toda a montagem compõe uma história marcada para vencer a premissa base, tão comum no cinema padrão de Hollywood.
A diversão de ver um jogo de gato e rato na primeira parte, uma história clássica de detetive ambientada em neon cyber punk, mas numa ótica mais otimista é abandonada na segunda parte do filme, quando chegamos a Austrália e ali todo um novo desenrolar irá acontecer. Como disse, dá pra dividir o filme em duas partes, a primeira (uma versão do Wender de a volta ao mundo em 80 dias) consumindo umas 3 horas de projeção, e o restante onde iremos se fixar no clima árido e se aprofundas na cultura aborígene e em imaginações tecnológicas que eu considero certeiras, principalmente sua versão pessimista sobre como a tecnologia, as pequenas telas podem nos viciar, nos tirando da realidade.
O fild conta com um elenco poderosíssimo, com Sam Neill (maior corno manso da história rsrs), William Hurt, Peter Przygodda, o grandioso Max von Sydow e até pelo marcante David Gulpilil, de A Longa Caminhada (Walkabout 1971), além de outros, todos os coadjuvantes ajudam a construir uma história sinérgica e única. Mas nada seria tão perfeito sem a presença da estonteante musa do Wenders, Solveig Dommartin (como ela tem sex appeal aqui), que domina o filme desde o primeiro minuto e vai nos conduzir com paixão, empatia e carisma durante todo o filme. Mais do que nunca, ela é OS OLHOS DA NOSSA HISTÓRIA. Mas também o coração.
A trilha sonora também é um capricho a parte. Todas as músicas inseridas parecem perfeitas para as cenas que acompanhamos.
Detalhes e mais detalhes que ajudam a construir uma obra vale ser vista pelo seu magnetismo, poesia e criatividade ímpares.
A versão original, lançada nos cinemas na época, conta apenas com 2:30 de duração. Indico ver a original mesmo. Não consigo imaginar esse filme que vi tão encurtado dessa maneira.
O Portal do Paraíso
3.8 47 Assista AgoraO Portal do Paraíso - 8,5/10
Terminei minha lista de filmes atual com dois filmaços (literalmente), o corte do diretor de Até o Fim do Mundo (1991) e Portal do Paraíso também em sua versão estendida. Respectivamente os filmes têm durações de 4:47 e 3:37.
Falei na resenha do outro e também destacarei aqui, ver um filme longo é uma experiência diferente e que sempre funciona para mim como cinéfilo. Com Portal do Paraíso não foi diferente, todas as tomadas que parecem ser sem sentidos ou pelos menos muito longas, que talvez muita gente ache desnecessárias, como a cena inicial aqui, numa formatura dos alunos de Harvard em 1870, eu tento justificar que elas são extretamente necessárias.
Gostei muito de O Portal do Paraíso. É sem dúvidas um épico grandioso, deveras subestimado. Que acaba sendo mais lembrado por motivos negativos (falência de um estúdio, fim da força do cinema de autor, o principal culpado pelo fim do movimento da Nova Hollywood).
Ele é um pouco confuso, o personagens entram e somem sem muito desenvolvimento às vezes. E isso é incrível de dizer em um filme longo, onde dá pra afirmar que quase todos têm bastante tempo tela. Ainda assim, não atrapalha.
Kris Kristofferson parece perfeito no papel do intelectual tentando administrar uma comunidade de imigrantes pobres. Christopher Walken fazendo um anti herói que no fim você consegue entender. Isabelle Hupert está lindíssima em um papel poderoso onde suas escolhas e sua influência vai repercutir diretamente em grandes acontecimentos durante o filme. Jeff Bridges achei um pouco mais apagado. John Hurt num nilismo absurdo, talvez pudesse ter mais espaço.
Minha esposa passou algumas vezes pela sala enquanto eu assistia e ficou impressionada o quão bonito e bem filmado é esse filme. Custou uma fortuna e ninguém foi ver, Infelizmente. Para encerrar, eu consigo traçar um paralelo entre ele e Bonnie Clyde. É meio poético parar para pensar que um seja a abertura do movimento e outro o seu fim.
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
3.3 1,1K Assista AgoraPiratas do Caribe: A Vingança de Salazar - 5,5/10
É o mais fraco da franquia. Mais uma vez é bem episódico (ainda que traga mais elementos da trilogia original em relação ao quarto filme) e repete os excessos do Depp como Jack Sparrow. Se tiver mais um filme ele não vai conseguir mais atuar em pé, toda hora o bicho tá cambaleando de cana rsrsrs. O humor desse filme é o mais fraquinho também, muitas cenas de ação são genéricas. O vilão também é o mais apático e desprovido de propósitos, fora a justificativa para liberta-lo da sua prisão, durante o filme.
Ainda assim, tem coisas legais que fazem do filme um exemplar minimamente divertido. Gosto da química da personagem nova, da kaya Scodelario e do menino lá da Série Titãs, que faz o filho de Will e Elizabeth. Sem contar no desfecho legal que dão para o segundo personagem mais icônico da franquia, o Barbosa.
Ahh...esse filme tudo é claro e tem aquele CGI destacável até o talo. Eu ia dar um 3/5. Mas tem tanto furo em relação a própria franquia, você vendo todos juntos isso fica muito evidente, que vou fechar com 0,5 a menos.
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
3.6 2,7K Assista AgoraPiratas do Caribe Navegando em Águas Misteriosas - 7/10
Bem episódico. É um soft rebot da franquia. A escala diminui bastante, principalmente comparando com o megalomaníaco 3° filme. A inclusão de novos personagens, na balança não atinge o carisma dos anteriores, por mais que Penélope Cruz seja mui bem-vinda ao universo. É um filme escuro e a direção não é caprichada como a do Gore Verbinski. Ainda assim, eu achei bem mais divertido que o terceiro.
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
3.8 965 Assista AgoraPiratas do Caribe No Fim do Mundo - 6/10
Como eu já previa a franquia vai decrescendo em qualidade. O terceiro capítulo é um emaranhado de situações espalhafatosas forçando o humor e Jack Sparrow ainda mais “marvelizado” antes da Marvel sequer existir. Um monte de situações que não fazem sentido algum num filme longo que acaba se tornando cansativo. Ainda assim, os vilões e a aventura têm seus momentos de brilho que conseguem resgatar um pouco da essência do filmes anteriores, principalmente o primeiro.
Ahh, os efeitos e a produção estão estupendas. Envelheceram muito bem para um filme de quase 20 anos atrás. Bota muita coisa recente no chinelo.
Piratas do Caribe: O Baú da Morte
3.9 880 Assista AgoraPiratas do Caribe O Baú da Morte - 8/10
Repete a fórmula do primeiro filme com algumas coisas que o tornaram tão bom funcionando menos, talvez. O ineditismo da aventura; os personagem do Will e da Elizabeth mais cínicos e mais piratas (os afastando de serem o olhar do público), e o personagem do Jack Sparrow começando a ficar mais afetado, quase um herói Marvel (é muito parecido mesmo, pqp).
Eu tinha uma recordação que isso piorava de filme a filme. Mas já senti isso nessa primeira sequência.
Por mais que seja mais longo e mais confuso que o original, ainda é uma aventura bem boa para passatempo. Efeitos não envelheceram nada. O vilão do primeiro, o Barbosa, é mais foda. Mas o Bill Nighy como Davy Jones manda bem demais também.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
4.1 1,1K Assista AgoraPiratas do Caribe A Maldição do Pérola Negra - 9/10
Essa é a nota que estava no meu Filmow. Essa revisão, embora eu ainda ache o filme muito divertido, com toda a construção de mundo e personagens muito fluída e ímpar em carisma, fez eu pensar em baixar para um 4. Contudo o filme tem um aspecto tão mágico das produções do início dos anos 2000, algo que parece ter se perdido nos últimos anos que mantive a nota.
A Volta ao Mundo em 80 Dias
3.6 94 Assista AgoraA Volta ao Mundo em 80 Dias - 6.5/10
Eu estou fazendo essa maratona de todos os vencedores do Oscar de melhor filme de forma bem cadenciada. Ouvia falar que esse era um dos piores vencedores, eu já vi uns bem mais fracos. Farei um ranking depois.
Talvez mais longo que o necessário, mas não cansativo, talvez um pouco datado e bobinho, mas ainda assim divertido. É um filme que reproduz muitos preconceitos da sua época, estereótipos e diálogos toscos. Há um humor e uma aventura que ainda dá para resgatar bons momentos de diversão e exaltar a criatividade e potência do cinema na Era de Ouro. Muitos cenários suntuosos, a escala de figurantes é enorme e bem elaborada num filme que adapta bem o clássico do Júlio Verne.
Quem também tá no filme é a Shirley MacLaine, bem novinha. Ela forma um casal com o protagonista, bem sem sal. Em compensação Cantinflas como Passepartout brilha, ele é uma mistura de Chaplin com Mazaropi. O filme é dele em grande parte, e quando não tá em cena perde a graça. Acho que valeu ver.
O Diabo Veste Prada
3.8 2,5K Assista AgoraO Diabo Veste Prada - 9/10
Um dos marcos dos anos 2000 que a cada vez que revejo se justifica mais ainda como tal. A dinâmica do quarteto principal é incrível. Toda a magia da moda, do glamour, de Paris e do Nova York estão presentes nesse filme. Meryl Streep como uma megera impiedosa é um verdadeiro clássico na sua carreira.
Todo o conflito das relações interpessoais da Andy com o seu trabalho podem render discussões sociológicas e políticas. Quão correto é "esquecer da vida" para vencer? Os amigos podiam apoiá-la mais? Como a Anne Hathaway tá bonita aqui..."That's all".
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraA Hora do Mal - 7/10
Esse perdeu créditos na revisão. O filme tem muitas qualidades na forma de contar sua história. Eu gosto como tudo é fragmentado no passo a passo da apresentação dos personagens, revisitar situações e tal. Mas dessa vez me vi apegado aos furos que existem no roteiro. A falta de ênfase maior numa investigação na casa do Alex. As câmeras da escola não o viram andando sozinho pelos corredores? E a própria polícia não conseguiu se atentar pelas gravações para onde as crianças estavam indo? Traçar uma rota como o personagem do Josh Brolin fez. Além disso, acho que o filme tem um humor a mais que me desanimou um pouco dessa vez. Acho que queria uma história mais densa, uma investigação a lá Prisoners sla (Mas aqui é puramente questão de gosto.)
Ainda assim, tem cenas muito boas. A cena final das crianças correndo, por exemplo, é foda.
Cruzada
3.4 656 Assista AgoraCruzada: Versão do Diretor - 9/10
Acredito que é um dos filmes que vi que mais é enriquecido com uma nova versão. Engraçado que mais uma vez o Ridley Scott tá envolvido nesse tipo de situação. Há todo um novo arco e um personagem importante que amarra várias pontas e fortalece ações tomadas durante a história. O filme não é tão fidedigno a história e nem precisa.
Ainda assim, o arco inicial até a história caminhar para Jerusalém é meio perdida, eu esperava que essa versão melhorasse isso, mas não é aqui que as novas cenas aparecem. Pena que Liam Neeson poderia ter mais tempo de tela em detrimento de Orlando Bloom, um protagonista que precisa está constantemente sendo elevado e principalmente descrito pela sua falta de carisma para fazer jus ao papel de principal. A ascensão dele é fantasiosa, algo minimamente semelhante ocorre em Barry Lyndon. Mas nesse último há todo um cinismo de "trancos e barrancos", desvio de caráter, que levam o protagonista a isso. Em Cruzada não.
Os coadjuvantes são bons, contudo. Edward Norton, aqui sempre de máscara vivendo Balduíno IV, transmite uma grandeza de serenidade e poder. O ator que faz o Saladino e seu ajudante também estão muito bem, assim como Jeremy Irons. Porém, Eva Green é quem mais se beneficia dessa nova versão, grande parte das cenas novas têm relação com sua personagem.
As cenas de batalha e de cavalgadas são muito iradas. A fotografia, alternando o azul da frieza europeia com um laranja do Oriente médio climatiza demais o filme. Scott é o cara para filmar esses épicos.
Cruzada não é perfeito, mas em tempos de extremismo e fanatismo religioso ainda mais exacerbados é uma ótima lembrança e crítica. Interessante como o filme é religioso, eu diria, manifesta a fé na existência de um Deus (principalmente por acreditar na humanidade), ao mesmo tempo que bate na ganância desses e nas suas atitudes sempre justificadas pelo nome de Deus e pela fé.
Uma curiosidade é que o personagem do Orlando Blom, o Balian de Ibelin, sempre viveu em Jerusalém. Ele não é francês como é posto no filme.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.3 241 Assista AgoraExtermínio: Templo de Ossos - 7,5/10
É melhor e mais bem resolvido que o filme de 2025. Mas não só isso, ele faz o capítulo anterior melhorar na memória. O vilão do Jack O’Connell (lá de Pecadores) é foda. Sadismo puro. Eu não conhecia essa alcunha de Satã como "Old Nick". Fico feliz de ver esse maluco lá da série Skins surtando em papéis maiores e explorando seu lado vilanesco que existia desde sempre.
Gostei também da nova percepção dada aos "zumbis". E o desenvolvimento do Ralph Fiennes é irado. A cena dele dançando ao som de Iron Maiden é extremamente divertida e lúdica, CINEMA!
Tomara que não deixem de fazer a parte 3 pelos resultados pífios na bilheteria. Seria legal ver o encerramento da história, principalmente depois do que vemos no final.
Família de Aluguel
3.8 57 Assista AgoraFamília de Aluguel - 8,5/10
Que filme bom, meus amigos! Uma reflexão introspectiva sobre a vida, sobre escolhas e principalmente arrependimentos e solidão. O filme é emotivo mas não é apelativo para buscar o choro ou coisa do tipo. Brendan Fraser bem num papel difícil, sempre contido. Um lançamento do final do ano passado que chegou no mercado brasileiro na primeira semana de janeiro e que muita gente infelizmente vai deixar passar batido.
Alerta Apocalipse
2.6 59 Assista AgoraAlerta Apocalipse - 6,5/10
Filme com carinha de filme B, principalmente nos efeitos, que tenta misturar Stranger Things e The Last of Us, sendo mais sarcástico que ambos. É divertido porque não se leva a sério. Os atores são minimamente carismáticos.
Fanboys
3.7 310 Assista AgoraFanboys 6,5/10
É bem bobinho, várias cenas nonsense forçando para serem engraçadas. Ainda assim, por ser curto, dá pra assistir e encontrar algo minimamente divertido. Principalmente pelas brincadeiras e referências da rivalidade latente entre Star Wars e Star Trek.
Dirty Girl
3.7 328Dirty Girl - 8/10
Road movie bem bacaninha, engraçadinho. É um filme que se passa nos anos 80 e parece ser aqueles filmes do John Hughes, mas com um tempero dos anos 2000. Juno Temple bem novinha como a persongem principal vivendo a filha da Milla Jovovich.
O Massacre da Serra Elétrica
3.2 848O Massacre da Serra Elétrica - 7/10
Esse remake de 2003 começa melhor (até porque inicia com Sweet Home Alabama, com o grupinho indo em direção a um show do Lynyrd Skynyrd) que termina. A parte final é mais demorada que o necessário, e me perdeu um pouco. Embora seja boa, a ambientação do terror não atinge o nível diabólico do original que você fica apavorado com os gritos de cada um dos personagens.
Mártires
3.9 1,7K Assista AgoraMártires 6/10
Acho que o extremismo no gore e nas cenas cada vez mais pesadas de tortura são bem realizadas. Eu me senti incomodado e puto vendo aquilo. Isso é um trunfo e certamente é por isso que esse filme é muito lembrado. Mas a grande discussão existencial do filme é paupérrima na minha opinião, pouco desenvolvida e jogada através de um Deus ex machina reverso. Os twists também não são nada demais, principalmente o primeiro. E por último, eu odeio ver filme de suspense e terror que o protagonista faz questão de ser a pessoa mais burra da face da terra, por pura conveniência do roteiro. Mas aqui isso foi levado a outro nível.
Mulher-Maravilha
3.9 115 Assista AgoraMulher Maravilha - 8/10
Umas das melhores animações da DC que vi, vi uns 80% já. É bem curta, sem enrolação, com uma ótima construção de universo e dos personagens. Valoriza as ações e a aura da heroína.
O Castelo Animado
4.4 1,3K Assista AgoraCastelo Animado 4/5 - 8,5/10
Foi fácil gostar dessa animação ainda mais nessa revisão. É um filme onde os elementos antibélicos do Miyazaki se misturam com a magia, rancor e paixão. Mas nada vai tomar um rumo que estamos acostumados. Todo o filme é uma surpresa de acontecimentos e de situações singelas que no fim podem deixar uma mensagem confusa mas ainda assim de extremo conforto.
O Diabo Veste Prada 2
3.5 228Diabo Veste Prada 2 4/5 - 8,5/10
Um dos maiores trunfos do filme é não limitar a sequencia tardia a nostalgia, frases e cenas consagradas. Os 4 personagens (todos os atores mandam bem demais no retorno) têm atualizações de maturidade e conflitos.
Acho a premissa desse filme mais séria, mais importante, muito atual, e mais próxima de mim (acho que de todo mundo).
O dilema ético e o enfraquecimento do material e da valorização do trabalho frente aos avanços tecnológicos e do capitalismo cada vez mais vorazes e nocivos é bem apresentado. O roteiro tem algumas armas para resolver situações de forma mais fácil, talvez inverossímeis e fantasiosas, mas que não atrapalham a diversão.
A Miranda ainda é uma megera desgraçada, mas até ela tem que descer do salto para sobreviver ou pelo menos questionar se aquele mundo ainda necessita dela. No mais foi muito bom retornar a magia que o primeiro filme tem, ao mundo da moda e do glamour que eu não entendo nada rsrsrs.
O filme por alguns momentos, em certos acontecimentos, me fez lembrar de Succession!
X-Men: A Série Animada (5ª Temporada)
3.8 28Valeu apenas pelo episódio na segunda guerra. Temporada fraquíssima