É uma história muito interessante, e Pillion não está julgando BDSM, submissão ou desejo. Ele está criticando relações onde o poder não é negociado, mas imposto pelo medo da perda. Tem alguns pontos que me chamaram atenção: A discussão do Ray com a mãe do Colin, quando Ray e Colin se beijam e por fim ele desaparece.
Ray desaparece porque ele não sabe existir fora do papel que ocupava: ele vive no excesso, no risco, na autodestruição, na performance de poder. e quando ele desaparece, o filme nos dar duas respostas: Ray pode ter morrido - como alguém que viveu sempre no limite, sem futuro planejado ou ele simplesmente deixou de existir para o Colin, porque a relação acabou, e para quem é dominante absoluto, desaparecer é também um ato final de controle.
A cena que a mãe do Colin fala que Ray é esquisito e ai ele rebate dizendo que o que incomoda ela, não incomoda o Colin, pois o pensamento dela é retrógrado, o Colin nunca tem a chance de argumentar porque o Ray tirou essa autonomia dele diante da mãe, é uma cena grave e triste e ele tem noção disso, tanto que se queimou na cozinha depois de raiva ne
por fim o beijo dos dois que é a ruptura desse contrato invisível: Até ali, a relação funcionava em termos muito claros: Ray = controle, distância, comando Colin = serviço, silêncio, obediência
O beijo quebra tudo isso, porque beijo não é submissão. beijo é reciprocidade. E isso é exatamente o que o Ray não sabe e não quer sustentar. O momento do beijo é um choque entre dois mundos, porque um beijo humaniza a relação, cria um vínculo, deixando os dois no mesmo nível, e Ray vive do desequilíbrio. Ele só existe confortável quando está acima, quando não precisa se expor.
E detalhe, no fim o Colin e descobre e se aceita, essa é a parte libertadora, não é um filme de julgamento, submissão não é se apagar, é uma escolha, e Colin nunca era escolhido, era engolido. E no fim ele aprendeu a escolher colocando regras e tá tudo bem.
Quero comentar sobre duas coisas que me chamaram atenção: spoiler abaixo... . . .
Primeiro: o garoto chato fazia bullying e acabou fazendo outro morrer, e quando ele tenta se redimir, não existe espaço para redenção nem para nuances humanas. Ele errou, sim, mas o sistema transforma tudo em rótulos: primeiro ele é o agressor, depois o assassino, e por fim apenas mais um corpo caído na estrada. Mas quando ele fala que não quer morrer sendo odiado, aqui é que tá o ponto central, mostrando que até no fim da vida, o que domina é a necessidade de aceitação e imagem, o medo de ser lembrado como alguém mau. Isso reflete o mesmo tipo de pressão social que temos hoje: viver e morrer tentando ser “gostado”, tentando não ser cancelado, tentando ser o “herói” da própria narrativa.
E segundo: O Garraty caminhando com os braços cruzados como se fosse um "X", é uma forma de mostrar a perda da individualidade e o colapso psicológico: os meninos se tornam máquinas de andar, e Garraty tenta manter um resquício de humanidade repetindo algo que o conecta ao sentimento, ainda que seja o desespero.
O desfecho não gostei, esperava algo maior, sei lá, uma revolta, muito tiro, enfim.
Filme tão realista, eu só ficava lembrando de tantos casos reais da industria musical com produtores abusadores, mas esse final, foi de lascar e tão cruel.
porque quando Oliver decide não se afastar de Matty, mesmo depois de toda manipulação, invasão e obsessão, o fecha desse jeito com eles ainda trabalhando juntos. Aquele clipe musical por exemplo; um verdadeiro simbolo de controle, quando Oliver assiste ao videoclipe e “gosta” do resultado, há uma crítica muito fina: o produto final é bonito, estético, vendável, mesmo que tenha sido construído sobre manipulação e abuso emocional. Isso representa a indústria do entretenimento: o valor artístico é medido pela aparência, não pela ética. Oliver se apaixona pela imagem, não pela verdade. e o relacionamento deles continuar é o ponto mais perverso do final. Não há redenção, apenas acomodação: o amor doentio vira parceria profissional. Isso é a crítica principal do filme, numa cultura que vive de exposição e trauma transformado em conteúdo, até o abuso pode virar arte. é a lógica das redes: Se rende curtida, é aceitável.
o vampiro pode ser visto como símbolo de apropriação cultural e espiritual. Ele representa a elite branca que consome a cultura negra (como o blues), mas sem respeitar ou valorizar o povo que a cria. Quando o vampiro reza com Sammie, ele tá imitando a espiritualidade negra, sem compreender ou sentir sua profundidade, como se fosse mais uma coisa a ser “consumida”. Mostrando como a fé, a dor e a resistência espiritual dos negros são apropriadas por quem historicamente os oprimiu, pois rezar, vira mais um ato vazio de imitação. E é o clássico né, tantas pessoas más por aí lotando as igrejas com suas fé vazias e distorcendo o livro que elas tantam clamam, mas quando saem de lá (igreja) continuam vazias e praticando o mal com os outros. E quando o vampiro o acompanha na oração, isso cria um desconforto proposital: o mal tentando se vestir de fé.
Aquela cena que o vampiro branco líder canta sobre ir a estrada rochosa pra Dublin foi muito magnifica, enquanto a sociedade (os vampiros) dançando representa a apropriação cultural em sua forma mais sedutora e perigosa, onde a dor e a alma de um povo são transformadas em entretenimento pelas mãos de quem sempre tentou silenciá-los.
esse filme é arte pura! Bela crítica social, um dos melhores do ano.
Lee era incompreendido, pra alguns ele era visto como um homem que só se envolvia sexualmente com outros, como na cena que um cara loiro fala que não entende como não dá pra manter amizade com queer, mas na verdade Lee queria se conectar sentimentalmente como alguém,o problema é que ele não sabia como fazer isso, e isso é devido a pressão/opressão da época em que vivia.
Daí ele se apaixona pelo Gene, mas não sabe como expressar seus sentimentos pra ele, e inventa essa viagem pra conseguir aquela folha lá de Yagé porque segundo as pesquisas que leu, isso vai lhe dar telepatia e dessa forma ele acreditava que se comunicaria melhor com o amante, mas isso acaba sendo muito revelador quando Gene diz a ele que não é um Queer. Porque Gene tem a personagem moldada devido o ambiente/época opressora em que vivem, ele não se aceita como Queer, como na cena que eles vomitam o próprio coração, até Lee tem esse problema, dali em diante fica claro que eles não ficar juntos porque Gene não se aceita e quem sofre é o Lee porque ele não consegue expressar seus sentimentos, a forma dele se relacionar é somente sexual.
E é engraçado como Lee ao mesmo tempo que é um homem gay tão livre, ele também é solitário e esse vazio sempre está ali precisando ser prenchido, já Gene não, se entregou a opressão da sociedade, ele resolveu viver daquele jeito sem aceitar quem ele é, por isso que ele não sabia o que queria e brincou com os sentimentos do Lee, o filme não mostra depois como ele estava nos dias atuais, mas acredito que ele nunca teve coragem de se assumir. Aquela cena da cobra comendo a própria calda, é um simbolismo perfeito de como Lee estava e continuará se consumindo até o fim.
triste, mas é uma arte admirável, gostei da trilha sonora também.
Eu sõ não gostei do argumento final do diretor, não concordo 100% com a visão dele sobre o final de Sita e o Adil, eles tinham dúvidas, normal, agora serem castigados por isso, poxa, Adil foi estuprado e ainda acabou assim, acho que seria mais legal a Sita terminando louca, sem muita gente não acreditando nela. Porque pelo fim do filme, dá a entender que a religião é sim, cruel e serve apenas para amedrontar as pessoas e manter elas presas dentro desse jogo de opressão para poderem viver na linha. Acredito que, ela estando viva tentando explicar sua experiência pós morte seria muito bacana, porque quando você não consegue explicar com exatidão uma experiência individual, isso se torna assustador e o medo é isso. E a fé é isso, é sobre o seu individual, é sobre você e não o coletivo.
poderiam ter se aprofundado mais nos universos atrás das portas e ter mostrado mais terror, seria da hora essa exploração, mesmo com pouco orçamento, dava pra criar uma atmosfera de medo maior.
que tudo era só ego, ele tava fazendo tudo por vingança, primeiro fiquei com raiva da jornalista atacando ele quando ele quis entregar todo mundo, mas depois me toquei que ele era o vilão, se fazendo de bom samaritano e tentando "salvar" na cabeça dele, o povo, mas na verdade era só ego ferido kk o silêncio dele respondeu a pergunta final
Apesar do filme nos mostrar os perigos da obsessão, com o limite entre arte e loucura, é também um filme sobre cuidado da mente e do corpo em relação ao trabalho.
Ella vivia muito para o trabalho e estava sempre sob pressão dá mãe. desde o começo do filme a gente percebe como ela sofria dessa pressão psicológica em fazer um trabalho bem feito sem erros. O homem cinzas simbolizava bem o medo que ela sentia dá mãe, o medo de ser reprovada e diminuida, porque ela precisava mostrar o quão era boa, e quando ela não consegue provar pra si mesma que pode ser boa ou melhor que a mãe, ela explode, fazendo todas aquelas atrocidades com quem está ao seu redor, é a sua natureza gritando com tanta repressão que sentia. Acredito que também o filme toca ainda nessa questão dos pais que pressionam tanto seus filhos para lhe substiuirem em seus negócios e esquecem que cada um tem seu tempo para se desenvolver profissionalmente.
Tem uma frase que aprendi no filme Bedevilled (2010) que se encaixa bem aqui. "É errado esmagar os fracos, mas é mais errado ainda ver e não fazer nada a respeito" acredito que Tereza era muito omissa, ela poderia ter um senso de justiça e não compactuar com a exploração e a mentira em cima daquele povo que sofre com a pobreza, é um problema estrutural que assola anos e anos no Brasil, muito se fala em ajudar os pobres, mas o quão dispostos políticos e empresários estão de fato interessados em ajudar essas pessoas? No fim, Tereza terminou sendo o que ela era.
É um filme muito foda, tenso e intenso, que vale assistir e debater.
"Nós somos nosso meio de produção", disse Bella para Duncan com cara de pedra. Nada é mais assustador para homens como Duncan ver mulheres assumindo o controle.
Os personagens masculinos estão sempre tentando controlar o corpo dela, mesmo que seja para levar pra cama ou simplesmente proteger. Como a frase de Bella, entendo que seu corpo é a ferramenta pela qual ela se apodera do que é dela por direito, e é por isso que o fato de as mulheres terem escolhas é uma enorme bandeira vermelha para o patriarcado, que assusta para caralho e irrita demais homens como Duncan. Podemos destacar vários exemplos do que acontece na mídia e na vida real, tipo uma cantora br (prefiro nem citar nome porque já julgam você como fã) que faz muito isso e atacam ela por ela ser livre e poder fazer o que quiser com seu corpo. no filme, um personagem ameaça multilar a genitália de Bella só para mantê-la no controle, bizarro.
Vi uma crítica num site gringo que dizia: "Bella vive na mansão, e este é um palco gigantesco e artificial que sugere que a existência é performativa, que estar viva é uma forma de teatro restringida pelas regras da sociedade." achei perfeito. De fato é, quando Bella estoura sua própria bolha e tem noção do que ela é e do que pode fazer, se torna uma ameaça ambulante para aqueles que não entendem esse fator simples ou finge que não entende.
Vejo Zona de interesse como um drama histórico de guerra único, o modo que o diretor resolveu contar a história é diferente e muito voyeurístico (gosto de filmes assim).
O diretor não queria educar particularmente o espectador. Ele preferiu fazer um exercício de simplicidade exterior em contraste com o tormento interior. O filme nunca retrata o interior de Auschwitz. Essa decisão torna o filme ainda mais eficaz, com o verdadeiro horror da arena sendo tão fortemente enfatizado no desinteresse e no descomprometimento da família que vive fora de um campo de extermínio. Acho bacana essa ideia de ficarmos imaginando o que tá acontecendo do outro lado, se você não se importou tanto com os gritos ecoando e conseguiu ser como a família que não se abala e nem tem sua atenção sendo atrapalhada, bom, não precisamos falar mais nada.
ruim demais, até as piadas e as cenas engraçadas ficaram ruim nessa versão poxa. A cena que a gordinha esbarra na Regina e chama ela de baleia, nem teve nesse, muito ruim.
Pillion
3.2 70É uma história muito interessante, e Pillion não está julgando BDSM, submissão ou desejo.
Ele está criticando relações onde o poder não é negociado, mas imposto pelo medo da perda. Tem alguns pontos que me chamaram atenção: A discussão do Ray com a mãe do Colin, quando Ray e Colin se beijam e por fim ele desaparece.
Ray desaparece porque ele não sabe existir fora do papel que ocupava:
ele vive no excesso,
no risco,
na autodestruição,
na performance de poder.
e quando ele desaparece, o filme nos dar duas respostas: Ray pode ter morrido - como alguém que viveu sempre no limite, sem futuro planejado ou ele simplesmente deixou de existir para o Colin, porque a relação acabou, e para quem é dominante absoluto, desaparecer é também um ato final de controle.
A cena que a mãe do Colin fala que Ray é esquisito e ai ele rebate dizendo que o que incomoda ela, não incomoda o Colin, pois o pensamento dela é retrógrado, o Colin nunca tem a chance de argumentar porque o Ray tirou essa autonomia dele diante da mãe, é uma cena grave e triste e ele tem noção disso, tanto que se queimou na cozinha depois de raiva ne
por fim o beijo dos dois que é a ruptura desse contrato invisível:
Até ali, a relação funcionava em termos muito claros:
Ray = controle, distância, comando
Colin = serviço, silêncio, obediência
O beijo quebra tudo isso, porque beijo não é submissão.
beijo é reciprocidade.
E isso é exatamente o que o Ray não sabe e não quer sustentar. O momento do beijo é um choque entre dois mundos, porque um beijo humaniza a relação, cria um vínculo, deixando os dois no mesmo nível, e Ray vive do desequilíbrio.
Ele só existe confortável quando está acima, quando não precisa se expor.
E detalhe, no fim o Colin e descobre e se aceita, essa é a parte libertadora, não é um filme de julgamento, submissão não é se apagar, é uma escolha, e Colin nunca era escolhido, era engolido. E no fim ele aprendeu a escolher colocando regras e tá tudo bem.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 352 Assista AgoraQuero comentar sobre duas coisas que me chamaram atenção:
spoiler abaixo...
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Primeiro: o garoto chato fazia bullying e acabou fazendo outro morrer, e quando ele tenta se redimir, não existe espaço para redenção nem para nuances humanas. Ele errou, sim, mas o sistema transforma tudo em rótulos: primeiro ele é o agressor, depois o assassino, e por fim apenas mais um corpo caído na estrada. Mas quando ele fala que não quer morrer sendo odiado, aqui é que tá o ponto central, mostrando que até no fim da vida, o que domina é a necessidade de aceitação e imagem, o medo de ser lembrado como alguém mau. Isso reflete o mesmo tipo de pressão social que temos hoje: viver e morrer tentando ser “gostado”, tentando não ser cancelado, tentando ser o “herói” da própria narrativa.
E segundo: O Garraty caminhando com os braços cruzados como se fosse um "X", é uma forma de mostrar a perda da individualidade e o colapso psicológico: os meninos se tornam máquinas de andar, e Garraty tenta manter um resquício de humanidade repetindo algo que o conecta ao sentimento, ainda que seja o desespero.
O desfecho não gostei, esperava algo maior, sei lá, uma revolta, muito tiro, enfim.
Lurker
3.1 9 Assista AgoraFilme tão realista, eu só ficava lembrando de tantos casos reais da industria musical com produtores abusadores, mas esse final, foi de lascar e tão cruel.
porque quando Oliver decide não se afastar de Matty, mesmo depois de toda manipulação, invasão e obsessão, o fecha desse jeito com eles ainda trabalhando juntos. Aquele clipe musical por exemplo; um verdadeiro simbolo de controle, quando Oliver assiste ao videoclipe e “gosta” do resultado, há uma crítica muito fina: o produto final é bonito, estético, vendável, mesmo que tenha sido construído sobre manipulação e abuso emocional.
Isso representa a indústria do entretenimento: o valor artístico é medido pela aparência, não pela ética.
Oliver se apaixona pela imagem, não pela verdade.
e o relacionamento deles continuar é o ponto mais perverso do final.
Não há redenção, apenas acomodação: o amor doentio vira parceria profissional.
Isso é a crítica principal do filme, numa cultura que vive de exposição e trauma transformado em conteúdo, até o abuso pode virar arte.
é a lógica das redes: Se rende curtida, é aceitável.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraFilme muito bom sobre apropriação cultural, a cena que o vampiro reza com o Sammie, foi muito simbólica.
o vampiro pode ser visto como símbolo de apropriação cultural e espiritual. Ele representa a elite branca que consome a cultura negra (como o blues), mas sem respeitar ou valorizar o povo que a cria. Quando o vampiro reza com Sammie, ele tá imitando a espiritualidade negra, sem compreender ou sentir sua profundidade, como se fosse mais uma coisa a ser “consumida”. Mostrando como a fé, a dor e a resistência espiritual dos negros são apropriadas por quem historicamente os oprimiu, pois rezar, vira mais um ato vazio de imitação. E é o clássico né, tantas pessoas más por aí lotando as igrejas com suas fé vazias e distorcendo o livro que elas tantam clamam, mas quando saem de lá (igreja) continuam vazias e praticando o mal com os outros. E quando o vampiro o acompanha na oração, isso cria um desconforto proposital: o mal tentando se vestir de fé.
Aquela cena que o vampiro branco líder canta sobre ir a estrada rochosa pra Dublin foi muito magnifica, enquanto a sociedade (os vampiros) dançando representa a apropriação cultural em sua forma mais sedutora e perigosa, onde a dor e a alma de um povo são transformadas em entretenimento pelas mãos de quem sempre tentou silenciá-los.
esse filme é arte pura! Bela crítica social, um dos melhores do ano.
Queer
3.1 187 Assista AgoraMesmo se passando numa época diferente, é triste ver como ainda tá tão próximo dos dias atuais.
Lee era incompreendido, pra alguns ele era visto como um homem que só se envolvia sexualmente com outros, como na cena que um cara loiro fala que não entende como não dá pra manter amizade com queer, mas na verdade Lee queria se conectar sentimentalmente como alguém,o problema é que ele não sabia como fazer isso, e isso é devido a pressão/opressão da época em que vivia.
Daí ele se apaixona pelo Gene, mas não sabe como expressar seus sentimentos pra ele, e inventa essa viagem pra conseguir aquela folha lá de Yagé porque segundo as pesquisas que leu, isso vai lhe dar telepatia e dessa forma ele acreditava que se comunicaria melhor com o amante, mas isso acaba sendo muito revelador quando Gene diz a ele que não é um Queer. Porque Gene tem a personagem moldada devido o ambiente/época opressora em que vivem, ele não se aceita como Queer, como na cena que eles vomitam o próprio coração, até Lee tem esse problema, dali em diante fica claro que eles não ficar juntos porque Gene não se aceita e quem sofre é o Lee porque ele não consegue expressar seus sentimentos, a forma dele se relacionar é somente sexual.
E é engraçado como Lee ao mesmo tempo que é um homem gay tão livre, ele também é solitário e esse vazio sempre está ali precisando ser prenchido, já Gene não, se entregou a opressão da sociedade, ele resolveu viver daquele jeito sem aceitar quem ele é, por isso que ele não sabia o que queria e brincou com os sentimentos do Lee, o filme não mostra depois como ele estava nos dias atuais, mas acredito que ele nunca teve coragem de se assumir. Aquela cena da cobra comendo a própria calda, é um simbolismo perfeito de como Lee estava e continuará se consumindo até o fim.
triste, mas é uma arte admirável, gostei da trilha sonora também.
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraFilme ruim e chato, esperava algo grandioso pelo barulho.
Anora
3.4 1,2K Assista Agoraé um filme pra assistir num domingo a tarde, mas pra concorrer ao oscar, não, porque não tem nada demais.
Grave Torture
2.9 18 Assista AgoraQue filme bom e macabro. Apesar de não concordar com o argumento final do diretor, eu gostei muito de toda a história e há vários pontos para debates.
Eu sõ não gostei do argumento final do diretor, não concordo 100% com a visão dele sobre o final de Sita e o Adil, eles tinham dúvidas, normal, agora serem castigados por isso, poxa, Adil foi estuprado e ainda acabou assim, acho que seria mais legal a Sita terminando louca, sem muita gente não acreditando nela. Porque pelo fim do filme, dá a entender que a religião é sim, cruel e serve apenas para amedrontar as pessoas e manter elas presas dentro desse jogo de opressão para poderem viver na linha. Acredito que, ela estando viva tentando explicar sua experiência pós morte seria muito bacana, porque quando você não consegue explicar com exatidão uma experiência individual, isso se torna assustador e o medo é isso. E a fé é isso, é sobre o seu individual, é sobre você e não o coletivo.
Hostile Dimensions
2.3 11 Assista AgoraGostei, mas...
poderiam ter se aprofundado mais nos universos atrás das portas e ter mostrado mais terror, seria da hora essa exploração, mesmo com pouco orçamento, dava pra criar uma atmosfera de medo maior.
Horror in the High Desert 3: Firewatch
2.7 10tão bom quanto o segundo filme, gostei.
O Candidato
3.5 14 Assista AgoraO final pode ser brusco pra alguns, mas é interessante perceber
que tudo era só ego, ele tava fazendo tudo por vingança, primeiro fiquei com raiva da jornalista atacando ele quando ele quis entregar todo mundo, mas depois me toquei que ele era o vilão, se fazendo de bom samaritano e tentando "salvar" na cabeça dele, o povo, mas na verdade era só ego ferido kk o silêncio dele respondeu a pergunta final
Debris Documentar
2.7 6perturbador
Imaculada
3.0 535 Assista Agorao final me agradou demais.
Abigail
3.1 478rolou não, ruim demais.
A Garota de Miller
2.3 153 Assista Agorafilme podre de ruim.
Matador de Aluguel
3.1 345 Assista Agoramuita violência, gostei, mas esse título gente, talvez seja em homenagem o psicopata lá ne
Stopmotion
2.9 61 Assista AgoraApesar do filme nos mostrar os perigos da obsessão, com o limite entre arte e loucura, é também um filme sobre cuidado da mente e do corpo em relação ao trabalho.
Ella vivia muito para o trabalho e estava sempre sob pressão dá mãe.
desde o começo do filme a gente percebe como ela sofria dessa pressão psicológica em fazer um trabalho bem feito sem erros. O homem cinzas simbolizava bem o medo que ela sentia dá mãe, o medo de ser reprovada e diminuida, porque ela precisava mostrar o quão era boa, e quando ela não consegue provar pra si mesma que pode ser boa ou melhor que a mãe, ela explode, fazendo todas aquelas atrocidades com quem está ao seu redor, é a sua natureza gritando com tanta repressão que sentia.
Acredito que também o filme toca ainda nessa questão dos pais que pressionam tanto seus filhos para lhe substiuirem em seus negócios e esquecem que cada um tem seu tempo para se desenvolver profissionalmente.
Farang
3.2 9 Assista Agorafilme dá hora.
Propriedade
3.7 126 Assista AgoraTem uma frase que aprendi no filme Bedevilled (2010) que se encaixa bem aqui. "É errado esmagar os fracos, mas é mais errado ainda ver e não fazer nada a respeito"
acredito que Tereza era muito omissa, ela poderia ter um senso de justiça e não compactuar com a exploração e a mentira em cima daquele povo que sofre com a pobreza, é um problema estrutural que assola anos e anos no Brasil, muito se fala em ajudar os pobres, mas o quão dispostos políticos e empresários estão de fato interessados em ajudar essas pessoas? No fim, Tereza terminou sendo o que ela era.
É um filme muito foda, tenso e intenso, que vale assistir e debater.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista Agora"Nós somos nosso meio de produção", disse Bella para Duncan com cara de pedra.
Nada é mais assustador para homens como Duncan ver mulheres assumindo o controle.
Os personagens masculinos estão sempre tentando controlar o corpo dela, mesmo que seja para levar pra cama ou simplesmente proteger. Como a frase de Bella, entendo que seu corpo é a ferramenta pela qual ela se apodera do que é dela por direito, e é por isso que o fato de as mulheres terem escolhas é uma enorme bandeira vermelha para o patriarcado, que assusta para caralho e irrita demais homens como Duncan. Podemos destacar vários exemplos do que acontece na mídia e na vida real, tipo uma cantora br (prefiro nem citar nome porque já julgam você como fã) que faz muito isso e atacam ela por ela ser livre e poder fazer o que quiser com seu corpo.
no filme, um personagem ameaça multilar a genitália de Bella só para mantê-la no controle, bizarro.
Vi uma crítica num site gringo que dizia: "Bella vive na mansão, e este é um palco gigantesco e artificial que sugere que a existência é performativa, que estar viva é uma forma de teatro restringida pelas regras da sociedade." achei perfeito. De fato é, quando Bella estoura sua própria bolha e tem noção do que ela é e do que pode fazer, se torna uma ameaça ambulante para aqueles que não entendem esse fator simples ou finge que não entende.
Zona de Interesse
3.6 698 Assista AgoraVejo Zona de interesse como um drama histórico de guerra único, o modo que o diretor resolveu contar a história é diferente e muito voyeurístico (gosto de filmes assim).
O diretor não queria educar particularmente o espectador. Ele preferiu fazer um exercício de simplicidade exterior em contraste com o tormento interior. O filme nunca retrata o interior de Auschwitz. Essa decisão torna o filme ainda mais eficaz, com o verdadeiro horror da arena sendo tão fortemente enfatizado no desinteresse e no descomprometimento da família que vive fora de um campo de extermínio. Acho bacana essa ideia de ficarmos imaginando o que tá acontecendo do outro lado, se você não se importou tanto com os gritos ecoando e conseguiu ser como a família que não se abala e nem tem sua atenção sendo atrapalhada, bom, não precisamos falar mais nada.
Meninas Malvadas
3.0 253 Assista Agoraruim demais, até as piadas e as cenas engraçadas ficaram ruim nessa versão poxa.
A cena que a gordinha esbarra na Regina e chama ela de baleia, nem teve nesse, muito ruim.
Eu, Capitão
4.0 84 Assista Agoraachei angustiante, que filmão.
O Sequestro do Voo 375
3.8 224 Assista Agoraa cena do piloto
virando o avião de cabeça pra baixo e depois descendo pra o chão, foi cinema puro.