Creio que nos anos 2000 os estúdios de Hollywood possuiam uma equipe só para decidir qual terror dos anos 80 seria o remake da vez, parece até que tinham um roteiro base apenas pare ser inserido o contexto do filme em questao. A Morte Convida para Dançar é apenas mais um desses slasher genericos criados com o intuito de resgatar alguma franquia do limbo, tudo aqui é táo lugar comum, é tudo táo sem personalidade, sem originalidade, uma sucessao de mortes, muitas em off, sem um cuidado com a ambientaçao, com a atmosfera. O elenco parece todo reciclado de filmes de terror adolescente da época, com É horrível? nao, é pasteurizado, muito para consumo imediato com esquecimento também imediato. Cheio de jump scare para nao correr o risco de que a gente se esqueça de se assustar, tem ao menos uma cena, a da perseguiçao da Lisa, que ao menos é bem feita.
Resgata o tom sério para a franquia mas é eficiente no slasher, o bom trabalho de iluminaçao valoriza o cenario e ajuda a construir o suspense , o título é só picaretagem já que náo se liga em nada com os anteriores e nem mesmo tem um baile de formatura, perdoado isso, pode se dizer que é um bom filme.
A franquia abandona qualquer pretensáo e se torna uma comédia de humor negro, até divertida, tem umas sacadas legais principalmente na voz da vilã Mary Lou, ainda que a atriz que a interpreta tenha pouco tino para a comédia. O absurdo das situaçoes e os diálogos nonsense tornam esse filme melhor que o segundo.
Começa interessante com o acidente que leva ao surgimento de Mary Lou, o espírito vingativo que vem a ser a grande vilã da saga, se o primeiro filme nao tinha nada sobrenatural, a segunda e a terceira parte, que se ligam entre si, mas ignoram a primeira, trabalha com essa perspectiva, misturando Carrie e Freddie Krugger na figura de Mary Lou, que morre queimada em seu baile de formatura, em uma brincadeira que termina mal(o que talvez seja a maior ligaçao tematica com o primeiro). Baile de Formatura 2 tem uma cenas oníricas até bem feitas, numa ambientaçao de pesadelo, a vilá se incorpora na protagonista e a transforma numa especie de biscate que ataca até o próprio pai (que estranhamente parece gostar), mas a execuçao vai ficando muito ruim, os efeitos meio toscos e o salfo final é mais para insatisfatório.
Começa de maneira ousada paea um slasher anos 80, com uma criança morrendo de forma violenta, e seu corpo sendo mostrado durante todo o filme, porém demora a acontecer mais alguma coisa, deixando tudo pro final. O filme pode até parecer só mais um dos inúmeros slasher dos anos 80, mas esse aqui até tem um pouco de dignidade se levarmos em conta que é do ano do primeiro sexta feira 13, sendo um dos pioneiros do gênero. Pode se dizer que ele influenciou muito da estética do gênero naquela decada. E ainda tem Jamie Lee Curtis (um pouco apatica) e Leslie Nielsen(antes de tornar astro de comédias rasgadas). Gravado em 1979 ainda pega um pouco da onda Disco, mostrando uma cena de dança divertida e bem coreografada com Jamie Lee Curtis, a trilha disco foi para o filme pq eles não tinham verba para pagar musicas famosas, mas as do filme não fazem feio. Ainda que demore a começar realmente a matança, o filme sabe manter um certo clima e não chega a ficar chato. A cena de perseguição a uma das vítimas, além de bem feita tem todo um estilo meio giallo.
Poderia ser um desses filmes gratuitamente trágicos e redentores sobre vício e depressáo, mas Despedida em Las vegas consegue subverter essa premissa cliche. Quando Nicolas Cage diz a Elizabeth Shue que "nunca ela pode pedir que ele pare de beber", ela nos representa, quando dá esse aviso a ela, ele na verdade está avisando a quem está assistindo para náo esperar nenhuma liçao de moral, que se nao aaguenta isso podeir ver outro filme. A partir desse momento, já sabendo que náo devemos ter empatia por ele, nos voltamos para a prostituta vivida pela Elizabeth Shue, ela se torna nosso ponto de atençao, a principio um arquetipo sem muita personalidade, apenas uma garota que se arrasta pelas ruas de Las Vegas tentando ganhar algum dinheiro para nao apanhar do cafetáo do Leste Europeu, personagem que ainda bem morre logo, ela se apega ao personagem de Cage para achar algum sentido em sua vida, ela o protege, cuida dele, o acompanha em sua jornada de morte, ela sabe que ele tem pouco tempo e resolve fazer alguma diferença nesse restinho de vida que ainda resta. O ponto baixo do filme é que ele poderia ter terminado sem apelar ao clichë de "puniçao redentora" já quase no final quando apresenta uma cena de estupro e agressáo que nao acrescenta nada a narrativa.
Desde que lançaram no cinema que me lembro de ter curiosidade de ver esse filme. Por causa principalmente do tema, a ideia de explorar esses serviços de telessexo que foram uma praga nos anos 90. Porém foi um filme que ficou meio esquecido com o tempo. Acabei resgatando a lembrança ao ler um ensaio da Bell Hooks sobre esse filme em seu livro "Cinema Vivido: Raça, Classe e Sexo nas Telas". Enfim, apesar da ideia ser boa, o filme até entrega muitos questionamentos interessantes sobre sexualidade, sobre racismo(sem ser efetivamente um filme sobre discussáo de raça igual aos anteriores de Spike Lee), sobre feminilidade. Porém ele parece estar sempre tateando na busca da melhor forma de abordar tos assuntos nunca parece ter total segurança do que está oferecendo. A boa participaçao do Quentin Tarantino logo no inicio como uma versáo ficcional dele mesmo, parece ser uma forma de começar essa discussáo de até onde a protagonista aceita chegar para conseguir o que ela quer, mas o roteiro nao parece nunca ter certeza de seu ponto. Quando ele pontua sobre a representaçao negra na mídia ele é bem menos assertivo que no posterior A Hora do SHow. Enfim, ficou devendo muito. Ah, de se pontuar as diversas participaçoes de famosos dos anos 90, o já citado Quentin Tarantino, Madonna, Naomi Campbell e atores da panelinha de Spike Lee como Michael Imperioli e John Turturro.
Uma miscelânea de obsessões e, porque não dizer, clichês, do diretor. Como fã posso dizer que aqui talvez pela primeira vez em um longa metragem ele pesa a mão na estranheza, se por um lado é de se louvar a coragem em não aliviar para as audiências, também sáoo compreensíveis as críticas, para a maioria, eu incluído, o filme soe apenas como um amontoado de esquetes oníricas e desconexas. Em seus filmes mais, digamos assim, viajados, ao menos existe uma construção mais criativa, como se nos chamasse a montar um quebra cabeça. Fire Walk With Me, Cidade dos Sonhos e A Estrada Perdida são obras que, mesmo difíceis de de assimilar à primeira vista, possuem uma coerência e um convite de imersão naquele universo, para se saber mais sobre aqueles personagens e onde vai dar aquela história, já aqui, mesmo com Laura Dern dando tudo de si, sua personagem nunca rouba nossa atenção o suficiente para que a gente se importe com o que vai acontecer com ela e a narrativa parece gritar para que a gente nem tente traduzí-la. Império dos Sonhos é hermético, arrastado e pelo menos para mim as simbologias e os diálogos misteriosos não funcionaram.
Se nao traz nenhuma novidade em mais uma derivaçao de O Albergue, Acesso Restrito também nao chega a ser ruim, até pq O ALbergue náo era nenhuma grande história original. É competente no torture porn, trazendo cenas fortes e protagonistas que conseguimos nos importar.
Paródia metalinguística, com momentos hilariantes, funciona bem como comédia, e traz bons atores, sem ofuscar a grande estrela, a Anaconda. Selton Melo diverte e
Tem um cuidado com a construçao da tensão, entrega ação alucinante e acaba sendo um dos melhores filmes da série. Oa efeitos são bem convincentes, com uma Anaconda que não parece de video game, ela rasteja, ela se enrola, tem escamas, ela aparece o tempo todo e mesmo assim não estraga a diversão.
Ciente do pouco potencial que os crocodilos em CGI possuem para assustar, finalmente alguém teve a ideia inteligente de trabalhar mais na base da com sugestão, explorando cenários claustrofóbicos, colocar os crocodilos para atacar em ambientes pouco iluminados ajudam a manter tensão amenizando a precariedade técnica dos efeitos. Não é nenhuma obra-prima, mas é mais eficiente que a maior parte dos anteriores. Com atuaçóes mais consistentes e uma construçao competente.
A pior cena desse crossover que ninguém pediu é sempre a proxima. Um elenco que atua como se tivesse em filme pornô, (d)efeitos especiais, os crocodilos parecem gráficos de vídeo game de táo artificiais e a Anaconda coitada, além de também ser um trabalho porco de computação gráfica, foi relegada a coadjuvante, personagens irritantes, nenhuma emoção, nenhum suspense tentativas falhas de humor. Tem até um plot meio “Mean Girls” envolvendo garotas de fraternidade, que falha miseravelemente pela falta de graça das situaçoes e o horrível timing para humor de todo mundo envolvido.
Anaconda 4 pela primeira vez parece querer trazer algum tipo de continuidade para a franquia, trazendo personagens anteriores e dando sequencia ao plot do terceiro filme. Isso significa que seja bom? Absolutamente. Essa parte 4 nao possui nada que se possa chamar de atrativo para as plateias. Além de prometer que algo vai acontecer o tempo todo e nunca cumprir, temos ainda a cobra de CGI artificial e as atuaçoes ruins de sempre. Lá pro final ainda entrega umas cenas engraçadas de tao toscas, mas além de nao ser suficiente para salvar o tedio que foi o restante do filme, ainda é totalmente involuntário, tendo em vista que o filme se leva a sério demais.
O filme inicia mostrando que o guarda florestal tinha certo atrito com o filho, e quando esse filho é o primeiro a ser arrastado po rum jacaré eu achei que o filme estava até sendo original ao nos poupar desse clichë, qual nao foi minha decepçao ao ver que ele tinha sobrevivido e ainda teriamos tempo daquela chatice, eu tinha amo pai e bla bla bla bla. Enfim, esse Capítulo final que é enganoso até no título, já que ainda teremos dois filmes com crocodilos de CGI mal feito, consegue ser mais esquecível que o pior capítulo da franquia "Projeto Anaconda", já que náo setrá lembrando nem por sua ruindade.
Panico no Lago 3 continua sofrendo da maldiçao do CGI ruim de que todos o filmes do canal SY-FY sofrem, monstros articficiais e que nao dao medo, mas aqui o diretor pareceu entender isso e na impossbilidade de gastar mais com efeitos melhores, ele investiu em cenas de açao tensas e eletrizantes, na segunda metade do filme temos otimas cenas de seres humanos encurralados, cercados ou se escondendo de Crocodilos Gigantes. Insere uma personagem recorrente que viria a se tornar recorrente na franquia, Reba(Yancy Butler), que aqui nessa primeira aparição eu achei super canastrona e sem carisma.
Panico no Lago 2 copia quase tudo que deu certo no primeiro filme, trazendo um grupo de personagens que são cada um, uma referencia dos protagonistas do filme anterior, como o policial/ gala, o milionário excêntrico, etc... porém nada é feito com a mesma competência, sem um roteiro tão bem amarrado e com crocodilos horríveis feitos em CGI, Panico no Lago 2 perde boa oportunidade de quebrar a tradição dessas sequencias horríveis do canal SCI-FI, pq é até um filme agradável de se ver.
Na tradição dos anos 90 de filmes de horror auto referentes e que não parecem querer que você leve a sério, mas se divirta com o conceito apresentado, temos Panico no Lagocomo representante dos filmes de monstros selvagens, com seu crocodilo gigante atacando em um lago do estado americano do Maine. Panico no Lago é um filme espirituoso, os personagens possuem química e entregam bem mais do que os tradicionais cliches desse tipo de filme. O Crocodilo ainda convence, já que não é todo feito em computação gráfica.
Feito para a TV, Anaconda 3 traz uma Anaconda mal feita de CGI que de tao artificial impede qualquer tipo de imersão ou medo. As atuaçoes canastronas, as linhas de roteiro, os efeitos patéticos, tudo grita baixo orçamento, já vi filmes amadores com melhor qualidade.
Anaconda 2 traz o que se espera de uma sequencia de um filme sobre cobra gigante, uma aventura trash que diverte mesmo que nao prime por grandes preocupaçoes com verossimilhança e venha cheio de clichës. É um filme agradável, com aquele aspecto de aventura, com uma fotografia que sabe aproveitar bem as lindas florestas do Fiji(onde foi gravado). O ponto baixo seriam os personagens, bem menos carismátido que do filme anterior.
Anaconda poderia ser uma obra prima camp não fosse seu ritmo meio desequilibrado, alternando alguns momentos de ação razoavelmente vertiginosas com outros de tédio. Eu acho os efeitos ok para 1997 e para um filme desses, que ninguém dirige esperando que vá ganhar premios e ser prestigiado, mesmo que muito do CGI tenha envelhecido mal, por terem combinado com animatronics algumas cenas da cobra gigante ainda convencem e acho que Jon Voight está muito bem, com um viláo que corria o risco de ir por um caminho meio disney fazendo caretas e risadas maléficas, mas ele vai pelo caminho do sarcasmo, muita gente diz que ele está exagerado e canastrão, e eu discordo totalmente, no meio de atores fracos ele consegue entregar uma atuação até bastante consistente, sutil e cheia de nuances. Celebrado por ter um elenco supostamente de astros, na verdade Anaconda é uma mistura de de astros decadentes (Jon Voight e Eric Stoltz), cantores querendo dar uma diversificada na carreira (Jennifer Lopez e Ice Cube), estreantes (Owen Wilson) e Dany Trejo numa epoca em que aceitava qualquer papel que lhe oferecessem.
O diretor do remake apesar de não perder a essência trash da série faz algumas escolhas que soam até sofisticadas para um filme de terror, como colocar músicas de natal fofinhas entremeio a cenas violentas de assassinato, ainda que as vezes decepcione no gore, tem um ritmo interessante e ideias criativas.
Se por um lado deixa o papo furado de lado e vai direto para a açao, o filme desenvolve pouco as vítimas, parecendo mais uma sequencia de esquetes sangrentas com personagens aparecendo, fazendo alguma gracinha e logo depois se tornando vítima do papai noel assassino. Tem algumas sequencias bem brutais, mas náo passa de mais um desses remakes derivativos de terror que era moda entre a segunda metade dos anos 2000 e primeiro metade dos anos 2010. Sem nenhuma novidade.
Uma mistura de Pinóquio com Mestre dos Brinquedos(na verdade esse filme poderia ser o primeiro da série Brinquedos Diabólicos que sairia um ano depois). O fato é que a parte 5 de Natal Sangrento caminha o tempo todo em uma linha tênue entre o medíocre e o divertido e acaba se estabelecendo no primeiro grupo pela resolução tosca. Ainda assim supera as partes 3 e 4(de onde trás alguns personagens).
A Morte Convida Para Dançar
2.3 311 Assista AgoraCreio que nos anos 2000 os estúdios de Hollywood possuiam uma equipe só para decidir qual terror dos anos 80 seria o remake da vez, parece até que tinham um roteiro base apenas pare ser inserido o contexto do filme em questao.
A Morte Convida para Dançar é apenas mais um desses slasher genericos criados com o intuito de resgatar alguma franquia do limbo, tudo aqui é táo lugar comum, é tudo táo sem personalidade, sem originalidade, uma sucessao de mortes, muitas em off, sem um cuidado com a ambientaçao, com a atmosfera. O elenco parece todo reciclado de filmes de terror adolescente da época, com
É horrível? nao, é pasteurizado, muito para consumo imediato com esquecimento também imediato. Cheio de jump scare para nao correr o risco de que a gente se esqueça de se assustar, tem ao menos uma cena, a da perseguiçao da Lisa, que ao menos é bem feita.
Baile de Formatura 4: A Chacina Continua
2.3 19Resgata o tom sério para a franquia mas é eficiente no slasher, o bom trabalho de iluminaçao valoriza o cenario e ajuda a construir o suspense , o título é só picaretagem já que náo se liga em nada com os anteriores e nem mesmo tem um baile de formatura, perdoado isso, pode se dizer que é um bom filme.
Baile de Formatura III
2.6 41A franquia abandona qualquer pretensáo e se torna uma comédia de humor negro, até divertida, tem umas sacadas legais principalmente na voz da vilã Mary Lou, ainda que a atriz que a interpreta tenha pouco tino para a comédia. O absurdo das situaçoes e os diálogos nonsense tornam esse filme melhor que o segundo.
Baile de Formatura - Parte II: Vestida para a Vingança
3.1 57Começa interessante com o acidente que leva ao surgimento de Mary Lou, o espírito vingativo que vem a ser a grande vilã da saga, se o primeiro filme nao tinha nada sobrenatural, a segunda e a terceira parte, que se ligam entre si, mas ignoram a primeira, trabalha com essa perspectiva, misturando Carrie e Freddie Krugger na figura de Mary Lou, que morre queimada em seu baile de formatura, em uma brincadeira que termina mal(o que talvez seja a maior ligaçao tematica com o primeiro).
Baile de Formatura 2 tem uma cenas oníricas até bem feitas, numa ambientaçao de pesadelo, a vilá se incorpora na protagonista e a transforma numa especie de biscate que ataca até o próprio pai (que estranhamente parece gostar), mas a execuçao vai ficando muito ruim, os efeitos meio toscos e o salfo final é mais para insatisfatório.
A Morte Convida para Dançar
2.7 178Começa de maneira ousada paea um slasher anos 80, com uma criança morrendo de forma violenta, e seu corpo sendo mostrado durante todo o filme, porém demora a acontecer mais alguma coisa, deixando tudo pro final. O filme pode até parecer só mais um dos inúmeros slasher dos anos 80, mas esse aqui até tem um pouco de dignidade se levarmos em conta que é do ano do primeiro sexta feira 13, sendo um dos pioneiros do gênero. Pode se dizer que ele influenciou muito da estética do gênero naquela decada. E ainda tem Jamie Lee Curtis (um pouco apatica) e Leslie Nielsen(antes de tornar astro de comédias rasgadas). Gravado em 1979 ainda pega um pouco da onda Disco, mostrando uma cena de dança divertida e bem coreografada com Jamie Lee Curtis, a trilha disco foi para o filme pq eles não tinham verba para pagar musicas famosas, mas as do filme não fazem feio. Ainda que demore a começar realmente a matança, o filme sabe manter um certo clima e não chega a ficar chato. A cena de perseguição a uma das vítimas, além de bem feita tem todo um estilo meio giallo.
Despedida em Las Vegas
3.8 275 Assista AgoraPoderia ser um desses filmes gratuitamente trágicos e redentores sobre vício e depressáo, mas Despedida em Las vegas consegue subverter essa premissa cliche. Quando Nicolas Cage diz a Elizabeth Shue que "nunca ela pode pedir que ele pare de beber", ela nos representa, quando dá esse aviso a ela, ele na verdade está avisando a quem está assistindo para náo esperar nenhuma liçao de moral, que se nao aaguenta isso podeir ver outro filme. A partir desse momento, já sabendo que náo devemos ter empatia por ele, nos voltamos para a prostituta vivida pela Elizabeth Shue, ela se torna nosso ponto de atençao, a principio um arquetipo sem muita personalidade, apenas uma garota que se arrasta pelas ruas de Las Vegas tentando ganhar algum dinheiro para nao apanhar do cafetáo do Leste Europeu, personagem que ainda bem morre logo, ela se apega ao personagem de Cage para achar algum sentido em sua vida, ela o protege, cuida dele, o acompanha em sua jornada de morte, ela sabe que ele tem pouco tempo e resolve fazer alguma diferença nesse restinho de vida que ainda resta. O ponto baixo do filme é que ele poderia ter terminado sem apelar ao clichë de "puniçao redentora" já quase no final quando apresenta uma cena de estupro e agressáo que nao acrescenta nada a narrativa.
Garota 6
3.3 15Desde que lançaram no cinema que me lembro de ter curiosidade de ver esse filme. Por causa principalmente do tema, a ideia de explorar esses serviços de telessexo que foram uma praga nos anos 90. Porém foi um filme que ficou meio esquecido com o tempo. Acabei resgatando a lembrança ao ler um ensaio da Bell Hooks sobre esse filme em seu livro "Cinema Vivido: Raça, Classe e Sexo nas Telas".
Enfim, apesar da ideia ser boa, o filme até entrega muitos questionamentos interessantes sobre sexualidade, sobre racismo(sem ser efetivamente um filme sobre discussáo de raça igual aos anteriores de Spike Lee), sobre feminilidade.
Porém ele parece estar sempre tateando na busca da melhor forma de abordar tos assuntos nunca parece ter total segurança do que está oferecendo.
A boa participaçao do Quentin Tarantino logo no inicio como uma versáo ficcional dele mesmo, parece ser uma forma de começar essa discussáo de até onde a protagonista aceita chegar para conseguir o que ela quer, mas o roteiro nao parece nunca ter certeza de seu ponto.
Quando ele pontua sobre a representaçao negra na mídia ele é bem menos assertivo que no posterior A Hora do SHow.
Enfim, ficou devendo muito.
Ah, de se pontuar as diversas participaçoes de famosos dos anos 90, o já citado Quentin Tarantino, Madonna, Naomi Campbell e atores da panelinha de Spike Lee como Michael Imperioli e John Turturro.
Império dos Sonhos
3.8 441Uma miscelânea de obsessões e, porque não dizer, clichês, do diretor. Como fã posso dizer que aqui talvez pela primeira vez em um longa metragem ele pesa a mão na estranheza, se por um lado é de se louvar a coragem em não aliviar para as audiências, também sáoo compreensíveis as críticas, para a maioria, eu incluído, o filme soe apenas como um amontoado de esquetes oníricas e desconexas.
Em seus filmes mais, digamos assim, viajados, ao menos existe uma construção mais criativa, como se nos chamasse a montar um quebra cabeça. Fire Walk With Me, Cidade dos Sonhos e A Estrada Perdida são obras que, mesmo difíceis de de assimilar à primeira vista, possuem uma coerência e um convite de imersão naquele universo, para se saber mais sobre aqueles personagens e onde vai dar aquela história, já aqui, mesmo com Laura Dern dando tudo de si, sua personagem nunca rouba nossa atenção o suficiente para que a gente se importe com o que vai acontecer com ela e a narrativa parece gritar para que a gente nem tente traduzí-la.
Império dos Sonhos é hermético, arrastado e pelo menos para mim as simbologias e os diálogos misteriosos não funcionaram.
Acesso Restrito
2.4 72 Assista AgoraSe nao traz nenhuma novidade em mais uma derivaçao de O Albergue, Acesso Restrito também nao chega a ser ruim, até pq O ALbergue náo era nenhuma grande história original. É competente no torture porn, trazendo cenas fortes e protagonistas que conseguimos nos importar.
Anaconda
2.5 244Paródia metalinguística, com momentos hilariantes, funciona bem como comédia, e traz bons atores, sem ofuscar a grande estrela, a Anaconda. Selton Melo diverte e
é uma pena que seu personagem saia tao rapido de cena já que ele faz uma boa troca com o restante do elenco
Anaconda
2.4 21 Assista AgoraTem um cuidado com a construçao da tensão, entrega ação alucinante e acaba sendo um dos melhores filmes da série. Oa efeitos são bem convincentes, com uma Anaconda que não parece de video game, ela rasteja, ela se enrola, tem escamas, ela aparece o tempo todo e mesmo assim não estraga a diversão.
Pânico no Lago: O Legado
1.6 66 Assista AgoraCiente do pouco potencial que os crocodilos em CGI possuem para assustar, finalmente alguém teve a ideia inteligente de trabalhar mais na base da com sugestão, explorando cenários claustrofóbicos, colocar os crocodilos para atacar em ambientes pouco iluminados ajudam a manter tensão amenizando a precariedade técnica dos efeitos. Não é nenhuma obra-prima, mas é mais eficiente que a maior parte dos anteriores. Com atuaçóes mais consistentes e uma construçao competente.
Pânico No Lago: Projeto Anaconda
1.6 97 Assista AgoraA pior cena desse crossover que ninguém pediu é sempre a proxima. Um elenco que atua como se tivesse em filme pornô, (d)efeitos especiais, os crocodilos parecem gráficos de vídeo game de táo artificiais e a Anaconda coitada, além de também ser um trabalho porco de computação gráfica, foi relegada a coadjuvante, personagens irritantes, nenhuma emoção, nenhum suspense tentativas falhas de humor. Tem até um plot meio “Mean Girls” envolvendo garotas de fraternidade, que falha miseravelemente pela falta de graça das situaçoes e o horrível timing para humor de todo mundo envolvido.
Anaconda 4
1.7 251 Assista AgoraAnaconda 4 pela primeira vez parece querer trazer algum tipo de continuidade para a franquia, trazendo personagens anteriores e dando sequencia ao plot do terceiro filme. Isso significa que seja bom? Absolutamente. Essa parte 4 nao possui nada que se possa chamar de atrativo para as plateias. Além de prometer que algo vai acontecer o tempo todo e nunca cumprir, temos ainda a cobra de CGI artificial e as atuaçoes ruins de sempre. Lá pro final ainda entrega umas cenas engraçadas de tao toscas, mas além de nao ser suficiente para salvar o tedio que foi o restante do filme, ainda é totalmente involuntário, tendo em vista que o filme se leva a sério demais.
Pânico no Lago: O Capítulo Final
1.8 79 Assista AgoraO filme inicia mostrando que o guarda florestal tinha certo atrito com o filho, e quando esse filho é o primeiro a ser arrastado po rum jacaré eu achei que o filme estava até sendo original ao nos poupar desse clichë, qual nao foi minha decepçao ao ver que ele tinha sobrevivido e ainda teriamos tempo daquela chatice, eu tinha amo pai e bla bla bla bla. Enfim, esse Capítulo final que é enganoso até no título, já que ainda teremos dois filmes com crocodilos de CGI mal feito, consegue ser mais esquecível que o pior capítulo da franquia "Projeto Anaconda", já que náo setrá lembrando nem por sua ruindade.
Pânico no Lago 3
1.7 143 Assista AgoraPanico no Lago 3 continua sofrendo da maldiçao do CGI ruim de que todos o filmes do canal SY-FY sofrem, monstros articficiais e que nao dao medo, mas aqui o diretor pareceu entender isso e na impossbilidade de gastar mais com efeitos melhores, ele investiu em cenas de açao tensas e eletrizantes, na segunda metade do filme temos otimas cenas de seres humanos encurralados, cercados ou se escondendo de Crocodilos Gigantes. Insere uma personagem recorrente que viria a se tornar recorrente na franquia, Reba(Yancy Butler), que aqui nessa primeira aparição eu achei super canastrona e sem carisma.
Pânico no Lago 2
1.9 118 Assista AgoraPanico no Lago 2 copia quase tudo que deu certo no primeiro filme, trazendo um grupo de personagens que são cada um, uma referencia dos protagonistas do filme anterior, como o policial/ gala, o milionário excêntrico, etc... porém nada é feito com a mesma competência, sem um roteiro tão bem amarrado e com crocodilos horríveis feitos em CGI, Panico no Lago 2 perde boa oportunidade de quebrar a tradição dessas sequencias horríveis do canal SCI-FI, pq é até um filme agradável de se ver.
Pânico no Lago
2.4 219 Assista AgoraNa tradição dos anos 90 de filmes de horror auto referentes e que não parecem querer que você leve a sério, mas se divirta com o conceito apresentado, temos Panico no Lagocomo representante dos filmes de monstros selvagens, com seu crocodilo gigante atacando em um lago do estado americano do Maine. Panico no Lago é um filme espirituoso, os personagens possuem química e entregam bem mais do que os tradicionais cliches desse tipo de filme. O Crocodilo ainda convence, já que não é todo feito em computação gráfica.
Anaconda 3
1.8 250Feito para a TV, Anaconda 3 traz uma Anaconda mal feita de CGI que de tao artificial impede qualquer tipo de imersão ou medo. As atuaçoes canastronas, as linhas de roteiro, os efeitos patéticos, tudo grita baixo orçamento, já vi filmes amadores com melhor qualidade.
Anaconda 2: A Caçada pela Orquídea Sangrenta
2.3 435 Assista AgoraAnaconda 2 traz o que se espera de uma sequencia de um filme sobre cobra gigante, uma aventura trash que diverte mesmo que nao prime por grandes preocupaçoes com verossimilhança e venha cheio de clichës. É um filme agradável, com aquele aspecto de aventura, com uma fotografia que sabe aproveitar bem as lindas florestas do Fiji(onde foi gravado). O ponto baixo seriam os personagens, bem menos carismátido que do filme anterior.
Anaconda
2.3 795 Assista AgoraAnaconda poderia ser uma obra prima camp não fosse seu ritmo meio desequilibrado, alternando alguns momentos de ação razoavelmente vertiginosas com outros de tédio. Eu acho os efeitos ok para 1997 e para um filme desses, que ninguém dirige esperando que vá ganhar premios e ser prestigiado, mesmo que muito do CGI tenha envelhecido mal, por terem combinado com animatronics algumas cenas da cobra gigante ainda convencem e acho que Jon Voight está muito bem, com um viláo que corria o risco de ir por um caminho meio disney fazendo caretas e risadas maléficas, mas ele vai pelo caminho do sarcasmo, muita gente diz que ele está exagerado e canastrão, e eu discordo totalmente, no meio de atores fracos ele consegue entregar uma atuação até bastante consistente, sutil e cheia de nuances. Celebrado por ter um elenco supostamente de astros, na verdade Anaconda é uma mistura de de astros decadentes (Jon Voight e Eric Stoltz), cantores querendo dar uma diversificada na carreira (Jennifer Lopez e Ice Cube), estreantes (Owen Wilson) e Dany Trejo numa epoca em que aceitava qualquer papel que lhe oferecessem.
Natal Sangrento
2.7 54 Assista AgoraO diretor do remake apesar de não perder a essência trash da série faz algumas escolhas que soam até sofisticadas para um filme de terror, como colocar músicas de natal fofinhas entremeio a cenas violentas de assassinato, ainda que as vezes decepcione no gore, tem um ritmo interessante e ideias criativas.
Natal Sangrento
2.4 88 Assista AgoraSe por um lado deixa o papo furado de lado e vai direto para a açao, o filme desenvolve pouco as vítimas, parecendo mais uma sequencia de esquetes sangrentas com personagens aparecendo, fazendo alguma gracinha e logo depois se tornando vítima do papai noel assassino. Tem algumas sequencias bem brutais, mas náo passa de mais um desses remakes derivativos de terror que era moda entre a segunda metade dos anos 2000 e primeiro metade dos anos 2010. Sem nenhuma novidade.
Natal Sangrento 5: O Horror na Loja de Brinquedos
2.4 24Uma mistura de Pinóquio com Mestre dos Brinquedos(na verdade esse filme poderia ser o primeiro da série Brinquedos Diabólicos que sairia um ano depois). O fato é que a parte 5 de Natal Sangrento caminha o tempo todo em uma linha tênue entre o medíocre e o divertido e acaba se estabelecendo no primeiro grupo pela resolução tosca. Ainda assim supera as partes 3 e 4(de onde trás alguns personagens).