nesse momento, 30 minutos depois de ter assistido, me sinto completamente traumatizada e ainda to sentindo náusea e calafrios que senti durante grande parte do filme. de qualquer forma, fui fazendo alguns comentários durante o filme que podem me ajudar a seguir por alguma linha de raciocínio agora. primeiramente gaspar noé. a forma ele dirige é completamente dele e quando se fala sobre o filme, não se fala somente do filme, mas de sua assinatura, de seu estilo, de sua originalidade e é isso que mais respeito em sua obra. ele tem traços marcantes que acredito que somente um gênio conseguiria. pensando nessa genialidade, pra mim, o cerne da questão são as sensações. ele usa da imagem e do som pra extrapolar a tela, a narrativa, a mídia pra tocar no espectador e causar todo esse desconforto, essa angústia, ansiedade, horror, desespero e eu acho que não tem nada mais artístico que isso: o fazer SENTIR. é assim que me sinto viva- sentido. pra mim, ele faz arte antes de qualquer julgamento moral, de crítica de análise. ele diz que nascer e morrer são experiências extraordinárias e quando você sente algo tão forte assim, não é possível que uma parte de você não tenha nascido e que uma parte de você não tenha morrido. viver esse filme foi uma experiência extraordinária, por mais terrível que eu possa ter me sentido. além disso, o que ele faz justamente é o que é terror pra mim: ele explora os limites do ser humano, e aqui, no âmbito da agressividade, da angústia, do desespero.
as cores, o modo como a câmera age, os sons, tudo nos direciona pra essa grandessíssima bad trip que acaba se tornando quase que uma personagem do filme. a câmera conforme a droga entra no sistema, vai ficando cada vez mais instável, as cores cada vez mais saturadas. os personagens vivem essa viagem sem querer, dentro dessa falta de permissão, uma vez que são drogados involuntariamente e somos levados a isso junto com eles de forma completamente original.
durante as conversas que temos antes do grande clímax do filme, vemos os personagens e entendemos um pouco das relações que tem entre eles e dos quais eles se identificam, sempre tendo como pauto sexo, tom de agressividade, de relações de poder sob os outros, julgamentos, futilidades, ciúmes, inveja. isso tudo leva a droga que eles tomam simplesmente exacerbarem tudo o que já estava sendo apresentados por eles, não ha novos conflitos, somente o atravessamento da moral. há o abandono completo do superego e tudo se torna selvageria completa, toda moral social se perde completamente e temos a exacerbação de tudo o que havia por tras daquelas conversas. a morte se funde com o climax do sexo. o climax é esse ponto máximo de prazer, em que se perde o controle, morre, o orgasmo máximo final, a própria pulsão de morte, de destruição, da direção ao repouso absoluto. a pulsão de morte é inerente à condição humana e ali ela deixa de ser uma metáfora e se torna literal. a agressividade e sexualidade antes representadas de forma artística na dança, sublimada pelos dançarinos, se tornam literais. é o que se faz quando faz arte, sublima o inaceitável. o filme se torna metafísico e traz a tona todas essas sensações que sublimamos no dia a dia, mas como espectadores, permanecemos com o superego intacto e nos deparamos com tudo isso dessa maneira e justamente por isso que o horror nos atinge com tanta força.
climax não se limita a contar uma história, ele nos arrasta para dentro de um transe visual e sonoro, até que seja impossível separar o que é narrativa e o que é sensação. é um filme que não apenas se assistes, mas se atravessa, e do qual talvez nunca se consiga recuperar totalmente.
esse é bem estiloso, tanto na forma de direção, quanto na narrativa, quanto na fotografia. passa uma apatia que quase se torna uma linguagem, todos os atos são muito sutis, a filmagem de cenas mundanas quanto algo importante ocorrem são escolhas muito bem feitas ao longo do filme: ele desloca nossa expectativa e nos obriga a olhar para o banal como se fosse o essencial. o personagem principal marcado não somente pela solidão, mas pela rejeição e pela passividade, parece preso em um estado de estagnação existencial, parece incapaz de agir diante da própria vida. o espectador sente essa angústia de assistir ao passivo, a narrativa nunca explode, apenas persiste.
era melhor não ter ganhado nada pra gente não ficar sem entender pq ganhou alguma coisa pq no fundo nem diria que é ruim, mas ganhar oscar de substancia por exemplo??? obvio que a chance de um filme de terror ser levado a serio o suficiente pra vencer um oscar é minima, mas chega a ser um pouco ridiculo a quantidade de premios que este levou
eu acho que tem uns filmes novos de terror que ficam tentando nos subestimar, acham que tamo aqui pra brincadeira, que tamo aqui pra dar risadinha se liga rapaz nos respeitem
fiquei muito triste porque achei chato então foi uma experiencia bem ruim porque é muito ruim estar triste e entediado e ficar triste porque ficou decepcionado é muito chato
e dai que é cliche gente o cliche tem que existir pra existir um parametro do que vem a ser original depois cliche é cliche porque em algum momento foi MUITO legal e todo mundo quis fazer, e esse aí é demais entrega de tudo e nem criaram um romance desnecessario pros protagonistas perfeito nota 1000
acho que o que eu mais gostei é de como apesar da velhice do corpo, aquela mulher tem muita pulsão de vida, e já que não há satisfação através da libido e dos impulsos sexuais, o que a faz se sentir viva é justamente tirar a vida das outras pessoas sugou até a vida do marido que lindo
uau deixa eu favoritar esse filme que tem um relacionamento entre uma mulher que age que nem uma adolescente e um adolescente que tenta agir que nem adulto com uma fotografia bonita uma trilha sonora adequada que ultrapassa o tempo necessário pra contar uma história repetitiva isso é tão inovador nunca existiu um romancinho medíocre que as pessoas vão chamar de "nossa isso é realmente amor" seria melhor ter visto buffalo 66
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 271 Assista Agoraaaaaa pipipi popopo filme infinito
Morra, Amor
3.1 163 Assista AgoraLiteralmente a Jennifer Lawrence se não tivesse medicada em Silver Linings esta mulher me convence pouco demais :\
Terror em Shelby Oaks
2.4 78 Assista Agorafui parar no hospital depois desse
Brick
2.6 139 Assista Agoraesse é literalmente o pior filme que eu ja vi
Clímax
3.6 1,2K Assista Agoranesse momento, 30 minutos depois de ter assistido, me sinto completamente traumatizada e ainda to sentindo náusea e calafrios que senti durante grande parte do filme.
de qualquer forma, fui fazendo alguns comentários durante o filme que podem me ajudar a seguir por alguma linha de raciocínio agora.
primeiramente gaspar noé. a forma ele dirige é completamente dele e quando se fala sobre o filme, não se fala somente do filme, mas de sua assinatura, de seu estilo, de sua originalidade e é isso que mais respeito em sua obra. ele tem traços marcantes que acredito que somente um gênio conseguiria. pensando nessa genialidade, pra mim, o cerne da questão são as sensações. ele usa da imagem e do som pra extrapolar a tela, a narrativa, a mídia pra tocar no espectador e causar todo esse desconforto, essa angústia, ansiedade, horror, desespero e eu acho que não tem nada mais artístico que isso: o fazer SENTIR. é assim que me sinto viva- sentido. pra mim, ele faz arte antes de qualquer julgamento moral, de crítica de análise. ele diz que nascer e morrer são experiências extraordinárias e quando você sente algo tão forte assim, não é possível que uma parte de você não tenha nascido e que uma parte de você não tenha morrido. viver esse filme foi uma experiência extraordinária, por mais terrível que eu possa ter me sentido.
além disso, o que ele faz justamente é o que é terror pra mim: ele explora os limites do ser humano, e aqui, no âmbito da agressividade, da angústia, do desespero.
as cores, o modo como a câmera age, os sons, tudo nos direciona pra essa grandessíssima bad trip que acaba se tornando quase que uma personagem do filme. a câmera conforme a droga entra no sistema, vai ficando cada vez mais instável, as cores cada vez mais saturadas.
os personagens vivem essa viagem sem querer, dentro dessa falta de permissão, uma vez que são drogados involuntariamente e somos levados a isso junto com eles de forma completamente original.
durante as conversas que temos antes do grande clímax do filme, vemos os personagens e entendemos um pouco das relações que tem entre eles e dos quais eles se identificam, sempre tendo como pauto sexo, tom de agressividade, de relações de poder sob os outros, julgamentos, futilidades, ciúmes, inveja. isso tudo leva a droga que eles tomam simplesmente exacerbarem tudo o que já estava sendo apresentados por eles, não ha novos conflitos, somente o atravessamento da moral. há o abandono completo do superego e tudo se torna selvageria completa, toda moral social se perde completamente e temos a exacerbação de tudo o que havia por tras daquelas conversas.
a morte se funde com o climax do sexo. o climax é esse ponto máximo de prazer, em que se perde o controle, morre, o orgasmo máximo final, a própria pulsão de morte, de destruição, da direção ao repouso absoluto. a pulsão de morte é inerente à condição humana e ali ela deixa de ser uma metáfora e se torna literal. a agressividade e sexualidade antes representadas de forma artística na dança, sublimada pelos dançarinos, se tornam literais. é o que se faz quando faz arte, sublima o inaceitável. o filme se torna metafísico e traz a tona todas essas sensações que sublimamos no dia a dia, mas como espectadores, permanecemos com o superego intacto e nos deparamos com tudo isso dessa maneira e justamente por isso que o horror nos atinge com tanta força.
climax não se limita a contar uma história, ele nos arrasta para dentro de um transe visual e sonoro, até que seja impossível separar o que é narrativa e o que é sensação. é um filme que não apenas se assistes, mas se atravessa, e do qual talvez nunca se consiga recuperar totalmente.
Luzes na Escuridão
3.5 30 Assista Agoraesse é bem estiloso, tanto na forma de direção, quanto na narrativa, quanto na fotografia. passa uma apatia que quase se torna uma linguagem, todos os atos são muito sutis, a filmagem de cenas mundanas quanto algo importante ocorrem são escolhas muito bem feitas ao longo do filme: ele desloca nossa expectativa e nos obriga a olhar para o banal como se fosse o essencial. o personagem principal marcado não somente pela solidão, mas pela rejeição e pela passividade, parece preso em um estado de estagnação existencial, parece incapaz de agir diante da própria vida. o espectador sente essa angústia de assistir ao passivo, a narrativa nunca explode, apenas persiste.
Sombras da Vida
3.8 1,3K Assista Agorafiquei com vontade de morrer
Extermínio: A Evolução
3.1 556 Assista AgoraMuito bom, só faltou o roteiro
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraDjango Unchained meets From Dusk Till Dawn
Anora
3.4 1,1K Assista Agoraera melhor não ter ganhado nada pra gente não ficar sem entender pq ganhou alguma coisa pq no fundo nem diria que é ruim, mas ganhar oscar de substancia por exemplo??? obvio que a chance de um filme de terror ser levado a serio o suficiente pra vencer um oscar é minima, mas chega a ser um pouco ridiculo a quantidade de premios que este levou
O Macaco
2.4 362 Assista Agoraeu acho que tem uns filmes novos de terror que ficam tentando nos subestimar, acham que tamo aqui pra brincadeira, que tamo aqui pra dar risadinha se liga rapaz nos respeitem
Submissão
2.4 194esses filme de muié robô é td igual
Wish: O Poder dos Desejos
2.9 202 Assista Agorafiquei muito triste porque achei chato então foi uma experiencia bem ruim porque é muito ruim estar triste e entediado e ficar triste porque ficou decepcionado é muito chato
A Avó
3.0 176 Assista Agoragostei precisei acender a luz pra assistir
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 698 Assista Agoraeu aí
Pânico VI
3.5 852 Assista Agoracomo é bom ser fã de pânico!!
O Meme do Mal
1.6 119 Assista Agoralive action do shinigami ryuk
O Homem nas Trevas
3.7 1,9K Assista Agoraesse filme só funciona pelo contexto dele, mas nada nele é genuinamente bom
Pânico na Floresta
2.8 943 Assista Agorae dai que é cliche gente o cliche tem que existir pra existir um parametro do que vem a ser original depois
cliche é cliche porque em algum momento foi MUITO legal e todo mundo quis fazer, e esse aí é demais entrega de tudo e nem criaram um romance desnecessario pros protagonistas perfeito nota 1000
Fresh
3.5 569 Assista Agorao christian grey e a anastasia steele
Escolha ou Morra
2.1 247 Assista Agorase eu fosse diretora, atriz, camera man qualquer coisa eu teria vergonha de ter esse filme no meu curriculo
X: A Marca da Morte
3.4 1,3K Assista Agoraacho que o que eu mais gostei é de como apesar da velhice do corpo, aquela mulher tem muita pulsão de vida, e já que não há satisfação através da libido e dos impulsos sexuais, o que a faz se sentir viva é justamente tirar a vida das outras pessoas sugou até a vida do marido que lindo
O Golpista do Tinder
3.5 427o barney stinson ai
Licorice Pizza
3.5 631uau deixa eu favoritar esse filme que tem um relacionamento entre uma mulher que age que nem uma adolescente e um adolescente que tenta agir que nem adulto com uma fotografia bonita uma trilha sonora adequada que ultrapassa o tempo necessário pra contar uma história repetitiva isso é tão inovador nunca existiu um romancinho medíocre que as pessoas vão chamar de "nossa isso é realmente amor" seria melhor ter visto buffalo 66