De fato, Push se assemelha a um piloto de série, inserindo ideias que até são interessantes, mas que poderiam ser expandidos. A influência da série Heroes é nítida, tanto esteticamente, quanto em seu conceito de mesclar o realismo com os super-heróis.
Apesar das cenas de ação serem muito boas, com uma ótima coreografia, a centralidade do filme está em seu aspecto dramático. Unleashed desenvolve uma jornada de humanização de um sujeito que outrora foi desumanizado. As cores terrosas transmitem a solidão, a tristeza e o sofrimento de Danny e o ritmo dinâmico é desacelerado quando Danny é inserido em uma nova realidade. Jet Li, Morgan Freeman e Kerry Condon tem uma boa dinâmica familiar.
"- A igreja disse que tem que se perdoar. - O perdão é entre Deus e o homem. Meu trabalho é arrumar o seu encontro."
Amor e ódio, tristeza e esperança, a morte e a vida, duas facetas de um mesmo homem, duas facetas de um herói trágico, que é forçado a reviver seu passado, ainda que tente fugir dele.
Antoine Fuqua encerra a trilogia com um olhar mais maduro. A expectativa de um filme dinâmico repleto de mortes, é quebrada, com um ritmo lento e uma narrativa mais preocupada em construir uma atmosfera de tensão teatral.
Assim, Robert McCall permanece como um herói trágico, destinado a trazer violência, onde quer que esteja, por mais que queira se afastar dela. Afinal, a violência é uma penitência.
Acredito que o primeiro filme tenha mais identidade, mas ainda assim, Antoine Fuqua consegue articular uma boa sequência. The Equalizer 2 tem uma escala menor em relação ao primeiro, afinal, Robert McCall não etá mais enfrentando uma grande organização, mas antigos colegas em uma vingança particular.
Gosto como Antoine Fuqua concilia o clássico, com discussões morais e uma trama noventista, com uma ação dinâmica mais contemporânea. Além disso, a sequência final na tempestade é ótima.
Antoine Fuqua utiliza bem as convenções do gênero e adiciona elementos interessantes ao vigilante, como a relação com os livros e a mística da violência enquanto um ato de justiça aos vulneráveis.
O filme até propõe algumas críticas sociais, como a manipulação da realidade a serviço do entretenimento e a objetificação e estereotipização de pessoas pelo lucro, mas nunca são aprofundadas, o que não é um problema em si. Também temos o questionamento moral, personificado na figura da mulher do milionário e no produtor.
Aliás, enquanto a narrativa está contido na ilha, funciona bem. O problema está justamente fora da ilha. Subtramas como a esposa do protagonista e a parte do governo estadunidense que está indecisa sobre salvar o protagonista ou não, não acrescentam quase nada e só reduzem tempo de tela do que realmente é interessante, os personagens na ilha.
Até mesmo a maneira como o mundo reage ao reality é mal desenvolvida. Como um reality até a morte ilegal foi tão amplamente assistido, sendo que foi divulgado abertamente? Como os governo mundiais não impediram?
The Condemned é interessante, mas poderia ser ainda melhor se tivesse se contido apenas na ilha.
Mais uma vez Paul W. S. Anderson desenvolve uma narrativa gamificada. A ação é muito boa e o conceito da realidade onde o filme se passa é interessante. Jason Statham cumpre bem o papel Frankenstein no que lhe é proposto.
Altitude respira o terror adolescente dos anos 2000, utilizando arquétipos conhecidos , como o esportista valentão, o nerd medroso, a garota apaixonada, o roqueiro e uma protagonista feminina forte. Assim, dentro do confinamento de um avião, surge o conflito, as marcas do trauma, o mistério e o terror, levando os personagens ao extremo. Afinal, o que pode estar lá fora?
Dessa maneira, apesar de certos problemas, como a personalidade tão desagradável da maior parte dos personagens e a atuação, com exceção da protagonista, ainda assim temos um terror lovecraftiano, com ideias interessantes, com um final muito bom.
Não aquentava mais os personagens dizendo a todo instante: "Nos deixe em paz!". São assassinos, eles não vão deixar vocês em paz! E que demora para reagir hein. A família vai morrendo, mas não vamos revidar, mesmo com uma arma de fogo em mãos, enquanto os assassinos tem facas e um machado. Só no final é que decidem revidar.
Dessa forma, seria melhor não ter inserido armas de fogo na trama, já que foram tão mal usadas. Os personagens estão com a arma na mão, com uma oportunidade de atirar, mas fazem contagem regressiva... largam a arma repentinamente. Tudo para prolongar a trama, que acabaria rapidamente se as armas fossem bem usadas.
Além disso, como a menina voltou a andar repentinamente? E como encontrou o irmão na piscina? E que final ruim. O filme tenta subverter as expectativas, revelando que o assassino ainda está vivo, mas não faz isso uma vez, faz três vezes e se contar com a interpretação de que é ele no final aberto, são quatro vezes, o que só serve para diluir o impacto da revelação.[spoiler][/spoiler]
Li um comentário dizendo que o filme parece o primeiro episódio de uma série e tenho que concordar. A premissa é interessante e Kathryn Bigelow consegue construir muito bem o thriller, mas no fim, fica o sentimento de potencial desperdiçado.
O começo é muito bom, Rebecca Ferguson é o ponto alto do filme, mas os núcleos intercalados com perspectivas diferentes, acrescentam pouco a narrativa. Um exemplo disso é quando vemos o secretário de defesa dizendo que eles dependem da sorte, é impactante, mas ao ver novamente através de outra perspectiva, já não tem mais impacto, além de minar a tensão que vinha sendo escalonada.
O filme discute como a institucionalidade pode ser abalada. Além disso, também revela a faceta burocratizada de tal institucionalidade, para cada cenário, já existe um plano definido, cadeias de comando, etc. Mas quando os indivíduos são confrontados com o impacto das consequências na realidade, os indivíduos se chocam, afinal, os gráficos e estatísticas de uma tela não conseguem transpor o peso das vidas humanas.
Em meio a essas tensões, somos instigados a um desfecho. Mas para o filme, pouco importa nos mostrar se os Estados Unidos irão retaliar ou não, afinal, de qualquer maneira, vidas serão perdidas. Assim, a humanidade já perdeu para si mesma. Contudo, ainda fica um vazio neste final.[spoiler][/spoiler]
Doom tem algumas similaridades narrativas com o primeiro Resident Evil de Paul W. S. Anderson. Fiquei surpreso em ver alguns bons atores, especialmente Rosamund Pike. Com exceção de Mac, os demais personagens tem características minimamente desenvolvidas, o que faz com que possamos nos importar um pouco com eles. Aliás, as cenas de ação são boas.
Acredito que muitas das críticas negativas se deem pelo fato do filme não buscar ser uma adaptação fiel do jogo. Doom é um filme de ação e ficção científica e consegue ser um tanto eficaz no que se propõe. Inclusive, um dos problemas do filme está justamente em tentar referenciar o game com a temática dos demônios, afinal, aqui as menções a cerca de demônios e religião, são completamente aleatórias, sendo personificadas especialmente na figura de Goat.
Além disso, o que mais me incomodou é o conceito do cromossomo 24, responsável gerar mutações no hospedeiro, com base no histórico de comportamento psicótico ou mesmo tendências violentas. Sério?
Mas no fim, apesar de certos problemas, o filme consegue divertir e não posso o considerar um filme ruim.
As filmagens no mar com tubarões reais, aliado ao orçamento limitado, conferem um aspecto documental, transmitindo o medo da imensidão do mar. Realista e extremamente tenso, com um final angustiante.
"Já foi dito que não há pecado em matar uma besta. Apenas em matar o homem. Mas onde um acaba e o outro começa?"
Amor trágico, traumas familiares, culpa, violência e a dualidade entre a ciência e o misticismo. Ótima construção atmosférica em um terror que exala estética gótica.
A tarefa de desenvolver um filme sem diálogos não é fácil, pelo contrário, o que a fala não traduz, acaba por ser ainda mais exigido de outros aspectos, tanto por parte dos atores em sua atuação, quanto da direção em si. Contudo, não é o que temos aqui.
O próprio conceito dos personagens não falarem não tem propósito algum. Se falassem, o filme não teria alteração alguma em sua história. O único momento em que temos uma quebra na proposta, com um personagem que fala, também não acrescenta em nada e rapidamente é descartado.
Além disso, não é possível se afeiçoar ao casal formado pela protagonista, pois não os conhecemos. Da mesma forma, as criaturas possuem um design ruim, além de andarem lentamente em uma hora e na outra correrem como velocistas.
Em resumo, o filme tenta compensar com a ação, mas acaba por ficar no lugar comum. Mesmo tendo apenas oitenta e seis minutos, a sensação é de que tem bem mais. Nem mesmo Samara Weaving consegue salvar Azrael.
Monkey Man é o filho indiano de John Wick. Tanto que o próprio filme chega a citar John Wick, em uma cena que serve como homenagem. Contudo, Dev Patel usa da referência para criar um filme com alma própria, unindo Hollywood com Bollywood.
Aqui Dev Patel entrega o projeto de sua vida, até então. Dev Patel dirige, atua, é co-roteirista e um dos produtores. Tamanho domínio sobre a obra, faz com que o impacto do resultado final recaia principalmente sobre sua pessoa. E felizmente, Dev Patel entrega tudo.
A direção e fotografia são ótimas, bem como as coreografias bem elaboradas que não caem em uma repetição enfadonha. As músicas selecionadas funcionam perfeitamente com a estética construída. A cena em que toca Somebody to Love é espetacular.
Dessa forma, o filme discute temas como vingança, superação, manipulação religiosa, opressão, pobreza e política.
Divertidíssimo, brega, despretensioso e engraçado, com uma ótima ação e direção. Ryan Gosling brilha na comédia, além de combinar muito bem como par romântico de Emily Blunt. A química entre os dois é muito boa. Além disso, as referências do Metalstorm são hilárias, indo desde Zack Snyder até Duna do Denis Villeneuve.
Aliás, o tanto de carro que é destruído nesse filme é sacanagem.
"- A verdade é que há duas igrejas. A que segue os ensinamentos de Cristo, aquela a que ambos pertencemos. E a outra. A Igreja que fecha os olhos à tortura, aos estupros. Ao genocídio em nome de Deus. Tudo em nome do poder supremo. O que acha que essa Igreja mais teme? - O Diabo? - O secularismo."
The First Omen é o tipo de terror que mexe com você. Não tem como assistir passivo, pelo contrário, o filme vai gerando um incômodo que vai aumentando gradativamente.
Ótima direção, construção atmosférica e atuações, com uma história interessante e um final, que é de uma frontalidade maravilhosa.
Apesar do humor não funcionar bem em diversos momentos, Abigail ainda consegue ser um filme divertido e descompromissado. O maior defeito, é justamente a divulgação baseada no plot twist. O filme só o revela na metade, assim, temos que acompanhar quase 50 minutos para que seja revelado algo que já sabemos. Este filme poderia tranquilamente, ter 90 minutos de duração.
Heróis
3.0 989 Assista AgoraDe fato, Push se assemelha a um piloto de série, inserindo ideias que até são interessantes, mas que poderiam ser expandidos. A influência da série Heroes é nítida, tanto esteticamente, quanto em seu conceito de mesclar o realismo com os super-heróis.
Cão de Briga
3.6 452 Assista AgoraApesar das cenas de ação serem muito boas, com uma ótima coreografia, a centralidade do filme está em seu aspecto dramático. Unleashed desenvolve uma jornada de humanização de um sujeito que outrora foi desumanizado. As cores terrosas transmitem a solidão, a tristeza e o sofrimento de Danny e o ritmo dinâmico é desacelerado quando Danny é inserido em uma nova realidade. Jet Li, Morgan Freeman e Kerry Condon tem uma boa dinâmica familiar.
Chamas da Vingança
3.9 702 Assista Agora"- A igreja disse que tem que se perdoar.
- O perdão é entre Deus e o homem. Meu trabalho é arrumar o seu encontro."
Amor e ódio, tristeza e esperança, a morte e a vida, duas facetas de um mesmo homem, duas facetas de um herói trágico, que é forçado a reviver seu passado, ainda que tente fugir dele.
O Protetor: Capítulo Final
3.5 267Antoine Fuqua encerra a trilogia com um olhar mais maduro. A expectativa de um filme dinâmico repleto de mortes, é quebrada, com um ritmo lento e uma narrativa mais preocupada em construir uma atmosfera de tensão teatral.
Assim, Robert McCall permanece como um herói trágico, destinado a trazer violência, onde quer que esteja, por mais que queira se afastar dela. Afinal, a violência é uma penitência.
O Protetor 2
3.5 433 Assista AgoraAcredito que o primeiro filme tenha mais identidade, mas ainda assim, Antoine Fuqua consegue articular uma boa sequência. The Equalizer 2 tem uma escala menor em relação ao primeiro, afinal, Robert McCall não etá mais enfrentando uma grande organização, mas antigos colegas em uma vingança particular.
Gosto como Antoine Fuqua concilia o clássico, com discussões morais e uma trama noventista, com uma ação dinâmica mais contemporânea. Além disso, a sequência final na tempestade é ótima.
O Protetor
3.6 946 Assista AgoraAntoine Fuqua utiliza bem as convenções do gênero e adiciona elementos interessantes ao vigilante, como a relação com os livros e a mística da violência enquanto um ato de justiça aos vulneráveis.
Os Condenados
3.2 294O filme até propõe algumas críticas sociais, como a manipulação da realidade a serviço do entretenimento e a objetificação e estereotipização de pessoas pelo lucro, mas nunca são aprofundadas, o que não é um problema em si. Também temos o questionamento moral, personificado na figura da mulher do milionário e no produtor.
Aliás, enquanto a narrativa está contido na ilha, funciona bem. O problema está justamente fora da ilha. Subtramas como a esposa do protagonista e a parte do governo estadunidense que está indecisa sobre salvar o protagonista ou não, não acrescentam quase nada e só reduzem tempo de tela do que realmente é interessante, os personagens na ilha.
Até mesmo a maneira como o mundo reage ao reality é mal desenvolvida. Como um reality até a morte ilegal foi tão amplamente assistido, sendo que foi divulgado abertamente? Como os governo mundiais não impediram?
The Condemned é interessante, mas poderia ser ainda melhor se tivesse se contido apenas na ilha.
Corrida Mortal
3.3 414 Assista AgoraMais uma vez Paul W. S. Anderson desenvolve uma narrativa gamificada. A ação é muito boa e o conceito da realidade onde o filme se passa é interessante. Jason Statham cumpre bem o papel Frankenstein no que lhe é proposto.
Altitude
2.1 224Altitude respira o terror adolescente dos anos 2000, utilizando arquétipos conhecidos , como o esportista valentão, o nerd medroso, a garota apaixonada, o roqueiro e uma protagonista feminina forte. Assim, dentro do confinamento de um avião, surge o conflito, as marcas do trauma, o mistério e o terror, levando os personagens ao extremo. Afinal, o que pode estar lá fora?
Dessa maneira, apesar de certos problemas, como a personalidade tão desagradável da maior parte dos personagens e a atuação, com exceção da protagonista, ainda assim temos um terror lovecraftiano, com ideias interessantes, com um final muito bom.
Os Estranhos: Caçada Noturna
2.6 542 Assista AgoraNão aquentava mais os personagens dizendo a todo instante: "Nos deixe em paz!". São assassinos, eles não vão deixar vocês em paz! E que demora para reagir hein. A família vai morrendo, mas não vamos revidar, mesmo com uma arma de fogo em mãos, enquanto os assassinos tem facas e um machado. Só no final é que decidem revidar.
Dessa forma, seria melhor não ter inserido armas de fogo na trama, já que foram tão mal usadas. Os personagens estão com a arma na mão, com uma oportunidade de atirar, mas fazem contagem regressiva... largam a arma repentinamente. Tudo para prolongar a trama, que acabaria rapidamente se as armas fossem bem usadas.
Além disso, como a menina voltou a andar repentinamente? E como encontrou o irmão na piscina? E que final ruim. O filme tenta subverter as expectativas, revelando que o assassino ainda está vivo, mas não faz isso uma vez, faz três vezes e se contar com a interpretação de que é ele no final aberto, são quatro vezes, o que só serve para diluir o impacto da revelação.[spoiler][/spoiler]
Splice: A Nova Espécie
2.7 918 Assista Agora"Você nunca quis uma criança normal porque tinha medo de perder o controle. Mas uma experiência... é outra coisa."
Traumas familiares e as consequências ao se ultrapassar limites morais.
Coração de Lutador: The Smashing Machine
3.0 138 Assista AgoraAs tensões, os conflitos e os sacrifícios ao se buscar ser o melhor.
A glória pode até ser alcançada, mas a vida segue em frente.
Casa de Dinamite
2.9 180 Assista AgoraLi um comentário dizendo que o filme parece o primeiro episódio de uma série e tenho que concordar. A premissa é interessante e Kathryn Bigelow consegue construir muito bem o thriller, mas no fim, fica o sentimento de potencial desperdiçado.
O começo é muito bom, Rebecca Ferguson é o ponto alto do filme, mas os núcleos intercalados com perspectivas diferentes, acrescentam pouco a narrativa. Um exemplo disso é quando vemos o secretário de defesa dizendo que eles dependem da sorte, é impactante, mas ao ver novamente através de outra perspectiva, já não tem mais impacto, além de minar a tensão que vinha sendo escalonada.
O filme discute como a institucionalidade pode ser abalada. Além disso, também revela a faceta burocratizada de tal institucionalidade, para cada cenário, já existe um plano definido, cadeias de comando, etc. Mas quando os indivíduos são confrontados com o impacto das consequências na realidade, os indivíduos se chocam, afinal, os gráficos e estatísticas de uma tela não conseguem transpor o peso das vidas humanas.
Em meio a essas tensões, somos instigados a um desfecho. Mas para o filme, pouco importa nos mostrar se os Estados Unidos irão retaliar ou não, afinal, de qualquer maneira, vidas serão perdidas. Assim, a humanidade já perdeu para si mesma. Contudo, ainda fica um vazio neste final.[spoiler][/spoiler]
Free Solo
4.1 162 Assista AgoraA iminência da morte não pode conter um espírito obstinado pela montanha.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 352 Assista AgoraAmar é um ato de resistência.
O que resta quando a esperança encontra seu limite?
Doom: A Porta do Inferno
2.5 376 Assista AgoraDoom tem algumas similaridades narrativas com o primeiro Resident Evil de Paul W. S. Anderson. Fiquei surpreso em ver alguns bons atores, especialmente Rosamund Pike. Com exceção de Mac, os demais personagens tem características minimamente desenvolvidas, o que faz com que possamos nos importar um pouco com eles. Aliás, as cenas de ação são boas.
Acredito que muitas das críticas negativas se deem pelo fato do filme não buscar ser uma adaptação fiel do jogo. Doom é um filme de ação e ficção científica e consegue ser um tanto eficaz no que se propõe. Inclusive, um dos problemas do filme está justamente em tentar referenciar o game com a temática dos demônios, afinal, aqui as menções a cerca de demônios e religião, são completamente aleatórias, sendo personificadas especialmente na figura de Goat.
Além disso, o que mais me incomodou é o conceito do cromossomo 24, responsável gerar mutações no hospedeiro, com base no histórico de comportamento psicótico ou mesmo tendências violentas. Sério?
Mas no fim, apesar de certos problemas, o filme consegue divertir e não posso o considerar um filme ruim.
A Volta dos Mortos Vivos
3.6 557 Assista Agora"- Você disse que morreria se destruir o cérebro.
- No filme era assim.
- Mas agora não é.
- O filme mentiu?"
Gosto como o filme se baseia em uma dinâmica imediatista, onde cada ação que busca amenizar ou solucionar o problema, acaba por apenas ampliá-lo.
A trilha musical deste filme é um espetáculo à parte.
Perigo em Alto Mar
2.7 201 Assista AgoraAs filmagens no mar com tubarões reais, aliado ao orçamento limitado, conferem um aspecto documental, transmitindo o medo da imensidão do mar. Realista e extremamente tenso, com um final angustiante.
O Lobisomem
2.9 1,0K Assista Agora"Já foi dito que não há pecado em matar uma besta. Apenas em matar o homem. Mas onde um acaba e o outro começa?"
Amor trágico, traumas familiares, culpa, violência e a dualidade entre a ciência e o misticismo. Ótima construção atmosférica em um terror que exala estética gótica.
Azrael
2.6 33A tarefa de desenvolver um filme sem diálogos não é fácil, pelo contrário, o que a fala não traduz, acaba por ser ainda mais exigido de outros aspectos, tanto por parte dos atores em sua atuação, quanto da direção em si. Contudo, não é o que temos aqui.
O próprio conceito dos personagens não falarem não tem propósito algum. Se falassem, o filme não teria alteração alguma em sua história. O único momento em que temos uma quebra na proposta, com um personagem que fala, também não acrescenta em nada e rapidamente é descartado.
Além disso, não é possível se afeiçoar ao casal formado pela protagonista, pois não os conhecemos. Da mesma forma, as criaturas possuem um design ruim, além de andarem lentamente em uma hora e na outra correrem como velocistas.
Em resumo, o filme tenta compensar com a ação, mas acaba por ficar no lugar comum. Mesmo tendo apenas oitenta e seis minutos, a sensação é de que tem bem mais. Nem mesmo Samara Weaving consegue salvar Azrael.
Fúria Primitiva
3.6 270 Assista AgoraMonkey Man é o filho indiano de John Wick. Tanto que o próprio filme chega a citar John Wick, em uma cena que serve como homenagem. Contudo, Dev Patel usa da referência para criar um filme com alma própria, unindo Hollywood com Bollywood.
Aqui Dev Patel entrega o projeto de sua vida, até então. Dev Patel dirige, atua, é co-roteirista e um dos produtores. Tamanho domínio sobre a obra, faz com que o impacto do resultado final recaia principalmente sobre sua pessoa. E felizmente, Dev Patel entrega tudo.
A direção e fotografia são ótimas, bem como as coreografias bem elaboradas que não caem em uma repetição enfadonha. As músicas selecionadas funcionam perfeitamente com a estética construída. A cena em que toca Somebody to Love é espetacular.
Dessa forma, o filme discute temas como vingança, superação, manipulação religiosa, opressão, pobreza e política.
O Dublê
3.3 361 Assista AgoraDivertidíssimo, brega, despretensioso e engraçado, com uma ótima ação e direção. Ryan Gosling brilha na comédia, além de combinar muito bem como par romântico de Emily Blunt. A química entre os dois é muito boa. Além disso, as referências do Metalstorm são hilárias, indo desde Zack Snyder até Duna do Denis Villeneuve.
Aliás, o tanto de carro que é destruído nesse filme é sacanagem.
A Primeira Profecia
3.4 409 Assista Agora"- A verdade é que há duas igrejas. A que segue os ensinamentos de Cristo, aquela a que ambos pertencemos. E a outra. A Igreja que fecha os olhos à tortura, aos estupros. Ao genocídio em nome de Deus. Tudo em nome do poder supremo. O que acha que essa Igreja mais teme?
- O Diabo?
- O secularismo."
The First Omen é o tipo de terror que mexe com você. Não tem como assistir passivo, pelo contrário, o filme vai gerando um incômodo que vai aumentando gradativamente.
Ótima direção, construção atmosférica e atuações, com uma história interessante e um final, que é de uma frontalidade maravilhosa.
Abigail
3.1 478Apesar do humor não funcionar bem em diversos momentos, Abigail ainda consegue ser um filme divertido e descompromissado. O maior defeito, é justamente a divulgação baseada no plot twist. O filme só o revela na metade, assim, temos que acompanhar quase 50 minutos para que seja revelado algo que já sabemos. Este filme poderia tranquilamente, ter 90 minutos de duração.