De todos os filmes do Yorgos Lanthimos, esse com certeza foi o mais difícil de assistir. Acho que ele ficou preso em seu próprio estilo de sempre criar uma realidade distópica para tratar de questões do dia a dia de uma forma maximizada, extrapolada. Não que isso seja um problema, porém aqui parece ter o limitado. A direção de arte, e as atuações são ótimas porém o ritmo da(s) história(s) deixa a experiência complicada.
Confesso que assisti ja com pedras nas mãos, muito por causa das polêmicas envolvendo a autora relacionada aos produtos questionáveis que ela tentou lançar sobre o filme e de algumas criticas do livro em que falavam sobre a romantização de alguns aspectos. Porém gostei bastante do resultado final e me surpreendi muito positivamente. O roteiro é bem amarrado e houve uma responsabilidade muito grande com a temática da obra que é o abuso físico e psicológico. Uma descontentamento que tenho é que os nomes e profissões dos personagens parecem ter sido criados por uma criança de 11 anos, onde a Lily Blossom Bloom quer ser florista e se apaixona por um homem rico e bem sucedido que é neurocirurgião... bastante clichê. Porém a forma com que o filme constrói a progressão dos fatos é interessante pois como vemos pelo ponto de vista dela num primeiro momento apenas com cortes e jogos de câmera, para nós espectadores, chegam a parecer acidentes casuais e só quando ela se da conta de que está em um relacionamento abusivo é que as cenas são apresentadas da forma que realmente aconteceram. Outro ponto pelo qual fiquei feliz pelo roteiro é que apesar de ter dado uma profundidade e mostrado talvez a origem do comportamento agressivo Ryle, o filme não busca passar pano e nem justificar suas ações por meio destes acontecimentos, tal passado so nos é apresentado e ponto final. Como salto final achei um filme bem feito, com bom elenco e boa montagem.
O filme me surpreendeu positivamente. Tem um visual muito bacana, embora o mesmo cuidado não tenha sido tomado em todas as cenas onde os efeitos visuais caem de qualidade. A JL se perde em alguns momentos quando o filme pede um nível de atuação mais profundo como em cenas que é necessário demonstrar desconforto ou raiva, mas somente com sua expressão corporal. Por não conseguir entregar, ela acaba apelando para exageros de atuação pouco naturais, e nós, como espectadores temos uma quebra na experiência, nos desconectando da história e do personagem cada vez que isso acontece. Apesar de tudo, o filme é bastante dinâmico e prende a atenção. Longe de ser uma obra com reflexões profundas e coerentes, é um filme fácil de se assistir sem pensar muito.
O filme é um recorte que não necessariamente tem um desfecho pois a história além da desta família ja sugere como foi o final (além de que esta não é uma família fictícia). Não coincidentemente levou o Oscar de melhor som pois ele é de fato o astro da produção. Em meio a uma vida "perfeita" ao menos para a Hedwig, os sons do campo ao lado não nos deixam esquecer o que acontece além dos muros. A todo momento escutamos gritos, tiros e sons de brutalidade enquanto os personagens convivem normalmente como se nada acontecesse. Um contraste muito perturbador que o filme enfatizou mesmo que sutilmente é como Rudolf gostava de animais, tanto que foi se despedir de seu cavalo com um "eu te amo" e chegou a parar uma senhora na rua para elogia seu cachorro, enquanto em contra ponto conversa de forma corriqueira na sala de casa sobre o desenvolvimento de um novo forno mais eficiente para carbonizar pessoas. É um retrato muito diferente do que o que normalmente se explora sobre uma guerra e a meu ver conseguiu passar a mensagem de horror que tinha como objetivo ao mostrar a brutalidade de uma outra forma, através dos sons, e através da apatia absurda e monstruosa dos personagens.
Adam Sandler mais uma vez provando sua versatilidade e mandando muito bem em um filme de drama. A voz e interpretação do Paul Dano como Hanus impecáveis nos diálogos. Porém o filme tem vários problemas de ritmo e um roteiro que busca na conveniência a resolução dos problemas do Jakub. Senti o uso de várias referências de outros filmes como Interestelar por exemplo, quando adentram a nebulosa.
Ao terminar o filme senti que me apresentaram uma história de astronautas no espaço que poderia ser facilmente resolvida em sessões de terapia. As perguntas e conclusões de Hanus eram sempre simples, pontuais e incisivas fazendo Jakub refletir sobre sua vida. O protagonista precisou viajar para os confins do universo, encontrar um alienígena que estava disposto a estudar as emoções humanas pra perceber que o maior problema da própria vida era ele mesmo. Não tinha um amigo, não tinha um psicólogo que o filme mesmo apresenta como uma das preocupações da agência espacial, que conseguisse ter tido essas indagações anteriormente? A história toda se passa com o propósito de chegar até a tal nebulosa que no fim das contas é totalmente e convenientemente explicada novamente por Hanus, e acaba não tendo a mínima importância na história. Entendo que é um roteiro sobre auto conhecimento e sobre o relacionamento com Lenka, mas a falta de importância acaba sendo redutível e minimiza uma situação que já não foi bem desenvolvida a ponto de não ter importância. Mais uma vez se aproveitando da conveniência, após perder sua nave e a morte de Hanus no meio dos confins do espaço ele é encontrado por outra nave e consegue aparentemente fazer um princípio de reaproximação de uma situação que parecia tão grave. Crio que as decisões do roteiro nesta adaptação não foram as melhores pra condensar a história aos limites de um longa-metragem.
É impressionante como um filme com uma estética tão bem feita e original, um lista (enorme) de atores relevantes no cast e a volta do diretor Wes Anderson resultaram em um filme tão vazio. São enormes pinceladas de pontos de vista de inúmeros personagens condensados em três camadas de uma narrativa que afinal não fala sobre nada em si.
Confesso que assisti com com 0 expectativas e me surpreendi muito. Atores cativantes e obviamente muito talentosos. Olivia Colman impecável como sempre e Timothée conseguiu entregar perfeitamente a essência do personagem além de cantar e dançar. A pequena Calah Lane no papel de Noodle é o grande destaque pra mim.
Uma boa surpresa. Assisti sem esperar muito e me surpreendi. Muito bacana o fato de que apesar de clichê explorou assuntos pouco comuns neste tipo de comédia romântica. Acertaram no ponto que enquanto assistia fiquei temeroso quando o desenrolar da história, que seria o fato do grande porquê do seu reencontro com sigo mesma ser simplesmente o romance, o que não aconteceu. Soou como um elemento a mais onde a personagem conseguiu se sentir desejada e feliz após muitos anos “vivendo no automático” , e não como a grande salvação e motivação de toda mudança.
Corajoso, é o adjetivo para este filme. Nos apresenta uma narrativa meticulosamente construída para proporcionar desconforto, questionamentos, surrealidades (ou não) com uma trilha sonora marcante e um final imaginativo. Mas neste caso pela belíssima construção de toda a atmosfera não nos passa a sensação de descaso pela conclusão, muito pelo contrário. O filme nos apresenta várias possibilidades para o espectador interpretar à sua maneira o que entendeu de toda a situação. Extremamente crítico ao ego e às relações interpessoais e familiares nos apresenta diálogos frios, jogos de câmera distantes, quase como se fosse um ponto de vista de alguém que está observando para nos causar justamente a sensação de distanciamento por aquelas pessoas robóticas. Muito bom em todos os quesitos, principalmente na direção de personagens. A medida que se avançam os atos vamos acompanhando as interações assombrosas destas pessoas desconexas das emoções, o que nos permite visualizar com mais clareza o peso dos atos e das consequências.
Um espetáculo de tudo aquilo que o cinema pode proporcionar: direção, estética, fotografia e belíssimas atuações. O filme trata de assuntos muito densos de uma forma extremamente sensível na relação entre pai e filha e a depressão profunda que Calum a todo momento tenta esconder. Mas como espectadores vamos tendo sinais através de enquadramentos, olhares, hesitações, cenas que as vezes mesmo em silêncio dizem muito sobre tudo que está acontecendo. Cenas estas que são muito bem usadas pra nos aprofundar na importância daqueles que parecem simples momentos entre os dois. É um daqueles filmes que mesmo após os créditos continuamos imóveis digerindo tudo aquilo que foi exibido e refletindo. Não necessariamente nos apresenta os fatos e cortes de maneira linear, então vamos tomando ciência à medida que avançamos e conseguimos junta-los.
Trata-se da história de um pai muito jovem que ama muito sua filha e a leva pra passar férias em um hotel, mas ele passa por uma enorme depressão que tenta esconder de Sophie, brilhantemente interpretada pela Frankie Corio. E tais gravações apresentadas ao longo do filme são as filmagens daquela que viria a ser a última viagem que teve com seu pai por ele ter tirado a própria vida após aquele verão. Sabendo destes fatos conseguimos entender a importância e o tempo de tela que a diretora da para momentos que aparentemente não têm importância mas que ganham o peso por serem os últimos. E consequentemente nos fazem refletir sobre o valor que damos paras estas interações na nossa vida.
A palavra que descreve este filme pra mim é: brilhante.
Como que leram essa história e pensaram: vamos fazer um filme? No começo eu achei ruim, mas no final eu achei que tava no começo. Gastaram a Alice Braga nessa marmota
O filme é lento e a princípio parece um roteiro comum mas quando se assiste à última cena tudo se justifica, não somente pela cena em si mas pelos varios sinais que o filme nos dá mas só conseguimos concluir no final.
Conseguimos compreender que nas primeiras cenas do filme durante o monólogo de Hen, seu marido Junior ja havia partido e aquele que se encontrava na casa era o clone. Daí o motivo de Hen saber que era um homem no carro que chegava pois aquele não era o primeiro encontro deles. Outro plot e o de que Hen foi substituída no final onde conseguimos ver que ela escolheu partir depois de tudo deixando a carta em branco que havia falado com Terrance, e na cena final quando ela reage de uma forma calma ao avistar o besouro na pia afirmando que nunca tinha visto um destes porém sabemos que sim. Outro detalhe é que após Junior avistar a carta em branco momentos depois a nova Hen entra em cena e ao fundo conseguimos ver uma nave partindo pela janela.
Lembra em alguns aspectos as críticas feitas no filme O Menu. Por gostar de culinária tentei comprar a ideia do filme, mas não gosto desse tom apelativo pra lição de moral. Me passa a ideia de historinha infantil. Mas no geral entretém sem grandes excepcionalidades.
Complexo. Eu durante todo o filme me esforcei pra comprar a ideia somente pelo elenco de peso. Porém gostei da construção do suspense e das movimentações de câmera pra enfatizar o desconforto ou causar estranheza. A trilha sonora é totalmente feita pra instigar o espectador a achar que algo vai acontecer, só que tudo ocorre de forma lenta e pouco explicada. Não posso dizer que o filme não prendeu minha atenção e que não fiquei instigado a saber mais sobre cada personagem, mas achei o final preguiçoso. Quando finalmente o personagem de Mahershala Ali explica e conclui seus pensamentos sobre os diálogos vagos que ele e sua filha tem durante o filme, ao invés de explorar o filme acaba em uma cena que nos obriga a especular todo o final, e além de tudo sem nos explicar de forma concreta quem fez tudo aquilo.
Daria nota 2 mas o 0,5 a mais foi por conta da personagem da Camila de Lucas, que é a salvação do filme. Aparentemente foi uma inspiração que junta 50 tons de cinza e 365 dias, mas admitamos, com um roteiro um pouco menos problemático e mais complexo que as duas obras. Mais complexo, não necessariamente significa bom neste caso. Tal inspiração me pareceu presente até na escolha do remix de Envolver que lembra a versão de Crazy in Love de 50 tons. Gosto dos jogos de câmera e enquadramentos principalmente das cenas de ação no trânsito e gostei também da fotografia e ambientação, embora em alguns momentos tais cores gerassem distorções na tonalidade dos dentes, por exemplo. O filme carrega também um excesso de nitidez que deixa as marcas de expressão super realçadas. Este pode não ser um problema, mas não creio que tenha sido de intenção proposital realçar tais traços. Dito isto achei que o filme procura soluções muito simplórias pra problemas complexos,
como o fato da Babi chegar em casa, ver que foi invadida e mesmo assim entrar e além de tudo, não ligar pra polícia e sim pro amigo. Outro ponto é que desde o início já nota-se que amigo é um personagem dúbio pela forma pouco natural que ele executa os diálogos desde sempre parecendo bastante suspeito, mesmo antes de que se tenha um suspense. A forma com que ele escala como vilão também me parece muito pouco convincente, pois, apesar de estar envolvido com uma organização criminosa desde que se sabe, ele praticava crimes de “colarinho branco”, e a partir de certo momento ele simplesmente se transforma sem que consigamos comprar a ideia, mesmo que sua vida esteja em risco. E voltamos às conveniências no final onde ele tem várias oportunidades de atirar em Babi mas sempre perde tempo explicando seu plano de forma bastante didática, ou passando a arma pro seu parceiro e fazendo discursos de vilão, ou pegando novamente pra si a arma e esperando que o herói do roteiro chegue pra salvar a mocinha. Sem falar no fato de ter caído na vala que eles cavaram.
Filme que foge dos clichês, apresentando várias situações totalmente cabíveis mesmo que inesperadas, como o fato do marido tentar ser simpático mesmo numa situação em que não caberia. Sequência de plots muito boa e mesmo quando você chega a pensar que o filme vai acabar e tudo vai se resolver ele não acaba e muito menos se resolve. Original.
O final passa a sensação da realidade que é um crime tão bárbaro e não solucionado sentido principalmente pela família. Durante todo o filme somos introduzidos pontualmente ao dilema através de flashbacks, nos fazendo entender e simpatizar com os personagens, mesmo quando com motivações duvidosas e controversas. Longe de nos dizer o que é certo e o que é errado o filme nos da justificativas para aqueles que são afetados pelo crime (ou a falta de solução dele) e nos mostra no final, um cenário real vivido por muitas famílias e/de vítimas de crimes como este, a falta de solução. Não é o sentimento e nem a resolução que se espera e por este motivo achei corajoso.
Mesmo sendo primoroso nas questões técnicas do cinema, confesso que só consegui comprar a ideia do filme após assistir e ler mais sobre as ideias do diretor em relação aos paralelos com as guerras civis irlandesas. Feito isso, trata-se de um filme muito bom, de uma fotografia que não só tem a missão de encantar o espectador como de situar os personagens em meio a paisagens com campos visuais bastante abertos e caminhos que parecem não ter fim e aprofundar a ideia de separatismo e distanciamento entre as pessoas, passando a ideia deu suas dimensões minúsculas em meio às vastas paisagens. Atuações excelentes de uma dupla que já vimos em tela trabalhando juntos em "Na Mira do Chefe" de 2008 também do diretor Martin McDonagh, que faz novamente um excelente trabalho.
Eu fico me perguntando até que ponto o desconforto que o expectador sente durante as 3h de filme são propositais e pensadas pela direção e roteiro ou, acaba sendo uma consequência de uma obra com pretensão maior que o resultado final. Fato é, que a temática do filme é muito interessante e passamos a história tendo o ponto de vista de Beau como o único para que possamos tirar conclusões. Tudo no filme é megalomaníaco, no sentido de situações absurdas e inusitadas e na lentidão para que um desenvolvimento da história aconteça. Por diversas vezes o roteiro nos causa ansiedade, apreensão e bastante tédio, que é onde me pergunto se proposital ou não para que possamos sentir exatamente as angustias de um personagem completamente tomado por inseguranças e traumas causados pela maternidade tóxica à qual foi submetido.
Meu entendimento sobre o filme é que o cenário catastrófico e distópico em que ele etá inserido é fruto da própria perspectiva de vida dele em relação ao meio em que vive, só que em um nível mais intenso por causa da sua percepção insegura causada por motivos ja ditos. Toda a sua jornada de ida para casa pra mim represente as barreiras que provavelmente ele mesmo se imponha para não ter que chegar e reencontrar o local oriundo de tantas más recordações.
Penso que apesar da boa intenção de não entregar mais do mesmo como o diretor ja entregou em seus dois longas ateriores, a execussão ficou um pouco à quem do que acredito que seja a ideia. Não é de forma alguma um filme fácil pra assistir, tampouco um filme para alguém que vá ao cinema ou goste de filmes mais despretenciosos. É extremamente cansativo e desgastante, até certo ponto propositalmente mas ainda sim, com o poder de causar tantos sentimentos ambíguos, que são formas que o cinema tem de nos causar emoções mesmo que não seja alegria. É uma experiência válida.
Uma aula de 100 minutos de sociologia e humanidade que nos faz questionar o quão privilegiados a maioria de nós somos pelo simples fato de não ter nascido em tais condições. A personagem Tati, que é uma jovem de 13 anos, passa por diversas situações inimagináveis de contato frequente com drogas, dependência química da mãe e o fato de que seu suporto pai é um "ex dono do morro" fazendo com que ela conviva diariamente com o cenário hostil de uma comunidade dominada pelo tráfico, e em nenhum momento nos é a presentado que ela ao menos frequente uma escola regular nos fazendo perceber que é uma situação comum, mas não por culpa de jovens que não veem futuro nos estudos, mas pela falta de oportunidades por conta das prioridades básicas que têm. O filme tem um enredo bem trabalhado e nos apresenta fatos crus de uma realidade que fechamos os olhos pra sua existência.
Apesar de tudo não posso negar que é um filme que que prende a atenção pela dinâmica. Frases de efeito, poder do protagonismo, inteligência seletiva e situações de conveniência para o roteiro são os marcos do filme. Não há nada que o protagonista não consiga fazer com facilidade. Bilionários que além de patrocinar o projeto participam de todas as situações de alto risco envolvidas na operação com o mínimo de segurança possível. Impressiona a facilidade que submarinos frágeis chegam a 12km de profundidade dentre outras situações absurdas, algumas plausíveis e outras não. Mas se for assistir, esteja preparado.
Bom, eu sinto como sento um filme exibicional para mostrar todas as possibilidades possíveis do uso de efeitos visuais de ultima geração com captação de movimentos dos atores para criação dos avatares e etc. Não vou dizer que é um filme excelente no conjunto da obra, mas é inegavelmente muito bonito e cumpre muito bem o papel a que se propõe. Nunca teve a premissa de ser o novo maior filme de drama da história porém Zoe Saldaña entrega ótimas cenas como Neytiri. Eu sempre tenho a impressão de que o filme poderia ser um pouco menor, assim como o primeiro da franquia. Franquia esta que ja tem seu gancho puxado nas cenas finais onde ao que parece, será um novo Vingadores End Game devido à batalha dos dois povos. Como assisti pelo Disney Plus tive um pequeno problema com a função HDR da TV onde, minha TV possui 3 modos, escuro, normal e brilhante, porém como este filme teve seus efeitos e fotografia trabalhada para ser exibida em cinema, o modo Brilhante (onde a TV aumenta o contraste e saturação das cores) deixou tudo com uma cara muito fantasiosa e pouco natural e pensei em mudar para o modo HDR escuro (que não modifica as cores e tem uma experiência mais próxima do cinema) no meio do filme. Então fique atento estas funcionalidades na sua TV pois em alguns filmes e especialmente neste, a fotografia fiel é de extrema importância, afinal, é o carro chefe da produção.
Tipos de Gentileza
3.2 247De todos os filmes do Yorgos Lanthimos, esse com certeza foi o mais difícil de assistir. Acho que ele ficou preso em seu próprio estilo de sempre criar uma realidade distópica para tratar de questões do dia a dia de uma forma maximizada, extrapolada. Não que isso seja um problema, porém aqui parece ter o limitado. A direção de arte, e as atuações são ótimas porém o ritmo da(s) história(s) deixa a experiência complicada.
É Assim Que Acaba
3.2 395 Assista AgoraConfesso que assisti ja com pedras nas mãos, muito por causa das polêmicas envolvendo a autora relacionada aos produtos questionáveis que ela tentou lançar sobre o filme e de algumas criticas do livro em que falavam sobre a romantização de alguns aspectos. Porém gostei bastante do resultado final e me surpreendi muito positivamente. O roteiro é bem amarrado e houve uma responsabilidade muito grande com a temática da obra que é o abuso físico e psicológico. Uma descontentamento que tenho é que os nomes e profissões dos personagens parecem ter sido criados por uma criança de 11 anos, onde a Lily Blossom Bloom quer ser florista e se apaixona por um homem rico e bem sucedido que é neurocirurgião... bastante clichê. Porém a forma com que o filme constrói a progressão dos fatos é interessante pois como vemos pelo ponto de vista dela num primeiro momento apenas com cortes e jogos de câmera, para nós espectadores, chegam a parecer acidentes casuais e só quando ela se da conta de que está em um relacionamento abusivo é que as cenas são apresentadas da forma que realmente aconteceram. Outro ponto pelo qual fiquei feliz pelo roteiro é que apesar de ter dado uma profundidade e mostrado talvez a origem do comportamento agressivo Ryle, o filme não busca passar pano e nem justificar suas ações por meio destes acontecimentos, tal passado so nos é apresentado e ponto final. Como salto final achei um filme bem feito, com bom elenco e boa montagem.
O Abismo
2.5 93 Assista AgoraO carrinho de bebê saindo do meio da poeira sozinho NA SUBIDA foi o ponto alto pra mim
Atlas
2.9 167 Assista AgoraO filme me surpreendeu positivamente. Tem um visual muito bacana, embora o mesmo cuidado não tenha sido tomado em todas as cenas onde os efeitos visuais caem de qualidade. A JL se perde em alguns momentos quando o filme pede um nível de atuação mais profundo como em cenas que é necessário demonstrar desconforto ou raiva, mas somente com sua expressão corporal. Por não conseguir entregar, ela acaba apelando para exageros de atuação pouco naturais, e nós, como espectadores temos uma quebra na experiência, nos desconectando da história e do personagem cada vez que isso acontece. Apesar de tudo, o filme é bastante dinâmico e prende a atenção. Longe de ser uma obra com reflexões profundas e coerentes, é um filme fácil de se assistir sem pensar muito.
Zona de Interesse
3.6 698 Assista AgoraO filme é um recorte que não necessariamente tem um desfecho pois a história além da desta família ja sugere como foi o final (além de que esta não é uma família fictícia). Não coincidentemente levou o Oscar de melhor som pois ele é de fato o astro da produção. Em meio a uma vida "perfeita" ao menos para a Hedwig, os sons do campo ao lado não nos deixam esquecer o que acontece além dos muros. A todo momento escutamos gritos, tiros e sons de brutalidade enquanto os personagens convivem normalmente como se nada acontecesse. Um contraste muito perturbador que o filme enfatizou mesmo que sutilmente é como Rudolf gostava de animais, tanto que foi se despedir de seu cavalo com um "eu te amo" e chegou a parar uma senhora na rua para elogia seu cachorro, enquanto em contra ponto conversa de forma corriqueira na sala de casa sobre o desenvolvimento de um novo forno mais eficiente para carbonizar pessoas. É um retrato muito diferente do que o que normalmente se explora sobre uma guerra e a meu ver conseguiu passar a mensagem de horror que tinha como objetivo ao mostrar a brutalidade de uma outra forma, através dos sons, e através da apatia absurda e monstruosa dos personagens.
O Astronauta
2.9 144 Assista AgoraAdam Sandler mais uma vez provando sua versatilidade e mandando muito bem em um filme de drama. A voz e interpretação do Paul Dano como Hanus impecáveis nos diálogos. Porém o filme tem vários problemas de ritmo e um roteiro que busca na conveniência a resolução dos problemas do Jakub. Senti o uso de várias referências de outros filmes como Interestelar por exemplo, quando adentram a nebulosa.
Ao terminar o filme senti que me apresentaram uma história de astronautas no espaço que poderia ser facilmente resolvida em sessões de terapia. As perguntas e conclusões de Hanus eram sempre simples, pontuais e incisivas fazendo Jakub refletir sobre sua vida. O protagonista precisou viajar para os confins do universo, encontrar um alienígena que estava disposto a estudar as emoções humanas pra perceber que o maior problema da própria vida era ele mesmo. Não tinha um amigo, não tinha um psicólogo que o filme mesmo apresenta como uma das preocupações da agência espacial, que conseguisse ter tido essas indagações anteriormente? A história toda se passa com o propósito de chegar até a tal nebulosa que no fim das contas é totalmente e convenientemente explicada novamente por Hanus, e acaba não tendo a mínima importância na história. Entendo que é um roteiro sobre auto conhecimento e sobre o relacionamento com Lenka, mas a falta de importância acaba sendo redutível e minimiza uma situação que já não foi bem desenvolvida a ponto de não ter importância. Mais uma vez se aproveitando da conveniência, após perder sua nave e a morte de Hanus no meio dos confins do espaço ele é encontrado por outra nave e consegue aparentemente fazer um princípio de reaproximação de uma situação que parecia tão grave. Crio que as decisões do roteiro nesta adaptação não foram as melhores pra condensar a história aos limites de um longa-metragem.
Asteroid City
3.1 236 Assista AgoraÉ impressionante como um filme com uma estética tão bem feita e original, um lista (enorme) de atores relevantes no cast e a volta do diretor Wes Anderson resultaram em um filme tão vazio. São enormes pinceladas de pontos de vista de inúmeros personagens condensados em três camadas de uma narrativa que afinal não fala sobre nada em si.
Wonka
3.4 457 Assista AgoraConfesso que assisti com com 0 expectativas e me surpreendi muito. Atores cativantes e obviamente muito talentosos. Olivia Colman impecável como sempre e Timothée conseguiu entregar perfeitamente a essência do personagem além de cantar e dançar. A pequena Calah Lane no papel de Noodle é o grande destaque pra mim.
Em Uma Ilha Bem Distante
3.3 43 Assista AgoraUma boa surpresa. Assisti sem esperar muito e me surpreendi. Muito bacana o fato de que apesar de clichê explorou assuntos pouco comuns neste tipo de comédia romântica. Acertaram no ponto que enquanto assistia fiquei temeroso quando o desenrolar da história, que seria o fato do grande porquê do seu reencontro com sigo mesma ser simplesmente o romance, o que não aconteceu. Soou como um elemento a mais onde a personagem conseguiu se sentir desejada e feliz após muitos anos “vivendo no automático” , e não como a grande salvação e motivação de toda mudança.
O Sacrifício do Cervo Sagrado
3.7 1,2K Assista AgoraCorajoso, é o adjetivo para este filme. Nos apresenta uma narrativa meticulosamente construída para proporcionar desconforto, questionamentos, surrealidades (ou não) com uma trilha sonora marcante e um final imaginativo. Mas neste caso pela belíssima construção de toda a atmosfera não nos passa a sensação de descaso pela conclusão, muito pelo contrário. O filme nos apresenta várias possibilidades para o espectador interpretar à sua maneira o que entendeu de toda a situação. Extremamente crítico ao ego e às relações interpessoais e familiares nos apresenta diálogos frios, jogos de câmera distantes, quase como se fosse um ponto de vista de alguém que está observando para nos causar justamente a sensação de distanciamento por aquelas pessoas robóticas. Muito bom em todos os quesitos, principalmente na direção de personagens. A medida que se avançam os atos vamos acompanhando as interações assombrosas destas pessoas desconexas das emoções, o que nos permite visualizar com mais clareza o peso dos atos e das consequências.
Aftersun
4.0 793Um espetáculo de tudo aquilo que o cinema pode proporcionar: direção, estética, fotografia e belíssimas atuações. O filme trata de assuntos muito densos de uma forma extremamente sensível na relação entre pai e filha e a depressão profunda que Calum a todo momento tenta esconder. Mas como espectadores vamos tendo sinais através de enquadramentos, olhares, hesitações, cenas que as vezes mesmo em silêncio dizem muito sobre tudo que está acontecendo. Cenas estas que são muito bem usadas pra nos aprofundar na importância daqueles que parecem simples momentos entre os dois. É um daqueles filmes que mesmo após os créditos continuamos imóveis digerindo tudo aquilo que foi exibido e refletindo. Não necessariamente nos apresenta os fatos e cortes de maneira linear, então vamos tomando ciência à medida que avançamos e conseguimos junta-los.
Trata-se da história de um pai muito jovem que ama muito sua filha e a leva pra passar férias em um hotel, mas ele passa por uma enorme depressão que tenta esconder de Sophie, brilhantemente interpretada pela Frankie Corio. E tais gravações apresentadas ao longo do filme são as filmagens daquela que viria a ser a última viagem que teve com seu pai por ele ter tirado a própria vida após aquele verão. Sabendo destes fatos conseguimos entender a importância e o tempo de tela que a diretora da para momentos que aparentemente não têm importância mas que ganham o peso por serem os últimos. E consequentemente nos fazem refletir sobre o valor que damos paras estas interações na nossa vida.
A palavra que descreve este filme pra mim é: brilhante.
Hypnotic: Ameaça Invisível
2.7 151 Assista AgoraComo que leram essa história e pensaram: vamos fazer um filme?
No começo eu achei ruim, mas no final eu achei que tava no começo. Gastaram a Alice Braga nessa marmota
Intruso
3.1 143O filme é lento e a princípio parece um roteiro comum mas quando se assiste à última cena tudo se justifica, não somente pela cena em si mas pelos varios sinais que o filme nos dá mas só conseguimos concluir no final.
Conseguimos compreender que nas primeiras cenas do filme durante o monólogo de Hen, seu marido Junior ja havia partido e aquele que se encontrava na casa era o clone. Daí o motivo de Hen saber que era um homem no carro que chegava pois aquele não era o primeiro encontro deles. Outro plot e o de que Hen foi substituída no final onde conseguimos ver que ela escolheu partir depois de tudo deixando a carta em branco que havia falado com Terrance, e na cena final quando ela reage de uma forma calma ao avistar o besouro na pia afirmando que nunca tinha visto um destes porém sabemos que sim. Outro detalhe é que após Junior avistar a carta em branco momentos depois a nova Hen entra em cena e ao fundo conseguimos ver uma nave partindo pela janela.
Fome de Sucesso
3.3 126 Assista AgoraLembra em alguns aspectos as críticas feitas no filme O Menu. Por gostar de culinária tentei comprar a ideia do filme, mas não gosto desse tom apelativo pra lição de moral. Me passa a ideia de historinha infantil. Mas no geral entretém sem grandes excepcionalidades.
O Mundo Depois de Nós
3.2 990 Assista AgoraComplexo. Eu durante todo o filme me esforcei pra comprar a ideia somente pelo elenco de peso. Porém gostei da construção do suspense e das movimentações de câmera pra enfatizar o desconforto ou causar estranheza. A trilha sonora é totalmente feita pra instigar o espectador a achar que algo vai acontecer, só que tudo ocorre de forma lenta e pouco explicada. Não posso dizer que o filme não prendeu minha atenção e que não fiquei instigado a saber mais sobre cada personagem, mas achei o final preguiçoso. Quando finalmente o personagem de Mahershala Ali explica e conclui seus pensamentos sobre os diálogos vagos que ele e sua filha tem durante o filme, ao invés de explorar o filme acaba em uma cena que nos obriga a especular todo o final, e além de tudo sem nos explicar de forma concreta quem fez tudo aquilo.
O Lado Bom de Ser Traída
1.8 160 Assista AgoraDaria nota 2 mas o 0,5 a mais foi por conta da personagem da Camila de Lucas, que é a salvação do filme. Aparentemente foi uma inspiração que junta 50 tons de cinza e 365 dias, mas admitamos, com um roteiro um pouco menos problemático e mais complexo que as duas obras. Mais complexo, não necessariamente significa bom neste caso. Tal inspiração me pareceu presente até na escolha do remix de Envolver que lembra a versão de Crazy in Love de 50 tons. Gosto dos jogos de câmera e enquadramentos principalmente das cenas de ação no trânsito e gostei também da fotografia e ambientação, embora em alguns momentos tais cores gerassem distorções na tonalidade dos dentes, por exemplo. O filme carrega também um excesso de nitidez que deixa as marcas de expressão super realçadas. Este pode não ser um problema, mas não creio que tenha sido de intenção proposital realçar tais traços. Dito isto achei que o filme procura soluções muito simplórias pra problemas complexos,
como o fato da Babi chegar em casa, ver que foi invadida e mesmo assim entrar e além de tudo, não ligar pra polícia e sim pro amigo. Outro ponto é que desde o início já nota-se que amigo é um personagem dúbio pela forma pouco natural que ele executa os diálogos desde sempre parecendo bastante suspeito, mesmo antes de que se tenha um suspense. A forma com que ele escala como vilão também me parece muito pouco convincente, pois, apesar de estar envolvido com uma organização criminosa desde que se sabe, ele praticava crimes de “colarinho branco”, e a partir de certo momento ele simplesmente se transforma sem que consigamos comprar a ideia, mesmo que sua vida esteja em risco. E voltamos às conveniências no final onde ele tem várias oportunidades de atirar em Babi mas sempre perde tempo explicando seu plano de forma bastante didática, ou passando a arma pro seu parceiro e fazendo discursos de vilão, ou pegando novamente pra si a arma e esperando que o herói do roteiro chegue pra salvar a mocinha. Sem falar no fato de ter caído na vala que eles cavaram.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraFilme que foge dos clichês, apresentando várias situações totalmente cabíveis mesmo que inesperadas, como o fato do marido tentar ser simpático mesmo numa situação em que não caberia. Sequência de plots muito boa e mesmo quando você chega a pensar que o filme vai acabar e tudo vai se resolver ele não acaba e muito menos se resolve. Original.
Três Anúncios Para um Crime
4.2 2,0K Assista AgoraSurpreendentemente bom.
O final passa a sensação da realidade que é um crime tão bárbaro e não solucionado sentido principalmente pela família. Durante todo o filme somos introduzidos pontualmente ao dilema através de flashbacks, nos fazendo entender e simpatizar com os personagens, mesmo quando com motivações duvidosas e controversas. Longe de nos dizer o que é certo e o que é errado o filme nos da justificativas para aqueles que são afetados pelo crime (ou a falta de solução dele) e nos mostra no final, um cenário real vivido por muitas famílias e/de vítimas de crimes como este, a falta de solução. Não é o sentimento e nem a resolução que se espera e por este motivo achei corajoso.
Os Banshees de Inisherin
3.9 596 Assista AgoraMesmo sendo primoroso nas questões técnicas do cinema, confesso que só consegui comprar a ideia do filme após assistir e ler mais sobre as ideias do diretor em relação aos paralelos com as guerras civis irlandesas. Feito isso, trata-se de um filme muito bom, de uma fotografia que não só tem a missão de encantar o espectador como de situar os personagens em meio a paisagens com campos visuais bastante abertos e caminhos que parecem não ter fim e aprofundar a ideia de separatismo e distanciamento entre as pessoas, passando a ideia deu suas dimensões minúsculas em meio às vastas paisagens. Atuações excelentes de uma dupla que já vimos em tela trabalhando juntos em "Na Mira do Chefe" de 2008 também do diretor Martin McDonagh, que faz novamente um excelente trabalho.
Beau Tem Medo
3.2 442Eu fico me perguntando até que ponto o desconforto que o expectador sente durante as 3h de filme são propositais e pensadas pela direção e roteiro ou, acaba sendo uma consequência de uma obra com pretensão maior que o resultado final. Fato é, que a temática do filme é muito interessante e passamos a história tendo o ponto de vista de Beau como o único para que possamos tirar conclusões. Tudo no filme é megalomaníaco, no sentido de situações absurdas e inusitadas e na lentidão para que um desenvolvimento da história aconteça. Por diversas vezes o roteiro nos causa ansiedade, apreensão e bastante tédio, que é onde me pergunto se proposital ou não para que possamos sentir exatamente as angustias de um personagem completamente tomado por inseguranças e traumas causados pela maternidade tóxica à qual foi submetido.
Meu entendimento sobre o filme é que o cenário catastrófico e distópico em que ele etá inserido é fruto da própria perspectiva de vida dele em relação ao meio em que vive, só que em um nível mais intenso por causa da sua percepção insegura causada por motivos ja ditos. Toda a sua jornada de ida para casa pra mim represente as barreiras que provavelmente ele mesmo se imponha para não ter que chegar e reencontrar o local oriundo de tantas más recordações.
Penso que apesar da boa intenção de não entregar mais do mesmo como o diretor ja entregou em seus dois longas ateriores, a execussão ficou um pouco à quem do que acredito que seja a ideia. Não é de forma alguma um filme fácil pra assistir, tampouco um filme para alguém que vá ao cinema ou goste de filmes mais despretenciosos. É extremamente cansativo e desgastante, até certo ponto propositalmente mas ainda sim, com o poder de causar tantos sentimentos ambíguos, que são formas que o cinema tem de nos causar emoções mesmo que não seja alegria. É uma experiência válida.
Pacificado
3.4 17 Assista AgoraUma aula de 100 minutos de sociologia e humanidade que nos faz questionar o quão privilegiados a maioria de nós somos pelo simples fato de não ter nascido em tais condições. A personagem Tati, que é uma jovem de 13 anos, passa por diversas situações inimagináveis de contato frequente com drogas, dependência química da mãe e o fato de que seu suporto pai é um "ex dono do morro" fazendo com que ela conviva diariamente com o cenário hostil de uma comunidade dominada pelo tráfico, e em nenhum momento nos é a presentado que ela ao menos frequente uma escola regular nos fazendo perceber que é uma situação comum, mas não por culpa de jovens que não veem futuro nos estudos, mas pela falta de oportunidades por conta das prioridades básicas que têm. O filme tem um enredo bem trabalhado e nos apresenta fatos crus de uma realidade que fechamos os olhos pra sua existência.
Megatubarão
2.8 849Apesar de tudo não posso negar que é um filme que que prende a atenção pela dinâmica. Frases de efeito, poder do protagonismo, inteligência seletiva e situações de conveniência para o roteiro são os marcos do filme. Não há nada que o protagonista não consiga fazer com facilidade. Bilionários que além de patrocinar o projeto participam de todas as situações de alto risco envolvidas na operação com o mínimo de segurança possível. Impressiona a facilidade que submarinos frágeis chegam a 12km de profundidade dentre outras situações absurdas, algumas plausíveis e outras não. Mas se for assistir, esteja preparado.
65: Ameaça Pré-Histórica
2.4 338 Assista AgoraUma série de coisas dando errado e depois dando certo milagrosamente
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraBom, eu sinto como sento um filme exibicional para mostrar todas as possibilidades possíveis do uso de efeitos visuais de ultima geração com captação de movimentos dos atores para criação dos avatares e etc. Não vou dizer que é um filme excelente no conjunto da obra, mas é inegavelmente muito bonito e cumpre muito bem o papel a que se propõe. Nunca teve a premissa de ser o novo maior filme de drama da história porém Zoe Saldaña entrega ótimas cenas como Neytiri. Eu sempre tenho a impressão de que o filme poderia ser um pouco menor, assim como o primeiro da franquia. Franquia esta que ja tem seu gancho puxado nas cenas finais onde ao que parece, será um novo Vingadores End Game devido à batalha dos dois povos. Como assisti pelo Disney Plus tive um pequeno problema com a função HDR da TV onde, minha TV possui 3 modos, escuro, normal e brilhante, porém como este filme teve seus efeitos e fotografia trabalhada para ser exibida em cinema, o modo Brilhante (onde a TV aumenta o contraste e saturação das cores) deixou tudo com uma cara muito fantasiosa e pouco natural e pensei em mudar para o modo HDR escuro (que não modifica as cores e tem uma experiência mais próxima do cinema) no meio do filme. Então fique atento estas funcionalidades na sua TV pois em alguns filmes e especialmente neste, a fotografia fiel é de extrema importância, afinal, é o carro chefe da produção.